OLHAÍ O GOIÁS E O AVAÍ
Desculpe o atraso na postagem destes comentários, pois fui vítima de um crepe nos meus equipamentos, justamente na noite de domingo, e só agora eles puderam ser reabilitados.
O fato é que, se nomeio de semana o São Paulo foi o grande beneficiário da combinação de resultados, neste final de semana os astros apontaram para o Palmeiras, que, no sábado, venceu o Inter, em jogo de seis pontos, e celebrou, no domingo, os tropeços de três dos outros chamados grandes, concorrentes mais próximos - São Paulo, Galo e Corinthians.
As exceções foram Goiás e Avaí, que derrubaram com folga Santos e Flamengo, em seus próprios estádios.
Aliás, duas exceções magníficas, sobretudo o Avai, por quem não se dava um tostão furado nas primeiras rodadas e que, de repente, criou asas, e alçou vôo da zona do rebaixamento ao G-4, com a marca inacreditável de onze partidas inictas.
Claro, o Flamengo, em plena fase de transição, jogou muito desfalcado. Mas, o Avaí, ao seu estilo, botou a bola no chão, sob o comando de Marquinhos, um dos dois ou três melhores jogadores do campeonato até agora, e poderia ter alcançado um placar ainda mais sonoro.
Além de Goiás, vice-líder, agora já com Fernandão estreando, o que lhe dará certamente mais força ofensiva, ao lado de Léo Lima e um pouco atrás de Iarley e Felipe, e de Avaí, vale ressaltar o renascimento do Atlético PR nas mãos do experiente Antonio Lopes, cujo batismo de fogo seria esse jogo contra o ascendente São Paulo. Resultado: 1 a 0, com clara predominância do Furacão, num jogo de extração técnica mediana.
Já Corinthians e Botafogo ofereceram emoções redobradas no Pacaembu, num empate de 3 a 3, eivado de erros da arbitragem. Abstraindo-se isso, o que é quase impossível, pois muitos desses erros influiram diretamente no resultado, a partida foi muito movimentada, e mais positiva para o Botafogo, que luta para escapar da degola, enquanto o Corinthians vai tentando se rearmar de olho apenas na Libertadores, embora possa, sim, senhor, chegar ao G-4, pelo menos.
Por fim, a impiedosa goleada do Grêmio sobre o Galo – 4 a 1, no Olímpico. E eis aquestão: no Olímpico, o Grêmio, com seus Tchecos e Souzas, é rei. Fora, tem sido um mero súdito.
De qualquer forma, essas alternâncias, de rodada a rodada, é que fazem o sal desse campeonato de pontos corridos, uma decisão a cada jogo, para todos.
O GRINGO CHEGOU
Nesta ssegunda-feira, o argentino De Federico desembarcou em Congonhas, posou com a camisa do Corinthians, e prometeu dar um brilho extra ao seu novo time.
Bem, confesso que não vi de seu futebol mais do que as imagens divulgadas pelas emissoras de TV, o que basta para impressionar. Mas, o amigo sacumé essa história de DVD de jogador de futebol. Podem apenas revelar as exceções de um desempenho, na média, bem inferior.
Fio-me, porém, na imprensa argentina que, há tempos, vem enaltecendo a bola desse garoto recém-promovido à elite do futebol de seu país, defendendo o Huracán, sensação do último campeonato de lá.
Canhoto, habilidoso e incisivo é o mínimo que se fala dele. O máximo, é que se trata de um novo Messi. Se conseguir ser, ao menos, um Douglas já estará de bom tamanho para o Corinthians.
VASCOOO!
Foi simplesmente emocionante ver a torcida vascaína invadir o Maracanã para empurrar seu Vasco em direção à goleada por 4 a 0 sobre o Ipatinga, em jogo pela Segundona, que o Almirante comanda do alto da proa.
Curiosa essa reação recorrente nas torcidas dos grandes clubes brasileiros que amargam a queda para a divisão inferior. Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Corinthians e outros tantos que viveram essa experiência provam que o torcedor se irmana ao clube na desgraça e passa a jogar junto para vê-lo novamente na Série A, seu verdadeiro patamar histórico.
Notas relacionadas:
Autor: Alberto Helena jr. Tags: Avaí, Botafogo, Corinthians, DVD, Goiás, Grêmio, Palmeiras, Vasco
