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Arquivo da Categoria Série B

24/08/2009 - 16:08

OLHAÍ O GOIÁS E O AVAÍ

Desculpe o atraso na postagem destes comentários, pois fui vítima de um crepe nos meus equipamentos, justamente na noite de domingo, e só agora eles puderam ser reabilitados.

O fato é que, se nomeio de semana o São Paulo foi o grande beneficiário da combinação de resultados, neste final de semana os astros apontaram para o Palmeiras, que, no sábado, venceu o Inter, em jogo de seis pontos, e celebrou, no domingo, os tropeços de três dos outros chamados grandes, concorrentes mais próximos - São Paulo, Galo e Corinthians.

As exceções foram Goiás e Avaí, que derrubaram com folga Santos e Flamengo, em seus próprios estádios.

Aliás, duas exceções magníficas, sobretudo o Avai, por quem não se dava um tostão furado nas primeiras rodadas e que, de repente, criou asas, e alçou vôo da zona do rebaixamento ao G-4, com a marca inacreditável de onze partidas inictas.

Claro, o Flamengo, em plena fase de transição, jogou muito desfalcado. Mas, o Avaí, ao seu estilo, botou a bola no chão, sob o comando de Marquinhos, um dos dois ou três melhores jogadores do campeonato até agora, e poderia ter alcançado um placar ainda mais sonoro.

Além de Goiás, vice-líder, agora já com Fernandão estreando, o que lhe dará certamente mais força ofensiva, ao lado de Léo Lima e um pouco atrás de Iarley e Felipe, e de Avaí, vale ressaltar o renascimento do Atlético PR nas mãos do experiente Antonio Lopes, cujo batismo de fogo seria esse jogo contra o ascendente São Paulo. Resultado: 1 a 0, com clara predominância do Furacão, num jogo de extração técnica mediana.

Já Corinthians e Botafogo ofereceram emoções redobradas no Pacaembu, num empate de 3 a 3, eivado de erros da arbitragem. Abstraindo-se isso, o que é quase impossível, pois muitos desses erros influiram diretamente no resultado, a partida foi muito movimentada, e mais positiva para o Botafogo, que luta para escapar da degola, enquanto o Corinthians vai tentando se rearmar de olho apenas na Libertadores, embora possa, sim, senhor, chegar ao G-4, pelo menos.

Por fim, a impiedosa goleada do Grêmio sobre o Galo – 4 a 1, no Olímpico. E eis aquestão: no Olímpico, o Grêmio, com seus Tchecos e Souzas, é rei. Fora, tem sido um mero súdito.

De qualquer forma, essas alternâncias, de rodada a rodada, é que fazem o sal desse campeonato de pontos corridos, uma decisão a cada jogo, para todos.

O GRINGO CHEGOU

Nesta ssegunda-feira, o argentino De Federico desembarcou em Congonhas, posou com a camisa do Corinthians, e prometeu dar um brilho extra ao seu novo time.

Bem, confesso que não vi de seu futebol mais do que as imagens divulgadas pelas emissoras de TV, o que basta para impressionar. Mas, o amigo sacumé essa história de DVD de jogador de futebol. Podem apenas revelar as exceções de um desempenho, na média, bem inferior.

Fio-me, porém, na imprensa argentina que, há tempos, vem enaltecendo a bola desse garoto recém-promovido à elite do futebol de seu país, defendendo o Huracán, sensação do último campeonato de lá.

Canhoto, habilidoso e incisivo é o mínimo que se fala dele. O máximo, é que se trata de um novo Messi. Se conseguir ser, ao menos, um Douglas já estará de bom tamanho para o Corinthians.

VASCOOO!

Foi simplesmente emocionante ver a torcida vascaína invadir o Maracanã para empurrar seu Vasco em direção à goleada por 4 a 0 sobre o Ipatinga, em jogo pela Segundona, que o Almirante comanda do alto da proa.

Curiosa essa reação recorrente nas torcidas dos grandes clubes brasileiros que amargam a queda para a divisão inferior. Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Corinthians e outros tantos que viveram essa experiência provam que o torcedor se irmana ao clube na desgraça e passa a jogar junto para vê-lo novamente na Série A, seu verdadeiro patamar histórico.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Série B Tags: , , , , , , ,
11/12/2008 - 09:12

E SE RONALDO JOGAR?

Só o tempo dirá se Ronaldo terá condições físicas para jogar, se não tudo o que jogava, mas o bastante para sustentar esse contrato dignamente até o fim.

Admitindo-se que sim, uma outra questão se levanta, em relação à nova formação do time com sua presença: com Herrera, a marcação do Corinthians começava lá na frente, pra valer; com Ronaldo, nem pensar. Atenção: nem de longe estou querendo cotejar tecnicamente um ao outro. Falo apenas sobre o esquema tático.

Ronaldo no Corinthians, por Milton Trajano

Mano terá de adaptar um novo jeito de jogar para extrair o máximo do craque e compensar a falha no sistema de marcação decorrente de sua presença.

Ora, bota mais um volante e a coisa está resolvida. Não, minha cara, não é assim tão simples. A entrada de mais um volante implicaria na saída de um dos três da equipe – Elias, Douglas ou Morais -, justamente o cerne do sucesso do Timão na campanha da Segundona.

É preciso medir bem as coisas antes de colocá-las em campo.

Mas, Mano Menezes terá todo tempo do mundo para pensar, armar e treinar, antes de executar.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Série B Tags: ,
23/11/2008 - 15:21

CAMPEONÍSSIMO

Não houve até hoje, e desconfio que não haverá tão cedo, um campeão da Série B com tantas sobras de desempenho. Antes mesmo da última rodada – dispensada, diga-se, na prática, pelo campeão, que já entrou em férias -, o Corinthians fechava o torneio com 19 pontos a mais em relação ao segundo colocado, o Avaí, com média superior a dois gols por partida e tal e cousa e lousa e maripousa.

E olhe que, apesar de já campeão há várias rodadas, empenhou-se nesse jogo de sábado, com o Avaí, como se o título ainda estivesse em disputa. Aliás, o Avaí, também com vaga assegurada na Primeirona, atirou-se á refrega com unhas e dentes. A tal ponto que o jogo terminou em pancadaria.

Só isso já dá a dimensão da força interior que moveu o Corinthians nessa arrancada em busca do prestígio perdido pela queda.
Sem garra, sem espírito de luta, não há como vencer uma disputa acirrada como essa.

Talvez, por isso mesmo o Corinthians trouxe para o Parque São Jorge um técnico gaúcho, de cenho franzido, voz grossa, afiado nas porfias da Segundona com seu ex-Grêmio, cuja capacidade de combate é histórica.

Eis, porém, que Mano Menezes chegou, e, sem que a turma percebesse, foi montando uma equipe com padrões que contrariavam todas as premissas sobre a competição. Nada de 3-5-2 ou 3-6-1, que em geral representam os sistemas mais adaptados ao tal de futebol de resultados. Nada de brucutus distribuindo porretadas no meio-de-campo para poupar os taludos beques do combate homem-a-homem.

Sem grossura, meu – esse foi o lema que, na prática, o gaúcho Mano Menezes adotou.
Com apenas dois zagueiros, firmes na marcação, mas que sabem jogar com a bola nos pés (Chicão e William), dois laterais ofensivos (basicamente, Alessandro e André Santos), apenas um volante mais de contenção, porém, técnico (Fabinho, de início; depois, Cristian), três meias de extrema habilidade (Elias, Douglas e Morais) e dois atacantes de muita mobilidade e incisivos – Herrera e Dentinho, os artilheiros do time com 15 gols cada.

Assim, o Corinthians pôs a bola no chão, envolveu seus adversários, correu poucos riscos e disparou um placar de resultados nunca visto nessa competição. Teve oscilações, jogou mal, ganhou esta ou aquela partida que até merecia perder, é verdade. Mas, isso é do jogo numa disputa tão longa. E, na média, o Timão foi aquele que, somando A e B, apresentou os espetáculos mais saborosos da temporada.

Corinthians voltou!

Ah, mas os adversários eram uma baba – dirão os ressentidos. Mas, se o eram neste ano, igualmente o eram nos anteriores, quando nenhum outro grande (Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Atlético Mineiro etc) chegou perto de performance desse calibre.

E, se o que vale, para os pragmáticos de plantão, é o resultado que plantem uma vírgula sequer nesse obtido pelo campeoníssimo Corinthians.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Série B Tags: ,
15/11/2008 - 20:15

HERRERA, EM PLENILÚNIO

Herrera é isso, Herrera é aquilo, mas, na verdade, Herrera é um desses atacantes que pode não ser, como não é, um artista da bola, dono de futebol refinado, cheio de surpresas, nada disso. Mas, tem um coração do tamanho do Parque São Jorge, e está sempre metendo seus gols, apesar do apelido pejorativo que trouxe na bagagem da Argentina: Casi goal.

Quase gol, uma ova! É de cabeça, de esquerda, de direita, de fora ou dentro da área, limpando o beque e batendo ou pegando sobra, é gol de todo jeito que o gringo acumulou nesta sua passagem pelo Corinthians.

Neste sábado mesmo fez dois dos 3 a 1 que o Corinthians emplacou no Vila Nova, num Pacaembu em festa. E, quando foi substituído, a Fiel desmanchou-se em aplausos.

Sim, tõ cansado de saber que esse tipo de atacante é de lua; na cheia, farta-se de marcar gols; na lua nova, entra em irritante estiagem.

Mas, se futebol é momento, como reza uma das mais poderosas máximas desse universo, o momento de Herrera, como do Corinthians, é de plenilúnio, lua cheíssima, redonda feito bola luminosa.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Série B Tags: , , , ,
13/11/2008 - 16:09

O AVAÍ E SILAS

O Figueirense está cai-não-cai, mas o Avaí já garantiu sua vaga na Série A do próximo ano, com algumas rodadas de antecedência, o que revela sua força. Com isso, os catarinas já estão representados na elite do Brasileirão na próxima temporada.

E, bem representados, diga-se, graças em grande parte ao comando do técnico Silas, um dos últimos dignos herdeiros dos nossos grandes meias-armadores.

Silas e o gaúcho Valdo marcaram a presença desse tipo de jogador em extinção entre os meados dos 80 e os de 90. Esteve em duas Copas do Mundo, depois de ter sido revelado pelo São Paulo, ao lado de Müller, no célebre time dos Menudos do Morumbi.

Ativo, hábil no manejo da bola, Silas já revelava em campo os dotes de treinador em que acabaria se transformando ao pendurar as chuteiras: lia o jogo como poucos, de acordo com o linguajar dos professores de hoje em dia.

E o seu Avaí, pelo pouco que pude ver, segue esse padrão de bola no chão, zelo no passe e muita dedicação.

Seja bem-vindo. 

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Série B Tags: , , , , ,
13/11/2008 - 15:47

PALMAS PARA O TIMÃO

Palmas para esse Corinthians, que, apesar de campeão antecipado, recordista em tudo na Série B, segue disputando-a com seriedade e, sobretudo, integridade. A vitória sobre o Juventude, em Caxias, por 2 a 1, não apenas quebra um tabu de muito tempo, como revela uma equipe organizada e ousada, com porte de verdadeiro campeão, aquele que se sente na obrigação de preservar a dignidade do título, doa a quem doer.

Que se mantenha assim até o apito final da Série B, pois isso será a semente forte para a grande volta por cima na Série A.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Série B Tags: , ,
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