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domingo, 25 de março de 2012 Sem categoria | 21:39

VERDADEIRO CLÁSSICO

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O amigo pode argumentar, não sem razão, que, afinal, o clássico paulista foi decidido por duas bolas paradas – numa delas, gol contra – e um tiro de longa distância do atirador de elite, Marcos Assunção, bola desviada no beque, o que, a princípio, reduz o brilho do embate a alguns lances aleatórios. Ainda mais se considerar que raras foram as chances criadas e perdidas tanto por Corinthians quanto por Palmeiras.

Mas, a verdade é que o clássico foi animado, renhido e decorado por alguns lances de classe, de parte a parte. Coisa típica de um clássico centenário como esse, em que a tensão e a atenção se sobrepõem à técnica e à habilidade.

De qualquer forma, nem Verdão, nem Timão, apelaram para as tradicionais retrancas, sobretudo quando um deles assume a vantagem no placar. Nada disso. O Palmeiras abriu a contagem e continuou buscando o segundo. Aliás, já poderia ter feito um gol com aquela cabeçada pra fora de Barcos, sozinho, na cara de Júlio César.

E o Corinthians virou o jogo em seis minutos, logo no comecinho do segundo tempo, e seguiu forçando, em duas blitz que por pouco não amplia sua vantagem, num período de descontrole do adversário. O Palmeiras, então, se reaprumou e quase chega ao empate em cabeceio de Henrique, também isolado perto da pequena área.

Resumindo: ganhou o Corinthians, com méritos, como poderia ter vencido o Palmeiras, idem com batatas.

NOVO LÍDER

Quem, contudo, melhor se aproveitou desse resultado foi o São Paulo, que mergulhou nessa rodada como terceiro colocado na tabela e emergiu, ao fim, como líder, ao bater o Mirassol, na casa amarela, por 1 a 0.

O placar foi modesto, mas o futebol tricolor foi de primeira, em vários momentos. O suficiente para encher de esperanças o amigo tricolino de que esse time, logo, logo, chegará ao ponto certo, conduzido pela bola redonda de Lucas, agora mais solidário, Cícero, Fernandinho, que incendiou a equipe ao entrar no segundo tempo, Casemiro, Cortez e Rhodolfo, sem falar no Fabuloso, que baixou enfermaria antes da partida.

NAS ÁGUAS DO PEIXE

O Santos, na Vila, venceu o Bragantino por 2 a 0, mas seus jogadores – sobretudo Neymar, claro – apanharam feito cão danado do time mais faltoso do campeonato.

Não tivemos gol de Neymar, que, no entanto, atirou-se à luta como sempre e protagonizou alguns lances de encher os olhos. Assim como Arouca, cada dia melhor, cada dia mais participativo. E Ganso, então?

Nada mais a declarar.

MENINO NEM

Mais uma vez, o menino Wellington Nem foi o nome do jogo, na vitória do Flu sobre o Bonsucesso por 2 a 0, sábado.

Veloz, hábil, resistente, apesar de franzino, esse garoto, que já estava na mira de Mano Menezes para as Olimpíadas, começa a cavar seu lugar na Seleção com ousadia, competência e personalidade.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sábado, 24 de março de 2012 Sem categoria | 19:56

DERBY PARELHO

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Há muito tempo não tínhamos um Derby com Palmeiras e Corinthians em situação tão parelha. Ambos ocupam as duas primeiras posições do Paulistão e cumprem sólidas campanhas nas competições paralelas que disputam – o Palmeiras, na Copa do Brasil, e o Corinthians, na Libertadores.

E, se o amigo cotejar as duas equipes que deverão entrar em campo neste domingo, jogador por jogador, verá que o equilíbrio prevalecerá.

E, nos bancos? Dois gaúchos de boa cepa, com visões um pouco diferentes sobre o conceito do jogo. Tite gosta de dizer que a escola gaúcha tem duas vertentes marcadas por dois mestres do ofício: Ênio Andrade e Carlos Froner.

Ele, Tite, é adepto da cartilha de Ênio Andrade, meio-campista de passe refinado, que, por sinal, jogou na primeira Academia do Palmeiras; Felipão já se alinha mais às diretrizes de Froner, um capitão do Exército, durão, que privilegiava mais o combate e o espírito de grupo, embora igualmente ladino.

A vantagem do Corinthians atual sobre o Palmeiras de hoje vai além dos técnicos no banco: é inegável que Tite tem mais opções entre os seus reservas do que Felipão.

Já o Palmeiras responde em campo com a força de sua artilharia, a mais eficiente do torneio, concentrada, sobretudo, na figura do Pirata Barcos, um goleador no cio que, fato raro, caiu nas graças da torcida verde assim que vestiu sua gloriosa camisa.

O cara faz gol como se estivesse tomando um copo d’água.

Em contrapartida, o Timão padece da escassez de gols, principalmente por conta de Liedson, seu artilheiro no estio.

E há uma lei infalível no futebol, seja pela receita de Ênio Andrade, seja pela de Froner: ganha quem fizer mais gols.

CIAO, CHICO

Chico Anysio não foi apenas o maior, mais versátil, criativo e popular humorista da história deste país, criador de personagens que se incorporaram na alma brasileira de tal forma que sempre temos a impressão de que cruzaremos com um deles na próxima esquina.

Chico Anysio, por transitar com êxito e talento no rádio, na tv, no cinema, no teatro, nas artes plásticas, nas letras e na música popular, chegou a ser chamado de gênio da raça, quando mais profícua era sua variada obra, lá pelos anos 70.

(Talvez, essa multiplicidade de experiências e vidas explique o fato de Chico ter sido um emérito vira-casaca no futebol, pois foi do América para o Vasco, sem deixar de abraçar aqui em São Paulo o Palmeiras de Ademir da Guia e cia. bela.).

Antes dele, o epíteto de gênio da raça coube bem em Millôr Fernandes, e, depois, em Jô Soares, dois outros humoristas de escol e variados talentos.

O que vale dizer que este país é mesmo engraçado. Agora, mais sem graça e um traço a menos de genialidade.

PELAS OROPAS

Foi um sábado pródigo em emoções e gols pela Europa afora.

Comecemos por Munique, onde o Bayern não conseguiu reprisar as goleadas das suas últimas participações no campeonato e na Liga dos Campeões.

Aliás, para sossegar o pito da torcida bávara, o Bayern teve de chamar o Super-Mário, que entrou e marcou o segundo gol, aquele que garantiu a vitória sobre o Hannover, já que Konan diminuiu no fim e por pouco a coisa não fica preta.

Por seu lado, em Londres, o Arsenal não teve de pingar uma gota de angústia diante do Aston Villa, pois definiu o jogo logo no primeiro tempo, com Gibbs e Walcott, para selar o placar no segundo, em bela cobrança de falta do espanhol Arteta.

E, mais: celebrou também o empate por 0 a 0 do Chelsea com o Tottenham, em jogo morno, o que lhe abre as portas para a próxima Liga dos Campeões.

Quem, porém, sonha mais alto é o Milan, que, de virada, bateu a Roma, em casa, com dois gols de Ibra, o segundo, um espetáculo de ligeireza, ousadia e talento: chegou à bola antes do beque, deu um chapéu no goleiro, e, de cabeça, venceu o beque que já se postava sobre a risca. Assim, o Milan, apesar de tantos desfalques, segue na ponta do Campeonato Italiano, com grandes chances de levar a taça.

Ah, mas tem mais. Olhaí o Real se recuperando em grande estilo diante da Real Sociedad: 5 a 1, com direito a dois gols de Cristiano Ronaldo, agora ao lado de Messi no topo da artilharia espanhola.

Messi que, por sinal, não deu show contra o Mallorca, na vitória modesta, para o Barça, claro, por 2 a 0. Não deu show, mas definiu o jogo. Primeiro, batendo aquela falta que varou todas as cabeças e entrou direto no gol adversário, embora ficasse a impressão de que Sanchez concluíra de coco antes de a bola atravessar a linha da meta. Depois, disparando aquele canhotaço que se chocou no poste para, na volta, ser devidamente empurrada por Piqué às redes do Mallorca.

Agora, a diferença é de seis pontos entre Real, o líder, e Barça, o vice. O que parecia definido há algumas rodadas já é uma grande indecisão.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quinta-feira, 22 de março de 2012 Sem categoria | 14:32

OS PULOS DE NEYMAR

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- Se eu não tivesse pulado umas três vezes, estaria agora no hospital. (Neymar, depois do jogo com o Juan Aurich).

Choro de menino mimado? Uma ova! O craque apanhou feito gente grande nesse jogo de uma nota só, em que apenas o Santos buscou jogar, enquanto os peruanos limitaram-se, de cabo a rabo, a se defender com nove, dez jogadores, além do goleiro, claro.

Isso – mais o dilúvio que desabou sobre o Pacaembu – impediu que tivéssemos aquele show da Vila tão esperado. Mesmo assim, com gols de Dracena e de Neymar, em jogada esperta de Borges, o Santos venceu e saltou para a liderança de seu grupo, posto que disputará, pelo jeito, com o Inter, no Beira-Rio.

Será jogo pra mais de metro, meu.

O ENIGMA DO TIMÃO

O técnico Tite, depois da vitória do Corinthians sobre The Strongest por 1 a 0, perdeu a serenidade habitual ao ter de responder pela enésima vez a respeito dos recorrentes resultados magros de seu time nesta temporada.

E o que ele disse, em tom rascante e até chulos, é que a análise a respeito deve ser feito não com o olho no placar apenas, mas, sim, no desempenho do time, jogo após jogo. E, sobretudo, no conceito imposto em campo.

É verdade: o Corinthians não tem se pautado por jogar na retranca, escudado apenas em esporádicos contragolpes ou em bolas paradas, como é frequente em times que ganham com um golzinho na bacia das almas.

Ao contrário: é uma equipe que se posta de maneira compacta na marcação, mas com várias alternativas ofensivas, seja na escolha dos jogadores do meio de campo pra frente, seja na sua postura tática.

Resumindo: o Timão entra em campo disposto de maneira a ir muito além do 1 a 0 tantas vezes repetido.

Seus laterais avançam o tempo todo (por falar, nisso, esse Edenílson vai longe pela direita). Seus volantes sabem jogar e Paulinho é daqueles médios que se projetam a toda hora ao ataque, inclusive fazendo gols. Danilo e Alex são meias que armam e chegam para a conclusão com facilidade e talento. E, lá na frente, revezam-se atacantes de eficiência comprovada, como Liedson, Emerson, Jorge Henrique, Elton e William, por exemplo.

Na verdade, o Corinthians de Tite é um dos raros times que se defendem com apenas dois zagueiros e um volante mais recuado que, no entanto, quando necessário, também vai além do meio de campo e tem bola pra isso, embora todos participem da marcação ou do fechamento de espaço para os adversários. E ataca com sete.

Eis por que a escassez de gols nos jogos recentes do Corinthians torna-se um enigma ainda maior. Que diabo! Com esse conceito tático e os jogadores que lá estão, era para o Timão ganhar seus jogos com maior folga no placar. Mesmo porque, em geral, cria muitas chances de gol e as desperdiça, ou elas são conjuradas pelo goleiro, como foi o caso de Corona, no jogo desta quarta-feira.

Claro, sempre há a justificativa de que Liedson, um artilheiro por excelência, vive longo período de estio. Mas, só isso não diz tudo.

Mistérios do futebol, diria, que, talvez, a entrada de Emerson desde o início pudesse desvendar.

A SOMBRA DO BARÇA

Pelo visto, o Real, que vinha a todo galope no Campeonato Espanhol, vários corpos à frente dos demais, começa a sentir o bafo do Barça, assombração de Mourinho e cia. bela. E, nesta quarta-feira, perdeu as estribeiras e o rumo diante do Villareal.

Fez 1 a 0 a duras penas, com um golaço de Cristiano Ronaldo, mas, tenso e apressado, foi se descontrolando a ponto de ruir diante do gol de falta magistralmente cobrado pelo brasileiro Marcos Senna.

Moruinho foi expulso no ato, ao xingar o juiz pela falta marcada, clara e insofismável. Sérgio Ramos seguiu-lhe os passos, por entrada violenta num adversário, e, logo depois, Ozil, por reclamações. Como Pepe, por usos e costumes, não poderia ficar de fora dessa, acabou sendo expulso após o apito final do juiz.

Bem, o Real ainda mantém seis pontos à frente do Barça. Mas, um novo tropeço…

A VOLTA DE TEVEZ

Depois de seis meses afastado dos campos por tantas idas e voltas virtuais para este ou aquele time, Tevez reestreou no Manchester City nesta quarta-feira, num momento crítico para sua equipe, que empatava por 1 a 1 com o Chelsea, precisando desesperadamente da vitória em casa para não perder o United de vista. .

Entrou, evidentemente fora de forma, mais gordo, mas com a mesma flama de sempre e o talento que lhe deu a natureza. E deu aquele toque mágico para Nasri surgir na cara do goleiro e tocar para as redes.

Voltou pra ficar.

A COPA EMPACADA

A Lei da Copa continua empacada no Congresso Nacional.

Enquanto o governo federal não negociar a data da votação da Lei do Verde (Código Florestal), deputados de todos os matizes, mas ligados direta ou indiretamente aos ruralistas, não aprovarão em plenário o acordo já assinado entre o Brasil oficial e a Fifa, aquele que autoriza a venda de bebidas alcoólicas nos estádios da Copa.

E por que o governo não marca logo a data para votação do Código Florestal e acaba com essa inhanha toda? É por que, na Câmara dos Deputados, voltarão ao texto os tais agro-artigos, diluídos no Senado, que salvarão a pele dos autores de tantos desmatamentos. E isso deixaria Dona Dilma com cara de tacho na conferência Rio-20, marcada para junho.

E, se a Lei Geral da Copa não for logo aprovada, com cara de tacho ficará o Brasil diante da Fifa e do mundo por não cumprir acordo assinado ainda no governo Lula, o que dará plena razão ao secretário-geral da entidade do futebol, Jerôme Valcke, a respeito daquele chute nos nossos fundilhos, literalmente.

Bem que merecemos.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 00:47

INTER, TIMÃO E VASCÃO NO SUFOCO

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Vasco e Corinthians venceram seus jogos pela Libertadores. Mas, que diabo!, não fizeram mais do que sua obrigação.

Já o Inter, nas alturas de La Paz, esse, sim, obteve um empate que valeu por duas vitórias. Não pelo resultado de 1 a 1 em si. Mas, por causa da maneira como esse empate foi arrancado no último instante, com Gilberto furando espetacularmente para, no ato, se redimir com um toque fora do alcance do goleiro.

Isso, num jogo em que o Inter, cá entre nós, não jogou nada, foi envolvido pelo Strongest e só não perdeu com placar folgado porque Muriel segurou todas as pontas lá em cima da risca fatal.

O Inter, na verdade, só melhorou um pouco depois das entradas de Bolatti, Jajá e Gilberto, quando a vaca colorada parecia já ter ido pro brejo. O fato é que, além da altitude, o Colorado sofreu muito pelas ausências de D’Alessandro, machucado, e Oscar, que foi retirado pouco antes do início da partida por cautela da diretoria em consequência de a CBF ter mandado ofício informando que o jogador doravante pertence ao São Paulo.

O Corinthians, ao contrário: depois de envolver o Cruz Azul, no Pacaembu, o tempo todo e de criar, por baixo, umas cinco chances de ampliar o placar aberto por Danilo, de cabeça, por um triz não levou o empate no finalzinho, naquela bola que se chocou com o poste esquerdo de Júlio César.

Quer dizer: quase todas essas chances foram criadas mesmo depois da entrada em campo de Emerson, que deu velocidade e agudeza ao ataque corintiano.

Algo parecido com o que ocorreu em São Januário, quando as entradas de Allan e, sobretudo, de Juninho Pernambucano despertaram o Almirante e o levaram à vitória por 2 a 0, um de Juninho, outro de Alecsandro em passe exato da direita de Allan.

Resta agora esperar que o Santos, nesta quinta-feira, também cumpra seu papel, em casa, contra o pálido Juan Aurich. O que é mais do que provável.

COPA DO BRASIL

Palmeiras e Grêmio sofreram um pouco, mas, no fim, se classificaram com certa folga no placar diante do Coruripe e River Plate do Sergipe, com resultados parecidos: 3 a 0 para o Palmeiras e 3 a 1 para o Grêmio.

O Grêmio, em pleno Olímpico, foi surpreendido pelo gol de Lelé, que acabou sendo expulso mais adiante quando o placar já estava em 1 a 1. Foi surpreendido, enervou-se e só se aprumou depois da fala de Luxa no intervalo, segundo declarações do zagueiro Werley, autor de um dos gols de seu time.

Já o Palmeiras, sem Daniel Carvalho e Valdívia, voltou a ser dependente dos pés mágicos de Marcos Assunção, autor de um gol de falta e de assistência para Barcos, no segundo. O terceiro, de Juninho, veio no embalo, já perto do apito final.

Contudo, quem sofreu pra valer mesmo foi o Botafogo, que só conseguiu sua classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, em casa, diante do Treze PB, nos pênaltis. E, graças a Jefferson.

Enfim, os mais famosos passaram pelo primeiro teste. É esperar pra ver no que dará a próxima fase.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

terça-feira, 20 de março de 2012 Sem categoria | 22:12

NA SUBIDA DO MORRO

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A pior tarefa nesta quarta brasileira na Libertadores, sem dúvida, cabe ao Inter, que terá de subir o morro, e, com ou sem fôlego, bater o mesmo Strongest que servira de saco de pancadas no Beira-Rio, outro dia.

Mas, o Inter está nos trinques, vem de estrepitosa goleada sobre o Juventude pelo Gauchão, e, ainda que D’Alessandro não esteja no ponto, o seu compatriota Dátolo caiu como uma luva ao lado de Oscar.

O diabo é que a goleada do Inter sobre o Strongest acabou provocando a fuga do seu treinador. E, time com técnico novo, mesmo sendo interino, costuma se desdobrar em campo, o que pode duplicar as dificuldades do Inter. Dá, porém, pra voltarmos com um empatezinho maneiro, na pior das hipóteses.

Quem não pode nem pensar em empate é o Vascão, que recebe o paraguaio Libertad em casa. Lá, o empate por 1 a 1 foi revestido de muita pancadaria dos paraguaios, sem contar a provocação racista da torcida em cima de Dedé.

Calma nessa hora, minha gente! Vamos chamar o Juninho Pernambucano, o Felipe, esses caras que sabem jogar e têm quilômetros rodados na estrada da vida, pedir-lhes que sosseguem o pito da moçada – nada de revanchismo -, colocando a bola no chão e fazendo-a rolar como esse excelente time de São Januário é capaz de fazer.

Já o Corinthians, está livre desses problemas: embora não tenha saído do zero com o Cruz Azul, jogou bem lá, melhor até do que o adversário, e, aqui, não deve vacilar.

É verdade que a bola do Timão não tem entrado na quantidade exigida. Mas, uma hora, a coisa vira. Quem sabe a virada não comece nesta noite de quarta?

MESSI, MESSI, MESSI

Três vezes Messi. E ele só precisava de um golzinho para alcançar o recorde de maior artilheiro em jogos oficiais da história do Barça. Pois, fez três, na goleada por 5 a 3 sobre o Granada, e tem bala no tambor para, com o tempo que lhe sobra, bater todos os demais recordes.

Ate entendo quando os mais jovens, que não viram Pelé em ação, consideram Messi o maior de todos os tempos. O raciocínio é lógico: como pode alguém ter jogado mais do que ele, se Messi joga tudo?

Pois é, meu amigo, nesse caso, até a perfeição não tem limites.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

segunda-feira, 19 de março de 2012 Sem categoria | 15:04

MANO, RONALDO E NEYMAR

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Outro dia foi Mano Menezes. Agora, é Ronaldo repisando o mesmo tema: se quiser ser mesmo grande, Neymar tem de ir para o Real.

Ao que me consta, Mano não tem nenhum interesse pecuniário nessa transação, ao contrário de Ronaldo Fenômeno, que mesmo membro do COL, não abriu mão de sua atuação como empresário na área do futebol, o que, diga-se, deveria ser uma exigência dos responsáveis maiores pelo organismo.

Prefiro crer que a fala de Mano se restringe a questões técnicas. Sem dúvida, a ida de Neymar para um dos grandes da Europa haverá de acrescentar-lhe um repertório bem maior, seja tecnicamente falando, seja como cidadão, seja, enfim, na multiplicação de sua imagem como craque indiscutível que já é.

Todavia, para tudo há seu tempo certo. E este não é o momento de Neymar sequer cogitar de uma saída para o exterior. Logo às vésperas das Olimpíadas e tão próximo da Copa do Mundo no Brasil?

Sim, porque o carinha sai do seu ninho, do convívio com o pai que lhe é tão íntimo e parceiro, larga o filho recém-nascido, por quem Neymar devota evidente afeição, e desembarca num lugar estranho, onde se fala outro idioma, come-se outras comidas, os hábitos são outros e tantos “outros” encontrará pela frente.

Até se adaptar ao novo hábitat, aos novos companheiros, técnico e tal e cousa e lousa e maripousa, perderá aí precioso tempo que aqui seria aplicado na evolução do seu futebol e do seu caráter, numa boa.

Nesse processo, por mais craque que seja, sempre correrá o risco de ficar no banco, decepcionar em dois, três jogos, quando teria de se apresentar no auge, por conta da expectativa criada e do investimento feito pelo clube no seu futebol.

Isso, meu caro, não é nem de longe evolução. É, sim, involução num momento crítico da carreira do garoto. Portanto, tecnicamente, o treinador brasileiro deveria, sim, lutar publicamente pela presença de Neymar na Vila, onde vai muito bem, obrigado.

Quanto a Ronaldo, ao rebater essa tecla, revela seu despreparo em relação à atividade de sua empresa. Isto é, cuidar da imagem pública do craque. Entre outras coisas, porque restringe a ida de Neymar para o exterior a um só clube – o Real. Justamente, aquele em que o seu cliente encontraria mais dificuldades para se impor logo de cara, pois todos sabemos que balaio de cobras é – e sempre foi – o time merengue.

Ainda mais que Neymar, vira e mexe, demonstra seu desejo de jogar no Barça, quando a hora chegar. Visão muito mais realística e clara do que a do especialista em imagens públicas dos jogadores, diga-se, pois, Neymar é a cara do Barça, gente, qualquer um vê isso.
Mas, só depois da Copa do Mundo, quando Neymar estiver suficientemente calejado e com 22 anos de idade, quatro a menos do que Messi. Portanto, em ponto de bala para decolar de vez no cenário mundial e manter voo seguro por muitos anos ainda.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

domingo, 18 de março de 2012 Sem categoria | 21:46

OS CLÁSSICOS QUE ANIMARAM O DOMINGÃO

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Foram três clássicos animados, com resultados parecidos: 3 a 2 para o São Paulo diante do Santos; 3 a 1 para o Botafogo sobre um Vasco com alguns titulares poupados – dentre eles, ninguém menos do que Dedé, o que, talvez, justifique os gols tomados pelo Almirante – e 3 a 2 para o Vitória de Cerezzo no Bahia de Falcão, a dupla de volantes da imortal seleção de 82.

Mas, o fato é que, no Morumbi, o Santos completo, mas queixando-se do cansaço da longa viagem de ida e volta ao Peru pela Libertadores, foi amplamente dominado pelo São Paulo ao longo de quase toda a partida.

Para se ter uma ideia, se o primeiro tempo terminasse com um placar de 5 a 0 para o Tricolor não seria nenhum exagero. Sim, porque além do gol de abertura de Casemiro, o São Paulo perdeu mais quatro chances de ouro, com Paulo Miranda, Casemiro, Jadson e Cícero.

E, mesmo depois da expulsão de Rodrigo Caio, que até então (8 minutos do segundo tempo) anulara completamente Neymar, o São Paulo foi superior – técnica, tática e emocionalmente -, não se deixando abater nem pelo empate, em lance isolado, um corner cobrado por Elano e aproveitado por Edu Dracena.

Tanto, que, numa tabela vertiginosa com Lucas, Luís Fabiano sofreu pênalti de Rafael, que ele mesmo converteu.

A coisa começou mesmo a pegar para o São Paulo depois que Luís Fabiano, machucado e foi substituído pelo beque Edson Silva. Aí o São Paulo recuou, Neymar saiu do casulo e fez o gol de empate, em bola servida por Kardec pegando sobra de falha de Casemiro, um dos grandes destaques da partida, diga-se.

Mas, se Casemiro, ao lado de Cícero e Cortez, merece tal menção, Lucas foi o nome do jogo. Sobretudo, porque, em duas ocasiões decisivas despiu-se da capa de fominha e vestiu as sandálias da solidariedade, ao servir Luís Fabiano no lance do pênalti, e Cortez, no do gol da vitória. completado por Lucas, em posição de impedimento, diga-se.

FELIPE GABRIEL

Já no clássico do Engenhão nenhum outro nome se sobrepôs ao de Felipe Gabriel, autor dos três gols de seu time, um de categoria e dois de oportunismo.

O Botafogo foi melhor no primeiro tempo, quando disparou 2 a 0 no placar. Mas, o Vasco reagiu no segundo, reduziu para 2 a 1 com um balaço de Felipe Bastos, antes de o outro Felipe ampliar.

Mesmo assim, Juninho Pernambucano teve a seus pés a chance da reação cujo desfecho, naquelas alturas do jogo, seria imprevisível, numa cobrança de pênalti que Jefferson pegou.

CEREZO VENCE FALCÃO

Por fim, o Ba-Vi, desta vez, foi celebrado por Toninho Cerezo, dando cambalhotas diante do Armani impecável do Falcão: 3 a 2, placar digno dos dois treinadores que se propõem a imprimir nos seus respectivos times um futebol ofensivo e alegre como aquele que eles praticavam quando calçavam chuteiras.

O Vitória, com dois gols de cabeça, chegou a abrir 2 a 0 para o Bahia empatar e só perder no finzinho com belíssima cobrança de falta de Geovanni.

Clássico é clássico e vice-versa, meu, como dizia o Conselheiro Acácio, lembra dele?

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sábado, 17 de março de 2012 Sem categoria | 21:12

FESTA DE GOLS

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Foi um Sabadão de muitos gols. Só o Bayern e o nosso Colorado, juntos, encheram o sacolão com treze, pelo Alemão e o Gauchão.

O Bayern, então, está em estado de graça. Somando-se os gols marcados pelo time de Munique nos últimos três jogos (dois, pelo campeonato nacional, e um pela Liga dos Campeões), dá o absurdo de vinte gols, média superior a meia dúzia por partida.

E, em todas elas, a torrente de gols veio acompanhada de um show de bola, toques, dribles, passes de calcanhar, chapéus e tal e cousa e lousa e maripousa, a maioria deles protagonizados pela dupla Robben e Ribéry, dois artistas da bola de eficiência a toda prova.

Pudera! O Bayern, como mandam as regras da arte, joga com apenas um volante, o nosso Luiz Gustavo, de fina estampa, dois meias de ligação (Kroos e Muller) e três atacantes – o canhoto Robben pela direita; o destro Ribéry pela esquerda; e, pelo meio, o grandalhão Mário Gomez, um artilheiro sempre no cio.

Assim, o Bayern, diante do Hertha Berlim, fez 6 a 0 antes dos 25 minutos do segundo tempo e só não foi muito além porque o técnico resolveu poupar Robben e Ribéry.

Já o Inter, diante do Juventude, deu esse passo a mais e emplacou o cabalístico 7, com dois de Leandro Damião. Mas, o nome do jogo, sem dúvida, acabou sendo o recém-chegado Jajá, que entrou em campo quando o placar anotava 3 a 0 para o Colorado.

Pois, o cara fez mais dois e deu duas assistências na medida para os companheiros completarem o arraso.

GOLEADAS INTERROMPIDAS

Outros dois jogos, lá e cá, ameaçaram terminar em goleadas, mas ficaram só na ameaça.

O Barça, diante do Sevilha, disparou logo 2 a 0, mas ficou nisso, pois criou e desperdiçou, por baixo, mais umas dez chances claras, com Iniesta, Fábregas, Xavi, Pedro e até Messi.

Mas, o melhor do mundo está perdoado, pois o gol por ele marcado foi uma pintura: tabelou com Pedro, dominou na entrada da área, meteu uma caneta sutil no beque e, na saída do goleiro, deu aquela tradicional cavadinha.

Gol também de alto teor foi o primeiro do Palmeiras contra a Ponte: uma rápida e precisa manobra entre Valdívia e Daniel Carvalho que Juninho, de colher, mandou às redes da Macaca. E o gol de falta de Assunção logo em seguida prenunciou a goleada que não veio, ao cabo.

Ao contrário: o Palmeiras se acanhou e a Ponte partiu pra cima, diminuiu com o beque Ferron, de cabeça, e quase alcançou o empate com Roger, no final.

De qualquer forma, o Palmeiras, até o final da tarde de domingo, se mantém na liderança, somando vinte e uma partidas invictas na sequência, o que é feito a ser celebrado em todas as pizzarias da cidade, regado a muito chianti.

AH, FLU…

Quem não tem nada a celebrar nesta noite de sábado é o Fluminense, que levou de 3 a 1 do Macaé, e já praticamente está fora da decisão do segundo turno do Cariocão.

Resta, sempre, o consolo de que já está na decisão mais importante – a do próprio campeonato. E que tem time para levantar o caneco final.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quarta-feira, 14 de março de 2012 Sem categoria | 16:20

FOI DE RASGAR O CORAÇÃO

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Foi um jogo de rasgar o coração. O Flamengo vencia o Olímpia em pleno Engenhão por 3 a 0 até os 31 minutos do segundo tempo. Placar exagerado, é verdade, diante do andamento da partida. Afinal, o Olímpia fora, durante todo o primeiro tempo, mais organizado e incisivo, quando Paulo Vítor salvou milagrosamente cabeceio certeiro de Orteman.

Mas, num raro contragolpe rubro-negro, Vagner Love dribla dois paraguaios e serve de bandeja Bottinelli, que, de colher, bota a bichinha na rede.

E, no segundo tempo, o Flamengo, mais aliviado, voltou melhor e disparou no placar que sugeria goleada até, com o gol de pênalti em Love cobrado com perfeição por Ronaldinho, que, logo adiante, enfiaria bola mágica para o menino Luís Antônio fazer os 3 a 0 fatídicos.

Fatídicos porque parece terem extraído da alma rubro-negra o desejo de ir em frente, ao tempo em que despertaram nos índios a gana de salvar ao menos a honra. E, aí, deu-se a tragédia: dos 31 aos 43 minutos da etapa final, Zeballos, Caballero e Marin produziram o impossível – 3 a 3. E, por pouco, os paraguaios não chegaram ao gol da vitória numa cabeçada que Paulo Vítor espalmou pra escanteio.

Gol da vitória, que, na sequência, esteve nos pés de Bottinelli, só, diante da meta adversária – por cima.

Só espero que toda a perplexidade estampada no rosto dos jogadores e do técnico rubro-negros não se transforme em caça às bruxas dos tantos meninos que compuseram o time nesse momento singular da vida do Flamengo.

Afinal, eles cumpriram seu dever, com louvor. Que tratem de achar outro bode expiatório.

NA FALTA DE NEYMAR, GANSO

O Peixe levou um tempinho para se ajeitar naquele campinho de gramado esquisito. E, nesse ínterim, o Juan Aurich abriu a contagem, em bela virada de Tejada na área santista.

Mas, logo Ganso entrou no jogo e o Santos passou a tomar conta do pedaço, até que um levantamento de Juan da esquerda passou por Borges mas não por Fucille, que, de canhota, guardou como um autêntico centroavante.

A virada veio em falta cobrada com mestria por Ganso, no ângulo, e a pá de cal, com Borges, ufa!, tão carente de seus golzinhos, artilheiro no estio que vinha sendo sua situação nos últimos jogos.

Como? E Neymar? Bem, não foi nem sombra do que costuma ser, talvez incomodado com o gramado sintético, talvez porque não conseguisse dar sequência a uma jogada sem ser atirado ao chão, talvez simplesmente porque não estivesse inspirado. Mesmo assim meteu uma bola na trave.

Mas, o jovem Ganso, seu velho parceiro, cuidou para que o Santos não sentisse a quase ausência de Neymar, ao fazer um e dar a assistência para o de Borges, entre otras cositas más. Amigo é pra essas coisas, né?

FLU CEM POR CENTO

Nesta noite de quarta da Libertadores, só o Fluminense saiu de campo com a vitória. Vitória esquelética, é verdade – 1 a 0 sobre o modesto Zamora da Venezuela. E, diga-se, gol de beque, um tiro de fora da área certeiro de Anderson quando a agonia começava a tomar conta dos tricolores.

Não que o Flu fosse ameaçado pra valer pelo adversário, que se plantou todo na defesa e ficou ali esperando o tempo passar entre as pernas cada vez mais tensas dos brasileiros. Apenas não conseguia criar as chances necessárias para folgar no placar.

Bem, de qualquer forma, venceu e agora acalenta este pequeno recorde: o Flu é o único cem por cento dentre todos desta fase de grupos. Não é nada, mas, diante da dureza geral, sempre vale como estímulo.

TIMÃO NAS ALTURAS

Até que a altitude mexicana não inibiu a velocidade e o empenho do Corinthians nesse 0 a 0 com o Cruz Azul. Na verdade, o Corinthians jogou à vontade e bem praticamente toda a partida. Criou várias chances desperdiçadas ou conjuradas pelo goleiro, e só foi declinar no finzinho, quando esteve a pique de sofrer o gol da derrota, em bola salva sobre a risca por Chicão.

Destaques: Edenílson, uma improvisação que pinta como grande solução para a lateral-direita do Corinthians, Alex e Paulinho, apesar de ter perdido duas oportunidades claras para marcar.

VASCÃO, QUASE…

Quase que o Vasco volta de Assunção com uma vitória sobre o Libertad, em jogo de seis pontos no seu grupo. Começou bem melhor do que o adversário, e fez seu gol em cobrança de falta de Fagner para o cabeceio fatal de Diego Souza.

Diego Souza! Pois, o rapaz cumpria sua melhor partida na temporada, quando perdeu a cabeça, foi expulso, o que criou um perereco em campo, cujo resultado foi o desequilíbrio do Vasco a partir daí. Tamanho, que o empate acabou sendo inevitável.

NOITE FABULOSA

Isso mesmo: o São Paulo, que não havia evitado a segunda partida com o Independente do Pará, na semana passada, pela Copa do Brasil, desta vez, extrapolou – goleou o mesmo adversário por 4 a 0, quatro gols de Luís Fabuloso. E olhe que poderia ter sido o dobro, dadas tantas outras oportunidades perdidas.

Mas, se Luís Fabiano levou todos os louros da partida, vale menção especial à bela exibição de Casemiro, marcando e armando com alta categoria, sobretudo nos lançamentos inesperados e precisos, atributo raro a todos esses volantes mais cotados por aí.

VERDÃO E GLORIOSO

A exemplo do que aconteceu com o São Paulo na sua estreia na Copa do Brasil, Palmeiras e Botafogo não conseguiram evitar o jogo da volta.

O Verdão,, em Maceió, não foi além de um esquálido 1 a 0, gol de Barcos, claro, contra o Coruripe. Gol que sugeriu de cara uma goleada e tal e cousa e lousa e maripousa, para coroar a excelente campanha do Palmeiras nesta temporada.

Que nada. O Palmeiras deu a sensação de sofrer de progressivo esvaziamento interior como se já tivesse cumprido sua missão antes de concluí-la.

Já o Botafogo,foi pior ainda, ao empatar por 1 a 1 com o Treze da Paraíba. Empate sofrido no finalzinho. De qualquer forma, teria de fazer o jogo da volta mesmo.

O fato é o futebol anda de tal forma nivelado que nenhum desses resultados pode mais ser catalogado como zebra.

OS 52 DE MANO

Aprendi nesta longa caminhada a não desdenhar do craque. Você espia, e ele está ali, mortinho da silva, com direito a missa de sétimo dia e às frases lapidares de sempre. De repente, o bicho desperta e sai gramado afora desenhando pequenas obras primas do futebol.

Por isso, vou com cautela quando se trata de Ronaldinho Gaúcho, a grande surpresa da lista dos 52 pré-olímpicos anunciada por Mano Menezes nesta quarta. É verdade que, no íntimo, já mandei o garçom virtual pendurar minha esperança no cabide ali em frente, ao lado da conta do Filósofo da Vila. Mas, vai que…

Vai que Mano realmente leve Ronaldinho, e o craque jogue o está jogando faz tempo no Flamengo – isto é: praticamente nada. Irá no lugar de quem? Qual destes meninos com talento e pernas para chegar inteiros à Copa de 2014, seria prejudicado: Ganso? Oscar? Lucas do São Paulo? P. Coutinho, que está abafando no Espanyol? Dudu, ex-Cruzeiro, que esmerilhou no Mundial Sub-20? Bernard, do Galo, essa grata revelação? Douglas Costa?

Bem, não adianta especular agora a respeito. Esperemos a convocação pra valer, antes de qualquer coisa.

Mesmo porque não creio que Mano perpetrará esse equívoco, a não ser que, nessa época, a fera tenha despertado e sua chamada seja na verdade uma convocação de todos.

Assim, deixemos a esperança em Ronaldinho pendurada naquele cabide ali em frente, e partamos para o garimpo dos que realmente podem e devem ir a Londres.

Dentre os veteranos, acima de 23 anos de idade, é certo que teremos os dois zagueiros internos – David Luís (ou Dedé) e Thiago Silva. O terceiro está pendente no coração do técnico. De resto, justo como boca de bode, como dizia o poeta do sertão, lá vão os goleiros Rafael e Neto; os laterais Danilo (se recuperado em tempo de grave lesão), Alex Sandro; Rômulo, Fernando, Ganso, Lucas e Leandro Damião.

Pode o amigo acrescentar aí, com pequena margem de erro, por minha conta: Galhardo, Rafael, Marquinhos, Juan, Sandro, Oscar, Casemiro, Dudu, Pato e André ou Wellington Nem.

Estou falando sobre o que desconfio será feito por Mano, fruto de longas conversas anteriores.

Agora, pra meu gosto, o terceiro jogador acima dos 23 anos seria o goleiro Diego Alves, do Valencia, que entraria como titular de cara. Na linha de defesa: Danilo ou Rafael, Dedé, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Fernando, Oscar e Ganso; Neymar e Leandro Damião.

Reservas: Rafael ou Neto; Galhardo, Romário, Juan e Gabriel Silva; Rômulo, Sandro, Lucas e Doouglas Costa ou P. Coutinho; Pato e André ou Wellington Nem.

Aproveite, amigo, e faça a sua.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

terça-feira, 13 de março de 2012 Sem categoria | 14:38

GOLS EM VERMELHO

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O vermelho imperou nos campos mais nobres do mundo, nesta terça-feira.

Á tarde, o Bayern, de vermelho dos pés à cabeça, massacrou o alvo Basel por 7 a 0, em tarde inspirada de Robben, que abriu e fechou a goleada insólita na Liga dos Campeões da Europa. Entre um e outro, quatro gols do Super Mário e, de quebra, o de Muller, fora o baile.

Mas, se o Super Mário desandou a marcar no Alianza Arena, no Beira-Rio, o nosso Leandro Damião fez sua tripleta na goleada do Colorado sobre o Strongest por 5 a 0, numa digna volta por cima na derrota para o Santos, pela Libertadores da América.

Mas, aqui vale destacar a brilhante exibição de Oscar, como o grande articulador do time gaúcho: deu duas assistências, passes longos e curtos, imprimiu o ritmo mais adequado aos seus companheiros e marcou novamente sua passagem para a Seleção Brasileira. Ah, como gostaria de ver esse menino ao lado de Ganso, preparando as jogadas para Leandro Damião e Neymar…

E não deixemos passar em branco o feito do Olimpique, que também de vermelho despachou a Inter, em pleno Giuseppe Meazza, mesmo perdendo por 2 a 1, com gol de Brandão, ex-Colorado, diga-se, no finalzinho.

Como se vê, esta terça foi fogo, literalmente.

POR QUE NÃO MUDA?

O fato de que nada vai mudar na CBF com a saída de Ricardo Teixeira não significa que as mudanças deixem de ser imperiosas. Ao contrário: são e continuarão sendo enquanto não tivermos por lá um sujeito mais habilitado para gerir as coisas do futebol brasileiro do que os nomes que andam por aí, em pauta, incluindo-se, claro, o do sucessor, José Maria Marin.

Nos centros mais avançados da Europa, por exemplo, as federações nacionais cederam espaço às Ligas de Clubes para que elas organizassem seus calendários e campeonatos, detendo apenas o controle sobre suas respectivas seleções.

É mais ou menos o que vem prevalecendo por aqui também: a CBF cuida da Seleção (e de seus lucros vultosos) e o Clube dos Treze do campeonato nacional, enquanto as federações estaduais (só no Brasil existe essa figura) tratam dos campeonatos regionais.

A diferença fundamental é que, lá, as Ligas são fortes e bem administradas, enquanto aqui o Clube dos Treze, que se limitou nos últimos anos a apenas negociar os direitos de transmissão para a tv, esfacelou-se por não ter conseguido nem isso na temporada passada.

A questão, pois, não é estrutural, como pensam alguns em boa fé. Sim, porque o modelo que dá certo lá fora, aqui, emperra. A culpa não é do modelo (estrutura), a culpa é de quem toca esse barco, o cartola brasileiro, vaidoso, ignorante mesmo com diploma na parede e anel de doutor no dedo, passional, quando não voraz ave de rapina.

Mas, onde, afinal, se esconde esse homem tão virtuoso? Pois, outro dia, cruzei na esquina com o Diógenes, aquele maluquinho de longas barbas brancas, que mora numa barrica e carrega pra lá e pra cá uma lanterna acesa em busca desse cara. Perguntei-lhe se achou o que procurava, e ele apenas me lançou em resposta um olhar desolado, um olhar de mais de 2 mil anos.

ZÉ FINÍ

C’este fini la marmelade
, como diria Napoleão vendo seu império ruir em Waterloo. Findou-se a marmelada do Imperador deixando o Parque todo lambuzado pelo mais desastroso negócio da história do Corinthians: em um ano de contrato, dois gols que custaram aos cofres do clube a bagatela de 2,4 milhões de reais cada um. Isso, sem falar em todas as despesas com a cirurgia a que Adriano foi submetido, somando-se a ela o interminável período de recuperação.

O ex-craque Djalminha, no Bem, Amigos, disse que desconfiava da plena recuperação do artilheiro do problema com o tendão, que Adriano mancava e não conseguia ter o arranque necessário para realizar suas jogadas. E isso foi, segundo Djalminha, a causa do fracasso. O excesso de peso, nesse caso, seria irrelevante.

Pode ser. Mas, tenho comigo que, no fundo, no fundo, falta a Adriano aquele fogo interior, aquele desejo férreo de voltar a jogar futebol, se não no plano dos seus melhores dias, pelo menos no nível em que atuou pelo São Paulo e pelo Flamengo, nos seus últimos respiros em campo.

Na verdade, esse vazio interior já vem de muito tempo. Basta lembrar a Copa de 2006, na Alemanha, à qual Adriano apresentou-se gordo, fora de forma e não conseguiu alcançar o estágio mínimo para disputar uma competição desse vulto.

Foi assim na Inter, na Roma, e, agora, no Corinthians. E não nos esqueçamos de que Adriano andava tão enfarado do futebol que chegou a anunciar e assumir por breve tempo sua aposentadoria precoce, com banzo do subúrbio carioca.

Pra onde vai Adriano, agora? De volta ao subúrbio ou ao Flamengo, o ninho antigo, onde tudo começou? E lá refazer a exitosa dupla Império do Amor, com Love, tendo ainda como parceiro o R-10 de tantas seleções passadas.

Sei lá. Mas, qualquer que seja seu destino, se não tiver vontade de alcançá-lo, periga Adriano ficar mais uma vez no meio do caminho.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

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