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terça-feira, 4 de dezembro de 2007 Sem categoria | 22:11

A DANÇA DO DIABO

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Espinosa não acertou com o Vasco, que sai à cata de quem? Leão, que não acertou com o Galo? Ou será Dorival Jr., dispensado pelo Cruzeiro, o preferido de São Januário. Aliás, por falar em Cruzeiro, fala-se também na ida para a Toca da Raposa do raposão Mano Menezes.

É a velha dança dos técnicos, que o Sarno dos bons tempos intitulou em seu livro antológico como a Dança do Diabo. São dois pra cá, dois pra lá, mas se não tiver um time à altura, técnico nenhum resolve coisa alguma.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 22:09

ROMÁRIO E A VELHA MALANDRAGEM

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Romário, depois de tantos anos escapando dos beques e das tramas do destino, reuniu a imprensa para informar que foi pego pelo exame antidoping.

Capturaram, depois do jogo com o Palmeiras, uma substância que comporia remédio para evitar queda de cabelo.

Pô, malandro velho, Romário não sabe que nem petróleo bruto faz nascer cabelo, como dizia o samba antigo? E que é dos carecas que elas gostam mais?

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 22:06

OS TRÊS MACAQUINHOS

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O presidente do Corinthians, ostentando a camisa de jogador, com patrocinador e tudo, num equivocado gesto de marketing, anunciou que fará uma verdadeira revolução no Parque.

E já anunciou as primeiras investida nesse campo de batalha: demitiu o técnico Nelsinho, bom ou ruim, pelo menos, experiente, argumentando que contratará um treinador acostumado à Série B. Nesse caso, ninguém melhor do que Benazzi.

Mas, quem deverá decidir a respeito, pelo visto, é seu amigo de infância, Antônio Carlos, que acaba de pendurar as chuteiras e já foi contratado como supervirsor, gerente ou coisa que o valha, do futebo corintiano.

Para orientá-lo, um vice-presidente de futebol que sempre declarou não ser ligado ao futebol, que, por sua vez, anuncia um timaço para maio.

Confesso que minha primeira reação foi assumir a postura daqueles três macaquinhos dos ritos orientais: tapar os ouvidos, a boca e os olhos para o que vem por aí.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 22:04

VALEU A FESTA, Ó PA

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A festa no Teatro Municipal do Rio poderia ter sido mais bonita, ó pa. Começou atrasada, e o seu andamento foi arrastado, sobretudo nas passagens de uma premiação à outra.

De quebra, os discursos dispensáveis dos cartolas – empolado, do presidente do São Paulo, e inconvenientemente apologético, do presidente do Flamengo, voltado exclusivamente para a torcida rubro-negra que tomava a galeria do teatro.

Valeram os números musicais e o time escalado pela mídia para receber o prêmio de melhores do Brasileirão, com um pequeno senão: embora artilheiro do campeonato, o que justifica sua escolha, Josiel, no conjunto da obra, esteve aquém tanto de Dodô quanto de Leandro Amaral, que, a partir de quando vestiu a camisa do Vasco, transfigurou-se em craque, depois de velho – arma, dá assistências, faz gols e transmite emoção para todos os seus companheiros.

De resto, eram mais ou menos aqueles mesmos que, todos sabem, se destacaram no torneio. Na minha lista, Hernanes figurava como revelação do campeonato e Rodrigo Souto ocupava seu lugar. E, no comando do ataque, Dodô, em vez de Josiel.

Mas, essa é apenas uma visão dentre tantas.

Que Muricy mereceu o título de melhor treinador pelo terceiro ano consecutivo é indiscutível, embora a torcida do Flamengo preferisse Joel, que também fez um trabalho excepcional, ao tirar o time de situação delicada para levá-lo à Libertadores e à disputa do vice-campeonato até a última rodada.

Por fim, a tríplice premiação para Rogério Ceni: o craque do campeonato, pela mídia e pelos torcedores, além de figurar como o goleiro do campeonato.

E, de relance, me lembrei de Oliver Kahn. Kahn vinha de quatro anos soberbos tanto no bayern quanto na Seleção, e assim seguiu ao longo de toda a Copa da Ásia, quando, às vesperas da decisão com o Brasil, recebeu o prêmio de melhor jogador do Mundial de 2002. Eis que, diante do Brasil, aquele disparo de Rivaldo mal aparado pelo goleirão alemão nos pés de Ronaldo levou-o direto ao inferno.

Não foram poucos os companheiros que, lá no Municipal, me asseguraram que, se seus votos fossem dados, depois da última rodada, Felipe seria o escolhido.

Algo aliás, de que muito desconfiava Rogério, tempos atrás, quando achava que não seria o escolhido.

Errado estava Rogério, como errados estariam os companheiros que alterariam seus votos. Ele foi e será para sempre o melhor jogador de 2007.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 Sem categoria | 12:01

O SALTO CARIOCA

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Fazendo-se as contas, vê-se que, no final do campeonato, o futebol paulista alcançou o topo da tabela, com São Paulo, campeão, e Santos, vice, mandando esses dois para a Libertadores e um terceiro, o Palmeiras, para a Sul-Americana. Mas, sofreu um golpe fatal com a queda do Corinthians.

Já os mineiros celebram a ida do Cruzeiro para a Libertadores e do Galo para a Sul-Americana. E embicam para o próximo ano com duas equipes jovens, que, com uns poucos reforços, podem fazer ainda mais bonito.

Grêmio e Inter é que ficaram abaixo do esperado, sobretudo o Colorado que andou cortejando com a zona da morte, enquanto o Grêmio foi até o fim no encalço de uma vaga para a Libertadores. Mas, a expectativa se inverte quando se olha para a próxima temporada: o Inter segue com Abel e um elenco melhor, mas o Grêmio, sem Mano…

Quem, na verdade, deu o grande salto de qualidade foi o carioca, que emplacou dois na Libertadores (Fla e Flu) e os outros dois – Vasco e Botafogo – na Sul-Americana. O Vasco segue calado, enquanto o Bota anuncia profunda reformulação no elenco e o Flamengo sonha os sonhos mais altos. Contudo, é o Flu que vem comendo pelas beiradas.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 11:59

MAIS DO QUE O POSSÍVEL

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A galera verde ficou indignada diante da derrota para o Galo, em pleno Parque Antarctica, o que matou o sonho da Libertadores embalado até a última rodada do Brasileirão.

Entende-se, claro, tal reação. Mas, sugere o bom senso que ela se extingua ali mesmo, nas arquibancadas de domingo e que não seja levada para a sede do clube com a mesma intensidade.

Na penúria em que vive o Palmeiras, com esse time, era para esse time ficar ali flutuando no meio da tabela, dando tudo certo.

Chegar onde chegou já foi um grande salto para um clube que já passou pelo que o Corinthians ainda passará, e só agora começa a reerguer-se de fato, ainda longe de seu verdadeiro nível.

Mas, caminhando nesse sentido com passos mais seguros do que antes.

Agora, em vez de se destruir o que já foi sedimentado, o negócio é ir acrescentando aos poucos, dentro das possibilidades financeiras do clube, um a um os reforços necessários para o time. E deixar Caio Jr. trabalhar em paz.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 11:58

É DE ARREPIAR

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Se a queda foi de cortar o coração, o que se prenuncia para a Fiel é de arrepiar os pelos, a se basear pelo discurso proferido pelo presidente do Corinthians depois do jogo no Olímpico.

Nem uma linha sequer que sugira a existência de um plano, um programa de gestão, um projeto ou coisa do gênero para enfrentar a maior crise já vivida por esse clube pródigo em produzir crises.

É compreensível a comoção num momento desses. Mas, o líder se destaca exatamente pela capacidade singular de transformar a emoção em ação nesses momentos cruciais, com lucidez e firmeza.

Dizer que o Corinthians, a partir de agora, é independente e contará com a força de 30 milhões de fiéis, sugerindo nas entrelinhas que sua linha de ação será a de antepor o Corinthians ao resto do mundo – ou seja, aquele que torceu pela queda – não quer dizer nada. Ou melhor: apenas demonstra a perda de contato com a realidade.

O Corinthians é tão independente como qualquer outro clube, sempre foi. Apenas nesse amaldiçoado período da parceria com a MSI, que teve o aval do atual presidente, foi que o Corinthians se entregou às mãos inábeis e impuras de um grupo de aventureiros internacionais.

Mas, como qualquer outro clube, o Corinthians é interdependente, no que toca a seu relacionamento. Não há Corinthians sem haver Palmeiras; não há Inter sem Grêmio, não há Fla sem Flu e assim por diante nesse emaranhado campo de relações mútuas onde não há jogo se não houver dois times para disputá-lo.

Desde que assumiu a direção do clube, o atual presidente não apresentou sequer um rascunho de projeto algum. No máximo, falou vagamente sobre a necessidade de construir um estádio, segundo conselhos de alguém ligado ao Barcelona, clube com o qual há uma remota possibilidade de algum entendimento parecido com parceria.

Se os corintianos de tutano – e os há, muitos, entre os 30 milhões de adeptos – não se reunirem para dar um suporte nas áreas vitais do clube, arrisco dizer que a verdadeira agonia ainda nem começou.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

domingo, 2 de dezembro de 2007 Sem categoria | 18:52

Deu a lógica: Cruzeiro

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Deu a lógica: o Cruzeiro, diante do mais frágil adversário dos candidatos à vaga para a Libertadores, em pleno Mineirão, não deixou escapar a oportunidade: meteu 2 a 0 no rebaixado América, e superou o Palmeiras, que levou de 3 a 1 do Galo, no Palestra.

Mas, se o Cruzeiro fez sua lição de casa, o Palmeiras foi, no mínimo, frustrante. Não apenas porque perdeu o jogo e a vaga, mas, sobretudo, porque pouco fez para vencê-lo. Foi decididamente submetido pelo Galo e pelos nervos, fechando o ano em sexto lugar, o que não é pouco, diga-se, para as expectativas que esse time oferecia no início do campeonato.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 18:51

GOIÁS VIVO

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Menos do que o Corinthians ter deixado escapar a vaga na Primeirona, vale exaltar a força do Goiás para dar a volta por cima diante do Inter, no Serra Dourada. Volta que se deu num momento de extrema tensão – aquela sucessão de cobranças de pênalti, finalmente convertido por Elson.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 18:49

Sangrando o coração

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Coração corintiano chora sua maior dor (Gazeta Press)

Não há dor que sangre mais do que a dor do coração, reza a trova popular. E o coração corintiano, ao longo de sua história feita de glórias e tristezas, sangrou a gota mais dolorida neste domingo, quando, ao empatar com o Grêmio, no Olímpico, por 1 a 1, desceu ao inferno da Segunda Divisão.

Não é o fim. É apenas um recomeço entre tantos que o Corinthians teve de encetar nestes quase cem anos de vida. Mesmo porque a Fiel já decretou no cântico pungente e nos cartazes escritos com letras incertas mas plena convicção de alma: “Nunca vamos te abandonar”.

Não será uma empreitada fácil, porque, se o apoio da Fiel é vital, a incompetência crônica dos donos do Parque é um entrave quase intransponível. Mais cedo ou mais tarde, porém, a coisa vira e o coração corintiano voltará a bater, saudável e alegre, no ritmo da Fiel.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

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