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	<title>Blog do Alberto Helena Jr. &#187; Sem categoria</title>
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	<description>futebol, comentários, jogos, partidas e tabelas</description>
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		<title>O GÊNIO DO MAL</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 18:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[‘&#8230;, pero que las hay, las hay!” 
Não creio nas teorias conspiratórias – essas que correm de boca em boca entre imensa massa de torcedores -, ou seja: um plano bem arquitetado, nascido lá em cima na cabeça de  alguma figura sinistra, envolta nas sombras dos bastidores da CBF, cujas artimanhas escorrem por intrincados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>‘&#8230;, pero que las hay, las hay!” </p>
<p>Não creio nas teorias conspiratórias – essas que correm de boca em boca entre imensa massa de torcedores -, ou seja: um plano bem arquitetado, nascido lá em cima na cabeça de  alguma figura sinistra, envolta nas sombras dos bastidores da CBF, cujas artimanhas escorrem por intrincados labirintos até chegarem ao campo de jogo, favorecendo este ou prejudicando aquele.</p>
<p>Mas, creio, sim, em manipulação de resustados, suborno de juízes, de técnicos, de jogadores, e todas essas mutretas que a história do futebol registra até com certa abundância.</p>
<p>Ainda outro dia, tivemos o caso Edílson, que, embora uma averiguação dos jogos por ele apitados, segundo alguns, não sugerisse manipulação, foi comprovado, sem réstia de dúvida, que o famigerado elemento, para usar um jargão policial, estava mancomunado com um site de apostas com o fito de forjar resultados, se necessário.</p>
<p>Agora mesmo, a Uefa está investigando uma rede de corrupção no futebol daquele continente  englobando vários países, sobretudo do Leste Europeu, que, com a pulverização do regime comunista, propiciou a criação de fortunas imensuráveis, de origem nebulosa, para dizer o mínimo, logo carreadas para o futebol, transformado em mega máquina de lavagem de dinheiro multiplicado à margem da lei.</p>
<p>Até tu?</p>
<p>Nesse rolo está o Honved, clube criado pelo Ministério dos Esportes da Hungria, na virada dos anos 40/50, para servir de quartel general àquela Seleção Magiar encantada de Puskas, Czibor, Kocsis, Hiddegukti e tantos outros craques inesquecíveis.</p>
<p>Eram os tempos do amadorismo marrão por trás da Cortina de Ferro. Oficialmente, era proibido o jogador receber salário para jogar bola. </p>
<p>Então, o governo transformava-os em funcionários públicos. Puskas, por exemplo, que nunca empunhou um canivete sequer, levava nos ombros a patente de coronel do Exército Húngaro, recebendo o estipêndio correspondente ao seu grau na hierarquia militar de seu país.</p>
<p>Hoje, não. Hoje, o futebol é esse macro indústria de espetáculos, que gera e gira montanhas de dinheiro, circulando por sofisticada rede de interesses os mais diversos possíveis: vai desde a área da construção à indústria de materiais esportivos, passando pela TV, pela comercialização de jogadores e de cartões de crédito, bancos, o diabo a quatro.</p>
<p>Obviamente, a grande maioria desses negócios é legítima, caso contrário, o mundo estaria mergulhado no caos absoluto, um planeta deserto de leis e fiscais. Apesar de todas as nossas mazelas, não é assim. Prova disso, a ação em curso pela Uefa.</p>
<p>Prêmio Golbery</p>
<p>Mas, em qualquer setor onde role tanta grana, medra a cupidez que pode levar à malandragem e todas as consequências de hábito.</p>
<p>Quanto a nós, fico aqui imaginando a quem convém a presente situação do Brasileirão: há duas rodadas do seu final, quatro candidatos diretos ao título, mais dois, indiretos. Se era pra beneficiar este ou aquele clube, a situação era para estar decidida já há algumas rodadas, que diabo! Mas, se o objetivo era criar essa situação inédita na história do nosso futebol, então, precisamos descobrir esse misterioso gênio do mal, capaz de orquestrar tão refinada trama, envolvendo meios de comunicação, a juizada, o STJD, a CBF e até os gandulas. </p>
<p>Descobrindo-se tão astuto personagem, haveríamos de conceder-lhe o Prêmio Golbery de Maquiavelismo Tapuia.  </p>
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		<title>NEM POR BAIXO, NEM POR CIMA</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 17:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Se o estado anímico, moral da tropa, nervos, seja lá como queira o amigo definir essa sensação impalpável mas tão perceptível no rolar da bola, passa a ser decisiva neste instante final do campeonato, o Inter voltou à cena da disputa com essa vantagem: é o que colheu o fruto mais doce da última rodada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se o estado anímico, moral da tropa, nervos, seja lá como queira o amigo definir essa sensação impalpável mas tão perceptível no rolar da bola, passa a ser decisiva neste instante final do campeonato, o Inter voltou à cena da disputa com essa vantagem: é o que colheu o fruto mais doce da última rodada, e, claro, pode surpreender na reta final.</p>
<p>Mas, se assim fosse, era de se esperar que o Flamengo tivesse massacrado o Goiás no Maracanã, e não conseguiu mais que um empate sem gols. </p>
<p>Aliás, o caso do Inter talvez seja o mais emblemático – tido e havido, com toda razão, um dos favoritos no início do torneio, por causa de seu elenco de primeira, quando mais se apostava nas suas chuteiras, refluía, e, quando era descartado, renascia, como agora. </p>
<p>Na verdade, este Brasileirão tem sido tão errático e imprevisível, que podemos chegar à última rodada com São Paulo, Flamengo, Inter e Palmeiras empatados todos com o mesmo número de pontos, fato absolutamente inédito no nosso futebol, quiçá, no mundo. Mesmo porque, além desses quatro, os mineiros Galo e Raposa, na planilha dos números, também podem levantar a taça, numa reviravolta – das tantas – nestas duas últimas rodadas.</p>
<p><strong>Na média</strong></p>
<p>O que, porém, construiu esse cenário incrível? Certamente, não foi uma excelência ímpar dos postulantes ao título. Isto é: quatro esquadrões excepcionais que se nivelaram por cima, arrasando todos os adversários até à chegada derradeira. Nada disso. Ao contrário: a sensação que se espalhou entre mídia e torcida em geral é a de que ninguém quer ser campeão, tantos os tropeços deles todos em momentos cruciais de definição do panorama do campeonato.</p>
<p>Mas, então, será pela altíssima qualidade dos demais dezesseis participantes do certame que se transfiguraram e passaram a ser um osso mais duro de roer? Também não, pelo que se pôde verificar ao longo de todo o campeonato.</p>
<p>Há, sim, um nivelamento técnico entre os piores e os melhores colocados na tabela, nem por baixo, nem por cima, simplesmente, na média. Tanto, que a diferença de pontos conquistados entre os últimos e os primeiros é relativamente pequena, se levarmos em conta que uma vitória vale por três empates. </p>
<p>Quer dizer: se um time ganhar uma, perder outra e empatar a terceira somará um ponto a mais do que aquele que conquistar uma série invicta de três jogos empatados.</p>
<p><strong>Líder e lanterna</strong></p>
<p>O São Paulo, líder ainda, com as maiores possibilidades de obter o feito histórico, talvez jamais alcançável, do tetra seguido, pois leva um ponto de vantagem sobre o Flamengo, nem de longe pode ser considerado um timaço, desses que servem de base à Seleção Brasileira e tal e cousa e lousa e maripousa, como vários que ostentou no passado. E o Sport, já rebaixado, nem de longe pode ser considerado um timinho, fadado ao descenso pela própria natureza, pois ainda outro dia estava na crista da onda, disputando Libertadores e outros bichos.</p>
<p>Por tudo isso, é praticamente impossível prever o desdobramento das duas rodadas restantes. </p>
<p><strong>OS MELHORES</strong></p>
<p>Dunga anunciou, no Museu do Futebol, a lista tríplice dos melhores do campeonato, prêmio a ser conferido pela CBF, ao fim do Brasileirão. Há distorções claras em vários agrupamentos, tipo Diego Souza e Cleiton Xavier disputando a mesma posição, quando todos sabem que ambos dividem funções diferentes no seu Palmeiras. É o caso, também, de Sandro e Guiñazu, do Inter. </p>
<p>Este ano, pela primeira vez, não recebi da CBF o formulário. E se fosse escalar meu time, nestas alturas de tantas indefinições, seria este: Marcos; Vítor, André Dias, Miranda e Júlio César (Goiás); Hernanes, Diego Souza, Pet  e Marquinhos (Avaí); Diego Tardelli e Adriano.</p>
<p>Quanto ao melhor técnico, meu coração balança entre Andrade, que comandou com simplicidade e talento a arrancada recente do Fla, e Paulo Silas, o timoneiro de um Avaí desacreditado que tirou seu time da lanterna para brigar por uma vaga na Libertadores. Já o craque da galera, cravo seco em Petkovic.</p>
<p><strong>FLU NAS ALTURAS</strong></p>
<p>O Fluminense vive uma situação inusitada. Pela primeira vez, no Brasileirão, passou a depender apenas dele mesmo para escapar do rebaixamento, depois de prodigiosa arrancada, a partir da volta de Fred ao time; mas, justamente agora, na hora H, tem de se deslocar para as alturas de Quito, em busca de um resultado que lhe permita sonhar com a conquista da Copa Sul-Americana, no jogo de volta, no Maracanã. Imagine o desgaste que sobrevirá para os dois jogos que lhe restam no Brasileirão&#8230;</p>
<p><strong>ERREI, SIM&#8230;</strong></p>
<p>Peço mil desculpas aos leitores e telespectadores do Bem, Amigos pelo erro de interpretação em relação ao gol do Botafogo. Não percebi que o cruzamento havia sido disparado pelo mesmo Jobson que colheu, assim, o rebote da zaga tricolor, em posição legalíssima. </p>
<p>E já paguei um preço alto, levando um baile do meu querido Arnaldo César Coelho em público, baile que aplaudo com prazer.</p>
<p>Acontece. E acontecerá, não tenham dúvidas, pelo qual já peço perdões futuros. </p>
<p>Por essas e outras é que procuro ver com olhos o mais desarmados possíveis, as lambanças e acertos da juizada nestes campos do infinito futebol.</p>
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		<title>TROPEÇOS E ALÍVIOS</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 00:17:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
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Bem, se esse jogo com o Botafogo era a chave para o São Paulo chegar ao título, no fim das contas deste domingo, o Tricolor conseguiu a proeza de seguir líder, mesmo perdendo, graças ao empate do Flamengo em casa com o Goiás e a derrota do Galo para o Inter, no seu terreiro do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-11933" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/11/fla0x0goias1.jpg" alt="fla0x0goias[1]" width="550" height="400" /></p>
<p>Bem, se esse jogo com o Botafogo era a chave para o São Paulo chegar ao título, no fim das contas deste domingo, o Tricolor conseguiu a proeza de seguir líder, mesmo perdendo, graças ao empate do Flamengo em casa com o Goiás e a derrota do Galo para o Inter, no seu terreiro do Mineirão.</p>
<p>Aliás, quem mais saiu aliviado ao cabo desta rodada, na verdade, foi o Palmeiras, que viu reacender uma ponta de esperança, depois de já ter jogado a toalha em relação à disputa de campeão.</p>
<p>O fato é que, no Engenhão, tivemos um jogo incrível, disputado sobre o fio da navalha e cheio de alternâncias. Ora, era o Botafogo que jogava melhor e conseguia seu gol, logo aos 14 do primeiro tempo, com exímio disparo de Jobson de fora da área; ora era o São Paulo, que passava a dominar, empatando e virando o placar, com Washington e Jorge Wagner, sem tempo para celebrar, pois, na recarga, o Glorioso empatou novamente com Renato, com participação discutível de Jobson – o atacante estava em posição de impedimento, quando a bola lhe veio ricocheteada para ser lançada a Renato, que, de cabeça, concluiu.</p>
<p>Houve, então, a expulsão de Richarlyson, e, no finalzinho, Jobson, o nome do jogo, desempatou, logo após Hernanes meter uma bola trave (a segunda do São Paulo).</p>
<p>Enfim, um jogo emocionante, cujo resultado tirou o Botafogo da zona do rebaixamento e manteve o Tricolor na liderança, embora nada esteja garantido neste campeonato dos tropeções.</p>
<p>Já o Flamengo, que perdeu a chance de pular para o topo da tabela, numa arrancada fulminante neste segundo turno, o que lhe daria a vantagem de só depender de si nas duas rodadas restantes, frustrou a imensa e festiva galera que lotou o Maracanã, pelas mesmas razões que vêm fazendo os demais candidatos ao título tropeçarem tanto: a ansiedade de vencer, que desvia o passe, o chute e o foco da melhor alternativa para a jogada certa.</p>
<p>O Goiás, movido ou não por estímulos extras, jogou pra valer, marcou muito bem e soube explorar essa ansiedade rubro-negra em várias pontadas perigosas, do início ao fim da partida.</p>
<p>Além do mais, no instante em que o Flamengo deveria apresentar todas as suas armas, lá pela metade do segundo tempo, cansou, como, aliás, vem ocorrendo nas suas últimas apresentações.</p>
<p>Sobretudo, seus principais jogadores, dentre eles, claro, o mais veterano, Petkovic. É natural, mas pode vir a ser fatal nas duas rodadas restantes do campeonato.</p>
<p><strong>LÁ FORA</strong></p>
<p>O jogo foi espetacular. No primeiro tempo, o Cagliari começou melhor, abriu a contagem, o Milan virou e tomou o empate, antes de revirar tudo com um golaço de Pato, em assistência genial de Ronaldinho, que ampliou de pênalti, para o Cagliari diminuir mais tarde: 4 a 3.</p>
<p>Mas, mais do que os sete gols num futebol atavicamente avaro nesse quesito, vale ressaltar o singelo fato de que Leonardo está recolocando o Milan na linha de sua história: um time mais solto, ofensivo, criativo, o que explica o crescimento de Ronaldinho e Pato, que estão jogando o fino.</p>
<p>Outro dia, o veterano Del Piero, lídimo herdeiro de Rivera, Sandrino Mazzola, Baggio e outros meias históricos do futebol italiano, declarou que a Itália sem Totti não é a Itália. Pois, Totti voltou à Roma diante do Bari, marcando nada menos do que três gols.</p>
<p>Não, nunca espere de Totti um lance a La Ronaldinho, em que a habilidade supere a lógica. Mas, a exemplo de Del Piero, é um jogador de técnica irrepreensível no passe, na visão de jogo, e, sobretudo no remate a gol. Sem dúvida, a Itália sem Totti não é a Itália.</p>
<p>No Campeonato Inglês, a disputa vai se polarizando entre o líder Chelsea e o vice Manchester United. Ambos venceram sues jogos deste fim de semana: o Chelsea goleou o Wolverhampton por 4 a 0, enquanto os Diabos Vermelhos batiam por 3 a 0. O Chelsea dá a impressão de mais compacto, mas o Manchester é o Manchester, e muita água ainda vai rolar nesse eterno Tâmisa.</p>
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		<title>SURPRISES!</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 22:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Barcelona]]></category>
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		<category><![CDATA[Ibrahimovic]]></category>
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		<description><![CDATA[A grande surpresa na Liga dos Campeões, sem dúvida, foi a derrota do Barça para o Rubin, em pleno Camp Nou. Por 2 a 1. Mas reveja o jogo, meu amigo. E verá que o Barça teve mais de sententa por cento de domínio de bola, meteu duas bolas nas traves, com Ibrahimovic e Touré, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A grande surpresa na Liga dos Campeões, sem dúvida, foi a derrota do Barça para o Rubin, em pleno Camp Nou. Por 2 a 1. Mas reveja o jogo, meu amigo. E verá que o Barça teve mais de sententa por cento de domínio de bola, meteu duas bolas nas traves, com Ibrahimovic e Touré, criou uma pá de chances para golear o adversário e saiu de campo derrotado.</p>
<p>O Barça é assim: quando perde, se perde, perde jogando infinitamente mais do que seu inimigo. Claro, não teve a mesma sincronização de sempre, não tocou a bola ao seu estilo como de hábito. Mas, jogou mais e merecia melhor placar.</p>
<p>Assim como outra surpresa foi a virada espetacular do Milan, no Santiago Bernabéu, sobre o Real Madri, que saiu na frente numa lambança do nosso Dida, que Raul aproveitou ao seu feitio: Dida, já com a bola dominada de um chute à distância, tentou sair rapidamente, se embaralhou e Raul guardou.</p>
<p>Mas, no segundo tempo, de repente o Milan, que vinha de campanhas pífios, tanto no Campeonato Italiano quanto na Liga dos Campeões, teve uma epifania, uma revelação súbita, cobriu-se de luz e virou para 2 a 1, num disparo longo de Pirlo e numa arrancada revestida de discreta finta de Pato sobre o goleiro Casillas, que saiu mal do gol, e empatou.</p>
<p>Empatou e sofreu o empate em seguida, com um tiro certo de Drenthe. Mas, teve de completar a vitória por duas vezes: num cabeceio de Thiago Silva, absolutamente legal, que o juiz anulou, e no bate-pronto de Pato, em levantamento magistral de Seedorf, que o juiz legitimou. Ah, sim, antes, no primeiro tempo, houve pênalti em favor do Real.</p>
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		<title>A PERPLEXIDADE DE MURICY</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 19:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.
Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.</p>
<p>Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 do caminho a ser percorrido, como em adverte um dos nossos bloguistas aí embaixo.</p>
<p>Mas, se os que estão lá em cima, com exceção do Galo, que parece ter retomado impulso com a volta de Tardelli e a integração de Ricardinho na equipe, andam escorregando além da conta, outros vêm de posições inferiores, num crescendo ameaçador. São os casos de Flamengo e Cruzeiro, dois clubes de imensa tradição e bola respeitável nos padrões atuais do nosso futebol.</p>
<p>Ah, sim, e o Grêmio, que, se não embalou ainda, poderá fazê-lo a partir do clássico de domingo, contra um Inter, que continua o mesmo, apesar da troca de técnicos: uma no cravo, outra na ferradura. Uma eventual vitória sobre o rival antigo, lá no Sul, em geral vale por um campeonato, conferindo força moral extra ao vencedor.</p>
<p>Dando uma espiada por cima na próxima rodada, de qualquer forma, o Palmeiras surge como o grande favorito, diante de um Santo André caindo pelas tabelas. Joguinho, portanto, perigoso, pois, em caso de derrota, embora o Verdão não deva perder a liderança, corre sério risco de entrar em crise emocional que se refletirá decisivamente nas rodadadas subsequentes.</p>
<p>Outro verde que tem tudo para estancar a queda é o Goiás, que pega o lanterninha do campeonato, Flu, em casa. Mas, o Tricolor está dando o sangue para fugir do rebaixamento. Portanto, não são favas contadas.</p>
<p>Já o Galo, animado e atuando no Mineirão, mesmo assim não deverá encontrar facilidades diante de um Vitória bem dirigido por Mancini, com Ramón e cia., e que já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao lado de Grêmio e a quatro pontos do Flamengo, o quinto colocado.</p>
<p>Quanto ao Flamengo, em prodigiosa ascensão, pega um Botafogo ainda tentando de afastar da zona de descenso. Mas, é um clássico, como tal&#8230;</p>
<p>Situação mais ou menos como a do São Paulo, que vai à Vila enfrentar um Santos que terá de volta o meia Ganso, o que deverá fazer muita diferença no Peixe, que nem vai, nem volta. Só que o Tricolor, embora frequentando ainda o G-4, vem de sucessivas fracassos, ao contrário do Fla.</p>
<p>Como se vê, ao cabo dessa próxima rodada, a perplexidade de Muricy poderá se transformar em confiança, ou em desespero, tudo depende de para que lado a bolinha rolar.</p>
<p><strong>VELHINHOS PIMPÕES</strong></p>
<p>Num futebol que se caracteriza pela incrível capacidade de regeneração, lançando no mercado mundial uma pá de novos talentos, ano após ano, e num tempo em que tanto se louva a força física, a resistência e a velocidade, é de surpreender a legião de velhinhos pimpões que andam dando o tom do Brasileirão.</p>
<p>Aliás, não só aqui: acompanhe o amigo os jogos do Manchester United, líder do campeonato inglês, e se delicie com o desempenho de Ryan Giggs, aquele canhotinho prodigioso, quase quarentão. Há três ou quatro anos, como um Sílvio Caldas da bola (pra quem não sabe, o Caboclinho Querido, um dos quatro maiores cantores populares da nossa história, passou os últimos vinte anos de sua vida dando seu último show e gravando seu último disco), Giggs vem anunciando sua aposentadoria.</p>
<p>Mas, com aquela bola toda e aquele fôlego interminável, como? Giggs, aliás, lembra outro britânico hisórico, uma lenda do futebol inglês: Sir Stanley Matthews, que só foi pendurar as chuteiras depois dos 50 anos de idade. Aliás, com 45 anos de idade, deu um baile memorável, em Wembley, na Enciclopédia do Futebol, nosso incomparável Nilton Santos.</p>
<p>Surpreso? Pois, então, engula esta: meu querido amigo Zé Nogueira, da Rádio Eldorado, celebrou seus 80 anos de idade participando de um daqueles rachas semanais do que restou dos Namorados da Noite, time de artistas e boêmios desta província.</p>
<p>Mas, voltando aos campos tão exigentes do Brasileirão, aí estão Petkovic, Ricardinho, Ramón, Ronaldo Fenômeno, com todas as suaws cicatrizes e excesso de peso, Marquinhos, do Avaí, todos acima dos trinta e alguns beirando os quarenta. E todos brilhando entre tantos búfalos jovens, de força e disposição descomunais.</p>
<p>Perceba o amigo que, com exceção de Ronaldo, todos os demais citados são meias, articuladores de jogadas, função tão desprezada nos últimos tempos no Brasil, pois ainda há quem suistente a impossibilidade de jogadores desse talhe técnico participar pra valer de um futebol de músculos e têmpera tão afiados como os dehoje em dia.</p>
<p>Bobagem, ja que esses caras não jogam com os pés. Jogam com a cabeça, e cérebro, todos nós sabemos, não tem músculos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>NO QUARTEL DE ABRANTES</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 02:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11689" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img class="size-large wp-image-11689" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/10/palmeiras2x2avai.jpg" alt="Veja mais charges no blog do Milton Trajano" width="550" height="397" /><p class="wp-caption-text">Veja mais charges no blog do Milton Trajano</p></div>
<p>E, no fim das contas, o que parecia uma tragédia para o São Paulo acabou sendo apenas uma decepção por não ter aproveitado a chance de se aproximar do Palmeiras, que tropeçou no Palestra diante do Avaí, assim como o Galo levava um sapeca inesperado do Botafogo, no Engenhão, e o Goiás levou de 3 a 0 do Cruzeiro, no Mineirão.</p>
<p>E olhe que o Verdão esteve a pique de perder de um Avaí arrumadinho, leve e incisivo, que chegou a abrir 2 a 0, sob o comando de Marquinhos, um desses veteranos que, ao lado de Marcelinho Paraíba, Ramón e Petkovic, vêm botando tempero especial neste Brasileirão.</p>
<p>Mas, o Palmeiras não é líder por acaso, e foi buscar força lá no seu interior para chegar ao empate e manter-se a uma distância ainda folgada do vice. Mas, não tanto que eventual revirolta esteja fora de questão.</p>
<p>O fato é que, no fim de tudo, apenas o Inter avançou, retomando seu lugar na zona da Libertadores. De resto, tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes.</p>
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		<title>SANTA RETRANCA!</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 03:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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Congelei na tela da tv o close de Maradona: os traços e a expressão lembravam uma daquelas máscaras mortuárias dos nativos andinos feitas para rituais mágicos e de sacrifício.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/maradonaxbrasil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11532" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/maradonaxbrasil.jpg" alt="" width="500" height="360" /></a></p>
<p>Congelei na tela da tv o close de Maradona: os traços e a expressão lembravam uma daquelas máscaras mortuárias dos nativos andinos feitas para rituais mágicos e de sacrifício.</p>
<p>Exangue, pois toda sua energia se voltara para as vésperas do grande jogo, fatal para os argentinos: promoveu uma guerra psicológica contra os brasileiros, reuniu sua tropa, infundiu-lhes vigor pátrio, desafiou-os a entregar seus corações nessa partida, levou-os à igreja, fê-los ajoelhar-se aos pés da Cruz, acendeu uma vela a San Gená, conduziu Brasil e Argentina para o campo de Rorsário, onde a pressão seria maior do que no estádio de Nuñes, dançou um tango e jogou uma flor à estrela da manhã, nas suas primeiras cintilações.</p>
<p>Só não cuidou de dar um mínimo de segurança à sua defesa, que geme ao mais leve toque do adversário.</p>
<p>Resultado: 3 a 1 para o Brasil, que nada fez para tanto, a não ser defender-se com precisão quase cirúrgica, enquanto os argentinos tomavam conta da bola de cabo a rabo da partida, sem, contudo, conseguirem levá-la à meta adversária. E, nas raras vezes em que o conseguiram, lá estava Júlio César, um paredão.</p>
<p>Sim, houve uma pálida oportunidade que deu certo – um disparo longo e certeiro de Datolo, no ângulo esquerdo de Júlio César. Mas, aí, la vaquita já se embrenhara no brejo até o pescoço.</p>
<p>Pois, o Brasil, ainda no primeiro tempo, em duas pontadas obtivera seus dois gols, em jogadas nascidas de cobranças de faltas por Elano. Na primeira, Luisão surge só e lampeiro para meter de cabeça. Na segunda, a bola espirra na barreira, cai nos pés de Kaká, na esquerda, que centra rasteiro, e, pebolim!, Luís Fabiano, livre e solto, empurra para as redes vazias.</p>
<p>E, para maiores pecados de Maradona e cia., os argentinos sequer tiveram tempo de celebrar aquele gol de Datolo, que prenunciava a virada épica, pois Kaká recebe na meia-direita, pela intermediária gringa, uma daquelas bolas solitárias que escapavam da nossas defesa, domina, mira e executa passe milimétrico para Luís Fabuloso tocar por cima do goleiro.</p>
<p>O amigo sabe que tenho a maior aversão por retrancas que enfeiam o jogo e enfumaçam o brilho de uma vitória. Mas, para tudo, há exceção. E a exceção foi essa retranca brasileira deste sábado luminoso. Afinal, não se tratava de um jogo qualquer, nem mesmo apenas um dos tantos clássicos com nosso mais feroz adversário. Resumia em si toda a campanha de quase quatro anos de Dunga à frente da Seleção e a conquista, com antecipação inédita, da vaga à próxima Copa do Mundo.</p>
<p>Ali, naquela hora, diante de um adversário cuja potência ofensiva é notável, não havia espaço para nenhum outro pensamento a não ser fechar todos os espaços. Sobretudo, depois de ter aberto dois gols de vantagem.</p>
<p>Ora, somos o único futebol do planeta que nunca ficou fora de uma Copa do Mundo. E não seria agora que poríamos em risco mais essa láurea do brasileiro.</p>
<p><strong>OS HERÓIS DO JOGO</strong></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/argentina1x3brasil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11533" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/argentina1x3brasil.jpg" alt="" width="500" height="360" /></a></p>
<p>Sem dúvida, Júlio César encabeça a lista dos heróis de Rosário, pelas três defesas sensacionais que praticou, duas, cara-a-cara.</p>
<p>Mas, ao seu lado, sem dúvida, Luisão, absolutamente imbatível, por baixo ou por cima. Além do mais, autor do gol que abriu caminho para a vitória. Pensando bem, passo Luisão para o topo da lista.</p>
<p>Seu parceiro, Lúcio, foi outro esteio, enquanto André Santos portou-se de forma tão magnífica, tanto defendendo como apoiando (muito menos do que habitualmente o faz, por força das circunstâncias), que dificilmente perderá a camisa titular para outro qualquer na Copa.</p>
<p>Por fim, Kaká, por ter estado na origem de dois gols e por ter sido o mais lúcido de nossos jogadores, embora longe de suas melhores atuações, o que é natural numa hora dessas. E Luís Fabiano, que, mesmo isolado pelo esquema e pela ausência de Robinho, cumpriu com louvor sua principal função. Ou seja, marcar gols, não um, que já seria de bom tamanho, mas, dois.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>PAGUE, FLU</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 19:10:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[uer]]></category>

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		<description><![CDATA[Anos atrás, recebi visita inesperada do primo Renato, que não via desde a infância mais remota nas temporadas passadas na chácara do meu tio avô Chico, no Tanque, povoado incrustrado entre Atibaia e Bragança. Trazia-me o convite de seu casamento e uma pergunta fatal: estava prestes a assumir a prsidência do Bragantino e queria saber de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Anos atrás, recebi visita inesperada do primo Renato, que não via desde a infância mais remota nas temporadas passadas na chácara do meu tio avô Chico, no Tanque, povoado incrustrado entre Atibaia e Bragança. Trazia-me o convite de seu casamento e uma pergunta fatal: estava prestes a assumir a prsidência do Bragantino e queria saber de mim o que fazer, já que não estava muito afeito às coisas do futebol.</p>
<p>Minha resposta foi elementar, franca, sucinta e direta:</p>
<p>- Pague os jogadores em dia, todos, sem exceção.</p>
<p>Outro dia, Renato me visitou, tantos anos decorridos depois desse episódio, e me garantiu que aquele foi o melhor de todos os conselhos que recebera no período em que dirigiu o Braga.</p>
<p>Lembro disso ao pensar no Fluminense, carregando novamente a cruz do descenso iminente.</p>
<p>O Tricolor carioca já trocou de técnico algumas vezes, trocou até a direção do fuebol que voltou às mãos de Branco, fez isso e aquilo, e continua ladeira abaixo.</p>
<p>Mas, que diabo, então, acontece com esse clube de tanta tradição e tamanha torcida?</p>
<p>Ouve-se aqui e ali que o clube está dividido entre a diretoria formal e o patrocinador. E que os jogadores que pertencem ao clube não recebem, ou recebem com atrasos angustiantes, enquanto aqueles que pertencem ao patrocinador, é na caixa, no dia certo.</p>
<p>Time desunido será quase sempre vencido, parodiando a palavra de ordem de tempos passados.</p>
<p><strong>RUGIDO DO MEDO</strong> </p>
<p>Maradona, um extraordinário jogador, mas que não superou, por exemplo, o húngaro Puskas, quanto mais Pelé, agora como técnico da Seleção Argentina, esmerou-se em lançar farpas contra nós, às vésperas do grande confronto de Rosário, pelas Eliminatórias.</p>
<p>Na sua esteira, vem Tevez, garantindo que chegaremos lá morrendo de medo.</p>
<p>São os argentinos tentando transferir para o inimigo o medo que os consome toda vez que enfrentam o Brasil, desde a década de 70, por baixo.</p>
<p>Houve um tempo em que, realmente, o Brasil borrava-se diante de<em> los hermanos. </em>Nos anos 30/40, até meados dos 50, era uma tragédia: apanhávamos feito cachorro vira-lata, na bola e no braço. Mas, a partir da conquista da Copa de 58, o braço da viola começou a mudar. E, em 78, em plena Copa do Mundo, nessa mesma Rosário, os argentinos, que acabaram campeões do mundo graças às mumunhas da ditadura Videla, passaram os 90 minutos lá atrás, apavorados diante de um Chicão implacável, que plantou sua bandeira no meio de campo e espanou gringo pra todos os lados.</p>
<p>Claro, a Argentina é a favorita para esse clássico continental que se aproxima. Afinal, tem bons jogadores, além de Messi, extraordinário. Portanto, pode perfeitamente vencer lá, em casa, mesmo porque, enquanto estamos tranquilos na tabela de classificação eles vivem a angústia de eventual desqualificação para a Copa da África.</p>
<p>E esse é o medo atroz que tentam atirar sobre nós como um rugido do leão acuado em sua toca.</p>
<p> </p>
<p> </p>
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		<title>DA SEGUNDONA À LIBERTADORES</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 03:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E o Corinthians, que saiu lá da Segundona em fulminante carreira, de passagem, levou o título paulista e chegou para levantar a cobiçada Copa do Brasil, garantindo sua participação na Liertadores do próximo ano.
E levantou a taça diante do poderoso Inter, em pleno Beira-Rio, num jogo em que o Timão deu as cartas no primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o Corinthians, que saiu lá da Segundona em fulminante carreira, de passagem, levou o título paulista e chegou para levantar a cobiçada Copa do Brasil, garantindo sua participação na Liertadores do próximo ano.</p>
<p>E levantou a taça diante do poderoso Inter, em pleno Beira-Rio, num jogo em que o Timão deu as cartas no primeiro tempo, meteu dois gols, com Jorge Henrique e André Santos, e deixou de ampliar com Ronaldo, cara a cara com Lauro.</p>
<p>No segundo, o Inter partiu para o tudo ou nada, empatou com Alecsandro, e depois virou bagunça, o que, no fim, favoreceu mais o visitante do que o mandante.</p>
<p>Enfim, a taça não poderia estar em melhores mãos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 21:23:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Palmeiras, do técnico Luxemburgo, cultor do sistema com apenas dois zagueiros de área, vai a Montevidéu, com um beque a mais da sua própria conta para pegar o Nacional.
O Grêmio, por tradição time guerreiro com tons defensivos acentuados, nas mãos de Paulo Autuori, muda o braço da viola e recebe o Caracas no Olímpico.
É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Palmeiras, do técnico Luxemburgo, cultor do sistema com apenas dois zagueiros de área, vai a Montevidéu, com um beque a mais da sua própria conta para pegar o Nacional.</p>
<p>O Grêmio, por tradição time guerreiro com tons defensivos acentuados, nas mãos de Paulo Autuori, muda o braço da viola e recebe o Caracas no Olímpico.</p>
<p>É o futebol brasileiro, tentando ir às finais do maior torneio continental, por vias diferentes.</p>
<p>No fundo, no fundo, essa sintonia fina é muita relativa, numa disputa mata-mata como esta, em que tantos outros fatores atuam com maior intensidade do que a escolha deste ou daquele sistema de jogo, embora este seja sempre essencial.</p>
<p>Autuori já foi duas vezes campeão da Libertadores – pelo Cruzeiro e pelo São Paulo -, logo, há de se supor que sabe muito bem o que está fazendo.</p>
<p>Luxemburgo, de tantos títulos, porém, nunca chegou a levantar essa preciosa taça. Mas, é um técnico atilado, pragmático antes de mais nada, e versátil, capaz, pois, de fazer funcionar um esquema que não lhe é caro, em especial.</p>
<p>O que eu quero dizer, com toda esse lero, é que Grêmio e Palmeiras, assim mesmo, ou de sinais invertidos novamente, têm tudo para seguir adiante neste funil da Libertadores.</p>
<p><strong>TIMÃO OU INTER?</strong></p>
<p>O Inter vai ao Pacaembu sem três titulares de peso – Nilmar e Kleber, servindo à Seleção Brasileira, e D’Alessandro, machucado.</p>
<p>Em contrapartida, o Corinthians não terá apenas o lateral-esquerdo André Santos. De resto, vai com tudo, inclusive o Ronaldo Fenômeno.</p>
<p>Portanto, favas contadas, pois não? Jogando em casa, com o apoio da Fiel ensandecida, com Ronaldo e contra um Inter ferido em três posições chaves da equipe, o Timão é favorito.</p>
<p>Até pode ser. Mas, não necessariamente.</p>
<p>Olhemos por outro ângulo: Ronaldo está gripado e vem de uma recuperação de lesão muscular na panturrilha, o que drena sua energia e limita suas ações, e a ausência de André Santos é uma lacuna sem preenchimento. Mano terá de apostar em Saci, que não tem ido bem, ou em Diego, um beque que não funciona por ali, ou ainda Marcelo Oliveira, um meiocampista improvisado no setor.</p>
<p>Já o Inter, no lugar de Kleber, tem Marcelo Cordeiro, que vem jogando melhor do que o titular.</p>
<p>Para a vaga de D’Alessandro, lá está Andrezinho, de tão boas atuações recentes.</p>
<p>E, para o comando do ataque, Alecsandro, que, se não tem a técnica e a mobilidade de Nilmar, longe disso, é um atacante eficiente e goleador por natureza.</p>
<p>Ah, sim, ia esquecendo de Bolívar, outro ausente no Inter. Mas, se jogar Danilo, talvez o Colorado ganhe até mais no apoio ao ataque por aquele setor.</p>
<p>De qualquer forma, seria, como será, briga de cachorro grande. E qualquer um que saia vencedor desse jogo em 180 minutos será digno representante da vanguarda atual do futebol brasileiro na Libertadores.</p>
<p><strong>NOSSO VELHO CANSAÇO</strong></p>
<p>Depois da suada vitória sobre o Egito, na estréia da Copa das Confederações, a turma justificou-se, não sem alguma razão, botando a culpa maior no cansaço de tantas viagens, no fuso horário e tal e cousa e lousa e maripousa.</p>
<p>Sim, claro, tudo isso influenciou na pífia apresentação brasileira, apesar da vitória emocionante por 4 a 3.</p>
<p>E aí me pergunto se esses fatores não atuaram mais decisivamente sobre o jogo brasileiro justamente porque adotamos um conceito em que a força de marcação se sobrepõem excessivamente à técnica.</p>
<p>Explico melhor: se fossemos um time treinado para reduzir o espaço de ação mais à frente, marcando a saída de bola do adversário (como, aliás, fez o Egito), e, quando de posse da bichinha, passássemos a fazê-la circular com exatidão e arte, nos desgastaríamos menos fisicamente e teríamos melhor resultado no andamento da partida.</p>
<p>Isso é elementar, básico. Mas, para tanto, teríamos de contar com menos volantes e mais meias habilidosos, esses carinhas que recebem a bola de costas para o adversário, gingam, saem da marcação e tocam com precisão.</p>
<p>Infelizmente, não é o nosso caso. Logo, temos de ralar para chegar onde chegaríamos sem ter de ralar tanto.</p>
<p>Esse é um daqueles casos em que me lembro da célebre Seleção Holandesa de 1974, a do Carrossel e outros bichos. Sua dinâmica de jogo era tão surpreendente e vertiginosa que o povo, por aqui, exaltava o vigor de vaca holandesa da tal Laranja Mecânica.</p>
<p>Para quem estava lá como eu, e, que no ano seguinte levou um papo varando a madrugada, no bar do Hotel Eldorado, aqui em São Paulo, com Cruyff, a história era justamente o contrário. A Holanda chegou à Alemanha sem o menor preparo físico, sem zagueiros de ofício (o único, Israel, judeu como sugere seu nome, por razões de segurança – leia-se, Munique 72 -, foi poupado) e sob uma troca de tiros entre os de Roterdã e os de Amsterdã, um Rio-São Paulo de tamancos de bico curvo.</p>
<p>Pois bem, o técnico Rinus Mitchles, então, tocando o Barça de Cruyff, quando chegou à concentração da Seleção, depois da disputa da Copa de Campeões da Europa, encontrou o caos, já que, além desses problemas todos, os jogadores caíram na esbórnia.</p>
<p>Mitchels, então, mandou chamar as mulheres de todos os jogadores, pra cortar a onda da tropa, reuniu a turma e deu as devidas instruções:</p>
<p>1) Como não há nem força física, nem força de conjunto, nem zagueiros, nem nada, vamos construir um novo conceito, capaz de suprir todos esses defeitos. Como? Simples: improvisamos dois volantes nas posições de zagueiros (Reijberg e Haan)  e agrupamos os dez jogadores de linha entre as duas intermediárias, utilizando uma linha de impedimento em que todos partam sobre o adversário da bola, como um grupo de selvagens. A corrida é pouca, nesse caso, e o efeito, múltiplo, pois não só tomamos a bola já no campo inimigo como, na sequência, promovemos um ataque em massa.</p>
<p>2) Os vértices do triângulo, aqueles que esperam o passe do nosso que estiver com a bola, em vez de ficarem estáticos à espera da definição, rodam em torno dele. Esse movimento, além de dificultar a marcação, oferece rapidez no passe, que não precisa ser justo, mas, simplesmente despachado para o ponto futuro, onde chegará um dos dois companheiros que rodam ao seu redor.</p>
<p>3) Então, formavam-se em campo aquelas rosáceas que deslumbraram o mundo e a mim e ao mestre Armando Nogueira, que assistimos à final com a Alemanha lá do último degrau do estádio Olímpico de Munique.</p>
<p>Um prodígio que jamais se repetiu em campo algum, mas que remete à essência do futebol desde que ele se constituiu como jogo: o negócio é o jogador correr o menos possível, e fazer a bola circular ao máximo.</p>
<p>Lição que os brasileiros haviam ensinado ao mundo há muito tempo, agora executada pelos espanhóis. E que nós esquecemos nas últimas duas décadas.</p>
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