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Arquivo da Categoria Seleção Brasileira

sexta-feira, 29 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 14:09

SELEÇÃO PREVISTA

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Como previu este blog com a devida antecedência, Douglas foi a novidade na convocação de Mano Menezes para o amistoso com a Argentina, no Qatar, mês que vem.

Sim, porque a volta de Neymar, desde que mudou seu comportamento em campo ( o embaraço com Marcel, no treino do Santos, pertence a outro departamento), estava dentro do contexto: foi punido, aceitou, mudou e fim de papo. É o melhor jogador brasileiro em atividade hoje, tem um futuro imenso pela frente, e será sempre um trunfo de Mano, isso o técnico já deixou bem claro.

Assim como Ronaldinho Gaúcho estava na alça de mira do treinador brasileiro, que foi a Milão, levou um papo com o jogador, observou-o jogando, e constatou que havia caído a sopa no mel, com a mudança de postura tática de Ronaldinho. Não mais isolado lá na esquerda, mas flutuando pela intermediária adversária como um autêntico meia, Ronaldinho pode vir a ser o homem que faltava na ausência de Ganso.

Mas, por garantia, Mano chamou também Douglas, cujo estilo se assemelha ainda mais ao de Ganso: canhoto, hábil, bom de passe e assistências. Não é um Ganso, certo. Mas, quem é?

O fato é que Mano quer manter seu time jogando o mais próximo possível daquele da estreia com os EUA: firme na defesa, mas veloz, habilidoso e incisivo no ataque.

Ah, e Hernanes, que está jogando muito na Lazio, líder do campeonato italiano?

Bem, Hernanes, segundo depreendi de conversas com Mano, deixa a saída de bola da defesa para o ataque mais lenta do que, por exemplo, quando em campo Lucas, Jucilei, Elias e Ramires.

Mas, afinal, qual o time que Mano botará em campo diante dos argentinos? Em princípio, não fugirá muito deste: Victor ou Jefferson; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luís e André Santos; Lucas, Ramires e Ronaldinho Gaúcho; Robinho, Pato e Neymar.

Se pegarem no breu, que beleza!, como diria o Milton Leite.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAIXÃO E FLORES
  2. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  3. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quarta-feira, 27 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 11:48

DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO

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Douglas, meia do Grêmio, ex-Corinthians

Douglas, meia do Grêmio, ex-Corinthians, deve ser a novidade na convocação de Mano Menezes. Assim como Neymar deverá voltar ao elenco nacional, embora o técnico não tenha confirmado isso no Bem, Amigos de segunda-feira. Nem mesmo na resenha que a turma do programa realiza no Lellis, depois das horas.

O nome de Douglas extraí da preocupação que Mano revelou ao lastimar a perda de
Ganso e a escassez de meias autênticos no mercado.

E a visão de Mano, a respeito, é muito clara: volante é volante, meia é meia. Por exemplo: ao responder ao meu querido Caio Ribeiro sobre Hernanes, que está jogando demais na Lazio, líder do campeonato italiano, justamente numa posição mais avançada, tipo meia, o técnico do Brasil foi enfático:

- Pra mim e para o Alberto Helena, Hernanes é volante. Na Itália, pelas características do futebol de lá, até pode funcionar bem nessa posição, que, aliás, ele ocupou no São Paulo muito recentemente.

A mesma visão se estendeu ao caso de Elias: para Mano, Elias é um segundo volante de alta eficiência; mas, se tiver de chamá-lo como meia, então a comparação será feita com outros dessa função…

Enfim, essa questão dos meias é vista com sintonia fina por Mano. Parece uma firula de linguagem, mas não é. É essencial para que o time brasileiro continue apresentando um futebol mais fluente, ofensivo e inteligente em relação ao que era antes de Mano.

Ah, sim, quanto a Neymar, diria o seguinte: acho que sim, por tudo o que ele representa para que esse projeto avance e pelos resultados obtidos com a sua exclusão da última lista, o que serviu para sossegar o pito do garoto, sem castrar sua ousadia com a bola nos pés.

Veja mais charges como esta no blog de Milton Trajano no iG Esporte

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  2. GLORIOSO ADEUS
  3. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 11 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 18:08

BRASIL PROTAGONISTA

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Há gaúcho burro e gaúcho inteligente. Como paulista, carioca, mineiro, pernambucano etc.  Só baiano burro nasce morto, no verso do saudosos Gordurinha imortalizado na voz de Jackson do Pandeiro. Mas, mesmo isso é  uma licença poética. Afinal, burros e inteligentes se distribuem por todos os quadrantes e etnias. É da natureza humana.

Pois, Mano Menezes pertence à imensa categoria dos gaúchos inteligentes, lídimo herdeiro da percepção de um Ênio Andrade, dentre os tantos frutos da rica escola gaúcha de treinadores.

Se não basta o que diz, sobressai-se o que faz.

Ao assumir a Seleção Brasileira, Mano sentenciou que pretendia fazer o Brasil voltar a ser protagonista. Isto é: um time que se imponha diante de qualquer adversário, ao contrário do que ouro gaúcho, Dunga, propunha para o nosso time.

E é isso que está fazendo à frente do time nacional.

Reveja essa vitória sobre a Ucrânia, por 2 a o, em Derby, na Inglaterra.

O Brasil tomou a iniciativa do jogo do início ao fim. Os ucranianos, como acontecia no passado, preferiram fixar-se numa retranca atroz, com medo da bola brasileira. Tocou a bola no campo adversário, meteu 2 a 0, com gols de Daniel Alves, em belo lançamento de Robinho, e de Pato, em outra enfiada de Robinho.

Poderia ter ampliado o placar, assim, como poderia ter tomado um gol – aquela bola no poste de Victor. Isso é do jogo, um jogo, não uma equação matemática.

O fato é que, com exceção desse lance, o Brasil com essa formação mais ofensiva, não sofreu nenhum assédio da Ucrânia, time que, se não é de primeira, também não é de quinta,.

E aqui vale ressaltar, mais uma vez, da dupla de zaga, formada por Thiago Silva e David Luiz, uma grande revelação na Seleção, aquele quarto-zagueiro à antiga, que marca e sabe sair jogando. Lembra, aliás, por estilo e talhe o grande Dani Blind, daquele Ajax imbatível dos anos 90, campeão europeu e do mundo.

E, lá na frente, a nova postura de Pato, que muitos julgavam ser apenas um segundo atacante, aquele que cai de um lado e de outro, nunca a tal referência, como a turma gosta de cunhar.

Pois, Pato, nesse jogo atuou como autêntico centroavante. Fez a tal parede, enfrentou os beques de cara, e, como tem recursos técnicos extras, soube sair e jogar. Fez um gol na exata posição e desperdiçou mais dois, como é de lei para qualquer artilheiro.

Outro detalhe: mesmo jogando com apenas dois zagueiros, os laterais cumpriram na medida exata suas funções: marcaram e atacaram sem parar. Pelo menos, enquanto André Santos esteve em campo, pois Adriano, que entrou no segundo tempo, não manteve a mesma dinâmica.

Por fim, novamente, Giuliano, ao entrar no lugar de Carlos Eduardo, deu outro dinamismo ao meio-campo brasileiro.

Mas, é tudo, por enquanto, experiência, com promissores resultados até agora.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL NAS ALTURAS
  2. O BRASIL E AS ESTATÍSTICAS
  3. BRASIL EM SEGREDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 7 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 20:30

SEM GANSO E NEYMAR, TÁ BOM ASSIM

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Eu mesmo, confesso, que torço para que esse projeto de Mano Menezes à frente da Seleção – o que prevê um futebol ofensivo e cintilante, de acordo com as nossas mais caras tradições, abandonadas nos últimos anos pelos pragmáticos de plantão – me senti um pouco decepcionado pelo desempenho do nosso time na vitória por 3 a 0 sobre o Irã, lá nos Emirados Árabes.

Mas é que, até mesmo inconscientemente, a gente tende a comparar o desempenho do Brasil diante do Irã com aquela exibição primorosa da estreia de Mano à frente da Seleção, contra os EUA.

São coisas bem diferentes. A começar pelo calor fumegante que drenou nossas energias frente ao Irã, e terminando pelo mais importante: lá não estavam nem Ganso, nem Neymar, dois craques, que juntos, fazem um só em nível quase cósmico.

Ninguém no futebol atual brasileiro arma, engendra, coordena e acha espaços invisíveis ao olhar comum como Ganso. É coisa que beira a genialidade. E posso dizer isso, pois vi em campo os maiores mestres nessas artes, como Zizinho, Didi, Gérson, Puskas, Di Stefano na sua fase mais madura, Ademir da Guia, Jair Rosa Pinto e alguns poucos mais.

Aliás, o próprio técnico da Seleção, Mano Menezes, disse algo parecido ao final do jogo.

E Neymar é aquele craque-surpresa que tira um coelho da cartola sempre que se aproxima da área inimiga, sobretudo quando escolhido pelos passes exatos e inesperados de Ganso.

Carlos Eduardo, que mais ou menos ocupou o espaço destinado a Ganso, não tem a mesma dimensão. É mais um coadjuvante de alta classe, mas um coadjuvante, de preferência atuando mais à frente, pela esquerda, tipo Zagallo, vá, ou, ainda mais precisamente, Rivellino de 70, sem o carisma, os recursos e a potência de chute do Reizinho do Parque.

Portanto, na criação, nosso time foi mais reticente, mais inconstante. Assim como o menino P. Coutinho, que vem esmerilhando na Inter de Milão, parece ter sentido o peso da camisa na sua primeira chance como titular, desde o início. Vai chegar lá, não tenho dúvidas, mas, neste jogo específico, ficou aquém das expectativas.

Tanto, que as entradas de Elias e de Giuliano deram outra configuração ao sistema de armação e de chegada do time brasileiro, permitindo que chegássemos aos 3 a 0, com possibilidades de dobrar o placar, caso Pato, autor de dois gols, não desperdiçasse mais três oportunidades claras de ampliar o placar.

O que eu quero dizer é o seguinte: o esquema é esse; os jogadores escolhidos para fazê-lo funcionar eram esses; apenas, técnica ou emocionalmente, alguns não atingiram sua melhor performance – outros, o fizeram.

A Raposa e as uvas

E, assim, já começa a disputa por posições na Seleção, o que, se restrito ao campo de jogo, sempre é muito salutar.

A Raposa já subiu na parreira e as uvas estão maduras. Basta derrubar o Flu, neste fim de semana, para se lambuzar com o néctar dos deuses. Isto é: enquanto for possível, neste campeonato tão renhido.

Mas, o fato é que, ao bater por 1 a 0 o Goiás, no Serra Dourada, o Cruzeiro foi o único do bloco de cima que não vacilou nesta rodada, e saltou para a vice-liderança, embora o Corinthians siga com um jogo a menos, o que não é nenhuma garantia de recuperação imediata.

A coisa, que parecia mais ou menos resolvida entre Flu e Corinthians, agora, pegou fogo.

Olhaí o Verdão

Pragmático, Felipão reluta em admitir que o Palmeiras, ao golear o Avaí destroçado por nove desfalques, no Pacaembu, já começa a se credenciar como sério candidato a uma vaga na Libertadores: “Entre nós e a vaga há oito times na frente. Se, por acaso, nas próximas rodadas, vencermos cinco jogos e empatemos um, quem sabe, então…”

Tá certo o Felipão. A distância ainda é grande para grandes sonhos. O melhor é celebrar o já conquistado, como essa vitória categórica sobre o Avaí. Sobretudo, porque foi um jogo que redimiu Valdívia, meio encrencado com o treinador. Fez dois gols, e realizou várias jogadas de alta classe.

Sim, claro, o Palmeiras foi beneficiado pela intempestiva reação do goleiro Zé Carlos, que, depois de pegar pênalti de Kleber, teve um entrevero desnecessário com Valdívia, acabou expulso e ofereceu um novo pênalti ao Palmeiras, que, desta vez, foi convertido.

Assim, o Palmeiras, jogo a jogo, vai readquirindo seu status de grande, e isso é o que mais importa neste momento.

A estreia de Luxa

No segundo gol do Flamengo sobre o Goianiense, em Volta Redonda, Luxemburgo vibrou como um novato. Não que o gol tenha sido uma dessas pinturas extasiantes, nada disso. É que o jogo estava duro, parte pela dedicação dos goianos, parte pelo futebol repetitivo do Flamengo, sem imaginação nem agudeza.

Mas, para Luxa era uma questão de vida ou morte já começar na Gávea com uma vitória.  Nesse momento, era só isso que importava.

Agora, vejamos a vida que se segue.

Notas relacionadas:

  1. MASCATE BRASIL
  2. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  3. O PRIMEIRO PASSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 21 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 18:53

DOMINGO DE GALA

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São dois clássicos de arrepiar: no Maracanã, o líder Flu de Muricy contra a estrela ascendente – o Vasco de PC Gusmão; no Pacaembu, o vice Corinthians de Adílson, ainda tomando tento no Parque, contra um São Paulo que se prevê mais ofensivo do que o habitual, agora sob o comando do novato Sérgio Baresi.

No Maracanã, há ainda a expectativa do confronto entre os dois quartetos ofensivos, além da estreia de Deco no Tricolor. Mas, na pior das hipóteses, pelos menos três deles de cada lado estarão em campo, o que já garante a probabilidade de um jogo emocionante e ousado.

No Pacaembu, findou a expectativa da volta de Ronaldo Fenômeno, o que deixa o Corinthians ainda carente de um centroavante de porte, ao contrário do São Paulo que, nesse quesito, sobra, pois tem dois para a mesma posição – Fernandão e Ricardo Oliveira – que podem jogar juntos.

E, se o técnico Baresi optar por Fernandinho em lugar de Richarlyson, pois essa é sua dúvida, Fernandão e Ricardo Oliveira, dois eméritos cabeceadores, por certo, serão favorecidos pelas infiltrações do ponta-esquerda até a linha de fundo.

De qualquer forma, um domingo de gala na ponte Rio-São Paulo.

Mano, treinando

Como a CBF não conseguiu fechar amistosos de nível para as duas próximas datas-Fifa, Mano decidiu chamar uma seleção de “estrangeiros” para fazer dois jogos-treinos lá na Europa.

É uma chance de conviver um pouco mais com os jogadores selecionáveis, observando de perto, sobretudo, os mais jovens candidatos a uma vaga na Seleção Olímpica.

Esse me parece o caso de Douglas Costa e P. Coutinho, que já chegou agradando em Milão. São dois meias de estilo e habilidade, do tipo de que tanto necessitamos e ao gosto do modelo que Mano pretende implantar no time nacional.

Surpreende a chamada de Hulk, que já não tem idade para as Olimpíadas mas estará em plena maturidade na época do Mundial. Embora badalado no futebol português, confesso que não tiver sorte nas poucas vezes em que o vi em ação.

Luís Fabiano, neste momento, me parece muito mais habilitado a uma convocação dessas. Vale, porém, a tentativa de Mano de ver mais de perto esse jogador, quem sabe…

Chuva de gols na Inglaterra

O Chelsea, campeão inglês, repetiu diante do Wigan a mesma goleada da estreia no campeonato imposta ao Weste Bromwich: 6 a 0. Não é mole, meu – doze gols marcados nas duas primeiras rodadas do certame sem levar unzinho sequer.

E olhe que o Wigan, no primeiro tempo, jogou melhor do que o Chelsea, apertou e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, no segundo, foi um massacre.

Massacre igual ao praticado pelo Arsenal sobre o caçula Blckpool, que esteara cheio de vento, metendo 4 a 0 no Wigan. Outro placar de 6 a 0, sem contar umas vinte chances claras – não é exagero, não – de ampliar esse placar já dilatado, raças à espetacular atuação do ponta Theo Walcott, ponta-ponta mesmo, desses que avançam pela direita, aos dribles e em alta velocidade.

Estarão os grandes times ingleses tão mais bem equipados do que os demais? Ou, estes é que não passam de frágeis coadjuvantes? Há um pouco de cada uma dessas coisas. Mas, acho que, acima de tudo, está a fome de gols que assola o futebol inglês. É a compulsão pelo espetáculo que move esses times a não se acomodarem quando alcançam um placar seguro.

Veja o caso do Arsenal. Já goleava por uns quatro ou cinco, não me lembro bem, quando, aproveitando-se da expulsão de um adversário, o técnico Wenger trocou o único volante de ofício da equipe (Diaby) por um meio-campista de extrema habilidade, passe exato e chute a gol, Fábregas.

É só uma questão de ver o que é melhor para o público ou o que é mais conveniente para o treinador.

Que beleza!

Bem que a CBF, onde a grana se acumula até o teto sem outro destino além da Seleção, poderia se mirar no exemplo alemão. A abertura do Campeonato Alemão, neste sábado, no Allianza Arena, foi digna de uma Copa do Mundo. Um espetáculo visual bonito, de bom gosto, sem exageros, e no tempo certo para não adiar demais o começo da partida entre Bayern de Munique e Wolfsburg, um belo jogo, diga-se.

O Bayern venceu por 2 a 1, com um gol de Schweinsteiger no finzinho do jogo, depois de o Wolfs ter criado e desperdiçado uma pá de oportunidades claras, sobretudo com o bósnio Dzek, um desses centroavantes espigados, que batem pra gol do jeito que a bola vem e de qualquer lugar.

E isso é só o começo.

Fogão, lá

O Botafogo, confirmando sua ascensão no campeonato, venceu o mistão do Avaí, numa tarde-noite festiva no Enegenhão. Festiva pela presença maciça dos torcedores alvinegros e, principalmente, pela homenagem prestada a um dos maiores ídolos da história do Botafogo – Jairzinho Furacão -, materializada numa bela estátua em bronze a se eternizar ao lado das de Garrincha e de Nilton Santos.

Na verdade, o Botafogo não jogou tudo o que vinha jogando nas últimas partidas, mas fez o suficiente para ganhar, com um gol de cabeça do zagueirão Fábio Ferreira numa daquelas cobranças de falta enviesadas que são o tormento de todas as defesas.

Mais que isso: o suficiente para abrir as portas do G-4 e passar a sonhar, na ilustre posição de terceiro colocado, sonhar em surpreender mais á frente Corinthians e Flu, por que não?

Grêmio, cá

Chiii… Logo na estreia de Mário Sérgio como treinador do Ceará, Renato Gaúcho sofreu sua primeira derrota no comando do Grêmio, que caiu para aquela incômoda posição limítrofe à zona do rebaixamento.

Segundo o próprio Mário Sérgio foi um jogo entre dois Grêmios, aqueles Grêmios que a torcida tricolor adora, muita força na disputa de bola e no congestionamento do meio-campo e da defesa.

- Cheguei no Ceará, olhei em volta e escolhi os jogadores mais fortes, pois conheço bem o futebol gaúcho – completou Mário Sérgio.

Resultado: um gol contra de cada um e o da vitória, de Geraldo, o veterano Geraldo, cuja força maior ainda é a habilidade.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  3. CLÁSSICOS DE DOMINGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 14 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 17:19

O CLÁSSICO QUE PODERIA SER

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Pena que o Inter entre com seu time reserva diante do líder Fluminense, pois este seria, sem dúvida, o clássico da rodada de domingo. Mas, mesmo tão desfalcado, o Colorado pode surpreender, embora o Tricolor seja franco favorito.

Não só porque é líder e está jogando, mas, sobretudo, porque está embalado emocionalmente, com a chegada de Deco, logo depois da ida às Laranjeiras de Washington, o que confere ao Flu um poder ofensivo raro neste campeonato.

O outro grande clássico nacional do domingo é São Paulo e Cruzeiro, que vem revistido de um fato novo: a estreia do garoto Sérgio Baresi como técnico interino – quem sabe, definitivo – do Tricolor.

Garoto porque é de ontem a lembrança dele jogando como zagueiro dos juniores do São Paulo. Mas, já técnico das categorias de base por um bom tempo, o que lhe confere certa experiência para tentar mudar o braço da viola desse time que se repete à exaustão.

Nem repito a voz comum que diz que esse time não renovou. Renovou-se, sim. Só para esta temporada, o São Paulo contratou uma penca de novos jogadores. Não mudou foi seu jeito de jogar – aquele velho esquema de se defender antes de tudo, contragolpear em lances longos e nunca tentar envolver o adversário no toque de bola, que é o sal do jogo.

De resto, é esperar pra ver.

Luz nas trevas

Aos poucos, vai se lançando luzes sobre as trevas que cercaram a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África.

Cada vez mais me convenço que, por trás da grosseria fascista que blindou nosso time na África, havia um toque de esperteza: impedir que a imprensa invadisse os segredos guardados a sete chaves por Dunga e cia.

Peitar a toda poderosa Globo – um elefante em loja de louças -, com tanta rejeição por aí, eleger a imprensa – em geral, condenada por grande parcela de uma opinião pública que não lê nem faz reflexões – como a grande inimiga, e exaltar o tal fervor nacional como única alternativa pra quem seja patriota, fazia parte de um plano, ainda que tosco, para desviar a atenção do torcedor para as reais questões da Seleção.

Durante meses, advertimos para o risco de irmos à Copa com apenas um meia – Kaká, evidentemente baleado, seja pelos problemas pubianos, seja pelas sequelas dessa lesão básica.  Em vão. Kaká foi como nosso único meia, não produziu metade do que é capaz e agora vem a público confessar que jogou sob infiltrações no joelho para aplacar as dores atrozes que o consumiam.

Esses idiotas, que desdenham da história por desconhecê-la, nunca vão aprender que a verdade, mais cedo ou mais tarde sempre vem à tona. E eles, de heróis temporais, acabam sempre se transformando em vilões eternos.

Notas relacionadas:

  1. QUEM NO LUGAR DE KAKÁ
  2. RODADA DE FOGO
  3. TRÊS CLÁSSICOS BRASILEIROS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 10 de agosto de 2010 Seleção Brasileira | 23:17

O MILAGRE DO BOM SENSO

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Saiu melhor do que a encomenda: dois gols, um terceiro anulado injustamente pelo árbitro, mais cinco chances claras para ampliar o marcador e um baile em alto estilo do Brasil sobre os EUA, lá na casa deles.

Isso, por parte de um time que sequer fez um coletivo nas regras da arte contra outro, formadinho e em alto astral pela excelente campanha cumprida na Copa do Mundo.

Qual o milagre? O milagre do bom senso. Aquele que reza o óbvio abandonado há muito tempo pelo futebol brasileiro: basta colocar em campo um grupo de jogadores de habilidade, inteligência, técnica refinada e fome de gols que a coisa rola redondinha.

E, como se previa antes mesmo da Copa do Mundo, Neymar, Ganso e cia. desfilaram com a camisa da Seleção Brasileira como se estivessem atuando na Vila ou brincando na praia de  jogar bola, que é nosso desígnio e maior trunfo desde sempre.

Notas relacionadas:

  1. A VEZ DE AMAURI
  2. A VEZ DE AMAURI
  3. SINTONIA FINA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de agosto de 2010 Seleção Brasileira | 16:04

O PRIMEIRO PASSO

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É apenas o primeiro passo, incerto ainda, vacilante, claro, como quem desembarca de uma longa e incômoda viagem num lugar novo e desconhecido. Portanto, não se pode esperar na estreia de Mano Menezes na Seleção, nesta terça, em Nova Jersey, nada mais do que a possibilidade de enxergar-se algo que ainda poderá vir a ser, mas não é por enquanto.

O grupo escolhido por Mano para este amistoso contra os EUA não é, obviamente, o definitivo. Tampouco, aquele que ele escolheria se tivesse à mão vários jogadores de nomeada em perfeita forma física (e técnica), dentre os que atuam na Europa, por exemplo. Ou mesmo daqui, que não estivessem envolvidos em disputas importantes, como o Inter em plena decisão da Libertadores.

E não é definitivo, embora o tempo possa vir a ratificá-lo como tal, porque o novo técnico já avisou, sabiamente, que o retrospecto dos craques conta, mas conta mais o momento, o que sugere maior rotatividade dos selecionados a cada nova convocação.

Aliás, tem de ser assim mesmo, sobretudo nestes quatro anos que nos separam da Copa do Mundo, período em que não disputaremos as Eliminatórias. Pois, a Copa é jogada em sete rodadas apenas e quem lá estiver com a camisa canarinho deverá estar absolutamente nos trinques. Não adianta ficar montando grupo agora para daqui quatro anos.

Sim, boa parte dos jogadores que vierem a ser convocados doravante deverá, ao cabo da filtragem feita pelo treinador, formar a base do time da Copa. Mas, até lá, quem sabe quantos Gansos e Neymares surgirão de súbito?

O mais importante, porém, na Seleção que entra em campo em Hobboken, terra de Sinatra, é que ela já dá o tom da grande virada promovida por Mano Menezes em relação ao caminho percorrido por Dunga, nos últimos anos: trata-se de um time formado por jogadores mais leves e habilidosos, com ênfase no jogo ofensivo e sem muitas amarras táticas, a não ser o indispensável para manter o equilíbrio entre defesa e ataque.

Equilíbrio conferido, principalmente, pela escolha dos homens de meio de campo, o elo entre os dois setores extremos. Lá estão quatro volantes, nenhum cabeça-de-área fixo, leão-de-chácara de zagueiro, feroz no combate e covarde no passe.

Lucas, Hernanes, Jucilei e Ramires são bons no combate pela bola, mas, quando a têm nos pés, sabem jogar. Com exceção de Hernanes, mais cadenciado no estilo, todos são velozes e gostam de sair para o jogo, o que, certamente, reduz os espaços entre defesa e ataque.

Mas, o mais significativo é que logo à frente deles, Mano reincorporou a figura do meia, fundamental para dar fluência e descortino às ações ofensivas: o destro Ederson e os canhotos Ganso e Carlos Eduardo, que pode ser empurrado para a ponta-esquerda, conforme as circunstâncias do jogo.

E, no ataque, cinco jogadores de muita movimentação, juventude e habilidade: Robinho, Neymar, André, Pato e Diego Tardelli.

Esse elenco, sem dúvida, oferece uma infinidade de variações durante uma disputa. Isso, claro, na teoria, mesmo porque se trata de um jogo apenas, em que essa turma nem teve tempo de se entrosar em campo, a não ser o quarteto santista que leva a alegre harmonia da Vila para a Seleção.

E, pior: vai pegar uma casca de ferida – os EUA que tem sido um adversário ranheta do Brasil e que já vem prontinho da Copa da África, onde, aliás, cumpriu boa campanha para as suas limitações.

Vai ser uma experiência interessante, ainda que o resultado possa até vir a ser desastroso, nunca se sabe. Mas, é apenas o primeiro passo.

Notas relacionadas:

  1. RAMIRES, UM PASSO À FRENTE
  2. GLORIOSO ADEUS
  3. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 3 de agosto de 2010 Copa do Brasil, Libertadores, Seleção Brasileira | 15:37

AH, ESSE GOLZINHO FORA…

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Essa regrinha que valoriza o gol fora de casa na Libertadores acaba congelando no ar qualquer expectativa para a decisão das semifinais, entre São Paulo e Inter, no Morumbi, nesta quinta-feira.

Além, claro, de plantar um enorme ponto de interrogação na cachola dos dois treinadores.

No São Paulo, a ordem é atacar pra desfazer o mais cedo possível a diferença mínima de 1 a 0 obtida pelo Inter no Beira-Rio. Mas, se, em busca desse golzinho precioso, se descuidar lá atrás, pode tomar o definitivo, aquele que o obrigará a triplicar seus esforços.

No Inter, a dúvida é a mesma, em ordem inversa: se tentar manter a vantagem obtida no jogo de ida corre o risco de chamar o adversário para seu campo, e levar o gol que pode desestabilizar a equipe, o que seria fatal.

No meio disso tudo, a necessidade de afiar as cobranças de pênaltis, um evento perfeitamente viável nessas circunstâncias.

É inegável que o Colorado está melhor do que o Tricolor nesta fase da temporada. Basta ver a colocação de ambos na tabela do Brasileirão. Ou rever o jogo do Beira-Rio, onde o Inter poderia e merecia ter emplacado uma goleada num São Paulo acovardado e inócuo.

Mas, cada jogo é um jogo, já dizia o velho Acácio. E o São Paulo deu sinais de súbita melhora, no excelente segundo tempo contra o Ceará, no último fim de semana. Sobretudo, pela presença de Ricardo Oliveira no ataque, o que sinaliza claramente para seu aproveitamento desde o início, embora os dois técnicos prefiram manter segredo a respeito das respectivas escalações.

No caso do São Paulo, o mistério está em torno de Ricardo Oliveira. Fernandão deverá ser seu parceiro. Mas, e o outro, se Ricardo Gomes promover a volta de Rodrigo Souto, na formação com três volantes, ao lado de hernanes e Cleber Santana?

Há três alternativas: Fernandinho, Marlos ou Dagoberto. Com Marlos, o Tricolor tem um meia de habilidade para fazer a ligação entre os volantes e os atacantes. Com Dagoberto, forma um trio de atacantes, com ligação direta dos volantes, que apoiam bem, mas não armam. Com Fernandinho, mantém o ataque em três, mas ganha a jogada de linha de fundo, o drible e o cruzamento tão a gosto da dupla Fernandão-Ricardo Oliveira.

Quanto ao Colorado, não há muito o que esconder: a formação deverá ser a mesma da vitória no jogo de ida, mesmo porque é a que tem dado o equilíbrio necessário para a equipe defender bem e atacar melhor ainda.

PEIXE OU VITÓRIA?

No Barradão é fogo, o Peixe sabe disso muito bem. Entre outras coisas, porque o Vitória, lá tem em seu retrospecto, como placar mínimo obtido, 2 a 0, o suficiente para levar a decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, para os pênaltis.

A torcida é empolgada, o campo ruim para quem toca a bola no estilo peixeiro, e o Vitória é bom time.

Mas, voltamos sempre àquela história do gol fora de casa que vale ouro. E esses Meninos da Vila raramente deixam de marcar, pelo menos um, em cada jogo.

A META DE MANO

Mano Menezes esteve nesta segunda-feira no Bem, Amigos do Galvão. E suas palavras sobre o que pretende fazer com a Seleção Brasileira foram um refrigério para quem, como este humilde escriba, tanto exalta a necessidade de voltarmos a praticar um jogo compatível com nossa história. O que, no momento, significa dar um salto em direção ao presente, pois é desse jeitinho mais ofensivo e criativo que os principais times do mundo jogam.

Mano sabe e o declarou publicamente que nosso papel, no concerto mundial, deverá voltar a ser o de protagonista, não coadjuvante. E, para voltar a ser protagonista, o Brasil precisa desatar o nó que o prende àquele futebol de resultados. Tomar a iniciativa, com talento e imaginação, não apenas ficar jogando no erro do adversário, como um desses timinhos da periferia que, de cara, já reconhece a superioridade do inimigo.

Para tanto, adotará um sistema compatível com o futebol moderno, para não dizer eterno: uma linha de quatro defensores; dois volantes que saibam sair jogando; três meias de habilidade, com vocação ofensiva, e um atacante, de preferência que se movimente e se componha com os meias na chegada à área adversária.

Pode, porém, simplesmente montar seu time com dois ou um volante e um meia (ou dois) e três atacantes, num claro 4-3-3. Vai depender do elenco que tiver em mãos e das necessidades de cada jogo. Mas, sabe, sobretudo, que nada disso é garantia de vitória. E, sem vitórias, babau. Vale, contudo, e muito, esse nobre esforço para mudar a cara do nosso time.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010 Seleção Brasileira | 17:31

OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO

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A lista de convocados por Mano Menezes para a Seleção Brasileira com vistas ao amistoso contra os EUA precisa ser dividida em três critérios: 1) jogadores com idade olímpica, já visando os Jogos de Londres; 2) jogadores já mais rodados, mas com idade para chegar em plena forma à Copa de 2014; 3) jogadores cujas características permitirão ao treinador mudar a cara do time nacional, tanto quanto ao plano tático quanto ao esquemático.

Além disso, Mano explicou que há jogadores integrantes da lista da Copa da África que ficaram de resguardo, à espera de uma outra chamada, quando já tiverem exorcizado os fantasmas do fracasso e recuperado seu melhor preparo físico e técnico, depois da pré-temporada europeia.

Bem, o que nos interessa mais de perto é justamente o terceiro item, pois está sinaliza para o caminho que o novo técnico quer traçar para a Seleção. E, nesta convocação, ficou clara a preocupação de Mano em estabelecer um equilíbrio maior no meio de campo, e abrir uma perspectiva mais nítida para o ataque, brindado com maior número de escolhidos dentre todos os setores da equipe: cinco, contra três goleiros, quatro laterais, quatro zagueiros de área, quatro volantes (Sandro ou Hernanes, um dos dois, será dispensado pra disputar por seu clube as finais da Libertadores) e três meias típicos.

Já revela uma clara tendência para termos um time mais equilibrado no setor de criação e, sobretudo, mais agressivo no ataque, com a possibilidade de uma formação em três, como Mano usou no Corinthians, com Jorge Henrique, Ronaldo Fenômeno e Dentinho, por exemplo.

Talvez, a única surpresa desta convocação seja a de Ederson, meia do Lyon, pouco conhecido por aqui. Mas, as vezes em que vi esse rapaz em ação pela TV fiquei muito bem impressionado: hábil, inteligente e ousado como devem ser os autênticos meias.

Diante disso tudo, vale um exercício de imaginação para armarmos o time que eventualmente Mano tem na cabeça: Victor; Daniel Alves, Thiago Silva, Rever e André Santos; Hernanes ou Sandro e Lucas ou Ramires; Ganso e Ederson ou Carlos Eduardo; Robinho e Pato. Essa formação lhe dará condições para aplicar o sistema de sua preferência – 4-3-2-1, com a flutuação natural de Robinho, às vezes meia, às vezes atacante.

De resto, é esperar pra ver como tudo isso se desenrolará em campo.

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