Arquivo da Categoria Seleção Brasileira
28/10/2009 - 16:16
Na lista de Dunga para os últimos amistosos do ano, nenhum nome doméstico, o que é ajuizado diante desse Brasileirão tão disputado. Mas, há quatro novidades de fora: dois novos laterais esquerdos (Michel Bastos e Fábio Aurélio) e dois atacantes (Hulk e Carlos Eduardo).
Fábio Aurélio era invocado por muita gente há tempos, e merece. Assim, como vale a pena vermos em ação Hulk (outro Afonso?), o hábil Carlos Eduardo (ex-Grêmio) e Michel Bastos. Não custa nada.
FUTEBOL EM 3D
Leio na Internet que o clássico mexicano entre América e Chivas foi o primeiro jogo de futebol na história a ser transmitida por tv em 3D. A notícia não entra em detalhes sobre como essa coisa funcionou.
Mas, vale lembrar que o inventor italiano Marconi, lá no começo do século passado, já imaginava a tv em cores e em três dimensões, praticamente holográfica. Isto é: uma redoma de vidro sobre um tubo, em que se poderia ver as cenas transmitidas por qualquer lado, como se o0 espectador estivesse num teatro de arena. Ainda chegaremos lá.
VIERI, QUEM DIRIA?
Vieri, o veteraníssimo artilheiro italiano, que já chegou a ser o jogador mais caro do mundo, só precisa passar nos exames médicos para desembarcar de repente no Botafogo de Ribeirão Preto. Há anos, Vieri não joga nada. Mas, que será uma grande atração para o Campeonato Paulista, ah, sem dúvida, será!
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: Dunga, Vieri
15/10/2009 - 15:27
Os números são irrefutáveis: ao fim dos três anos e caquerada de Dunga à frente da Seleção, o resultado foi altamente positivo.
A Seleção de Dunga obteve cerca de 75 por cento de resultados positivos, um índice, no mínimo, impressionante; levantou duas taças importantes – a Copa América e a Copa das Confederações -; manteve uma das maiores séries invictas da história, e concluiu as Eliminatórias em primeiro lugar, com a inesperada derrota do Paraguai, em Assunção, para a Colômbia.
Mais significativo ainda é que esses feitos foram conquistados por um treinador neófito, cuja primeira experiência na condução de uma equipe de futebol foi exatamente essa, com a Seleção.
Ao longo desse período, foi evidente o crescimento de Dunga no novo ofício. Começou mal, beirou a demissão num certo período, apesar dos resultados, e a equipe só cresceu mesmo nesta temporada.
Isso porque, para o brasileiro, não basta a Seleção vencer, embora isso seja essencial. É preciso que, em cada dez partidas, pratique um futebol convincente, em pelo menos oito. Não foi esse o índice observado, porém, Por isso, tanta contestação ao trabalho de Dunga na maior parte do tempo.
A Copa América, por exemplo, foi conquistada aos trancos e barrancos. Já a Copa das Confederações, ao contrário: entre outras coisas, fez um jogo brilhante na vitória sobre a Itália, a exemplo de um amistoso com os campeões do mundo. Brilhante e briosa foi também a vitória sobre a Argentina em Rosário, pelas Eliminatórias.
Mas, sempre há que se exigir mais da Seleção, para quem a perfeição é uma meta inalcançável, mas presente no coração e na mente dos brasileiros.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Dunga, Seleção Brasileira
14/10/2009 - 21:48
Não foi a festa que Campo Grande esperava, mas também não foi nenhuma tragédia, esse empate sem gols do Brasil com a Venezuela, no estádio Morenão.
Em outros tempos, um placar desses, em qualquer campo, seria tratado como mácula indelével na alma do futebol brasileiro. Mas, hoje em dia, com o evidente progresso da Venezuela dentro das quatro linhas, sem, contudo, atingir um patamar superior no palco sul-americano, acaba sendo até aceitável, nas circunstâncias em que ocorreu; o Brasil classificado com folga e tal e cousa e lousa e maripousa.
Mas, nem é por isso. É, sobretudo, porque, depois de um primeiro tempo deplorável, a nossa Seleção praticou um bom jogo, no segundo, principalmente a partir da expulsão (justa) de Miranda, que deixou o braço no rosto do adversário, por mais incoerente que isso possa parecer.
O fato é que passamos o tempo restante no campo inimigo, metemos duas bolas no poste venezuelano, em cabeceio de Gilberto Silva e colocada de Kaká, e pudemos ver alguns sinais muito positivos emitidos por Alex e Diego Tardelli, nos poucos minutos em que estiveram em ação.
Alex, sobretudo, pois entrou na lateral-esquerda, no lugar de Felipe Luís, que estreou muito timidamente.
Pena que ambos não tivessem entrado desde o início, já que são raras as chances de Dunga observar alguém além da turma já testada desde o início de sue trabalho.
Mas, enfim, vamos em frente.
FESTA DE MARADONA

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Festa mesmo quem fez foi Maradona e seus parceiros, depois da agoniada classificação para a Copa do Mundo, quando a Argentina bateu o Uruguai, em pleno estádio Centenário, por 1 0, gol de Bolatti, no finzinho da partida.
O jogo foi tecnicamente muito fraco. Mas, não se poderia esperar o contrário, naquele clima tenso criado antes da partida. Todos – argentinos e paraguaios, técnicos, torcidas, até a bola – estavam com o coração na boca. Todos, menos um: Verón, que, com talento e ciência, deu o tom de sua equipe, suprindo inclusive a falta de harmonia habitual do time de Maradona.
É nesses momentos que o craque revela sua real grandeza.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Argentina, Brasil, Uruguai, Venezuela
13/10/2009 - 18:00
O jogo contra a Venezuela não vale nada, a não ser que Dunga resolva fazer as experiências básicas para balizar suas decisões sobre o time final para a Copa.
Por exemplo, talvez seja a última chance para nosso treinador testar alguns dos recém convocados em condições adequadas, já que Diego Souza, um deles, entrou numa fria lá nas alturas de La Paz.
Nem sei se Diego Souza seja mesmo o nome indicado para ser o reserva de Kaká, ou seu parceiro, como segundo meia da Seleção. Todo indica que sim, mas, só vendo mesmo na prática.
Há ainda Alex, em quem boto fé, pelo fato de ser mais dinâmico e canhoto, um estilo de que carecemos ali entre o meio de campo e o ataque.
Por fim, Diego Tardelli, um atacante diferente dos dois cenroavantes relacionados – Luís Fabiano e Adriano. Mais fluido, hábil, capaz de invenções que escapam aos outros dois, e veloz, é o típico jogador de que não abriria mão no elenco para a Copa. Sobretudo, porque, nas poucas oportunidades que teve, demonstrou nem estar aí com o peso da amarelinha.
Mas, Dunga, que acumulou série incrível de invencibilidade antes da derrota para a Bolívia, provavelmente, não queira arriscar mais do que o mínimo nesse jogo de Campo Grande, e a tendência é que tenhamos a Seleção habitual no gramado, com as mudanças decorrentes do andamento da partida.
ESTAMOS NA FINAL
A Seleçãozinha, que segue invicta no Mundial, bateu a Costa Rica, time que havia massacrado por 5 a 0, na abertura do torneio, por 1 a 0 apenas.
A propósito, me desculpe, mas não resisto: 1 a 0, gol espírita de Alan Kardec, que disparou da linha de fundo, sem ângulo, por sobre o goleiro adversário.
Não, não foi no sufoco, jogo renhido e tal e cousa e lousa e maripousa. O Brasil simplesmente teve pleno domínio da bola e dos espaços – cerca de 70 por cento de posse de bola – de cabo a rabo, e não sofreu mais do que dois ataques dos inimigos, conjurados pelo excelente goleiro Rafael, terceiro reserva do Cruzeiro.
É verdade que não criamos muitas chances claras de gol, apesar da flagrante superioridade brasileira.
Mesmo porque a Costa Rica plantou-se na retranca do início ao fim. E o Brasil soube, como das vezes anteriores, jogar o jogo necessário: muita paciência, controle de bola, trocas constantes de passes, sempre à espera de um vacilo do inimigo que lhe permitisse dar o bote fatal.
Aliás, bem ao estilo da escola brasileira de jogar bola, com técnica, habilidade e ciência.
Agora, na final, toca-nos Gana, um jeito de jogar diferente dos demais adversários até aqui: mais plástico, ofensivo e veloz.
Acho que dá, mas não é nada garantido.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Brasil, Dunga, Mundial Sub-20, Venezuela
11/10/2009 - 19:38
A classificação antecipada, a altitude, as ausências de vários titulares, tudo isso pode explicar a derrota do Brasil para a Bolívia, em La paz, por 2 a 1. E explica: pois, o Brasil não foi nem de longe o Brasil dos últimos tempos em La Paz.
Tomou dois gols logo de cara, com Olivares, de cabeça, aos 9 minutos, e Marcelo Moreno (aquele brasilviano do Cruzeiro), de falta, que deixou Júlio César plantado no meio-de-campo enquanto a bola zunia no ângulo direito do nosso goleiraço.
Na verdade, o time só ganhou um pouco de dinamismo no segundo tempo, depois das entradas de Alex, Tardelli e Elano, o que nos permitiu reduzir o placar para 2 a 1, com Nilmar, na conclusão de bela trama entre Tardelli e Maicon.
A maior decepção, porém, ficou por conta da estreia de Diego Souza, no lugar e Kaká, que teve um gol a seus pés e mais nada. Mas, pelas circunstâncias, não vale tirar nenhuma conclusão definitiva sobre seu futuro na Seleção.
De resto, é reativar a perplexidade diante da vitória, na véspera, da Argentina sobre o Peru. Não pelo resultado em si, normal, em tempos normais. Mas, pela situação vivida pelos dois times: o gol impedido de Palermo já nos descontos, a bola na trave da Argentina, na sequência, disparada do meio do campo, o pênalti de Schiavi já no apito final, enfim, um tango argentino, da introdução ao acorde final.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Bolívia, Eliminatórias, Seleção Brasileira
10/10/2009 - 14:24
O Brasil tinha lá na frente Alan Kardec, mas quem recebeu o Espírito Santo foi o menino Maicon, do Fluminense, que entrou no finalzinho do jogo, quando os alemães venciam por 1 a 0, gol de Holtby, e virou tudo de ponta-cabeça, com dois golaços.
No primeiro, que levou a partida para a prorrogação, recebeu passe exato de Alex Teixeira, e tocou por baixo do goleiro. No segundo, um lançamento de mais de quarenta metros de Fabrício, que Maicon tocou por cima do goleiro.
Aliás, o que jogou esse Fabrício, um quarto-zagueiro canhoto, de passe medido e muita precisão no bote lá atrás. Mas, não foi só ele: o goleiro Rafael, Alex Teixeira, o lateral-esquerdo Diogo, Ganso, enquanto esteve em campo, Giuliano, que quase faz um gol de bicicleta, Douglas Costa, que entrou no lugar de Ganso, enfim, todos os que participaram do jogo foram verdadeiros heróis dessa jornada.
Isso, porque os alemães plantaram uma retranca feroz da qual só ousavam sair em contragolpes velozes e perigosos. E, o Brasil, teve ciência para tocar a bola, quando necessário, e para partir ao ataque, quando já não havia outra alternativa.
O que me encanta nesse time é a predominância dos meias de técnica refinada e habilidade, algo incomum de se ver no futebol aqui praticado, seja pelos clubes, seja pela própria Seleção de Dunga. Lá estão, à disposição do técnico Rogério: Ganso, Alex Teixeira, Giuliano, Douglas Costa, Boquita, Maílson (que não jogou), meia dúzia de futuros craques desse ofício, uns, canhotos, outros destros, uns, mais ofensivos, outros mais de armação, como manda o figurino da nossa escola de jogar bola.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Brasil, Maicon, Mundial Sub-20
09/10/2009 - 18:56
Parece que Dunga já definiu seu time para o jogo contra a Bolívia, a julgarmos os dois coletivos recentes na Granja Comary.
Nesse caso, dois são os pontos básicos: a passagem de Daniel Alves para o meio de campo, ao lado de Josué e Ramires, e a experiência com Diego Souza no lugar de Kaká, titular indiscutível.
A primeira, já foi alternativa de Dunga em vários jogos, e, talvez, se justifique pela enorme reserva energética do baiano, capaz de dobrar o problema da altitude. A segunda, uma escolha sábia para eventuais ausências de Kaká.
Afinal, nem Elano, nem Ramires, nenhum dos convocados anteriormente, tem um perfil técnivo capaz de substituir o titular. Era um dos poucos equívocos de Dunga em suas convocações. Quem sabe, Diego responda à altura. Espero.
Enfim, é esperar pra ver.
Assim como é de se ver como o Peru reagirá diante da Argentina, no jogo de Buenos Aires, dramático para os hermanos.
Sempre sobrará a lembrança amarga daquele jogo de 78 que nos impediu de decidir o título com a Holanda.
Eu estava lá, e nunca me esquecerei da entrada dos jornalistas peruanos na sala de imprensa, chorando e nos pedindo desculpas pela atuação ignóbil de sua seleção. Tempos depois, o ditador Alvarado condenou vários jogadores daquela equipe, e vários foram os testemunhos de jogadores peruanos, nos tribunais e na mídia, confessando a tramóia.
Mas, isso foi há mais de trinta anos. E não seria justo duvidar, hoje, dos peruanos, que, imagino, jogarão o que podem, o que não é muito, convenhamos.
Pelo sim, pelo não, porém…
BRASILEIRÃO
O grande clássico da rodada, sem dúvida, é o que será travado no Maracanã, entre Flamengo e São Paulo. Pois, os dois têm muito a perder e a ganhar.
Neste exato momento, o Flamengo dá sinais de estar melhor do que o São Paulo, embora a classificação na tabela diga o contrário. Além do mais, o Flamengo joga em casa, calculo, diante de uma multidão delirante.
Ah, mas o Mengão não terá Adriano, seu artilheiro e do campeonato, dirá o amigo mais cético. É verdade, mas aconselho o amigo a não desprezar a capacidade ofensiva dessa equipe, com Pet, Denis Marques e Zé Roberto, que voltou a ser aquele atacante arisco e habilidoso dos tempos do Juventus, do Cruzeiro e, principalmente, do Botafogo.
Já o São Paulo estará muito desfalcado, outra vez, embora tenha bola para encarar o Fla, lá, de igual para igual.
Aliás, é a chance, tantas vezes desperdiçadas, para o Tricolor se aproximar do líder Palmeiras, que vai aos Aflitos pegar o Náutico, em jogo problemático, Muito mais pel0s problemas do próprio Palmeiras do que pela eventual força do adversário, que joga em desespero.
Não apenas pela ausência sentida de Diego Souza, mas, acima de tudo, pela forma como o técnico Muricy encara a alternativa para surprir essa ausência. Em vez de apenas escalar alguém, como Devyvid Saconni, cujo estilo mais se aproxima ao do titular, prefere mudar o esquema de seu time, que, em geral, não funciona, com três zagueiros e tal e cousa e lousa e maripousa.
Quanto ao Galo, que dizer? Trata-se de um clássico histórico com o Cruzeiro, o que é sempre imprevisível, independendo do estágo em que esteja este ou aquele. E, sem Tradelli…
Dos integrantes do G-4, o que está melhor, novamente, na foto é o Inter, que vem de vitória, e pega em casa o Furacão em recuperação, mas nem tanto.
Eis a grande oportunidade de o Colorado voltar pra valer pela briga do título.
Sub-20
Na verdade, há um erro semântico na denominação desse torneio mundial. Não deveria ser chamado de Sub-20, desde que jogadores com a idade de 20 anos dele participam. Sub-20 seria de 19 anos pra baixo. Na verdade, é Sub-21. Mas, enfim, como ninguém mais dá bola pra essas coisas, vamos ao que interessa.
O Brasil, que deu um show na última participação, pega a Alemanha, que penou para vencer a Nigéria.
Mas, é aqui que a porca torce o rabo. Embora, o time brasileiro seja, tecnicamente, muito superiro, precisa ficar ligado no fato de que alemão não desiste até o último segundo. Aliás, foi assim que a Alemanha se classificou diante da Nigérias e é assim que se conta a história desse poderoso futebol, em todas as categorias.
Há uma forte tendência de o futebol brasileiro, desde os meninos, de, fazendo o placar, se acomodar. Diante dos alemães, não pode. Tem de jogar, pra valer, até o fim.
Jogar até o fim, por sinal, foi a palavra de ordem da Itália, que acabou caindo fora diante da Hungria, por 3 a 2, no tempo agregado – regulamentar e prorrogação. Mesmo com um jogador a menos – e, num breve momento, com dois – os italianos foram raça pura. Começaram perdendo por 1 a 0, empataram, sofreram o segundo gol já na prorrogação, empataram, e, depois de várias chances perdidas, acabaram sucumbindo, no final.
O jogo, na verdade, foi um porre, tecnicamente. Mas, uma festa emocional. Entre outras coisas, porque a Itália foi a de sempre, aquele time que pratica o calcio, não o futebol. Marca muito, sua muito e não é capaz de inventar nada.
Por seu lado, a Hungria, cuja glória passada se baseou na chamada Escola Danúbio, de muito toque e técnica refinada, foi uma Itália em ponto menor: marcou, errou passes à beça e jogou pouco.
São os novos tempos, infelizmente.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira
Tags: Diego Souza, Dunga, Flamengo, Kaká, Mundial Sub-20, São Paulo, Seleção Brasileira
08/10/2009 - 14:52
Pode até parecer uma cilada do destino: no instante em que o técnico Dunga pode dar o arremate final no elenco que irá à Copa, o jogo é lá nas alturas de La Paz.
Quer dizer: se Dunga decidir aplicar um teste decisivo com alguns dos recém convocados, tipo Sandro, Alex, Diego Tardelli, Diego Souza etc., terá de fazê-lo numa situação atípica, em que os testados já entrarão em campo sob o peso dos efeitos da altitude.
Mas, talvez, esse também venha a ser um teste a mais, quem sabe?
Mesmo porque, na Copa, teremos de enfrentar esse problema da altitude, nunca, claro, como em La Paz. Tanto, que a CBF se programa para levar a concentração brasileira, na fase pré-Copa, para alguma de nossas montanhas friorentas, mas, sem o empecilho do ruço de Teresópolis.
O fato é que Dunga terá de aproveitar o jogo de domingo contra a Bolívia e o de quarta contra a Venezuela para colocar em ação essa nova turminha que começou a orbitar na zona da convocação final.
Aliás, eu gostaria muito de ver, por exemplo, esta formação, do meio-de-campo pra frente: Sandro e Lucas; Kaká e Alex; Nilmar e Diego Tardelli. Ou qualquer coisa no gênero. Duvido que Dunga tenha tal ousadia. Não combina com seu perfil de um treinador que, antes de tudo, busca a segurança máxima. Portanto, não abriria mão de uma escalação já mais entrosada, mantendo a base e o esquema vitoriosos nesta sua jornada à frente do time nacional.
Pelo que se consegue vislumbrar através do ruço da Granja Comary, no máximo, o nosso técnico arriscaria uma experiência com o lateral-esquerdo Filipe no lugar de André Santos. E uma ou outra das alternativas supra citadas, no decorrer da partida.
Aliás, na verdade, quem acabará escalando nosso time para o jogo de La Paz será mesmo os departamento médico, os fisiologistas, de acordo com avaliação do poder de resistência à altitude de cada um dos componentes do elenco.
Uma pena.
Isso, porque há os que sucumbem só ao pensar nessa síndrome. E há os que nem estão aí com a tal de altitude, e jogam como se estivessem à beira-mar. Nesse negócio, entram não apenas o pulmão, mas, sobretudo, a cabeça e a alma.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: altitude, Bolívia, Dunga, Seleção Brasileira
07/10/2009 - 14:23

Brasil comemora
Foi um show de técnica e habilidade dos meninos do Brasil sobre o Uruguai, pelo Mundial Sub-20, no Egito. O primeiro tempo, então, foi vertiginoso, quando o Brasil disparou 3 a 0, três gols de alta classe, sobretudo os dois de Alex Teixeira.
Por falar em Alex Teixeira, garoto de São Januário, que beleza sua exibição! Aliás, não foi a primeira vez neste campeonato que esse rapaz se destacou pela facilidade nos dribles, a inteligência no passe e a movimentação constante em alta velocidade. Cai pelos dois lados, dribla como quem está apenas conduzindo a bola, infiltra-se e conclui com graça e sutileza.
Mas, o Brasil não foi só Alex. Ganso deu seu toque de classe à vitória especial, pois diante de um adversário tradicional, aguerrido e de boa técnica, que também jogou bola, não apenas se defendeu. Assim como Giuliano, uma esperança que está se tornando realidade no Inter, que se ressente muito no Brasileirão de sua ausência.
Enfim, um trio de meias de alta classe, cada um no seu estilo, que se ajustaram num time que só tem Alan Kardec, do Vasco, autor de outro gol, como ponto de confluência na área, o que é muito promissor para um futebol que despreza solenemente esse tipo de jogador essencial.
No segundo tempo, os uruguaios atiraram-se ao ataque, marcaram seu gol de honra e perderam um pênalti, defendido por Rafael. Mas, mesmo sob pressão, o Brasil acumulou quatro chances claras para ampliar o placar. Magnífico!
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Mundial Sub-20, Seleção Brasileira
30/09/2009 - 23:58
Uma vitória como essa, sem dúvida, injeta uma dose extra de força moral na caminhada do São Paulo em disputa do título.
Depois de um primeiro tempo apático, em que foi plenamente dominado pelo Naútico, nos Aflitos – que perdeu um pênalti, abriu o placar com Bruno Mineiro, e ganhou um jogador a mais, com a expulsão de Jr. César -, o Tricolor transfigurou-se no segundo, e o jogo correu sobre o fio da navalha até o apito final.
O Tricolor voltou ligado, e, logo após a entrada de Hugo, Hernanes empata, de falta. E, apesar da expulsão de Richarlyson, vira o jogo no finalzinho, com Hugo, em passe medido de Oscar, o menino que mudou a cara do time nos minutos finais. E fatais, para o Timbu.

Charge de Milton Trajano
LIGA E MUNDIAL
Na Liga dos Campeões, o Real passou fácil pelo Olympique de Marselha – 3 a 0, com dois gols de Cristiano Ronaldo e um, de pênalti, de Kaká, enquanto Bayern e Juve empatavam por 0 a 0 e o Manchester United batia, de virada, o Wolfsburg, por 2 a 1.
A nota da rodada foi um dos gols de Cristiano Ronaldo: bola lançada, quicou na saída do goleiro, que saltou esperando o toque por cobertura do português, que, ao contrário, bateu rasteirinha. Simples, óbvio, genial.
Já no Mundial Sub-20, o Brasil não foi além de um empate sem gols com a República Tcheca. Claro: o único chute a gol dos dois times foi disparado por Alex Teixeira, o melhor em campo, que se chocou com o travessão. De resto, foi um tediosos toque-toque interminável.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: Cristiano Ronaldo, Kaká, Liga dos CAmpeões, Mundial Sub-20, Náutico, Real Madrid, São Paulo
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