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Arquivo da Categoria Libertadores

terça-feira, 17 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Libertadores | 15:35

INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA

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Não posso sequer imaginar o Inter perdendo o título da Libertadores em pleno Beira-Rio. E o Beira-Rio, tingido de vermelho, sem dúvida, estará pleno nesta noite de quarta-feira, quando o Colorado enfrentará o Chivas.

Antes de mais nada, porque o Inter é um time de primeira e está um aço, tanto na alma quanto na bola. Prova disso, a maneira descontraída e envolvente com que atuou na vitória sobre o Chivas, lá. Depois, porque o Chivas não chega a ser lá essas coisas, apesar da eficiente campanha no torneio continental.

Ânimo, Palestra!

Agora, sim, Felipão está no seu papel preferido: escudado na primeira vitória do Palmeiras sob seu comando, busca levantar o moral da tropa e conclama a torcida a apoiar com fé seu time na tarefa quase impossível de meter 3 a 0 no Vitória, no Pacaembu, e seguir em frente na Sul-Americana na noite desta quinta-feira.

Quase impossível porque, além da vantagem de dois gols, o Vitória é um excelente time, bem regido pelo veterano Ramón e com esse esperto Elkeson lá na frente.

Uma vitória, mesmo que não com o placar desejado, porém, já servirá para, pelo menos, manter em alta o ânimo da moçada. E esse é o grande entrave do Palmeiras, desde o final desastroso da temporada passada.

Que desânimo, Peixe…

Já o Santos, tão conturbado pelo assédio de outros clubes sobre seus principais jogadores, pega o Avaí, na Ressacada, nesta quarta, praticamente sem chances de seguir avante na Copa Sul-Americana.

Aqueles desastrosos 3 a 1 no jogo do Pacaembu, semana passada foram excessivos para a esperança de um time em plena turbulência, cheio de desfalques e medos. Isso, sem falar no valor do Avaí, que está ciscando no G-4 do Brasileirão desde o começo do campeonato.

Craques sensíveis

A reação de Ronaldo Fenômeno no seu twitter, apoiado por Kaká, revela como os jogadores atuais perderam o contato com a realidade: não há um ser vivo que duvide do talento de Ronaldo e de Kaká. Nem mesmo o poder de recuperação dos dois craques, sobretudo Ronaldo que renasceu das cinzas várias vezes em sua brilhante carreira. O que há é apenas a constatação do momento. E, neste momento, ambos estão fora de combate. Ponto.

Temporizo essa susceptibilidade excessiva, porque no passado não era bem assim.

Lembro que critiquei, pontualmente, gênios da bola como Carlos Alberto Torres, Rivellino, Zico, entre outros, e nunca nenhum deles teve uma palavra sequer de mágoa ou rancor. Aliás, somos amigos até hoje.

Técnicos do porte de um Oswaldo Brandão, um Zagallo, um Parreira foram alvos de muitas críticas deste cronista menor, e jamais me negaram um aperto de mão efusivo.

As coisa mudanrono munto, si mudarono, como dizia o carcamano interpretado pelo saudoso Vicente Leporace, no rádio antigo.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. INTER, LÂMINA AFIADA
  3. INTER EM SINTONIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Futebol internacional, Libertadores | 01:22

INTER EM SINTONIA

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Só foi de virada porque o Chivas achou um gol no primeiro tempo. Caso contrário, no jogo da bola rolada, o Inter, naturalmente, chegaria a 2 a 0, com folga, pois foi muito melhor do que o time mexicano.

E foi melhor, entre outras coisas, porque o técnico Celso Roth, em sintonia com a onda de bom senso que assola o país do Santos de Dorival e a Seleção de Mano, não recuou diante do bicho feio: escalou o meia Giuliano e botou seu time pra jogar lá fora como jogaria em casa, com toques envolventes e pra frente.

Pena que Alecsandro tenha se machucado ainda no primeiro tempo, pois, com ele em campo, a vitória poderia ter sido ainda mais folgada.

Assim, se não subir no salto alto, o Colorado escala o pódium da Libertadores e levanta a taça que já lhe é de direito.

Fechando a fresta

Diante do impasse em que o seu Palmeiras não ganhava um jogo desde sua estreia como salvador da pátria, Felipão foi ao Baradão, escalou três zagueiros de área, quatro volantes e jogou a chave da retranca fora.

Resultado: Vitória, 2 a 0, o que deixa apenas uma fresta por onde Felipão deverá conduzir seu Palmeiras em direção à única luz que brilha no horizonte verde, segundo o próprio treinador – a Copa Sul-Americana.

Depois do jogo, Felipão anunciou que, se for preciso, troca quatro ou cinco titulares. Mas, troca por quem, se o próprio treinador vem repetindo que o Palmeiras não tem elenco suficiente e precisa urgentemente de reforços?

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. INTER, LÂMINA AFIADA
  3. INTER NA FITA, MAS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:02

HONRA E JUSTIÇA NA DECISÃO

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Rogério Ceni falhou ao tentar devolver a bola com os pés na entrada de sua área, mas se recuperou no chute de Tinga.

Renan falhou, ao tentar encaixar bola alçada na sua área por Hernanes, em cobrança de falta lá do meio da rua, mas não teve tempo de se recuperar: ágil, Alex Silva meteu de cabeça aquele gol tão almejado pelo Tricolor para zerar a decisão da semifinal da Libertadores com o Inter, na noite gelada do Morumbi. Isso, aos 30 minutos de bola rolando.

Gol, aliás, que, pelo andar do jogo, não sairia nesse primeiro tempo, pois o São Paulo não conseguia impor aquele volume de ações ofensivas necessário para tanto. Ao contrário: o Inter era quem trabalhava a bola com maior frequência no campo adversário, e, embora nenhum dos dois criasse chances claras, um tiro longo de Tinga havia incomodado Rogério Ceni, aos 21 minutos.

Mas, se o primeiro tempo foi mais tenso do que emocionante, o segundo correu sobre o fio da navalha, pois logo aos 7 minutos Alecsandro desvia cobrança de falta de D’Alessandro e empata o jogo. Não um empate qualquer, mas aquele que obrigaria o São Paulo a marcar pelo menos mais dois para levar a decisão ao pênalti.

Eis, então, que o Tricolor, dois minutos depois, faz 2 a 1 com Ricardo Oliveira.

E, para jogar mais lenha na fogueira, aos 19 minutos, Tinga é expulso, o que coloca o Colorado definitivamente na defesa.

Mas, só lá pelos 28 minutos, Ricardo Gomes começa a mexer no time, acrescentado-lhe o que faltava: drible, ginga, um toque de talento individual no meio de campo e ataque, com as entradas escalonadas de Marlos, Fernandinho e Marcelinho Paraíba.

Daí até o apito final foi aquele sufoco na área do Colorado, que resistiu o suficiente para garantir a vaga na final da Libertadores e no Mundial de Clubes em Dubai.

Com toda justiça, pelo que fez no Beira-Rio, quando jogou para decidir ali mesmo essa questão.

Quanto ao São Paulo, caiu com honra, pelo menos.

Notas relacionadas:

  1. SHOW É COM OS MENINOS
  2. INTER NA FITA, MAS…
  3. HUMILHANTE, NÃO HUMILDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 3 de agosto de 2010 Copa do Brasil, Libertadores, Seleção Brasileira | 15:37

AH, ESSE GOLZINHO FORA…

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Essa regrinha que valoriza o gol fora de casa na Libertadores acaba congelando no ar qualquer expectativa para a decisão das semifinais, entre São Paulo e Inter, no Morumbi, nesta quinta-feira.

Além, claro, de plantar um enorme ponto de interrogação na cachola dos dois treinadores.

No São Paulo, a ordem é atacar pra desfazer o mais cedo possível a diferença mínima de 1 a 0 obtida pelo Inter no Beira-Rio. Mas, se, em busca desse golzinho precioso, se descuidar lá atrás, pode tomar o definitivo, aquele que o obrigará a triplicar seus esforços.

No Inter, a dúvida é a mesma, em ordem inversa: se tentar manter a vantagem obtida no jogo de ida corre o risco de chamar o adversário para seu campo, e levar o gol que pode desestabilizar a equipe, o que seria fatal.

No meio disso tudo, a necessidade de afiar as cobranças de pênaltis, um evento perfeitamente viável nessas circunstâncias.

É inegável que o Colorado está melhor do que o Tricolor nesta fase da temporada. Basta ver a colocação de ambos na tabela do Brasileirão. Ou rever o jogo do Beira-Rio, onde o Inter poderia e merecia ter emplacado uma goleada num São Paulo acovardado e inócuo.

Mas, cada jogo é um jogo, já dizia o velho Acácio. E o São Paulo deu sinais de súbita melhora, no excelente segundo tempo contra o Ceará, no último fim de semana. Sobretudo, pela presença de Ricardo Oliveira no ataque, o que sinaliza claramente para seu aproveitamento desde o início, embora os dois técnicos prefiram manter segredo a respeito das respectivas escalações.

No caso do São Paulo, o mistério está em torno de Ricardo Oliveira. Fernandão deverá ser seu parceiro. Mas, e o outro, se Ricardo Gomes promover a volta de Rodrigo Souto, na formação com três volantes, ao lado de hernanes e Cleber Santana?

Há três alternativas: Fernandinho, Marlos ou Dagoberto. Com Marlos, o Tricolor tem um meia de habilidade para fazer a ligação entre os volantes e os atacantes. Com Dagoberto, forma um trio de atacantes, com ligação direta dos volantes, que apoiam bem, mas não armam. Com Fernandinho, mantém o ataque em três, mas ganha a jogada de linha de fundo, o drible e o cruzamento tão a gosto da dupla Fernandão-Ricardo Oliveira.

Quanto ao Colorado, não há muito o que esconder: a formação deverá ser a mesma da vitória no jogo de ida, mesmo porque é a que tem dado o equilíbrio necessário para a equipe defender bem e atacar melhor ainda.

PEIXE OU VITÓRIA?

No Barradão é fogo, o Peixe sabe disso muito bem. Entre outras coisas, porque o Vitória, lá tem em seu retrospecto, como placar mínimo obtido, 2 a 0, o suficiente para levar a decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, para os pênaltis.

A torcida é empolgada, o campo ruim para quem toca a bola no estilo peixeiro, e o Vitória é bom time.

Mas, voltamos sempre àquela história do gol fora de casa que vale ouro. E esses Meninos da Vila raramente deixam de marcar, pelo menos um, em cada jogo.

A META DE MANO

Mano Menezes esteve nesta segunda-feira no Bem, Amigos do Galvão. E suas palavras sobre o que pretende fazer com a Seleção Brasileira foram um refrigério para quem, como este humilde escriba, tanto exalta a necessidade de voltarmos a praticar um jogo compatível com nossa história. O que, no momento, significa dar um salto em direção ao presente, pois é desse jeitinho mais ofensivo e criativo que os principais times do mundo jogam.

Mano sabe e o declarou publicamente que nosso papel, no concerto mundial, deverá voltar a ser o de protagonista, não coadjuvante. E, para voltar a ser protagonista, o Brasil precisa desatar o nó que o prende àquele futebol de resultados. Tomar a iniciativa, com talento e imaginação, não apenas ficar jogando no erro do adversário, como um desses timinhos da periferia que, de cara, já reconhece a superioridade do inimigo.

Para tanto, adotará um sistema compatível com o futebol moderno, para não dizer eterno: uma linha de quatro defensores; dois volantes que saibam sair jogando; três meias de habilidade, com vocação ofensiva, e um atacante, de preferência que se movimente e se componha com os meias na chegada à área adversária.

Pode, porém, simplesmente montar seu time com dois ou um volante e um meia (ou dois) e três atacantes, num claro 4-3-3. Vai depender do elenco que tiver em mãos e das necessidades de cada jogo. Mas, sabe, sobretudo, que nada disso é garantia de vitória. E, sem vitórias, babau. Vale, contudo, e muito, esse nobre esforço para mudar a cara do nosso time.

Notas relacionadas:

  1. TODOS FORA
  2. SHOW É COM OS MENINOS
  3. HUMILHANTE, NÃO HUMILDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 29 de julho de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 00:54

HUMILHANTE, NÃO HUMILDE

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No intervalo do jogo no Beira-Rio, Hernanes disse aos microfones que o São Paulo havia adotado uma postura humilde, ao enfatizar a marcação ao extremo. Diria que, na verdade, foi humilhante, não humilde.

O São Paulo vestiu uma retranca vergonhosa, de cabo a rabo, e só não saiu do Beira-Rio com uma goleada no lombo porque Rogério Ceni, Alex Silva e Miranda, três defensores de alto nível, desdobraram-se ali na área para evitar o pior.

Já o Inter, por seu lado, fez o que tinha de fazer em casa: teve pleno domínio da bola e dos espaços, plantou-se no campo adversário, do início ao fim, trocou passes sem desespero, investiu pela esquerda, pela direita, pelo meio e criou, por baixo meia dúzia de chances para ampliar o placar que ficou no 1 a 0, gol de Giuliano, aos 23 minutos do segundo tempo.

Placar que, obviamente, não refletiu a imensa superioridade do Colorado sobre o Tricolor nesse jogo. E que permite ao São Paulo sonhar com a recuperação no jogo da volta, no Morumbi, desde que entre em campo mais altivo do que humilde, mais ofensivo do que defensivo, mais São Paulo, enfim.

charge inter sao paulo ricardo gomes

Charge com Ricardo Gomes, por Milton Trajano

De volta ao Santos

Na primeira partida da decisão da Copa do Brasil, na Vila, o Santos voltou a ser o Santos do primeiro semestre, aquele time agressivo, veloz, insinuante e criativo.

Controlou o jogo, não deixou o Vitória se armar em nenhum momento, fez dois gols, perdeu um pênalti, meteu uma bola no poste e desperdiçou cerca de cinco chances claras para aumentar o marcador.

Mas, lá, no Barradão, a história deverá ser outra, a não ser que o Peixe ratifique sua volta aos bons tempos recentes.

Notas relacionadas:

  1. SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS
  2. NOITE DE GALA TRICOLOR
  3. INTER NA FITA, MAS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 27 de julho de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 14:41

INTER NA FITA, MAS…

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O Inter é, evidentemente, o favorito para o jogo desta quarta-feira, pelas semifinais da Libertadores. Não só porque enfrenta o São Paulo no Beira-Rio, mas, sobretudo, porque vem jogando muito melhor do que o seu adversário.

É verdade que a perda de Tinga, machucado e suspenso, pesará, pois o meio-campista voltou com tudo ao Beira-Rio e deu um show de bola no último fim de semana. Mas, o Colorado tem elenco para suportar tal ausência ilustre.

Assim como o São Paulo tem elenco – agora, reforçado pela volta de Ricardo Oliveira, capaz, talvez de jogar meia hora, se tanto já nessa partida -, mas não está jogando nada próximo de seu potencial desde a Copa do Mundo.

Libertadores, porém, tem sido a praia tricolor nas duas últimas décadas, e bem que pode, de súbito, reencontrar-se diante do Inter.

PEIXE VIVO

Se essa primeira decisão da Copa do Brasil contra o Vitória, no Barradão, fosse jogada há dois meses, o Peixe estaria no topo das apostas. Mas, na mesma proporção em que declinou no Brasileirão pós-Copa, o Vitória ascendeu.
E, no Barradão, o bicho pega, de qualquer jeito.

A esperança santista é que a convocação de Ganso, Neymar, Robinho e André resgate aquele prazer de jogar bola que fez dos Meninos da Vila a grande sensação do nosso futebol este ano.

Ganso, depois da cirurgia no joelho, ainda não voltou a jogar tudo que sabe. Mesmo assim, joga muito. André andava meio avoado por conta da negociação com o exterior, e Neymar, idem, só com a perspectiva de ir para o Chelsea, enquanto Robinho lambia as feridas do fracasso brasileiro na Copa. Uma convocação nessa hora é sempre um lenitivo.

A VOLTA DO ÍDOLO

Valdívia está de volta de onde nunca deveria ter saído: o Palestra Itália. Foi uma operação onerosa para o Palmeiras, um trabalho, acima de tudo, de muita paciência no trato com os árabes.

Mas, que renderá seus frutos, sem dúvida, embora não se possa esperar de imediato um Valdívia jogando o que jogava quando partiu. E o maior fruto dessa negociação será a recuperação da confiança da torcida no time, cuja perda provocou estragos incalculáveis ao Palmeiras desde o final do Brasileirão passado.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES NA FITA
  2. GRÊMIO, INTER, VITÓRIA E FLA
  3. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 21 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Libertadores, Treinadores | 00:30

INTER, LÁ; FLA, FORA

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Foi uma conquista heroica. Em dois minutos, ainda no primeiro tempo o Estudiantes fez o placar que o levaria para as semifinais da Libertadores: 2 a 0 – o primeiro gol num lançamento magistral de Verón.

Mas, o Estudiantes se resume em Verón, e o Inter se distribui em vários outros jogadores de nível, embora o time, como conjunto, não tenha chegado até agora a atingir o estádio que lhe é possível.

De qualquer forma, tinha o domínio da bola e dos espaços. E só precisava de um maldito golzinho para seguir avante no torneio. E o gol veio já aos 40 minutos do segundo tempo, com Giuliano, que entrara no lugar de D’Alessandro, invadindo a área argentina pela direita.

O técnico Fossati, por certo, será incensado por ter feito essa substituição e também por ter trocado um de seus três zagueiros pelo atacante Walter, o que, a meu ver, deu-se tarde. Mas, olhe o amigo para o lado oposto: eis o técnico Sabella tirando um meio-campista por um terceiro zagueiro para preservar o placar de 2 a 0.

No fundo, no fundo, é tudo uma troca protocolar, dentro dos padrões vigentes, em que o resultado, enfim, acaba sendo apenas circunstancial. Mas, o fato é que, bola rolando, o Inter mereceu mais do que o Estudiantes essa vaga para a próxima fase da Libertadores.

Ah, Fla…

Assim como o Flamengo mereceu vencer o Universidad de Chile, lá em Santiago, por 2 a 1, gols de Love, na sequência de bicicleta de Adriano, e de Adriano, em jogada iniciada por Petkovic, que deveria ter jogado desde o início.

Mas, tomou um golaço do argentino Montillo, e dançou. Dançou porque foi pífio no jogo de ida, no Maracanã. Agora, só lhe resta encarar pra valer o bicampeonato brasileiro, possível, sim, mas ainda mais difícil.

A dança dos técnicos

Parraga, das divisões de base, ex-integrante daquela Ponte Petra histórica dos anos 70, assumiu o Palmeiras, interinamente. E se declarou fã do futebol jogado com técnica e habilidade. Mas, não quis adiantar o time que entrará em campo neste fim de semana, pelo Brasileirão, contra o Grêmio, no Palestra. Logo o Grêmio, que apesar da desclassificação na reta final da Copa do Brasil, vem de magnífica campanha, com um time afiado?

É a chance de se consagrar. Mas, como, se Robert, o único que fazia gols nesse Verdão, foi demitido, por causa daquele quiproquó com o também dispensado técnico Zago? Robert junta-se, pois a Wagner Love e Diego Souza, postos pra correr pela torcida verde. A bola da vez quem será? Cleiton Xavier? Quem sabe Marcão? Aí não restará no Verdão um pingo de técnica e habilidade em que se basear o jogo de Parraga.

Gaúcho não resistiu à horrorosa exibição do Vasco contra o Palmeiras e cedeu seu posto interino para o titular Celso Roth, que chegou a São Januário comandando aos gritos a assustada boleirada. Às vezes, funciona; outras, não. Mas Roth é do ramo.

Por falar em técnicos, a cujo lugar certo Dorival Júnior alojou depois da vitória sobre o Grêmio (“Dá-se demais importância ao treinador no Brasil”), a França já anunciou seu comandante para depois da Copa: Blanc, extraordinário zagueiro dos bleus campeões do mundo e europeus nos finais dos anos 90. Na Copa de 98, na França, tive um breve papo com Blanc, que me causou excelente impressão. Cara articulado, que pensa o futebol dentro do melhor figurino do jogo. Acho que vai dar samba. Ops! Aquele puladinho ao som da concertina que eles lá cultivam na Provença.

Notas relacionadas:

  1. INTER E TUTTI QUANTI
  2. ATÉ AGORA, SÓ O INTER
  3. TODOS FORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 20 de maio de 2010 Copa do Brasil, Libertadores | 00:53

NOITE DE GALA TRICOLOR

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Claro que a expulsão de Kleber, logo no primeiro minuto de jogo, foi decisiva para a derrota do Cruzeiro, no Morumbi. Afinal, para um time que precisava marcar, no mínimo, dois gols, na casa do adversário e numa defesa sólida como a do São Paulo, perder seu artilheiro quando a turma nem esquentou as turbinas, é fatal.

Mas, não seria, caso o São Paulo não protagonizasse uma noite de gala, uma partida impecável, em todos os sentidos. Teve fibra, firmeza na defesa, toque de bola no meio de campo, velocidade e agudeza no ataque.

Tanto que, pelas inúmeras chances claras de gol desperdiçadas ou aparadas pelo goleirão Fábio, se o placar exibisse uma goleada de 5 ou 6 a 0 não seria nenhum absurdo.

E dois jogadores, do ponto de vista estratégico, permitiram que o futebol tricolor fluísse dessa maneira: Richarlyson e Fernandão. Richarlyson porque, como terceiro zagueiro, transforma-se rapidamente em volante com a absoluta naturalidade. E Fernandão porque, como centroavante, não fica lá parado na frente, alongando o seu time, ao forçar a defesa a lançar bolas que batem e voltam, como em geral acontece no esquema com três zagueiros. Fernandão, pela visão de jogo e técnica mais apurada, volta ou descai para os lados, participando do sistema de armação.

Assim, o time fica mais compacto e capacitado para avançar em dribles e passes, o que resulta na criação de chances de gol na quantidade suficiente para fazer um placar positivo. Dessa forma, o São Paulo chega às semifinais da Libertadores, passando pelo fortíssimo Cruzeiro com o placar agregado de 4 a 0, o que não é fácil. É, sim, louvável.

SANTOS E VITÓRIA

Nem Ganso, nem Neymar, nem Robinho. O nome do jogo que deu a vitória e a a classificação para a final da Copa do Brasil foi Wesley. Como jogou o garoto! Marcou, lançou, passou, armou e coroou sua exibição primorosa com um golaço, aos 40 minutos do segundo tempo: quando mais o Grêmio pressionava em busca do empate que derrubaria de vez o Peixe, Wesley disparou em alta velocidade pela esquerda, recebeu, limpou um beque, o goleiro, e já sem ângulo fez o gol que acabou com a agonia santista.

Aliás, os outros dois gols do Santos também foram duas pinturas: o tiro mortífero de Ganso do meio da rua, no ângulo; e aquele toque de Robinho por cima de Victor, coisa de craque.

É verdade que o Grêmio foi melhor no primeiro tempo, quando poderia ter emplacado o resultado que o levaria para a decisão da Copa do Brasil. Mas, no segundo, o Santos foi implacável, como de hábito, cumprindo sua meta básica: três gols por partida.

Enquanto isso, o Vitória, no Barradão, aproveitou-se da desorientação do Atlético Goianiense, sobretudo no primeiro tempo, e impôs seu melhor jogo, aplicando uma goleada de 4 a 0.

Assim, o Vitória, que tantos craques tem revelado para o futebol brasileiro nos últimos tempos, tem agora a chance de alcançar um título inédito, abrindo as portas para a Libertadores, objeto de desejo de todos os nossos clubes.

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA TRICOLOR
  2. SÓ PODE, TRICOLOR…
  3. TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 18 de maio de 2010 Copa do Brasil, Libertadores | 15:43

CUIDADO: RAPOSA LADINA

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A vantagem, do São Paulo sobre o Cruzeiro para o jogo decisivo pelas quartas de final da Libertadores, no Morumbi, é significativa. Além de jogar em casa, onde raramente é mal sucedido, o Tricolor pode até perder por 1 a 0 ou 2 a 1, que leva a vaga.

Some-se a isso o fato de ter sofrido apenas dois gols durante toda a competição e teremos o tamanho da encrenca para o Cruzeiro.

E mais: a presença de Fernandão, que conferiu a esse time aquela confiança extra, seja por parte do torcedor, que revive no perfil do craque a figura quase mítica de Raí, seja por parte dos companheiros, que sabem ter lá na frente alguém mais do que um mero goleador.

Mas, a Raposa é mineira, portanto, duplamente ladina. E duplamente perigosa, com os dois ex-tricolores lá na frente – Thiago Ribeiro e Kleber, o Gladiador. Se Gilberto, que tem como função abastecer esse duo atacante jogar um tanto mais do que o fez no Mineirão, o trio de zagueiros adversários terá que se desdobrar para evitar o que agora parece improvável.

Copa do Brasil

O Peixe foi decepcionante diante do Ceará em casa, pelo Brasileirão, é verdade. Isso, claro, em relação ao altíssimo nível que atingiu até outro dia na temporada. Para Ganso, que se salvou com uma atuação exuberante, mais uma vez, o negócio tem um nome: estresse.

O Santos vem numa balada deslumbrante e é natural que, vez por outra, caia no lugar-comum. Mas, vale lembrar que, no fim de semana, não contou com dois de seus mais experientes e hábeis jogadores – Léo e Robinho -, que retornam à equipe diante do Grêmio, de performance também digna de entusiasmos neste ano.

Quem irá para a final da Copa do Brasil, num jogo desse porte, é sempre uma incógnita. De certo mesmo é que teremos mais um belo e emocionante jogo, com muitos gols. E, desconfio, com vitória santista, por jogar em casa.

A queda de Zago

A briga entre o técnico Zago e o atacante Robert, no ônibus da delegação do Palmeiras, que voltava do Rio depois daquela horrorosa exibição de Palmeiras e Vasco, em São Januário, não está bem explicada.

Mas, não creio que seu detalhamento bastasse para explicar a decisão da diretoria do Verdão para dispensar o treinador. Foi apenas uma gota d’água, um pretexto para se livrar de mais um erro, na sucessão de erros cometidos pela diretoria nos últimos tempos.

Era evidente que Zago não tinha amadurecido, como técnico de futebol, o suficiente para assumir a direção de um time submetido a tal pressão que não consegue se aprumar em campo, desde a turbulência da perda da liderança do Brasileirão no ano passado.

No espaço de alguns meses, o Palmeiras dispensou quatro treinadores – dois de ponta (Luxemburgo e Muricy) e dois novatos (Jorginho e Zago). De todos, Jorginho, em seu breve tempo no comando do time, foi o que obteve o melhor índice. seja nos números, seja na qualidade de jogo da equipe.

Agora, os cartolas anunciam o desejo messiânico de contratar um técnico experiente, vencedor, com pulso forte e competência para transformar a fogueira de vaidades do time na tocha olímpica das grandes conquistas. Leia-se: Felipão.

Como se vê, o Palmeiras continua sem rumo, tenso, e incapaz de encarar com lucidez seus problemas. É a paixão explosiva e devastadora, que cega diretoria e torcida e que lança o time a um divã de analista sem analista.

PARADINHA E PARADONA

A International Board, entidade que regula as questões relativas às leis do jogo de futebol, resolveu estabelecer uma orientação aos árbitros no caso da paradinha: enquanto o batedor do pênalti estiver na corrida, pode fintar à vontade; mas, quando parou pra desferir o chute, não pode mais.

Ora, isso infringe o espírito da regra de trata de cobranças de faltas do jogo (o pênalti é apenas uma falta especial). Pergunto: uma falta cobrada no meio de campo, é permitido ao jogador dar paradinhas e paradonas? Claro que pode. Então, por que não pode na cobrança do pênalti?

Mas, enfim, a IB e a Fifa, de há muito abandonaram a racionalidade dos ingleses vitorianos que criaram as regras do jogo no final do século 19. E tentam, isso sim, adaptar as leis, através de instruções ou recomendações, de acordo com a flutuação dos sentimentos do torcedor e da mídia em geral.

O pênalti é a infração técnica mais grave do futebol. Logo, não se deve, pela gravidade da punição,  limitar a ação do cobrador, a vítima, no caso, da falta cometida. Ah, mas coitado do goleiro, que não pode se mexer, a não ser na horizontal sobre a risca da meta… – dirá o piedoso amigo. Coitado, uma ova! Ele, representando seu time, é o infrator e deve ser devidamente apenado num lance, aliás, sempre imprevisível, pois a bola pode ir pra fora, na trave ou mesmo em cima dele – três alternativas a seu favor contra apenas uma do cobrador, que é enfiar a bola nas redes.

Além do mais, as dimensões da meta permanecem as mesmas dos tempos em que o homem médio, no mundo, tinha, no máximo, 1m65, os goleiros, talvez, dez centímetros a mais. Hoje, os caras têm, por baixo, 1m90 de altura. Faça as contas.

Notas relacionadas:

  1. A HORA DA RAPOSA
  2. RAPOSA, SUBINDO O MORRO
  3. RAPOSA, LÁ
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de maio de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 16:40

OS ILUMINADOS

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Três craques iluminaram a noite de quarta-feira, na Libertadores e Copa do Brasil: Ganso, Borges e Fernandão.

Fernandão, porque foi, na sua estreia no São Paulo, decisivo na inesperada vitória por 2 a 0 sobre o forte Cruzeiro, em pleno Mineirão. De seus pés nasceram os dois gols do seu time, num jogo em que o Cruzeiro martelou, martelou, mas esbarrou nas traves adversárias e na empolgante atuação de Rogério Ceni, mais uma.

Aquele toque de calcanhar, sob a marcação de dois zagueiros na área cruzeirense, que deixou Hernanes na cara de Fábio, no segundo gol, foi simplesmente magistral.

Assim como magistrais foram os dois passes de Ganso para os gols de André e Robinho, numa partida de redimir o futebol brasileiro, em geral, tão burocrático: uma roubada de bola na sua intermediária, seguida de  lançamento exato para o atacante, e o passe pelo alto, em diagonal, descobrindo Robinho sozinho para finalizar, são dois prodígios do futebol. Aos quais se pode acrescentar o toque por cima de Fábio, que se chocou com o travessão.

Quanto a Borges, basta espiar o placar: dos quatro gols do Grêmio, três foram dele. Não é pouco, nem tudo, para um centroavante que marca jogo sim, outro também. Não é tudo porque Borges é desses raros centroavantes que sabem jogar, que se movimentam com fluência por todos os lados do ataque, sabe driblar, passar, enfim, domina os fundamentos do jogo. E se apresenta na zona de finalização, com os pés ou a cabeça, sempre no momento oportuno.

Rivaliza-se com Fred como o melhor centroavante em atividade no Brasil, e só não alçou voos maiores em sua carreira porque empatou muito tempo no São Paulo, onde a miopia dos treinadores não permitiu que ele se fixasse como titular absoluto que sempre mereceu ser.

Ah, sim, outros craques marcaram também sua presença: Douglas, por exemplo, aquele meia pelo qual o corintiano esclarecido está suspirando até hoje; Marlos, o meia canhoto que deu outra face ao Tricolor tão repetitivo dos últimos tempos; Jonas, Thiago Ribeiro, Xandão, que segurou as pontas no lugar de Miranda, enfim, um grupo de jogadores que faz a gente crer numa virada próxima do futebol brasileiro – mais técnico e ofensivo.

Ah, Mengão…

O Flamengo, diante do Universidad do Chile, foi um desastre. Levou de 3 a 2 e poderia ter sido de mais. Ou, não, pois muitas foram também as chances do Mengo, a maioria delas nos pés justamente do artilheiro implacável – Wagner Love. E só isso basta para manter viva a esperança de o Flamengo mudar esse cenário sombrio lá em Santiago.

Perigos da suspeita

Dunga abriu uma pequena Caixa de Pandora ao lançar suspeitas sobre o clamor popular pela convocação de Ganso e Neymar. Suspeitas de que, por trás disso tudo, medrava um lobby ilegítimo, um grande jogo de interesses que teria orquestrado esse movimento.

Tal discurso coloca em xeque a integridade de todos nós – mídia e povo -, como se fôssemos participantes dessa manobra escusa, ou por interesse ou por ingenuidade, coisa que, de minha parte, repudio com veemência. Basta andar nas ruas para verificar a espontaneidade do reclamo. E basta ver o time maravilhoso do Santos jogando para constatar que ambos estão jogando o fino e mereceriam uma convocação direta.

Assim como repudio qualquer dúvida acerca da integridade de Dunga, caso – com todo o direito, nestas circunstâncias – alguém venha a suspeitar das convocações sucessivas de jogadores, tecnicamente medianos, muitos deles reservas em seus respectivos clubes, outros, jogando mal há um bom tempo. Pau que dá em Chico, dá em Francisco, como diz o dito popular.

Notas relacionadas:

  1. ESSES MENINOS…
  2. NO TÚNEL DO TEMPO
  3. PEIXE, DISPARADO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

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