INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
Não posso sequer imaginar o Inter perdendo o título da Libertadores em pleno Beira-Rio. E o Beira-Rio, tingido de vermelho, sem dúvida, estará pleno nesta noite de quarta-feira, quando o Colorado enfrentará o Chivas.
Antes de mais nada, porque o Inter é um time de primeira e está um aço, tanto na alma quanto na bola. Prova disso, a maneira descontraída e envolvente com que atuou na vitória sobre o Chivas, lá. Depois, porque o Chivas não chega a ser lá essas coisas, apesar da eficiente campanha no torneio continental.
Ânimo, Palestra!
Agora, sim, Felipão está no seu papel preferido: escudado na primeira vitória do Palmeiras sob seu comando, busca levantar o moral da tropa e conclama a torcida a apoiar com fé seu time na tarefa quase impossível de meter 3 a 0 no Vitória, no Pacaembu, e seguir em frente na Sul-Americana na noite desta quinta-feira.
Quase impossível porque, além da vantagem de dois gols, o Vitória é um excelente time, bem regido pelo veterano Ramón e com esse esperto Elkeson lá na frente.
Uma vitória, mesmo que não com o placar desejado, porém, já servirá para, pelo menos, manter em alta o ânimo da moçada. E esse é o grande entrave do Palmeiras, desde o final desastroso da temporada passada.
Que desânimo, Peixe…
Já o Santos, tão conturbado pelo assédio de outros clubes sobre seus principais jogadores, pega o Avaí, na Ressacada, nesta quarta, praticamente sem chances de seguir avante na Copa Sul-Americana.
Aqueles desastrosos 3 a 1 no jogo do Pacaembu, semana passada foram excessivos para a esperança de um time em plena turbulência, cheio de desfalques e medos. Isso, sem falar no valor do Avaí, que está ciscando no G-4 do Brasileirão desde o começo do campeonato.
Craques sensíveis
A reação de Ronaldo Fenômeno no seu twitter, apoiado por Kaká, revela como os jogadores atuais perderam o contato com a realidade: não há um ser vivo que duvide do talento de Ronaldo e de Kaká. Nem mesmo o poder de recuperação dos dois craques, sobretudo Ronaldo que renasceu das cinzas várias vezes em sua brilhante carreira. O que há é apenas a constatação do momento. E, neste momento, ambos estão fora de combate. Ponto.
Temporizo essa susceptibilidade excessiva, porque no passado não era bem assim.
Lembro que critiquei, pontualmente, gênios da bola como Carlos Alberto Torres, Rivellino, Zico, entre outros, e nunca nenhum deles teve uma palavra sequer de mágoa ou rancor. Aliás, somos amigos até hoje.
Técnicos do porte de um Oswaldo Brandão, um Zagallo, um Parreira foram alvos de muitas críticas deste cronista menor, e jamais me negaram um aperto de mão efusivo.
As coisa mudanrono munto, si mudarono, como dizia o carcamano interpretado pelo saudoso Vicente Leporace, no rádio antigo.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Avaí, Chivas, Internacional, Kaká, Libertadores, Palmeiras, Ronaldo, Santos, Twitter, Vitória



