ASSIM, NÃO DÁ
Urge, como diria o ínclito senador da Velha República, reformular essa Copa do Mundo de Clubes. Aliás, quando o esquema atual foi anunciado, balancei a cabeça, pensando com meus botões com o sotaque do Cafu: “Isso não vai dar certo”.
Claro que uma Copa do Mundo de Clubes tem que escalar em campo representantes de todos os continentes, caso contrário não se trata de um certame mundial. Mas, a simples exceção de incluir o time da casa onde a competição será realizada, seja em Yokohama, seja em Dubai, como se anuncia, já dá a dimensão de que não se trata apenas de uma disputa esportiva.
Nesse instante, acrescentam-se dois valores indispensáveis: o espetáculo e o a garantia de presença maciça dos torcedores no estádio. Diante disso, por que não estender esse marketing para o mundo todo, acrescentando à competição um nível de interesse e de qualidade técnica superiores, que seduzam as grandes audiências em todo o planeta?
Ora, a própria fórmula de disputa, em que os classificados por continentes onde o futebol é evidentemente inferior participam de uma eliminatória preliminar, atesta isso. No fim, a não ser que haja uma zebra imensurável, será a liça entre o campeão da Libertadores e o campeão da Liga dos Campeões. Reduz-se, pois, a Copa do Mundo de Clubes, à antiga disputa entre sul-americanos e europeus, em Tóquio, depois, Yokohama.
O que quero dizer é simples: essa Copa carece de mais representantes sul-americanos e europeus para ganhar a dimensão a que se propõe. Como? Não sei. Mas, há várias formas de fazê-lo, basta a Fifa repensar o tema.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Fifa, Mundial de Clubes

