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Arquivo da Categoria Futebol internacional

sábado, 27 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 18:24

POR UM POUCO DE DIGNIDADE

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Ainda bem que o técnico Felipão não deu ouvidos àquela meia dúzia de idiotas que foram ao Centro de Treinamento do Palmeiras pedir para que seu time entregue o jogo ao Fluminense, a fim de prejudicar o Corinthians, rival doméstico.

Essa gente perdeu o menor senso de dignidade, honra e compostura. E aqui incluo o diretor de futebol Pescarmona que deveria ser eliminado do futebol por falta do mais ínfima respeito pelo esporte, como um todo. São pessoas com essa mentalidade que levaram o Palmeiras à mais indigente situação de sua gloriosa história.

O fato é que, com titulares, com reservas, com Felipão, sem Felipão, o Fluminense é melhor do que o Palmeiras, competente o bastante para vencer esse jogo e chegar à rodada final com todas as chances de levar o título. Sobretudo, se puder contar mesmo com seu quarteto de alta classe do meio de campo pra frente – Deco, Conca, Emerson e Fred.

Ah, mas os meninos palestrinos estão deprimidos pela desclassificação inesperada na fase final da Copa Sul-Americana…

Ora, se estão deprimidos, tristonhos, macambúzios e ensimesmados, nada melhor pra recompô-los do que um tratamento de laborterapia ou ludoterapia, Ou seja: um joguinho de bola, que, para eles, é a combinação dos dois – trabalho e diversão.

Timão da hora

Se não tem Ronaldo Fenômeno, sequer um reserva do mesmo estilo, não resta a Tite senão improvisar uma saída para o impasse.

Já disse e repito: por mim, botava ali Danilo e deixava o barco correr. Tem físico e bola para fazer essa função de pivô, não fixo na área, mas voltando um pouco para acionar os dois pontas – Jorge Henrique e Dentinho.

Pena que não terá Elias, dínamo desse meio de campo.

Mas, nem tudo é perfeito, como dizia o Boca Larga a Jack Lemmon na clássica comédia dos anos 50.

Cilada para a Raposa

Esse jogo com o Flamengo é uma grade cilada para a Raposa.

O Mengo não tem time para vencer, no mano a mano. Mas, beira o desespero, com medo de jogar a rodada final tentando escapar do rebaixamento, joga em casa e, portanto, deve dar tudo para vencer.

O Cruzeiro, de sua parte, não terá Fabrício, que tem sido o motor de seu meio de campo, mas terá Montillo, o cérebro e condutor da equipe.

Vai ser de lascar.

Nas estranjas

Somando os resultados de apenas dois jogos dos líderes deste sábado pelo campeonato inglês, teremos a soma espetacular de catorze gols, média de sete gols por partida.

O Arsenal meteu 4 a 2 no Aston Villa, na casa do adversário, pondo a bola no chão e tocando-a ao seu estilo tradicional, com três gols de Chamakh, que ainda eu uma assistência magnífica para o menino Wilshere completar de cabeça.

Já o Manchester United simplesmente massacrou o Blackburn no Old Trafford por 7 a 1, fora o baile e as chances perdidas, com direito a cinco gols do búlgaro Berbatov. Assim, os Diabos Vermelhos seguem à frente, com os Gunners no seu encalce, o que confere ao campeonato inglês um glamour especial, pois todos que estão lá em cima brigando pelo título jogam uma bola ofensiva e divertida.

Na Itália, o Milan, apesar de todas as possibilidades de que dispõe para oferecer algo no gênero, prefere seguir o roteiro covarde e convencional de sempre. Com Pato machucado e Ronaldinho no banco até os últimos minutos, trancou-se no meio de campo com todos aqueles Gattusos e Ambrosinis, sem falar nos laterais pífios de hábito, e não arrancou mais do que um empate por 1 a 1 com a Sampdoria, em Gênova. Gol de Robinho, claro, ao lado de Ibra, as duas únicas luzes da equipe.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  2. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 4 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 15:29

E SILAS CAIU. QUAL A NOVIDADE?

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E, como estava escrito nas estrelas há séculos, Silas caiu. Fruto mais da falta de rumos da administração do Flamengo, que soma erros sobre erros desde a conquista do Brasileirão passado, do que em razão dos resultados, que não eram lá essas coisas, é verdade.

Aliás, acima disso tudo, pesou o bate-boca com o zagueiro Jean, que certamente despertou o tal corporativismo do grupo de jogadores contra a presença do técnico.

Fala-se em Luxemburgo, recém demitido do Atlético Mineiro, onde o técnico cumpriu a pior campanha de sua história até então vitoriosa. Trata-se de um treinador competente e experiente o suficiente para dar a volta por cima na Gávea, aliás, seu ninho, como jogador e torcedor.

A pergunta é: será que o Flamengo terá bala para bancar o pacote Luxemburgo? Sim, porque todo mundo sabe que o Rubro-Negro, como a imensa maioria dos clubes brasileiros, afunda-se em dívidas e carece de investimentos seguros na montagem da equipe.

Ora, Luxemburgo, para onde vai, carrega uma equipe maior do que o elenco dos clubes, além de apresentar uma conta vertiginosa. Se é o que lhe convém e o pacote é aceito pelo clube, nada a reclamar.

Bem, só o futuro dirá.



Carpegiani no Morumbi

Na manhã do domingo de eleições, o São Paulo retirou da urna indevassável de suas aspirações o nome de Paulo César Carpegiani, que pediu demissão do Atlético Paranaense, onde vinha cumprindo campanha magnífica neste segundo semestre.

Boa escolha, má escolha? Quem sabe? No futebol, como na vida, sobretudo nesta sociedade de resultados em que vivemos, o passado conta pouco, a não ser em casos excepcionais, como, por exemplo, o de Felipão no Palmeiras, ou no Grêmio, nos quais deixou uma legenda que beira o mito.

E Carpegiani, que foi um extraordinário meia do Inter, do Flamengo e da Seleção, como técnico estreou no topo – campeão da Libertadores e do mundo, pelo Rubro-Negro montado por Cláudio Coutinho.

Depois, rodou mundo sem deixar marca significativa, a não ser no comando da Seleção Paraguaia na Copa de 98, embora seja um sujeito criativo, cheio de ideias sobre como se deve jogar o jogo da bola.

Já parecia, após ter montado seu próprio clube no Rio Grande, carta fora do baralho, quando ressurgiu no Furacão em plena forma.
Tem agora sua segunda grande chance no São Paulo (já esteve por lá anos atrás, formando uma dobradinha com Rubens Minelli, então, no cargo de supervisor, período em que não resistiu à comparação com Telê, como tantos que o precederam e o sucederam naquele final dos anos 90).

Agora, aos 61 anos de idade, idade boa para um treinador de futebol, sobretudo um ex-craque de seu nível, pega um Tricolor em pleno processo de rejuvenescimento. Não apenas na renovação do elenco, com aproveitamento maior dos jogadores de base, mas, principalmente, na forma de jogar, já esgotada há muito tempo.

Botar esse time para jogar com mais toque de bola e ofensivamente do que vinha jogando, tanto com Muricy quanto com Baresi, é o grande desafio para Carpegiani.
Se conseguir, ganhará um nicho na memória do clube e do torcedor.

Delírios peixeiros

O Santos delira entre Abel Braga e Paulo Autuori, dois técnicos muito bem empregados no exterior, que só viriam para a Vila por uma fortuna incalculável. Dizem que Abel pediu nada menos do que um salário de 900 mil reais por mês. Não há como bancar uma contratação nesses níveis. Melhor teria sido manter Robinho e Wesley, que resolvem mais do que qualquer treinador, por melhor que seja.

Hernanes, o craque

Hernanes, mais uma vez, esmerilhou na vitória da Lazio sobre o Brescia. Jogou muito, com aquele porte altivo que lhe é peculiar, e deu magistral assistência para Mauri, no único gol da partida. Pra se tirar o nível técnico e criativo do futebol italiano, basta dizer que o volante típico Hernanes é o segundo atacante da Lazio.

Mais para menos

Curioso isso: o Barça, mesmo desfalcado de vários titulares, dentre eles, Villa e Xavi, teve cerca de 80 por cento do domínio de bola diante do Mallorca, criou inúmeras chances desperdiçadas ou defendidas pelo goleiro. Resultado: 1 a 1.

Quase a mesma situação se repetiu no clássico de Londres, entre Chelsea e Arsenal. Os Gunners dominaram a bola e os espaços quase todo o tempo, apesar de estar perdendo por 1 a 0, gol de calcanhar de Drogba. Jogou fora um caminhão de oportunidades, e acabou tomando o segundo, numa bomba estonteante do nosso zagueirão Alex. A partir daí, poderia ter sido goleado.

Notas relacionadas:

  1. O AVAÍ E SILAS
  2. QUAL DELES LEVA A TAÇA?
  3. EMPATE EM TRÊS CORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 19 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, História | 19:33

DIGNO FLA-FLU

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Esse, sim, foi um Fla-Flu digno de sua legenda.

Entre outras coisas, porque o Flamengo, que vem capengando neste Brasileirão, aprumou-se e enfrentou o Flu, de tão grata campanha, de igual pra igual, como reza a tradição, aliás.

Foi mesmo até melhor do que o adversário, no primeiro tempo, quando emplacou 2 a 1, de virada.

Mas, no segundo, sobretudo depois da troca do zagueiro André Luís pelo meio-campista Marquinho, o Flu teve força para buscar o empate pelos pés de Rodriguinho por duas vezes. Na primeira, diga-se, um corte em David que acabou por tirar o zagueiro rubro-negro não só da jogada, mas, do campo também.

Entre um e outro de Rodriguinho, uma cobrança de falta magistral de Renato Abreu, no ângulo.

Enfim, empate de 3 a 3 que se não eleva nenhum dos dois a um degrau acima da tabela, valeu para infundir ânimo na caminhada seguinte de ambos. Afinal, o Flamengo demonstrou que pode evoluir além da simples briga para não cair e o Flu provou mais uma vez que tem alma e técnica para superar as maiores adversidades.

Tricolor do menino Lucas

São Paulo e Palmeiras, sem riscos sérios de descenso nem grandes aspirações ao G-4, já entupido de candidatos mais bem postados, fizeram uma disputa paralela ao Brasileirão, no Pacaembu.

O primeiro tempo foi uma bobagem, uma longa reticência de faltas e passes errados. Mas, no segundo, o Tricolor, sob o comando do menino Lucas, ex-Marcelinho, disparou 2 a 0 e poderia até ter ampliado o placar caso o técnico não substituísse o garoto no fim do segundo tempo.

Sim, porque Lucas estava simplesmente infernizando a defesa verde com suas investidas em zigue-zague, cheio de fintas e manhas. Foi assim que fez o primeiro gol e foi assim que meteu a bola no jeitinho para Fernandão finalizar o segundo.

Já o Palmeiras, que teve um certo predomínio na etapa inicial, não conseguiu manter sequer o ritmo no segundo tempo e deixou-se abater sem reação diante de um Tricolor mais ágil e incisivo nos contragolpes.

Ambos, contudo, continuam ali, flertando com o meio da tabela.

Charge com Lucas, ex-Marcelinho, por Milton Trajano

Charge com Lucas, ex-Marcelinho, por Milton Trajano

Inter, disparando

Em outra disputa paralela, entre os grandes campeões do primeiro semestre, o Inter começa a disparar na frente do Santos, ainda perturbado pelos ecos da caso Neymar.

Com Neymar nas tribunas do Brinco de Ouro da Princesa, o Santos dominou o Guarani, mas não finalizou. Nem precisa explicar por que, não é mesmo?

Já o Inter, no Beira-Rio, não apenas somou mais três pontos, mantendo-se numa faixa de expectativa para ainda até disputar o título, como ainda por cima quebrou a longa invencibilidade do técnico vascaíno PC Gusmão. Mas, não foi fácil.

No primeiro tempo, o Vasco foi melhor e Renan acabou sendo a figura de destaque do Colorado. Mas, no segundo, o Inter se reaprumou e fez o placar com D’Alessandro servindo Edu no único gol da partida.

Esses gringos maravilhosos

O argentino Montillo deu uma aula de como um meia autêntico deve jogar, no empate por 2 a 2, dois gols dele, diga-se, com o Botafogo, sábado, no Engenhão. Assim como D’Alessandro segue esmerilhando no Inter, como no centro exato para Edu marcar o gol da vitória do Inter sobre o Vasco. E, Conca, alma e cérebro do Flu de tão brilhante campanha no Brasileirão?

O futebol argentino foi uma grande escola de goleiros e beques, no passado, que parece ter se perdido nas últimas décadas. Mas, a dos meias, ah, essa continua em plena atividade.

O amigo talvez não saiba que muito antes de Messi, que estraçalhou mais uma vez na vitória deste domingo sobre o Atlético de Madri. E de Maradona, vários outros, destros e canhotos, se notabilizaram por lá.

Juan Manuel Moreno, por exemplo, ainda é considerado pelos viejos porteños o maior jogador argentino de todos os tempos. Era, ao mesmo tempo, armador e finalizador, de altíssima categoria, dizem. E que dizer de Angel Labruna, com seu bigodão tanguero, canhoto, lúcido, arrebatador quando partia com a bola dominada. Esse eu vi e me deslumbrei.

Ah, sim, não nos esqueçamos de Sívori, que, jogando na Itália, era considerado pelos italianos superior até mesmo a Pelé. Foram muitos os meias argentinos que nos brindaram com sua arte de controlar a bola e tocá-la com exatidão, desde Sastre, Negri, Grillo, até os nossos  – podemos assim chamá-los, né? – Montillo e D’Alessandro.

O Brasil também foi uma escola espetacular de meias inexcedíveis de Tim e Romeu a Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, passando por Zizinho, Jair Rosa Pinto, Didi, Rubens, Gerson, Rivellino e tantos mais. A diferença é que preferimos trocá-la pela de goleiros e beques que inundam o mundo do futebol, nas últimas décadas.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. FLU, PERDENDO DE VISTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 31 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 17:51

O FAVORITO: CUIDADO COM KLEBER

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O Palmeiras vai ao Maracanã pegar o líder Fluminense, certamente, todo fechadinho. Afinal, essa estratégia não apenas parece ser a melhor num Periquito trocando de penas, como se ajusta bem ao estilo de Felipão.

Amparado no empate obtido pelo São Paulo, nas mesmas condições, o Palestra bem que pode surpreender, sobretudo se Kleber repetir a atuação do fim de semana. É o jogador que faltou ao São Paulo diante do Flu, que mesmo assim segue sendo o grande favorito para este confronto.

Entre outras coisas, porque terá o atacante Emerson de volta, ao lado de Washington, o que dará mais equilíbrio e poder de fogo ao Fluminense que, com Deco e Conca, seguirá no sistema 4-4-2. Falta mesmo fará o lateral-direito Mariano, que está jogando muito. O volante Thiaguinho, deslocado para ali, pode dar certo, mas é uma aposta, por enquanto.

Galo biruta

O Galo está parecendo aquela sua representação nas birutas fincadas nos tetos das velhas fazendas, apontando para onde o vento sopra – ora, pra cá; ora, pra lá; ora, girando feito torvelinho.

Pois não é que o técnico Luxemburgo, para quem o time vinha crescendo, apesar dos maus resultados, de súbito, sacou dentre os titulares suas três principais estrelas – Ricardinho, Diego Tardelli e Diego Souza?

Nos seus lugares, contra o Goiás, entram Fabiano, Obina e Jackson. Convenhamos…

Luxa é um baita treinador, disso ninguém pode ter dúvida. O melhor do país nos últimos, sei lá, vinte anos, somando-se todos os seus feitos. Mas, claramente, não anda em boa fase.

Diante dos maus resultados de um Atlético que ele mesmo formou de cabo a rabo, passou a contrariar suas próprias convicções, ao adotar o sistema com três zagueiros,o que acabou levando-o a escalar Ricardinho, um jogador lento por natureza e já trintão, como ala-esquerda, botou Diego Souza – um segundo volante com condições de atuar como meia – lá na frente ao lado de Tardelli, enfim, mudou de curso como a biruta do fazendeiro.

Tá na hora de Luxa parar de girar e centrar de vez suas ações na velha e simples solução: esqueça as sutilezas sobre como joga o adversário da hora, fixe nas suas convicções que sempre deram certo, escale o time com os melhores em seus respectivos e toque em frente, porque pior não pode ficar.

A chance de Baresi

A única chance de Baresi permanecer no comando do time tricolor é ousar. Ousar na escolha do esquema de jogo, ousar na formação da equipe, ousar nas palestras aos jogadores e manter um discurso público simples e direto. Caso contrário, dança, logo, logo, se é que já não esteja dançando.

Porque, se ficar preso aos medos dos demais treinadores, às mesmas fórmulas convencionais e tal e cousa e lousa e maripousa, perderá o lugar para um deles, com mais fama, o que, neste momento, livraria a cara da diretoria.

O torcedor são-paulino já está exausto desse modelo esgotado de um time que mais se defende do que ataca. Ganhou vários títulos dessa forma, é verdade, mas já cansou. É hora de mudar. Aliás, se Muricy tivesse ouvido a voz da razão, estaria até hoje lá, somando troféus.

Por exemplo: no jogo com o Flu, depois de um bom primeiro tempo, quando virou para 2 a 1, ao tomar o empate no comecinho do segundo, logo depois, Fernandão se contundiu.

Ora, Fernandinho estava matando a pau na esquerda, apesar da dupla marcação, portanto, não poderia sair nunca. Como o Flu partiu pra cima do São Paulo, urgia colocar Marlos, um meia-atacante ágil e hábil, para formar com Marcelinho e Fernandinho um trio veloz e insinuante para aproveitar os contragolpes inevitáveis.

Pois Baresi preferiu um volante lento como Cleber Santana que, desde a sua volta ao futebol brasileiro, não dá sinais daquele jogador que partiu do Santos para a Espanha. Matou qualquer possibilidade de o São Paulo contra-atacar na medida certa.

E, quando colocou Marlos, sacou Fernandinho: o famoso seis por meia dúzia, só para preservar um placar cômodo, embora tivesse todas as chances do mundo para ir além, já que os riscos estavam sob controle com tantos volantes em campo.

Vale dizer que essa mesma leitura do jogo foi feita pelo meu querido parceiro de Bem, Amigos, Caio Ribeiro, arguto observador do futebol, sem que tenhamos trocado figurinhas antes.

Portanto, caro Baresi, meta os peitos e espante todos os seus receios, porque o pior que pode acontecer é perder um emprego já na marca do pênalti, inevitável, se continuar seguindo a trilha já gasta por seus antecessores.

Robinho no Milan

Robinho acaba de acertar com o Milan, que estreou com goleada no Campeonato Italiano, em tarde de Ronaldinho Gaúcho, Pato e Thiago Silva. Robinho segue na esteira de Ibrahimovic, ex-Barça. Aliás, esperava que Robinho acabasse no Barça, como era desejo do clube catalão. Xavi, Iniesta, Messi, David Villa e Robinho, já pensaram? No Barça, pelo estilo de jogo dos catalães, isso não seria apenas viável, mas inevitável.

Já no Milan tenho minhas dúvidas que treinador e mídia cogitem sequer de reunir na mesma equipe Robinho, Pato, Ronaldinho e Ibra. Ousadia excessiva para o tempero lombardo. Suponho que Robinho ficará no banco, à espera de entrar no segundo tempo no lugar de Pato ou de Ronaldinho, o que não é o ideal para nosso craque.

Notas relacionadas:

  1. GUILHERME POR KLEBER
  2. KLEBER, LUZ, RAIOS E TROVÕES
  3. FLU, TIMÃO E AQUELE TIME DE AZUL E AMARELO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 29 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 20:45

EMPATE EM TRÊS CORES

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Fez um gol de falta, pegou um pênalti e salvou a meta do São Paulo por mais três vezes, no mínimo.
Eis por que o Tricolor paulista deve esse empate inesperado diante do líder Fluminense, sobretudo, a Rogério Ceni.

É verdade que o São Paulo foi bem no primeiro tempo, quando virou o placar para 2 a 1, em um minuto, entre os 34 e os 35 minutos, gols de Deco (seu primeiro no Flu), Rogério e Fernandão, em falha incrível de Fernando Henrique.

O São Paulo foi bem no primeiro tempo, entre outras coisas, porque o Fluminense, preocupado com as investidas de Fernandinho pela esquerda, escalou por ali três jogadores – Belletti, Diogo e Mariano. Fernandinho, porém, sempre que acionado, conseguia varar a marcação.

O Flu, todavia, voltou para o segundo tempo com o atacante Rodriguinho no lugar de Belletti, equilibrou seu meio-campo e partiu para o sufoco. Teve o gol da vitória nos pés de Washington, em pênalti inexistente (bola na mão de Richarlyson), que Rogério conjurou. E ficou nisso, o suficiente para manter-se na ponta da tabela ainda com certa folga em relação ao Corinthians.

Timão no rastro

Ele jogou pouco mais de uma hora, não fez gol nem qualquer jogada memorável. Mas, Ronaldo Fenômeno bem que ajudou o Corinthians a conquistar essa preciosa vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, num Pacamebu festivo, que encerrou a partida entoando o tradicional Parabéns a Você, pelos cem anos de vida do clube.

Não foi, é verdade, uma partida primorosa do Timão, mas, digamos que boa o bastante para merecer o placar  que até poderia ter sido um pouco mais amplo, dado o domínio constante da equipe paulista sobre a baiana.

Iarley fez de cabeça, em bola alçada de longe por Roberto Carlos, e Paulinho completou o placar, na cara do gol, pouco antes do apito final do primeiro tempo.

Nada excepcional, mas tudo muito consistente nessa perseguição implacável do Timão ao Flu, em busca da liderança do Brasileirão.

A destacar, mais uma excelente participação de Jucilei e de Iarley, que, aos poucos, vai voltando aos seus melhores dias. Ah, sim, e esse Bruno César é da pontinha da orelha, como dizia minha avó.

Palestra, de virada!

Não sei se devo exaltar a virada do Palmeiras ou lastimar a indigência do Galo, que, a cada rodada, mais afunda na tabela do Brasileirão, apesar da excelência de seu elenco e da nomeada de seu treinador.

Acho que os dois. Afinal, o Palmeiras, embora com uma formação altamente defensiva – três zagueiros e cinco volantes -, conseguiu um feito em Ipatinga, graças ao oportunismo de Marcos Assunção e de Kleber, autores dos dois gols verdes.

Quanto ao Galo, pfiu… Que vergonha, meu.

Silas e a virada

Já que Parreira não quis pegar o pepino, o Flamengo acertou com Silas mesmo, que considero boa pedida. Mas, Silas, ao ver seu Flamengo perder de virada para o Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa, deve estar coçando a cabeça até agora.

Barça em campo

Dois golaços marcaram a estreia do Barça no Campeonato Espanhol. No primeiro, Iniesta serviu de bandeja Messi, que invadiu a área, e, de cavadinha, encobriu o goleiro. No segundo, o goleiro do Racing socou a bola, que Iniesta pegou de sem pulo lá de longe, metendo a bichinha, pelo alto, nas redes de Santander. Barça: 3 a 0, com direito a primeiro gol de Villa com a sua nova e gloriosa camisa.

Futebol ou rúgbi?

Bem que o técnico Arséne Wenger disse que estão querendo transformar futebol em rúgbi. No jogo contra o Arsenal, o Blakburn só tinha uma jogada de ataque: as cobranças de lateral direto para a pequena área do Arsenal. Igual lance foi repetido à exaustão pelo Stoke City contra o Chelsea. Não preciso dizer que o futebol venceu, nos dois casos.

Notas relacionadas:

  1. TRÊS VEZES OBINA
  2. O EMPATE E AS GOLEADAS
  3. TRÊS CLÁSSICOS BRASILEIROS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sábado, 21 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 18:53

DOMINGO DE GALA

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São dois clássicos de arrepiar: no Maracanã, o líder Flu de Muricy contra a estrela ascendente – o Vasco de PC Gusmão; no Pacaembu, o vice Corinthians de Adílson, ainda tomando tento no Parque, contra um São Paulo que se prevê mais ofensivo do que o habitual, agora sob o comando do novato Sérgio Baresi.

No Maracanã, há ainda a expectativa do confronto entre os dois quartetos ofensivos, além da estreia de Deco no Tricolor. Mas, na pior das hipóteses, pelos menos três deles de cada lado estarão em campo, o que já garante a probabilidade de um jogo emocionante e ousado.

No Pacaembu, findou a expectativa da volta de Ronaldo Fenômeno, o que deixa o Corinthians ainda carente de um centroavante de porte, ao contrário do São Paulo que, nesse quesito, sobra, pois tem dois para a mesma posição – Fernandão e Ricardo Oliveira – que podem jogar juntos.

E, se o técnico Baresi optar por Fernandinho em lugar de Richarlyson, pois essa é sua dúvida, Fernandão e Ricardo Oliveira, dois eméritos cabeceadores, por certo, serão favorecidos pelas infiltrações do ponta-esquerda até a linha de fundo.

De qualquer forma, um domingo de gala na ponte Rio-São Paulo.

Mano, treinando

Como a CBF não conseguiu fechar amistosos de nível para as duas próximas datas-Fifa, Mano decidiu chamar uma seleção de “estrangeiros” para fazer dois jogos-treinos lá na Europa.

É uma chance de conviver um pouco mais com os jogadores selecionáveis, observando de perto, sobretudo, os mais jovens candidatos a uma vaga na Seleção Olímpica.

Esse me parece o caso de Douglas Costa e P. Coutinho, que já chegou agradando em Milão. São dois meias de estilo e habilidade, do tipo de que tanto necessitamos e ao gosto do modelo que Mano pretende implantar no time nacional.

Surpreende a chamada de Hulk, que já não tem idade para as Olimpíadas mas estará em plena maturidade na época do Mundial. Embora badalado no futebol português, confesso que não tiver sorte nas poucas vezes em que o vi em ação.

Luís Fabiano, neste momento, me parece muito mais habilitado a uma convocação dessas. Vale, porém, a tentativa de Mano de ver mais de perto esse jogador, quem sabe…

Chuva de gols na Inglaterra

O Chelsea, campeão inglês, repetiu diante do Wigan a mesma goleada da estreia no campeonato imposta ao Weste Bromwich: 6 a 0. Não é mole, meu – doze gols marcados nas duas primeiras rodadas do certame sem levar unzinho sequer.

E olhe que o Wigan, no primeiro tempo, jogou melhor do que o Chelsea, apertou e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, no segundo, foi um massacre.

Massacre igual ao praticado pelo Arsenal sobre o caçula Blckpool, que esteara cheio de vento, metendo 4 a 0 no Wigan. Outro placar de 6 a 0, sem contar umas vinte chances claras – não é exagero, não – de ampliar esse placar já dilatado, raças à espetacular atuação do ponta Theo Walcott, ponta-ponta mesmo, desses que avançam pela direita, aos dribles e em alta velocidade.

Estarão os grandes times ingleses tão mais bem equipados do que os demais? Ou, estes é que não passam de frágeis coadjuvantes? Há um pouco de cada uma dessas coisas. Mas, acho que, acima de tudo, está a fome de gols que assola o futebol inglês. É a compulsão pelo espetáculo que move esses times a não se acomodarem quando alcançam um placar seguro.

Veja o caso do Arsenal. Já goleava por uns quatro ou cinco, não me lembro bem, quando, aproveitando-se da expulsão de um adversário, o técnico Wenger trocou o único volante de ofício da equipe (Diaby) por um meio-campista de extrema habilidade, passe exato e chute a gol, Fábregas.

É só uma questão de ver o que é melhor para o público ou o que é mais conveniente para o treinador.

Que beleza!

Bem que a CBF, onde a grana se acumula até o teto sem outro destino além da Seleção, poderia se mirar no exemplo alemão. A abertura do Campeonato Alemão, neste sábado, no Allianza Arena, foi digna de uma Copa do Mundo. Um espetáculo visual bonito, de bom gosto, sem exageros, e no tempo certo para não adiar demais o começo da partida entre Bayern de Munique e Wolfsburg, um belo jogo, diga-se.

O Bayern venceu por 2 a 1, com um gol de Schweinsteiger no finzinho do jogo, depois de o Wolfs ter criado e desperdiçado uma pá de oportunidades claras, sobretudo com o bósnio Dzek, um desses centroavantes espigados, que batem pra gol do jeito que a bola vem e de qualquer lugar.

E isso é só o começo.

Fogão, lá

O Botafogo, confirmando sua ascensão no campeonato, venceu o mistão do Avaí, numa tarde-noite festiva no Enegenhão. Festiva pela presença maciça dos torcedores alvinegros e, principalmente, pela homenagem prestada a um dos maiores ídolos da história do Botafogo – Jairzinho Furacão -, materializada numa bela estátua em bronze a se eternizar ao lado das de Garrincha e de Nilton Santos.

Na verdade, o Botafogo não jogou tudo o que vinha jogando nas últimas partidas, mas fez o suficiente para ganhar, com um gol de cabeça do zagueirão Fábio Ferreira numa daquelas cobranças de falta enviesadas que são o tormento de todas as defesas.

Mais que isso: o suficiente para abrir as portas do G-4 e passar a sonhar, na ilustre posição de terceiro colocado, sonhar em surpreender mais á frente Corinthians e Flu, por que não?

Grêmio, cá

Chiii… Logo na estreia de Mário Sérgio como treinador do Ceará, Renato Gaúcho sofreu sua primeira derrota no comando do Grêmio, que caiu para aquela incômoda posição limítrofe à zona do rebaixamento.

Segundo o próprio Mário Sérgio foi um jogo entre dois Grêmios, aqueles Grêmios que a torcida tricolor adora, muita força na disputa de bola e no congestionamento do meio-campo e da defesa.

- Cheguei no Ceará, olhei em volta e escolhi os jogadores mais fortes, pois conheço bem o futebol gaúcho – completou Mário Sérgio.

Resultado: um gol contra de cada um e o da vitória, de Geraldo, o veterano Geraldo, cuja força maior ainda é a habilidade.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  3. CLÁSSICOS DE DOMINGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 19 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Futebol internacional | 15:35

A LA FELIPÃO

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Foi mesmo uma vitória a la Felipão, arrancada do ventre do time verde, aos gritos, como um dó de peito de tenor napolitano, daqueles de quebrar cristais.

Felipão conclamou a torcida, que inundou de verde o Pacaembu e não parou um instante de incentivar o time, e fez um remelexo na equipe que, de início, parecia levá-lo ao caos. Durante os primeiros vinte minutos de bola rolando, só deu Vitória, que, para cair fora da Sul-Americana teria de perder por, no mínimo, 3 a 0, coisa praticamente impossível.

Pois, aos poucos, o Palmeiras foi se arrumando em campo, a partir do momento em que o terceiro zagueiro Fabrício, recém-chegado da Gávea, passou a atuar como lateral-esquerdo, o que permitiu ao seu time equilibrar as ações do meio de campo. E, já nos descontos do primeiro tempo, Tadeu recebeu em velocidade e matou o goleiro Vaiafara.

O mesmo Viafara que, no início do segundo tempo fez uma tremenda lambança lá na lateral, cujo desfecho foi outro gol de Tadeu, aquele que demoliria de vez o moral dos baianos, já afetado pelo clima todo que os envolvia.

Eis, porém, que quando já se esperava a decisão por pênaltis, Marcos Assunção acertou aquele petardo no ângulo de Viafara, aos 43 minutos da etapa final, e abriu as portas para seguir em frente na Sul-Americana.

Dito assim até parece pouca coisa. Mas, uma vitória dessas, às vésperas da reestreia de Valdívia, ídolo da torcida palestrina, tem o poder mágico de soldar o time à galera verde e dar uma nova feição a esse Palmeiras que há muito tempo carece, antes de mais nada, dessa força anímica exibida na noite encantada do Pacaembu.

Clássico dos quartetos

Já está no ar o clássico carioca de domingo, entre Vasco e Fluminense. Não apenas porque o Flu é o líder isolado do campeonato e o Vasco, nas mãos de PC Gusmão, vem em franca ascensão, mas, sobretudo, pelo duelo de alta classe que se prenuncia entre os dois quartetos de frente de ambos os times.

De um lado, a possibilidade de o Vasco contar com Felipe, Carlos Alberto, Zé Roberto e Éder Luís, todos juntos pela primeira vez nesta temporada. De outro, a esperança na estreia de Deco, seja começando a partida, seja entrando no seu decorrer, ao lado de Conca, Emerson e Washington.

PC e Muricy testaram essas formações nos treinamentos e se fecharam em copas.

No caso do Vasco, seu treinador não teria de fazer nenhuma alteração no sistema tático adotado, mas, certamente, teme uma fragilização na marcação de meio de campo, sobretudo porque Felipe ainda não está fisicamente nos trinques, o que o compromete no cumprimento das duas funções básicas – marcar e armar.

No caso do Flu, o aproveitamento de Deco, também ainda aquém de sua melhor forma física, claro, implicaria em abrir mão de um dos três zagueiros, expediente tão a gosto de Muricy.

O jeito é esperar pelas definições dos dois técnicos, na certeza de que teremos um belo jogo no Maracanã.

A Fifa e o espetáculo

O presidente da Fifa, Sepp Blatter, revelou outro dia sua preocupação com o nível técnico dos jogos da Copa do Mundo, um futebol excessivamente defensivo para seu gosto e do público em geral.

Acha o presidente que a saída para esse impasse é eliminar o empate da competição – o jogo que terminasse em igualdade no placar teria uma definição em pênaltis ou morte súbita, o tal gol de ouro, já enterrado e sepultado.

Ora, esse desfecho, no meu modo de ver, teria efeito contrário, estimulando mais a retranca do que impulsionando os times para frente. Afinal, a imensa maioria dos competidores já entra em campo em inferioridade técnica, e sua única proposta é levar de barriga até onde der sua participação no evento. (Além do mais, seria contraproducente – nesse sentido – equiparar um empate de 4 a 4, por exemplo, com um mirrado e sonolento 0 a 0).

E é aqui que está o enrosco: o número excessivo de participantes da Copa, dobrado desde os bons tempos dos 16 disputantes de outrora. É muita seleção ruim em campo.

A fragmentação do Leste Europeu, depois da queda do Muro de Berlim, somada às vagas abertas para a Ásia, África, Américas do Norte e Central, mais Oceania são as responsáveis pela baixa de qualidade da competição.

O ideal seria reduzir-se o número de participantes da Copa, o que me parece inviável, por todas as razões políticas implícitas no processo.

Mas, se a Fifa quer melhorar o espetáculo, estimulando um futebol ofensivo com mais gols e emoções, que vá direto ao assunto: se o assunto é gol, então que se valorize esse que é o objetivo essencial do jogo.

Para tanto, há duas alternativas: 1) estabelecer um valor extra por cada gol marcado; 2) estabelecer um valor extra por gols assinalados acima de dois ou três.

A segunda alternativa, aliás, já foi usada aqui no Brasil com muito sucesso, até a Fifa proibir, coisa de um ponto extra quando o time marcava no mínimo três gols na partida.

E, se quiser, de quebra, pode incluir aquele sistema do excesso de faltas coletivas convertidas em pênalti ou cobrança sem barreira da meia-lua, como também já foi praticado por aqui, com pleno êxito.

Isso é andar pra frente, não pra trás.

Neymar fica

Ainda bem, para ele e para nós, que poderemos continuar nos encantando com seu futebol mágico duas vezes por semana, aqui, sua terra, sua gente.

Para ele, porque terá tempo suficiente para desenvolver seu físico, sua alma e seu futebol até chegar a hora da despedida. Para nós, porque teremos aí um longo tempo de degustação de seu jogo imprevisível, inventivo, absolutamente fora dos padrões convencionais, seja com a camisa do Santos, seja com a canarinho.

Neymar tem apenas 18 anos de idade, gente. É uma criança, embora maduro o suficiente para encarar qualquer parada. Até poderia dar certo no Chelsea logo de cara, Tem bola e personalidade pra isso. Mas, teria de vencer barreiras que, aqui, ele já transpôs com duas ou três pedaladas.

Em geral, o cara mais experiente e vivido leva um ano de adaptação no futebol europeu. Um ano de ostracismo. A grande exceção foi Kaká, que chegou no Milan e explodiu de cara. Mas, Kaká vinha de outra fornada e já tinha lá seus 21 anos de idade quando estreou no Milan.

Neymar iria para o Chelsea, comandado por um técnico italiano, Mancini, em geral forjado mais nos conceitos táticos do que na virtuosidade individual, que é o charme de Neymar.

Tenho, pois, minhas dúvidas de que o menino, lá, teria o espaço e o tempo que o Santos lhe oferece para desenvolver ao máximo seu potencial.

Já de cara, quando se deparasse com aquele caiçarinha mirrado, Mancini, por certo, o mandaria para o departamento de preparação física para ganhar corpo antes sequer de cogitar em aproveitá-lo no time principal.

Na Vila, não. Na Vila, Neymar vai se desenvolver como manda a natureza, com o apoio de todos, sobretudo de Ganso, seu parceiro de longa data e funda afeição.

E, nesse imbróglio todo, vale ressaltar a ação do presidente do Santos, Luís Álvaro, que conseguiu em breve tempo amarrar um pacote de vantagens para o craque capaz de desfazer o encanto da proposta milionária do Chelsea.

Coisa de quem é do ramo e não se submete passivamente aos ditames de um mercado de uma só mão.

Assim como o Corinthians fez com Ronaldo Fenômeno – guardadas as proporções e as características das respectivas negociações -, o Santos abre um novo caminho para o futebol brasileiro se livrar dos grilhões do mercado, que, até agora, só mostrava uma saída: exportar craques, a qualquer preço, em qualquer idade, por qualquer circunstância.

O que, aliás, prova haver neste país condições para elevar-se o nível do espetáculo a um ponto em que nossa dependência ao euro e ao dólar se reduzam a níveis aceitáveis num mundo globalizado. Basta arregaçar as mangas e botar a cabeça pra funcionar.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Futebol internacional, Libertadores | 01:22

INTER EM SINTONIA

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Só foi de virada porque o Chivas achou um gol no primeiro tempo. Caso contrário, no jogo da bola rolada, o Inter, naturalmente, chegaria a 2 a 0, com folga, pois foi muito melhor do que o time mexicano.

E foi melhor, entre outras coisas, porque o técnico Celso Roth, em sintonia com a onda de bom senso que assola o país do Santos de Dorival e a Seleção de Mano, não recuou diante do bicho feio: escalou o meia Giuliano e botou seu time pra jogar lá fora como jogaria em casa, com toques envolventes e pra frente.

Pena que Alecsandro tenha se machucado ainda no primeiro tempo, pois, com ele em campo, a vitória poderia ter sido ainda mais folgada.

Assim, se não subir no salto alto, o Colorado escala o pódium da Libertadores e levanta a taça que já lhe é de direito.

Fechando a fresta

Diante do impasse em que o seu Palmeiras não ganhava um jogo desde sua estreia como salvador da pátria, Felipão foi ao Baradão, escalou três zagueiros de área, quatro volantes e jogou a chave da retranca fora.

Resultado: Vitória, 2 a 0, o que deixa apenas uma fresta por onde Felipão deverá conduzir seu Palmeiras em direção à única luz que brilha no horizonte verde, segundo o próprio treinador – a Copa Sul-Americana.

Depois do jogo, Felipão anunciou que, se for preciso, troca quatro ou cinco titulares. Mas, troca por quem, se o próprio treinador vem repetindo que o Palmeiras não tem elenco suficiente e precisa urgentemente de reforços?

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. INTER, LÂMINA AFIADA
  3. INTER NA FITA, MAS…
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domingo, 1 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 20:50

NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON

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O juiz apitou e o Corinthians encetou uma blitz sobre a área verde. Em cinco minutos, quatro escanteios e um pênalti de Armero que o juiz não deu. E, aos 21, o Timão chegou ao seu gol, numa veloz troca de passes entre Iarley e Bruno César, completada por Jorge Henrique, em posição de impedimento: 1 a 0.

A partir daí, só deu Verdão, que assumiu a posse da bola e o domínio dos espaços, e passou a pressionar o Corinthians até chegar ao gol de empate, aos 33 minutos: cruzamento da direita, cabeceio de Kleber, que Edinho finaliza, no rebote do goleiro Júlio César: 1 a 1. Isso, sem falar no pênalti de Jucilei em Ewerthon que o juiz preferiu olhar para o outro lado.

O Palmeiras seguiu, no segundo tempo, forçando mais no ataque, mas, aos poucos, o Corinthians se reequilibrou e o jogo, embora muito animado, não ofereceu mais nenhum momento de grande emoção.

Bem que Adílson tentou alterar esse cenário, trocando Bruno César por Defederico. Mas, tenho minhas dúvidas de que fosse a melhor alternativa. Assim como Felipao sacou Lincoln, o melhor do time, ao lado de Márcio Araújo, para a entrada de Tinga, em vão.

Quer dizer: Adílson estreou com empate, o que rebaixou seu Corinthians para a vice-liderança do Brasleirão, agora ocupada bravamente pelo Fluminense e Felipão segue sem vencer, desde sua volta para o Palmeiras.

Tudo isso, porém, é muito circunstancial, desde que não vire tendência, claro.

charge felipaoXadilson

Charge com técnicos de Palmeiras e Corinthians (Milton Trajano)

SÁBADO TRICOLOR

No sábado, enquanto o Tricolor carioca assumia a liderança do Brasileirão, ao bater o Furacão no Rio por 3 a 1, com dois gols de Washington, de volta às Laranjeiras, e um de Emerson “Sheik”, o Tricolor paulista inflava sua torcida com um sopro de esperança, ao vencer por 2 a 1 o Ceará no Morumbi.

Nem tanto pela vitória em si, a primeira desde a Copa do Mundo, mas, sobretudo, pelo jeito de jogar, mais ofensivo e descontraído do que aquela humilhante e contida participação diante do Inter, pela Libertadores, no meio de semana.

Mais ainda, quando o técnico, no intervalo, desfez o malfeito dos três zagueiros e soltou seu time, que fez 2 a 0, em excelente participação de Ricardo Oliveira, e até poderia ter ampliado o marcador, não tivesse recuado, no fim, o que propiciou um sufoco do Ceará.

Ficou ainda mais evidente que, se o São Paulo quiser revirar o jogo decisivo pela semifinal da Libertadores diante do Inter, no Morumbi, terá de adotar um esquema e uma escalação muito próxima dessa que encerrou a partida com o Ceará.

Quanto ao Fluminense de Muricy, depois de um primeiro tempo opaco, no segundo, sob o comando mágico de Conca, o Tricolor desencantou e ratificou a vitória que o mantém em privilegiada posição para disputar o título, embora o caminho ainda seja muito longo.

PEIXE COM MEDALHA

O Peixe já merece uma medalha de honra ao mérito por resgatar a emoção do futebol em sua plenitude.

Mesmo com seu time reserva e atuando no campo do adversário, o Santos bateu o Prudente por 2 a 0, sem abdicar jamais do ataque. E isso permitiu que o Prudente, nos minutos finais partisse para um sufoco sensacional, chegando a perder dois pênaltis em seguida.

Quer dizer: perder os pênaltis em termos, pois a participação do goleiro Rafael, utilizando com propriedade o direito de se mexer sobre a linha da meta, certamente influenciou as duas cobranças.

ARSENAL E OS MENINOS

O Arsenal levantou a taça desse torneio de verão disputado no seu estádio, o Emirates, ao bater o Celtic por 3 a 2, em jogo que parecia decidido quando os ingleses dispararam 3 a 0, com certa folga. Mas, o Arsenal é assim mesmo: toca, toca, faz o placar, depois relaxa e corre o risco de levar a virada.

Mas, essa conquista, no fundo, é irrelevante. O importante é que serve para as equipes testarem seus jovens valores nesta fase que antecede a abertura da nova temporada europeia. E houve um desfile de esperanças no Emirates neste fim de semana: no Milan, por exemplo, o aparecimento desse menino de 18 anos, Merckel, nascido no Cazaquistão, mas germânico da cabeça aos pés.

No Arsenal, o atacante Chamakh (é isso mesmo?), um franco-marroquino de estilo e eficiência, além do menino Wilshere, canhoto e inteligente, que já entrara no time durante o campeonato inglês.

Quanto aos dois brasileiros convocados por Mano que participaram desse torneio, Pato foi bem no jogo de sábado, mas no de domingo só entrou já segundo tempo avançado, sem destaque. E Ederson, que não jogou no sábado, participou do empate do Lyon com o Milan e perdeu um gol feito. Mas, jogou bem, sem, no entanto, chamar muita atenção.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. TIMÃO, LÍDER
  3. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 31 de julho de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 15:22

CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS

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São tantos clássicos, que até me perco. O principal deles – não necessariamente pelo significado em si – é  Flamengo e Vasco. Sim, claro, este tem um histórico singular. Mas, sucede que, se o Flamengo cumpre campanha mais ou menos à altura de seu elenco empobrecido, o Vasco estreia uma penca de novas atrações: Felipe, lateral ou meia de extrema habilidade; Zé Roberto, atacante que fez sucesso no Botafogo e no Flamengo, sem contar a volta de Carlos Alberto, meia essencial na volta do Vasco à Primeirona.

Palmeiras e Corinthians fazem o clássico paulista. Felipão busca sua primeira vitória desde que voltou como uma espécie de Messias do Parque. Adílson, o Capitão América na conquista do Grêmio de Felipão da Libertadores, estreia no Corinthians. Mas, quem vai definir o jogo nem é um, nem outro. São os jogadores. E, nesse quesito, o Corinthians está melhor, o que quer dizer pouco num clássico desse porte.

Outro clássico regional é Galo e Raposa. Na tabela, o Cruzeiro está bem melhor do que o Atlético. Mas, isso quer dizer pouco numa disputa dessa tradição. Aliás, acho mesmo que o Galo está mais a fim, o que poderá reproduzir uma surpresa nesse confronto Mas, é apenas um pressentimento.

E o Grenal? Bem, nessa história da guerra eterna dos gaúchos não meto a colher, Nesses casos, não há previsão, nunca. Quando um está em alta, o outro está em baixa, isso é recorrente.

Neste momento, o Inter está em cima e o Grêmio embaixo. Mas, o confronto pode, no fim, determinar a mudança da gangorra, já que isso é tudo para o torcedor e a mídia gaúchos.

Como o Inter está voltado por inteiro na decisão da semifinal da Libertadores contra o São Paulo, não me surpreenderia se o Grêmio levasse a palma.

Emirates Cup

O Milan, que se prenuncia uma catástrofe nesta temporada, levou um baile do Arsenal, mas conseguiu sair de campo com o empate por 1 a 1, graças, a um gol de cabeça de Pato, por sinal, o único milanista a criar duas ou três jogadas de categoria.

Teve o apoio de Flamini, é verdade, e a garantia do goleiro Abiatte, que salvou uns três gols feitos do Arsenal, muito melhor, apesar de todos os desfalques.

O gol do Arsenal foi do estreante franco-marroquino Chamakh, que me fez lembrar do atacante Dinei, ex-Corinthians, na leveza dos movimentos, na invenção dos toques e no talhe físico.

Nada mais injusto do que esse empate, assim como nada mais injusto o empate por 2 a 2 entre Lyon e Celtic, na preliminar. O Lyon dominou três quartos do jogo, fez 2 a 0, com toda a autoridade, mas, depois das várias alterações, tomou o empate nos últimos minutos.

Mas, enfim, esse é o jogo…

Notas relacionadas:

  1. TRÊS VEZES OBINA
  2. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
  3. TIMÃO, LÍDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. Última