Arquivo da Categoria Futebol internacional
18/11/2009 - 21:41
Portugal e França passaram pelo buraco da agulha e, finalmente, chegaram à África do Sul. Com um gol de Meirelles, Portugal bateu a Bósnia, na casa do inimigo, mesmo placar obtido em terras lusitanas dias atrás. E a França teve de penar diante de sua torcida para empatar com a Irlanda, na prorrogação, com um gol vergonhosamente ilegal de Gallas.
No gol da França, aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Henry ajeitou a bola com a mão esquerda, descaradamente, e cruzou para Gallas concluir de cabeça. Um escândalo, a comprovar que não é só aqui que os juízes cometem erros colossais. Na verdade, se o amigo espiar bem o lance, verá que a infração só poderia ser vista por um outro bandeirinha que corresse deste lado do campo, pois o árbitro e o auxiliar do outro lado não tinham visão plena da jogada. Ou, então, o óbvio: se o juiz pudesse recorrer às câmeras de TV. O fato é que tanto Portugal quanto França cumpriram pálidas Eliminatórias e precisam melhorar muito se quiserem fazer boa figura na Copa.
Nem vale discutir se justa ou injusta a decisão do tribunal que suspendeu o trio tricolor por três jogos, justamente a conta para o final do campeonato. Pois, são tantos os meandros e as armadilhas do código que cada um pode interpretá-lo a seu modo. O que vale mesmo é discutir se esse modelo de justiça esportiva no futebol já não está superado há anos.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Copa do Mundo, Eliminatórias, França, Portugal
17/11/2009 - 15:26
Quem esperava um massacre brasileiro em Mascate, cujo nome ilustra bem a presença da nossa Seleção naquela cidade, quebrou a cara. Foram modestos 2 a 0, gols de Nilmar, que vai se firmando no grupo para a Copa, e do zagueiro árabe, contra, ao ser apertado na área por Hulk, a grande novidade da equipe, no segundo tempo.
Parte, porque a Seleção de Omã não é tão cega de bola como se imaginava por aqui. Parte, porque nosso time não revelou interesse suficiente para emplacar uma goleada, embora tenha perdido várias chances, assim como os árabes, diga-se. Ambos esbarraram, sobretudo, no bom desempenho dos dois goleiros.
Basta dizer que Kaká, a estrela da Cia. Amarela, só entrou em cena nos últimos minutos do primeiro tempo, para deixar definitivamente o campo no intervalo.
E é aqui que a porca torce o rabo: no seu lugar entrou Júlio Baptista, a antítese de Kaká: a força no lugar do talento.
Aliás, várias foram as substituições feitas por Dunga no segundo tempo, mas nenhuma incluiu o nome de Alex, ex-Inter, o mais indicado para conferir um tantinho de criatividade no nosso meio de campo tão carente desse atributo essencial.
Mas, enfim, como o que vale, nestes tempos bicudos, é o resultado, nosso time soma mais uma vitória num ano pródigo em bons resultados.
Cuco e ferrolho
No clássico de Carol Reed, O Terceiro Homem, o genial Orson Welles, no papel do nefando Lime, imortalizou a frase: “Em quinhentos anos de democracia, a única contribuição da Suiça à humanidade foi inventar o cuco”.
Acrescento: inventou também o ferrolho – essa retranca que subsiste até hoje no nosso futebol sob vários disfarces.
Finalmente, só agora, os suíços conseguiram romper essa barreira ganhando o Mundial de 17, de cabo a rabo, eliminando Brasil e outros mais cotados. Belê!
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: amistoso, Mundial Sub-17, Nilmar, Seleção Brasileira, Suíça
08/11/2009 - 21:18
Para o Palmeiras, era uma questão de preservar a liderança, nem que fosse ao lado do São Paulo. Para o Fluminense, era uma questão de sobrevivência na Série A do Brasileirão – vida ou morte.
E foi isso que pautou o emocionante, embora pontilhado de muitas faltas, jogo do Maracanã, na comovente vitória do Fluminense por 1 a 0, gol de Fred, de cabeça, aos 15 minutos do segundo tempo: o Tricolor, o tempo todo atrás da vitória; o Verdão, o tempo todo, evitando a derrota.
Sim, é verdade, houve aquele gol de Obina, absolutamente legal, que Simon, em fase deplorável, anulou sabe-se lá por que cargas d’água. Mas, isso foi tudo o que o Palmeiras fez ofensivamente. De resto, afundou-se em total falta de criatividade no seu meio campo, mesmo depois que Muricy trocou um dos supérfluos zagueiros (Marcão) pelo meia Deyvid Sacconi, tarde demais.
Em contrapartida, o Flu era flama que Conca elevava ou baixava de acordo com a necessidade do jogo e pura aplicação.
Dessa forma, o Verdão perdeu a liderança e o Flu atingiu o limiar da fuga do rebaixamento, somando uma série de meia dúzia de jogos invictos no Brasileirão, um prodígio para quem já parecia destinado à queda irreversível.
O GRANDE VENCEDOR
Sem dúvida, o grande vencedor deste domingo foi o Flamengo, que meteu 3 a 1 no Galo em pleno Mineirão.
E aqui, mais uma vez, sou obrigado a abrir um espaço especial para falar de Petkovic, esse sérvio de fina cabeça e bola redonda, pedra de toque do Flamengo que, de time comum, deu esse salto prodigioso para a terceira colocação, com grandes chances de empalmar a taça, a partir do instante em que o gringo entrou na equipe, sem nenhuma expectativa, diga-se, à época.
Neste domingo, simplesmente, ele perpetrou seu segundo gol olímpico no campeonato, um atrás do outro. Ora, sabemos que gol olímpico é aquele lance esporádico, marcado de vinte em vinte em vinte anos. Pois, Pet fez dois, em poucos dias.
Além do mais, e o mais importante, é sua infinita capacidade de armar a equipe como só os grandes meias do passado o eram.
Enfim, deixaram, e o Mengão está aí, a dois passos da liderança.
O FENÔMENO
Falo de Pet e sou obrigado a apontar para Ronaldo, o Fenômeno, que decidiu o jogo com o Santo André, no Pacaembu, com um golaço de fora da área e uma assistência precisa para Dentinho definir o placar.
E aí é fácil entender por que o Corinthians viveu aquela fase de baixa ao longo do campeonato. Coincidentemente, a coisa se deu enquanto Ronaldo se recuperava de delicada lesão no punho.
Ao recuperar um tiquinho de condições físicas e técnica, pronto! Já está fazendo a diferença!
VASCO DE VOLTA
Sou do tempo em que o Vasco era a maior potência técnica do futebol brasileiro, e dono do terceiro maior estádio do país, abaixo apenas do Maracanã e do Pacaembu, onde botava pra jogar um timaço que era a própria Seleção Brasileira – Barbosa; Augusto e Wilson Capão; Eli, Danilo e Jorge; Tesourinha ou Friaça, Maneca, Ademir de Menezes, Ipojucã e Chico.
Mais tarde, montou outro esquadrão, com Hernani; Paulinho e Bellini; Laerte ou Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho (depois, Almir Pernambuquinho), Vavá, Walter (depois, dr. Rúbis) e Pinga.
Esse Vasco não podia cair. E, se caísse, por obra do destino e dos desmandos de seus dirigentes, teria de voltar rapidamente. Foi o que fez, para o bem do futebol brasileiro.
LÁ FORA
O clássico inglês, apesar da disposição ofensiva das duas equipes, foi tenso, corrido, mas pouco emocionante, pela ausência de chances de gol claras e bem definidas. Ganhou Chelsea, por 1 a 0, gol Terry, o zagueirão, de cabeça, em bola alçada por Lampard, jogada manjadíssima dos azuis.
Mas, na verdade, o Manchester United foi ligeiramente superior na bola rolando. Isso, porém, não conta pontos e o Chelsea é o líder isolado, enquanto o Arsenal, que goleou mais uma vez, no sábado, vem comendo pelas beiradas.
Dois levantamentos de Ronaldinho Gaúcho, e o Milan venceu a Lazio por 2 a 1. No primeiro, Thiago Silva emendou de cabeça; no segundo, foi Pato. O Milan, assim, vai dando sinais de recuperação – já é o quarto ou quinto jogo invicto – depois de um início de temporada deplorável. Mas, é evidente a queda de produção do time no segundo tempo.
Talvez, por conta da idade do trio de meio-de-campo – Seedorf, Pirlo e Ambrosini -, talvez, por deficiência na preparação física, não sei.
No Campeonato Espanhol, segue a disputa paralela entre Barça e Real, com a vitória de ambos neste fim-de-semana: o Barça meteu 4 a 2, no Mallorca, e o Real bateu o rival madrilenho, o Atlético, por 3 a 2, com gols de Kaká e Marcelo.
Nenhum dos dois, porém, ainda está praticando aquele futebol dos sonhos que seus elencos sugerem, pelo menos, não, até o final do ano, com a sobreposição da Liga dos Campeões com o campeonato nacional.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Campeonato Brasileiro, Campeonato Espanhol, Campeonato Inglês, Campeonato Italiano, Ronaldo, Vasco
05/11/2009 - 00:15
Se no primeiro tempo o 1 a 1, gols de Rafael e Dagoberto, mais ou menos refletiu o equilíbrio das duas equipes, no segundo, as circunstâncias levaram o São Paulo a celebrar o empate como um grande feito.
Afinal, quando o juiz apitou o encerramento da partida, o Tricolor estava com oito jogadores contra onze. E nem mesmo levou um daqueles sufocos tradicionais – bolas nas traves e tal e cousa e lousa e maripousa.
Assim, acabou sendo um placar até favorável ao Tricolor paulista, embora correndo o risco de perder a liderança para o Verdão, no fechamento da rodada, no fim-de- semana. Sobretudo, porque tudo isso serviu para forjar ainda mais a alma tricolor na disputa pelo título.
AMARELINHA QUE AMARELA
Os meninos da Argentina, alguns como Villalva e Araujo de primeira categoria, venciam, já no segundo tempo, por 2 a 0 a Colômbia, pelo Mundial de 17. Mas, a Colômbia, virou para 3 a 2, com merecimento e dando de lambuja um pênalti convertido e anulado pelo juiz, sob a alegação de que houve invasão.
Confesso que espiei bem o lance e não vi a tal da invasão, antes da cobrança do pênalti.
Aproveito, então, para mandar um recadinho ao meu chapa, grande repórter e âncora da Jovem Pan, Wanderley Nogueira, detrator contumaz dos nossos meninos em favor dos hermanos: pelo visto, a camisa amarela da Colômbia bastou para amarelar os nossos irmãos do sul, como tem acontecido há anos entre os marmanjos.
ALÁ, MEU BOM ALÁ!
O Barça, no seu toque-toque, não conseguiu varar a retranca absoluta do Rubin Kazan, pela Liga dos Campeões.
O técnico adversário montou um ferrolho com onze dentro da sua grande área, e, lá na frente, apenas Alá e Maomé, Seu Profeta, invocados sempre pelo rosário entrelaçados nos dedos. A coisa, com todo respeito, deve funcionar, pois o Barça, apesar do domínio absurdo de bola, coisa de 90 por cento, meteu uma bola no poste, com Ibrahimovic, e desperdiçou, por baixo, mais umas quatro oportunidades claras de abrir a contagem, que se fechou até o final.
Em contrapartida, o Arsenal, a versão inglesa do Barça sem o mesmo resultado, goleou o holandês AZ, em casa, numa exibição de gala de Fabregas, volante que vira meia e vira artilheiro assim como quem está tomando um copo d’água.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Argentina, Arsenal, Barcelona, Grêmio, Liga dos CAmpeões, Mundial Sub-17, São Paulo
04/11/2009 - 00:30
O São Paulo vai ao Olímpico não apenas em busca de uma vitória, mas, sobretudo, atrás de gols suficientes para tirar a vantagem do Palmeiras, nas contas finais da liderança. Até agora, são três gols a mais do Paleiras. No resto, estão rigorosamente empatados.
Como até mesmo essa diferença é pequena, corremos o risco de esse campeonato ser decidido pelo quesito fair-play. Ou seja: ganha quem tiver menos cartões amarelos e vermelhos.
Pelo senso comum, não deve ser sobre o Grêmio, no reino encantado do Tricolor gaúcho, que o Tricolor paulista deverá tirar essa diferença. Ao contrário, se voltar de lá com um empatezinho maneiro já será um alívio.
Mas, pela lógica perversa deste Brasileirão, tudo é possível, até uma goleada, de qualquer dos Tricolores em ação.
Caso estranho
Muito estranho esse caso: Val Baiano, o implacável artilheiro do Barueri, que foi para a geladeira na derrota do seu time para o São Paulo, por causa daquela história mal contada sobre suposta viagem da mala branca, volta já no próximo jogo, juntamente com Renê, outro citado de viés nesse episódio.
Na prática, só o São Paulo levou vantagem em todo o imbroglio.
Liga dos Campeões
Milan e Real fizeram um jogo emocionante e de boa técnica, no San Siro, com destaque para kaká e Marcelo, pelo Real, e de Ronaldinho e Pato, pelo Milan.
Ah, dirá o amigo mais cético, o cara está puxando a sardinha para os brasileiros. Não, nada disso, caso contrário elogiaria também Dida, que pegou algumas bolas difíceis, mas que falhou em vários outros lances.
De fato, os brasileiros citados jogaram bem, e Ronaldinho marcou para o Milan, de pênalti, enquanto Marcelo e Kaká construiram a jogada do gol de rebote de Benzema.
Mas, as melhores jogadas foram realizadas por Pato, que marcou um gol belíssimo anulado inexplicavelmente pelo juiz, que deve ter dado toque, num lance em que o brasileiro carregou a bola claramente com o o peito.
Por seu lado, o Manchester United classificou-se para a próxima fase da liga dos Campeões ao empatar com o CSKa por 3 a 3, numa reação fulminante, depois de estar perdendo por 3 a 1.
Muito desfalcado, o Manchester não se achava em campo até a água bater no queixo. Aí, já pela metade do segundo tempo, encetou a reação que deixou tudo igual e lhe garantiu a vaga.
A turma precisa aprender que inglês e alemão só para de jogar quando o juiz apita o fim da partida. Antes, não, em quaisquer circunstâncias.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Grêmio, Liga dos CAmpeões, São Paulo
31/10/2009 - 14:40
Meu chapinha Rodrigo Bueno, um dos jovens cronistas esportivos mais bem informados e formados da praça sobre futebol internacional, foi na mosca, na transmissão pela Espn da vitória do Arsenal sobre o Tottenham, no Derby Londrino, por 3 a 0, neste sábado: ah, se tivéssemos um treinador como Arséne Wenger, que busca a excelência acima do resultado…
Apesar de dispor de um orçamento milionário, Wenger (ou será Lupin, o investigador refinado saído da pena de Maurice Le Blanc?), prefere garimpar talentos quase anônimos para montar seus times sob o prisma do espetáculo, antes de mais nada. E o que se vê, a cada rodada, é esse futebol nem sempre vitorioso, mas inegavelmente aprazível, pleno de toque de bola, envolvente, insinuante e agressivo, que nunca despreza o lance inventivo e surpreendente, que justifica o título acima, uma simbiose de Arséne com Arsenal.
Se há algum tempo o Arsenal não ganha títulos, já bateu recordes históricos no secular futebol inglês, ainda outro dia, nos tempos de Henry e cia. E contribuiu em muito para transformar o campeonato inglês na mais gostosa e competitiva Liga mundial.
Sim, temos por aqui alguns poucos técnicos comprometidos com o espetáculo, além do mero resultado. Mano, do Corinthians, Adílson, do Cruzeiro, por exemplo. Assim como o foi por muito tempo Luxemburgo, hoje disperso entre tantos outros afazeres.
Mas, a imensa maioria, apoiada por boa parte da mídia, das torcidas e das diretorias dos clubes, prefere apostar no resultado como recurso de preservação do cargo.
É a cultura do brasileiro, dizem. Não é, se esticarmos essa visão por um período histórico maior do que as úlimas duas décadas. Mas, ainda assim: cultura é algo que se cultiva, volúvel, pois: O que vale hoje não significa nada amanhã.
O futebol inglês, até outro dia, era uma chatice sem fim: bola na área, para os grandões lá meterem a cabeça. Hoje, é uma graça, sobretudo pela variedade de estilos e conceitos, mas, todos – Arsenal, Manchester, Chelsea, Liverpool, para ficarmos só com os grandes – comprometidos com o sentido do jogo: a busca permanente do gol.
Acorda, Brasil!
SAUDADES, JUVENAL
Vi pouco o zagueirão Juvenal em ação, que atuou de 43 a 59. Mas, se pudesse descrevê-lo buscaria as tintas e as linhas de Gauguin: um negro de formato sólido, quadrado, nariz achatado, pernas curvas e expressão ausente.
Firme no combate, porém, técnico no primeiro passe, Juvenal, embora sem a altura dos beques atuais, era excelente no corte de cabeça em sua área.
Ainda que baiano, começou lá no Sul, e viveu seu auge no Flamengo e no Palmeiras, onde se sagrou campeão do mundo, na célebre Copa Rio de 51. Mas, perdeu a Copa de 50, de cujo time brasileiro era o último remanescente, e pagou um preço altíssimo por isso, junto com o goleiro Barbosa e o lateral-esquerdo Bigode. Os três foram estigmatizados pelo resto de suas vidas: Bigode, porque não parou Gigghia; Juvenal, porque não lhe deu a devida cobertura, e, Barbosa, porque não aparou o tiro fatal.
Dizia-se, na época, que Juvenal era chegado a uma manguassa (ou será manguaça?), uma mardita. Mas, isso , na época – terá mudado tanto? -, era mais ou menos lugar-comum. O fato é que Juvenal foi um baita zagueiro, num tempo em que os beques tinham de se haver, mano-a-mano com atacantes de extrema habilidade, sem as tantas proteções extras de hoje em dia.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Arsenal, Arsene Wenger, Tottenham
28/10/2009 - 16:16
Na lista de Dunga para os últimos amistosos do ano, nenhum nome doméstico, o que é ajuizado diante desse Brasileirão tão disputado. Mas, há quatro novidades de fora: dois novos laterais esquerdos (Michel Bastos e Fábio Aurélio) e dois atacantes (Hulk e Carlos Eduardo).
Fábio Aurélio era invocado por muita gente há tempos, e merece. Assim, como vale a pena vermos em ação Hulk (outro Afonso?), o hábil Carlos Eduardo (ex-Grêmio) e Michel Bastos. Não custa nada.
FUTEBOL EM 3D
Leio na Internet que o clássico mexicano entre América e Chivas foi o primeiro jogo de futebol na história a ser transmitida por tv em 3D. A notícia não entra em detalhes sobre como essa coisa funcionou.
Mas, vale lembrar que o inventor italiano Marconi, lá no começo do século passado, já imaginava a tv em cores e em três dimensões, praticamente holográfica. Isto é: uma redoma de vidro sobre um tubo, em que se poderia ver as cenas transmitidas por qualquer lado, como se o0 espectador estivesse num teatro de arena. Ainda chegaremos lá.
VIERI, QUEM DIRIA?
Vieri, o veteraníssimo artilheiro italiano, que já chegou a ser o jogador mais caro do mundo, só precisa passar nos exames médicos para desembarcar de repente no Botafogo de Ribeirão Preto. Há anos, Vieri não joga nada. Mas, que será uma grande atração para o Campeonato Paulista, ah, sem dúvida, será!
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: Dunga, Vieri
08/10/2009 - 14:52
Pode até parecer uma cilada do destino: no instante em que o técnico Dunga pode dar o arremate final no elenco que irá à Copa, o jogo é lá nas alturas de La Paz.
Quer dizer: se Dunga decidir aplicar um teste decisivo com alguns dos recém convocados, tipo Sandro, Alex, Diego Tardelli, Diego Souza etc., terá de fazê-lo numa situação atípica, em que os testados já entrarão em campo sob o peso dos efeitos da altitude.
Mas, talvez, esse também venha a ser um teste a mais, quem sabe?
Mesmo porque, na Copa, teremos de enfrentar esse problema da altitude, nunca, claro, como em La Paz. Tanto, que a CBF se programa para levar a concentração brasileira, na fase pré-Copa, para alguma de nossas montanhas friorentas, mas, sem o empecilho do ruço de Teresópolis.
O fato é que Dunga terá de aproveitar o jogo de domingo contra a Bolívia e o de quarta contra a Venezuela para colocar em ação essa nova turminha que começou a orbitar na zona da convocação final.
Aliás, eu gostaria muito de ver, por exemplo, esta formação, do meio-de-campo pra frente: Sandro e Lucas; Kaká e Alex; Nilmar e Diego Tardelli. Ou qualquer coisa no gênero. Duvido que Dunga tenha tal ousadia. Não combina com seu perfil de um treinador que, antes de tudo, busca a segurança máxima. Portanto, não abriria mão de uma escalação já mais entrosada, mantendo a base e o esquema vitoriosos nesta sua jornada à frente do time nacional.
Pelo que se consegue vislumbrar através do ruço da Granja Comary, no máximo, o nosso técnico arriscaria uma experiência com o lateral-esquerdo Filipe no lugar de André Santos. E uma ou outra das alternativas supra citadas, no decorrer da partida.
Aliás, na verdade, quem acabará escalando nosso time para o jogo de La Paz será mesmo os departamento médico, os fisiologistas, de acordo com avaliação do poder de resistência à altitude de cada um dos componentes do elenco.
Uma pena.
Isso, porque há os que sucumbem só ao pensar nessa síndrome. E há os que nem estão aí com a tal de altitude, e jogam como se estivessem à beira-mar. Nesse negócio, entram não apenas o pulmão, mas, sobretudo, a cabeça e a alma.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: altitude, Bolívia, Dunga, Seleção Brasileira
04/10/2009 - 21:05

O Verdão manteve o trono intacto, ao bater o Santos por 3 a 1, num jogo equilibrado no primeiro tempo, e mais ameno no segundo, quando o placar começou a rebolar.
E olhe que foi o Santos quem saiu na frente, com um disparo fatal de Luizinho da direta, logo aos 9 minutos da etapa final.
Mas, o Palmeiras estava bem postado e empatou logo em seguida, com Diego Souza, o nome do jogo, de cabeça, para ampliar aos 28, com Robert, que entrara no lugar de Obina.
Por fim, Love sacramentou os 3 a 1, numa bela trama de Cleiton Xavier e Robert, que limpou do goleiro, antes de o artilheiro empurrar para as redes vazias.
Assim, o Palmeiras permanece na liderança, com folga, com pinta de quem não irá entregar o ouro facilmente, enquanto o Santos segue patinando lá pelo meio da tabela.
OS PERDEDORES
Os grandes perdedores desta rodada foram, sem dúvida Goiás e Inter.
O Goiás, que levou de 3 a 1 em pleno Serra Dourada, na maior surpresa deste fim-de-semana, pelo menos se mantém ali na órbita da clasificação para a Libertadores.
Mas, o Inter caiu fora da zona de classificação e começa a ver o líder Palmeiras com a perspectiva embaçada. O diabo é que não se trata de um tropeço esporádico, desses que podem acontcer com qualquer um, como, por exemplo, parece ter ocorrido com o Goiás, pois o Inter vem somando insucessos um atrás de outro, depois de um fulgurante momento no campeonato.
O último, esse diante do Coritiba no Couto Pereira, por 2 a 0, quando foi dominado a maior parte do tempo pelo Coxa, que poderia tre ampliado o escore, casa Marcelinho Paraíba alcançasse aquela bola que zunia a meta desguarnecida do Colorado.
Ou muito me angano, ou o Beira-Rio va pegar fogo.
A FESTA CONTINUA
No embalo da escolha para sede da Olimpíada, o Rio invadiu o Maracanã, no mais clássico dos clássicos brasileiros – o Fla-Flu.
Só que desta vez, a festa não foi de todos os cariocas, só dos rubro-negros, que mais uma vez revrenciaram o Imperador, autor dos dois gols da vitória do Fla sobre o Flu, que segue cada vez mais lanterna do campeonato.
Em contrapartida, o Flamengo já começa a rondar a zona da Libertadores, com todo o potencial para lá chegar, no final das contas.
Pois, além do Imperador, tem Pet, tem Zé Roberto em plena recuperação anímica e técnica e tem esse timoneiro tranquilo, capaz de tocar o barco em meio às recorrentes ondas de euforia e depressão que costumam invadir a Gávea – Andrade.
INGLESANDO
O Arsenal levou 1 a 0, empatou, levou 2 a 1 e, em seguida, despejou um caminhão de gols sobre o Blackburn – 6 a 2, numa tarde de gala do armador Fabregas. Foi um shoew de toque-toque do Arsenal, mesmo quando perdia o jogo, que dirá quando passou a vencer. Dá gosto ver esse time jogar.
Já o Manchester vacilou, e só conseguiu empatar seu jogo com o Sunderland, em pleno Old Trafford. E empatou no finalzinho, com um gol canhestro de Evra, embora o seu primeiro, de Berbatov fosse uma pintura – um voleio vertiginoso.
Quem não vacilou foi o Chelsea, que, no clássico com o Liverpool, meteu 2 a 0, em plena inspiração de Drogba, e assumiu a liderança do campeonato mais gostoso de se ver, seja pela técnica, seja pelo empenho, seja pela emoção presente o tempo todo, e qualquer jogo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Campeonato Brasileiro, Campeonato Inglês; Arsenal; Manchester United; Chelsea;, Coritiba, Flamengo, Fluminense, Internacional, Palmeiras
30/09/2009 - 23:58
Uma vitória como essa, sem dúvida, injeta uma dose extra de força moral na caminhada do São Paulo em disputa do título.
Depois de um primeiro tempo apático, em que foi plenamente dominado pelo Naútico, nos Aflitos – que perdeu um pênalti, abriu o placar com Bruno Mineiro, e ganhou um jogador a mais, com a expulsão de Jr. César -, o Tricolor transfigurou-se no segundo, e o jogo correu sobre o fio da navalha até o apito final.
O Tricolor voltou ligado, e, logo após a entrada de Hugo, Hernanes empata, de falta. E, apesar da expulsão de Richarlyson, vira o jogo no finalzinho, com Hugo, em passe medido de Oscar, o menino que mudou a cara do time nos minutos finais. E fatais, para o Timbu.

Charge de Milton Trajano
LIGA E MUNDIAL
Na Liga dos Campeões, o Real passou fácil pelo Olympique de Marselha – 3 a 0, com dois gols de Cristiano Ronaldo e um, de pênalti, de Kaká, enquanto Bayern e Juve empatavam por 0 a 0 e o Manchester United batia, de virada, o Wolfsburg, por 2 a 1.
A nota da rodada foi um dos gols de Cristiano Ronaldo: bola lançada, quicou na saída do goleiro, que saltou esperando o toque por cobertura do português, que, ao contrário, bateu rasteirinha. Simples, óbvio, genial.
Já no Mundial Sub-20, o Brasil não foi além de um empate sem gols com a República Tcheca. Claro: o único chute a gol dos dois times foi disparado por Alex Teixeira, o melhor em campo, que se chocou com o travessão. De resto, foi um tediosos toque-toque interminável.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: Cristiano Ronaldo, Kaká, Liga dos CAmpeões, Mundial Sub-20, Náutico, Real Madrid, São Paulo
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