Fórmula 1 | Blog do Alberto Helena Jr.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010 Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Fórmula 1 | 13:59

VÃO VER SE ESTOU NA ESQUINA

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Confesso que fiquei pasmo diante da linha de perguntas de nossa jovem imprensa na entrevista coletiva com Dorival Jr., depois da vitória santista na Vila.

O Peixe acabara de realizar uma partida impecável e venceu com sobras o Vitória, dando espetáculo e distribuindo criatividade em campo.

Eis, então, que lá vem a metralhadora de bílis dos mal-humorados repórteres: que você vai fazer com Neymar, que errou o pênalti?; não foi muita irresponsabilidade do jogador?; como vai ser no Barradão, lá é fogo; Ganso deixou o campo contrariado?; e assim foi, como se o Santos acabara de levar um baile do Vitória em plena Vila Belmiro e o título da Copa do Brasil já tivesse ido pelo ralo.

Ora, vão ver se estou na esquina.

CLÁSSICO NO AR

O clássico paulista a ser travado domingo já está no ar. Será a estreia de Adilson Batista no Corinthians contra Felipão em busca da sua primeira vitória desde que reassumiu o Palmeiras.

Com a ausência de Roberto Carlos, Adilson parece disposto a improvisar o zagueiro central Castan por ali, talvez como um lateral-esquerdo recuado ou mesmo um terceiro zagueiro. Huummm…  Já o desafio para Felipão é montar seu time de maneira que o meio de campo consiga reter mais a bola e afiar o passe para que a bichinha chegue mais redonda ao ataque. Pelo menos, houve tempo para treinar isso. Vejamos no que dá.

SHOW DE MARADONA

Maradona não poderia se retirar de cena sem um número performático como esse: meteu a boca  no presidente da Associação Argentina de Futebol, Júlio Grandona, seu fã até a morte, e disse que foi traído pelo supervisor Billardo, de quem foi capitão na conquista da Copa de 86. Billardo respondeu prometendo revelar intimidades comprometedoras de Maradona à frente da Seleção Argentina.Virou cortiço.

MASSA E O TRAMBIQUE

Felipe Massa prometeu não mais repetir a vergonhosa atitude do último GP de Fórmula-1. Quer dizer: admitiu publicamente o que todo mundo viu: deixou Alonso passar, propositalmente, por ordem da escuderia. Logo, não restará à FIA puni-lo severamente, juntamente com a Ferrari e Alonso, o beneficiário da manobra, irregular, segundo os regulamentos da Fórmula-1.

O fato é que essa praxe – a de favorecer mais a equipe do que os pilotos -, tão antiga e conveniente para as escuderias, acaba se sobrepondo, na prática, até mesmo ao regulamento e à ética básica da competição.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  3. TARDE DE VINGANÇAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 5 de novembro de 2008 Fórmula 1 | 16:43

PINTANDO O MUNDO

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Pela primeira vez, um negro venceu o campeonato mundial de F-1. Pela primeira vez, os EUA elegeram um presidente negro, ou, marron, segundo sua própria denominação, o que, há bem pouco tempo, seria considerado uma impossibilidade, em país tão marcado pelo racismo.

Mudou o mundo, para melhor, ou simplesmente são mudanças para que nada mude, como diria o céptico sábio siciliano? Não me atrevo a responder. Mas, me faz lembrar de um episódio perdido na história do futebol, contado por Rubens Minelli, jogador à época.

O técnico Caetano de Domenico, então, resolveu escalar o seu Nacional da rua Comendador Souza só com jogadores brancos, segundo ele, mais disciplinados taticamente. A cada jogo, uma lavada. E, a cada jogo, ao descer para o vestiário, o crioulo Charuto, ícone do clube, sussurrava ao ouvido do técnico: “É preciso pintar esse time”. Até que de Doemencio explodiu: “Pintar como, Charuto?”. Charuto: “Pintar de preto, seu Caetano”.

Seu Caetano pintou o Nacional de preto, e o time melhorou. Mas, continuou na lanterna, até o final do campeonato, como, aliás, era de seu hábito nos anos 50, com brancos, pretos ou marrons. Moral da história: o talento, como todas as virtudes e defeitos, não tem cor.

Notas relacionadas:

  1. MASSA, NOSSO ÍDOLO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 3 de novembro de 2008 Fórmula 1 | 16:17

MASSA, NOSSO ÍDOLO

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O amigo sabe do meu desamor pelo automobilismo. E desamor não quer dizer desprezo, contrariedade, nada disso. Apenas é uma competição que não consegue me contagiar, essas coisas. Os motivos, se podem ser detectados, não vêm ao caso.

Mas, não consigo me distanciar da figura de Felipe Massa e das circunstâncias que o fizeram ganhar a corrida em Interlagos e perder o título mundial para o inglês Hamilton, o primeiro negro campeão do mundo de F-1.

Desconfio que essa estranha combinação do destino queira nos dizer algo. Algo como timbrar uma estrela na testa do brasileirinho, e, ao mesmo tempo, repudiar um secular preconceito.

Massa está destinado a ser campeão do mundo, mais cedo ou mais tarde. Tá na cara, até mesmo para quem, como eu, nada entende desse troço. E Hamilton está aí para contrariar o preconceito, segundo o qual o negro é bom em atletismo, futebol, basquete, enfim, qualquer esporte intuitivo que não exija cérebro e controle emocional.

Se Hamilton tivesse sido campeão nos tempos de Fangio, Gonzales ou Villorese, quando as máquinas eram primitivas em relação às atuais, não seria tão emblemático, em que os carros de F-1, são verdadeiros computadores ambulantes.

Quanto ao nosso Massa, é um menino de ouro, o típico ídolo nacional que cai bem na cultura e na história do Brasil, ao contrário do ácido Piquet e do carismático (no sentido religioso e social) Senna. Bem-humorado, sempre, batalhador, competente, parceiro de seus parceiros, ousado na pista e modesto fora dela, deu uma aula de civilidade ao conter sua natural decepção, na entrevista coletiva depois da prova.

Massa não ganhou o título mundial, mas ganhou definitivamente o coração dos brasileiros, o maior de todos os campeonatos.

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