VÃO VER SE ESTOU NA ESQUINA
Confesso que fiquei pasmo diante da linha de perguntas de nossa jovem imprensa na entrevista coletiva com Dorival Jr., depois da vitória santista na Vila.
O Peixe acabara de realizar uma partida impecável e venceu com sobras o Vitória, dando espetáculo e distribuindo criatividade em campo.
Eis, então, que lá vem a metralhadora de bílis dos mal-humorados repórteres: que você vai fazer com Neymar, que errou o pênalti?; não foi muita irresponsabilidade do jogador?; como vai ser no Barradão, lá é fogo; Ganso deixou o campo contrariado?; e assim foi, como se o Santos acabara de levar um baile do Vitória em plena Vila Belmiro e o título da Copa do Brasil já tivesse ido pelo ralo.
Ora, vão ver se estou na esquina.
CLÁSSICO NO AR
O clássico paulista a ser travado domingo já está no ar. Será a estreia de Adilson Batista no Corinthians contra Felipão em busca da sua primeira vitória desde que reassumiu o Palmeiras.
Com a ausência de Roberto Carlos, Adilson parece disposto a improvisar o zagueiro central Castan por ali, talvez como um lateral-esquerdo recuado ou mesmo um terceiro zagueiro. Huummm… Já o desafio para Felipão é montar seu time de maneira que o meio de campo consiga reter mais a bola e afiar o passe para que a bichinha chegue mais redonda ao ataque. Pelo menos, houve tempo para treinar isso. Vejamos no que dá.
SHOW DE MARADONA
Maradona não poderia se retirar de cena sem um número performático como esse: meteu a boca no presidente da Associação Argentina de Futebol, Júlio Grandona, seu fã até a morte, e disse que foi traído pelo supervisor Billardo, de quem foi capitão na conquista da Copa de 86. Billardo respondeu prometendo revelar intimidades comprometedoras de Maradona à frente da Seleção Argentina.Virou cortiço.
MASSA E O TRAMBIQUE
Felipe Massa prometeu não mais repetir a vergonhosa atitude do último GP de Fórmula-1. Quer dizer: admitiu publicamente o que todo mundo viu: deixou Alonso passar, propositalmente, por ordem da escuderia. Logo, não restará à FIA puni-lo severamente, juntamente com a Ferrari e Alonso, o beneficiário da manobra, irregular, segundo os regulamentos da Fórmula-1.
O fato é que essa praxe – a de favorecer mais a equipe do que os pilotos -, tão antiga e conveniente para as escuderias, acaba se sobrepondo, na prática, até mesmo ao regulamento e à ética básica da competição.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Adilson Batista, Argentina, Corinthians, Felipão, Felipe Massa, Maradona, Palmeiras, Santos