Arquivo da Categoria Copa Sul-Americana
19/11/2009 - 00:21

A ida do Palmeiras ao Olímpico só não foi uma tragédia sem par porque o Grêmio, do início ao fim do jogo, parecia disposto tão somente a preservar sua longa invencibilidade em casa: fez 1 a 0, com Rafael Marques no finzinho do primeiro tempo, e completou o placar com Max Lopes aos 22 minutos do segundo, quando o Verdão estava com apenas nove jogadores, já que Obina e Maurício, ao cabo da etapa inicial, trocaram sopapos em campo.
Mas, se não foi uma tragédia, acabou sendo uma catástrofe. E nem me refiro especificamente à briga dos dois jogadores palmeirenses. Pois, antes disso, durante todo o primeiro tempo, onze contra onze, o Verdão parecia inteiramente desmobilizado. Jogava sem aspiração, muito menos inspiração. Parecia estar ali pelo meio da tabela, garantindo uma vaga na Sul-Americana e olhe lá!
O sempre plugado Muricy caminhava na beira do gramado com uma expressão vazia, de quem não já havia jogado a toalha.
Ora, o Palmeiras, se já abdicou da luta pelo título, tem é de se desdobrar para não perder a vaga na Libertadores, já que vem gente atrás com sede e fome em busca dessa primazia. Remontar esse time, a partir da alma destroçada, com tantos desfalques, não vai ser mole, meu.
FLUBELÊ!
Esse time está mesmo encantado. Talvez não consiga escapar do rebaixamento no Brasileirão. Mas, se isso for mesmo inevitável, cairá de fronte erguida e alma lavada pela extraordinária recuperação nas últimas rodadas do campeonato nacional, e, sobretudo, pela heróica virada sobre o Cerro Porteño num Maracanã iluminado, o que levou o Tricolor à final da Copa Sul-Americana.
E olhe que Fred, o artilheiro implacável dos últimos tempos, perdeu dois gols que não perde jamais. Marcaram, no finzinho do jogo, Gum e Alan, depois de passar o tempo todo perdendo por 1 a 0.
Beleza, Flu.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana
Tags: Fluminense, Palmeiras
04/12/2008 - 00:37
O sofrido gol de Nilmar, no finzinho da prorrogação, não foi por acaso, embora todo o desenho da jogada possa sugerir o contrário. O gol de Nilmar, que deu ao Inter o primeiro título de um clube brasileiro da Copa Sul-Americana, na verdade, só podia ter sido de Nilmar, como timbre de nobreza a esse craque renascido tantas vezes das cinzas.
Desde que voltou de seu último longo estágio de recuperação, Nilmar vem jogando um bolão, cada vez mais fino, rodada a rodada do Brasileirão, rodada a rodada da Sul-Americana. E marcando gols providenciais, de canelça, de cabeça, no bate e rebate com este contra o Estudiantes, quando não irretocáveis pequenas obras-primas.
Nesta noite de quarta, por exemplo, foi sempre o jogador mais agudo de seu time, aquele que, leve e veloz, infiltrava-se na zaga inimiga com o perigo expresso nos dois pés. Sobretudo, numa noite de pouca inspiração de seu parceiro ilustre, o canhoto Alex, cuja substituição foi um equívoco do técnico Tite, embora Taison, seu substituto, tenha dinamizado o lado direito do Inter, zona morta até então.
Mas, é que Alex, num chute à meia ou longa distância, numa cobrança de falta, poderia definir um jogo tão enroscado para o Inter como esse, em que tomou o gol de Alayes aos 20 minutos do segundo tempo e deixou-se dominar até a metade da prorrogação.
Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, como dizia aquele apresentador japonês da TV Lusitânia, e o Inter meteu a mão no caneco transbordando de leite e mel. E é isso o que interessa neste momento de plena celebração.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa Sul-Americana
Tags: Alayes, Estudiantes, Internacional, Nilmar, Tite
26/11/2008 - 23:31
Claro, nem poderia ser um espetáculo desses de deslumbrar o espectador pela técnica e habilidade dos jogadores. Era mais guerra do que jogo. E o Inter entrou para pelear, como dizem os gaúchos, com quatro zagueiros, três volantes e apenas D’Alessandro, Alex e Nilmar com a dupla tarefa de criar e concluir.
Não que o Estudiantes, em casa, tentasse se impor pela violência ou catimba. Ao contrário: tentou jogar a bola que não sabe. Quem se excedeu, na verdade, foi outro argentino, mas do Inter, o ótimo Guiñazu, que acabou sendo expulso justamente ainda no primeiro tempo.
O Colorado, porém, bem postado em campo, soube levar a diferença e chegou ao seu gol, de pênalti, com Alex, outro argentino, que revelou serenidade e talento quando o juiz mandou voltar a primeira cobrança.
Só uma hecatombe tira o título sul-americano do Inter, o primeiro na história do nosso futebol nessa competição.
PS: Desculpem mais esta falha, dentre centenas que cometo diariamente. Foi Alex, claro, o autor do gol do Inter. Explicar o erro não explica nada. Vi o jogo, de cabo a rabo, anotei Alex e escrevi D’Alessandro.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa Sul-Americana
Tags: Alex, Estudiantes, Guiñazu, Internacional, Nilmar
19/11/2008 - 23:19
E, pela primeira vez, um time brasileiro chega às finais da Copa Sul-Americana, com todas as chances de levantá-la, pois o time pegou no breu, depois de tantas oscilações ao longo da temporada.
Prova disso, a fácil e categórica vitória do Internacional sobre o mexicano Chivas, no Beira-Rio: 4 a 0, com direito a dois gols de Nilmar, que está um aço e já merecendo um chamado para a Seleção.
Aliás, Nilmar é a figura emblemática desse Inter, que joga um futebol veloz e incisivo, a partir de seu meio-de-campo.
Se o Colorado mantiver o olhar fixo nessa competição, como até agora, dificilmente deixará de fechar o ano com uma celebração ao menos.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa Sul-Americana
Tags: Beira-Rio, Chivas, Internacional, Nilmar
18/11/2008 - 17:42
Bem que Dunga poderia ter chamado Alex de lado e lhe assegurado uma nova convocação, dispensado-o para defender o Inter no jogo decisivo pelas semifinais da Copa Sul-Americana contra o Chivas.
(Mesmo porque qualquer que venha a ser o novo treinador, se Dunga realmente cair, haverá de honrar esse compromisso, pois o rapaz joga muito).
Afinal, esse torneio passou a ser questão de vida ou morte para o Inter, de tão promissor elenco, e tão decepcionante campanha no Brasileirão.
Mas, mesmo sem Alex, o Inter tem tudo para ir ás finais.
Aliás, falando de Inter e de seu futuro, dou um mergulho no passado glorioso desse clube gaúcho para estender meus parabéns ao zagueirão Nena, último remanescente do Rolo Compressor, o inesquecível esquadrão de aço dos anos 40, na celebração de seus 85 anos de idade.
Não cheguei a vê-lo em ação nesse Inter memorável. Mas, o vi, e muito, atuando no mais poderoso time da história da Portuguesa de Desportos, da primeira metade dos anos 50, de Julinho, Brandãozinho, Djalma Santos, Pinga e cia. bela.
Nena era o zagueiro central daquele trio final, como se chamava na época a formação do goleiro com os dois zagueiros, um central, outro lateral: Muca; Nena e Noronha.
O paranaense Muca,que moço ainda foi encontrado morto num poço de sua fazenda, era um gato sob a trave. Dele guardo na memória um lance incomparável. Num jogo contra o Corinthians, Cláudio centrou na medida para Baltazar, o Cabecinha de Ouro, na pequena área, acertar um daqueles petardos de cabeça no cantinho esquerdo, onde Muca chegou não se sabe de onde para espalmar: Cláudio, que vinha fechando da direita, bateu cruzado no ângulo direito, com Muca ainda no chão. Pois, feito elástico, o bicho saltou do canto esquerdo para buscar a bola no ângulo direito. Pura mágica, mais do que acrobacia.
Noronha, Eduardo Noronha, era o veterano e celebrado lateral-esquerdo da mítica linha média do São Paulo dos anos 40 – Bauer, Rui e Noronha. Um dos maiores laterais-esquerdos da história do nosso futebol, abaixo apenas da Enciclopédia e de Júnior, na minha modesta opinião.
Mas, Nena era quem comandava a área, com força e elasticidade tanto no desarme embaixo como no cabeceio. Era uma figura imperial, negro de porte altivo, que chegava firme mas sabia roubar a bola com técnica e passá-la com estilo para os companheiros.
Grande Nena!
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa Sul-Americana, Seleção Brasileira
Tags: Alex, Baltazar, Bauer, Brandãozinho, Djalma Santos, Dunga, Internacional, Muca, Nena, Noronha, Portuguesa, Rui
13/11/2008 - 15:39
Vendo o Inter bater o Chivas por 2 a 0, em pleno estádio Jalisco ais aumenta a perplexidade diante de sua pífia campanha no Brasileiro. Pífia, na relação entre o potencial desse elenco e os fracos resultados obtidos na competição nacional.
E não porque simplesmente o Colorado venceu um jogo difícil. Nada disso. O que impressionou foi a forma como o fez, numa combinação exata de força, técnica e habilidade, com destaque para a dupla de ataque de fina lâmina a rasgar a defesa inimiga em golpes rápidos e mortíferos: Nilmar e Alex, não por acaso, os autores dos dois golaços.
Sim, o Chivas tem se especializado nesta temporada a perder em casa, assim como a meta colorada esteve a pique de cair por três vezes – atacante mexicano, a bola e o goleiro, as três pra fora.
Mas, o Inter jamais se deixou intimidar, e, sempre que tinha a posse de bola, saía para o ataque, criando mais duas chances claras, além dos gols consignados e aquele em que o bandeira deu impedimento que não havia de Nilmar.
Grande resultado, ótimas expectativas para a conquista da Sul-Americana e um Ano Novo mais condizente com a qualidade desse time.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa Sul-Americana
Tags: Chivas, Internacional, Nilmar
11/11/2008 - 14:40
A rodada desta noite de quarta confunde duas competições: o Brasileirão, com Galo e Vasco, e a Sul-Americana, com o Inter, em Gualajara, enfrentando o Chivas.
No confronto doméstico, o Vasco vai ao Mineirão com uma dose extra de esperança em meio ao temor pelo descenso que ainda ronda São Januário, apesar da escalada cruzmaltina nas últimas rodadas, sem Alex Teixeira, cujo estilo, segundo o técnico Renato Gaúcho, não tem correspondência no elenco. No seu lugar, joga Edmundo, que anda muito susceptível ultimamente.
Já o Galo, praticamente fora da órbita da morte, quer firmar posição, com seu jovem time, afora as exceções Pet e César Prates. É jogo pra se ver.
Quanto ao Colorado, se não terá D’Alessandro, abatido por rango vesgo, conta com a má campanha do Chivas em casa nesta temporada. Como o Inter está de olho firme nessa disputa, a vitória cresce na expectativa geral.
É torcer e esperar.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana
Tags: Alex, Alex Teixeira, Atlético-MG, Chivas, Internacional, Mineirão, Renato Gaúcho, Vasco
06/11/2008 - 22:29
O Inter foi á Bombonera disposto a defender o resultado obtido no Beira-Rio sobre o time reserva do Boca.
Plantou-se em campo com sete defensores e apenas três mais à frente, para armar e concluir. mas, que três? Simplesmente, Alex, D’Alessandro e Nilmar, dois canhotos de extrema habilidade e um azougue que perfura qualquer defesa por todos os lados.
Durante todo o primeiro tempo, o Boca teve a bola a seus pés, mas não soube o que fazer com ela. E, quando ameaçou, o goleiro Lauro estava atento.
Mas, no segundo, logo ao primeiro minuto, Magrão avança, arma para Nilmar e surge na cara do gol para finalizar de surpresa o cruzamento exato: 1 a 0. O Boca tentou reagir, com as entradas de Dátolo e Riquelme, dois titulares que estavam no banco. E reagiu, com Riquelme, de pênalti.
Quando, porém, julgou que poderia se impor, Alex entrou no jogo e, numa tabelinha com D’Alessandro, definiu de forma magistral. E olhe que o Inter, com Nilmar, poderia ter ampliado o escore. Mas, o que interessava mesmo era a vaga para as semifinais da Copa Sul-Americana, e essa é do Colorado e ninguém rasga.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa Sul-Americana
Tags: Adicionar nova tag, Alex, BOCA, INTER, LAURO, Nilmar, RIQUELME
06/11/2008 - 15:21
É um desses casos em que a derrota representa mais um alívio do que frustração. Afinal, o Palmeiras tem todas as chances do mundo para levantar o título nacional, numa luta renhida com mais quatro competidores, que essa Copa Sul-Americana estava se transformando mais em obstáculo do que em objeto de desejo.
Com um mistão bem temperado (afinal, quase todos que estavam em Buenos Aires já atuaram entre os titulares várias vezes), o Palmeiras, logo de cara, levou dois gols de cabeça do Argentino Juniors, num momento de vacilo total, mas evitou o pior: a goleada que se desenhava no ar do estádio Diego Maradona.
E olhe que até no segundo tempo, conduzido por Denílson, seus dribles e infiltrações, o Verdão fez por merecer, pelo menos, um gol, o que seria apenas um leve paliativo, pois a vaga já era dos argentinos desde o primeiro jogo, aqui no Palestra.
Já para o Botafogo, foi-se o último pombo da temporada. Com pouquíssimos chances de chegar à zona da Libertadores, o Fogão alimentava esperanças de, no Engenhão, mudar o rumo da disputa com o Estudiantes. Mas, a exemplo do jogo com o Palmeiras, tomou logo dois gols, e toda esperança se reduziu a não sair de campo derrotado diante de sua platéia, pelo menos.
Isso, o Bota conseguiu, é verdade, mas a que custo! Dentre eles, o de vermos o beque André Luís protagonizando aquela cena patética de arrancar o cartão amarelo do árbitro e tal e cousa e lousa e maripousa.
A propósito, André Luís já deveria ter sido expulso antes, quando pisou deliberadamente, ostensivamente, nas costas de um argentino caído de bruços no chão. Essa, sim, foi uma cena desprezível, não patética.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa Sul-Americana
Tags: André Luís, árbitro expulso, Botafogo, Buenos Aires, Denílson, Engenhão, Estudiante, Palmeiras
04/11/2008 - 14:32
Pelo visto, Luxemburgo resolveu jogar a toalha na Copa Sul-Americana. Afinal, enviou uma delegação de apenas catorze jogadores para Buenos Aires, com vistas ao jogo contra o Argentino Juniors, na noite desta quarta-feira.
O grosso da turma ficou por aqui mesmo, treinando, de olho no Grêmio, jogo-chave para ambos na corrida em direção á taça do Brasileirão. Mas, pelo sim, pelo não, Luxa não mandou pra lá a rebarba, não. Aqui e ali preencheu com alguns titulares, como Kleber, que não poderá enfrentar o Grêmio, Denílson, seu décimo-segundo jogador, Martinez e tal e cousa e lousa e maripousa.
Quer dizer: jogou a toalha mas não muito longe: um pé em cada canoa, na esperança de que as duas se mantenham à tona.
Já Botafogo e Inter não podem se dar a esse luxo. Para os dois, que têm ralas chances de chegar até mesmo à zona da Libertadores, o negócio é tentar salvar os dedos nesta temporada. Nesse sentido, a Copa Sul-Americana vem a calhar.
Dos dois, o Inter é o que está um passo à frente, embora seu adversário, na quinta à noite, seja um papão de títulos internacionais como poucos neste hemisfério – o Boca. Mas, será o Boca mesmo? Pois, no Beira-Rio, foi um Boca reserva e o Colorado soube se aproveitar disso e fazer o placar que lhe dá boa vantagem lá: 2 a 0.
Quanto ao Botafogo, que pega o Estudiantes, na quarta, a desvantagem é significativa, pois perdeu a primeira, na Argentina, por 2 a 0. E o Estudiantes, embora não seja aquele bicho feroz dos anos 70, tem lá seus Veróns que provocam muito calor em qualquer adversário, mesmo jogando no Engenhão.
Enfim…
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa Sul-Americana
Tags: Botafogo, Denílson, Estudiantes, Grêmio, Internacional, Kléber, Martinez, Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo
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