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Arquivo da Categoria Copa SP de Juniores

terça-feira, 25 de janeiro de 2011 Copa SP de Juniores, Seleção Brasileira | 17:37

PAPO COM MANO

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Jadson? Meu Deus, que Jadson é esse que está entre os relacionados de Mano Menezes para o amistoso contra a França?

Nada melhor, pois, do que ouvir da própria voz do treinador brasileiro justificativa de sua convocação. E Mano, como sempre, pelo telefone, me explicou que Jadson foi seu jogador nos juvenis do Inter, nos tempos de Nilmar. Por questão de caixa, o Inter acabou negociando o menino com o Atlético Paranaense, onde se sagrou vice-campeão brasileiro.

Meia-atacante, destro, hábil o suficiente para armar, mas com vocação para infiltrar-se área adentro.

- No Shakhtar, ele, ao lado de Douglas Costa, é aquele meia que se aproxima de Luís Adriano, ex-Inter, e de Willian, ex-Corinthians. – acrescenta o técnico.

Na verdade, Mano vinha cogitando da convocação do rapaz há tempos. E, para se ter uma ideia do desempenho habitual de Jadson, não seria exagero dizer-se que, se ele estivesse no lugar de Ronaldinho Gaúcho contra a Argentina, talvez o resultado fosse outro, justamente por sua capacidade de invadir a área. Exagero? Só o tempo dirá.

Jadson

Jadson em ação pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia

Quanto a Renato Augusto, outra surpresa na convocação de Mano, o técnico o situa mais ou menos na mesma posição que Elano costumava exercer na Seleção: ali pelo lado direito de apoio do meio-campo.

- É um meia, destro, de bom passe e combativo, mas que tem uma habilidade individual capaz de criar jogadas inesperadas. Está muito bem no Leverkusen.

E Nenê, de quem Mano encheu a bola numa entrevista para a imprensa francesa? Bem, digamos, que se trata de um savoir faire. Embora admire o futebol de Nenê, contra ele há o fator idade, quase 30 anos, o que o deixaria distante da Copa, embora não impossibilitado de uma convocação., dependendo das circunstâncias futuras.

O certo é que passa pela cabeça de Mano, neste momento (e futebol é momento, como dizia sabiamente mestre Minelli), uma formação com Júlio César; Dani Alves, Thiago Silva, David Luís e André Santos; Lucas, Ramires ou Elias; Anderson, Renato Augusto ou Jadson; Robinho e Pato.

Um bom time para enfrentar a renovada França de Nasri e cia., sem dúvida.

O resultado, bem, esse é outro departamento.

Menguinho campeão!

Os meninos da Gávea, com méritos, justiça e autoridade, meteram 2 a 1 no Bahia e levantaram a Copa São Paulo Jr., na celebração do aniversário da cidade fundada por Anchieta, há 457 anos.

O Bahia, que cumpriu brilhante campanha ao longo da competição, marcou sua presença pela força coletiva de seu time. Já o Flamengo, que começou titubeando, impôs-se pelas individualidades, como esse zagueiro de escol, Frauches, autor de um golaço, diga-se.

Confirmando, aliás, o slogan que encima as folhas de tantas tradições do Mengo: “Craque, a gente faz em casa”.

É verdade. Poderíamos mergulhar no túnel do tempo e emergir lá pelo início dos anos 40, quando um garoto mirrado, mulato, rosto marcado pela bexiga, desembarcou de Niterói na Gávea carregando sob o braço um par de chuteiras embrulhadas em papel de jornal, pedindo uma chance de mostrar seu futebol no Flamengo.

Por desígnio do destino, naquele exato momento, Leônidas da Silva, o Homem de Borracha, o Diamante Negro, o artilheiro da Copa do Mundo da França, maior ídolo brasileiro desde Arthur Friedenreich, machucou-se durante o coletivo. Flávio Costa, o técnico, então mandou Zizinho entrar no lugar de Leônidas. Não era sua posição, mas a bola e o garoto de Niterói mantinham tão íntima e secreta intimidade que o meia virou centroavante,  acabou com o treino, e, se transformou no mais completo jogador brasileiro, na opinião, entre outras, de Pelé.

Mas, a usina de craques da Gávea não parou por aí. Seguiu em frente, produzindo craques vindos do Brasil inteiro, entre eles, o alagoano Dida, Henrique e tantos outros na década seguinte. E, já nos 60, ninguém menos do que Zico, ídolo incomparável do clube. Veio, depois, a trupe do primeiro título da Copinha: Paulo Nunes, Marcelinho Carioca, Djalminha, Jr. Baiano etc.

Se quisermos escalar uma seleção rubro-negra de craques feitos em casa, lá vai: Júlio César; Leandro, Aldair, Mozer e Júnior; Andrade, Zico, Zizinho e Djalminha; Marcelinho Carioca e Índio. Isso, assim, de cabeça, com direito a ausências inaceitáveis.

Notas relacionadas:

  1. O CIVILIZADO MANO
  2. MANO, A SOLUÇÃO DO IMPASSE
  3. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 Copa SP de Juniores, Futebol internacional | 00:55

AS GOLEADAS INICIAIS

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Essas goleadas como as impostas por Corinthians, Grêmio, São Paulo etc. têm sido recorrentes na fase de abertura da Copinha, desde que o torneio juvenil (abaixo de 18 anos já nem é categoria júnior) inchou a ponto de conter todo o alfabeto na divisão dos grupos iniciais, de A a Z.

É que nesse corte da competição, o desnível entre os clubes dos grandes centros do país e aqueles que vêm de zonas mais distantes, sem recursos equivalentes, é muito maior do que o habitual.

Além do mais, essa estoica rapaziada que atravessa o Brasil de ônibus chegam aqui estourados, claro, o que acentua ainda mais a diferença atlética entre tais contendores. Isso, sem falar na parte técnica e até mesmo tática, embora a imensa maioria dos treinadores que tenho ouvido por aí revelem uma inconsistência alarmante.

E, aqui incluo os que dirigem também os chamados grandes dos centros mais avançados do país.

A propósito, fico pensando como podem os dirigentes desses clubes, que estão cansados de saber da importância cada vez maior da revelação de novos valores num futebol desprovido de recursos para contratar craques já feitos e consagrados, entregar essas minas de ouro aos cuidados de profissionais tão despreparados, embora esforçados e (alguns) com o dom nato de descobrir novos veios.

Bem, de qualquer forma, alguns meninos dão seus primeiros acenos para o futuro, mas prefiro dar um tempo para destacá-los aqui.

Afinal, foi apenas o primeiro passo.

Pra que isso?

Eis que o vice de futebol do Milan, Galliani, convoca uma coletiva de imprensa no vetusto Copacabana Palace para falar da novela Ronaldinho Gaúcho, atrasa uma hora, deixando a imprensa carioca ali plantada em vão, para depois… não dizer nada, além do já sabido – que Ronaldinho está livre para negociar com o clube que quiser, desde que não seja um italiano.

E, de quebra, revela sua preferência pelo Flamengo, rossonero como o seu Milan. Ora, pra quem ele iria torcer no Brasil? O Grêmio, de camisa preta e azul como a da Inter de Milão?

Por falar na Itália…

Leonardo, que surgiu no Flamengo de Galliani e teve boa parte de sua vida ligada ao Milan de Galliani, como jogador, dirigente e técnico, estreou no comando do feroz inimigo, a Inter. Uma estreia de gala, diga-se: 3 a 1 no Napoli, que cumpre excelente campanha no campeonato italiano, com direito a dois gols do brasileiro Thiago Mota, que recomeça em alta sua acidentada carreira na Inter.

Ao contrário de Felipe Melo, sua contrapartida da Juventus, que levou um chocolate do Parma – 4 a 1 -, em casa. É que, quando parecia que Felipe Melo, tão criticado por seus destemperos em campo, estava em plena recuperação, eis que o rapaz, ao sofrer uma falta, revida no ato com um pontapé no rosto do adversário.

É a história do escorpião. Que pecado…

Já o Milan de Galliani manteve a liderança, ao bater o Cagliari, fora de casa, por 1 a 0, gol de Strasser, no finzinho. Ganhou, é líder, mas não jogou bem,não.

Falemos da Inglaterra também

Pois não é que percebo a presença de um quinta coluna infiltrado no animado e solto campeonato inglês? Já vou dedurando: trata-se do técnico italiano do Manchester City, craque no seu tempo de jogador, mas retranqueiro de marca.

Reveja o amigo o empate sem gols com o Arsenal, que dominou o jogo de cabo a rabo, naquele seu toque-toque importado de Barcelona, E o City, só lá atrás, rebatendo bolas a esmo. E assim, lá está o time de Mancini em segundo lugar na tabela e o Arsenal em terceiro.

Ainda bem que o Manchester United, mesmo quando joga desfalcado de Rooney, vai passando, bem ou mal, por todos os demais, somando uma invencibilidade recorde dos Diabos Vermelhos em campeonatos caseiros.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, O MAIÓ!
  2. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 16 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Copa SP de Juniores, Futebol internacional | 23:12

VERDÃO E O SÁBADO DE GOLEADAS

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Por Milton Trajano

Por Milton Trajano

O Palmeiras não só estreou no Paulistão com vitória como simplesmente arrasou o Mogi-Mirim: 5 a 1, com direito a bola na trave e outros babados. Mais do que isso: construiu a goleada botando a bola no chão, como manda o figurino e sugere a formação do time adotada pelo técnico Muricy: dois zagueiros, dois laterais, dois volantes que sabem sair para o jogo, três meias típicos e um atacante.

Assim, o Verdão fez a bola circular com ciência, sob o comando sutil de Cleiton Xavier, e até o gol de pênalti, que encerrou o placar, acabou sendo fruto de uma trama dessas, abortada pela falta em Diego Souza dentro da área.

Ah, mas o Mogi é uma teta, dirá o mais cético. É verdade. Porém, já cansei de ver time com jogadores ainda mais afamados do que este do Palmeiras perder para si mesmo, jogando contra o vento.

O mais importante é um time ter padrão definido, no qual o passe se insira como algo fundamental que sempre foi, é e será.

Destaques? Além dos óbvios Cleiton Xavier e Diego Souza, a entrada de Sacconi, no intervalo, em lugar de William, o que acentuou a velocidade e o molejo da equipe. E, sim, as ótimas estreias de Márcio Araújo e Léo.

VASCO E BOTAFOGO

O Vasco venceu a duras penas o Tigres por 1 a 0, falha do goleiro em falta cobrada de longe por Fagner. Não vi o jogo todo, mas sofri um pouco com um primeiro tempo tedioso.

Contudo, pelos jogadores que lá estão, mais o comando competente de Wagner Mancini, é de se espera melhoras sensíveis daqui pra frente.

Já o Botafogo encheu os olhos com um futebol prático e incisivo, na estreia de Herrera, autor do gol de abertura, em Macaé, cujo time surpreendeu com uma virada de 2 a 1, em seguida. Mas, o Glorioso, sob a batuta de Lúcio Flávio, que fez um golaço de falta e deu as outras duas assistências, revirou tudo.

E olhe que ainda falta um Loco nessa turma.

NA COPINHA

O São Paulo, mais uma vez, brilhou e meteu 5 a 1 no Guarani, completando uma campanha espetacular na Copinha até aqui: em cinco jogos, vinte e quatro gols marcados (média acima de quatro por partida) e apenas um tomado. E tudo na base do toque-toque para Lucas Gaúcho rematar lá na frente.Só nesse jogo, fez três, três passes açucarados de Zé Victor, o nome do jogo.

Por outro lado, o Corinthians naufragou diante do Juventude e caiu fora do torneio antes do previsto. Na verdade, o Corinthians, que chegou na Copinha cercado de muitas expectativas, naufragou mesmo no seu próprio copo d’água.

Não jogou nada e acabou sendo superado por um Juventude mais determinado.

MESSI 101

Parecia que Messi iria mesmo ficar paralisado diante da síndrome do seu centésimo gol oficial pelo Barça. Entre outras coisas, porque o goleiro Palop, do Sevilha, estava em tarde de graça, pegando tudo. Por duas vezes, aliás, Messi chegou na cara do gol e Palop defendeu.

Mas, craque é craque, e Messi não só acabou marcando o gol de número 100, como abriu nova centena, com a habilidade de sempre.

Além do mais, com essa posse de bola habitual de seu time – coisa de 65 a 70 por cento -, sob a regência desse Xavi de passe exato e perturbador, mais cedo ou mais tarde, Messi chegaria lá e muito mais.

O Barça, porém, é isso mesmo: toca-toca, e mete um gol atrás do outro. Desta vez, foram quatro. Nenhuma novidade.

Espantosa novidade foi o show dado pelo Chelsea diante do Stoke City, na casa do inimigo: 7 a 2, fora o baile. E, sem Drogba, Essien e outros bichos.

Enfim, um sábado cheio de gols e muitas esperanças de que o futebol volte aos trilhos. Definitivamente.

Notas relacionadas:

  1. BECKHAM, MESSI E ROBBEN
  2. ENCONTRO EM MARSELHA
  3. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010 Copa SP de Juniores | 17:48

SHALLON, PALAVRAS!

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Antes de tudo, veio o Verbo, como ensina o velho livro. Portanto, Shalom!, para esse time que veio lá de cima para participar da Copinha com um título inusitado: a saudação hebraica para a vida e as pessoas.

Conheço as mais deliciosas e esdrúxulas expressões bem brasileiras que batizaram times por esse mundão afora. Mas, confesso, essa é nova. Shallon!, ao chegar; Shallon!, ao partir logo depois de dois jogos. Breve foi sua passagem pela Copinha. Mas deixou seu nome na história.

Por falar em nomes, em meio a essa orgia de zes, épsilons, xis, agás e tes, distribuídos aleatoriamente entre vogais e consoantes de nomes pretensamente estrangeiros, soa como um bálsamo, esse luso-brasileiro tão trivial: Casemiro.

Pois Casemiro é o nome do volante do São Paulo nessa Copinha que começa a tomar forma de futuro craque. Sólido de corpo e longilíneo no jogo, Casemiro é um desses volantes bons de marcação mas, sobretudo, fluente no apoio.

Espero que, no futuro, possa deixar seu nome marcado nos campos da bola. Quem sabe não venha a criar uma moda retrô tão saudável?

Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

domingo, 3 de janeiro de 2010 Copa SP de Juniores | 20:53

COPINHA NA PENEIRA

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Esta fase da Copa São Paulo Jr. não serve de avaliação para quase nada. É uma infinidade de times – a maioria de clubes inexpressivos, forjados pelos interesses de empresários que, oportunamente, tomaram os lugares dos cartolas tradicionais -, todos passando por uma peneira inicial.

Só depois que pingarem lá na frente os que realmente têm alguma densidade é que poderemos tirar algumas conclusões sobre o futuro que eventualmente aguarde aqueles clubes que investem nas categorias de baixo do nosso futebol.

Eis por que não há como louvar, por exemplo, as goleadas de Cruzeiro, Inter, Flamengo e São Paulo nesta primeira rodada da Copinha. Pois, seus respectivos adversários revelaram-se tão frágeis que impossível é medir a real força de cada um dos tradicionais grandes do Brasil em pauta.

AH, ESSA SOBERBA…

A Copa da Inglaterra é o mais antigo torneio de futebol do mundo. Remonta a cerca de 140 anos, E, durante um século, por baixo, tinha a pompa e importância do próprio Campeonato Inglês. Mas, com o advento recente da Copa da Liga Inglesa, passou para terceiro ou quarto plano, se incluirmos a Copa da Liga dos Campeões Europeus, na visão dos grandes da Inglaterra.

Tanto que o Manchester, todo prosa, botou um mistão em campo para enfrentar o Leeds, time de tradição mas que mal se sustém na terceira divisão da liga Inglesa. Resultado: foi eliminado por 1 a 0, gol de Beckford, com toda justiça, embora, no segundo tempo, no desespero, Sir Ferguson tenha recorrido a Owen, Valencia e outros bichos para tentar evitar essa humilhante desclassificação, na terceira rodada do secular torneio.

Nem tanto por soberba e muito mais pela necessidade, o Barça, sem Messi e com Iniesta no banco até segundo tempo afora, tropeçou em pleno Camp Nou, na reabertura do Campeonato Espanhol, diante do Villareal de Nilmar e Marcos Senna: 1 a 1, com um golzinho sofrido, arrancado no fim da partida.

Sorte do Barça que o Real, sem Kaká, empatou com o Osasuna, no dia seguinte, o que manteve entre ambos a diferença de dois pontos. Um espaço de reflexão para o Barcelona se reaprumar quando os vapores das festas de fim de ano evanescerem de vez.

Notas relacionadas:

  1. UMA FRESTA DO FUTURO
  2. ENCANTOS DA COPINHA
  3. VIRADA E REVIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 25 de janeiro de 2009 Copa SP de Juniores | 14:03

O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES

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O grito de campeão ecoou pelo Pacaembu pleno de corintianos (mais de 30 mil espectadores), ao cabo de um jogo nervoso e equilibrado com o Atlético PR, onde as chances perdidas pelos dois lados superaram em muito as aproveitadas, na decisão da Copinha.

É o sétimo título do Timão, o campeão os campeões desse torneio, cujo valor maior é revelar novas promessas para o futebol brasileiro. Nesse sentido, pode-se dizer que o campeão deste ano não foi pródigo, à exceção de Marcelinho e Boquita.

De qualquer forma, parabéns ao campeão!

Corinthians campeao da Copa SP

Notas relacionadas:

  1. VIRADA E REVIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 20 de janeiro de 2009 Copa SP de Juniores | 17:30

VIRADA E REVIRADA

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Foi um jogaço, com vira e revira, de tirar o fõlego do espectador. Venceu o Atlético Paranaense, que, confesso, não tinha ainda visto em ação na Copinha, mas que. nestes 5 a 4 sobre o Cruzeiro, me encantou pela bola de Fransérgio, um volante de habilidade, autor de um dos gols do CAP.

Fransérgio, Manoel, Marcelo e outros tantos conseguiram o prodígio de dobrar o Cruzeiro, um dos melhores times do torneio, com seus Bernardos, orbertos, Dudus e cia. bela.

O Atlético disparou logo 2 a 0, que Mateus reduziu ainda no primeiro tempo. E o CAP, no segundo, ampliou para 3 a 1. Eis que o Cruzeiro despertou e virou o placar para 4 a 3, graças a Bernardo, Norberto e Thiaguinho. Pois, o Atlético, que parecia abatido, respondeu com dois gols decisivos.

Essa Copinha é mesmo de morte.

Notas relacionadas:

  1. A MÉDIA É MELHOR. MAS…
  2. ENCANTOS DA COPINHA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 Copa SP de Juniores | 19:21

ENCANTOS DA COPINHA

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A cada rodada, mais me encanta o futebol apresentado até aqui por Cruzeiro e Santos, na Copa São Paulo de Juniores.

Seguindo a tradição forjada há décadas por esses dois clubes, os meninos jogam um futebol de fina técnica e atávica ofensividade.

Essa é a história do Santos, desde o ataque dos Cem Gols, dos tempos de Feitiço, Arakén etc. Como essa é a história do Cruzeiro, desde, pelo menos, Tostão e Dirceu Lopes.

E aí, em pleno século 21, você espia o Cruzeiro, e logo extrai, no mínimo, três nomes que, se a vida não os trair, serão craques em breve tempo: o apoiador Dudu, o meia Bernardo e o atacante Norberto.

Se desviar o foco para o time de branco da Vila, encontrará de cara o menino Neymar, de apenas 16 anos, lépido, hábil, inventivo e eficiente. Ao seu lado, o meia Alan Patrick, de elegantes e sincronizados movimentos, recebendo pela esquerda o apoio do vigoroso lateral Anderson Planta, de canhota calibrada e muita ousadia.

Pena que um dos dois deverá ficar pelo caminho, pois quis o destino que Cruzeiro e Santos se enfrentem na próxima fase da Copinha.

Mas, guarde esses nomes, que, mais cedo ou mais tarde, se não perderem o rumo, serão aqueles por quem a galera clamará apaixonadamente.

Quer dizer: só se não for.

Notas relacionadas:

  1. NEYMAR, DE LONGO CAMINHO
  2. A MÉDIA É MELHOR. MAS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 Copa SP de Juniores | 13:27

TALENTO E REBELDIA

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Ainda sobre o post anterior, a respeito da média técnica dos nossos jogador, outro fator que interfere nisso tudo é aquele fato inelutável de que o diferente é diferente. Em geral, seja qual for o ramo de sua atividade, o mais talentoso ou é indisciplinado, quando não rebelde, ou é extremamente individualista, ou é desligado, vagabundo em muitos casos, enfim, alguém problemático na relação com o grupo dos comuns.

E o chefe – no caso, o técnico – não quer problema. Ao contrário: quer evitá-lo a qualquer custo.

Não é fácil, para o professor tratar com o aluno bem dotado. O bicho tem seus chiliques, suas exigências. Alguns exigem palmadas; outros, um cafuné no ego.

E nossos treinadores, de maneira geral, não são ex-craques bem dotados, capazes de perceber essas sutilezas. Ao contrário: foram atletas disciplinados que exigem a contrapartida de seus discípulos.

Assim, entre o jogador disciplinado, cumpridor de suas obrigações à risca, e o talentoso inconstante, que exige um tratamento diferenciado, pelo sim, pelo não, melhor é apostar no primeiro.

E, se essa é a regra geral, por que não cumpri-la?

Mesmo porque, o técnico olha para as arquibancadas e, quando não ouve o irritante grito de Burro!, submerge ao clamor de Raça! Raça!

A alternativam, pois, é óbvia.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009 Copa SP de Juniores | 13:32

A MÉDIA É MELHOR. MAS…

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O amigo viu aquele gol, o segundo, creio, da goleada do Cruzeiro sobre o Baré, pela Copinha? Se não viu, vou tentar descrevê-lo com todas as limitações das palavras diante da imagem.

O meia Bernardo dominou a bola no lado direito do seu ataque, um pouco além da quina esquerda da área adversária, sob marcação de um beque. Passou o pé esquerdo sobre a bola e, num toque sutil com o externo da destra, extraiu a gravidade da bichinha, fazendo-a flutuar, em torno do marcador, até cair no ponto exato em que chegava Norberto, que, num peteleco, jogou-a ao fundo das redes.

Um primor de técnica, ousadia, inspiração e percepção, tanto de Bernardo quanto de Norberto, por sinal, um garoto que enche de esperanças a torcida azul. Simples e ao mesmo um artifício de altíssima sofisticação.

 Esse lance me remete de volta a uma tese que tenho defendido há muito tempo: a média dos jogadores brasileiros, hoje em dia, é, tecnicamente (nem falo da parte física, cuja diferença é brutal), mais bem dotada do que a de tempos passados.

Lembro-me que, nos anos 50/60, por exemplo, eram raros os craques que sabiam meter uma bola de três dedos, embora o futebol, como um todo, fosse muito mais técnico, hábil e inspirado do que o atual.

Mas, como? Simples: é que, naquela época, os times botavam em campo um número maior de jogadores habilidosos e criativos do que se faz hoje. Sobretudo, na zona mais nobre, por onde a bola transita por mais tempo – o meio-de-campo.

Ali, do mais modesto time ao mais famoso, eram escalados os melhores – um volante que sabia jogar e dois meias de habilidade. Sem falar nos três atacantes.

Na última década, esse setor foi tomado de assalto por jogadores de outro feitio, onde a força, a disciplina tática e o espírito de luta se sobrepõem ao talento individual. Assim, o brilho cedeu espaço para a chamada eficiência, o que transmite a falsa sensação de que houve uma baixa na qualidade técnica dos jogadores, em geral.

Veja o amigo que não incluo aqui a questão do êxodo dos melhores. Restrinjo-me ao cenário possível, onde transitam tanto os mais eficientes quanto os mais hábeis.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

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