Arquivo da Categoria Copa SP de Juniores
25/01/2009 - 14:03
O grito de campeão ecoou pelo Pacaembu pleno de corintianos (mais de 30 mil espectadores), ao cabo de um jogo nervoso e equilibrado com o Atlético PR, onde as chances perdidas pelos dois lados superaram em muito as aproveitadas, na decisão da Copinha.
É o sétimo título do Timão, o campeão os campeões desse torneio, cujo valor maior é revelar novas promessas para o futebol brasileiro. Nesse sentido, pode-se dizer que o campeão deste ano não foi pródigo, à exceção de Marcelinho e Boquita.
De qualquer forma, parabéns ao campeão!

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa SP de Juniores
Tags: Atlético-PR, Boquita, Corinthians, Marcelinho, Pacaembu
20/01/2009 - 17:30
Foi um jogaço, com vira e revira, de tirar o fõlego do espectador. Venceu o Atlético Paranaense, que, confesso, não tinha ainda visto em ação na Copinha, mas que. nestes 5 a 4 sobre o Cruzeiro, me encantou pela bola de Fransérgio, um volante de habilidade, autor de um dos gols do CAP.
Fransérgio, Manoel, Marcelo e outros tantos conseguiram o prodígio de dobrar o Cruzeiro, um dos melhores times do torneio, com seus Bernardos, orbertos, Dudus e cia. bela.
O Atlético disparou logo 2 a 0, que Mateus reduziu ainda no primeiro tempo. E o CAP, no segundo, ampliou para 3 a 1. Eis que o Cruzeiro despertou e virou o placar para 4 a 3, graças a Bernardo, Norberto e Thiaguinho. Pois, o Atlético, que parecia abatido, respondeu com dois gols decisivos.
Essa Copinha é mesmo de morte.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa SP de Juniores
Tags: Atlético-PR, Cruzeiro
15/01/2009 - 19:21
A cada rodada, mais me encanta o futebol apresentado até aqui por Cruzeiro e Santos, na Copa São Paulo de Juniores.
Seguindo a tradição forjada há décadas por esses dois clubes, os meninos jogam um futebol de fina técnica e atávica ofensividade.
Essa é a história do Santos, desde o ataque dos Cem Gols, dos tempos de Feitiço, Arakén etc. Como essa é a história do Cruzeiro, desde, pelo menos, Tostão e Dirceu Lopes.
E aí, em pleno século 21, você espia o Cruzeiro, e logo extrai, no mínimo, três nomes que, se a vida não os trair, serão craques em breve tempo: o apoiador Dudu, o meia Bernardo e o atacante Norberto.
Se desviar o foco para o time de branco da Vila, encontrará de cara o menino Neymar, de apenas 16 anos, lépido, hábil, inventivo e eficiente. Ao seu lado, o meia Alan Patrick, de elegantes e sincronizados movimentos, recebendo pela esquerda o apoio do vigoroso lateral Anderson Planta, de canhota calibrada e muita ousadia.
Pena que um dos dois deverá ficar pelo caminho, pois quis o destino que Cruzeiro e Santos se enfrentem na próxima fase da Copinha.
Mas, guarde esses nomes, que, mais cedo ou mais tarde, se não perderem o rumo, serão aqueles por quem a galera clamará apaixonadamente.
Quer dizer: só se não for.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa SP de Juniores
Tags: Cruzeiro, Santos
09/01/2009 - 13:27
Ainda sobre o post anterior, a respeito da média técnica dos nossos jogador, outro fator que interfere nisso tudo é aquele fato inelutável de que o diferente é diferente. Em geral, seja qual for o ramo de sua atividade, o mais talentoso ou é indisciplinado, quando não rebelde, ou é extremamente individualista, ou é desligado, vagabundo em muitos casos, enfim, alguém problemático na relação com o grupo dos comuns.
E o chefe – no caso, o técnico – não quer problema. Ao contrário: quer evitá-lo a qualquer custo.
Não é fácil, para o professor tratar com o aluno bem dotado. O bicho tem seus chiliques, suas exigências. Alguns exigem palmadas; outros, um cafuné no ego.
E nossos treinadores, de maneira geral, não são ex-craques bem dotados, capazes de perceber essas sutilezas. Ao contrário: foram atletas disciplinados que exigem a contrapartida de seus discípulos.
Assim, entre o jogador disciplinado, cumpridor de suas obrigações à risca, e o talentoso inconstante, que exige um tratamento diferenciado, pelo sim, pelo não, melhor é apostar no primeiro.
E, se essa é a regra geral, por que não cumpri-la?
Mesmo porque, o técnico olha para as arquibancadas e, quando não ouve o irritante grito de Burro!, submerge ao clamor de Raça! Raça!
A alternativam, pois, é óbvia.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa SP de Juniores
Tags: indisciplina, rebeldia
07/01/2009 - 13:32
O amigo viu aquele gol, o segundo, creio, da goleada do Cruzeiro sobre o Baré, pela Copinha? Se não viu, vou tentar descrevê-lo com todas as limitações das palavras diante da imagem.
O meia Bernardo dominou a bola no lado direito do seu ataque, um pouco além da quina esquerda da área adversária, sob marcação de um beque. Passou o pé esquerdo sobre a bola e, num toque sutil com o externo da destra, extraiu a gravidade da bichinha, fazendo-a flutuar, em torno do marcador, até cair no ponto exato em que chegava Norberto, que, num peteleco, jogou-a ao fundo das redes.
Um primor de técnica, ousadia, inspiração e percepção, tanto de Bernardo quanto de Norberto, por sinal, um garoto que enche de esperanças a torcida azul. Simples e ao mesmo um artifício de altíssima sofisticação.
Esse lance me remete de volta a uma tese que tenho defendido há muito tempo: a média dos jogadores brasileiros, hoje em dia, é, tecnicamente (nem falo da parte física, cuja diferença é brutal), mais bem dotada do que a de tempos passados.
Lembro-me que, nos anos 50/60, por exemplo, eram raros os craques que sabiam meter uma bola de três dedos, embora o futebol, como um todo, fosse muito mais técnico, hábil e inspirado do que o atual.
Mas, como? Simples: é que, naquela época, os times botavam em campo um número maior de jogadores habilidosos e criativos do que se faz hoje. Sobretudo, na zona mais nobre, por onde a bola transita por mais tempo – o meio-de-campo.
Ali, do mais modesto time ao mais famoso, eram escalados os melhores – um volante que sabia jogar e dois meias de habilidade. Sem falar nos três atacantes.
Na última década, esse setor foi tomado de assalto por jogadores de outro feitio, onde a força, a disciplina tática e o espírito de luta se sobrepõem ao talento individual. Assim, o brilho cedeu espaço para a chamada eficiência, o que transmite a falsa sensação de que houve uma baixa na qualidade técnica dos jogadores, em geral.
Veja o amigo que não incluo aqui a questão do êxodo dos melhores. Restrinjo-me ao cenário possível, onde transitam tanto os mais eficientes quanto os mais hábeis.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa SP de Juniores
Tags: Baré, Bernardo, Cruzeiro, Norberto
05/01/2009 - 13:57
Ouço falar desse menino desde que ele tinha seus 13 anos de idade, creio, quando já agentes estrangeiros rondavam a Vila, de olho nele.
Mas, só pude ver de corpo inteiro o futebol de Neymar neste domingo, na goleada do Santos sobre o Cene, pela Copinha. Com 16 anos de idade, o garoto promete mesmo. Com um talhe físico semelhante ao de Robinho, é veloz, ágil, habilidoso, inteligente e peitudo.
Além disso, revelou num lance traços de forte personalidade. Foi, quando, ao sofrer uma falta à entrada da área, levantou-se avisando a turma que ele bateria. Bateu e faturou.
se não levar uma rasteira do destino, ao cruzar uma dessas esquinas da vida, vai longe o Neymar.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa SP de Juniores
Tags: Cene, Neymar, Santos
04/01/2009 - 15:36
Malandragem demais engole o malandro, ensinava o velho malandro. Pois, essa estonteante virada do Grêmio, que perdia para a Lusa por 3 a 1ao fim do primeiro tempo, é mais um exemplo acabado dessa máxima popular.
Para rearmar sua defesa, com a expulsão do terceiro beque Juan no último minuto do tempo inicial, o técnico da Lusa anunciou, na volta ao campo, que iria armar uma arapuca para o Tricolor gaúcho: recuaria um volante para a tal terceira zaga e colocaria um segundo volante, ironicamente também chamado Juan, no lugar do canhoto Marquinhos, um dos destaques do time na fase inicial, pra atrair o adversário e matá-lo de vez no contragolpe.
Em poucos minutos, a arapuca abriu-se aos pés da Lusa: o Grêmio empatou e acabou virando bem antes do fim: 4 a 3, graças, entre outras, às falhas justamente do Juan que entrou. Mas, principalmente, graças à categoria desse atacante Wesley, rápido, envolvente e de muita força na chegada à área.
Sucede que o Juan entrante, ao contrário de Marquinhos, é destro. E, jogando pela esquerda, não conseguia decidir a jogada quando avançava – era forçado a arrumar a bola para a sua perna boana hora do cruzamento ou da infiltração pelo flanco.
Resultado: a Lusa se desestruturou, o Grêmio se armou, e a virada acabou sendo algo inevitável, num jogo sensacional.
Como consolo para o torcedor luso, vale exaltar a bola desse menino Fernando, número 5, que, com elegância nos movimentos, habilidade e força, foi o senhor do tempo de domínio de seu time. Fez um golaço de letra e esteve presente nos outros dois da Lusa.
Quanto ao Grêmio, todos os elogios para Wesley, que, seguindo assim, será um grande reforço para as próximas temporadas do time titular.
Ora, a única coisa que a Lusa deveria evitar era a chegada constante do ataque gremista, já que, mesmo nos melhores momentos rubro-verdes, quando o Grêmio atacava, era um perereco.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa SP de Juniores, Sem categoria
Tags: Grêmio, Portuguesa
04/01/2009 - 12:54

A Copinha vale não pelo que é – uma disputa entre dezenas de clubes, muitos deles forjados artificialmente só para essa competição. Mas, sim, como uma fresta pela qual se pode vislumbrar o que virá por aí.
Resumindo: é uma passarela em direção ao futuro por onde desfilam os candidatos a craques, adolescentes de 16, 17, 18 anos de idade, no máximo, embora haja quem até ouça uma sinfonia de miados ao se deter nas expressões marcantes do rosto desses garotos taludos, de vigor próximo ao dos mais vividos titulares.
Alguns atravessam essa passarela, ao pé da qual está aquele pote dourado, onde se escondem a fama e a fortuna. Por ela já desfilaram craques como Zico, Falcão, Cerezo, Careca, muitos dos que nas últimas três décadas encantaram o mundo com o seu futebol. Outros, ficaram pelo caminho, pois, como diria o velho Acácio, o futuro é sempre incerto.
Mas, cada um carrega consigo os sinais do que poderá vir a ser. E, na rodada de abertura da Copa São Paulo Jr., nos quatro jogos que pude ver, alguns poucos emitiram tais sinais.
Por exemplo, na vitória do Flu sobre o Sertãozinho, por 1 a 0, aquele camisa 10, canhotinho, hábil, de bom senso de colocação em campo – Wellington. Artculador nato, só não fez mais porque o juiz foi complacente demais com as sucessivas faltas de que foi vítima o garoto tricolor ao longo de toda a partida.
Na goleada do Palmeiras, por 5 a 1, sobre o Cuiabá, o destaque foi, sem dúvida, o zagueirão Murilo Gomes, autor de dois gols de seu time: bom porte físico, firme na marcação e ousado no ataque.
Assim como nos 5 a 0 do São Paulo no Ceará, chamou-me atenção o atacante Henrique, fuçador de boa técnica, afora o meia Oscar, tido e havido como a nova grande esperança do Morumbi.
Por fim, no Vasco e Mogi, vencido pelos cruzmaltinos por 4 a 1, a sensação foi Romário. Sim, senhor, Romário, que nem é baixinho, tampouco defendeu a gloriosa camisa do Gigante da Colina. Na verdade, é a antítese do craque que o batizou: alto, magro, veloz, canhoto, Romário, com a camisa do Mogi, fez um salseiro na defesa do Vasco, penetrando sempre ali pela esquerda de onde disparava chutes certeiros ou cruzamentos exatos.
Em contrapartida, o Vasco respondia com Eder, um camisa 9 inteligente, de passe inesperado sempre que descaía pelos lados, ou voltava para buscar jogo.
Mas, com disse, é apenas um vislumbre do que poderá acontecer ainda nesse longo caminho em direção à fama e a fortuna.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa SP de Juniores
Tags: Ceará, Cuiabá, Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Sertãozinho
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