Copa Do Brasil | Blog do Alberto Helena Jr.

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Arquivo da Categoria Copa do Brasil

quinta-feira, 5 de julho de 2012 Copa do Brasil, Olimpíada, Sem categoria | 17:33

SORTE DE CAMPEÃO OU CIÊNCIA DO CRAQUE?

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Se é que existe mesmo essa tal de sorte de campeão, o Palmeiras já pode mandar confeccionar a faixa de campeão da Copa do Brasil, o primeiro título de importância nacional depois de doze anos de estio.

Sim, porque conseguiu superar a inesperada perda de seu artilheiro Barcos no dia do jogo decisivo com o Coritiba, vítima de apendicite, creia, pra começo de conversa.

Em seguida, resistiu o assédio do Coxa durante todo o primeiro tempo, evitando até mesmo uma contagem que poderia definir a situação de vez já nessa partida inicial, pois o Coxa perdeu cara a cara três gols feitos, num deles com dois atacantes, sozinhos, se atrapalhando diante do goleiro Bruno já com as mãos para os céus.

Eis que, aos 46 minutos de bola rolando, num dos raros avanços do Verdão, pênalti, que Valdívia converte. E, aos 19 do segundo tempo, quando o Coritiba pressionava, mas, já sem muitas esperanças, Thiago Heleno, de cabeça estabelece os 2 a 0 finais. Finais, porque Maikon Leite ainda perdeu chance de ouro, quando o Palmeiras já estava com um a menos, por conta da expulsão de Valdívia.

Ah, sim, houve um pênalti de Márcio Araújo em Tcheco, que o juiz não deu (a propósito, ô juizinho ruim de serviço, esse, meu!). Mas, do jeito que a coisa andava, perigava Bruno pegar o pênalti ou a bola ir pra fora, sei lá.

Só sei que a tal sorte de campeão, esse sortilégio, no fundo, no fundo, foi mesmo ajudado pela ciência de Marcos Assunção nas cobranças das faltas que provocaram o pênalti, no primeiro gol verde, e o cabeceio de Thiago Heleno, no segundo.

De qualquer forma, o Verdão leva para Coritiba uma vantagem significativa, se não definitiva. Só a sorte dirá. Ou a ciência do jogo, quem sabe, desta vez prevaleça.

OS DEZOITO DE MANO

Mano chamou os dezoito das Olimpíadas com Hulk como novidade entre os três acima de 23 anos de idade, pois Thiago Silva e Marcelo eram favas contadas. Assim como o era David Luís, que acabou cedendo sua vaga a Hulk, aprovado com louvor nos amistosos recentes. Mas, sobretudo, porque Juan, ao lado de Thiago Luís, teve bom desempenho também.

A presença de Hulk, porém, provoca uma questão instigante. Se vai, é pra jogar. E, se jogar, por certo, não será no lugar de Neymar, a estrela da cia. Como Neymar e Hulk jogam pelas beiradas, Mano terá de escalar um centroavante, seja Pato ou Leandro Damião.

Assim, sobrarão três vagas no meio de campo, onde a dupla de volantes – Rômulo e Sandro – é sagrada para o esquema do treinador. Logo, Ganso terá de disputar a posição de único meia autêntico com Oscar, que esmerilhou nas últimas partidas.

Uma das alternativas que Mano queria experimentar no período dos amistosos era a formação com ambos em campo, sem um centroavante genuíno. Mas, Ganso havia baixado novamente enfermaria e não foi possível.

Aliás, essa é a grande incógnita: como estará Ganso durante as Olimpíadas? Pelo que tem jogado no Santos depois da última cirurgia, só sairá do banco em caso extremo.

Uma pena, porque, se Ganso estivesse nos trinques, Mano poderia ir pras cabeças, com apenas um volante (Rômulo ou Sandro), dois meias (Oscar e Ganso) e o trio atacante Hulk ou Lucas, Pato ou Damião e Neymar.

Mas, nem tudo é azul na canarinho, não é mesmo?

JUJU NA MOSCA

A escolha não poderia ter sido a mais adequada. Ney Franco é um mineiro inteligente, discreto, trabalhador, jovem mas com respeitável bagagem à beira do gramado, e cultor de um futebol jogado nas regras da arte, pra frente, como manda o figurino, com as cautelas básicas, é claro.

Seu trabalho à frente das seleções sub-20, com as quais ganhou cinco títulos expressivos, foi estupendo, a ponto de ter montado o time que acabará servindo de base não só para as Olimpíadas como até mesmo para o Mundial de 2014, passando pela Copa das Confederações.

Só resta agora o Coronel Juju sentar-se na varanda, munido do sagrado copo dourado, e deixar o moço trabalhar em paz, quaisquer que sejam os resultados iniciais.

ENFIM, O CHIP

Demorou demais para a Fifa decidir implantar esse chip na bola que deixa dúvidas sobre a risca do gol – entrou, não entrou? O bichinho vai dizer com segurança na hora o que aconteceu de fato.

O olho humano é tão sensível a enganos e a tecnologia atingiu tal grau de sofisticação que não dá mais para desprezá-la nos campos do futebol.

Aliás, a propósito da falibilidade do olho humano, vale lembrar que isso serviu até para que um filósofo do passado criasse a teoria segundo a qual nossa realidade, de fato, é uma irrealidade, apenas um reflexo do mundo ideal, que está em outra dimensão, lá no céu, digamos.

E, para provar sua tese, basta o cara espiar a olho nu o tampo de uma mesa. A verá, então, lisa, marron etc. Aproximando essa superfície através de uma lupa perceberá que ela, na verdade, é uma soma depequenos orifícios, de cor amarelada. Se vista sob tal ângulo, é assim. De outro, assado, e lá vai o sábio provando que todos os nosssos sentidos – a visão, o olfato, o tato, o paladar – vivem nos pregando peças. Ora, se não poemos crer nas mensagens que eles nos enviam, em que acreditar, a não ser que tudo não passa de mera ilusão, ou projeção de uma realidade que está fora do nosso alcance.

Voltemos ao chip da bola que é algo bem mais palpável, não acha, meu?

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  1. MANO E O LUGAR-COMUM
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  3. BRASIL SEM GANSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 2 de junho de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 00:39

PARECIA FÁCIL, MAS…

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Foi uma decisão a la Libertadores dos velhos tempos: jogo acirrado, pedrada que atingiu a testa do técnico Muricy, e um placar de 3 a 3 lancinante, com bolas nas traves de cá e de lá.

E olhe que no primeiro tempo parecia que a coisa caminharia facilmente para o Peixe, que abriu 3 a 1, graças à esperteza de Zé Love, à lambança da defesa do Cerro e ao talento de Neymar, contra o oportunismo de Benitez.

Mas, no segundo tempo, o Peixe recuou demais e concedeu espaços para o Cerro empatar, e quase virar o placar, o que também não alteraria em nada o rumo do Santos em direção à final da Copa Libertadores da América.

VASCÃO!

No primeiro tempo da decisão da Copa do Brasil, o Vasco levou a melhor sobre o Coritiba, por 1 a 0, gol de Alecsandro, desviando de cabeça cruzamento da direita. Era mais ou menos o esperado, já que o Vasco jogava em casa e o Coritiba parece ter quebrado aquele encanto da incrível série invicta dos primeiros meses do ano.

Mas, o placar reflete o equilíbrio da partida, o que deixa em suspenso o desfecho final.

Notas relacionadas:

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 26 de maio de 2011 Copa do Brasil, Libertadores, Treinadores | 00:37

PEIXE NO FIO DA NAVALHA

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O Santos segue na Libertadores caminhando sobre o fio da navalha. Se a formação do time na vitória por 1 a 0 sobre o Cerro Porteño, com quatro volantes e apenas Neymar lá na frente, já que Zé Love segue à sombra do jogo, sugere maior segurança, ao mesmo tempo, a falta de criatividade no meio de campo e de agressividade no ataque é um convite para o adversário ousar mais.

Sorte que Neymar está à toda, e tem pernas e mente para segurar as pontas lá na frente. Dribla, passa, tenta a tabela, o chute a gol, e, quando nada disso resulta em rede, mete uma assistência como aquela no finalzinho do primeiro tempo para Edu Dracena conferir de cabeça.

O diabo é que, até Ganso se recuperar e Borges tiver condições de jogo, a coisa vai rolar assim mesmo, quem sabe até o Peixe levantar a taça.

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Os técnicos de Santos e Cerro após o jogo, em charge de Milton Trajano

VASCÃO E COXA

Era mais ou menos o que se esperava se a bola rolasse dentro da lógica, o que nem sempre ocorre nesses jogos fatais: Vasco e Coritiba passaram por Avaí e Ceará e vão decidir a Copa do Brasil.

O Coritiba, por seu retrospecto cintilante neste início de temporada. O Vasco, pela recente ascensão.

Agora, diante da grande decisão, tiro o time de campo.

SEEDORF, PLUFT!

Pluft! Desfez-se o sonho holandês acalentado por Corinthians, Botafogo e Flamengo nas últimas semanas: Seedorf acaba de assinar novo contrato com o Milan.

Aliás, era o que se esperava mesmo. Em primeiro lugar, porque Seedorf voltou a jogar bem, depois de um período de encolha, e foi decisivo na conquista do título italiano nesta temporada. Depois, porque o Milan adora espremer seus velhinhos até a última gota.

Uma pena, para o futebol brasileiro, que perde a chance de ver por aqui um holandês com alma e estilo bem brasileiro de jogar bola.

OLHOS DE FALCÃO

Falcão disse no Bem, Amigos que pretende, mais à frente, passar a assistir os jogos de seu Inter lá de cima, na tribuna. Dessa forma, ele fica livre da crítica dos apaixonados torcedores e da mídia, que medem o trabalho de um treinador pela encenação que o dito cujo faz à beira do gramado. E, sobretudo, analisa melhor o comportamento de seu time e do adversário, e pode passar instruções mais precisas para seu auxiliar, no rés do chão, de onde, na verdade, não se vê nada dos movimentos coletivos dos dois times.

Aliás, até hoje não entendi por que os treinadores não adotam essa postura, ainda mais com as facilidades oferecidas hoje pela alta tecnologia nas comunicações em geral.

Lembro Rubens Minelli obrigado a dirigir o seu São Paulo, na decisão do título brasileiro de 77 contra o Atlético, de uma cabine de rádio no Mineirão. Depois do jogo, encontrei-o entre surpreso e eufórico: “Rapaz, que delícia dirigir um time lá de cima!”

Pois, é. Só que Minelli seguiu sua brilhante carreira vendo o jogo do banco de reservas mesmo.

Espero que Falcão consiga mudar esse braço da viola, com sucesso.

Notas relacionadas:

  1. SÓ O PEIXE NESTA NOITE
  2. O PEIXE DESTE SÉCULO
  3. PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, História, Libertadores | 19:03

PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS

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Ainda sem Ganso e Alan Patrick, o Santos recebe o Cerro Porteño, no Pacaembu, pelas semifinais da Libertadores, com quatro volantes – Adriano, Arouca, Danilo e Elano, o que provoca nos puristas da Vila um revirar de olhos.

Estejam certos esses amigos que este blogueiro teria a mesma reação, caso houvesse de fato uma alternativa para o técnico, e se três dos escalados não fossem versáteis o bastante para compensar em parte a ausência de um meia autêntico.

Sucede que a única opção no elenco para essa posição é Felipe Anderson, de 17 anos, muito menino para um jogo tão decisivo. Ou, então, a presença de Keirrison lá na frente, entre Zé Love e Neymar. Mas, Keirrison tem sido tão abúlico nesta sua passagem pelo Santos, que, confesso, não ousaria colocá-lo de saída.

Ainda se Borges pudesse atuar… Mas, não pode. Acaba de desembarcar na Vila com os papéis vencidos para esta fase da competição.

Assim, Elano deverá atuar mais à frente, uma faca de dois legumes – como diria o saudoso Vicente Matheus, pois se estará mais perto da meta adversária para disparar aqueles chutes certeiros, não tem a ginga, velocidade e o drible inerentes à função.

Mesmo assim, desconfio que o Peixe pode fazer boa figura no Pacaembu e ganhar o jogo, que é o mais importante nesta quadra de sua vida. Nem que seja por um placar apertado, para jogar em Assunção pelo regulamento. Isso também faz parte.

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Muricy repetirá, contra o Cerro, time que terminou o último jogo contra o Once Caldas (AE)

O que não dá é exigir que o atual Peixe jogue aquele futebol desabrido, deslumbrante e ao mesmo tempo eficiente dos tempos de Robinho, Ganso, Neymar, André, Wesley e cia. bela, do primeiro semestre do ano passado. Esse já era, para a desgraça de todos que amam o verdadeiro futebol, em sua plenitude.

COPA DO BRASIL

Os quatro participantes das semifinais da Copa do Brasil pouparam-se no fim de semana para essa rodada decisiva de amanhã.

Mas, agora, Avaí, Vasco, Coritiba e Ceará vão com tudo, mesmo por que nos confrontos de ida os dois jogos acabaram empatados. Ruim para Vasco e Ceará, que perderam a vantagem de mando de campo. Mas, nada que não possa ser desfeito nos jogos da volta.

Afinal, o Vasco tem bala e ânimo para se classificar em Floripa, por exemplo, embora, pelo retrospecto sensacional do Coxa nesta temporada, a situação do Ceará seja mais complicada.

Todavia, é sempre bom lembrar que se trata de um jogo só, capital, e, nesses casos, são tantas as variáveis que fogem ao mero cotejo técnico, que qualquer coisa ainda pode acontecer.

BUCANEIROS E PIRATAS

O título desse filme de piratas poderia ser Os Corvos dos Campos, em vez de o clássico Gavião dos Mares. No lugar do bonitão Errol Flyn, o horrendo Thomas Mitchel de O Motim, disparando seus canhões contra um Anthony Quinn, disfarçado de vil latino.

Na verdade, não há mocinhos entre os piratas da Rainha e os bucaneiros latinos -  brasileiros,f ranceses e demais envolvidos nesse tiroteio em torno da Fifa.

O amigo pode mais ou menos dimensionar, pela grana que corre aqui no rés do chão, o vulto da gana que corre lá em cima, nos andares das grandes decisões do futebol.

Se um jogador de futebol, de porte médio, ganha coisa de 130 mil reais por mês num país como o nosso, de tantas carências, 100 milhões de dólares para um ex-presidente da Fifa e alguns membros do Comitê Executivo da mesma entidade, é uma bagatela, convenhamos.

Sepp Blatter garante que isso não ficará barato. Palavras ao vento, meu caro amigo. Pois, ele mesmo é acusado de outros tantos malfeitos.

Como já disse e repito, tenho dúvidas se a mais antiga profissão do mundo é aquela ou esta, a corrupção nos altos e baixos escalões onde impere a autoridade, qualquer que seja ela.

O CASO GIGGS

Logo agora, na reta final pela disputa em Wembley do título da Liga dos Campeões, estoura esse escândalo sexual envolvendo Giggs, esse jogador espetacular, talvez o maior ídolo da história do Manchester United e certamente o maior vencedor da vida dos Diabos Vermelhos.

Aliás, de que se acusa Ryan Giggs, o mais fiel diabo vermelho desde o legendário Bobby Charlton? De infidelidade. Não ao clube, mas à esposa, porque o craque teria saltado o muro da moralidade burguesa (ui, que velho isso!) em busca de breves prazeres ofertados pela exuberante modelo Immogen Thomas.

Pelo que se sabe, uma relação consensual entre dois adultos, vacinados e donos de seus narizes. Nenhum abuso, nenhum pagamento pelo ato escuso (?), nada que pudesse caracterizar crime no estrito senso da palavra, a não ser adultério, que, no mundo ocidental, não condena ninguém a apedrejamento, tampouco ao cárcere.

Giggs teve o cuidado, aos primeiros rumores sobre sua relação com a modelo, de ir aos tribunais, pedindo, antes de mais nada, sigilo, em nome de seus dezessete anos de casado e dos filhos do casal oficial. E o juiz o concedeu.

Pois, não é que os tablóides ingleses, aqueles que vivem como urubus em volta da carniça alheia, fizeram tanta pressão que a coisa foi levada ao Parlamento como censura à livre expressão da imprensa? E pode?

Censura à livre expressão da imprensa é quando um sujeito rico e poderoso comete uma série de falcatruas, lesivas à sociedade em geral, e se utiliza de sua fortuna para conseguir, nos tribunais ou fora deles, calar a boca da imprensa.

O mesmo preceito vale para governantes e poderosos em geral.

Outro dia mesmo, um sábio juiz da mais alta corte brasileira, diante da questão sobre o direito de casais gays se unirem perante a lei, fez a pergunta crucial: a quem isso prejudica? Quais terceiros serão prejudicados pela união de dois homossexuais de qualquer gênero? Obviamente, ninguém. Logo, segue o jogo, como diria seu par com apito correndo pelos gramados do futebol.

Neste caso, quem é lesado pelo relacionamento amoroso entre um jogador de futebol e uma modelo? Que falta fará ao público saber se fulano transou com beltrana, num ato de mútua vontade?

Resposta: só sofrerão lesões graves, algumas até irreparáveis pelo resto da vida, Giggs e sua família, mulher e filhos.

Liberdade de expressão e moralidade rastaquera são a água e o vinho. Vinho envenenado, diga-se.

ABDIAS, ADEUS

Foi-se, aos 97 anos de idade, um grande, imenso, brasileiro: o poeta, ator, dançarino, músico, político e ativista pelas causas da negritude neste país, Abdias do Nascimento.

Ele, no Rio, e Solano Trindade, tão esquecido, em São Paulo foram dois pilares na luta pela igualdade de direitos e contra o ranço do racismo que grassava (ainda grassa) neste país negro, branco, mulato, mameluco e cafuz.

Foi de sua lavra o projeto de lei que instituiu o Dia da Consciência Negra no Brasil, substituindo o flácido Treze de Maio, que mais remetia aos tempos da escravidão do que os da liberdade total que ainda está por vir, embora tenhamos avançado muito, graças justamente a figuras como Abdias e Solano, o fundador do Embu das Artes, que está em vias de oficializar essa designação.

Tive poucos contatos com Abdias, que, num certo tempo foi contestado por algumas vertentes do movimento negro brasileiro mais radical. E o que me chamava sempre a atenção era seu porte imperial, algo entre o babalorixá baiano e o rei do Congo, e suas certezas inabaláveis quanto à condução do movimento negro no Brasil.

Talvez, depois de Patrocínio, na esfera legal dos brancos, Abdias tenha sido o negro mais importante da história do Brasil. Um Brasil que não sabe um tico de sua história, e, por isso mesmo, está sempre propenso a repetir pecados como se estes fossem originais.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES NA COPA DO BRASIL
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. O PEIXE DESTE SÉCULO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 13:59

O PEIXE DESTE SÉCULO

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O Peixe mal teve tempo pra festejar a conquista do título paulista e já está com um pé no Pacaembu à espera do traiçoeiro Once Caldas e com os olhos postos nas semifinais da Libertadores. Mas, antes, terá de passar pelos colombianos, que, embora não sejam nenhum timaço, carregam na bagagem a fama de se dar melhor fora do que em casa.

Prova disso, a virada que aplicou no Cruzeiro, a melhor equipe da disputa até então, em plena Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Eis por que o técnico Muricy lamenta mais uma baixa importante – Jonathan, que ficará, por baixo, duas semanas de molho.

Não é mole, meu: o Santos vem  de decisão em decisão, nas duas frentes de batalha, há mais de mês, sem pré-temporada adequada, e com jogadores fundamentais voltando de longa inatividade, como Ganso, Arouca e Jonathan, entrando e saindo da enfermaria.

Mas, o Santos, nesta primeira década do século, tem sido tocado pelos fados. Basta lembrar que chegou a seis decisões e levantou cinco dessas taças. Isso, desde os idos de Robinho e Diego até estes dias de Ganso e Neymar.

E, o mais significativo: chegou a todas essas conquistas contrariando o vezo defensivo que permeia nosso futebol há duas décadas, por baixo. Chegou lá, colocando em campo o que os pragmáticos de plantão consideram coisa de museu – vencer jogando bonito, marcando muitos gols e dando espetáculo.

Por tudo isso – e não só porque o Santos é o único brasileiro ainda vivo na Libertadores – , vale a pena torcer para que siga em frente, até a glória final.


TRAPALHÕES DO MORUMBI

Há muitos anos não usava essa expressão para qualificar a direção do São Paulo, que, ao longo da história gloriosa desse clube, tem sido um modelo de administração sensata e eficiente, com esta ou aquela exceção.

Esta é uma das exceções que merece o resgate do título – Trapalhões do Morumbi.

Na sexta-feira, o presidente deu claros sinais de que Carpegiani estava fora. Na segunda, estava dentro de novo. O que houve entre um dia e outro?

Simples, o São Paulo fez as contas de quanto gastaria para pagar as multas rescisórias de Carpegiani e de Dorival Jr., por exemplo, um dos dois aventados para substituir o (ex) atual técnico, e voltou atrás. Teria de desembolsar um milhão para a rescisão do contrato de Carpegiani, e mais dois, pela de Dorival Jr. com o Galo. Ao mesmo tempo, Cuca ratificava, em Minas, seu desejo de permanecer no Cruzeiro. Logo…

Esse é apenas mais uma trapalhada das tantas que vêm marcando a atual gestão tricolor e que justificam o período de estiagem de títulos vivido pelo São Paulo nos dois últimos anos.

SEEDORF NO BOTA?

O Corinthians estava dando como praticamente certa a vinda de Seedorf, caso o holandês não renovasse seu contrato com o Milan, graças à interveniência de Ronaldo Fenômeno.

E, também, pelo fato de que Seedorf, casado com uma brasileira, fala português com fluência e adora passar uns tempos por aqui.

Eis, porém, que estoura na Internet a notícia de que dirigentes do Botafogo estiveram reunidos com Seedorf por cerca de quatro horas, neste fim de semana, o que abre a perspectiva de o holandês acabar mesmo em General Severiano.

Ou, simplesmente, assinar novo contrato com o Milan, que cultua seus velhinhos como nenhum outro clube do mundo.

ZAGALLO, PEPE E…

Zagallo e Pepe têm em comum muitas coisas. Ambos jogavam na mesma posição – a ponta-esquerda, hoje praticamente extinta no Brasil – e foram os bicampeões mundiais, em 58 e 62, além de jogar nos dois times que dominaram a cena do futebol à sua época, o Botafogo e o Santos..

Mas, diferenciavam-se nos estilos.

Zagallo, meia-esquerda de origem, era basicamente um jogador tático, aquele ponta que voltava para fechar espaços, e ajudava o lateral a combater os adversários que por ali circulassem, não se abstendo, porém, de ir à linha de fundo, sempre que possível.

Já Pepe era o Canhão da Vila, o aríete que partia com a bola colada à canhota em velocidade até chegar à zona de conclusão, quando disparava um foguete de meter medo a qualquer goleiro.

Contam-se muitas histórias de como Zagallo ganhou, através daqueles seus sortilégios onde o cabalístico número 13 cintilava com poderes sobrenaturais, a posição de titular da Seleção naquelas duas conquistas inesquecíveis.

E, por falar em sortilégios, enquanto os dois, sentados lado a lado no estúdio do Bem, Amigos, iam desfiando suas histórias e opiniões, vejo materializar-se atrás deles, a figura de um crioulo com um sorriso maroto nos lábios. Aponta para os dois e me dá uma piscada de olho malandra.

Logo reconheci a figura e entendi a mensagem silenciosa. Era o maranhense José Ribamar de Oliveira, mais conhecido como Canhoteiro, o Mago, que certamente estaria no lugar dos dois craques eternos, não fosse a atração irrefreável pela noite, que, às vésperas dos cortes finais para a Copa da Suécia, escapou da concentração e recebeu bilhete azul no dia seguinte.

Para os jovens que jamais ouviram falar de Canhoteiro, morto ainda jovem, recomendo o livro de impressões sobre ele escrito com primor pelo corintiano Renato Pompeu. E presto aqui meu testemunho pessoal e o de ninguém menos do que Mestre Zizinho, o mais completo jogador brasileiro de todos os tempos, para quem Canhoteiro era o Garrincha da esquerda, com um repertório de dribles e assistências ainda mais variado.

Naquela segunda metade dos anos 50, se você comprasse o ingresso de Arquibancada, no Pacaembu, tinha livre acesso à Geral e vice-versa. Então, eu e meu irmão Cyro comprávamos duas arquibancada e ficávamos à espera do toss. Se o São Paulo atacasse a Concha Acústica (hoje, Tobogã), corríamos para as gerais e, ali, colados ao alambrado, ficávamos nos maravilhando com seus prodígios a poucos metros de Canhoteiro. Indescritível o que esse cara fazia com aquela canhota mágica

Vá somando aí Denílson, Neymar e Ronaldinho Gaúcho e o amigo chegará perto do que fazia Canhoteiro, com aqueles calções gaiatos, arriados à altura das ancas, como um Cantinflas  (famoso cômico mexicano do cinema daqueles tempos) ou os manos de hoje em dia, a fazer estripulias nas defesas adversárias.

Não basta? Então, chamo um parceiro de adolescência, o hoje renomado ginecologista Dr. Nelson B. Cymbalista, na época, o Neca, inseparável vizinho na rua Maestro Elias Lobo, ali no Jardim Paulista.

Pois, nas tardes ociosas, Neca e eu íamos à pé até o Morumbi, que se resumia num gramado bem cuidado, com duas traves e cercado por cabanas de madeiras utilizados como vestiários para os jogadores e os trabalhadores que erguiam o gigante de concreto absurdo para aqueles tempos.

Pois, depois do treino coletivo do time, já de roupa social, Canhoteiro, para nosso encanto, jogava uma moeda no ar, aparava-a com aquele pé esquerdo ungido, produzia algumas embaixadas, até o toque final que enviava a moeda ao seu bolsinho de chaves na calça.

Acredite se quiser.

COPA DO BRASIL

Na Copa do Brasil, nesta quarta-feira, o Vasco é o grande favorito. Não só pela extraordinária recuperação que teve nos últimos tempos, mas, sobretudo, por jogar em São Januário, contra o Avaí. Mas, o time catarina, atenção!, está certinho nas mãos de Silas, e tem Marquinhos controlando o jogo no meio de campo.

Além do mais, vem embalado pela classificação espetacular diante do São Paulo, em Florianópolis.

Quanto ao outro jogo das semifinais da Copa do Brasil, a previsão fica mais nebulosa: o Coritiba vem cumprindo um semestre sensacional. Acumulou vinte e tantos jogos de vitória, antes de perder sua longa invencibilidade diante do Palmeiras, num jogo em que podia perder, pois metera 6 a 0 no adversário. Será que quebrou o encanto? Não sei.

Só sei que o Ceará, agora com seu artilheiro Marcelo Nicácio, de volta, depois de uma ida e vinda, é um time bem armado por Mancini, que derrubou o outro invicto brasileiro, nenhum outro senão o poderoso Flamengo.

É jogo pra mais de metro.

FESTAS ESTADUAIS

Esta segunda foi dia de festa para os estaduais que se encerraram no fim de semana, com a escolha dos melhores de cada um nas tais seleções dos respectivos campeonatos.

No Rio Grande, o Cruzeiro, time-surpresa do torneio, levou o maior número de prêmios. Assim como em Minas os Américas (TO e MG) tiveram um destaque especial. Por exemplo: Fábio Jr., o centroavante e artilheiro do campeonato. Mas, cá entre nós, mesmo sem ter visto o suficiente desse campeonato, Douglas não poderia ficar de fora desse time..

Sim, aquele mesmo Fábio Jr. que surgiu no Cruzeiro como um provável substituto de Ronaldinho Fenômeno, quando este partiu para a Holanda. Rodou mundo e nunca conseguiu comprovar essa expectativa. E, quando o julgávamos aposentado, balançando na rede da varanda das lembranças, ressurge fazendo gols adoidado e levando seu time ao pico da disputa do campeonato mineiro.

Em São Paulo, montaram uma seleção meio Mandrake. Chicão, por exemplo, não foi o melhor zagueiro central do campeonato. É um belo defensor, mas não jogou bem, neste certame.

Renatinho, meia-armador da Ponte, merecia um lugar nesse time. E Dagoberto, que cumpriu sua melhor performance nesta disputa, teria de estar ali no trio de ataque, no lugar de Kleber, que esteve um mísero degrau abaixo do tricolor, nas contas finais.

Por fim, no Rio, me estranha a presença de Ronaldinho Gaúcho na Seleção do Rio. Estranha mas não espanta. Afinal, o gauchinho marcou o gol da vitória na conquista  da Taça Guanabara, o primeiro turno do caricoa.

Como segundo atacante, talvez a vaga devesse ser de Eder Luís. Mas, nada reclamar, quando se trata de um craque do porte de Ronaldinho.

De qualquer forma, no geral, é isso aí.

O BIZARRO TEVEZ

Outro dia, o motorista da Sportv que veio me  buscar, perguntou-me o que queria dizer a palavra bizarro. E explicou: carregava daqui pra lá jovens repórteres que, a qualquer momento, repetiam essa palavra, fosse em referência a pessoas ou situações.

Bem, o Aurélio fala num cara elegante, bem posto etc, mas admite alguém fora do comum.

E, quando o motorista me fez a pergunta, veio-me à memória uma estampa da infância: o Supero-Homem Bizarro, a contrafacção do autêntico Super-Homem – um Super-Homem de rosto e uniforme retalhados.

Pois Tevez me lembra esse anti-herói dos quadrinhos: o rosto devastado pelas chamas de uma infância infeliz, o corpo atrofiado pela fome, e o talento único, soprado pelo destino que lhe foi antes tão cruel.

Nesta terça, meteu dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Stoke. Um, de alta classe, ao limpar dois beques e concluir fora do alcance do goleiro; outro, batendo falta no ângulo.

Isso é bizarro, embora tão natural.

Notas relacionadas:

  1. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 13 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil | 14:38

TIRO CERTEIRO DE RIVALDO

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O disparo de Rivaldo foi tão certeiro que derrubou o técnico Carpegiani. Aliás, vale lembrar que Rivaldo já havia feito reclamações do mesmo teor a semana passada, só que, na ocasião, passou raspando.

Mas, independentemente do desassossego do craque, Carpegiani já vinha na mira de boa parte da cartolagem tricolor, menos por causa de Rivaldo e muito mais pelos movimentos erráticos do técnico na montagem do time. A derrota para o Avaí – sobretudo, nas condições em que ela se deu –, com a consequente queda na Copa do Brasil, foi apenas a gota d’água.

Na verdade, esse tem sido um traço da personalidade e, por consequência, do trabalho de Carpegiani ao longo de sua carreira como treinador. Ainda que o admire muito como pessoa, ex-craque e mesmo como treinador, em certos lances de sua carreira, não me parecia ter o perfil adequado para assumir o Tricolor no momento de sua contratação. E, pior: se esse desfecho já se delineava desde o começo, mais sábio seria substituí-lo a tempo de o novo treinador encontrar a equipe ideal bem antes do Brasileirão. Mas, enfim…

Quanto a Rivaldo, embora sua presença em campo contra o Avaí fosse uma exigência das circunstâncias, o fato é que, com exceção daquela estreia promissora, até hoje, nas poucas vezes em que entrou no time, não correspondeu às expectativas. Não falo nem na possibilidade de revermos o Rivaldo de seus melhores momentos no Mogi, Corinthians ou Barça, longe disso. Mas, algo que, pelo menos, lembrasse aquele Rivaldo: duas ou três jogadas de alta classe ao longo de uma partida bastariam.

O diabo é que, com esse grilhão dos três zagueiros, o meio de campo fica esgarçado, sobrecarregando demais a dupla de volantes Casemiro e Carlinhos Paraíba. Escalar Rivaldo, lento demais, ali fragilizaria mais ainda o setor. Além do que, Rivaldo não é meia-armador, nunca foi. Sempre foi meia ponta-de-lança, a exemplo de Lucas. Resultado: nem ajudaria na marcação, nem seria decisivo na armação de jogadas ao ataque.

E esse tem sido o prego na chuteira tricolor há muito tempo: a ausência de um meia-armador autêntico.

Rivaldo, pela falta de mobilidade e pelo poder de fogo que tem no pé esquerdo e no cabeceio, bem que poderia ser testado mais à frente, como um falso centroavante, movendo-se ali em torno da meia-lua, um pouco mais, um pouco menos. Mas, essa experiência não passou pela cabeça nem do técnico, nem do jogador.

Ou, então, se for para usá-lo no meio de campo, o São Paulo terá de abrir mão de um dos três zagueiros para obter o equilíbrio necessário naquele setor.

Questões que, agora, deverão ser resolvidas por Cuca ou Dorival Jr., se um deles vier para o Morumbi, como parece ser o desejo da diretoria.

ALEX NO TIMÃO

Não, não é o Alex do Fernebaçh, ex-Palmeiras e Cruzeiro. É o outro Alex, canhoto também, hábil e inteligente, que ganhou projeção no Inter e está no Leste Europeu.

Faltam pequenos acertos para esse Alex vestir a camisa do Corinthians, que perdeu Bruno César para o futebol português. Pelo menos é o que diz o presidente do Corinthians,  pra não criar marola antes da decisão com o Santos. Mas, o Spartak já anunciou a saída do jogador.

Grande pedida!

VASCÃO REDIVIVO

O Vasco é o único representante dos grandes clubes do eixo central do futebol brasileiro (Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas) nas semifinais da Copa do Brasil, ao lado de Coritiba, Avaí e Ceará. E isso não é apenas um sinal dos tempos, mas, também, um prodígio de recuperação desse time que saiu de humilhante campanha na Taça Guanabara pra disputar o título da Taça Rio e agora criar asas em direção à Copa do Brasil, o que lhe daria vaga na Libertadores do próximo ano.

Esse resgate do grande Vasco deu-se pela combinação de dois fatores: a chegada do técnico Ricardo Gomes e a contratação de alguns reforços preciosos, como Alecssandro, Diego Souza e Bernardo, que se juntaram a Dedé, Eder Luís e a Felipe – reanimado pela presença dos novos companheiros – para alcançar um patamar técnico superior.

Isso não quer dizer que o Vasco já levou a taça, mesmo porque Coritiba, Ceará e Avaí, como provaram nas fases anteriores, têm bola e espírito para chegar lá, também. Nem mesmo que o Vasco tenha se transformado num timaço. Mas, pelo menos, trocou finalmente de papel – de coadjuvante a protagonista. O que não é pouco num futebol tão equilibrado como o nosso.

Notas relacionadas:

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 12 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 16:22

QUEDA TRICOLOR E RIVALDO

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O Vasco passou, mas o São Paulo ficou pelos descaminhos da Copa do Brasil, o atalho para a Libertadores, portanto, mais valiosa do que os estaduais que pipocaram por aí neste primeiro semestre do ano.

O Vasco chegou às semifinais do torneio com dois empates diante do Furacão – 2 a 2, lá, e 1 a 1, em São Januário. Mas, que dois empates! Sobretudo o desta noite de quinta, quando a bola zuniu nas duas áreas com o som de alarme ligado a todo volume.

O Atlético saiu na frente, mas logo o Vasco empatou, com Elton, e segue em frente.

Já o São Paulo, que desembarcou em Florianópolis com o 1 a 0 do Morumbi sob o braço, levou uma virada histórica do Avaí, que dominou praticamente todo o primeiro tempo, quando tomou o gol de Casemiro, mas, reagiu com William e Bruno.

E, em 30 segundos da etapa final, Marquinhos Gabriel atingiu o placar que classificaria o Avaí.

Ao fim do jogo, enquanto a galera azul celebrava a conquista, Rivaldo metia a boca em Carpegiani, na rádio Globo, dizendo-se humilhado pela reserva tão completa que não teve vez nem nas três substituições promovidas pelo treinador tricolor.

Substituições, por sinal, confusas. Precisando de apenas um gol, no segundo tempo, voltou com Marlos no lugar de Fernandinho,  machucado, para tentar equilibrar a luta pelo meio de campo, vencida pelos avaianos na etapa primeira.

Marlos, porém, entrara no lugar de Fernandinho para fechar pelo meio. Assim, perdeu de vez qualquer profundidade pela esquerda, já que Juan raramente tem ido à linha de fundo.

Só depois Carpegiani sacou o inútil terceiro zagueiro, para a entrada do atacante Henrique. Por fim, retirou o mesmo Marlos e pôs em seu lugar outro atacante, o menino William José. Não sem antes ter levado Wellington à beira do campo, pronto para entrar em campo, abortando, de repente, essa substituição.

O sonho da Libertadores, agora, se limita a obter uma vaga no Brasileirão que aí vem.

Charge com técnicos de Avaí e São Paulo (Milton Trajano)

REFAZENDO O MENGO

O  Flamengo ganhou os dois turnos do Campeonato Carioca, manteve uma série invicta considerável nesta temporada, além de apresentar dois jogadores de alto nível, como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Mas, perdeu para o Ceará ( excelente time, porém nada excepcional) a invencibilidade e a vaga às semifinais da Copa do Brasil, atalho para a Libertadores, sonho de consumo na Gávea, claro.

Thiago Neves tem respondido à expectativa que dele se fazia. Ronaldinho, não. Isso porque se esperava muito mais de Ronaldinho do que de Thiago, pela imensa diferença e potencial técnico de um em relação ao outro.

O Mengão, todavia, não pode ficar refém de expectativas. Precisa montar um time real, capaz de oferecer às suas duas mais cintilantes estrelas base para alcançar o nível adequado às exigências de sua camisa e da torcida.

Por exemplo: um zagueiro, um lateral-esquerdo e um centroavante de alto porte, pelo menos, já que o entorno quebra um belo galho.

Fala-se, para a lateral-esquerda. em Júnior César, na reserva de Juan – que o Flamengo jamais deveria ter permitido sair da Gávea. Aliás, só é reserva porque andou muito tempo se recuperando de grave lesão e, quando voltou, esbarrou na presença de Juan, cria da casa e recém-contratado pelo São Paulo. Boa pedida

Lá mesmo no Morumbi, há uma solução para a zaga central: Alex Pirulito, que vive reclamando da inoperância da diretoria tricolor em resolver seu caso definitivamente.

Quanto ao atacante de escol… bem, aí, já não me arrisco, pois não vejo na praça nenhum que chegaria à Gávea, agora, com porte e técnica para assegurar uma perforrmance esperada.

Quem sabe, com o andamento dos jogos, Wanderlei venha a ser o cara. Mas, é preciso testá-lo até o seu limite. Não adianta o sujeito entrar e sair do time, jogo após jogo. É fundamental dar-lhe uma sequência de cinco ou seis partidas, pelo menos.

BUSQUETS PISOU NA BOLA

Busquets talvez seja o mais elegante e eficiente volante do futebol do planeta. E, quando digo volante, é no estilo da formação do Barça – nada de dois, um só, como mandam as regras da arte.

Mas, Busquets é, reconhecidamente, um encrenqueiro em campo. Provoca os adversários, com chistes e ofensas, e alguns pontapés, nada além da conta, neste quesito.

O fato é que o Real enviou uma reclamação à Uefa, segundo a qual Busquets excedeu-se, ao chamar o nosso Marcelo de macaco, no último clássico espanhol. A punição pode chegar a cinco jogos de suspensão, o que tiraria Busquets da final da Liga dos Campeões contra o Manchester.

Justíssima pena, caso seja comprovada a denúncia, que é pra essa gringalhada tomar ciência dos tempos atuais, onde o racismo e o preconceito não têm lugar.

A VERDADE DE ROBINHO

Robinho não tem sido, ultimamente, aquele malabarista de outros tempos, o rei das pedaladas e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, pense o amigo comigo. O bicho foi fundamental nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil, no primeiro semestre do ano passado, pelo Santos. Transferiu-se para o Milan no início da temporada europeia e acaba de levantar a taça italiana como um dos três artilheiros da equipe, ao lado de Pato e de Ibra,.

Resumindo, em um ano e meio. Robinho foi campeão paulista, ajudou o Santos a chegar na Libertadores e vestiu a faixa de campeão italiano. É pouco? Vasculhe por aí, atrás de quem tenha tenha conquistado tudo isso em tão pouco tempo.

Notas relacionadas:

  1. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
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  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 11 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 17:34

PEIXE, ALÉM DAS ADVERSIDADES

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Diante de todas as adversidades que o Santos teve de enfrentar, a vitória por 1 a 0 sobre o Once Caldas, em Manizales valeu por uma goleada. Sobretudo, porque o Peixe, a maior parte do tempo, pôs a bola no chão, envolveu o adversário, correu poucos riscos, a não ser aquela pressãozinha de final de jogo, natural nessas circunstâncias, e até poderia ter ampliado o placar em dois lances, pelo menos.

Falo, claro, daquela chegada de Alan Patrick diante do goleiro e da cobrança de falta por Elano que se chocou com a trave.

Quanto ao gol marcado, mais uma vez nasceu da clarividência de Neymar, que percebeu a entrada pela esquerda de Alan Patrick e serviu-lhe de colher para o substituto de Ganso mandar a bola às redes colombianas.

O mesmo Neymar, que, apesar do evidente cansaço, protagonizou os lances mais inventivos, quando não hilariantes, da partida, além de ter dado a assistência para o gol e provocado a expulsão de Calle, o que, óbvio, facilitou as coisas para o Santos.

A propósito, aliás, vale dar os parabéns ao técnico Muricy, que, além de armar bem seu time, principalmente, o sistema defensivo, só foi apelar para o terceiro zagueiro já lá perto dos acréscimos, quando Elano arriara de vez.

Agora, resta reunir as tais forças extras para decidir o Paulistão na Vila com o Corinthians e pegar, em seguida, o Once Caldas, no jogo da volta, reavivando na memória a trágica noite de quarta do Cruzeiro, frente ao mesmo time.

Depois, se tudo der certo, aí, sim, celebrar, e juntar os cacos para o que der e vier..

A CARROÇA E O BONDE

A Carroça sem Freio abalroou o Bonde sem Freio, acreditem!, e tirou o técnico Luxemburgo dos trilhos, que saiu atirando sobre o juiz e o chefe da arbitragem da CBF.

E olhe que o Flamengo teve a classificação às semifinais da Copa do Brasil a seus pés até a metade do primeiro tempo, quando disparou 2 a 0, ambos de Thiago Neves (o primeiro, um primor de técnica e reflexos).

Momentos em que Ronaldinho Gaúcho, o R-10, produziu seu melhor futebol desde que desembarcou na Gávea. Dentre eles, o passe pelo alto para Thiago Neves marcar o primeiro gol.

Mas, aos poucos, sobretudo depois da entrada de Osvaldo no lugar de Vicente, o Ceará reagiu, sob o comando do veteraníssimo Geraldo, o G-10 do Ceará – um canhoto prodigioso que até hoje não sei por que nunca foi contratado por um dos grandes do Rio, de Minas, do Rio Grande ou de São Paulo.

E, via Washington, aquele mesmo ex-Palmeiras e tantos outros clubes, empatou o jogo, placar suficiente para seguir adiante na Copa do Brasil.

A propósito das extremadas reclamações do técnico Luxemburgo e dos jogadores flamenguistas, quero dizer que não vi irregularidade nenhuma no segundo gol do Ceará, tampouco questiono a expulsão de Angelim, pelo segundo cartão amarelo que avermelhou o defensor rubro-negro.

Foi, de qualquer forma, um jogo disputado no fio da navalha, que poderia ter sido vencido por um dos dois sem causar espanto algum. Mas, o mais comovente foi realmente a participação da torcida do Ceará – um show de empolgação e alegria.

QUEDA DO ULTIMO INVICTO

Claro, não se podia esperar que o Palmeiras conseguisse, no mínimo, alcançar o mesmo placar bizarro obtido pelo Coritiba no Paraná. Mas, jogando no Pacaembu, ainda que pleno apenas de protestos das tais torcidas uniformizadas, bem que o Palmeiras poderia fazer o que fez – vencer o Coxa, por 2 a 0, quebrando a histórica sequência de vitórias dos paranaenses.

Foi na base de muito empenho e pouca técnica, mas foi. Não compensa, nem consola, mas, pelo menos, ameniza.

Pior para o Palmeiras não é a lembrança da goleada passada, mas do nebuloso futuro em relação ao sagrado Jardim Suspenso em ruínas.

Não é crível que cartolas de um clube que já foi exemplo de administração num passado remoto e empreiteiros de renome cheguem a esse extremo: derrubar um estádio, com o objetivo  de construir outro em seu lugar, e, por falta de entendimento entre as partes, o que deveria estar definido, tim-tim por tim-tim antes da primeira marretada, no papel e nas mentes dos dois contratantes, tudo estanca e o futuro fica pendurado no ar.

Um absurdo jamais visto em lugar nenhum.

BARÇA, TU É O MAIÓ!*

De nada valeu o Real golear o Getafe na véspera, a não ser impulsionar Cristiano Ronaldo para a liderança da tabela dos artilheiros, com seus quatro gols no jogo.

Pois, o Barça sacramentou o título espanhol, o terceiro em seguida, diga-se, com o empate por 1 a 1 contra o Levante. Empate, aliás, fruto de duas ciladas do destino: a falha de Piqué, o impecável Piqué, no gol de Caicedo, do Levante, e aquela bola no poste de Messi, que, depois de driblar quatro adversários, tocou no canto, por baixo do goleiro.

Seria o gol mais emblemático, a coroar a conquista do melhor time do mundo nos pés do melhor jogador do mundo, em jogada que ele reproduziu à exaustão ao longo de toda a temporada.

Como emblemático foi o gol do Barça, o passe pelo alto de Xavi, o centro nervoso dessa maravilhosa equipe, para o cabeceio de Keita. Esse Xavi que passa meses sem errar um passe, justamente o mais fundamental requisito de jogo da bola.

Aliás, a troca de passe, um-dois, sincronizado, hipnótico, de uma constância inalterada, seja em casa ou no campo inimigo, em qualquer competição, é o atributo mágico desse campeão histórico, pois, inscreve-se já na galeria dos maiores times de todos os tempos.

Veja só o amigo. O Barça jogava por um empate para levantar a taça, contra o pequeno Levante, mas no campo adversário, acossado pela aproximação do maior rival, o Real. Contudo, em nenhum momento da partida, recuou suas linhas, para jogar pelo resultado. Nem quando abriu o placar, nem quando tomou o gol de empate.

Só no finalzinho do jogo, ficou ali na sua intermediária trocando passes, mesmo porque o Levante não esboçava o menor interesse em mudar o cenário já estabelecido, com medo de levar o gol de desempate.

De resto, postou-se, como sempre, lá na frente, naquele toque-toque proverbial, em busca da brecha perfeita para tentar a conclusão. Apelar? Jamais! Basta isto: já lá pelos 23 minutos do segundo tempo, jogo empatado, sabe quantas faltas o Barça havia cometido? Três. Isso mesmo, três faltas num jogo decisivo e no campo do oponente.

Ah, sim, e com Mascherano no time, meu!

Se vai exorcizar os Diabos Vermelhos, no sagrado templo de Wembley, não sei, pois o Manchester United é outro departamento. Mas, que merece, ah, disso não tenho a menor dúvida.

*Esse era o bordão do saudoso Brandão Filho no popularíssimo humorístico do rádio e da tv dos anos 50/60, Balança, Mas, nao Cai. No Rio, era Mngo, tu é o maió! Em São Paulo: Curintia, tu é o maió!

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. A LONGA JORNADA DO PEIXE
  3. PEIXE, UFA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de maio de 2011 Copa do Brasil | 22:14

COXA, ESPETACULAR!

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Ah, mas esse Coritiba só enfrenta pé de chinelo, campeonato paranaense, essas molezas; quero ver quando pegar os grandões do Brasil – diziam os céticos e soberbos dos grandes centros, enquanto o Coxa ia batendo recordes sobre recordes nesta temporada.

Pois, pegou o Palmeiras, pela Copa do Brasil. O mesmo Palmeiras que liderou a maior parte da fase de classificação do Paulistão, tido e havido como o mais disputado do país O Palmeiras de Felipão, mestre em mata-mata, do Kleber Gladiador e tal e cousa e lousa e maripousa..

Pegou, torceu o pescoço do Periquito e fez uma canja do adversário, no Couto Pereira: 6 a 0. Ou, para os mais jovens, de gosto tão duvidoso, fez um porco assado com batatas coradas. Tá bom, ou querem mais?

É verdade que Rivaldo foi expulso, aos 17 minutos do segundo tempo, justamente, diga-se. Mas, aí, o placar já era de 4 a 0 para o Coxa, que dominava plenamente a partida.

A não ser que, no jogo da volta, o Palmeiras consiga um prodígio, algo que beire o sobrenatural, o Coritiba já está na próxima fase da Copa do Brasil. caso contrário, até o futuro de Felipão no Palestra estará ameaçado.

BONDE DESCARRILOU

E o bonde sem freio descarrilou ao bater de frente com o Ceará, que foi ao Engenhão carimbou a faixa de campeão do Flamengo e voltou para Fortaleza com grandes chances de seguir nos trilhos da Copa do Brasil que conduzem à Libertadores.

Afinal, fez 2 a 0, gol de falta de  Nicácio, no finzinho do primeiro tempo, e ampliou
em bela infiltração de Geraldo (a bola tocou no seu braço, involuntariamente), aos 20 minutos do segundo tempo. O mesmo Geraldo que perderia o gol mais feito do jogo, logo depois de o Flamengo reduzir o placar com Vanderlei, que entrara no lugar do inócuo Deivid.

Sim, claro, o Flamengo apertou, quase chegou ao empate, não fossem as boas intervenções do goleiro Fernando Henrique. Mas, foi pouco para o brilho de suas atrações internacionais, como Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, que se mexeu o tempo todo, buscou o jogo, lutou, e acabou saindo de campo, no final, sob vaias.

Atenção, porém: o Flamengo, apesar do desastre, ainda tem bala para voltar aos trilhos da Copa do Brasil.

Notas relacionadas:

  1. CRISE NA LIBERTADORES
  2. COXA E VERDÃO NA FOTO
  3. INVICTOS EM CAMPO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de maio de 2011 Copa do Brasil | 14:59

INVICTOS EM CAMPO

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Os dois únicos invictos do Brasil entram em campo, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil. O Coritiba, campeão do Paraná, mais do que invicto, recordista de número de vitórias consecutivas do país, até onde as estatísticas nos revelam, recebe o Palmeiras no Couto Pereira. E o Flamengo, campeão carioca, pega o Ceará, no Engenhão.

O Flamengo, que parece ter ajeitado de vez sua formação, com o recuo de Renato Abreu como segundo volante, ao lado de Botinelli, e Ronaldinho Gaúcho mais à frente, fazendo dupla de ataque com Deivid, sugere uma dinâmica mais ofensiva.

Embora favorito, é bom não desprezar o Ceará de Wagner Mancini, com seus bons veteranos Iarley, Washington, Geraldo, o regente da equipe, além dos mais jovens, tipo os canhotos Thiago Humberto e Sérgio Mota.

É jogo que se prenuncia, no papel, muito interessante de se ver.

Já o Coritiba, que só ganha há, sei lá, duas dúzias de partidas, terá de se haver com uma defesa sólida, a menos vazada do Brasil até outro dia, escudada no goleiraço Deola que não deixa saudade de São Marcos, pra se ter uma ideia do tamanho de seu desempenho.

Além de conter Kleber, o Gladiador, sempre fuçador, acionado por Lincoln, no lugar de Valdívia, novamente no estaleiro.

O Coxa, porém, vem de tantos êxitos sucessivos que é difícil pensar numa quebra de expectativa justamente agora. Mas, que ela está no ar, ah, isso está.

DIABOS, ÓBVIO

Mesmo sem meio time titular – o que é discutível, pois Anderson, Berbatov e Scholes, por acaso, podem ser considerados reservas? – o Manchester, em Old Trafford, disparou 2 a 0 logo de cara sobre o Schalke-04, com Valência e Gibson, autor, por sinal da bela assistência no primeiro gol.

Mas, num vacilo na saída de bola dos Diabos Vermelhos, cuja defesa, essa sim, estava muito desfalcada, Jurado empatou, num chute certeiro. Na recarga, porém, Valência dominou diante do goleiro Neuer, que falhara no segundo gol do Manchester, livrou-se dele e disparou para o beque salvar em cima da risca.

O Schalke animou-se um pouco, mas não o suficiente para ameaçar a supremacia do Manchester, que, no segundo tempo, com Anderson, disparou a goleada esperada: 4 a 1.

Como? Se o Manchester será presa fácil do Barça, no jogo decisivo pela Liga dos Campeões da Europa, me Wembley? Sei, não. O Barça é muito melhor, mais encantador e eficiente. Mas, os Diabos Vermelhos conhecem bem os atalhos da vitória.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
  2. GUERRA EM MONTERREY
  3. CRISE NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última