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Arquivo da Categoria Clubes brasileiros

quinta-feira, 24 de março de 2011 Clubes brasileiros, Libertadores | 02:03

VIRADA DA GALERA TRICOLOR

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Depois da heroica virada do Flu sobre o América do México, Fred exaltou o comportamento da torcida: “Se ela começasse a vaiar quando perdíamos por 2 a 1, sei não…”

Mas, não vaiou. Ao contrário, apoiou o time do início ao fim, quebrando um vezo das torcidas brasileiras, em geral, impacientes e altamente críticas.

Aliás é voz corrente entre nós que a torcida reage ao comportamento do time em campo – se o time vai bem, a galera aplaude; se vai mal, vaia. Mas, é essa mesma torcida que se intitula o décimo segundo jogador, aquele que joga nas arquibancadas com os companheiros lá embaixo no campo.

Contudo, é justamente na desdita que o time carece do apoio incondicional do torcedor, aquela força externa que desperta a força interna extra dos jogadores, capaz de superar eventuais defeitos técnicos e táticos e virar um jogo decisivo.

E foi o que aconteceu nesses 3 a 2 do Flu sobre o América, que mantém o Tricolor ainda respirando na Libertadores.

ESPERANDO ABEL

Abel Braga, pelo telefone, ao vivo, garantiu ao presidente do Fluminense, Peter Siemsen, convidado do Arena Sportv nesta quarta-feira, que estará nas Laranjeiras daqui dois meses.

O presidente sorria de orelha a orelha diante das câmeras.

TIMÃO NA FRENTE

E o Corinthians, ao bater o Oeste, no Pacaembu, por 3 a 0, reassumiu a ponta da tabela do Paulistão. E botou fogo no clássico de domingo contra o São Paulo.

Sim, porque não bastou ao Corinthians vencer para subir ao topo. Foi preciso combinar essa vitória com a derrota do São Paulo em Jundiaí para o Paulista, por 3 a 2, num jogo esquisito, em que o Tricolor atacou muito, desperdiçou várias chances de gols e soçobrou na defesa, apesar de seus três zagueiros de ofício.

Já o Corinthians manteve o equilíbrio das últimas partidas. E, mesmo sem brilhar, poderia ter dobrado o placar, onde o artilheiro Liedson inseriu mais um de seus tantos gols na volta ao Timão.

Mas, quem se meteu entre Corinthians e São Paulo foi o outro integrante do Trio de Ferro – o Palmeiras, que venceu o Linense por 3 a 0, na Arena de Barueri, no jogo do resgate de Licoln, que perdeu gol feito, mas jogou muito bem, embora a noite verde fosse do menino Patrik, com dois gols.

Noite que, na Vila, foi de Ganso, de cujos pés nasceram os três gols de um Santos desfalcado de nove titulares e reservas diretos.

Um Peixe desfalcado e, por causa disso, desfigurado taticamente, com seus três zagueiros. Mas, nessa quadra trepidante do Santos, o que mais interessava mesmo era a conquista dos três pontos.

Notas relacionadas:

  1. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  2. NOITE TRICOLOR
  3. SAÍDA PARA O FLU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 22 de março de 2011 Clubes brasileiros | 15:44

A DANÇA DO DIABO

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Há muitos anos, o ex-técnico José Sarno, que, nos anos 50 foi zagueiro e lateral do Palmeiras, Santos, Botafogo,  entre tantos outros, escreveu um dos raros livros sobre futebol na época: Futebol, a Dança do Diabo.

Falava, sobretudo, da vida cigana dos treinadores de futebol de sua geração, uma dança eterna da cadeira – esse entra e sai, essa troca de cadeiras constante nos clubes brasileiros. A única diferença está na conta corrente dos mais famosos – ganha-se muito mais hoje do que antigamente, claro.

Enfim, Papai Joel deixou o Botafogo chorando, enquanto a turma do Flu sorri com a possibilidade de levá-lo de imediato às Laranjeiras, sobretudo depois de ter sido recusado por uma pá de treinadores, até mesmo do iniciante Kleina, da Ponte.

E olhe que, com seu jeitão paterno e parceiro, bem que Joel pode dar um jeito no Flu.

Já Adílson, dispensado outro dia pelo Santos, um dos tantos que recusaram o Flu, pode desembarcar em General Severiano para sentar na cadeira de Joel, sem prancheta, óbvio.

Enquanto isso, o vizinho aqui do lado da minha caverna em Ibiúna, Muricy, de papo pro ar, uma Bohemia gelando no balde, só espera o tempo passar mais um pouco para assinar com o Santos.

Contudo, apressou-se em remover um eventual obstáculo, ao anunciar publicamente que pretende respeitar o DNA do Santos, como gosta de dizer o presidente Luís Álvaro. Ou seja: respeitará a vocação ofensiva do time.

Mas, todo esse cenário pode virar de cabeça pra baixo se Abel Braga, lá das arábias, enviar um e-mail do tipo “sim, quero voltar”. Aí, todos os clubes cairão sobre ele feito urubus esfomeados. Nem só os sem-técnicos. Que moral, hein?

O FLU, AGORA

Falando em Fluminense, se ainda não conseguiu um técnico efetivo, já contratou um interino. Trata-se de Enderson Moreira, ex-Inter B, aquele projeto abortado recentemente pelo Colorado.

Não sei dos dotes do moço. Mas, ao escalar o Flu para o confronto com o América do México, amanhã, pela Libertadores, pareceu-me bem focado, ao escalar o novo meio-campo e o velho ataque tão sonhado pelos tricolores: Valencia, Diguinho, Souza e Conca; Emerson e Fred, com Deco, ainda não refeito de todo de grave lesão, no banco.

Essa formação sugere um time mais articulado, capaz de, se todos jogarem o que sabem, passar sem grandes sustos pelos mexicanos. Mas, será preciso suar sangue para tanto. E, principalmente, ter cuca fresca.

LEANDRO DAMIÃO

Leandro Damião, centroavante do Inter  badaladíssimo pela crônica gaúcha, extasiada por sua volúpia de gols, um atrás do outro, é chamado por Mano para ocupar o lugar de Pato, que por sua vez recupera-se de lesão nos braços da filha do Duce Berlusconi, dono do Milan e das noites de Milão.

Como me disse ainda ontem o meu querido Professor, Ruy Carlos Ostterman, o menino não é de prosopopeias com a bola. Mas, tem todas as técnicas de um artilheiro de respeito: bate bem com as duas, cabeceia como poucos, sabe fazer a parede lá na frente para os companheiros e tudo o mais do gênero.

Confesso que vi Leandro Damião em ação poucas vezes. Mas, do que vi, gostei.

PROTAGONISTAS & FIGURANTES

No Bem, Amigos de ontem, o Galvão Bueno, lá de Lisboa, levantou a bola que anda quicando por aí: há uma legião de excelentes jogadores brasileiros na Europa, mas nenhum deles é protagonista, uma dessas estrelas que brilharam por lá nos últimos anos, tipo Ronaldo Fenômeno, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, o último dos moicanos, todos eleitos o melhor do mundo pela Fifa, alguns deles, mais de uma vez.

E, pode-se transferir isso até para a Seleção de Mano, onde não temos um nome que carregue a bandeira do melhor futebol do mundo.

O que, afinal, está acontecendo com nossos craques?

Simples: estamos num processo de transição de gerações.

Ou melhor: mais do que mera transição, passagem natural, essas coisas, mas, sim, um salto sobre o vácuo formado pela abrupta queda de rendimento de Ronaldinho Gaúcho e de Kaká, que deveriam, pela idade e currículo, estar neste momento no auge de seus respectivos brilhos.

Kaká, pela séria lesão que o deixou praticamente um ano fora de cena. Lesão, aliás, que inclusive não lhe permitiu cumprir uma Copa do Mundo à altura das expectativas. Na verdade, duas. E, Ronaldinho, sei lá por que, não chega aos pés daquele Ronaldinho mágico do Barça.

O fato é que ambos deixaram a bola pingando no vazio, nesse campo dos sonhos.
E os que podem retomá-la em alto estilo não estão na Europa e sim aqui no Brasil, segundo as avaliações dos dois craques incomparáveis, convidados do programa, Rogério Ceni e Marcos, que logo listaram três nomes: Ganso, Neymar e Lucas.

Todos, porém, começaram ontem suas carreiras. E, apesar do evidente potencial de cada um, ainda não dá para prever com exatidão o alcance do êxito futuro, embora, particularmente, eu creia que chegarão lá, mais cedo ou mais tarde.

Pena, por exemplo, que nossa apressada e um tanto leviana mídia tenha estigmatizado Neymar, por algumas irresponsabilidades próprias de menino, como indisciplinado. A ponto de um jornal espanhol estampar o seguinte sobre o interesse do Barça pelo garoto: “Gênio, mas indisciplinado”.

Foi, em apenas um episódio. Não é, necessariamente. Aliás, Ney Franco que com ele conviveu durante dois meses, durante a campanha vitoriosa do Sul-Americano Sub-20, foi enfático – o quanto enfático pode ser um autêntico mineiro – que não constatou um traço sequer de indisciplina no caráter e no comportamento do jogador. Ao contrário: descreveu-o como parceiro e alegremente integrante do grupo, nos bons e maus momentos.

Mas, enfim, é o que temos: três meninos carregando o pendão da esperança, à espera de que o tempo cumpra seus desígnios.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  2. ALGO EM COMUM
  3. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 21 de março de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Libertadores | 15:09

SAÍDA PARA O FLU

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O jogo crítico com o América do México vem aí e o Fluminense segue à deriva, sem técnico e com os nervos abalados pelos últimos resultados, especialmente a derrota por 2 a 0 para o Boa vista, no fim de semana, pela Taça Rio.

Levir Culpi agradeceu o convite, mas disse que, neste momento trágico no Japão, não pretende escafeder-se de lá. Gesto de nobreza e caráter que se ajustam bem à personalidade de Levir.

Fala-se em Adílson Batista e até em Caio Jr., dois bons nomes, sem dúvida, embora Adílson, depois de longo período no Cruzeiro, em breve tempo pulou do Corinthians para o Santos, e, da Vila, para o limbo provisório.

De qualquer forma, nenhum deles teria tempo para acrescentar nada ao Flu até quarta-feira, dia do confronto com o América.

Eis, pois, o momento em que jogadores e torcida terão de extrair algo mais de suas almas inseguras e magoadas.

É chegada a hora de provar em campo que esse negócio de união do grupo existe mesmo, sobretudo na desdita. Cabe ao elenco,, principalmente os mais experientes, tomar as rédeas do jogo, baixar o nível de ansiedade e aumentar o da autoconfiança e partir pra cima dos mexicanos como se fosse a última vez, como no verso do bolero histórico.

Quanto à torcida, é preciso engolir as frustrações e a indignação, e devolver todos esses sentimentos num estimulo incessante de noventa minutos. Depois, se o resultado for mais uma vez for desafortunado, aí sim cabe a vaia ululante.

Não há outra saída.

O CAMINHO DO IMPERADOR

O presidente do Corinthians, que através de Ronaldo Fenômeno já tentou levar Adriano para o Parque São Jorge, parece ter jogado a toalha – se não for despiste, claro -, ao dizer publicamente que Adriano estaria indo ou para o Flamengo ou para o Botafogo.

A eventual ida do Imperador a General Severiano tem duas pedras no caminho: o alto preço da empreitada e a barreira da dupla Mercosul – Herrera e Loco Abreu, sobretudo o uruguaio, ídolo da torcida e centroavante de estilo similar ao de Adriano.

Por tanto, só resta uma seta indicando para a Gávea. Sabe-se que tanto o técnico Luxemburgo quanto a presidenta do Mengo não esperam o Imperador com tapete vermelho estendido á porta do clube.

Mas, parte da torcida – especialmente aquela que tem muita influência nos destinos do clube – quer porque quer a volta do Imperador. E quer porque o craque é prata da casa e o filho pródigo que, na volta, lhe deu o título brasileiro quando não restava ao Flamengo nenhuma esperança na época.

Acima de tudo, porém, quer porque o Flamengo não tem aquele goleador de escol para aproveitar as possíveis invenções de Ronaldinho e Thiago Neves a partir do meio de campo.

Mais ou menos o seguinte: ruim com ele, pior sem ele.

ARTILHARIA PESADA

Pois não é que o Cruzeiro, de artilharia tão pesada nesta temporada, ainda quer mais poder de fogo? Sim, porque acaba de desembarcar na Toca o goleador Brandão, aquele grandão que fez fama e fortuna no Shaktar e que estava no Olimpique de Marselha.

Muitos grandes do Brasil quiseram nestes anos todos repatriar o artilheiro, sem êxito. Desconfio que a volta por empréstimo tenha algo a ver com a acusação de estupro sofrida pelo craque lá na França.

Mas, o fato é que o Cruzeiro ganha mais um centroavante de nível internacional em meio à penca de artilheiros que já lá estão. Às vezes, isso é um tiro no pé. Mas, em princípio, vale uma salva de canhão na recepção ao goleador.

AS DÚVIDAS DO PROFESSOR

Carpegiani apreciou muito a participação de Marlos na vitória do São Paulo sobre o Prudente. Tanto, que entrou em parafuso: como voltar com Dagoberto e Fernandinho, que vinham jogando muito bem, e sacar Marlos?

Simples. Basta trocar um dos três zagueiros. Então, poderia montar sua equipe com Rogério; Jean, Alex, Miranda e Juan; Casemiro, Carlinhos Paraíba, Lucas e Marlos; Dagoberto e Fernandinho.

Para os adversários seria como tentar segurar a água com os dedos.

Ah, mas e a defesa? Ora, com um goleiraço da estirpe de Rogério, dois zagueiros de altíssimo nível, mais a proteção de Casemiro e Carlinhos, sem contar com a participação dos dois laterais na marcação também, qual o problema?

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  2. VIRADA INACREDITÁVEL
  3. CLÁSSICO DE MORTE
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domingo, 20 de março de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 21:59

VASCO VOLTANDO

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No único clássico da rodada, nos principais centros, o Vasco bateu o Botafogo por 2 a 0, ratificando sua fase de recuperação, depois de um período de baixa assustadora. E isso não é de graça. Custou a contratação de alguns jogadores como Bernardo, menino de alta qualidade revelado pelo Cruzeiro, e Diego Souza, que fez sua estreia já marcando o primeiro gol cruzmaltino.

Diego, segundo os relatos, não jogou tudo o que sabe, o que é natural para quem vem de longa inatividade. Mas, o gol num clássico é sempre animador.

Desanimadora foi a saída de campo de Papai Joel, com cara de sogro injuriado, sob vaias de sua torcida. Mas, isso é fruto de um processo de desgaste que já vem de algum tempo. A torcida quer um time mais leve e ofensivo, claro. Contudo, o elenco de que Joel dispõe conspira ao contrário. Assim…

Enquanto isso, o Flamengo, sem a dupla Ronaldinho e Thiago Neves, não saiu do zero diante do Cabofriense, num jogo tedioso que deixou o Rubro-Negro numa situação delicada na tabela da Taça Rio.

Mas, sempre há como recuperar. Mesmo porque, como campeão da Taça Guanabara, o Mengo já está na decisão do título carioca.

TRIO DE FERRO

Ao São Paulo bastou jogar quinze minutos para garantir a liderança do Paulistão. Mais especificamente, a partir da entrada do menino Henrique, na segunda metade da etapa final, autor do gol da vitória em jogada bem tramada com Marlos, um dos destaques do Tricolor diante do Prudente.

O outro destaque foi Carlinhos Paraíba, que melhora de rodada a rodada.

Já o Corinthians dependeu mais uma vez de Liedson, que vai cumprindo marca superior a um gol por partida desde que desembarcou de volta ao Parque São Jorge.

Mas, é preciso dizer que o Corinthians, sem encantar, jogou bem e mereceu a vitória.

Ao contrário do Palmeiras, que jogou mal e não conseguiu vencer o São Caetano, no ABC.ficou no empate por 1 a 1, ressentindo-se muito da ausência de Valdívia, mais uma vez.

MARCELO E DAVID LUÍS

No sábado, novamente o lateral-esquerdo brasileiro esmerilhou com a camisa do Real, ele que já havia jogado muito no meio de semana pela Liga dos Campeões.

Mas, o domingo foi de David Luís, que entrou outro dia no Chelsea como se lá estivesse há anos. Como jogou esse rapaz na vitória do seu time sobre o City, pelo Campeonato Inglês!

Anulou o bósnio Dzek, recente sensação do futebol europeu, com intervenções cirúrgicas, e, ainda por cima, saiu jogando como um verdadeiro armador. Ou atacante, quando investiu pela ponta-esquerda, pedalou diante do zagueiro e sofreu falta. Na cobrança, bola na área, e eis David Luís, de cabeça, abrindo um placar que estava fixo no zero, impassível, ao longo de quase toda a partida.

Joga muito esse rapaz.

Notas relacionadas:

  1. VASCO, COM TODA JUSTIÇA
  2. VASCO, SANTOS E… PELÉ
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 02:17

FLU E PEIXE NO MESMO BECO

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Os dois melhores times brasileiros da temporada passada, justamente os que se insinuavam como os inevitáveis melhores neste início de ano, entraram pelo cano, aquele que deságua no beco sem saída.

Fluminense e Santos, os únicos brasileiros a perigo na Libertadores, seguem sem técnicos efetivos – um se demitiu, outro foi demitido – e já começam a tropeçar seriamente nos respectivos estaduais.

Neste sábado, o Santos, com Ganso, Neymar e Elano, as estrelas da cia., o Santos perdeu para o Bragantino, em Bragança, por 2 a 1. E, a não ser que São Paulo, Palmeiras e Corinthians percam também seus jogos no domingo, já não mais será líder como seus ilustres adversários, por pontos ganhos.

Nada trágico, é verdade, pois o Santos não chegou a realizar uma partida absolutamente desastrosa, daquelas que levam o torcedor pedir a dispensa do time inteiro, junto com as cabeças do técnico e do presidente.

Obviamente, não jogou bem, sobretudo no primeiro tempo, quando a partida terminou empatada por 1 a 1. Mas, melhorou no segundo, criou chances de passar á frente no placar, e acabou tomando um gol de cabeça, em bola parada, no finzinho.

Percebe-se, porém, que o time todo está muito instável, mais propenso à irritação do que à autoconfiança. E isso exige medidas imediatas para que a coisa toda não vire um novelo sem fio de meada.

O Fluminense, idem, com batatas. Acaba de levar 2 a 0 do Boa Vista, aquele mesmo olho gordo que lhe tirou a possibilidade de disputar com o Flamengo o título da Taça Guanabara. Derrota que o coloca em situação delicada no seu grupo, na disputa pela Taça Rio, última chance de brigar pelo título carioca.

O curioso nessa história toda é que o Santos tem toda a infra que o Fluminense não tem, motivo pelo qual Muricy abandonou as Laranjeiras, despertando a cobiça da turma da Vila. Ambos têm bons elencos, camisa e torcida. Só perderam o encanto e a sintonia fina, troço difícil de recuperar quando as coisas desandam.

Mas, perfeitamente possível, nos dois casos.

PS – Peço zilhões de desculpas pela confusão que fiz no texto sobre o Cruzeiro. Realmente, confundi André Dias, do Cruzeiro, pelo Alex Dias que jogou com Thiago Ribeiro, no São Paulo, por brevíssimo período.

Nunca fiquem velhos, meus jovens.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, NO MERGULHO
  2. O PEIXE E O RISCO
  3. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 17 de março de 2011 Clubes brasileiros, Libertadores | 15:59

A RAPOSA E A FORMIGA

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É simplesmente espantoso o poder de fogo do Cruzeiro nesta Libertadores. Findo o primeiro turno da fase de grupos, e lá está no placar: Raposa 15, Adversários 1! Média de cinco gols por partida num torneio cantado em prosa e verso como o mais renhido do continente, avaro em gols, por força de tanta marcação e catimba.

E olhe que o Cruzeiro não tem enfrentado nenhum Chapetuba FC. São adversários de bom nível competitivo: 5 a 0 no argentino Esudiantes; 4 a 0 no paraguaio Guarani; 6 a 1 no colombiano Tolima.

De permeio, ainda nesta temporada, o Cruzeiro aplicou 7 a 0 no Democrata de Governador Valadares, pelo Mineirão, na casa do adversário, diga-se.

A que se deve essa fúria ofensiva da Raposa?

Antes de mais nada, à vocação genética do Cruzeiro, que vem desde os tempos de Tostão, Dirceu Lopes e cia. bela. O Cruzeiro, a exemplo do Santos, sempre cultivou um futebol baseado na técnica e na compulsão pelo ataque.

Em seguida, vem a disposição do técnico Cuca em mudar o braço da viola. O Cruzeiro que vinha jogando com três zagueiros, passou a atuar com apenas dois, o que abriu uma brecha no meio de campo para mais um jogador de habilidade: no caso mais recente, de Roger, ao lado de Montillo, dois armadores de escol, que, apoiados por Henrique e Marquinhos Paraná, volantes de boa saída ao ataque, completaram a configuração ideal para os atacantes se fartarem lá na frente.

Por fim, o ataque, onde se destaca pela eficiência e movimentação o menino Wallyson. Mas, que conta com mais uma penca de atacantes insinuantes: Thiago Ribeiro, Wellington Paulista, André Dias, sei lá quantos mais.

Nenhum deles craque consagrado, titular de Seleção, essas coisas. Mas, todos donos de técnica e habilidade apreciáveis.

A propósito, a melhor fase de Muricy no São Paulo, no jogo jogado, não nos resultados, é claro, deu-se quando o Tricolor tinha como dupla de área Thiago Ribeiro e André Dias, antes dos três zagueiros e outros babados. André acabou sendo dispensado e sumiu, depois de breve passagem pelo Vasco, e, de repente, ressurge nesse Cruzeiro implacável, com a mesma movimentação, a mesma irreverência e a mesma eficiência daqueles tempos.

Sim, tudo pode ser circunstancial. A Raposa está assim, agora. Amanhã, quem sabe? Mas isso é o futebol. Assim, é a vida. Há quem se irrite com o breve canto da cigarra nas noites altas e se deslumbra com o trabalho das formigas, incessante, durante o dia todo. Ambos me encantam. Mas prefiro viver um dia após o outro. Que fazer?

Notas relacionadas:

  1. RAPOSA, SUBINDO O MORRO
  2. RAPOSA, LÁ
  3. RAPOSA ALERTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quarta-feira, 16 de março de 2011 Clubes brasileiros, Libertadores | 13:27

OS BRASILEIROS NA LIBERTADORES

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Para o Santos, o jogo lá em Santiago contra o Colo Colo, é decisivo. Não só com vistas à sua permanência na Libertadores, como, sobretudo, para definir que rumos sua diretoria irá tomar a respeito do comando técnico da equipe: se fica com Marcelo Martelotte ou se parte com tudo pra cima de Muricy. Com Ganso desde o começo, as coisas ficam mais propícias para o Peixe, claro.

E, mesmo de papo por ar, tomando sua cervejinha aqui ao lado de casa, em Ibiúna, Muricy projeta sua sombra sobre Celso Roth,lá na Bolívia, onde o Inter enfrenta o Jorge Willstermann.
Sim, porque, embora, tecnicamente falando, o Inter não deva correr nenhum risco com o time que tem e diante de um adversário da Segundona boliviana, Celso Roth, como de hábito, segue sendo espicaçado pela torcida e mídia coloradas.

Mas, a verdade é que Roth parece gostar de viver perigosamente, como disse outro dia o meu chapinha Sérgio Buás no Redação da Sportv comandada com brilho pelo André Rizek. Tanto, que está em dúvida se enfrenta os bolivianos com três ou quatro volantes, pois seu coração balança entre o pegador Mathias e o meia Oscar. Dois já é de bom tanho; três, um excesso; quatro, um absurdo.

Mas, enfim, cada um escolhe sua própria trilha, para o bem ou para o mal. Não é o que dizem sobre o tal livre arbítrio?

Quem segue navegando sob céu azul é o Cruzeiro, que meteu 7 a 0 no Democrata de Governador Valadares, outro dia, e recebe esta noite o Tolima, em Sete Lagoas, com a mesma escalação da goleada por 5 a 0 no Estudiantes, na estreia da Libertadores. Só se uma zebra gigantesca atravessar o gramado, a Raposa deixará de festejar mais uma vitória.

Por fim, o Grêmio pega o León, amanhã, lá. Time que o Tricolor já venceu no Olímpico, por 2 a 0. Mesmo sem André Lima, lesionado, o Grêmio poderá sustentar lá a segunda posição que ocupa no seu grupo, sobretudo se entrar o lépido  Diego Clementino, embora haja a possibilidade de Renato Gaúcho avançar o gringo Escudero para formar dupla com Borges.

O que não está dando é para manter Carlos Alberto ali. Primeiro, porque ele não vem jogando nada desde que desembarcou no Olímpico; segundo, porque sentiu dores musculares.

Em princípio, pois, eis uma rodada no jeito para os brasileiros avançarem em direção à próxima fase da Libertadores.

CHUTES A GOL

O leitor Luiz Fortes faz uma observação neste blog procedente. Diz que, no Bem, Amigos, discutimos muito o jeito de jogar dos times e nem tocamos no essencial: o chute a gol.

E, vai além: descreve um método por ele adotado nos EUA para aperfeiçoar esse fundamento, com garrafas de água cheias de terra. É um sistema sofisticado, que poderia substituir o simples esquema adotado pelo técnico Bella Guttman nos idos de 1957 no São Paulo.

Naquele tempo, o técnico que veio do Benfica, depois de trabalhar na comissão técnica da maravilhosa Seleção Húngara de Puskas e cia., montou um paredão no campo de treinamento do São Paulo, com vários quadrados numerados.

Então, cantava o número para o batedor, alternadamente, e ia computando os erros e os acertos. Bem, pra resumir a história: Canhoteiro, o Mago, dos dribles e dos cruzamentos exatos na cabeça dos companheiros, que era uma tragédia, porém, nos chutes a gol, virou um dos artilheiros da equipe.

Na verdade, o problema do quase crônico erro de finalização de nossos jogadores não está tão relacionado ao eventual método de treinamento. Mas, sim, ao fato de que esse calendário apertado do futebol brasileiro impede qualquer tipo de treinamento de chutes a gol.

Se o amigo perguntar a qualquer especialista do ramo – preparador físico, fisioterapeuta ou médico esportivo -, receberá como resposta imediata que o chute a gol é justamente aquele exercício que mais exige dos músculos do atleta.

Um jogador sem tempo adequado para recuperação, submetido a esse tipo de exercício, corre sérios riscos de lesão muscular. Exemplo: Robinho, depois da sensacional participação diante do Japão, na Copa da Alemanha, caiu fora do jogo contra a França, decisivo, treinando chutes a gol.

Resumindo: embora fascinado pelo método do leitor, a má pontaria de nossos jogadores deve mesmo ser creditada ao calendário e não às eventuais formas de treinamento.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES E COPA DO BRASIL
  2. CRISE NA LIBERTADORES
  3. NÓS, NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

segunda-feira, 14 de março de 2011 Clubes brasileiros | 15:03

MURICY E A VILA

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Providencial a entrevista de Paulo César Vasconcelos com Muricy, no Arena Sportv, para esclarecer o motivo central da saída de Muricy do Flu: o nó foi o vazamento para a imprensa, constante e detalhado, do convívio privado do técnico com a equipe. Isso é veneno puro, pois desperta suspeitas e desagrega o ambiente, o que se refete na produção da equipe em campo.

Bem, mas Muricy saiu fora e anunciou que ficará trinta dias de molho, antes de pensar nos novos rumos de sua carreira. Já o Santos tem pressa… mas não tanta.

Na verdade, imagino, o presidente Luís Álvaro quer esperar pra ver no que vai dar o comando do interino Martelotte, sobretudo, no jogo com o Colo-Colo, em Santiago, jogo decisivo para as pretensões do Peixe na Libertadores.

Vai que o time ganhe e ainda por cima dê uma daquelas exibições dos bons tempos recentes, o que não é nada impossível com Ganso em campo, mesmo a  meio-pau. Seria sábio trocar o interino por Muricy?

Nem de longe pretendo cotejar as competências dos dois treinadores. Muricy é um vencedor como poucos na história do nosso futebol, trabalha feito mouro, conhece o metiê, como se dizia antigamente, é sério, honesto e tudo o mais. Martelotte não passa de um aprendiz com algumas qualidades evidentes.

Mas, quem conhece a história do Santos – remota e presente -, sabe que se trata de um clube peculiar, voltado pra si como nenhum outro.

Duvido que haja outro clube brasileiro tão insistente na utilização de ex-jogadores como técnicos. Dá pra escalar um time inteiro de treinadores do Santos que vestiram a camisa alvinegra, do goleiro Manga ao ponta-esquerda Pepe, passando por Ramiro, Mauro, Formiga, Urubatão, Ramos Delgado – extraordinário beque argentino que nos deixou outro dia -, sei lá quantos mais.

Aliás, o grande Santos das décadas de 50/60 teve apenas dois treinadores: Lula, que começara treinando a Briosa, e Antoninho Fernandes, craque dos anos 40/50. Dois eméritos praieiros.

Outro detalhe: é muito recente a retomada do time santista com sua identidade original, vocacional, de um jogo ofensivo, leve, moleque, irreverente. Tanto, que a torcida não aceita menos do que isso. Que o diga Adílson, o último dispensado da Vila.

Ora, Muricy tem fama – verdadeira ou não – de apostar no seu tal time cascudo, aguerrido, preocupado antes de tudo com a marcação, essas coisas.

Sei bem que Muricy tem expediente para trabalhar com qualquer sistema ou estilo. Mesmo no Flu campeão brasileiro, ele deu uma forte guinada em relação ao que aplicou no São Paulo, tricampeão.

Mas, o torcedor trabalha com clichês, não com reflexões serenas. E o clichê é definitivo: Fulano é isso; Beltrano é aquilo. E ponto final. Só muda de pensar quando diante de fatos irrefutáveis, ao sabor das ondas que vão e vêm.

Pela experiência, pelo currículo invejável e pela competência inegável, Muricy seria a melhor pedida para o Santos agora. Mas, o Santos é mais complicado do que isso.

Martelotte, por sua vez, adotou o discurso do torcedor, que combina, aliás, com o pensamento dos jogadores, embora não tenha ainda reproduzido em campo seu ideário.

Com Ganso e a volta de Arouca, dois jogadores essenciais para configuração desse estilo de jogo tão desejado pela torcida e pelos amantes do bom futebol, quem sabe o interino não possa atingir seus objetivos, e a Vila volte ao agitado sossego de sempre.

É esperar pelo balanço das ondas.

Um lugar para Fabuloso

O próprio Luís Fabiano, em seu twitter, já escalou o São Paulo com ele: Rogério; Jean, Alex, Miranda e Juan; Casemiro, Carlinhos Paraíba e Lucas; Dagoberto, ele e Fernandinho.

Nada mais moderno, nem tão sugestivo do que essa formação para o atual São Paulo, não fosse a resistência do técnico Carpegiani, ainda apegado àquele conceito superado dos três zagueiros ou dos três volantes no meio de campo.

Num dos dois casos, o técnico teria de sacrificar ou Dagoberto ou Fernandinho. Dagoberto atravessa a melhor fase de sua carreira desde os tempos do Furacão. E Fernandinho tem sido vital naquelas pontadas pela esquerda.

Mas, enfim…

Felipão e a pulguinha

Depois da vitória do Palmeiras sobre o São Bernardo, Felipão plantou uma pulguinha atrás da orelha dos repórteres. Ao responder sobre as vaias da torcida pelas substituições erradas no segundo tempo, Felipão disse que achava isso até bom, pois poderia apressar certas decisões suas.

Traduzindo: se o forte vínculo com a torcida se quebrar também, no clima pesado já criado por cartolas em torno de seu alto salário, então não restará a Felipão senão pegar o boné e pirulitar do Parque de vez.

É o que cochicha em nosso ouvido a pulguinha plantada pelo treinador.

Notas relacionadas:

  1. A QUEDA DE MURICY
  2. O SONHO DE MURICY
  3. MAIS UM FORA DA VILA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sexta-feira, 11 de março de 2011 Clubes brasileiros | 17:13

O TWITTER E O CRAQUE

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Esse tal de twitter veio para subverter toda relação entre as pessoas, públicas ou privadas. Passou a ser um Big Brothers voluntário, suprindo e superando a necessidade de  a turma interagir com seus semelhantes, em que os indivíduos abdicam de sua privacidade em favor da comunicação.

Seja porque reféns da violência urbana, que os conduzem à frente da Internet como única alternativa de se comunicar com outros. Seja pelo fascínio que  a Internet oferece. Isso é irrelevante. O fato é que a turma precisa conversar com alguém.

O ser humano, pelo visto, carece do conflito, consigo mesmo ou com outrem. Caso contrário, as novelas não teriam tanto sucesso. Nunca, ou quase nunca, as coisas correm de acordo com os nossos anseios. Sempre tem uma pontinha ali que incomoda.

Muito antes do twitter, da Internet, da televisão, havia a janela da Candinha, que esquadrinhava a rua e ia catalogando comédias, dramas e tragédias do cotidiano.que se desenrolavam ao seu olhar crítico.

No fundo, nada de novo sob o sol.

Digo essas obviedades a propósito da refrega travada entre um ídolo palmeirense, o Gladiador Kleber,  e o técnico Felipão.

Felipão, no velho estilo, pra evitar mais problemas além daqueles que o Verdão enfrentava, proibiu até mesmo as declarações dos seus jogadores no intervalo do jogo. E foi além, nem depois da partida, só nas entrevistas programadas.

Na cabeça de Felipão, um quase sessentão, não havia o twitter, nem outra forma de os jogadores se expressarem, a não ser nos microfones de rádio e tv Mas, surgiu o twitter, e Kleber detonou o treinador.

Malandro velho, Felipão deu a volta, na resposta à tv, no dia seguinte.

Misto de paizão e sargentão, Felipão faz lembrar de seu ilustre conterrâneo, Osvaldo Brandão, que, a exemplo de Felipão, conjugava os verbos ganhar, empatar e perder em três formas distintas: eu ganhei, nós ganhamos e eles perdeream.

Ambos foram grandes ganhadores, dirigindo vários times, mas a postura sempre foi a mesma, com mais ou menos sutilezas.

Ambos foram mestres em driblar as adversidades.

Meno male, para o Palestra, nesta quadra crítica de sua vida.

Notas relacionadas:

  1. FELIPÃO VERSUS VITÓRIA
  2. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
  3. UM SOBE E O OUTRO DESCE?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 10 de março de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 17:25

PRA FRENTE, GRÊMIO!

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Depois da conquista do primeiro turno do Gauchão, Renato Gaúcho anunciou que não abrirá mão de um Grêmio ofensivo. Boas falas, pois o futebol brasileiro carece de romper essa retranca que povoa a imaginação da imensa maioria de nossos treinadores.

E Renato, que jogou numa época em que a retranca era sórdido recurso dos pequenos, símbolo da ofensividade do Grêmio, do Flamengo, do Fluminense, da Seleção, por onde passou, sabe da importância dessa decisão.

Pegue o amigo o jogo decisivo com o Caxias. O Grêmio tomou 2 a 0, mas só conseguiu se recuperar graças à camisa e ao futebol mais agressivo do que o habitual, sobretudo depois das entradas de Lúcio e  Collaça, dois canhotos rápidos e agressivos.

Mesmo porque não é fácil qualquer confronto entre o Guaíba e as serras, mais ainda quando o Caxias está tão determinado a não deixar o adversário jogar, como foi na noite de quarta.

Vai bem oTricolor, vai bem. Se não tanto na bola, ao menos, no espírito imortal.

Neymar

O Bloco do Azedume já estava preparado para abater de pau o menino Neymar, que passou o Carnaval se esbaldando na Bahia. Eis que o moleque entra em campo e transforma a Quarta-Feira de Cinzas em plena Segunda Gorda,

Fez dois golaços, deu uma assistência magistral para Léo marcar o terceiro diante da Lusa, inventou dribles, marcou, levou pancada, retribuindo no mesmo tom, e infernizou a defesa adversária até o minuto final.

E o Bloco do Azedume teve de enfiar a viola no saco, ao fim do show.

Conca

Já andavam falando dele: já não é mais o mesmo e tal e cousa e lousa e maripousa. Pois, Conca, contra o América, deu a volta por cima: marcou um dos três gols do Flu, deu uma assistência e voltou a ser o principal jogador da equipe.

É preciso dar tempo para o craque voltar ao seu melhor ritmo depois da grave lesão que sofreu no fim do ano, isso é óbvio, elementar. E, mais: enquanto isso – até depois disso -, Muricy precisa ampará-lo em campo com um parceiro das mesmas características, um meia de habilidade para dividir com Conca a tarefa de armar o ataque.

De preferência, Souza, que, além de criar, marca.

Isso também é óbvio, elementar.

Notas relacionadas:

  1. ARGENTINO GRÊMIO
  2. DECISÃO PRA FRENTE
  3. PEIXE, VERDÃO, FLA E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

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