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terça-feira, 26 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Sem categoria | 19:12

FLA, TIMÃO E TRAVESTIS

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O Flamengo espera o Corinthians no Engenhão com aquela manifestação de mau gosto e repetitiva da torcida, lembrando o episódio de Ronaldo com os travestis, nos tempos em que o craque se recuperava na Gávea e era a grande esperança rubro-negra.

Ronaldo, porém, pelas duas últimas exibições com a camisa alvi-negra, mesmo longe de sua melhor forma física, deu sinais de que pode, sim, ser a diferença. Se vai ou não se inibir com o protesto da torcida rubro-negro, quem sabe?

O fato é que o Timão precisa dessa vitória desesperadamente para manter-se ali na cola dos líderes, incrementando a expectativa de chegar ao título brasileiro, descontando assim os pontos perdidos em casa nas rodadas mais recentes.

Mas, o Flamengo, com todas as suas limitações técnicas, sob o comando de Luxemburgo, parece estar em plena recuperação. Nada excepcional, mas o suficiente para impor-se em campo com renovada confiança e um tantinho de organização tática.

Some-se isso ao apoio da torcida, e o Corinthians corre sérios riscos de se afastar dos líderes neste momento tão crucial do Brasileirão.

Galo e Verdão

Pena que o Galo esteja dando tanto prioridade à fuga definitiva da Segundona do Brasileirão. A ponto de colocar em campo um time reserva para receber em Sete Lagoas um Palmeiras centrado na disputa da Sul-Americana, sua grande chance de salvar a temporada com um título expressivo e a vaga para a Libertadores.

Um Palmeiras que segue na incerteza de contar com Valdívia, seu principal organizador de jogadas de ataque, em razão dessa tal fibrose de tão traiçoeiros efeitos.

A propósito, os que me acompanham aqui e em outras divulgações, sabem bem que não morro de amores pelos conceitos e posturas de Felipão. Ao contrário. Mas, neste caso, Felipão tem sido vítima de uma falsa incompreensão da mídia em geral, a ponto de levá-lo a reações malcriadas, embora, para tanto, não seja necessário muito. O bicho tem estopim curto, quando lhe interessa.

Os médicos e o técnico foram muito claros desde o primeiro minuto. Valdívia sofre de fibrose, algo como uma casca de ferida que se forma sobre ruptura muscular anterior. Isso não o impede de jogar. Apenas, pode provocar, a qualquer momento, não previsível, dores.

Ora, contra o Sucre, Valdívia jogou, e bem, por 90 minutos. No clássico contra o Corinthians, poupado, só entrou no segundo tempo. Porque seu time perdia e ele é o craque do pedaço, aquele capaz de criar algo mais, o que, na verdade, o fez, no período em que esteve em campo.

Aí, sentiu as tais dores imprevisíveis. Felipão, então, o substituiu, óbvio. Nada que merecesse a condenação geral ao técnico.

Contra o Galo, Valdívia tanto pode entrar direto no jogo, como no seguindo tempo, ou, até mesmo, ficar de fora definitivamente, dependendo do andamento da carruagem. Nada mais racional.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO QUERIA, MAS QUEM PODE É O FLU
  2. TIMÃO, CATEGÓRICO
  3. FLU, LÍDER; TIMÃO, O GRANDE VENCEDOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 25 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 15:44

EXERCÍCIO INÚTIL

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Nesta alturas do campeonato, chegando-se à reta final, é comum a turma pegar o que resta da tabela e ficar cotejando quais os candidatos mais próximos ao título enfrentarão caminhos mais árduos ou mais suaves.

Ah, esse aqui vai pegar moleza, pois lhe compete o grupo dos rebaixáveis; aquele ali se defronta com os cancãs do campeonato, logo, terá mais dureza, assim por diante.

Claro, esse tipo de análise tem lá seu sentido, mas, no caso presente, parece-me exercício um tanto inútil, porque as forças se equivalem, do topo à rabeira do certame.

Mais do que isso: justamente os que estão lá embaixo são os que mais se empenham para escapar ao descenso, produzindo zebras atrás de zebras pelos campos desse mundão sem fronteiras.

Agora mesmo estamos vendo os dois Atléticos – o Mineiro e o Goianiense -, que frequentaram a zona da degola durante quase todo o campeonato, escapando pelo funil. E, com um detalhe curioso, não a fórceps, na base da pura transpiração, de gestos heroicos ou coisas do gênero. Nada disso. Ao contrário: pondo a bola no chão e jogando futebol. É assim que os dois Atléticos estão fugindo das labaredas do inferno.

Já os lá de cima continuam vacilando. Quando um deles vence, os outros empatam ou perdem. Tem sido assim rodada a rodada. Seja por conta dos desfalques, seja porque a bola da liderança queime mais do que a do descenso. Quem sabe?

Neymar e o pênalti

O pênalti é essa eterna cilada para o craque: de tão fácil, quando perdido vira um tormento.

Não é à toa que exímios craques acima de qualquer suspeita, muitos deles donos de tiros potentes e certeiros, batedores de falta eméritos, fugiam da cobrança de pênaltis como o diabo da cruz.

Jair Rosa Pinto, o Coice de Mula, canhota exemplar dos anos 40 e 50, cujas bombas de três dedos eram o terror dos goleiros, passou seus últimos quinze anos como profissional negando-se a cobrar pênaltis.

Rivellino é outro. A Patada Atômica, ao olhar a marca de cal fatal, virava-se para seu campo, deixando a batida para qualquer outro companheiro.

Até mesmo Pelé, o maior de todos, que difundiu a chamada paradinha, inventada por Didi nos treinamentos da Seleção Brasileira para a Copa de 58, foi transferindo a tarefa para Carlos Alberto Torres, Toninho Guerreiro ou Pepe.
Falo essas obviedades em razão, claro, do pênalti perdido por Neymar, na derrota do Santos para o Prudente, domingo à noite.

Para o jovem craque santista, esse negócio de bater pênaltis está virando uma coisa fantasmagórica. Implacável, nos tempos da paradinha, passou a perder pênaltis em profusão, depois da proibição.

E olhe que, informam da Vila, que o menino se esmera nos treinamentos, na cobrança direta, sem floreios. Ainda outro dia, contra o São Paulo, executou um disparo exato, no alto do canto contrário ao que atraiu o salto de Rogério Ceni.

Aliás, é bem recente o dramático episódio que resultou na queda de Dorival Jr. na Vila, cujo estopim foi exatamente o desejo contrariado pelo técnico do craque de cobrar um pênalti, depois de uma sucessão de outros já perdidos.

Sim, há um traço de coragem, talvez misturado com teimosia e orgulho ferido, na insistência do garoto em repetir o gesto sempre que ele se oferece ao seu time. Traço característico da alma dos grandes craques, que não refuga diante da adversidade. Ao contrário: desafia-a.

Mas, o bom senso, que parece estar guiando os passos de Neymar nos últimos tempos, depois de tantas turbulências, sugere que o garoto dê um tempo nesse quesito. O mundo não vai acabar amanhã. E o mundo de Neymar mal saiu do ato de criação. Nele, haverá um longo caminho para Neymar dar a volta por cima, muitas voltas, diga-se.

Notas relacionadas:

  1. ROBINHO, PARA RECORTAR E COLAR
  2. NEYMAR PEDIU PERDÃO. QUE MAIS?
  3. QUE LAMBANÇA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 24 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 21:10

FLU, LÍDER; TIMÃO, O GRANDE VENCEDOR

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E o Fluminense retomou a liderança, com um empate obtido no finalzinho da partida, em pênalti cobrado por Conca. Só pra ver como essa briga lá em cima está renhida e ainda de desfecho imprevisível, a sete rodadas do fim do campeonato.

Aliás, não se esperava outra coisa: o Furacão em ascensão, em casa, e o Flu ainda desfalcado de algumas de suas principais estrelas, como Deco, Fred e Emerson, por certo produziriam um jogo amarrado, com poucas chances de gols, o que justifica o empate.

Já o clássico mineiro, meu Deus!, que jogaço! Lá e cá, com um Galo altivo e ativo, que, durante toda a primeira fase, mandou prender e soltar no terreiro do Cruzeiro, pois era jogo só da torcida azul. Chegou a disparar 4 a 1.

Mas, a Raposa reergueu-se, a partir da segunda parte da etapa final, reduziu para 4 a 3, com Thiago Ribeiro, e por pouco não chega ao empate.

Foi mais do que suficiente para o Atlético, enfim, escapar da zona de rebaixamento e para o Cruzeiro manter-se lá em cima, agora dividindo o topo da tabela, em pontos ganhos, com o Fluminense.

Diante disso, pode-se dizer que o grande vencedor do trio de cima acabou sendo o Corinthians, que bateu o Palmeiras por 1 a 0, gol de Bruno César, na estreia de Tite.

Jogou bem o Corinthians, graças à ativa e múltipla presença de Elias e Jucilei no seu meio de campo. Nada excepcional, mas o suficiente para barrar qualquer pretensão do Palmeiras e garantir a vitória, ainda que modesta no placar.

Assim, colou ainda mais nos líderes e descolou-se do Peixe, que naufragou na Vila, diante do lanterna Prudente, em jogo inacreditável.

Basta dizer que o Santos fez 2 a 0 no primeiro tempo e deslizava suave em campo, quando, na volta para a fase final, levou uma trombada inesperada: 3 a 2, placar final. Placar final, entre outras coisas, porque Neymar perdeu um pênalti e o time todo, mesmo com dois jogadores a mais, não conseguiu furar o bloqueio do Prudente.

Desconfio que ali o Peixe enterrou a tríplice coroa, o grande sonho santista.

Notas relacionadas:

  1. A GRANDE VITÓRIA
  2. TIMÃO, LÍDER
  3. FLU, MAIS LÍDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

sexta-feira, 22 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 18:31

CLÁSSICOS DE ARROMBA

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São quatro clássicos estaduais de arromba, como na festa dos sonhos do Tremendão. Os de maior rivalidade, diga-se, em São Paulo, Rio, Rio Grande e Minas.

Vasco e Fla

Em alguns deles, além da extrema rivalidade, estarão em jogo pontos preciosos nesta reta final do Brasileirão. Menos, talvez, no caso de Vasco e Flamengo, já que ambos estão numa situação na tabela que não lhes permite almejar muito mais do que uma vaga para a Sul-Americana, embora, sacumé, esse campeonato, pelo andar da carruagem, promete ainda desvios e solavancos.

Mesmo assim, Vasco e Flamengo é sempre um clássico renhido, ainda mais com Luxemburgo tentando dar a volta por cima na Gávea, e PC Gusmão, seu ex-auxiliar, disposto a provar que o discípulo superou o mestre.

Raposa e Galo

Já o clássico de Minas – creio que pela primeira vez disputado fora de Belô – é o encontro de dois polos: o líder Cruzeiro e o ameaçado Galo, que se encontra a um passo de escapar da zona de degola.

O Cruzeiro, obviamente, cumpre campanha muito superior à do Atlético. Além do mais, tem um excelente elenco etc., o que lhe confere certo favoritismo dentro de toda essa imprevisibilidade que cerca esse tipo de rivalidade histórica.

Mas, é bom lembrar que o Galo, apesar do péssimo desempenho no campeonato, tem um seleto grupo de jogadores, que, sob o comando de Dorival Jr., começam a dar sinais de vida.

Portanto, não me surpreenderia se a zebra listrada de preto e branco disparasse pelo gramado de Uberlândia.

O Grenal

Por fim, o Grenal, que, como dizem os gaúchos, é sempre um campeonato à parte, não importa em que situação esteja esse, aquele ou ambos.

E, convenhamos, neste momento, a melhor situação é a do Grêmio, que joga em casa e vem nas asas de uma campanha extraordinária neste segundo turno do certame.

Já o Inter, quer queira ou não, embora ostente a faixa de campeão das Américas e se encontre em posição mais privilegiada na tabela, está dividido entre o Brasileirão e o Mundial de Clubes, daqui um beiço, ó.

Praticamente, jogou a toalha em relação à disputa do título brasileiro, única posição que lhe interessaria nesse caso, e, portanto, só lhe resta amparar-se na feroz rivalidade entre os dois para jogar sua alma nessa partida.

Tem time, porém, para vencer, sim, senhor.

Osso duro

O Fluminense, ainda sem seu ataque titular dos sonhos – Fred e Emerson -, vai à Arena da Baixada digladiar com o Furacão, que passou a soprar forte neste segundo turno e que almeja alcançar uma vaga na Libertadores ainda, com todas as chances, diga-se de passagem.

Osso duro para o Tricolor, que não pode mais vacilar. Mais do que isso: é a sua grande chance de retomar a liderança, caso o Galo dê uma bicada fatal na Raposa.

Jogo, pois, pra mais de metro.

O Derby paulista

O Palmeiras vem de brilhante vitória sobre o Sucre por 3 a 1, classificando-se para as quartas-de-final da Copa Sul-Americana, quando enfrentará o Galo, num clássico nacional.

Isso, certamente, lhe tira um peso enorme dos ombros para o Derby de domingo, contra seu mais feroz rival – o Corinthians. Sim, porque estando mais próximo da Libertadores via Sul-Americana, o caminho mais pedregoso através do Brasileirão passa a ser um pouco mais suave.

O mais significativo, porém, na conquista verde da noite de quarta foi o jogo fluente e ofensivo que exibiu diante do Sucre.

Ah, mas os bolivianos são muito fraquinhos para servirem como parâmetro de eventual evolução do futebol palmeirense. Certo. Porém, já cansei de ver muito time cheio de estrelas cair do cavalo jogando contra o vento.

E essa formação, com Tinga atuando pela direita, quase como um ponta; Luan, pela esquerda, e Valdívia chegando para juntar-se a Kleber pelo meio, pareceu-me muito interessante.

Mas, agora, a história é outra. Trata-se do Corinthians, um Corinthians que precisa resgatar rapidamente seu melhor futebol para não ver o título escapar entre os dedos por mera desorganização emocional.

Justamente para isso é que aí está Tite, estreando no Timão, depois de dois, três dias de contato com o elenco. Se não, de imediato, traçar táticas mirabolantes, pelo menos, para botar a cabeça da moçada no devido lugar, pois time para chegar lá o Corinthians tem.

E, do ponto de vista técnico, que, por se tratar de quem é, a primeira medida de Tite foi anunciar que Ronaldo jogará todas as partidas de sua equipe, até o final do campeonato.

Mesmo gripado, Ronaldo treinou e se diz disposto a repetir a boa atuação do fim de semana passado.

Só isso já é um alento para a alma alvinegra.

Hora do Peixe

A hora é essa, se o Santos quiser dar aquele embalo em direção ao título, contando com eventuais tropeços de Cruzeiro, Fluminense e Corinthians, nesta reta final do campeonato.
Afinal, pega o Grêmio Prudente no Alçapão, com o moral alto, apesar da derrota, em jogo histórico, para o São Paulo, no último domingo. Perdeu, mas jogou bola ao seu estilo, que é o que importa para a sequência do campeonato.

E os bons ventos voltaram a soprar na Vila, com o retorno a campo de uma pá de jogadores contundidos, dentre eles Marquinhos, Madson e Keirrison.

Marquinhos e Madson, essenciais – o primeiro, para organizar o meio de campo; o segundo para acelerar o ataque com sua velocidade e dribles desconcertantes.

Quanto a Keirrison, ainda segue sendo uma expectativa que não se realizou até agora.

Quem sabe, daqui pra frente, o garoto não desencanta? Aí o Santos ganhará um goleador de escol, além de Neymar e Zé Love.

Que conta é essa?

O São Paulo, que sob o comando de Carpegiani remoçou-se, ganhando mais leveza nas ações ofensivas, terá testado seu equilíbrio diante de um Ceará que já chegou a liderar o campeonato, caiu muito, mas que continua dono de defesa renitente. E, lá, em Fortaleza.

Fala-se, erradamente, que o futebol mais ofensivo adotado por Carpegiani escancarou a defesa e é responsável pelo saldo zero de gols na tabela do campeonato.

Êpa! Façamos as contas direitinho. Esse novo São Paulo, nas três últimas vitórias de Carpegiani, somou nove gols a favor e cinco contra. O saldo, pois é de quatro gols a favor, não zero.

O zero vem da soma dos tempos em que o Tricolor jogava fechadinho, mesmo assim tomava gols e fazia poucos.

Não vem, não!

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. TRÊS CLÁSSICOS BRASILEIROS
  3. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 21 de outubro de 2010 Clubes brasileiros | 18:23

INFELIZ ROBERTO CARLOS

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Não podia ter sido mais infeliz a declaração de Roberto Carlos de que o Corinthians ganhou um Mundialito, em 2000, porque o time do Real, ao qual ele pertencia, levou o torneio na valsa.

Aquele foi o Mundial de Clubes mais representativo de todos que o sucederam, pois tinha clubes de alta respeitabilidade no concerto mundial. Se o Real, especificamente, relaxou, problema do Real.

Aliás, antes mesmo daquele Mundial de Clubes, quando a disputa se restringia ao campeão sul-americano versus o campeão europeu, na tal Copa Toyota, os europeus, em geral, chegavam em cima da hora, passeavam pela cidade, e, no campo, apesar de todos os intentos dos sul-americanos, levavam a taça. Foi assim, por exemplo, no confronto entre  Ajax e Grêmio. Não foi assim nas conquistas do São Paulo sobre Barça e Milan, duas potências europeias.

Há uma infame campanha contra a conquista corintiana, um time, na época, afiada, capaz de vencer Real e cia. bela, com ou sem desleixo. Dispensam-se, pois, declarações como essa de Roberto Carlos.

Aliás, Roberto Carlos, apesar de toda a fama que o cercava, na época, já não estava jogando bulhufas. Ficava ali entre as duas intermediárias, tentando, vez por outra, um lançamento ao ataque, e só. Melhorou, e muito, depois que veio para o Corinthians.

Notas relacionadas:

  1. ENTRA ANO, SAI ANO… (2)
  2. NOVOS RUMOS DO TIMÃO
  3. ROBERTO CARLOS, UMA PROMESSA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana | 01:31

VERDÃO, GALO, GOIÁS, EM FRENTE!

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Palmeiras e Atlético Mineiro será um dos confrontos das quartas-de-final da Sul-Americana. E o curioso é que ambos entraram em campo nesta noite de quarta-feira com planos opostos.

O Palmeiras juntou todas as suas forças para bater o Sucre, na Arena de Barueri, por 3 a 1, três gols de cabeça, pela ordem, Kleber, Luan e Danilo, em dois cruzamentos exatos do menino Gabriel, e falta ao estilo de Marcos Assunção, fechada sobre o goleiro.

Já o Galo, ao contrário: enviou a Bogotá apenas dezesseis jogadores e o auxiliar do técnico Dorivalç Jr., que preferiu ficar em Belô afiando seus titulares para o clássico com o Cruzeiro, pelo Brasileirão.

É que, se, para o Palmeiras a meta é ganhar uma vaga na Libertadores – e o atalho mais suave para isso é a Sul-Americana -, para o Atlético Mineiro, escapar da zona de reabaixamento é questão de vida ou morte. Mais até do que conquistar uma vaga para a Libertadores.

Resultado: mesmo perdendo para o Santa Fé, em Bogotá, o Galo vai em frente na competição. E até poderá enfrentar o Palmeiras em circunstâncias mais favoráveis no Brasileirão, o que, certamente, haverá de mudar o braço da viola.

O curioso, nessa disputa é que o Goiás, que está na área da degola do Brasileirão, passou também pelo Peñarol, mesmo perdendo em Montevidéu por 3 a 2, e o Avaí, que flerta com a região da queda, pega nesta quinta o Emelec, na Ressecada, com boas chances de saltar também para as quartas-de-final.

Moral da história: em se configurando esse cenário, bem que poderemos ter na próxima Libertadores um campeão da Sul-Americana na Segundona do Brasileirão.

Os vários Brasileirões

Curioso este Brasileirão, que, parodiando o poeta popular não é um só, é muitos. Pelo menos, três: um campeonato disputado antes da Copa do Mundo; outro, logo após sua realização, com aquela parada de 40 dias; e, por fim, este se inicia agora, com rodadas só aos fins de semana
.
Sim, porque esta segunda fase que se finda foi pontilhada por uma série monumental de contusões em praticamente todos os disputantes, sobretudo, os que se mantinham e se mantêm ainda no topo da tabela.

Foram tantos os desfalques – alguns que nem terão tempo para voltar ainda neste Brasileirão – que todo o cenário da disputa ganhou traços dramáticos, colocando em campo não mais dois ou três candidatos, mas, por baixo, meia-dúzia deles, uns mais próximos, outros, porém, em condições de escalar a montanha dourada.
Muricy, por exemplo, que esteve no Bem, Amigos de segunda, onde fez um longo desabafo a respeito ainda da sua frustrada ida para a Seleção, é da mesma opinião.
Portanto, nunca esteve tão em aberto a disputa do título como neste limiar das últimas oito rodadas.

Mesmo porque, se na primeira parte do campeonato, Corinthians e Fluminense dispararam na frente, o Cruzeiro arrancou justamente em meio à devastação geral de titulares, e, agora, Santos e São Paulo dão sinais de que, com seu futebol ofensivo, desabrido, podem surpreender correndo por fora na reta final, embora as chances tricolores sejam bem mais reduzidas do que as dos demais pretendentes.

E, sim, olhai o Grêmio chegando, montado em pingo veloz e zebrado de azul e negr, além, claro, do Furacão, que voltou a soprar forte..

Mas, Fluminense, com as voltas de Deco e de Emerson, mais adiante, tem caixa para manter-se no páreo, assim como o Corinthians, já com Tite e vários titulares recuperados, pode sonhar em recuperar a liderança perdida.

Contudo, por enquanto, é o Cruzeiro quem leva vantagem nessa disputa final.

Mais Real

O Real ganhou fácil do Milan, por 2 a 0, gols de Cristiano Ronaldo, de pênalti, e de Ozil, em bela jogada de Cristiano Ronaldo. Aliás, foi pouco diante do domínio espanhol.Não que o Real tenha criado um volume tal de chances de gols que mereceria meter uma goleada no adversário. Mas, fez mais do que o suficiente para vencer, com folga.

Mano e Ronaldinho

O técnico Mano Menezes, da Seleção Brasileira, deve ter ficado decepcionado com Ronaldinho Gaúcho, que não jogou nada nessa partida. Mas, mesmo assim, deve chamar o jogador para a partida com a Argentina, por tudo que já viu do craque nessa sua estada na Itália.

A propósito, pelo que está jogando o garoto turco-alemão, Ozil, Kaká terá de se esmerar muito para recuperar a posição. Pelo menos, essa, a de meia ofensivo.

Chelsea bala

O Chelsea, em Moscou, pegou uma carne de pescoço, o Spartak, de Ibson e Wwlliton (fazer o quê, se o a grafia legal do jogador é essa?). E desfiou, beleza: 2 a 0, gols de Zhirkov e de Anelka. Zhirkov, diga-se, entrou no lugar do nosso Ramires. É um daqueles canhotos técnicos e inteligentes, e seu gol foi espetacular – um petardo de esquerda de fora da área. Ramires terá de rebolar para recuperar o posto.

Sem Rooney

O Manchester sonhava em manter Wayne Rooney, que estreou na sua equipe principal com 18 anos de idade, até o fim da vida. Coisa semelhante a Giggs, que já beira vinte anos de Diabos Vermelhos. Mas, Rooney virou a cara para o técnico Sir Alex Ferguson, o Manchester, e está de saída. Manchester City e Chelsea já entraram na rinha para arrebanhar Rooney.

Mesmo sem seu principal jogador, e com Berbatov no banco, o Manchester United, logo aos 7 minutos de jogo, com um golaço de Nani, definiu sua questão com o Bursaspor, e segue adiante na Liga dos Campeões. Embora, tenha controlado bem a partida, o Manchester certamente já não é aquele time espetacular de tempos recentes.

Com Messi

O Barça também já não é o mesmo. Mas, ainda é superior à maioria, entre outras coisas, porque tem Messi, autor dos dois gols contra o Copenhague. Além, claro, de Xavi, Iniesta e cia. bela.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. VERDÃO SOB FOGO
  3. VERDÃO, INGLESES E MENGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 14:26

ASSIM FALOU CARPEGIANI

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Depois da emocionante vitória tricolor sobre o Santos, na entrevista coletiva, o técnico Paulo César Carpegiani disse algo que, por certo, entrou por um ouvido e saiu por outra de nossa intrépida brigada da mídia.

Ao ser perguntado sobre o “esquema” ofensivo por ele adotado no São Paulo, o treinador respondeu mais ou menos o seguinte: não se trata de esquema, mas, sim, da forma de distribuir os jogadores em campo, de acordo com suas características e das exigências táticas da equipe.

Antes de mais nada, vale explicar as aspas naquele esquema lá de cima, pois a turma confunde esquema ou sistema de jogo com tática e estratégia.

São coisas diferentes. Esquema é a disposição básica dos jogadores em campo: o WM e suas derivações – 4-2-4, 4-3-3, 4-2-4, 5-3-2 e por aí afora. Tática é o estratagema escolhido pelo treinador para este ou aquele jogo, enquanto estratégia é a planificação a longo prazo de uma campanha por tempo determinado.

Qualquer esquema pode ser ofensivo ou defensivo, dependendo da escolha dos jogadores que dele farão parte, e do tipo de marcação a ser adotada – mais atrás, à espera do contragolpe; ou, mais á frente, tentando manter a pressão no campo adversário.

Isso é tática, não esquema ou sistema de jogo.

O amigo, a estas alturas, haverá de se perguntar que importância prática têm essas filigranas semânticas. Bem, diz o velho livro que antes reinava o caos no universo. Em primeiro, veio o Verbo. Bem, se a palavra serviu para organizar o cosmos, que dirá neste nosso mundinho da bola.

Digamos que eu resolva dizer que Neymar marcou um gol de cabeça, quando foi com os pés. Ou, chamar de bicicleta um singelo chapéu. E assim por diante. Já imaginou a confa? Voltaríamos, então, ao caos, meu!

Bem, mas onde quero chegar com essa ladainha toda? Simples: mais do que esquemas, táticas ou estratégias, o que prevalece nesses casos é o espírito da coisa e a decisão política do treinador, de acordo com o elenco de que dispõe.

Se o técnico encafifa que deve ter um time jogando mais ofensivamente do que o habitual no futebol brasileiro destes tempos, basta montar o time com jogadores com essa vocação e habilidade – dois laterais que saibam atacar, além de defender; um ou dois volantes que saibam jogar, além de marcar; dois ou três meias de talento, que saibam contribuir no fechamento dos espaços do meio de campo, e dois ou três atacantes que se completem na movimentação ofensiva.

Se optar por uma marcação mais à frente, tipo Barcelona, por exemplo, sempre estará mais perto da meta adversária, mantendo ao mesmo tempo a bola mais longe de sua própria meta. E assim rola a bola, do jeitinho que ela mais gosta e que nos encantou no passado, encanta hoje e encantará enquanto prevalecer a palavra certa.

PS: Desde que este blog entrou no ar, tenho me negado a censurar qualquer comentário dos nossos bloguistas, na esperança vã de que, passado o instante inicial, a turma aprenderia a conter suas bestialidades, substituindo-as por observações edificantes, procedentes e civilizadas. Mas, parece que há um bloco dos estúpidos que não aprendeu nada. Ao contrário: cristalizou-se na estupidez, nos xingamentos, nos palavrões. Muitos são os internautas sérios, interessados em expor suas opiniões com decência, que reclamam ter de compartilhar este espaço com esses comentários abjetos e repetitivos. Então, está decidido: doravante, os malcriados serão banidos deste espaço. Sobretudo, em respeito aos que querem participar de forma adequada à civilidade mínima.

Notas relacionadas:

  1. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
  2. A QUEDA DE MURICY
  3. QUE ASSIM SEJA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 17 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 23:33

SHOW DE PATINAÇÃO E DE BOLA

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Pelo jeito, a turma lá de cima está querendo trocar o título do Brasileirão pelo prêmio de patinação artística. Sim, porque Fluminense e Corinthians continuam patinando há várias rodadas, e o Cruzeiro, que vinha numa escalada prodigiosa até o topo da tabela, parece ter sido contagiado pelo gosto dos parceiros.

Sei, claro, estou fazendo uma gracinha, pois perder para o Grêmio, neste momento encantado dos gaúchos, por 2 a 1, no Olímpico, não é nenhuma patinada. Simplesmente, faz parte das regras daquele jogo do grande come grande.

Além disso, o jogo foi parelho, com ligeiro predomínio do Grêmio, graças ao talento de Douglas e ao oportunismo de Jonas.

O mesmo não se pode dizer do Corinthians, que, ao empatar com o Guarani por 0 a 0, em Campinas, deixou escapar mais uma vez a chance de avançar em direção ao resgate da liderança, já que o Flu voltou a empatar, desta vez, com o rei dos empates, o Botafogo.

É verdade que Ronaldo, apesar de roliço como sempre (talvez, um pouco menos), fez a sua parte. E que parte! Algo próximo de suas dimensões… técnicas, me entendam bem: marcou dois gols legítimos, embora aquele do braço acidental possa ser interpretado como intencional, como reza a cartilha da arbitragem, participou ativamente das jogadas ofensivas de seu time, perdeu por pouco um gol de cabeça e deu uma assistência para Moacir furar na cara do gol.

O mais animador, porém, foi perceber que o Timão, coletivamente, jogou melhor do que o vinha fazendo nessa série de infortúnios recentes.

Com a chegada de Tite, técnico experiente e competente, embora distante demais da realidade atual do Corinthians, e tempo para recuperação de parte da legião de lesionados do Parque, a coisa haverá de melhorar.

É o que se pode dizer do Flu, também muito desfalcado. Emerson e Diguinho, por exemplo, que voltaram diante do Botafogo, visivelmente não estão nos trinques. Tanto, que foram substituídos no decorrer da partida. Partida, aliás, muito convencional, truncada, e com raríssimos momentos de emoção.

Emoção e beleza, contudo, não faltaram ao clássico do Morumbi, vencido pelo São Paulo por 4 a 3 com gol de Jean no último segundo dos acréscimos.

E os primeiros vinte minutos de bola rolando? Um delírio, meu! Era lá e cá, sem tempo para respirar. Basta dizer que, só nesse curto período de jogo, tivemos cinco gols, três para o Tricolor, dois para o Peixe, que foi buscar o empate no comecinho da fase final e quase vira no lance que precedeu o gol da vitória de Jean.

E olhe que o São Paulo jogou com um a menos (Richarlyson, mais uma vez, foi expulso, por entrada criminosa num adversário) praticamente o segundo tempo todo. Mas, as entradas do lateral-esquerdo Diogo, menino da base, e de Marlos deram o equilíbrio necessário para o Tricolor sair do sufoco que se avizinhava e ainda criar duas boas chances com Jean, antes do gol decisivo.

Na verdade, como se esperava, aliás, o Sansão ergueu um brinde ao melhor futebol, aquele que faz da conquista do gol seu maior objetivo.

Notas relacionadas:

  1. MUITA TENSÃO E POUCA BOLA
  2. A BOLA COM VERDÃO E GALO
  3. BOLA DE PAPEL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 16 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 11:15

A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR

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O líder Cruzeiro vai ao Olímpico pegar um osso duro de roer. Afinal, é o encontro dos dois melhores desempenhos do segundo turno do Brasileirão. E o Grêmio está a galope no pingo, com o facão girando no ar à espera do golpe fatal na Raposa.

Mesmo porque, depois de um primeiro turno deplorável, o Tricolor já vislumbra – em vencendo o Cruzeiro neste domingo – aproximar-se de tal forma dos líderes que a fuga ao descenso ameaça transformar-se numa corrida até pelo título, senão por uma vaga na Libertadores.

O diabo é que Jonas, que já não tem Borges há tempos como parceiro, também não será escoltado por André Lima, que se machucou ao tentar driblar uma garrafa de água, depois do treino de outro dia. Esqueceu, no empenho, que até garrafa de água gremista entra pra valer em qualquer dividida.

Jonas, porém, tem sido tão implacável neste Brasileirão, que, pode-se dizer, dispensa até as mais ilustres companhia, e, quem sabe Júnior Viçosa não surpreenda?

Aliás, por falar nisso, o técnico Renato Gaúcho driblou, como nos seus bons tempos de hábil atacante, a pergunta dos repórteres sobre se iria ou não providenciar marcação especial sobre Montillo, que joga mesmo recuperando-se de lesão.

Não sei. Aqui à distancia, desconfio que a presença de Vilson no meio de campo tricolor, no lugar de Adílson, possa ser um indício de que o maravilhoso gringo azul não terá vida fácil no Olímpico.

Mas, embora Montillo venha sendo o craque da equipe, o Cruzeiro não se resume só a ele. Não é líder por acaso, e sim porque tem uma equipe bem ajustada por Cuca, que pratica um futebol compatível com suas tradições – técnico e ofensivo.

Enfim, Tite

O Corinthians, que vive seu inferno astral, com todos os insucessos recentes, culminando com a tradicional e inócua cobrança dos manos gaviões antes do treino de sexta-feira, que acabou tirando o atacante Souza dos eixos, enfim, acertou com Tite para dirigir doravante sua equipe.

Mas, enquanto Tite não se desvencilha do seu clube nas arábias, o interino vai tocando o barco cheio de furos provocados pela perda de tantos titulares, em direção ao Brinco de Ouro da Princesa, contra o Guarani..

Mas, acena com a volta de Ronaldo Fenômeno, de talhe um pouco mais afilado do que o dos últimos tempos.

Bem, na pior das hipóteses, Ronaldo haverá de espantar a zaga adversária, só pelo nome e pela presença imperial em campo. Na melhor, Ronaldo fará os gols necessários para retirar o Timão do fundo do poço emocional em que se encontra nesta quadra do campeonato.

Basta uma vitória, se possível conjugada com derrotas do líder e do vice, pronto!, céu azul sobre o Parque São Jorge. E, convenhamos, ganhar do Guarani, mesmo em Campinas, embora não seja moleza, também não chega a ser tarefa tão impossível.

Clássico Vovô

No Engenhão, mais um capítulo da gloriosa história do clássico mais antigo do Rio: Flu x Bota.

O Flu não pode mais bobear, e, para recuperar seu porte de sério candidato à faixa de campeão, terá de volta três jogadores vitais para o esquema de Muricy: o lateral-direito Mariano, o volante Diguinho e o atacante Emerson, o Xeique.

Mariano tem sido o melhor de sua posição nesse campeonato, ao equilibrar com justeza as duas funções básicas de um verdadeiro lateral: defender bem e atacar com presteza e exatidão.

Diguinho é aquele volante lépido, que, de repente se enfia entre Conca e Marquinho para surpreender o sistema de marcação do adversário.

E Emerson, o atacante veloz e hábil, artilheiro nato, que certamente, por sua movimentação, haverá de colocar em campo Washington, tão apagado nas últimas partidas.

Se nas Laranjeiras as coisas começam a clarear, em General Severiano, reina o mistério. Papai Joel preferiu esconder da imprensa parte do treino, anunciando que falta ainda uma coisinha a ser resolvido no time, basicamente o mesmo dos últimos tempos.

Talvez, a volta de Marcelo Matos, que se recupera de lesão, ou, então, qualquer outra pegadinha que o matreiro treinador esteja cogitando.

Certo é que ambos precisam da vitória, cada um diante de seus respectivos objetivos. O Flu, de olho na liderança perdida; o Bota, na vaga da Libertadores, ainda ameaçada.

Teremos, pois, um Vovô irado neste domingo no Enegenhão.

Forte Sansão

Já o clássico paulista – São Paulo e Santos, o Sansão – tem outro viés.
O São Paulo não luta propriamente nem pelo título, nem pela vaga na Libertadores, embora esta seja possível no universo infinito dos números. Mas, sim, para readquirir parte de sua grandeza, com vistas a montar um time para a próxima temporada.

E a escolha do novo estilo tricolor pelo técnico Carpegiani, nesse sentido não poderia ser melhor, diante das circunstâncias: um jogo ofensivo, mais leve e técnico do que o habitual recente, protagonizado por um leque de garotos campeões da Taça São Paulo Jr.

Um estilo, digamos assim, mais próximo de… do… Do Santos, pronto, já disse, seu adversário deste domingo no Morumbi.

Sim, esse Santos que conseguiu o prodígio de varar tantas adversidades, depois do deslumbrante primeiro semestre – a perda de meio time, entre os negociados e os lesionados, a vai não vai de Neymar e suas atribulações em seguida, a queda do técnico Dorival Jr. etc. – e chegar nesta quadra do campeonato com chances até de disputar o título.

Neymar sossegou o pito e incrementou o desassossego nas defesas inimigas. E o Peixe vai somando vitórias expressivas sobre os mais expressivos inimigos, tipo Cruzeiro, Flu e Inter, por exemplo.

Se vai seguir nessa toada diante do Tricolor, não sei. Só sei que esse clássico se prenuncia emocionante e agradável de se ver.

Vitórias em vermelho e negro

Mais do que a exibição correta do Flamengo e a vitória expressiva por 3 a 0, o que me impressionou foi a inoperância ofensiva do Inter, que foi ao Engenhão com praticamente todas as suas estrelas – D’Alessandro, Tinga, Giuliano, Alecsandro etc.

Teve a bola nos pés, durante todo o primeiro tempo, mas não deu um chute a gol sequer. E, no segundo, idem, sem a posse de bola.

Já o Flamengo, que vai sendo moldado por Luxemburgo ao feitio de um clube grande que sempre foi, marcou bem, e contragolpeou sempre com perigo, numa jornada de redenção do atacante Deivid, autor de dois dos três gols rubro-negros: um, de pênalti contestado pelos colorados, e outro, de cabeça, em cobrança de corner. Renato fez o segundo gol de sua equipe de falta. Muitos acharam falha de Renan, mas me pareceu que a bola foi fugindo do braço do goleiro, entrando rente à trave.

Assim, o Flamengo vai saindo daquela zona de desconforto, Luxa começa a recuperar sua proverbial autoconfiança, que, às vezes, se confunde com soberba, e o rubro-negro amigo já pode descansar a cabeça no travesseiro em paz.

Quanto ao outro rubro-negro, lá do Paraná, este, meu amigo, está a mil: o Furacão, na Arena da Baixada, venceu o Goiás por 2 a 1 e segue rondando a área de classificação para a Libertadores.

A curiosidade desse jogo foi o seguindo gol do Atlético, em que restou no ar apenas a dúvida se a bola cabeceada por Gonzales passou inteira pela risca da meta, antes de ser despachada pelo beque goiano.

Pra mim, passou. Quer dizer: acho que passou. Mas, talvez não tenha passado, quem sabe?

Na Velha Albion

Grande mancada do Manchester United, que meteu 2 a 0 no West Brom, no primeiro tempo, desperdiçando mais umas quatro chances claras de ampliar, e acabou sofrendo o empate.

Pior para Sir Alex Frrguson, que manteve Rooney no banco de reservas e, no fim, teve de apelar para o cra1que da equipe, desta vez, em vão.

Já o Arsenal, naquele toque-toque proverbial, envolveu o Birmingham, e, mesmo levando o primeiro gol, num dos raros avanços do adversário, virou para 2 a 1, com direito a um gol tramado com extrema exatidão, até o toque final de Charmakh, um centroavante de toques tão refinados que muita gente interpreta como firula excessiva. Às vezes, é.

Mas, esse o traço característico desse Arsenal de Wenger, desde sempre.

O Milan e Ronaldinho

Se Mano Menezes, que ficou na Europa para ver ao vivo algumas realidades, queria Ronaldinho Gaúcho mais solto pela meia, em vez dos grilhões que o prendem há anos na ponta-esquerda, a vitória milanista por 3 a 1 sobre o Chievo não poderia ter sido mais expressivo.

Pela primeira vez, Ronaldinho atuou como verdadeiro meia, flutuando pelo meio de campo e os dois lados do ataque, com velocidade e potência, coisa rara de se ver nos últimos tempos.

De quebra, se Mano estava lá, como prometeu, viu aquele golaço de chicote de Pato, em cruzamento da esquerda de Antonini, um dos dois do jovem brasileiro, e o terceiro, de Robinho, limpando o goleiro em passe magistral de Ronadinho.

Pelo comportamento ativo e versátil de Ronaldinho Gaúcho nesse jogo, é evidente que o cara está a fim de voltar à Seleção. Nós, meros espectadores, merecemos.

Olé, Madrid!

O Barça penou para virar sobre o Valencia, por 2 a 1. Fez um mau primeiro tempo e só melhorou um pouco no segundo, o suficiente para desalojar o Valencia da liderança do campeonato, colocando, porém, no trono o Real, seu maior rival.

Já o Real deu olé no Málaga, em show particular de Cristiano Ronaldo, na goleada por 4 a 1. Aliás, fazia tempo que o craque lusitano não nos oferecia um espetáculo desses feitos de dribles, passes, assistência e gols. Deu dois para Higuain e fez os outros dois.  Já era hora.

Notas relacionadas:

  1. VAI SER DURO
  2. TOQUE TRICOLOR
  3. A RAPOSA, AS UVAS E A QUEDA DE ADILSON
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 14 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 16:28

A LEVE RAPOSA E O ARTILHEIRO JONAS

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O líder Cruzeiro, que enfrenta o Grêmio em plena ascensão no Olímpico, solo sagrado do Tricolor, tem se beneficiado, além do excelente elenco, do fato de ter mantido boa parte de seu time principal fora da enfermaria.

Isso se deve, talvez, ao estilo mais leve de jogar. Empenha-se menos, toca mais a bola, e vai levando o campeonato na valsa. É uma tese.

A Raposa, pois, é ladina, mas o confronto com um time tinhoso tipo Grêmio, que bate de frente, e que tem o artilheiro do campeonato, Jonas, talvez contenha seu ímpeto de avanço.

Como disse, é uma tese, Na prática, vejamos

A queda do Flu

Não se pode dizer que o Flu está caindo. Afinal, caiu apenas um degrau, segue vice-líder, embora tenha perdido gordura suficiente para botar algumas rugas na testa do Tricolor. Rugas que podem se acentuar neste domingo, quando cruza no Engenhão com o Botafogo, num clássico carioca, sempre imprevisível.

Bota que está vivo ainda na disputa tanto por uma vaga na Libertadores quanto até mesmo, mais remotamente, pelo título do Brasileirão.

O que tem empacado mesmo o Fluminense é justamente essa devastadora invasão de sua enfermaria por jogadores que teriam sido essenciais nos momentos mais decisivos do time nas últimas rodadas.

Pegue, o amigo, por exemplo, o simples fato de que até agora, a nove rodadas do final da competição, o Fluminense não ter conseguido reunir seus craques maiores – Deco, Conca, Emerson e Fred – uma única e singela vez no campeonato.

E, o pior: não poderá fazê-lo mais neste campeonato, segundo as péssimas previsões sobre a recuperação de Deco, que deverá ficar afastado do time por um mês, no mínimo.

Ora, futebol é gol, que, em inglês, língua dos inventores desse esporte, significa objetivo, meta, alvo. Isto é tudo que se faça em campo é para conseguir meter a bola nas redes, entre aqueles três paus, ou seja lá de que material se compõe esse conjunto de postes e trave nos dias de hoje.

Se tivesse contado com esses quatro jogadores, juntos, digamos, pelo menos, meia dúzia de rodadas, o Fluminense teria disparado uma diferença tal que os seus mais próximos adversários não alcançariam jamais.

Mas, enfim, quase o mesmo pode-se dizer dos demais, também desfalcados de jogadores-chaves, como o caso do Corinthians, cuja perda de Jorge Henrique e de Dentinho, lhe foi fatal nas últimas seis rodadas de insucessos.

Peixe voador

O Santos, é, sem dúvida a maior surpresa da temporada. No primeiro semestre, exibiu aquele futebol deslumbrante e eficiente a ponto de levantar os dois títulos em disputa – o Paulistão e a Copa do Brasil, garantindo assim uma vaga para a Libertadores.

Depois, entrou em turbulência. Neymar sai não sai para o exterior, meio time foi vendido, Ganso vai para o estaleiro, Neymar entra em ebulição, o técnico Dorival Jr. cai, e pra completar até os que sobraram – como Madson e Keirrison – se machucam.

Pois bem, diante de tantas vicissitudes, o Peixe não muda de conduta, nem de estilo, não se acua, e parte pra cima dos cancãs do campeonato: bate o Flu, com categoria, goleia o Cruzeiro e acaba de passar pelo Inter, seu mais próximo concorrente a criar uma nova situação na disputa pela faixa de campeão.

E a beleza disso tudo é que, com exceção de Keirrison, que até agora não mostrou a que veio, o Santos não gastou um mísero centavo em contratações. Utiliza, isso sim, a turma que lá está, da base ou vindo a preço de banana.

Por exemplo: Léo, que teve delicada contusão na vitória sobre o Inter, na Vila, será substituído por Alex Sandro. Quem? Pois é, aquele mesmo garoto que, diante do Inter, quando maior era o sufoco a que seu time estava submetido, com um chapeuzinho, livrou o perigo da área, disparou, passou por três e deixou Zé Eduardo frente à frente com o goleiro Rena, que evitou gol certo.

Venha cá, amigão, aproxime seu ouvido, para que ninguém possa nos ouvir. Assim, tá bom. Pois, lhe confesso, gostaria muito que esse Santos encerrasse a já vitoriosa jornada nesta temporada com o título de campeão brasileiro. Por nada, não. Apenas pela ousadia de apostar na habilidade, na técnica e na força ofensiva de sua equipe.

Seria tão bom para o nosso futebol…

Notas relacionadas:

  1. RAPOSA BAIXOU A GUARDA
  2. CHAMAS E CINZAS
  3. A RAPOSA, AS UVAS E A QUEDA DE ADILSON
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

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