Clubes Brasileiros | Blog do Alberto Helena Jr.

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terça-feira, 5 de junho de 2012 Clubes brasileiros | 10:32

RONALDINHO NO GALO. VAI QUE…

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Ronaldinho chega ao Atlético-MG: nova chance

Cada um sabe onde  lhe aperta o calo. Suponho, pois, que o Galo saiba o que está fazendo ao contratar Ronaldinho Gaúcho, neste momento conturbado da vida do craque.

Até onde se sabe, Ronaldinho vai para Atlético Mineiro por um quarto do salário que recebia no Flamengo, o que torna sua contratação mais palatável, embora ainda assim seja uma quantia vultosa para a imensa maioria dos brasileiros, coisa de 250 mil reais por mês, mas compatível com o mercado da bola. Sem patrocínio, planos de marketing e outros bichos. Apenas, a palavra do presidente do Galo de que Ronaldinho receberá em dia. Melhor 250 mangos na mão do que um milhão voando, claro.

Galeria de fotos: Maradona já reverenciou Ronaldinho. Relembre a carreira do brasileiro

É verdade que o prestígio do ex melhor jogador do mundo só está rastejando por causa de sua passagem pífia pelo Flamengo, cercada de tantas polêmicas.

E vai que o craque, espicaçado por tal declínio junto à opinião pública, resolva cuidar do corpo e da alma como convém a um jogador de 32 anos de idade, que jamais foi vítima de lesões graves em sua longa carreira.

Não me parece que Ronaldinho seja propenso a tais arroubos. Mas, vai que.

Leia também: Flamengo diz ter dossiê que confirma álcool no sangue de Ronaldinho

Na verdade, só depende dele, pois a turma que o aguarda em Belo Horizonte é de primeira linha, sob o comando de um técnico experiente e esperto – Cuca. Lá estão o zagueirão Rever, Dudu Cearense, Richarlyson, Mancini, Leandro Donizete, Guilherme, os meninos Bernard, Felipe Souto e André,  além de Jo, uma combinação de jogadores já rodados com jovens promessas.

Ao mesmo tempo, o Galo vem de crista alta, com a conquista do Mineirão em campanha invejável e as duas vitórias neste início de Brasileirão, uma delas, contra o atual campeão brasileiro, o Corinthians, o que é sempre bom para quem vem de fora com carga tão pesada.

É esperar pra ver.


MARIN LOQUAZ

O presidente da CBF, José Maria Marin, foi o convidado do Bem, Amigos do Galvão, lá em Nova York. E impressionou, ao menos, o entusiasmo demonstrado pelo cartola que acaba de assumir o comando do futebol brasileiro.

Contrastando brutalmente com o estilo azedo, mal-humorado e esquivo de Ricardo Teixeira, que preferia transitar pelas sombras dos bastidores, Marin bota a cara pra bater sob a luz dos holofotes.

Falou pelos cotovelos, mais do que o Galvão, creia, e demonstrou profunda fé na qualidade dos nossos craques olímpicos, revelando seu apoio ao trabalho de Mano Menezes… até a página 9, claro.

A uma pergunta que fiz por e-mail, a pedido da produção do programa, sobre a viabilidade da criação de uma liga de clubes como as que existem na Europa, foi enfático ao desancar em público os cartolas que eventualmente defendem esse movimento:

- Quem fala em liga está pensando só no seu próprio interesse. Quer ser presidente da liga. Não é movido por nenhum idealismo. Quer é ser presidente, não se iluda.

Disse que está aberto ao diálogo, dedica-se vinte e quatro horas ao novo cargo, deu a volta na incipiente rebelião de alguns presidentes de federações, quando de sua posse, e que não é pau-mandado de Marco Polo Del Nero, embora lhe tenha uma dívida de gratidão por estar onde está.

Só me resta desejar-lhe sorte na empreitada, entre outras coisas, em nome de um relacionamento cordial e franco de mais de trinta anos, resguardando-me, porém, o direito à crítica e ao elogio, quando considerar seja o caso.

CLÁSSICOS BRASILEIROS

O Brasileirão volta a rolar nesta quarta-feira, com dois clássicos nacionais: Santos x Flu e Inter x São Paulo, todos eles desfalcados de seus principais jogadores.

O Flu vai à Vila sem Thiago Neves, Deco e Fred. Basta? E Abel coloca suas fichas no garoto Marcos Jr., destaque da Copa São Paulo Jr que vem revelando rápido crescimento no time titular.

E lá vai se defrontar com um Santos sem Rafael, Neymar e Ganso, mas, com uma novidade – o veterano Léo, herói da vitória sobre o Velez, pela Libertadores, atuando numa função entre as de Ganso e Neymar, ali pela esquerda. Vale uma espiada.

Já o Inter recebe o Tricolor paulista no Beira-Rio sem Oscar, mas com D’Alessandro, Dagoberto e, quem sabe, Dátolo, ainda lesionado, assim como Moledo.

De seu lado, o São Paulo, sem Lucas e Casemiro (Bruno Uvini não conta, pois mal voltou ao clube), afia uma equipe altamente ofensiva com o trio atacante formado por Osvaldo, Luís Fabiano e Fernandinho, apoiados por Denílson, Cícero e Jadson.

Jogo sugestivo esse, hein?

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A FESTA
  2. A FESTA PARA RONALDINHO
  3. RONALDO, RONALDINHO E RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quarta-feira, 23 de maio de 2012 Clubes brasileiros, Libertadores | 14:42

O PRESENTE DE LÉO

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Na minha Seleção do Santos que vi jogar até hoje, ele ocupa a lateral-esquerdo, ao lado de Gilmar, Carlos Alberto, Mauro Ramos de Oliveira e Ramos Delgado.

Mas, aos 36 anos de idade, prestes a pendurar as chuteiras, Léo era o último nome a ser lembrado para salvar a pele do Peixe nesse jogo de vida ou morte na Libertadores contra o Velez.

Sucede que o zero a zero fatal para o Santos escorria monotonamente segundo tempo adiante, sem grandes emoções a não ser aquela mistura amarga de ansiedade e desesperança, quando, aos 27 minutos, Muricy resolveu colocá-lo em campo no lugar de Juan, que realmente não estava dando conta do recado.

Até então, o Velez havia feito o primeiro tempo passar sob sua guarda, eficientíssimo na marcação avançada, impedindo a saída lúcida do Santos de sua defesa e anulando, mais uma vez, Neymar, em outra participação impecável do menino Peruzzi.

Bem que Neymar atirava-se ao jogo, apresentava-se para iniciar as jogadas de ataque de seu time, enfim, participava, mas não conseguia jogar. A grande chance surgiu naquela escapada que resultou na falta e subsequente expulsão do goleiro Baraveno, cobrança desperdiçada por Elano.

Com um a menos, o Velez, na etapa final, trocou a marcação por pressão no campo adversário por uma retranca bem armada aqui atrás, à espera do contragolpe mortífero, que não veio, diga-se.

O Santos, todavia, não conseguia romper esse ferrolho, a não ser naquele único lance em que Kardec, cara a cara, chutou sobre o goleiro. Isso, porém, aconteceu já com Leo em campo, dois minutos antes do lance decisivo.

Lance que começou, aos 32 minutos, com Ganso para Leo, de Leo para Ganso, que, então, executou aquele passe milimétrico entre dois zagueiros argentinos, para Leo, na entrada da área rolar em direção a Kardec, que, de canhota, meteu no canto esquerdo.

Eis, então, que vamos para a tortura da cobrança de pênaltis. Os argentinos erram um e o outro Rafael pega. A bola da classificação para as semifinais caiu diante de Léo, que, com extrema categoria, resolveu a questão.

Foi o presente do veterano craque ao clube que o consagrou nas celebrações do seu Centenário.

E que presente, ufa!

NO APITO FINAL

Os dois jogos decisivos das quartas de final da Libertadores foram decididos no apito final, o que dá a medida da tensão que cercou o Engenhão e o Pacaembu nesta noite de quarta-feira.

No Engenhão, até que o Fluminense conseguiu controlar os nervos, pôr a bola no chão, anular o sistema de armação do Boca (leia-se Riquelme) e transformar em realidade o sonho do pai de Carleto, que previu o filho marcando um gol de falta. Não deu outra, aos 17 minutos de bola rolando.

Como o Boca melhorasse um tantinho no segundo tempo, sem, contudo, ameaçar seriamente a meta de Cavalieri, e o Flu refluísse outro tanto, o jogo caminhava para a decisão por pênaltis.

Isso sem falar em dois gols feitos perdidos por Rafael Moura.

Mas, aos 45 minutos, Riquelme surge na entrada da área para dar um tapa em direção a Rivero, que disparou, e, no rebote de Cavalieri, Santiago Silva rematou.

E assim o sonho se desfez em cruel realidade.

No Pacaembu, Corinthians e Vasco correram o tempo todo sobre o fio da navalha. Tamanho era o nervosismo das duas equipes que o jogo se resumia em esticões da defesa para o ataque, inócuos chuveirinhos nas áreas e um troca-troca de passes errados incessante, do início ao fim da partida.

Momentos realmente críticos, apenas dois: aquela escapada de Diego Souza, aproveitando-se de falha de Alessandro, sozinho, diante de Cássio, que salvou pra corner, e o disparo no poste de Emerson, também desviado por Fernando Prass, de ponta de dedos.

Mesmo assim, a Fiel não desanimou em momento algum, até explodir em alegria quando Paulinho, aos 43 minutos do segundo tempo, acertou aquela cabeçada impecável, dentro das mais rigorosas regras da arte. Um prêmio para o maior jogador do Corinthians ao longo das duas últimas temporadas e a chance para o Corinthians disputar o direito de lutar diretamente pelo título da América, o sonho de muito tempo.

COPA DO BRASIL

Palmeiras, São Paulo e Coritiba, como se esperava, seguiram na noite desta quarta-feira em direção às semifinais da Copa do Brasil.

O Verdão, depois de um primeiro tempo em que foi subjugado pelo Furacão na Arena de Barueri, ao receber os reforços de Luan e Maikon Leite, na etapa final, definiu o placar de 2 a 0, mais do que suficiente para atingir seu objetivo.

Quem, porém, extrapolou foi o Coxa, que meteu 4 a 1 no Vitória, no Couto Pereira, e de virada, creia. Agora, espera o São Paulo, pra ver qual dos dois irá para a decisão do título do torneio, com direito a vaga na Libertadores.

O mesmo São Paulo que, diante do Goiás, no Serra Dourada, confirmou sua passagem para as semifinais do certame ao empatar por 2 a 2, com direito a bonito gol de Jadson.

Espera-se que tal resultado sossegue o pito do presidente do São Paulo e deixe Leão tocar esse barco até o fim, sem maiores sobressaltos.

PEIXE EM ÁGUAS TURVAS

A situação do Santos nesta quinta-feira de Libertadores não é nada confortável, ao levar a campo o placar adverso na partida de ida com o Velez.

Lá, perdeu por 1 a 0. Mas, o pior é que perdeu jogando mal, muito mal.

Segundo o técnico Muricy, além da boa organização defensiva dos argentinos, a culpa foi do cansaço de um time que não sossega o pito desde o início do ano, caminhando pela traiçoeira trilha da Libertadores e desviando-se ao mesmo tempo para empalmar a taça do Paulistão, o tri tão inusitado.

Se assim for, é de se esperar outro Santos na noite desta quinta-feira, contra o Velez, na Vila. Afinal, a moçada passou a semana de papo por ar, o que acabou lhe custando um tropeço logo na estreia no Brasileirão.

Desconfio, porém, que há algo mais nessa encrenca. Algo que já havia detectado aqui em jogos anteriores, até mesmo naquela goleada acachapante contra o Bolívar por 8 a 0.

Explico: com a deslocação necessária de Henrique para a lateral-direita, somada à saída de Íbson, o meio de campo do Santos esgarçou-se, perdendo o toque de bola que Muricy vem tentando impor desde a lição aprendida na derrota para o Barça.

Adriano é um típico cabeça-de-área, aquele médio protetor da zaga, que não escapa dos limites entre a linha da sua área e o inicio de sua intermediária. Elano, com participação reduzida, joga muito aberto pela direita, de onde prefere disparar lançamentos à frente, em vez de enfatizar o toque de bola envolvente.

Resultado: sobra pra dupla Ganso-Arouca a tarefa de namorar a girafa – vir aqui atrás pra fechar o setor, armar e chegar lá na frente para se juntar a Neymar e Kardec ou Borges.

Como os argentinos em geral (este Velez, em especial), são muito atentos na marcação e na disciplina tática, o negócio se complica ainda mais, meu.

Mas, vai que Neymar esteja com a macaca e Ganso, inspirado, às vésperas de mais uma cirurgia na joelho. Aí, o figurino é bem outro.

FORMIGA, ADEUS

Mário Filho, que dá nome ao Maracanã, grande cronista carioca e irmão do dramaturgo Nélson Rodrigues, comparou-o certa vez a Danilo Alvim. Não podia ser maior o elogio, naqueles meados dos anos 50, quando o Príncipe entrava em declínio e Formiga ascendia à cena principal do futebol brasileiro.

Elegante nos movimentos, tenaz no combate ao adversário, meticuloso no passe, Formiga fora capitão e figura central do Santos bicampeão paulista de 55/56, imortalizando uma das últimas linhas médias da nossa história: Ramiro, Formiga e Zito OU Urubatão.

Sim, porque Formiga foi um dos primeiros médios apoiadores ou centromédios a recuar para a linha de defesa, criando a figura do quarto-zagueiro – isto é, o quarto jogador a compor a zaga até então, no WM travestido de Diagonal, formada por apenas três: o beque central e os dois laterais.

Foi Peixe do início ao fim, com uma breve e infausta passagem pelo Palmeiras, vitimado por uma grave lesão no joelho. E, depois de pendurar as chuteiras, transformou-se em técnico vitorioso por vários clubes brasileiros, onde era chamado pelos jogadores por Seu Chico, tendo sido um dos pioneiros a explorar o árido futebol das Arábias.

Vai-se Formiga no ano do Centenário do seu Santos de sempre. A nota triste em meio às vivas celebrações na Vila.

Notas relacionadas:

  1. BEM E MAL NA LIBERTADORES
  2. AS ESTREIAS DE FLA E TIMÃO
  3. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 22 de abril de 2012 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 18:59

FLA E TIMÃO, NAÇÕES EM TRANSE

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As duas maiores nações do Brasil do futebol estão em transe neste fim de domingo.

No Rio, o Flamengo levou de 3 a 2 do Vasco e perdeu a última chance de conquistar qualquer título neste primeiro e desastroso semestre, num jogo em que o veterano e talentoso Felipe deu as cartas e jogou de mão. Entre outras coisas, deu o chute que seu xará rebateu nos pés de Eder Luís, no primeiro gol, e marcou os outros dois – um tiro certeiro de fora da área e uma cobrança de pênalti.

Já o Mengo viveu apenas da expectativa de Vagner Love, que marcou o primeiro (o segundo, um belo tiro de Kleberson de média distância), e se mexeu lá na frente o tempo todo.

Moral da história: enquanto o Vasco parte pra cima do Botafogo em busca do título da Taça Rio, o Flamengo mergulha ainda mais fundo na crise que aponta seu dedo acusador para Joel e Ronaldinho Gaúcho, que, mais uma vez, não fez a tal diferença.

Em São Paulo, o Corinthians, primeirão em tudo, invicto há doze jogos e tal e cousa e lousa e maripousa, caiu da Ponte, por 3 a 2, e, quando reemergir será para assistir de longe as semifinais do Paulistão.

Mas, se há espaço de sobra para a decepção no Parque, não há nenhuma razão mais forte para crise alguma. Afinal, se a Ponte foi melhor no primeiro tempo, quando fez 2 a 0 (no primeiro gol, em tiro longo, forte e rasteiro no canto, falha do goleiro Júlio César, que falharia também na saída da meta, no terceiro, de Pimpão), o Corinthians lutou e quase chegou ao empate que levaria a decisão aos pênaltis.

FAVORITOS SEM SUSTOS

Santos e Inter, por seu lado, nem foram surpreendidos, nem passaram sequer pelos sustos habituais em jogos decisivos como os que feriram nesta tarde de domingo, contra Mogi e Veranópolis.

O Inter já saltou para a final da Taça Farroupilha, em mais um Gre-Nal de arrepiar, ao golear o Veranópolis, com um pé nas costas: 4 a 0, na volta auspiciosa de Dagoberto à equipe.

E o Santos, depois de passar pelo Mogi por 2 a 0, em mais uma tarde de Neymar, que deu passe magistral para Maranhã abrir a contagem, e selar o placar com um golaço, em que passou por dois e tocou no canto, pegará nas semifinais do Paulistão, nada menos que o São Paulo – o encontro de dois ataques arrasadores.

PELAS OROPAS

Na Espanha, o Barça já jogou a toalha, ao perder para o Real, que já está com o pano de lustrar a taça na mão. Na Alemanha, o Dortmund já deu a volta olímpica do bi, ao vencer outro dia o Bayern e completar a missão no sábado diante do M’Gladbach.

Mas, na Inglaterra, a disputa pelo título pegou fogo neste domingo, com o insólito empate do United e a vitória do City, às vésperas do encontro decisivo entre ambos na outra segunda-feira.

Empate insólito porque os Diabos Vermelhos venciam por 4 a 2, de virada, dominavam o jogo, e, logo depois de Evra meter de cabeça uma bola na trave do Everton, em menos de dois minutos, já no finzinho, tomou os dois gols que recolocaram o City no páreo.

Já o City, em novo show de Tevez, meteu 2 a 0 no Wolverhampton, gols de Aguero e Nasri, e ficou a uma vitória do United, seu próximo adversário. E, cá entre nós, apesar do carisma eterno do United, hoje em dia, o City é mais time, sobretudo porque melhor e maior elenco.

Mas…

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR
  3. TIMÃO E TRICOLOR, IGUAIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 21 de abril de 2012 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Sem categoria | 18:06

SÁBADO DE GOLEADAS

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São Paulo e Botafogo ganharam seus respectivos jogos decisivos marcando quatro gols cada, enquanto o Grêmio foi à final do Gauchão batendo o Universidade apenas por 1 a 0.

Mas, a verdade é que o Tricolor gaúcho merecia, por baixo, ter alcançado o mesmo placar de seus pares paulista e carioca, pois perdeu um caminhão de chances em jogo que esteve sempre sob seu domínio.

Assim como também é verdade que os 4 a 1 do São Paulo sobre o Bragantino, pelas quartas de final do Paulistão não refletem a superioridade do Tricolor paulista, que, além de oportunidades desperdiçadas, meteu duas bolas nas traves adversárias e ainda perdeu um pênalti, com Luís Fabiano, autor de dois gols de sua equipe, diga-se.

Aliás, fato similar ao que aconteceu com Loco Abreu, que fez três na vitória por 4 a 2 diante do Bangu e desperdiçou um pênalti também, o sexto dos últimos sete cobrados pelo artilheiro uruguaio.

De qualquer forma, tanto o Loco quanto o Fabuloso, saíram de campo sob aplausos da torcida. Mesmo porque o goleador tricolor completou nesse jogo onze tentos marcados em onze partidas disputadas nesta temporada.

Mas, aqui quero bater palmas para os treinadores das duas equipes – Leão e Osvaldo Oliveira, que, em jogos tão delicados, não frearam suas equipes, colocando em campo formações claramente ofensivas.

E os frutos foram colhidos nas redes inimigas – um balaio de gols.

DOMINGO DE FAVORITOS

O domingo será um festival de decisões e clássicos, em que apenas dois são absolutamente imprevisíveis: Vasco x Flamengo, pelas semifinais da Taça Rio, e Atletiba, que pode praticamente definir o campeonato paranaense, caso o Coxa vença.

São dois jogos que não permitem a indicação de um favorito, seja pela equivalência de força técnica, seja pela tradição dos clubes em questão.

A vantagem que o Vasco leva sobre o Flamengo é certa tranquilidade advinda do fato de estar firme na Libertadores, sempre um respaldo na eventualidade de nem chegar à disputa direta pelo título carioca.

O Flamengo, ao contrário: justamente por ter caído fora na fase de grupos do torneio continental e ter perdido a Taça Guanabara para o Fluminense, periga encerrar o semestre sem nenhuma conquista e com baixa expectativa para o Brasileirão, apesar de seu elenco milionário, onde os garotos é que se destacam, ao lado de Vagner Love.

Tudo isso envelopado por uma daquelas crises sem fim, às vésperas das eleições no clube e outros bichos.

Sucede que esses clubes de massa, justamente nessas circunstâncias, é que costumam dar a volta por cima. Portanto…

Já o Coritiba, que lidera o segundo turno do paranaense, a exemplo do que fizera no primeiro, se vencer o eterno rival, praticamente selará a disputa estadual. Por isso, é de se esperar um Atlético ensandecido atrás da vitória, mesmo sendo o jogo no Couto Pereira. Vai sair faísca.

Outro clássico, redivivo como tal nos dois últimos anos, pode entrar nessa lista.

Falo, claro, de América MG e Cruzeiro, que vem embalado pela virada sobre o Chapecoense na Copa do Brasil. Sei não, mas acho que a maré está mais pra azul do que pra verde, embora as praias de Minas estejam lá do outro lado da fronteira com o Espírito Santo.

Na outra perna, o Galo está de crista alta. Sucede que o Tupi também vem tinindo. E o jogo é em Juiz de Fora. Mesmo assim, deve dar carijó.

Quanto à rodada mortal das semifinais paulistas, apenas Guarani x Palmeiras sugere uma quebra de escrita dos grandes.

O Guarani vem em franca recuperação, depois das recentes humilhações, joga no Brinco de Ouro da Princesa e pega um Palmeiras abalado pelos últimos maus resultados, em que até o sempre badalado Felipão está na boca das tradicionais cornetas do Parque.

Trata-se, porém, de mera sugestão, nada mais do que isso.

Corinthians e Santos, porém, vão além das probabilidades, diante de Ponte e Mogi, respectivamente. Têm time e camisa, além de atravessarem excelente fase. Mas, jogo é jogo.

O mesmo vale para Inter e Veranópolis, pelas semifinais do Gauchão: a bola gira, gira e acaba sempre caindo no vermelho.

ENFIM, REAL

O cenário e o roteiro desse clássico planetário foram os mesmos dos últimos, sei lá, dez jogos entre Barcelona e Real Madrid: os catalães pressionando o jogo todo  e os madridistas se defendendo. Só o desfecho foi diferente: 2 a 1 para o Real, que, até então, havia vencido apenas um desses confrontos históricos.

O gol de Khedira logo aos 17  do primeiro tempo foi determinante para que o Real pudesse resistir lá atrás com mais ciência e calma do que o fez das vezes anteriores.
A isso, soma-se a fase de baixa de dois jogadores essenciais do Barça – o cerebral Xavi  e o imprevisível Messi – que, mais uma vez, não renderam o que sabem, seja pela precisa marcação dos merengues (em especial, Khedira e Xabi Alonso), seja porque estejam esgotados, seja porque simplesmente tiveram uma queda normal de rendimento, depois de tantas exibições portentosas de ambos.

Mesmo assim, Xavi teve uma oportunidade de ouro para empatar ainda no primeiro tempo, em passe de Messi, assim como Tello desperdiçou outras duas já no segundo tempo, quando Sanchez fez o seu.

O Barça, porém, não teve nem tempo de comemorar, pois Cristiano Ronaldo, até então apagado na partida, foi lá e decretou a vitória merengue.

A vitória de um ataque arrasador, que nesse mesmo clássico vibrante, alcançou a marca de maior artilharia dos campeonatos espanhóis em todos os tempos, com 109 gols. Um feito que Madri celebra em dobro esta noite de muita sangria e puchero.

Notas relacionadas:

  1. GAÚCHOS, DE GALOPE
  2. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
  3. VERDÃO E O SÁBADO DE GOLEADAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 14:21

E DEU FLU NA LOTERIA

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Foram setenta e cinco minutos de profundo tédio no clássico decisivo do Engenhão, entre Botafogo e Fluminense – uma interminável sucessão de passes errados de lado a lado, muito pega-pega no meio de campo e praticamente nenhuma emoção nas áreas.

Até que, aos 30 minutos, bola alongada lá detrás colheu Herrera em disparada pela direita, sozinho; o passe do gringo saiu exato para Elkeson, no meio, tocar às redes de Diego Cavalieri.

Pronto, acendeu-se o pavio, e o jogo eletrizou-se, lá e cá, sobretudo depois que Abel mandou pra campo Araújo e Rafael Moura a fim de aumentar seu poder de fogo. Coube, porém, a um zagueiro – Leandro Eusébio – marcar o gol de empate, numa tentativa errada da defesa alvinegra de provocar a linha de impedimento, em bola lançada à sua área.

Aí, sobreveio a decisão por cobranças de tiros diretos da marca do pênalti, que, dizem, nada tem a ver com loteria, sorte ou azar, mas, simplesmente produto de treinamento adequado.

Pois, na véspera, Jean, que entrou no decorrer do segundo tempo, foi o rei das cobranças de pênalti nas Laranjeiras: converteu os seis batidos, cem por cento de aproveitamento.

Eis que, na hora H, Jean bate e Diego Cavalieri salva, como salvaria o último, cobrado por Loco Abreu, outro especialista no assunto.

Resultado: Fluminense e Vasco decidem domingo o título da Taça Guanabara. Outra loteria?

NOITE VERDE

Dois verdes fizeram a noite desta quinta-feira de Paulistão.

O Palmeiras, que, ao empatar por 1 a 1 com o Oeste, em casa, perdeu a liderança para o Corinthians, e o Guarani, que, ao bater o XV de Piracicaba por 2 a 0, no Brinco de Ouro da Princesa, tomou ainda por cima até a vice-liderança do Verdão.

Não vi o jogo de Campinas, de olho que estava no clássico carioca. Mas, não é difícil imaginar a superioridade bugrina, com base na brilhante campanha que vem cumprindo neste Paulistão.

Mas, vi o Palmeiras ser dominado pelo Oeste em boa parte do jogo. Tomou o gol logo de cara e conseguiu empatar no finalzinho do primeiro tempo. Mas, não teve descortino para, no segundo, mesmo com certo predomínio, mudar um cenário cada vez mais decepcionante.

Resta agora se reerguer diante do São Paulo, domingo, caso não queira repetir o mesmo trajeto do ano passado, quando começou a toda e foi, foi, foi e acabou fondo pro fundo, como dizia aquele luminar do passado.

O PESO DAS SUSPEITAS

Para Vagner Love, que conhece muito bem a posição, Deivid pensou na celebração antecipada antes de se cocentrar para empurrar aquela bola fatídica às redes vazias do Vasco.

Pode ser, como pode ter sido resultado de milhões de outros motivos, tantos quantos neurônios levamos na testa. Sem contar os fatores físicos, tipo velocidade da bola, eventual saliência imperceptível do gramado e tal e cousa e lousa e maripousa. Coisa para cem anos de estudos em laboratórios da mais alta tecnologia.

Mas, há quem creia no Sobrenatural de Almeida, figura criada pela fértil imaginação do dramaturgo e cronista Nélson Rodrigues. Aquela sombra miraculosa que intervém, para o bem ou para o mal, nos espaços abertos pela razão. Também pode ser, quem sou para duvidar do imponderável?

Prefiro, porém, do fundo de meu poço de ignorância sobre a alma humana, supor que esse foi o desfecho do acúmulo progressivo de suspeitas sobre seu futebol que tem arrastado esta passagem de Deivid pelo Flamengo.

Deivid, se nunca foi um craque deslumbrante, mostrou apreciável técnica e extrema eficiência por onde passou aqui no Brasil, no Santos, no Corinthians e no Cruzeiro. Nunca foi o cabeça-de-bagre em que se transformou no imaginário rubro-negro.

Sim, porque, desde que chegou à Gávea, a peso de ouro, que, diga-se, teve de cobrar na justiça, Deivid tem sido tratado como um estorvo, o cara que perde gols feitos. Há pouco tempo, num jogo importante (não me lembro mais contra quem), mas, nem tanto, do Brasileirão, cabeceou pra fora gol certo.

Lance corriqueiro entre artilheiros. Pois, o erro alcançou proporções inimagináveis na mídia, sobretudo carioca. Quando entrevistado pela tv a respeito, respondi que já vira coisas muito piores.

Ainda que marcando seus gols, alguns providenciais até, a cada jogo, Deivid, percebia-se, entrava em campo sob o peso das suspeitas crescentes. Não é fácil, meu.

O amigo, por certo, dirá: o grande craque costuma dar a volta por cima, nessas circunstâncias. É verdade. Eu mesmo sou testemunha de tantos casos assim. Mas, Deivid não é, nem nunca foi, um grande craque. É apenas um excelente atacante, tecnicamente melhor do que muitos fadados a sucedê-lo com a camisa do Flamengo.

Pode até ser que ele consiga se recuperar emocionalmente desse lance mortificante. Mas, livrar-se definitivamente das suspeitas que o perseguem desde sua chegada à Gávea, ah, isso é tarefa que me parece fora do seu alcance.

CAÇA AO MENINO

Muricy, depois da vitória do Santos sobre o Comercial, saiu reclamando do rodízio de faltas a que vem sendo submetido o menino-craque Neymar, jogo após jogo, sob o olhar complacente dos juízes.

- Desse jeito, uma hora vão quebrar o menino pra valer. Não tem essa de cai-cai, não. Ele apanha mesmo, sem parar. É preciso preservá-lo, principalmente, para a Copa de 2014.

Ah, mas não é função do juiz preservar este ou aquele jogador em campo, pois, isso seria privilegiar uns em detrimento de outros, dirá o frio catedrático do apito. Que arrematará: cabe ao juiz apenas aplicar as leis do jogo.

Eis aqui, nesta última frase, um equívoco básico sobre a função principal de um árbitro de futebol. As leis do jogo são as ferramentas práticas e legais para que o juiz, a suprema autoridade em campo, cumpra seu dever precípuo – o de preservar o espetáculo no tocante á parte disciplinar.

Não é seu dever apenas evitar o pior, uma lesão grave produzida por entrada desleal ou temerária em excesso do adversário. Suas atribuições vão além, no sentido de garantir a fluidez do jogo, o que implica em punir severamente o time que recorre ao famigerado rodízio das tais faltinhas necessárias, aquelas que, na verdade, matam o espetáculo no seu nascedouro.

Como a juizada flutua entre a mentalidade do sargentão, mais preocupado em impor sua otoridade (assim, com o mesmo), e a do funcionário público relapso, que faz vistas grossas à irregularidade para não se complicar, houve até a necessidade de se apelar para aquele expediente das sete faltas coletivas convertidas em cobrança de pênalti ou equivalente, que vigorou por uns tempos nos campos de futebol.

Grande ideia, que, infelizmente, não frutificou.

De qualquer forma, é dever fundamental do juiz preservar o espetáculo. E, por conseguinte, preservar os Neymares da vida, que eles são o espetáculo no fim das contas.

Notas relacionadas:

  1. UM ATAQUE DE ARRASAR PARA O FLA
  2. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
  3. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:15

VALEU PELA VITÓRIA, SÓ

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Só não foi um desastre total porque o Fluminense deixou o Engenhão com 1 a 0 no placar, gol de Fred, conquistado logo no início da partida, quando o Tricolor encetou uma blitz sobre o Arsenal de Sarandi, desenhando no ar a expectativa da goleada que não veio.

Ao contrário: aos poucos, o Flu refluiu, perdeu o compasso e acabou sendo até pressionado pelo frágil time argentino no final.

Não sei se os brasileiros ficaram nervosos porque passaram a errar muitos passes, ou se passaram a errar os passes porque ficaram nervosos. o que seria um contrassenso para um time que jogava em casa e vencia.

Só sei que a turma perdeu o controle da bola, dos espaços e dos nervos, a ponto de ter dois jogadores expulsos, com toda razão: Wagner, que chutou um adversário pelas costas numa bola parada, e Eusébio, que desferiu um coice no argentino no chão.

Wagner, que deveria dividir o trabalho de criação com Deco, foi ausente a maior parte do jogo em que o seu parceiro de meio de campo, enquanto teve pernas, foi o único a jogar bola de verdade. E Eusébio, além de perder todas de cabeça na sua própria área, quando tinha a bola aos pés, despachava-a de qualquer jeito pra frente.

E, nem mesmo a entrada de Thiago Neves, aos 17 do segundo tempo, no lugar de Sóbis, foi suficiente para conferir ao Flu o mínimo de organização em campo.

Placar magro, exibição pobre, descontrole emocional… O Flu vai ter de melhorar muito para justificar tanta expectativa criada em torno da qualidade de seu elenco.

FALCÃO NO BAHIA

Falcão, o maior volante da história do futebol brasileiro (o amigo pode sentir o tamanho dessa escolha para quem cultuou a vida toda nessa posição o nome sagrado de José Carlos Bauer, o Monstro do Maracanã), acaba de assumir o lugar de Joel Santana no Bahia.

Antes de tudo, admiro a persistência desse amigo. Aos 58 anos, idade em que a imensa maioria das pessoas quer mesmo é se aposentar, rico, famoso, um ícone do futebol mundial, largou ofício confortável e posição invejável na Rede Globo para perseguir um sonho que mais se assemelha a pesadelo: o de vencer definitivamente também na carreira de técnico de futebol, talvez, a mais ingrata de todas as profissões, como ele próprio já sentiu na pele, ainda outro dia, ao ser demitido pelo seu Inter, mesmo sagrando-se campeão gaúcho.

Gaúcho por adoção, o que inclui a absorção de todos os valores do povo da fronteira, dentre eles, o gosto pelos desenhos táticos e estratégicos de um time de futebol, Falcão, na Itália, onde esses mesmos valores são reverenciados ao extremo, ganhou a coroa de Rei de Roma e o epíteto de o Médio Tático.

Como um craque com tal formação aliada à lucidez e a experiência vivida nos dois hemisférios do mundo, líder como jogador e de fácil poder de comunicação, não conseguiu decolar na carreira de treinador? Um desses tantos mistérios da vida.

Quando Falcão ainda comandava dentro do campo aquele Inter espetacular do bicampeonato brasileiro de 75/76, escrevi que ele, ao pendurar as chuteiras, viria a ser o maior técnico do futebol brasileiro desde Zezé Moreira.

A chance recomeça, depois da punhalada vermelha, agora, no Bahia, um dos grandes do Brasil, de imensa e festiva torcida, que está em terceiro lugar no Campeonato Baiano, cinco pontos atrás de seu homônimo de Feira e apenas um acima do eterno rival Vitória, dirigido justamente por Cerezo, seu parceiro na Copa do Mundo de 82 e na Roma.

Torço pela realização do sonho de Falcão, como amigo e por sabê-lo capaz de imprimir novos rumos ao futebol brasileiro, e para que o Bahia, com ele, inicie uma nova era de grandes conquistas.

Notas relacionadas:

  1. VALEU, MANO!
  2. VALEU PELA RAÇA
  3. EMPATES E EMPATES, VITÓRIAS E VITÓRIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 16 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 18:52

TEMPO DE CRISE E REDENÇÃO

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A crise e a redenção rondam a rodada do Brasileirão que começa nesta quarta-feira.

O Fluminense, por exemplo, recebe o Figueira no Engenhão, sob saraivada de vaias da torcida, expressas nos muros do clube em forma de grafites agressivos. E não é que Fred, um dos principais alvos da torcida, está fora, por sentir dores no corpo?

Essa história não vai acabar bem…

Já o Cruzeiro, que se redimiu na última rodada com aquela goleada estupenda sobre o Avaí, vai pegar o Furacão, de tão brava recuperação nas mãos de Renato Gaúcho, na Arena da Baixada, onde o rubro-negro não é sopa, não.

Sem Wallyson, machucado, e Thiago Ribeiro, em processo de transferência, para o Cagliari, o ataque da Raposa será entregue à dupla a Anselmo e Wellington Paulista, enquanto Keirrison, recém-contratado não tem sua situação regularizada na CBF.

Mas, Keirrison tem ido tão mal por seu périplo desde a saída do Palmeiras que nem sei se representa de fato uma esperança.

O Grêmio, por sua vez, cheio de esperanças pela vitória sobre o Fluminense, tenta confirmar a recuperação diante do Ceará, em Fortaleza e sua delirante torcida. É hora de Celso Roth provar que é o cara, pois o time é assim, assim.

Não é bem o caso de Muricy que não tem mais o que provar. Tem é que dar um jeito nesse Peixe que recebe na Vila o Coritiba de bola bem arredonda por Marcelo Oliveira. E o Santos tem time, sim, para dar a volta por cima. Mas, nem sei se a questão do Santos se resuma aos planos táticos do treinador ou à excelência do time. O buraco parece ser mais embaixo. Ou, não: é apenas uma fase ruim, que desaparece ao dobrar a próxima esquina. Vejamos.

Agora, subamos para a região onde não há nem crise, nem redenção. Ou seja: a turma do G-4 ou proximidades.

Quer dizer: crise e Corinthians são indissociáveis na rica história do clube. A atual, porém, convenhamos, é quase irrelevante. Trata-se apenas de reajustar o time, que, depois de extraordinária arrancada, passou a perder gordura e se encontra no limiar de perder a liderança.

O Timão vai a Ipatinga enfrentar um Galo de crista baixa, mas sob nova direção – o competente Cuca, que já tirou muita gente boa desse sufoco no passado. E vai sem um lateral-esquerdo de ofício, mas com Liedson, muito provavelmente, em melhor forma do que na volta contra o Ceará.

Quanto ao Vasco, pega o Avaí, em Floripa. Fácil? Provável. Mas, atenção que o Vasco não terá Felipe, figura de proa na barca enfunada do Almirante.

Já o Bota, sem Loco Abreu, vai ao Beira-Rio, onde o Inter começa a se remontar sob o comando de Dorival Jr., treinador sensato e de métodos simples.

Talvez seja exatamente do que careça o Inter, de voos tão altos e recente trajetória mais terrena.

A FALA DE RIVALDO

De hábito, Rivaldo é um tipo que prefere o silêncio ou respostas breves, quando questionado. Pois, nesta terça, abriu o bico na longa entrevista de imprensa.

E, levantou uma questão que, num dia sem notícias ou fofocas mais estridentes, levou a turma a refletir sobre o assunto. E o que disse nosso Rivaldo que tem seu nicho intacto na galeria dos melhores do mundo eleitos pela Fifa?

Disse que acha mais que legal, necessária, a saída imediata dos nossos jovens astros para a Europa. Não só para acelerar a maturidade de um Neymar, um Ganso, um Lucas, mas, sobretudo, para que, quando a Copa chegar, a turma lá de fora venha a ser mais prudente diante desses craques já conhecidos e badalados no plano internacional.

Diria que é uma faca de dois legumes, lembrando o saudoso Vicente Matheus. Pode ser assim: Neymar, por exemplo, vai para o Real ou Barça. Chega e logo vai mostrando sua bola vertiginosa, metendo medo no mundo todo.

Kaká foi assim no Milan, lembram?

Mas, vai que Neymar chegue no Real ou no Barça de tantas estrelas, estranhe o novo ambiente, a língua, os costumes, a comida, o estilo do futebol lá praticado, essas coisas todas, e não consegue reproduzir seu futebol de início.

Vai para o banco, sente-se desprezado, é tomado pelo banzo ou se irrita além da conta, e, pronto!, o ano acabou, a Copa se aproximou, e essa experiência não poderia ter sido mais deletéria para a alma do craque, refletindo-se, claro, no seu futebol.

Com Robinho foi mais ou menos isso, não foi?

O que quero dizer é que não existe uma receita pronta para esses casos. Cada um é cada um e cada experiência é própria. O cara pode ficar aqui, agasalhado pelos companheiros, pela família próxima, e crescer a ponto de chegar na Copa e brilhar.

Vale ouvir Rivaldo e pensar a respeito. Mas, sempre levando em conta que suas palavras são abalizadas, mas não uma sentença irrefutável.

NOSSOS MENINOS

E chegou a hora de pegar o touro mexicano a unha.

O México ainda não tem a devida marca de grandeza no plano internacional. Mas, tem time, sim, senhor. Ainda outro dia, o México saiu campeão de um desses Mundiais das categorias de base.

Mas, boto fé nos nossos meninos, que já mostraram cabeça e bola para seguir avante nesse Mundial Sub-20.

BARÇA E REAL

No empate por 2 a 2, no campo do Real, o Barça deu o tom dessa Supercopa da Espanha.

Não só por chegar a virar o placar para 2 a 1, mas, sobretudo, porque impôs, mais uma vez, seu toque-toque sobre o rival eterno.

Contudo, atenção: enquanto o Barça nesta fase preparatória da temporada, andou rateando mais do que o Real, que é outro – mais ofensivo e confiante – daquele da temporada passada.

A coisa está mais equilibrada, agora, acredito.

Notas relacionadas:

  1. CRISE NA LIBERTADORES
  2. BOTA E CRUZEIRO EMBOLANDO
  3. TEMPO DE BOAS ESCOLHAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 15 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 17:13

FELIPÃO E ABEL, EM CENA

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Dois técnicos cordiais – no sentido em que o saudoso Sergio Buarque de Holanda conferia ao termo ao definir o brasileiro como um ser cordial, isto é; um tipo levado mais pelos ditames do coração do que pela razão – assomaram a cena do futebol, depois da rodada do fim de semana – Felipão e Abel Braga.

Abel é a emotividade doce; Felipão, o rompante ácido.

Abel, que foi esperado feito messias por meses a fio no Fluminense, viu seu nome grafitado nos muros das Laranjeiras, não como uma saudação e sim como uma condenação: “Fora, Abel!”.

Isso, porque seu time perdeu para o Grêmio, em pleno estádio Olímpico, por 2 a 1, resultado absolutamente normal por conta do peso das duas camisas, fator campo, a necessidade extrema de o Tricolor gaúcho sair da inhaca em que se encontrava e tal e cousa e lousa e maripousa.

E, se o Flu não foi bem, também não foi uma tragédia em campo. Até criou algumas chances de empatar, no finalzinho.

Já Felipão meteu a boca no seu Palmeiras, que, diga-se, foi até melhor do que o Vasco na maior parte do jogo. Criou muito mais oportunidades do que o oponente e tomou um gol de falta, em pleno São Januário.

E foi além o celebrado técnico: ou a diretoria troca o elenco, ou troca o técnico.

Abel, depois de apenas dois meses à frente do Flu, me parece descorçoado, como diz o caipira, já Felipão parte para o extremo, quase um confronto. E põe o dedo na ferida: a casa verde ruiu depois daquele episódio com Kleber como protagonista da novela Sai-Não-Sai.

Calma nessa hora, minha gente. O Palmeiras ainda está por ali, rondando a zona de classificação para a Libertadores, e o Flu, atual campeão brasileiro, ainda guarda uma reserva de lenha pra queimar, embora tenha perdido outro dia seu principal jogador e ídolo da torcida, o argentino Conca.

JORGINHO, O BOM

Permita-me o amigo mudar o foco destas mal traçadas linhas para a Série B do Brasileirão, em que a Lusa lidera com campanha até aqui extraordinária. Muito em função de alguns jogadores em grande forma, como os meias Henrique e Marco Antônio, o goleiro Weverton, o volante Ferdinando e o artilheiro Edno, que parece fadado a jogar na Lusa pelo resto de sua longa vida.

Quero, no entanto, saudar aqui a figura do técnico Jorginho, o Jorginho Cantinflas.

Explicando o apelido para os mais jovens: Mário Moreno, o Cantinflas, foi um comediante de fama internacional, popularíssimo aqui no Brasil nos anos 50 com seus filmes baratos e divertidos, uma espécie de Chaves de seu tempo. E o ator tinha duas marcas indeléveis: as calças com cintura rebaixada à altura dos quadris (como, aliás, os jovens usam hoje dia) e o erguer da sobrancelha direita sempre que se deparava com alguma surpresa, o mesmo arco que Jorginho exibe o tempo todo, surpreso ou não.

Mas, voltando ao que interessa: há tempos venho dizendo que Jorginho haveria de ser uma grata surpresa, sim, no mundo dos treinadores brasileiros. E sinais disso ele deu quando assumiu interinamente o Palmeiras, antes da ida ao Parque de Muricy, ainda outro dia.

Rodou por aí, ao deixar o Verdão, sem maiores sucessos, até desembarcar no Canindé, onde presta relevantes serviços. Foi bom jogador, um meia hábil e de muito descortino de jogo, atuando pelo Palmeiras, pela Lusa, pelo Galo e pelo Santos, onde, creio, teve seu melhor momento.

Sabe das coisas e curte o ideal de um futebol ofensivo, leve e inteligente como éramos antes da invasão das hordas de volantões que mataram as jogadas e o discernimento do jogo.

Torço, pois, para que decole de vez a carreira de Jorginho, para o bem do futebol brasileiro.

Notas relacionadas:

  1. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  2. FELIPÃO VERSUS VITÓRIA
  3. A LA FELIPÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 14 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 18:38

A COMBINAÇÃO DOS LÍDERES

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Parece até que Corinthians e Flamengo combinaram empatar seus respectivos jogos só pra manter em suspense essa luta particular pela liderança do Brasileirão.

Dos dois, porém, o que mais vacilou foi o Timão, que, no Pacaembu, não foi além de um empate por 2 a 2 com o Ceará, que não é tão forte fora de casa. Ainda mais porque o Corinthians conseguiu fazer 2 a 1 e manter esse placar até quase ao final da partida, quando sofreu o empate por Rudney, em melê na área causado por rebote de Júlio César.

Já o Flamengo, sabia-se, pegaria uma pedreira em Floripa. Eis por que os 2 a 0, dois gols de cabeça de Deivid, surpreenderam. Até o Figueira começar a reagir e chegar ao empate.

Então, o que era difícil ficou fácil para endurecer de novo no final.

Fácil, porém, do início ao fim, foi a vitória do Coxa, no Couto Pereira, sobre o Galo, na estreia do técnico Cuca no time mineiro: 3 a 0.

Prova de que o Coritiba realmente começa a recuperar aquele futebol redondinho dos tempos da longa invencibilidade no início da temporada. E que ao Galo não bastava a simples troca de treinadores, ambos, diga-se, de alto calibre.

FORA, TEIXEIRA II (OU VIGÉSIMO)

O que me chamou a atenção na cobertura da Espn sobre a marcha contra Ricardo Teixeira, no sábado, foi a entrevista com um jovem ostentando um nariz de palhaço. Disse o rapaz: “Não estou nem aí com o Ricardo Teixeira. Nem mesmo gosto de futebol. Gosto do Corinthians, só do Coritnthians”.

É bem o retrato acabado de uma maneira de ver a vida que se espalha por aí. O jovem não gosta de futebol, não se preocupa com a ação de Ricardo Teixeira, apenas se interessa pelo Corinthians. Então, está protestando contra o quê? O Corinthians, líder do Brasileirão?

O processo de despolitização das novas gerações é gradual, rápida e progressiva, parodiando o slogan do general Geisel.

O cara afivela um nariz de palhaço, vai para a avenida, porta um cartaz e nem sabe pra quê. Simplesmente elege um símbolo, eventualmente, um clube de futebol para depositar sua paixão, e fim de papo.

Houve um tempo em que jovens morriam literalmente por um ideal. Saíam aos milhares pelas ruas e praças do Brasil inteiro, clamando por liberdade, um bem muito maior do que a simples paixão por um clube de futebol.

Mas, eram outros tempos, não estes, em que tudo passou a ser supérfluo – uma imagem fixada em HD na tv.

OBRIGADO, VELHO

Outro dia, meu dentista, o dr. Antonio, corintiano frenético, boticão:em riste, intimou-me:

- Confesse! Pra que time você torce. Desconfio que seja santista, mas quero saber a verdade.

A verdade, meu caro Tiradentes, é que não torço por nenhum. Já torci, claro. Fui fanático , a ponto de invadir o Pacaembu para reclamar contra o juiz, essas coisas.

Mas, na minha cabecinha, sempre ressoava a lição de meu velho, a quem presto respeitos neste Dia dos Pais – ele, só saudade; eu, aqui: “O futebol só desperta o pior de todos os sentimentos humanos – o fanatismo, que nos faz regredir à irracionalidade”.

Com o tempo, essa lição foi se sedimentando no mesmo espírito, a ponto de livrar-me desse mal, amém.

Foi um presente de meu pai, que nunca pude retribuir em tantos Dias dos Pais que pudemos compartilhar em vida, a não ser diznedo-lhe em pensamento: “Obrigado pela lição”.

Notas relacionadas:

  1. SUBORNO OU FOFOCA?
  2. POR QUE NÃO ITAQUERA?
  3. QUALQUER UM SERÁ O MELHOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

sábado, 13 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 21:20

QUE VIRADA, MEU!

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A virada do Botafogo sobre o América mineiro, por 4 a 2, foi ainda mais sensacional porque o Alvinegro não jogava bem, e corria riscos de tomar o terceiro gol nos contragolpes do adversário.

Isso, entre outras coisas, porque levou dois gols logo de cara, o que obviamente entontece qualquer um. Mas, Elkeson acertou um canudo de fora da área, ainda no primeiro tempo, e Antonio Carlos empatou em cobrança de corner de Renato.

Mas, aí, entrou em campo o menino Alexsander, que desempatou em jogada pessoal e cravou o placar final de pênalti.

E assim o Bota dorme no G-4, sonhando com a permanência dessa posição neste domingo, dia de acordar tarde, que ninguém é de ferro.

BOA, RAPOSA!

O grande placar deste início de sábado, sem dúvida, foi a goleada imposta pelo Cruzeiro sobre o Avaí, em Uberlãndia: 5 a 0. Placar praticamente construído no primeiro tempo, e que recoloca o Cruzeiro numa postura mais condizente com seu elenco e sua camisa.

Sobretudo, porque marcou a volta de Thiago Ribeiro, afastado há um bom tempo, autor de um dos gols da Raposa.

Já o placar mais surpreendente foi o de 2 a 0 do Atlético GO sobre o Santos, de Neymar, Ganso e cia. bela.

Mais surpreendente ainda pelo comportamento das duas estrelas peixeiras: Ganso, mais uma vez apagado, foi até substituído, e Neymar, bem marcado, pouco fez em campo.

Por outro lado, Neymar, mais uma vez, foi vítima de preconceito do juiz, que resolveu não só fechar os olhos para o pênalti que o craque sofreu como, ainda por cima, o castigou com cartão amarelo por simulação.

O Peixe, meu, já começa a preocupar pra valer.

E o resultado mais decepcionante foi o empate do São Paulo diante do Atlético PR. Com chances de dormir na liderança, no fim, o Tricolor apenas conseguiu preservar o terceiro lugar no Brasileirão, o que não é pouco, diga-se, mas não o esperado.

E olhe que só chegou lá numa prece de Rivaldo, aos 45 minutos do segundo tempo, que, ajoelhado junto ao segundo pau, abparou de peito cruzamento da esquerda de Cícero.

O fato é que o São Paulo jogou pouco diante de suas possibilidades.

Mas, há de melhorar, imagino.

FORA, TEIXEIRA!

Cerca de trezentos manifestantes desfilaram pela Avenida Paulista até a Praça Charles Miller, pedindo a saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF.

Pouca gente? Até pode ser. Mas, não me lembro de outra manifestação desse tipo na história do futebol brasileiro.

Mesmo porque, com o poder e a velocidade das tais redes sociais, o que começa como uma marola acaba virando um tsunami. Espero.

Notas relacionadas:

  1. VIRADA COMOVENTE DO FLU
  2. TIMÃO DECISIVO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. Última