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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Campeonatos Estaduais | 16:33

DOMINGO DE CLÁSSICOS

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Domingo de clássicos no Paulistão, Gauchão e Cariocão.

O mais tradicional e renhido, sem dúvida, será o Gre-Nal, cuja tabela imprevidente marcou para este início de temporada quando os times ainda estão tateando em busca das melhores formações e de um ritmo adequado ao tamanho de ambos.

O Grêmio foi o que mais se reforçou (aliás, continua ainda em busca de novas caras). Mas, acaba de perder um jogador precioso – Douglas. É verdade que, para a função de Douglas, tem Marco Antônio, ainda em fase de adaptação ao seu novo time.

O diabo é que o Grêmio não conseguiu pegar no breu e a torcida já começa a pegar no pé do técnico Caio Jr. Eis, pois, a chance de o técnico dar a volta por cima, em pleno Olímpico. Ou cavar mais uns palmos na sua iminente sepultura.

Já o Inter, que vem de dura viagem da Colômbia, amenizada, claro, pela passagem para a fase de grupo da Libertadores diante do Once Caldas, está mais bem definido. Não devem jogar, porém, Dagoberto, Nei e Tinga. Mas, lá estarão D’Alessandro, Oscar e Leandro Damião, três promessas de bom jogo.

Mas, como sempre, nada é definitivo nesse eterno Gre-Nal.

A VEZ DO VERDÃO

Essa é a grande chance de o Palmeiras, que vem cumprindo opaca campanha no Paulistão, a exemplo do segundo semestre do ano passado, ganhar moral para dar aquele salto de qualidade tão esperado por sua torcida.

Sobretudo, depois que puder contar com o centroavante Barcos, ainda enroscado nos meandros das negociações com a LDU.

Sim, porque time por time o Santos é bem superior ao Palmeiras. Sucede que o Peixe está dando seu segundo passo depois das férias, e o primeiro foi um pálido empate com o Oeste, no meio de semana.

O próprio técnico Muricy anunciou, depois do jogo de quinta, que seu time ainda não está devidamente preparado para um clássico desse porte.

O que anima um pouco a turma da Vila é que Neymar e Ganso voltaram nos trinques. E eles podem suprir, com seus respectivos talentos, os demais problemas da equipe.

BOTA E FLAMENGO

O Botafogo, sob o comando de Osvaldo de Oliveira, ainda não conseguiu engrenar no Cariocão, e o Flamengo, sem comando, é um dilema para o clássico carioca deste domingo: será um time mais aguerrido e solto, pela saída de Luxemburgo, que teria problemas com o tal grupo, ou, ao contrário, com os jogadores atados à ânsia de provar que podem dar conta do recado sem um treinador de renome no banco?

Bem, pelo menos um deles, Ronaldinho, que foi bem na vitória sobre o Potosi, com direito a golaço no finzinho da partida, terá de assumir, em campo, o comando da equipe, e mostrar a que veio.

DOUGLAS NO PARQUE

Na impossibilidade da vinda de Montillo, o Timão foi buscar de volta o meia Douglas, que tanta falta andou fazendo no Parque.

Sim, sei bem, que parte da torcida corintiana não engolia o futebol brilhante, mas, intermitente de Douglas, apesar de ele ter sido o principal jogador do time na campanha da Segundona e o assistente exato para a breve e fulgurante passagem de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians.

A propósito de Douglas, lembro Sócrates, quando de sua chegada ao Corinthians, no final da década de 70. Aparentemente lento, cerebral, seu futebol conflitava com a tradicional trepidação da Fiel nas arquibancadas.

E as primeiras vaias se sucederam em manifestações até violentas da torcida contra o Dr., que, certa noite, preso nos vestiários do Pacaembu, com a galera irada à porta pedindo sua cabeça, calmamente me revelou: “Vou ensinar esse pessoal a torcer”.

Dali em diante, punha a bola no chão, e, sinalizava para a torcida quando devia esperar o desfecho do lance ou quando devia vibrar. E o Corinthians foi campeão com um futebol de primeira, o que não ocorria desde duas décadas antes.

A ESTREIA DE JADSON

Jadson, a principal contratação do São Paulo nesta temporada, finalmente estreia contra a Ponte Preta, em Campinas.

Enfim, o Tricolor ganha um meia capaz de articular com senso o ataque, que, por sua vez, carecerá da presença de Luís Fabiano, ainda no estaleiro.

Mas, se não tem tu, vai tu mesmo, como diz o malandro. E o tu, aqui, chama-se William José, um garotão taludo, bom no cabeceio e no chute a média distância, autor do gol de empate no jogo do meio de semana, contra o Guarani.

O menino tem potencial, sem ser um craque, longe disso. E poderá se beneficiar muito da presença de Jadson no meio de campo. Portanto, calma com o andor, tricolino amigo.

LUXA TRAÍDO

Luxemburgo, afinal, se abriu publicamente: foi traído pela proverbial indecisão da presidenta do Flamengo, que se deixou levar pelas más línguas.

Isso é evidente, tá na cara.

Por outro lado, está na hora de Luxemburgo – e digo isso como amigo – parar e repensar sua vida.

Luxa já acumulou patrimônio suficiente para não mais depender do futebol pelo resto da vida, segundo se sabe. Portanto, pode se dar ao luxo de optar entre retomar sua carreira como técnico de futebol num nível superior ao dos últimos tempos, ou simplesmente preservar para a história tudo o que conquistou nos tantos anos de brilho e eficiência anteriores à atual fase, e ficar no bem-bom.

Se decidir por seguir adiante na profissão que lhe deu fama e fortuna, então que parta para ser o melhor dos melhores. Vá estudar inglês, espanhol, italiano, alemão, essas línguas que facilitariam sua volta à Europa, hoje, o centro mundial do futebol. Vá estudar futebol, aproveitando a extraordinária vocação natural para a profissão somada a tantos anos de experiência prática.

Percorra os principais centros futebolísticos do mundo. Veja, anote, faça um curso numa escola superior de gestão esportiva da Espanha ou da Itália, coisas do gênero.

E, quando voltar á beira dos gramados, voltará outro. Bem melhor como técnico ou manager, como ele gostaria de ser. E, sobretudo, como ser humano, mais sábio e seguro de si; portanto, menos ansioso para abarcar o mundo com as duas mãos.

BOLA DE CRISTAL

Quer dizer, então, que minha bola de cristal estava bem nítida quando anunciei aqui que a Seleção Brasileira para os amistosos de junho será composta basicamente por jogadores com idade olímpica, mais os três acima da data limite?

Aliás, não precisa ser adivinhão para prever isso. Entre outras coisas porque a nossa seleção principal, com exceção da defesa, é composta mesmo por garotos em idade olímpica. Assim como as maiores estrelas da cia. estão enquadradas nesse quesito, tipo Neymar, Ganso, Leandro Damião, Lucas etc.

Bem, de qualquer forma, foi o que anunciou o técnico Mano Menezes na festa de lançamento das novas camisas da Seleção, que, no entanto, não revelou quais seriam esses três com idade acima dos 23 anos.

Pois arrisco nomear dois deles: Thiago Silva e David Luís, a dupla de zaga titular da Seleção. O terceiro nome vai ficar para a época da convocação, talvez um meio-campista, talvez um atacante.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. DOMINGO DE CLÁSSICOS
  3. DOMINGO DE DECISÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 10 de outubro de 2011 Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira | 14:45

O BRASIL E SUA CARA

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O Brasil volta a campo, em Torreón, contra o México, muito mudado em relação ao fiasco de San José da Costa Rica.

Entram no time o goleiro Jefferson, os laterais Dani Alves e Marcelo, os volantes Lucas Leiva e Fernandinho, e, no lugar de Fred, Hulk. Mais de meio time, como se vê.

Se vai funcionar, quem sabe? Sim, porque essa Seleção, apesar dos talentos que lá estão e da mistura de jovens promessas e craques consumados, não consegue decolar, nem contra os grandes, nem contra os pequenos. E o México está a meio caminho de uns e outros, numa posição capaz de nos criar problemas sérios sempre que o enfrentamos nos últimos tempos.

É óbvio que não se pode exigir de um time em formação – mais campo de experiência de individualidades por parte do técnico do que de afinação de um conjunto propriamente dito – um jogo coletivo de alto padrão, com os craques soltos nas asas da imaginação e da improvisação, que sempre foram nossa marca.

Mesmo porque não há tempo para treinar devidamente. Assim como, por conta desse odioso e insano calendário brasileiro, quase nunca o técnico pode convocar todos os jogadores que povoam suas expectativas.

Ora, são só os de fora; ora, os de casa; ora, com os olhos postos na Copa de 2014; ora, nas Olimpíadas. Enfim, um cipoal por onde o técnico Mano Menezes tem de se mover com cuidado e ao mesmo tempo ousadia, carregando nos ombros o peso eterno dos resultados.

Tudo isso, creio, acaba se refletindo na cara da Seleção, um rosto sem expressão definida, sem personalidade, onde se sobressaem mais as rugas da incerteza do que o ar desabrido do desejo de conquistas.

Diante disso, impossível prever o que acontecerá em Torreón amanhã à noite (e aqui não excluo até uma derrota humilhante).

Se Ronaldinho Gaúcho, Lucas e Neymar jogarem o que sabem, em harmonia resultante dos jogos recentes em que atuaram juntos, podemos até fazer bonito. Caso contrário, será aquela inhanha de sempre.

Nesse sentido, a presença de Fernandinho, o menos votado dos que entram no time, pode vir a ser catalisadora. Não que Fernandinho seja um craque ungido pelos deuses, longe disso. Mas, é um volante mais ativo do que Luiz Gustavo e Hernanes, que ocuparam essa vaga na vitória sobre a Costa Rica, e dono de passe suficientemente bom para servir bem os companheiros lá da frente.

Além do mais, Dani Alves e Marcelo, por certo, darão maior suporte pelos lados do campo do que o fizeram Fábio e Adriano no jogo de sexta.

E Hulk? Bem, apesar do físico taludo, o atacante do Porto não é um centroavante de ofício.  Na verdade, prefere mais é atuar pela direita, apesar de canhoto. Em compensação, movimenta-se muito mais do que Fred e tem um disparo longo potente, o que, em muitos casos, é o melhor caminho para um time sem o devido entrosamento.

Suponho que, com a entrada de Hulk, Lucas seja deslocado para o meio, partindo mais detrás, próximo a Ronaldinho. É onde o menino mais gosta de jogar, como um meia ofensivo, não como ponta.

Por fim, Jefferson, a par da contusão que desligou Júlio César da delegação, já está merecendo uma sequência de jogos no arco brasileiro, em razão de suas excelentes atuações no Botafogo nestas duas últimas temporadas.

É de se ver no que vai dar tudo isso.

TIMÃO FAVORITO?

Nem o mais fanático fiel alvinegro, do fundo da alma, cravaria neste momento com absoluta convicção o Corinthians como a um passo do título brasileiro. Como pode, num campeonato doidinho, doidinho, como esse?

Mas, se há hoje um time que possa ser chamado de favorito, esse é o Corinthians, sem dúvida. Não porque esteja na tabela um degrauzinho acima dos mais próximos concorrentes, como Vasco, São Paulo e Botafogo. E, sim, porque dentre tantos vacilantes candidatos à faixa de campeão, tem sido o que menos vacila. Ou melhor: quando entra naquele limbo da hesitação constante, não despenca de vez.

Fica ali, esperando a hora de o vento mudar de rumo. Vento a favor, dispara, e recupera a liderança que ocupou a maior parte do campeonato.

E olhe que mesmo sob fogo cerrado da Fiel contra Tite e alguns jogadores do time. Não é fácil.

Pois, se há um fator importante nisso tudo, sem dúvida, é a barragem criada pela diretoria corintiana em torno de Tite, que, se não é nenhum gênio, nada fica devendo a seus pares.  Com algo mais: o equilíbrio emocional que lhe permite atravessar sem chiliques os momentos mais cruciais na caminhada do seu time.

Deve-se também essa, digamos, estabilidade num torneio tão instável ao elenco corintiano, capaz de suprir ausências significativas ao longo da competição.

Pegue-se o jogo de domingo como exemplo. Sem Liedson, sem Emerson e com Adriano pró-forma, nunca em forma, o ataque corintiano conseguiu se virar sem um artilheiro de ofício, a ponto de disparar 3 a 0 ainda no primeiro tempo.

Os meias Alex e Danilo se revezaram naquela função final tão bem que a defesa goiana se viu órfã de uma referência e desestruturou-se toda.

São pequenos detalhes que formam um todo, no fim das contas. Mas que o Corinthians e a Fiel não considerem desde já esses números favas contadas. Ainda virá por aí muita trepidação.

Notas relacionadas:

  1. MASCATE BRASIL
  2. O BRASIL E AS ESTATÍSTICAS
  3. BRASIL EM SEGREDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 15 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 19:22

VENCERAM OS MELHORES

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Santos, Inter e Cruzeiro, no fim, ganharam os melhores, apesar de todas as variações dessas finais em dois tempos. E, quando digo os melhores, refiro-me àqueles times com elencos mais qualificados.

PEIXE, BI

Foi o caso do Santos, que bateu o Corinthians na Vila por 2 a 1, emblematicamente com gols de Arouca e Neymar. Arouca, que não é de fazer gols, mas atua como a âncora desse Peixe fluido e agressivo, apesar das sábias contenções impostas por Muricy. E, Neymar, o craque da equipe, aquele cara capaz de, num repente, transformar água em vinho.

No primeiro tempo, foi um massacre, tático e técnico do Santos, que conseguiu apenas um gol, embora tivesse chance de golear. Basta lembrar aquela bola na trave de Arouca e o gol feito perdido por Neymar.

No segundo, houve a reação corintiana, as falhas dos dois goleiros – Júlio César, no de Neymar, e Rafael, no de Moraes -, e a celebração peixeira, justíssima.

VIRADA AZUL

O Cruzeiro, com seu ataque titular, ainda que sem Montillo, seu principal jogador, meteu 2 a 0 no Galo e levantou a taça mineira, salvando o primeiro semestre, quando levitou acima de todos, antes de levar aquele inesperado tombo diante do Once Caldas, em Sete Lagoas.

Poderia ter definido a vitória já no primeiro tempo, quando o Galo foi excessivamente cauteloso. Mas, só foi definir tudo na etapa final, quando o Galo resolveu sair para o jogo e até poderia ter criado uma encrenca danada se Magno Alves marcasse aquele gol feito desperdiçado.

GRENAL, NOS PÊNALTIS

E Falcão vestiu sua primeira faixa de campeão como técnico do Inter. Mas, não se pode dizer que a vitória por 3 a 2, no tempo regulamentar, em pleno estádio Olímpico, tivesse suas digitais impressas em primeiro plano.

Não, foi um Grenal como tantos outros, renhido, estoico, emocionante. E, mais: ao escalar seu time com três zagueiros, o Inter entregou o meio de campo ao Grêmio, que abriu o placar com Lúcio.

Eis que Falcão teve juízo para desfazer o malfeito, colocando o atacante Zé Roberto no lugar do terceiro zagueiro Juan, e virou o jogo para 3 a 1, antes de tomar o gol de Borges que levoum a decisão para os pênaltis.

Aí, a disputa ficou entre os dois goleiros, vencida, ao cabo, por Renan.

Notas relacionadas:

  1. CANSAÇO E DESOLAÇÃO NAS DECISÕES
  2. CANSAÇO E DESOLAÇÃO NAS DECISÕES
  3. IMORTAL E GALOOO!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sábado, 14 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 15:17

DOMINGO DE DECISÕES

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É domingo de decisões por esse Brasil afora, Decisões imprevisíveis, sobretudo porque, em campo, estarão rivais históricos.

PEIXE E TIMÃO

O Santos recebe na Vila o Corinthians, na decisão do título paulista, com os músculos em frangalhos, mas, a alma em festa. Afinal, não só conseguiu vencer a dura jornada até Manizales, como bateu o Once Caldas, pela Libertadores, por 1 a 0. Placar, diga-se de passagem, modesto diante da exibição do Peixe, que perdeu mais umas três grandes chances para até mesmo folgar no jogo de volta.

E é isso o que mais anima o torcedor santista e o técnico Muricy: saber que seu time não só teve bola para envolver o traiçoeiro adversário no campo inimigo como, ainda por cima, resistiu com ciência ao assédio adversário, nos minutinhos finais do jogo, mesmo sem Ganso e Arouca, dois craques essenciais da equipe.

Assim como é ainda mais animador ver que Neymar, sempre sob os olhares suspeitos dos mais céticos, é guerreiro, sim senhor, em situações de extrema adversidade, sem perder, contudo, seus dons artísticos. Muito menos o humor, expresso naqueles tantos chapéus e dribles que espalhou pelo campo colombiano.

Um deles – aquele perpetrado no segundo tempo que resultou na cobrança de falta por Elano na trave -, tive a pachorra de rever, quadro por quadro, para tentar entender toda a sofisticada trama de movimentos do menino-craque: com o pé direito, faz um rolinho em cima da bola que culmina com uma leve batida sobre a bichinha para elevá-la alguns centímetros, permitindo-lhe tocar de esquerda além do alcance do zagueiro. Um primor de engenho e habilidade.

Sem contar que Neymar foi quem vislumbrou Alan Patrick entrando pela esquerda e serviu-lhe uma bola açucarada para o gol da vitória santista, além de provocar, com seus dribles e manhas, a expulsão de Calle, o que facilitou muito a tarefa de seu time em Manizales.

Isso tudo, porém, não quer dizer que o Timão já está fora de combate. Ao contrário: mais uma vez, ao longo dessa disputa em dois atos, o Corinthians passou a semana afiando-se para a decisão, estocando energias e aprimorando-se tática e tecnicamente.
Mesmo que a situação fosse outra – isto é: os dois no mesmo patamar físico -, o Corinthians tem poder de fogo suficiente para sair vitorioso, inclusive enfrentando o Alçapão da Vila.

Liedson, Bruno César, Jorge Henrique e Willian ou Dentinho formam um quarteto ofensivo capaz perfeitamente de fazer um ou dois gols em qualquer adversário e em qualquer praça.

E, quando coloco aqui a alternativa entre Dentinho e Willian é porque essa me parece ser a grande dúvida do técnico Tite. Na verdade, Dentinho, depois de sua última lesão de demorada recuperação, não voltou a jogar o que sabe. Dizem que é por causa de uma proposta do futebol do Leste Europeu, não sei. O fato é que, ao mesmo tempo, Willian tem sido mais efetivo, quando entra na equipe.

De qualquer forma, é jogo pra mais de metro, sobretudo se o Timão decidir usar esse poder de fogo pra valer, e não ficar ali mais preocupado em evitar o pior do que alcançar o melhor.

GRENAL DE FOGO

No Sul, tudo é mistério, claro.Os técnicos Renato e Falcão escondem os seus respectivos times, mas é de se supor que o Grêmio entre com seu meio campo titular – Adílson, Rochemback, Lúcio e Douglas, enquanto o Inter deverá atuar com Guiñazu, Bolatti, Andrezinho, D’Alessandro e Oscar. Quer dizer: cinco contra quatro para o Inter.

Isso pode indicar um domínio pelo Inter no meio de campo, setor nevrálgico de qualquer time. Mas, estamos falando de Grenal, e esses detalhes táticos costumam ter relevância relativa.

Além do mais, o jogo é no Olímpico, onde o Grêmio entra com vantagem da vitória no Beira-Rio. Num Grenal, essas coisas pesam muito.

EM MINAS

Cruzeiro e Atlético, em qualquer campo, sempre é um desafio sobre o fio da navalha. E o campo, nesse caso, é neutro, como o foi, afinal, no jogo de ida, vencido pelo Atlético, a não ser pela presença maciça dos azuis..

Mas, ao contrário daquele embate, o Cruzeiro vai a Sete Lagoas com seu ataque titular – Thiago Ribeiro e Wallyson, o que faz muita diferença.

É de se ver.

É ENCARNADO…

Confesso que, no velho Pernambuco, sou Timbu, em homenagem ao ministro Vilella, presidente da Academia Brasileira de Letras. Mas, gostaria de ver o Santa Cruz, a Cobra Coral, o Encarnado, Branco e Preto, clube histórico, capaz de arregimentar ainda a maior torcida de Pernambuco, apesar de tantos anos rebaixado à cena menor do futebol brasileiro, vestir a faixa de campeão.

Mesmo porque o Sport já está enjoado de tantos títulos conquistados nos últimos anos. Não lhe faria falta. Em contrapartida, esta decisão pode vir a ser a catapulta para o Santa dar a grande virada em sua história recente.

O futebol brasileiro precisa do Sport, mas não pode abrir mão do Santa Cruz.

MANCHESTER EM FESTA

A cidade de Manchester está em festa. Neste sábado, o United sagrou-se pela décima nona vez campeão inglês, transformando-se assim no maior vencedor dessa taça, um título a mais do que o Liverpool; e o City levantou a Copa da Inglaterra, o mais antigo troféu do mundo.

São feitos extraordinários, que merecem longas celebrações em todos os pubs ingleses.

Os Diabos Vermelhos empataram com o Blackburn por 1 a 1, gol de pênalti de Rooney, a maior estrela de Manchester, num jogo parelho e encardido, apesar do domínio dos campeões.

E os azuis do City bateram o Stoke, por 1 a 0, gol de Balotelli, ratificando sua volta à linha de frente do futebol britânico, graças à fortuna nebulosa do russo Abramovich.

Enfim, Manchester é definitivamente a capital do futebol inglês.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 8 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 20:13

IMORTAL E GALOOO!

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Nesta rodada de tantas decisões – ou melhor, primeiro tempo de decisões -, Galo e Grêmio saltam à frente da cena.

Isso, porque o Grêmio, apesar de campeão do primeiro turno gaúcho, ao longo do resto da temporada vinha à sombra do Inter, que o venceu na luta pelo segundo turno e agora recebia o velho rival num Beira-Rio pintado de vermelho.

Um vermelho fosco, para vestir a desolação daquela Noche Triste que se abateu sobre um Inter mais que favorito, então. E, como o rival sofreu igual baque na mesma trágica quarta-feira, logo, em matéria de abatimento estava 10 a 10, o Inter apostava no seu elenco mais qualificado, no carisma de Falcão e no apoio da nação colorada.

E o que se viu foi um assombro: o Grêmio, morto e enterrado, eleva-se do túmulo, como verdadeiro Imortal, assoma o Beira-Rio, apesar de sair perdendo por 1 a 0, vira o jogo impossível e praticamente define o título gaúcho deste ano.A não ser que o Inter resolva, num sortilégio, encarnar também o Imortal.

Mas, o Imortal é só um! Sim, até que outro o substitua, pois a imortalidade, meu caro, é apenas uma metáfora, que, vez por outra, parece real.

Já o Galo, apesar de sua visível recuperação sob o comando de Dorival Jr., e da massa atleticana tomando de assalto a Arena do Jacaré, sabia de há muito que o Cruzeiro estava mais bem equipado para levar a faixa de campeão mineiro.

Afinal, o Cruzeiro vinha de galope na Libertadores, goleando e dando show, enquanto o Atlético, mineiramente, só esperava aquela prosopopeia toda amansar. Outra das maiores vítimas da tal quarta-feira negra, o Cruzeiro não teve tempo de levantar a fronte e levou de 2 a 1 do Galo, no primeiro jogo da decisão.

O emocional, nessas horas, pode ser fatal, e o Galo estava isento de toda a confusão do meio de semana, calmo, na sua.

DECISÃO A ZERO

Sim, houve alguns momentos de emoção neste clássico entre Corinthians e Santos, no Pacaembu, sobretudo no segundo tempo, quando Neymar desembestou e foi um perereco, com bolas nas traves, dos dois lados, e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, o primeiro tempo foi uma chatura, com a bola retalhada no meio de campo, e apenas duas chances de gols para cada um: Neymar, na trave; Bruno César, pra fora.

No segundo tempo, quando se esperava que o cansaço natural do Peixe, de viagem em viagem, oferecesse campo ao ataque corintiano, deu-se o inverso e, por pouco, naquelas arrancadas todas de Neymar, o Peixe não sai de campo em direção ao próximo avião, com uma vantagem significativa para o jogo da Vila.

E isso apesar de ter perdido Ganso, com lesão muscular no fim do primeiro tempo. Aliás, ele, a exemplo de Arouca, que sucumbiu em Querétaro, e outros caminham sobre o fio da navalha do estresse, muscular ou mental, tanto faz.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 15:20

CANSAÇO E DESOLAÇÃO NAS DECISÕES

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São três clássicos decisivos neste fim de semana.

O Peixe entra em campo estafado, de olho na viagem para a Colômbia, no meio de semana, seguido do jogo da volta contra um Corinthians que só descansa e treina, enquanto isso.

O Cruzeiro entra arrasado, pela súbita e inesperada saída da Libertadores, em casa, diante do Once Caldas, para pegar um Atlético revigorado pelo insucesso do eterno rival.

E Inter e Grêmio, igualmente desolados pela dupla desclassificação na Libertadores,  decidem o primeiro tempo da disputa pelo Gauchão.

O que deveria ser um fandango de arraial, com chula, gaita, amargo a rodo e muito riso, na expectativa de que Grêmio e Inter apenas estariam iniciando uma série de confrontos inéditos, com os esperados jogos pela Libertadores acoplados ao Gauchão, virou a tábua de salvação do primeiro semestre para ambos.

Mais até do que ser campeão, o importante, agora, é recuperar o senso de grandeza de cada um.

O jogo é no Beira-Rio e o Grêmio, embora possa contar com as voltas de Borges e Rochemback, seguirá muito desfalcado, enquanto o Inter dá voltas na cabeça de Falcão para achar a sua melhor formação, talvez em novo desenho, com Oscar voltando à meia, que é seu lugar de origem.

Já, em Sete Lagoas, o Cruzeiro não só terá de exorcizar os demônios encarnados na alma azul na negra noite de quarta-feira, como, sobretudo, a massa alvinegra, absoluta na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Ah, sim, e também o Galo, que passou esse tempo todo só se afiando para o duelo tradicional, ao comando do incansável Sergnho, da astúcia do implacável Magno Alves e sob o olhar competente de Dorival Jr. Embora, o empate favoreça o Cruzeiro, é sempre bom lembrar que ainda estará sem Thiago Ribeiro e, muito provavelmente, sem Wallyson, a dupla de área que fazia toda a festa cruzeirense nos seus recentes dias de glória.

Por fim, o Santos, que, pelo visto, será escalado mais pelo departamento médico e a turma da preparação física do que por Muricy, terá de buscar energias naquele reservatório que se encontra além das entranhas.

Elano, poupado da aventura de Querétaro, deve voltar. Mas, Arouca, o centro nervoso do Peixe, não. Perda inestimável, se assim for. Assim como desastrosa pode vir a ser as ausências de Neymar e Ganso, ou um dos dois que também estão na mira da avaliação do estresse generalizado.

É, pois, a grande chance de o Timão se aproveitar e avançar nessa competição de 180 minutos.

SÓ LEMBRANDO

Àqueles que menosprezavam o feito do Coritiba até então vale lembrar que esses 6 a 0, fora o baile, representam até agora a maior goleada nesta fase da Copa do Brasil, em toda a sua história.

E que ela foi obtida, limpamente, tocando a bola, sobre a, até outro dia, mais sólida defesa do Brasil, aquela que tomou apenas nove gols em vinte jogos pelo campeonato paulista, decantado como o mais renhido do país, e sob o comando de Felipão, considerado mestre nas artes de se defender, com toda justiça.

Não sei se o Coritiba vai ter um desempenho desse porte no Brasileirão, torneio que exige mais do que uma equipe ajustada um elenco suficientemente qualificado e abrangente para enfrentar os percalços da longa caminhada.

Mas, é, sem dúvida, uma brisa de esperança para quem gosta do futebol bem jogado, sempre em direção à meta adversária.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES PELO BRASIL
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. UM OUTRO FLA-FLU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 2 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores | 18:42

A LONGA JORNADA DO PEIXE

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O Santos, que sábado ganhou do São Paulo e foi às finais do Paulistão, viajou dezesseis horas para chegar a Querétaro, distante mais de duzentos quilômetros da Cidade do México, não sem antes levar um susto danado: o avião, ao tentar descer na capital mexicana, por causa de forte chuva, teve de arremeter e fazer uma parada técnica em Acapulco.

Somem-se a esses contratempos a ausência de Elano e o placar apertado do jogo na Vila (1 a 0) e já podemos dimensionar de antemão o tamanho da encrenca. Aliás, a lesão muscular de Elano já era mais ou menos esperada, assim como possíveis outras baixas provocadas pelo estresse a que está submetido o Peixe neste período em que luta pelo Paulistão e pela sequência na libertadores.

Por tudo isso, valendo-se do empate por qualquer placar, não me causaria nenhuma surpresa se Muricy entrasse em campo com seus já tradicionais três zagueiros. E, mais: não o recriminaria por isso, apesar da minha aversão por esse sistema, na esperança de que seja apenas uma alternativa diante das circunstâncias.

O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

Em cena, nesta terça-feira, mais um Real-Barça, o terceiro da série de quatro dos clássicos dos clássicos, porque a rivalidade, como todos sabemos, não se restringe ao campo do jogo. Mas, este é o que vale ouro: a vaga para as finais da Liga dos Campeões, o maior torneio do mundo.

José Mourinho, técnico do Real Madrid e um dos maiores personagens do clássico espanhol (EFE)

Se o Barça, que no Santiago Bernabeu meteu 2 a 0 no Real, simplesmente empatar ou perder por 1 a 0, estará lá. Fosse o Barça de Guardiola o Real de Mourinho dos jogos recentes, poderíamos imaginá-lo retrancado, cheio de volantes e zagueiros, pra cumprir o regulamento.

Mas, não é. O Barça segue à risca o dístico dos dois grandes de Espanha: “No hay que ganar, hay que desfrutar”, Ou seja: o importante não é ganhar, mas desfrutar de um belo futebol.

E o Barça, nas últimas temporadas, tem ganhado quase tudo produzindo belos espetáculos. Nem sabe fazer diferente, se quisesse. Pior: não tem, em seu elenco prodigioso, jogadores de defesa (volantes ou zagueiros) capazes de montar uma retranca feroz. Perdeu o francês Abidal, em fase esplêndida, numa maca de cirurgia, e seus dois laterais esquerdos, os brasileiros Maxwell e Adriano, machucados, o que obrigou o central Puyol a deixar a cama da enfermaria para quebrar um galho por ali.

Tanto, que o volante Mascherano tem se revezado na quara-zaga com outro volante, Busquets.

De seu lado, o Real, que tem um precioso elenco, nos últimos confrontos com o Barça, tem preferido jogar como um rato diante de um leão, no dizer de Di Stefano, o maior ícone da história merengue.

Bem, de qualquer jeito, Mourinho terá de mudar o braço da viola, pois o zagueiro Pepe, travestido de volante, não poderá jogar, expulso que foi no jogo anterior.

E, se resolver bater ficha, escalando um time compatível com a qualidade de seu elenco, bem que pode tirar a diferença, em pleno Camp Nou. Ou levar outra goleada de cinco, como no primeiro turno do Espanhol. Mas, no mínimo, não será execrado pelo torcida merengue.

JUIZADA

Paulo César Oliveira, o juiz que apitou o clássico entre Palmeiras e Corinthians, até prova em contrário, é um sujeito honestíssimo. Pode ser vítima das fraquezas humanas, como qualquer um de nós. Erro de avaliação, sopro de alguma paixão reprimida, enfim, toda a gama de sentimentos humanos.

A questão não é essa. Mesmo porque sua atuação no jogo foi impecável, com exceção daquela expulsão de Danilo, que achei excessiva, mas que se respalda na lei: carrinho, por frente, ou por trás, com força desproporcional, vermelho! Assim como cartão vermelho mereceria ser dado, no caso, para Liedson, que entrou com o pé por cima, certamente num gesto de defesa, mas, igualmente reprovável.

Contudo, o que quero dissertar é sobre a questão que vira-e-mexe, nessas ocasiões voltam à tona; a profissionalização dos árbitros.

Há muito tempo defendo isso. Mas, sempre que o faço, lembro o saudoso Álvaro Paes Leme, jornalistas e professor da Escola de Árbitros da FPF.

Quando colocado diante dessa questão, Paes Leme, com sua voz tonitruante, rebatia que, para garantia da honestidade da arbitragem, sempre seria melhor o juiz ter uma atividade básica, que lhe permitisse resistir às tentações do momento. E citava, como exemplo, Arnaldo César Coelho, bem sucedido profissional na área do mercado financeiro.

Um cara como esse estaria mais blindado a quaisquer ofertas eventuais deste u daquele clube.

É a tese, por exemplo, que prevalece na Fifa, contra a profissionalização dos juízes de futebol.

E, cá entre nós, não é sem fundamento. A tese da profissionalização dos árbitros, baseia-se no fato de que o preparo físico dos jogadores atingiu níveis tão prodigiosos que exigiria dos árbitros algo próximo, só atingível se ele dedicasse sua vida a esse ofício.

O princípio tem sentido. Mas, comparar um juiz a um jogador começa a me parecer inadequado.  O jogador, em dez, quinze anos, de carreira tem uma infinidade de oportunidades para fazer seu pé de meia, Aqui e no exterior. E o juiz?

Imagine que um jovem tenha vocação e habilidade para ser juiz de futebol. E que ele consiga um espaço nobre aos 20/25 anos de idade. Terá, no máximo, mais vinte anos de carreira, antes de ser jubilado. Digamos que cinco desses profissionais tenham condições, por suas excelências técnicas e retidão de caráter, de acumular uma fortuna suficiente para uma aposentadoria decente, aos quarenta e poucos anos de idade.

E os demais? Aqueles tantos que atuam por esse Brasil afora?

Se não têm um ofício normal, que lhes dê a devida segurança no futuro, por certo, serão presas fáceis do suborno.

Jogador de futebol pode ir pra cá, pra lá, no Brasil, no Exterior, e fazer seu pé de meia. Juiz, não. No máximo pode rodar de um estado a outro, nem sempre por salários milionários.

Vale refletir a respeito.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 1 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 21:24

FLA, CAMPEÃO E INVICTO!

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Essa vai pra história: Flamengo, campeão da Taça Guanabara, da Taça Rio e do Campeonato Carioca, invicto, assim, de enfiada! Não é pouca coisa, meu.

Ah, mas não vem encantando. É verdade, não vem encantando, porém, não perde e levanta taça. Quantos mais conseguem esse feito por aí? Só o Coritiba, além do Fla, dois em dois mil. A imensa maioria não encanta, perde e não levanta taça alguma.

Neste domingo mesmo, o Flamengo conquistou o título carioca diante de um Vasco em ascensão, num empate por zero a zero, decidido nos pênaltis . Mas, diga-se, o Flamengo jogou mais, criou as melhores chances e só declinou no segundo tempo, depois da saída do argentino Bottineli.

Assim, pois, salve o campeão invicto. E vida nova para o Vasco.

Ronaldinho Gaúcho e demais flamenguistas na festa com a taça (Gazeta Press)

A PRIMEIRA DE FALCÃO

Essa foi a primeira taça empalmada por Falcão, na sua volta ao Inter – a Farroupilha, que lhe dá o direito de disputar o título gaúcho com o Grêmio, em duas rodadas.

A conquista veio nos pênaltis, depois do empate por 1 a1. Mas, no jogo da bola rolando, o Inter foi superior, por conta do confronto de estilos: o Grêmio entupiu seu meio campo de volantes, enquanto o Inter entrou com apenas um – Guiñazu, que acabou sendo expulso – e quatro meias (Tinga, Oscar, Andrezinho e D’Alessandro).

Isso deu mais molejo, agressividade e inventiva ao Colorado, que sofreu, porém com a perda de Guiñazu no seu melhor momento na partida.

TIMÃO NA FINAL

E deu Corinthians, também nos pênaltis, embora o Palmeiras tivesse sido melhor em campo, mesmo depois da expulsão de Danilo, a meu ver, excessivamente rigorosa. Um amarelinho ia bem naquelas circunstâncias.

Mas, isso só serviu para municiar ainda mais Felipão, que saiu de campo disparando pra todo lado, especialmente sobre a cartolagem que lhe subtraiu o direito de fazer esse jogo no Morumbi. Sobretudo, porque o juiz Paulo César Oliveira já entrou em campo sem o manto de vestal, desvelado pelo companheiro Prosperi, do JT, na véspera, ao antecipar o “sorteio” para a escolha do juiz dessa partida.

Com todo respeito, a culpa da discriminação do Morumbi cabe tão somente ao presidente do São Paulo, que, com sua soberba e desastrada diplomacia, abriu frentes de batalha em todas as linhas, do Corinthians à Federação, incluindo a CBF. E quem paga o pato é o São Paulo, que não lhe pertence, embora pareça.

Mas, não foi o Pacaembu, tampouco Paulo César, que derrubou o Palmeiras. Foi, isso sim, a má pontaria de João Vitor, na cobrança de pênaltis, acertados por todos os que o precederam. Uma fatalidade, é certo.

ALGUMA DÚVIDA?

Mineiro, reza a lenda, é sempre muito precavido. Mas, nem o mais precavido mineiro deixaria de cravar Cruzeiro no jogo que veio na esteira daqueles 8 a 1 de outro dia.

E não deu outra: a Raposa acrescentou mais 5 a 1 no balaio geral das semifinais diante do América TO.

E Cuca, que não é mineiro, mas é um sujeito precavido, decidiu botar em campo um time reserva, de olho no confronto final com o Galo. Assim, nos permitiu dar uma espiada a mais no futebol desse menino Dudu, autor de um gol de bela trama, e de uma assistência primorosa para Farias.

Isso, sem falar no inesperado gol de voleio do zagueiro Edcarlos.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 30 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 19:39

E DEU PEIXE!

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O que dá pra rir dá pra chorar, diz o velho samba. Breque: e vice-versa! Foi mais ou menos isso o que aconteceu no Morumbi, nesta tarde de sábado, pelas semifinais do Paulistão: o São Paulo, com seus três tradicionais zagueiros, acabou dominando o Santos, com dois, durante o primeiro tempo.

Diante disso, Muricy resolveu retomar o caminho que sempre lhe foi mais familiar e retrucou, no intervalo, com Bruno Aguiar no lugar de Zé Love. E não é que deu Santos?

Quer dizer: o Santos, que poderia ter escolhido outras alternativas para quebrar o controle do adversário, diga-se, bateu ficha – mesmo esquema do adversário, o que encaixou a marcação, como gostam de ensinar os professores da bola.

E, a partir daí, sobressaiu o maior talento de Ganso e Neymar, esses dois craques incomuns. Aos 16 minutos da etapa final, Ganso recebe de Neymar na área, e, com a frieza e exatidão de um Ademir da Guia, um Zidane, mete na medida na cabeça de Elano: 1 a 0.

E, aos 28, Ganso lança Neymar que invade a área, pisa na bola e conta o tempo para Ganso chegar à marca fatal da finalização, justamente entre beque e goleiro: 2 a 0.

Como? Se estou me rendendo ás mágicas do 3-5-2? Nem pensar! Sucede que esse recurso é um como outro qualquer, a que o técnico pode recorrer neste ou naquele momento, de acordo com sua leitura do jogo. Nada contra isso, pois o futebol é dinâmico e amorfo, muda de forma e conteúdo de uma hora pra outra.

O que me exaspera é quando o treinador se agarra a um só modelo e dele não larga mão nem quando a realidade clama por uma alteração evidente. Como, no caso presente, em relação ao São Paulo, que diante da virada da música, não soube mudar o braço da viola.

Carpegiani, ao tirar o volante Casemiro, que vinha fechando os espaços de Ganso, em vez de um zagueiro, para a entrada de Fernandão, abriu a porteira para o craque santista decidir a partida.

E o campeão, que já é, na pior das hipóteses, vice, só espera o clássico de amanhã para saber com quem vai brigar pelo bi.

Charge de Milton Trajano com os técnicos de São Paulo e Santos

GALOOO!

Foi uma virada emocionante do Galo sobre o América MG, pelas semifinais do Campeonato Mineiro, sobretudo, por ter sido perpetrada com dez jogadores contra onze. Sim, pois logo no começo do segundo tempo, na primeira bola que disputou, Richarlyson foi expulso. Reclamação? Foi o que pareceu.

Aí, num vacilo fatal de Guilherme Santos, o América abriu o placar, o que não bastava para sequer levar o jogo aos pênaltis. Mas, o Galo, nos ombros de Serginho e nos pés oportunistas de Magno Alves, partiu para o revide, depois de um tempo de hesitação: Giovani escalou pela direita e serviu para Magno girar em direção às redes americanas, e, logo depois, numa arrancada prodigiosa, Serginho recebeu de Magno Alves e guardou.

E lá vai o Galo ciscando em direção ao título, se a Raposa não invadir seu terreiro, claro.

MILAN, QUASE

O Milan, com um gol de Flamini, em passe esperto de Robinho, venceu o Bolonha por 1 a 0 e está a dois passos do título italiano, embora perseguido por Napoli e Inter, de perto.

Sem Pato e Ibrahimovic, seus dois artilheiros, o Milan segue em frente, entre outras coisas, graças a Robinho, que está jogando o fino.

FOGO INGLÊS

Pegou fogo o Campeonato Inglês, que parecia definido há tempos pelo Manchester United, que chegou a botar dez pontos de diferença do Chelsea, diferença reduzida  a três, na última rodada.

Claro, os Diabos Vermelhos, diante da perspectiva de disputar a Liga dos Campeões da Europa, onde praticamente estão nas finais, relaxaram no campeonato nacional. E, agora, estão sob séria ameaça do Chelsea e até do Arsenal, que os venceram por 1 a 0 neste domingo, no Emirates.

Mas, cá entre nós, acho que o Manchester não deixará essa. E periga levar a outra também.

MISTÕES NO ESPAÇO

Real e Barça levaram ferro neste sábado, pelo Campeonato Espanhol.

Ambos estão de olho só naquilo: a decisão pelas semifinais da Liga dos Campeões. A diferença foi a que o Real perdeu para o Zaragoza jogando mal, enquanto o Barça manteve a mesma postura habitual, na virada que sofreu do Real Sociedad, no fim.

BELA CAMISA

Estava assistindo ao jogo entre Manchester City, fissurado na camisa do Weste Ham, que me remeteu à primeira imagem que tive de um time inglês, lá na virada dos anos 40 para os 50, quando o Arsenal nos visitou, numa daquelas excursões que já não existem mais.

Houve um encanto geral pelo uniforme do Arsenal: uma espécie de suéter vermelho, com mangas e golas brancas. Design que, apesar de sedutor, não se espalhou pelo mundo.

Muito menos por aqui, onde apenas um time já extinto arriscou um modelito similar.

Refiro-me ao São Caetano, não esse Azulão, de recente criação. Falo do São Caetano, fruto da fusão entre o Comercial, alvirrubro da Capital, e o azul e branco São Bento, de São Caetano, lá nos finais dos anos 50.

Pois, esse São Caetano, de breve existência, adotou essa camisa, com a jaqueta vermelha e as mangas e golas azuis. O visual era bonito, mas o time…

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 29 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 15:50

FLA-VASCO, VALENDO TÍTULO

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Esse clássico vale título. E, na busca pela faixa de campeão carioca, o Flamengo sai na frente. Já classificado para a decisão do título estadual, por ter conquistado a Taça Guanabara, o Fla joga por até dois resultados – o empate, com uma segunda chance em seguida, na cobrança de pênaltis.

Não bastasse isso, o Flamengo vem somando uma série invicta incrível. É, juntamente com o Coritiba, um dos dois únicos invictos do Brasil nesta temporada. E isso conta, claro.

Contudo, nessa longa invencibilidade, o Flamengo ainda não jogou o que dele se espera, pelos craques que tem. Ainda por cima, Ronaldinho Gaúcho é dúvida: ele quer jogar, mas não sei se os médicos o permitirão.

Por outro lado, o Vasco, completo vem jogando bem e obtendo resultados.

Não dá pra apostar.

PAULISTÃO

Amanhã, o São Paulo, sem Lucas, aquele jogador que tem feito diferença para o seu time, enfrenta um Santos possivelmente sem seu trio estelar – Elano, Neymar e Ganso. Ou, não, pois, segundo o técnico Muricy, isso será decidido na hora do jogo.

O certo é que esses três craques santistas estão no limite do estresse, e, terça-feira o Peixe terá de cumprir um exaustivo itinerário até chegar diante do América do México para decidir uma vaga na próxima fase da Libertadores.

Com os três, o Santos tem mais chance de passar pelo São Paulo. Sem eles, a expectativa se inverte.

Já Palmeiras e Corinthians estão nos trinques para o clássico de domingo, no Pacaembu. O que desequilibra a favor do Verdão é a galera, onde a entusiasmada Fiel estará reduzida a dois mil gatos pingados, diante de uma nação inteira palestrina.

Mas, não só isso. Acrescente aí a figura de Felipão, especialista em mata-mata, e a forma sólida como vem jogando o Palmeiras. Mas, Timão é Timão, gente, um tanto diferente do que aquela equipe que vinha jogando nesta temporada, com as presenças de Jorge Henrique e Dentinho ao lado de Liedson, o artilheiro que não falha.

O maior problema desse clássico é o escândalo sobre a escolha do juiz, Paulo César. Nada contra o juiz em si, bom, tecnicamente, e, até prova em contrário, honesto.

O diabo é que meu chapinha Prosperi, do JT, antecipou, horas antes do sorteio, que o escolhido seria Paulo César. Não deu outra, e a comissão de arbitragem teve o desplante de manter a escolha, para indignação do Palmeiras, que tem ressalvas sobre esse juiz.

Mais uma decisão infeliz da Federação.

PERNAMBUCÃO

Por falar em escândalo, nenhum maior do que esse que envolve o jogo decisivo pelas semifinais entre Naútico e Sport, nos Aflitos.

Eis que, com auxílio do pai de Eduardo Ramos, o Náutico garante ter acumulado duzentas horas de gravações comprovando a tentativa de suborno para que o meia timbu cavasse uma expulsão lá pelos vinte minutos do primeiro tempo. Trezentos mil reais iriam para o bolso do jogador.

O Sport, claro, nega, e a questão deverá ir para as barras dos tribunais, esportivos e comuns.

Enquanto isso, a bola rola para Náutico e Sport, com vantagem para o Sport, que venceu o jogo de ida por 1 a 0. E, com Santa Cruz e Porto, no Arrudão, grande chance para o Encarnado, Branco e Preto chegar à disputa do título pernambucano, depois de anos de estio.

GRENAL

Essa rivalidade não tem tamanho nem tempo. Não importa quem esteja por cima e quem esteja por baixo, na hora da disputa.

Neste momento, o Inter, parece, está por cima. Mais tranquilo na Libertadores, onde o Grêmio periga, com elenco mais qualificado (titulares e reservas) e sob o encanto de Falcão. Além disso, joga em casa. Tudo, pois, conspira a favor do Colorado.

Já o Grêmio vem de derrota na Libertadores e um tanto abalado pela dispensa de Carlos Alberto, embora o craque, desde que desembarcou no Olímpico, pouco rendeu em campo e muita polêmica criou fora dele.

Sucede que o Grêmio é conhecido pelo apodo de Imortal. Quem sabe?

MINEIRÃO

Dispensemos qualquer comentário sobre o confronto entre Cruzeiro e América TO, depois dos 8 a 1 no jogo de ida pelas semifinais do Mineirão.

A chance de se quebrar a rotina mineira é o América MG dar a volta por cima no Galo, que entra em campo com a vantagem de dois gols.

Improvável, embora sempre possível.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

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