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04/05/2009 - 16:40
A cena foi patética porque não terminou em tragédia: enquanto o capitão William tentava despesperadamente se livrar das chamas que subiam por sua camisa, o presidente do Corinthians praticava um estranho ritual de exorcismo sobre a taça literalmente flamejante. Os demais cartolas e políticos, empoleirados no palanque armado para a cerimônia de entrega da taça ao campeão paulista, saltitavam daqui pra lá, numa dança entre o horror e o hilário.
Mas, chamuscada ou não pela imprudência geral, denunciada após o jogo por ninguém menos que o Fenômeno, a taça está lá na Fazendinha, onde se juntará ao troféu de 1938, o último, até então, com o timbre da invencibilidade.
Mas, passados o susto e a festa subsequente, o Timão já volta à dura realidade: em vez do fogo, terá de enfrentar o Furacão, que vem soprando forte do Sul, também com uma faixa de campeão no peito. Lá, na Arena da Baixada, o Corinthians esteve a pique de ser destroçado de vez, mas conseguiu reduzir o desastre a um nível aceitável no jogo daqui, pela Copa do Brasil – apenas um gol de diferença para os rubro-negros.
Todos sabem que a Copa do Brasil é o atalho para a Libertadores, principal torneio continental, cuja taça o Corinthians jamais levantou. Mas, como levantar o moral da tropa, às vésperas de batalha tão decisiva, se a tendência natural é o relaxamento imediato à tão histórica conquista?
Esse, pois, é o jogo que veremos até onde a chama interior desse time pode ser reacendida, de uma hora pra outra – a chama do campeão que não se apaga.
SILAS, O HERÓI
Depois da virada emocionante do Avaí sobre o Chapecoense, o técnico Silas foi carregado nos ombros dos jogadores e torcedores. Não sem boa razão. Afinal, Silas trouxe o Avaí para a divisão de elite do futebol brasileiro e, de quebra, levantou o título catarinense quando a vaca já parecia ter ido para o brejo.
Eis um jovem treinador – ex-craque de Seleção Brasileira, dono de passes medidos e fina leitura do jogo dentro das quatro linhas – que merece ser observado mais de perto, nessa interminável dança de rostos batidos em que se transformou o futebol brasileiro das últimas décadas.
LEÃO, O VILÃO
Confesso que a personalidade de Leão não me atrai. Mas, embora sendo um treinador de tiro curto (geralmente, obtém resultados rapidamente, mas logo se esgota em atritos desnecessários), já provou que sabe montar uma equipe voltada para o ataque e que privilegia o talento individual, o que não é pouco num futebol de resultados como o nosso.
Foi o que fez por sua breve passagem pelo Atlético Mineiro, grandíssimo clube brasileiro que anda, porém, nos últimos anos por baixo. Pois, Leão fez o Galo erguer a crista, em pouco tempo. Com um elenco de qualidade técnica discutível, no mínimo, cumpriu excelente campanha no Mineirão, recuperou Diego Tardelli, jovem atacante de temperamento instável, artilheiro do Brasil nesta fase dos estaduais, e… Bem, numa semana aziaga, levou uma sova do Cruzeiro, no primeiro jogo decisivo do campeonato, e perdeu por 3 a 0, logo em seguida, para o Vitória, que se sagraria campeão baiano, pela Copa do Brasil.
Nem mesmo o empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, domingo, bastou para livrar a cara de Leão, que acaba de ceder seu lugar a Celso Roth. É, como batizou o ex-treinador José Sarno o seu livro de memórias, a Dança do Diabo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
Tags: Atlético-MG, Avaí, Corinthians, Emerson Leão, Silas, William, Xhapecoense
03/05/2009 - 19:29
Antes de mais nada, meu caro, vale exaltar o nível técnico dessa decisão, em que os dois times praticaram um futebol leve, criativo e ofensivo, ao contrário do que habitualmente acontece nessas ocasiões.
O Corinthians, por exemplo, que entrou no Pacaembu com significativa vantagem de três gols, jamais se entrincheirou lá atrás, buscando o resultado através de uma retranca feroz. Nada disso: jogou o jogo, apostando na qualidade de seu elenco.
Por isso, resistiu ao brutal assédio do Santos, no primeiro tempo, quando o Peixe poderia até ter chegado ao placar desejado, tantas foram as chances criadas – algumas, perdidas por um triz; outras, pelas intervenções providenciais do goleiro Felipe.
O mesmo Felipe que, depois de uma sucessão de ataques do Santos, foi obrigado a cometer pênalti em Kleber Pereira, que converteu, aos 27 minutos de jogo.
Mas, o Timão, apesar de tudo, reagiu na hora, e, aos 33, num passe exato de Dentinho, André Santos queimou Fábio Costa, de canhota: 1 a 1.
Foi o placar final, aquele que assegurava ao Corinthians o título paulista, não apenas pelo resultado do jogo anterior, na Vila, mas, sobretudo, pela campanha ao longo da fase inicial, que lhe concedeu a vantagem do empate nas partidas decisivas.
E, mais do que isso: o corolário da campanha que vem desenvolvendo desde a Segundona, quando, então, dizia-se que o Timão, lá embaixo, poderia ser rei. Mas, aqui em cima, a história seria outra. Não foi. E não foi porque o Corinthians joga pra ganhar, embora também empate, pois futebol não é ciência exata.
Ah, sim, e também pode perder, por que não?
O fato é que se fala muito, ultimamente, em projetos, planificação e o diabo. Pois, se isso existe e funciona, o Corinthians de Mano Menezes é um exemplo único de time que contrariou todos os chamados preceitos modernos e clichês vigentes para chegar a dois títulos consecutivos de forma indiscutível, jogando um futebol ofensivo, sem legiões de beques e volantes de contenção.
Assim como o Santos, honradamente vice-campeão, que acaba de nos dar de presente duas gotas de esperança: o meia Paulo Henrique ‘Ganso’, espigado, elegante no toque de bola, inteligente armador, hábil e seguro no passe, e Neymar, que disputou todos esses jogos decisivo com uma fissura num dedo do pé direito, e só por isso, estou convencido, não produziu tudo o que sabe.
Enfim parabéns para Corinthians, o campeão, e para Santos, o vice, que mudaram o braço da viola e nos ofereceram, aos que amam o futebol bem jogado, uma decisão para ser recortada e colada no álbum de recordações, como prova de que, sim, se pode fazer uma decisão sem catimbas, retrancas e outras bobagens do gênero.
E, que, no fim, quase sempre ganha o melhor.
SELEÇÃO DO PAULISTÃO
Se fosse fazer a seleção do campeonato, teria de dividir em duas – a da fase de classificação e a decisiva. Somando as duas, porém, e pesando tudo, lá vai: Felipe; Alessandro, André Dias, Chicão e André Santos; Pierre, Elias, Cleiton Xavier e Paulo Henrique; Keirrison e Ronaldo.
FLA, CAMPEONÍSSIMO
Foi nos pênaltis, é verdade, pois o jogo, no tempo regulamentar, repetiu o placar anterior: 2 a 2, numa comovente reação do Botafogo, já que perdia por 2 a 0 na etapa inicial, dois gols de Kleberson – um, de cabeça, que Ronaldo Angelim empurrou além da risca; outro, na sequência de cobrança de falta, que desviou na barreira e enganou o goleiro Renan.
E é aqui que entra aquele velho axioma do futebol, segundo o qual 2 a 0 é um placar muito perigoso. Ultimamente, a turma dá um sorriso de escárnio diante desse bordão e replica: melhor 2 a 0 do que nada, pô!
Não deixa de ser verdade. Mas, na prática, a tendência de nossos técnicos e jogadores é, quando seu time chega a esse placar, recuar demais, para garanti-lo, ou ampliá-lo em eventuais contragolpes. Mas, dois é menos do que três, como nos ensina a mais elementar aritmética, portanto placar mais acessível, para quem está atrás e nada mais tem a perder.
A prudência, pois, e não a ousadia, sugere que o vencedor por 2 a 0 aproveite-se dessa vantagem – numérica e psicológica – para investir sobre o outro, em busca do terceiro, do quarto, enfim, da pá de cal sobre o placar.
No Maracanã não foi assim: o Fla recuou, o Bota cresceu, apesar de seus desfalques essenciais, e a coisa toda foi para a cobrança de penalidades, que Bruno, mais uma vez, resolveu, com duas defesas prodigiosas, sobretudo porque diante de dois dos mais experientes cobradores adversários: Juninho e Leandro Guerreiro.
O fato é que o Flamengo celebra mais um Carioca, com toda justiça, mas ainda apreensivo em relação ao Brasileirão, pois não cumpriu uma campanha brilhante, apenas eficiente.
Quem sabe com Adriano, um artilheiro na área onde o rubro-negro é mais carente, o cenário mude de figura.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
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02/05/2009 - 17:55
Bem, este é o domingo tenso, aquele em que se decidem alguns dos principais estaduais brasileiros.
No Pacaembu, o Corinthians recebe o Santos com a vantagem de três gols, o maior entrosamento de sua equipe e… Ronaldo. Não é pouco, se a isso tudo acrescentarmos a Fiel flamante, disposta a celebrar um título paulista invicto.
Mas, o Timão não terá Chicão, seu melhor beque e artilheiro da equipe. E o Santos poderá contar com Rodrigo Souto, se não o melhor volante do campeonato, um deles.
Jogador por jogador, a superioridade corintiana nem é tanta quanto sugere as campanhas de ambos no torneio. Talvez, ganhe mais nas opções. Mas, está mais ajustado, pelo tempo, e isso sempre conta.
Contudo, o Santos é bem capaz de surpreender. Não sei se o suficiente para virar o jogo do campeonato, mas o suficiente para ganhar essa partida.
NO RIO
Tirei o domingo para descansar/ Mas, não descansei, que louco fui eu/ Regressei do futebol/ Todo queimado de sol/ o Flamengo perdeu pro Botafogo/ Meu patrão é vascaíno e de mIm vai gozar (…)/ Zizinho passa a Pirilo, Pirilo serve a Nandinho, que preparou pra chutar…/ Aí, o juiz apitou tempo regulamentar/ Que azar!
Esses versos são de um samba antológico, o rubro-negro Wilson Batista, gênio da raça, uma das raras gravações de Vassourinha, que morreu aos 21 anos de idade no início dos anos 40, e que forma com Luís Barbosa, Cyro Monteiro, Dilermando Pinheiro e Roberto Silva (Moreira da Silva é outro departamento) o quarteto de ases do chamado samba liso ou sincopado, gênero extinto pela falta de bossa de seus eventuais sucessores.
Mas, nem de longe significam uma profecia para o que vai acontecer neste domingo no Maracanã. Afinal, o Flamengo segue sendo um time tão forte como o Botafogo, embora este tenha cumprido melhor campanha ao longo das duas taças cariocas.
Sucede que o Bota acaba de perder dois de seus jogadores essenciais de frente: Maicosuel e Reinaldo. É muito. Mas, como o Fla sofre de esterilidade crônica em seu ataque, tudo é possível. Quem sabe, um bocejante zero a zero, que levará a decisão aos pênaltis, no fim.
EM MINAS
Em Minas, a vantagem do Cruzeiro é avassaladora. Não apenas pelos 5 a 0 no primeiro jogo da decisão, mas, sobretudo, porque esse placar refletiu a superioridade da Raposa sobre o Galo.
Clássico é clássico. E esse é um dos históricos do futebol brasileiro. Portanto, o Galo, apesar de tudo, pode se superar. Mas, duvido que o suficiente para tirar essa vantagem.
QUE É ISSO, BARÇA!
Até que no início um dos maiores clássicos do planeta foi uma vertigem, lá e cá. Duas chances claras pra cada lado, até que o Real ousou abrir a contagem com Higuain, de cabeça, em cruzamento de Sérgio Ramos – que, no segundo tempo, marcaria o seu -, em troca de passe com Robben, o único a se salvar no Real, além do goleiro Casillas.
Foi o estopim para o Barça detonar o seu toque de bola hipnótico, e botar o Real na roda: em seis minutos, já havia virado a partida para 2 a 1, com Henry e Puyol.
A partir daí, foi um show de Messi sobre uma defesa merengue que se liquefazia a cada ataque catalão. E, depois uma série de gols perdidos, Messi ampliou para 3 a 1, prenúncio da goleada histórica por 6 a 2, em pleno Santiago Bernabéu, campo do Real, com mais dois de Henry, outro de Messi e a pá de cal com o zagueiro Piqué.
Foi um baile silencioso como se os craques do Barça estivessem praticando a Sardana, aquela dança arcana que os catalães repete religiosamente todas as manhãs de domingo diante da Catedral Gótica de Barcelona, um ritual tão antigo quanto a origem de sua refinada civilização.
NA VELHA ALBIÓN
E, lá, na Velha Albión, Manchester e Arsenal livraram-se facilmente de seus respectivos adversários – Middelsbrough e Portsmouth: 2 a 0 e 3 a 0. Ambos, por sinal, muito desfalcados. O Manchester, poupando boa parte do time que enfrentará o Arsenal, pela Liga dos Campeões da Europa. O Arsenal, porque tem uma legião de contundidos.
Assim, os Diabos Vermelhos seguem firmes em direção à Liga da Inglaterra, um dos seus tantos objetivos na temporada.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Futebol internacional
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28/04/2009 - 19:34
O Palmeiras tenta salvar seu primeiro semestre, em Santiago, contra o Colo-Colo, onde e quando uma vitória basta para levar o time à próxima fase da Libertadores e, sobretudo, a uma reflexão mais profunda do que ocorreu com essa equipe que iniciou o ano em alta e acabou ficando de fora da decisão do Paulistão e enroscada num fio de esperança na Libertadores.
Desconfio, embora evitando apostar todas as minhas fichas nisso, que as duas escorregadas recentes do Palmeiras – na reta final do Brasileirão e na do Paulistão – estão ligadas à mudança de conceitos de Luxemburgo, que abraçou, nas duas ocasiões (com Martinez e Marcão), o conceito dos três zagueiros, que ele tanto refutou no passado.
Mas, podem ter sido outras as causas, ainda mais relevantes, não sei. Só sei que o Palmeiras terá de ser fluente e ofensivo lá em Santiago, onde apenas a vitória interessa, diante de um Colo-Colo, que, se já não é uma potência dos Andes, segue a escola argentina de tocar a bola até o adversário arriar de tédio.
E esse é o grande risco: se o Verdão não tiver um meio-campo ao mesmo sólido, hábil e numeroso o suficiente para impedir isso, corre o sério risco de voltar de lá lamentando todo esse tempo perdido.
AH BARÇA…
O Barcelona plantou a bandeira catalã no campo inglês, e passou o tempo todo assediando a área inimiga, protegida por sólida muralha, em vão. O Chelsea sequer arriscava sair em contragolpes, com duas exceções no primeiro tempo, quando o perigo rondou a meta de Valdés, mais por erros da defesa do que por acertos do ataque inglês.
Resultado: a classificação para a final ficou por um fio.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional
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27/04/2009 - 15:49
Quer dizer, então, que depois dos jogos iniciais das decisões em São Paulo e Minas, está tudo resolvido?
Quase, pelo menos, em São Paulo, onde o resultado de 3 a 1 para o Corinthians oferece, obviamente, mais chances de ser recuperado pelo Santos do que a goleada de 5 a 0 do Cruzeiro sobre o Galo.
Goleada, aliás, que revelou uma superioridade da Raposa sobre o Galo ainda maior do que se supunha. Que o Cruzeiro era melhor, nunca restou dúvida. Mas, a sensação, ao longo do Campeonato Mineiro, era a de que essa diferença havia diminuído, oferecendo campo para o Atlético até surpreender.
E não é que o Galo tenha eivado o Mineirão de erros primários, nada disso. Até tomar o segundo gol, encarou o Cruzeiro. Fez, enfim, o que estava ao seu alcance, naquelas circunstâncias. Mas, o Cruzeiro é que se impôs, com o refino dos seus jogadores e objetividade ímpar. Diria, grosso modo, que a Raposa converteu coisa de 80 por cento das chances criadas, o que é um índice de se tirar o chapéu, convenhamos.
Já o Campeonato Paulista parece estar mais decidido no aspecto anímico do que no plano dos números. Os peixeiros estão de crista baixa, depois da derrota em casa, sobretudo pela montanha de gols desperdiçados por ninguém menos que o seu artilheiro Kléber Pereira. Em contrapartida, o Timão flutua nas nuvens, com as asas de Ronaldo, o Fenômeno, na expectativa de confirmar no Pacaembu uma campanha histórica – campeão invicto, o que já foi, mas num passado remoto.
Baixando a bola para o duro chão da realidade, porém, há um ponto de interrogação plantado ali no meio da zaga corintiana, com a ausência de Chicão. Sim, porque o beque Chicão não é apenas seu principal defensor, mas é também o artilheiro do time.
E, se o amigo fizer um cotejo desapaixonado entre os dois times, jogador por jogador, verá que, com exceção da exceção chamada Ronaldo, ambos se equilibram. Digo: não há assim uma supremacia absoluta de um sobre o outro, embora, nem de longe se possa comparar as campanhas de ambos ao longo do campeonato.
Mas, equilíbrio mesmo, pra valer, se verifica no Rio, onde Flamengo e Botafogo deixaram em aberto a decisão, com o empate de 2 a 2 no jogo inicial. Não apenas pelo placar igual, mas, sobretudo, pela equivalência dos dois times, ainda que o Botafogo tenha sido melhor na soma dos dois turnos.
O que assusta General Severiano, porém, é a iminente ausência de Maicosuel, jogador-chave no esquema de Ney Franco e aquele meia-atacante que cumpre desempenho excepcional nesta temporada carioca.
Mas, é sempre jogo pra mais de metro.
GRÊMIO DANDO A VOLTA
O Grêmio, que tem amargado sucessivas derrotas para o eterno rival Inter, em fase de esplendor, está a um passo de fechar esta fase da Libertadores como líder geral da competição: basta vencer o Chicó, em pleno Olímpico desvairado, o que passa do provável.
Com isso, o Tricolor teria a vantagem de mando de campo pelo resto do torneio, quesito sempre valioso numa disputa difícil como essa.
E só a eventual conquista da Libertadores é que tirará do gremista esse gosto de fel na boca. Daqui pra frente, no Olímpico, é tudo ou nada.
A LIGA DOS SONHOS
Começam nesta terça-feira as quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, com Barcelona e Chelsea, numa perna, e, noutra, Manchester United e Arsenal, jogo lá e cá.
O Barça recebe o Chelsea, no Camp Nou, com uma campanha absurdamente exemplar até aqui: foi o líder dos quatro finalistas na fase de classificação, com dez gols de saldo, e aquele time que apresentou a melhor defesa e o futebol mais deslumbrante de todos, um toque hipnótico a partir do meio de campo em direção ao trio atacante mais implacável do futebol mundial no momento: Messi, Eto’o e Henry.
Mas, quando se trata de enfrentar um dos quatro grandes da Inglaterra é sempre bom fazer o placar em casa, mesmo porque o Chelsea, depois dos vacilos dos tempos de Felipão, sob o comando do holandês Hiddink vem em plena ascensão.
Quanto ao Manchester, que declinou neste final de temporada, parece ter retomado aquela auto-confiança letal, ao virar de forma espetacular o último jogo do Campeonato inglês.
Pega o Arsenal, de belas tramas mas pouca conclusão, em Old Trafford, e, apesar de ser um clássico britânico, não deve deixar escapar essa chance.
Confesso que não sou de torcer por times, mas, sim, pelo futebol superior deste ou daquele, neste ou naquele tempo, mas gostaria muito que a final se desse entre Barça e Manchester, como prêmio pela campanha excepcional de ambos na temporada toda, seja na Liga, seja em seus respectivos campeonatos nacionais.
Aí, sim, que vença o melhor entre os melhores.
De qualquer forma, a simples conjunção desses quatro times na fase decisiva da Liga já representa uma vitória sensacional do futebol na sua mais viva expressão, aquele jogado pra frente, sob o signo da técnica e da habilidade, em que cada um, com suas próprias característica, é digno exemplo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Sem categoria
Tags: Atlético-MG, Botafogo, Chicão, Corinthians, Cruzeiro, Diego Tardelli, Flamengo, Grêmio, Kléber, Kléber Pereira, Maicosuel, Ronaldo, Santos
26/04/2009 - 18:52
Eram vinte e um jogadores de futebol, nenhum cabeça-de-bagre, bons jogadores na maioria, alguns acima da média, e um gênio.O gênio é aquela entidade que passa dormitando séculos no fundo da garrafa, e, quando invocado, sai pelo gargalo como uma fumaça, toma corpo, espreguiça e, num gesto, produz um prodígio.
Foi exatamente o que fez Ronaldo Fenômeno, o gênio em questão. Passou o jogo todo dormitando lá na frente, enquanto o Santos se desdobrava do outro lado, pressionando o Corinthians, de cabo a rabo. Mas, quando foi invocado, por duas vezes, produziu dois lances antológicos que definiram a partida.
No primeiro, quando o Corinthians vencia por 1 a 0, gol de falta de Chicão, e sofria o assédio permanente do Peixe, Chicão deu um balão que subiu, subiu, e, na descida, caiu no pé direito de Ronaldo como se aninhasse numa almofada de penas e seda. Foi dominar e bater de canhota, no canto.
No segundo, recebeu pela direita, deu um corte em Triguinho, e, lá de fora da área, percebeu o goleiro Fábio Costa adiantado. Meteu uma colher longa que levou a bola à rede, encobrindo o goleiro.
O resto foi figuração.
Claro que o Santos pode inverter essa situação no jogo do Pacaembu. Afinal, jogou melhor na Vila. Mas, e o gênio?

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Sem categoria
Tags: Campeonato Paulista, Corinthians, Pelé, Ronaldo, Santos
25/04/2009 - 16:36
E aí, meu? Quem vai levar a taça nessas decisões de 180 minutos que se iniciam neste domingo?
Nos casos do Rio e de Minas, o mando de jogo interfere de maneira mais amena, já que os campos, em si, serão neutros – Maracanã e Mineirão. Só muda de cor e sonoridade a galera.
Mas, em São Paulo, a Vila e o Pacaembu têm seus próprios significados.
A propósito, faz tempo que tenho minhas dúvidas sobre a praxe do futebol nessa questão: não sei se mandar o segundo jogo, num mata-mata de dois jogos, é melhor ou pior para o time que recebe esse “benefício”. Depende muito do comportamento da torcida. Se perder o jogo de ida, corre o risco de perder a torcida, no jogo de volta, caso não faça logo um gol.
Nesse sentido, o Corinthians parece levar uma certa vantagem sobre o Santos. Não apenas porque a Fiel (por questão de espaço no estádio) será maior no Pacaembu do que a galera santista na Vila, como passa a impressão de estar mais confiante e tolerante com seu time.
Mas, o jogo é jogado, e o melhor, numa disputa de dois jogos, acaba levando, se os deuses não interferirem de modo brutal. E mais: tudo o que ocorrer no primeiro jogo reflete no segundo, para o bem ou para o mal. Jogador expulso, a dimensão do placar e tal e cousa e lousa e maripousa.
Então, vamos ao que interessa: quem é melhor, entre os paulistas – Santos ou Corinthians?
Bem, o Corinthians leva a vantagem de ter um time armado e aprovado, pela conquista da Segundona e por seguir invicto ao longo desta temporada, há mais tempo do que o Santos, que começou a se ajustar nas mãos de Mancini outro dia. Além disso, conta com Ronaldo Fenômeno, gordo, fora de forma, mas sempre implacável nas proximidades da área inimiga, pra não falar na estrela que carrega na testa e no temor, justificável, que infunde no adversário.

O Santos, contudo, parece ter se reencontrado com seu destino, aquele que aponta para a permanente renovação, jogadores jovens e talentosos, como Ganso e Neymar, para dar a grande virada, quando dele nada se espera.
A balança pende para o Corinthians, sorbetudo se Douglas, o armador da equipe, jogar com a mesma intensidade com que jogou nas semifinais. Mas, se o Santos, por isso ou aquilo, vencer, sei não, meu.
QUE DECISÃO, SÔ!
No Mineirão, depois de um bom tempo em que o Cruzeiro dominou soberbo, o Galo entra em campo com a crista erguida, diante do rival que mantém a mesma pose.
Claro, pelas últimas campanhas e pelo time que tem, jogando aquele futebol tradicional da Raposa, feito de muita técnica e ofensivo, o Cruzeiro pinta como favorito. Mas, o Galo mudou de estilo e, principalmente, de ânimo, sob o comando de Leão. Além de contar com um iluminado Diego Tardelli, que sempre foi excelente jogador, de quem Leão sabe extrair o melhor, ao contrário de outros treinadores.
Mas, o Cruzeiro responde com Ramires, Wagner, Marquinhos Paraná, um meio-campista que sabe fazer a bola circular, e Kleber, o Gladiador.
É de se ver. Imagino, dois jogaços!
NO RIO, CARA…
No Rio, o Flamengo me parece um time mais consistente do que o Botafogo. Pelo menos, no aspecto anímico, por tudo o que tem acontecido nos últimos tempos.
O Botafogo, agora, como nas vésperas, joga melhor, não tanto quanto nos tempos de Cuca, hoje, técnico do Flamengo. Tem um ataque mais efetivo, com Simões e Reinaldo etc. Mas, o Flamengo – e isso se demonstrou mais uma vez na decisão da Taça Rio – acaba tendo maior imposição em campo.
Essas coisas, porém, não são definitivas, imutáveis. Uma hora, o braço da viola muda, e, então…
OBRIGADO, SENHOR!
Como no hino brega do Rei Roberto Carlos, agradeço ao Senhor – ou, aos deuses da bola do Armando Nogueira, ou ainda, baixando essa bola aos campos terrestres, a Sir Alex Ferguson -por aquelas duas horas de pleno reencontro com o futebol jogado sob todos os seus signos – força, brio, técnica, habilidade e muitos gols.
Confesso que há muitos e muitos anos não tinha essa sensação: um time que perdia por 2 a 0 no primeiro tempo infundindo-me a certeza de que, no segundo, a virada seria inevitável. Isso era privilégio do Santos de Pelé, da Academia de Ademir da Guia, do Inter de Falcão, do Flamengo de Zico etc. E de alguns momentos raros da Seleção.
Pois, foi assim no confronto do Old Trafford, entre o Manchester United e o Tottenham, que, em dois contragolpes, no primeiro tempo, meteu 2 a 0. Dois gols nascidos da habilidade de Lennon, um desses pontas agressivos e dribladores.
O Liverpool, com um time desfigurado – três volantes, essas coisas -, havia vencido, antes, o Hull City por 3 a 1, mas com um jogo opaco, e o Chelsea, também sem brilho, ganhava do West Ham por 1 a 0. Portanto, os Diabos Vermelhos estavam em situação crítica no Campeonato Inglês, quando, no intervalo, Sir Ferguson trocou Nani por Tevez.
E o Manchester, que já havia criado uma pá de chances no primeiro tempo, todas conjuradas pelo nosso Gomes, em tarde inspirada, partiu definitivamente para virar de cabeça pra baixo aquele cenário.
E virou: em 25 minutos de partida na etapa final, já vencia por 3 a 2, com dois gols de Cristiano Ronaldo e outro de Rooney, que ligou as turbinas e detonou esse período com arrancadas prodigiosas e passes exatos.
Antes disso, Sir Ferguson trocou um de seus volantes - Fletcher – pelo meia Scholes, que acertou o passe de meio-de-campo, e a arrancada para a goleada foi inevitável: Cristiano Ronaldo, de cabeça, em cruzamento da esquerda de Rooney, o mesmo Rooney, novamente, em bola chorada, e, por fim, Berbatov: 5 a 2!
Com exceção do primeiro gol, de pênalti, todos os outros foram frutos de jogadas trabalhadas a partir do meio de campo, com dribles, fintas, passes e lançamentos.
Um detalhe: qualquer outro treinador, quando o Manchester virou um jogo considerado praticamente perdido, por certo, teria sacado um atacante e escalado em seu lugar um volante de contenção, se não um beque. Ferguson, não: manteve sua equipe com apenas um volante, um meia e quatro atacantes.
Quem sabe sabe.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Sem categoria
Tags: Atlético-MG, Botafogo, Campeonato Carioca, Campeonato Mineiro, Campeonato Paulista, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Ronaldo, Santos
23/04/2009 - 01:57
Na Libertadores, os brasileiros fecharam a rodada na liderança de seus respectivos grupos – Sport, Cruzeiro e São Paulo passaram por seus adversários, todos jogando em casa.
O Cruzeiro, naquele seu estilo leve e solto, livrou-se do Deportivo de Quito sem muitos embaraços: 2 a 0, com direito a um golaço de Wagner, que disparou o canhão de canhota, a bola chocou-se com o travessão, rebateu nas costas do goleiro e entrou.
Justamente o inverso do que ocorreu no Morumbi, quando o goleiro do América de Cali tentou devolver com o pé bola retardada pelo beque e acertou a…, digamos, o bumbum de Dagoberto, voltando para as redes colombianas. Foi o gol da virada tricolor, o segundo de Dagoberto, que fez uma partida exemplar, marcando, armando, driblando e concluindo.
Mas, o São Paulo, embora dominando o tempo todo, novamente não jogou bem. Mesmo assim poderia ter ampliado o escore se Washington e Borges não estivessem com a pontaria tão descalibrada.
Quanto ao Sport, que dizer? Sofreu a surpresa do primeiro gol do Colo-Colo, mas teve juízo e força para virar o placar na Ilha do Retiro, a cova do Leão Encantado que segue trilhando a Libertadores á caça da próxima presa.
COPA DO BRASIL
Na Copa do Brasil a grande surpresa, sem dúvida, foi a derrota do Santos, no Alçapão da Vila, com o time completo, para o CSA, por 1 a 0. É verdade que o Peixe perdeu um mar de gols, ironicamente, a maioria, com seu artilheiro Kleber Pereira.
Mas, pior do que a inesperada desclassificação nessa disputa, será se essa derrota abater demais o Santos, levando-o a enfrentar o Corinthians, na decisão pelo título paulista, de fronte baixa.
De fronte altiva, porém, segue em frente o Internacional, campeão gaúcho e um dos melhores elencos da temporada, senão o melhor. E vai em frente, de goleada em goleada. Desta vez, a vítima foi o Gurani, que lvou uma lambada de cinco, 5 a 0, com mais um golaço de Taison, a grande revelação do futebol brasileiro destes tempos.
POR FALAR EM GOLEADA…
E o Barça, hein? Meteu 4 a 0 no Sevilha de Luís Fabiano e tudo, como quem estivesse chupando um pirulito. Ah, sim e nem teve de contar com Messi, neste exato momento, o melhor do mundo. Mas, quem tem Eto’o, Henry, Xavi e Iniesta pode-se dar a esse luxo.
Pois, faça as contas aí amigo, que sou um desatre nos números: em 32 rodadas da Liga Espanhola, o Barcelona marcou a bagatela de 92 gols; qual a média por jogo? E tomou apenas 24, mesmo praticando esse futebol ofensivo, de toques refinados, dribles, passes exatos e tal e cousa e lousa e maripousa.
Já o Manchester United, seu rival do mesmo porte, campeão do mundo etc, venceu o Portsmouth apenas por 2 a 0, numa exibição destacada de Anderson, que, entre outras coisas, fez um lançamento primoroso de trinta metros, a la Gérson, para Giggs, na ponta-esquerda cruzar e Rooney concluir, no primeiro gol dos Diabos Vermelhos.
É sempre um prazer inexcedível poder usufruir na mesma tarde da bola desses dois times – Barça e Manchester. E veja só, meu amigo, nem é preciso ir ao teatro, como dizem por aí. O espetáculo vem a mim, pela telinha colorida, em alta definição. Que beleza!
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional
Tags: Barcelona, Copa do Brasil, Copa Libertadores, Cruzeiro, Manchester United, São Paulo, Sport
20/04/2009 - 15:24
O que é que têm em comum os finalistas do Paulistão, Santos e Corinthians, além das cores de seus uniformes?
Ambos estão sintonizados com o tempo presente nas suas formas de jogar - um futebol disposto a atacar, sem, contudo, se desguardar irresponsavelmente. Para tanto, Mancini e Mano armam suas equipes com jogadores cujo traço técnico se ajusta a esse conceito, que, por sua vez, se apoia num básico 4-3-3, com todas as variações próprias de uma partida de futebol.
Tanto Corinthians quanto Santos jogam com dois zagueiros de área típicos, dois laterais que marcam e avançam na medida do necessário, dois apoiadores, um meia e três atacantes. É mais ou menos assim que jogam os principais times da Europa nos últimos quatro anos, quando abandonaram definitivamente aquele esquema com três beques de ofício, dois ou três volantes marcadores e por aí vai.
Claro que sistema de jogo nenhum é a panacéia universal, do tipo: escale seu time assim e você será campeão. Ganha-se, perde-se e empata-se com qualquer disposição esquemática.
O futebol brasileiro, que deslumbrou e ainda deslumbra o mundo pela alta qualidade de seus craques, quase sempre esteve, no plano dos esquemas táticos, a reboque de outros centros. Num passado mais remoto, de argentinos e uruguaios, cujos treinadores eram importados em levas constantes. Depois, as mudanças na Europa, que chegavam por aqui de navio cargueiro. O último lote foi esse tal 3-5-2, difundido pela Dinamarca nos meados dos anos 80, portanto, há mais de vinte anos, e que recentemente virou febre entre nós, com certos ares de modernidade.
Mas, disso já tratamos por aqui exaustivamente. O que interessa é aqui e agora, quando e onde Santos e Corinthians, livres dessas amarras caminham em direção ao título estadual, enquanto, lá no Sul, o Inter de Tite, livre e solto, levanta o caneco com antecedência, metendo 8 a 1 no Caxias, paradigma histórico do jogo defensivo.
E, em Minas, Cruzeiro e Atlético se preparam para decidir o campeonato sob o mesmo signo do 4-3-3 ou seu variante 4-4-2, grosso modo. De qualquer forma, um jogo pra frente, que busca o resultado melhor, não o menos pior.
Acrescente-se a esse seleto grupo o Palmeiras, que comandou a fase de classificação do Paulistão, de cabo a rabo, mas que caiu nas semifinais diante do Santos, e teremos meia dúzia de grandes clubes brasileiros, de três dos quatro centros mais avançados no futebol (São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul), uma amostra significativa de que os ventos começam a mudar, arejando este nosso sufocante futebol brasileiro.
Mas, os que resistem – é preciso reconhecer -, estão também em alta – o Sport, tetra campeão pernambucano e destaque na Libertadores, e o São Paulo, tricampeão brasileiro e já classificado para a próxima fase do torneio continental.
São times que jogam sob o mesmo padrão há tempos (o São Paulo, por exemplo, antes mesmo de Muricy) e que mantêm mais ou menos os mesmos elencos, o que lhes dá força coletiva suficiente para enfrentar tais desafios. Além do mais, com as conquistas de títulos, reforçam o moral, o que é sempre importante em jogos decisivos, mas que tem pouco a ver com o esquema tático.
Mas, com o passar dos dias, mais cedo ou mais tarde, ambos cairão na nova realidade.
Aliás, se Muricy, por exemplo, rever a campanha do seu time até aqui, neste ano, por certo constatará que o São Paulo só chegou às semifinais do Paulistão, depois que ele mudou o braço da viola, passando a jogar com apenas dois beques de ofício (o fato de Zé Luís, um volante deslocado para a lateral-direita, durante o jogo, assumir funções mais defensivas, não altera o raciocínio, pois, quando tinha de avançar, avançava com as qualidades de volante pela direita, não com as de um zagueiro). Ao perder Zé Luís, voltou ao sistema com três zagueiros, e caiu inapelavelmente, duas vezes seguidas, diante do Corinthians).
Nada é definitivo nesse caprichoso joguinho da bola. Mas, uma coisa é certa: pra frente é que se anda.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Sem categoria
Tags: Corinthians, Cruzeiro, Internacional, Santos
19/04/2009 - 18:45

Em dois minutos, o Corinthians resolveu a questão. Dois contragolpes exatos, 2 a 0.
No primeiro, aos 10 minutos do segundo tempo, Douglas arrancou do meio de campo, tocou na esquerda para Ronaldo Fenômeno que virou na medida para Jorge Henrique. Jorge Henrique disparou no poste esquerdo de Bosco, e Douglas completou.
No segundo, Cristian lançou Ronaldo Fenômeno, que venceu Rnetao Silva na corrida, e, na saída de Bosco, fez o que faz há duas décadas como se entornasse um copo d’água.
É verdade: durante todo o primeiro tempo, o São Paulo foi melhor, e, no comecinho do segundo tempo, Borges, de cabeça, meteu uma bola na trave. Mas, depois da blitz corintiana, o Tricolor esmoreceu, e só deu Timão pelo resto do jogo, a ponto de desperdiçar mais dois gols feitos nos pés de Douglas, o nome do jogo, pela capacidade de articulação que sempre faltou ao São Paulo. Não apenas neste jogo, mas habitualmente.
Assim, o Corinthians, com sua formação basicamente ofensiva, vai definir o título paulista com o Santos, outro que aposta nesse esquema. É de se prever emoções sem par.
MASSACRE COLORADO
Tudo bem: sabemos de cor e salteado que o Inter de Tite, Nilmar, Taison e cia. bela é um timaço. Mas, 8 a 1 no Caxias, em jogo de decisão? É de se tirar o chapéu.
E assim, o Inter, que é um dos melhores times do Brasil, se não o melhor, levantou o título gaúcho, invicto, antes mesmo das eventuais disputas finais. Grandes expectativas para o Brasileirão que aí vem.
LEÃO ENCANTADO
O Sport segurou um empate por 0 a 0 com o Náutico, o que lhe garantiu a faixa de campeão de Pernambucano.
Certamente, não foi por acaso. O Leão está mesmo encantado.
FLAMENGO!
O Botafogo foi melhor no primeiro tempo. E o gol esteve nos pés de Maicossuel, mas o poste direito de Bruno salvou o Flamengo.
No fim, deu Fla, com gol nascido em jogada que teve participação do capitão Fábio Luciano, homenagem ao craque que já anunciou sua aposentadoria.
Mas, no Rio, nada está decidido. A decisão ainda está por vir, entre Botafogo e Flamengo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
Tags: Botafogo, Corinthians, Fábio Luciano, Flamengo, São Paulo, Sport
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