Campeonato Brasileiro | Blog do Alberto Helena Jr. - Part 31

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domingo, 2 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 21:09

AS DECEPÇÕES DO DOMINGO

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As duas grandes decepções do domingo foram, sem dúvida, Grêmio e Cruzeiro.

Dos dois, o Cruzeiro era quem pegava a maior pedreira – o Goiás, no Serra Dourada. Empate ou derrota, nesse caso, não seriam absurdos, nada disso. Mas, a forma como o Cruzeiro perdeu é que causa espanto: em 17 minutos, o Goiás fez o placar de 3 a 0, numa blitz incontrolável. Parte, por seus próprios méritos, mas também pela abulia cruzeirense, um time entregue do início ao fim.

Já o Grêmio lutou muito para empatar com o Figueira em casa. Mas, lutou sem aquele equilíbrio entre emoção e técnica que marcou seus melhores momentos no Brasileirão.

Ah, sim, sobre a marcação daquela falta do goleiro do Figueira, que antecedeu o lance do gol de empate gremista. Não sei até agora o que o juiz marcou. Se foi sobrepasso, errou, pois isso já não mais existe, a não ser quando o goleiro, depois de segurar a bola, tocá-la novamente no chão.

De acordo com a Regra 12, o juiz deverá marcar tiro indireto se o goleiro cometer uma destas quatro infrações dentro da área: Pergunto: o goleiro do Figueira infringiu qualquer uma dessas regrinhas? Se infringiu, não percebi, e já antecipo minhas desculpas. Se não…

1. demorar mais de seis segundos para colocar a bola em disputa, após tê-la controlado com as mãos;

2 voltar a tocar a bola depois de tê-la colocado em disputa, antes que qualquer outro jogador a tenha tocado;

3. tocar a bola com as mãos depois que um jogador de sua equipe faça-lhe um passe com o pé intencionalemente;

4. tocar a bola com as mãos depois de tê-la recebido diretamente de um arremesso lateral executado por um companheiro.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
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Campeonato Brasileiro | 20:47

E O SÃO PAULO CHEGOU

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Com o empate do Grêmio e a incrível derrota do Cruzeiro, cabe ao Palmeiras, que bateu o Santos, na Vila, por 2 a 1, com aquele gol salvador de Léo Lima, no fim, dar o primeiro passo. Tudo ainda é possível, mas começa a ficar improvável.

Por Milton Trajano
Por Milton Trajano

É aquela velha história: deixaram o São Paulo chegar; agora, vão ter de gramar para desalojá-lo da liderança isolada. Pois, o São Paulo chegou e chegou firme, metendo 3 a 0 no Internacional (ainda que um mistão do Colorado) com categoria – seguro na defesa e insinuante no ataque.

Improvável porque, segundo os analistas da tabela de jogos do Brasileirão, de todos os candidatos ao título, o São Paulo é aquele que mais se beneficia da sequência programada. Entre outras coisas, porque é o único que não terá de cruzar com os rivais do G-5.

Mas, isso seria até irrelevante se o time não estivesse crescendo tanto nesta hora tão propicia. Nem falo da vitória em si sobre o Inter, mas, sim, do jeito como se comportou o São Paulo nas últimas rodadas – com autoridade. Ao contrário, por exemplo de Grêmio, Cruzeiro e até mesmo o Palmeiras, que foi dominado a maior parte do tempo pelo Santos.

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  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE
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Campeonato Brasileiro | 14:01

FLA, HUMMM…

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Houve um tempo em que a Lusa era chamada de Robin Hood, o time que roubava dos grandes para servir aos pequenos. Nenhum pequeno, a não ser a própria Lusa, se assim se pode classificar o time do Canindé nesta quadra de sua gloriosa existência, se aproveitou do empate por 2 a 2 com o Flamengo, em pleno Maracanã. Apenas os outros grandões.

O fato é que, para ambos, tratava-se de um jogo de vida ou morte: o Fla, visando o título e, na pior das hipóteses, uma vaga para a Libertadores; a Lusa, buscando escapar da zona da morte, que ronda praticamente ao longo de todo o campeonato.

O Flamengo começou melhor, fez seu gol num chicote ardido de Fábio Luciano, mas, aos poucos, refluiu, e, no comecinho do segundo tempo, quando a Lusa dominava o cenário, levou o empate com Jonas, que, diga-se, está esmerilhando no Canindé. E, em seguida, veio o segundo, com Athirson, cria da Gávea, de cabeça.

Baixou definitivamente a ansiedade no Flamengo, a torcida passou a vaiar, e só no final, sobretudo depois da entrada de Everton, o Rubro-Negro conseguiu se reequilibrar e chegar ao empate com Max. Tá fora, tá dentro, depois desse tropeço no Maracanã? Chi lo sa? Pois, a roleta segue girando.

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  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
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Campeonato Brasileiro | 13:58

BASTA!

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Nem se fosse a primeira vez, seria aceitável. Mas, com os antecedentes públicos e notórios, não dá para aceitar a atitude da Polícia Militar de Pernambucano em mais esse episódio constrangedor.

Se há um cara sério e equilibrado no universo do futebol, esse é o técnico Wagner Mancini. Portanto, se ele denunciou que o vestiário do Vitória, no intervalo do jogo com o Náutico, foi invadido por sete policiais que pressionaram o goleiro Viáfara, não tenho por que duvidar.

Aliás, o capitão da corporação, segundo o que leio e ouço, não negou a invasão. Apenas reduziu para três os protagonistas uniformizados, que simplesmente foram pedir calma para o jogador, revoltado pelo fato de o juiz mandar voltar o pênalti que deu a vitória ao Náutico.

Nem assim, se assim fosse. É um absurdo sem precedentes na história do Brasileirão recente. E, se o governador de Pernambuco não tomar nenhuma medida para coibir esses recorrentes abusos, cabe à CBF e ao STJD tomar medidas punitivas contra o Náutico, definitivas.

Afinal, é algo vergonhoso para um Estado como o de Pernambucano, de tão civilizados exemplos ao longo da história, cair nessa vala comum do autoritarismo policialesco.  

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  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 16:21

OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE

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Grêmio e São Paulo dividem a liderança do Brasileirão, por pontos ganhos. O Grêmio assume a predominância pelo quesito número de vitórias – uma a mais do que o São Paulo.

Mas, quem é melhor? Bem, poderia resumir essa resposta a um sofisma: aquele que, no fim, levantar a taça, já que a busca quase exclusiva pelo resultado pauta o espírito e as ações dessas duas equipes.

Nem Grêmio, nem São Paulo, na verdade, buscam a excelência plena – isto é, ganhar e dar espetáculo. Mesmo porque essa é uma utopia repudiada por quase todos que militam no futebol brasileiro hoje em dia.

Os dois Tricolores jogam no mesmo esquema – 3-5-2 -, e enfatizam a marcação, a luta pela posse da bola, acima de tudo, como, de resto, a imensa maioria dos demais competidores. São praticamente imbatíveis em seus respectivos redutos, e, em muitas situações, têm sido ajudados pela sorte.

O São Paulo tem um elenco (soma de titulares e reservas) um tanto mais qualificado do que o Grêmio. Mas, o Grêmio tem dois meias de habilidade que o São Paulo não tem: Souza e o menino Douglas Costa, deficiência que o técnico Muricy tenta compensar com o apoio de dois volantes de técnica refinada – Jean e Hernanes.

Nesta reta final, é visível a ascensão do São Paulo e, se não decréscimo, talvez estagnação, do Grêmio. Uma questão, possivelmente, mais anímica do que técnica.

Então, permita-me o amigo, que vou subir no muro. De onde poderei ver com maior abrangência o que está por vir. Como diria o gênio Noel: olho, ninguém me responde; chamo, não vejo ninguém.

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  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
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Campeonato Brasileiro | 15:56

A GIGANTESCA ARMAÇÃO

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Na exata medida em que a disputa pelo título brasileiro se acirra com a presença de cinco sérios candidatos à faixa de campeão – fato até então inédito -, cresce a teoria da conspiração na cabeça do torcedor.

A juizada tá roubando! Ora, pro São Paulo, ora pro Flamengo, que, por misteriosas forças, dominam os bastidores. E o esquema Traffic-Palmeiras, então, nem se fala! A brigada gaúcha, por sua vez, sai por aí protegendo o Grêmio por vias indiretas, enquanto o Cruzeiro, de tão mineiro, mas tão mineiro, nem se percebe suas armações. Pero que las hay, las hay.

Ora, meu amigo, vá ver se estou na esquina. É armação demais para minha pobre cabeça. Tão gigantesca, que envolve CBF, Globo, cartolas de todos os matizes, técnicos, jogadores, comissão de arbitragem, juizes, bandeirinhas, empresários, enfim, praticamente todo o universo do futebol.

Quer um exemplo desse mega-complô? O gol anulado do Botafogo no São Paulo. Pois, está aí um lance que considerei e continuo considerando um erro do bandeirinha, mas cujo desenho justifica plenamente a sinalização do auxiliar do árbitro. Não foi nenhum lance escabroso, escandaloso, nada disso. Tanto, que muita gente – e não só os tricolores paulistas – aprovou a atitude do bandeira.

Afinal, o atacante botafoguense estava em posição de impedimento desde o início da jogada. E, sim, fez um movimento no sentido de tirar o pé da direção da bola. Isso pode ser interpretado como intervenção? Pode. Atrapalhou a visão do goleiro? É possível, embora a câmera por trás capte imagem que sugere o inverso.

Quer dizer: trata-se de um lance tão discutível que considerá-lo inserido num esquema de favorecimento a este ou àquele time raia a paranóia. Se essa, pois, é uma prova da armação global, passo.

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  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 14:14

A ROLETA GIRANDO

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Grêmio, São Paulo e Flamengo, a prevalecer o mando de campo com a intensidade recorrente neste campeonato, são os favoritos na rodada deste fim-de-semana. Dos três, o São Paulo é o que enfrenta o adversário mais tradicional – o Inter. Mas, dos três, o Tricolor paulista é o que tem revelado espírito mais competitivo.
Já o Grêmio recebe o Figueira no Olímpico, com todas as condições de se reabilitar da derrota para o Cruzeiro; e o Flamengo, em pleno Maracanã, pega a Lusa – nem pensar, num tropeço, né?
Quanto a Palmeiras e Cruzeiro, que enfrentam Santos e Goiás, nas casas dos inimigos, têm, no papel, tarefa mais árdua.

O Santos, na Vila, está em ascensão, fugindo rapidamente da zona da morte, e o Goiás, mordido pelos insucessos recentes, no Serra Dourada, deverá se desdobrar em campo.

Mas, quaisquer que sejam os resultados, a roleta do Brasileirão continuará girando, desconfio, até a última rodada, quando, só então emergirá o campeão, no mais acirrado torneio nacional desde sua instituição no formato atual.

 

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Campeonato Brasileiro | 00:31

QUE CAMPEONATO É ESSE?

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O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.

Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.

Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.

Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.

Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.

Verdão, menos

Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.

De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.

Mais Cruzeiro

Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.

Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.

Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.

E o Flamengo?

Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?

O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.

É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.

Que campeonato é esse, hein, meu?

 

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