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Arquivo da Categoria Campeonato Brasileiro

domingo, 19 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 20:56

RECORDE E DECEPÇÕES

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O placar mais estridente desta rodada do Brasileirão foi a goleada do Palmeiras sobre o Avaí, por 5 a 0, no Canindé, o que não seria nenhum espanto pela péssima campanha do lanterna Avaí até aqui. Mas, sim, pelo fato de que o Palmeiras não é dado a esses exageros, nesta quadra modesta de sua gloriosa história.

Ainda mais porque o Verdão não só goleou como passeou diante do Avaí, deu as cartas e jogou de mão, podendo até ter ampliado o bizarro placar.

Mas, a vitória mais significativa foi a do líder São Paulo em Fortaleza: 2 a 0 no Ceará, com direito a gol de placa de Lucas. Com esse resultado, o São Paulo atingiu o recorde de cinco vitórias consecutivas desde o início do Brasileirão, na era dos pontos corridos, com nove gols marcados e apenas um tomado. Pudera! Com esse goleiro. Sim, porque Rogério Ceni pegou um pênalti e ainda fez mais três ou quatro defesas decisivas.

Já Cruzeiro e Fluminense foram as grandes decepções no sábado.

O empate por 1 a 1 com o América mineiro, o que custou à Raposa cair lá para a rabeira da tabela, cumprindo o pior início de Brasileirão de sua história, também derrubou o técnico Cuca, substituído por Joel Santana, famoso por descascar abacaxis como esse.

Assim como não poderia ter sido mais decepcionante o empate por 0 a 0 no clássico carioca, entre Flamengo e Botafogo. A tal ponto que a maior estrela do espetáculo, Ronaldinho Gaúcho, depois de opaca atuação, saiu de campo substituído e vaiado pela torcida que dele tanto espera desde sua chegada à Gávea.

Já o Vasco foi ao Olímpico pela primeira vez com seu time titular e arrancou um empate por 1 a 1 com o Grêmio. Mas, quem resolveu a parada vascaína foi o reserva de luxo Bernardo que cruzou lá direita e o destino desviou a bola para as redes de Victor. Quanto ao Grêmio, bem, as vaias da torcida ao cabo do empate de Roberson dizem tudo.

Outro que decepcionou foi o Galo, que, em casa, teve de suar para chegar ao empate com o seu xará de Goiás por 2 a 2, perdendo a chance de entrar no chamado G-4, dando chance ao Figueirense, que lá chegou ao bater o Furacão por 2 a 0, resultado que, somado aos demais do Atlético, coloca Adílson Baptista em maus lençóis. .

Os mesmos que envolvem o meu querido Falcão, cujo Inter foi a Curitiba, e mais uma vez não conseguiu vencer. Aliás, o empate por 1 a 1 puniu mais o Coritiba, que foi melhor do que o Inter a maior parte do jogo.

Notas relacionadas:

  1. AS DECEPÇÕES DO DOMINGO
  2. AS DECEPÇÕES DO ANO VELHO
  3. E COMEÇA A SARABANDA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 17:23

CLÁSSICOS E A RODADA

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Nesta rodada do Brasileirão, teremos um clássico nacional – Grêmio e Vasco, no Olímpico – e dois estaduais: Flamengo x Botafogo e América mineiro x Cruzeiro. Sim, porque, depois da reascensão do América, que já teve no passado a maior torcida de Minas, esse confronto com o Cruzeiro pode ser considerado novamente um clássico local.

E ele se trava numa situação curiosa, pois o Cruzeiro, tido e havido, não sem razão, um dos principais candidatos ao título, está abaixo do América, na tabela, algo impensável antes de a bola rolar no Brasileirão.

Portanto, não pode o Cruzeiro, que só acumulou tropeços neste início de campeonato, pensar algo além da vitória. Mas, como, se segue desfalcado de alguns jogadores-chave, como Thiago Ribeiro e Roger?

Sei lá. Só sei que com Montillo, Wallyson, Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício, Gilberto etc. a Raposa tem bola para se recuperar. É só ajustar a sintonia fina, e exorcizar o demônio do Once Caldas que ainda ronda a Toca famosa.

JÁ NO OLÍMPICO...

O Grêmio, ainda instável, recebe o Vasco de vela enfunada com a conquista da Copa do Brasil e, agora, com seu time titular em campos do Brasileirão, finalmente.

E, se o amigo fizer um cotejo de jogador por jogador, verá que o Vasco entra no Olímpico com a virtual vantagem técnica.

Mas, o Grêmio é sabidamente Imortal, e, no Olímpico, quase imbatível. É de se ver.

E NO ENGENHÃO?

No Engenhão, esse Flamengo de tantas estrelas e montado há algum tempo, pega o Botafogo em formação, sob o comando de Caio Jr. Sucede que, apesar do título carioca, e de estar armado há muito mais tempo, o Flamengo não consegue escapar do lugar-comum, sem ser, no entanto, uma frustração completa. Está sempre naquela ponta do trampolim, prestes a dar o grande salto, mas dali não sai.

O Botafogo, de seu lado, apesar do desencontro entre torcida e time, vai se ajeitando sob os pés de Maicossuel, finalmente, voltando a jogar, e de Elkeson, sua mais justa contratação nos últimos tempos.

Um clássico de arrepiar, pelo visto.

O FLU DE ABEL

O Fluminense que receberá neste sábado, no Engenhão, o Bahia, pela escalação prevista já começa a tomar os traços de Abel Braga, que estreou outro dia com derrota para o Corinthians.

A começar pela presença de Souza em seu meio-campo, craque que não consigo entender como não foi devidamente aproveitado nem no Grêmio, nem mesmo no Flu, até agora.

Por sua versatilidade (joga de lateral-direito, segundo volante, meia e até de atacante), habilidade, dinamismo e precisão nas bolas paradas, deveria ser o encanto de qualquer treinador. Pois, não é. Está sempre obrigado a matar um leão por dia.

Mas, a grande novidade será a estreia do atacante Ciro, ao lado de Fred, lá na frente. Revelado pelo Sport, eis um atacante do tipo que me fascina – artilheiro, mas que sabe jogar com a bola nos pés. Se Fred estiver nos trinques, desconfio estar nascendo nas Laranjeiras uma dupla ofensiva de fazer figura.

Quanto ao Bahia de Renê Simões, todas as fichas são apostadas em Jobson, aquele! O que sabe jogar muito com a bola e se embaraça no trato com a vida.

NO CEARÁ, NÃO!

O São Paulo desembarca em Fortaleza para defender sua liderança cem por cento. Mas, no Ceará não tem disso, não, como reza o forró antológico.

Lá, diante de sua torcida empolgada, o Ceará cresce e não vê pela frente um líder, mas, sim, um time como outro qualquer.

Sucede que a diferença de pontos entre os dois é grande. E, se o Ceará tem lá seu Iarley, seu Thiago Humberto, o São Paulo responde com sua garotada afiada, sob o comando de Rogério Ceni e Dagoberto, os mais experientes – goleiro e goleador.

O diabo é que, com o São Paulo, é uma no cravo, outra na ferradura. Vem ganhando todas, mas só contra o Grêmio conseguiu acertar uma partida de nível, sem ter sido espetacular, nada disso.

E é com a mesma formação que irá a Fortaleza. Vejamos onde a marreta acerta – no cravo ou na ferradura.

DESFOLHANDO O VERDE

O Palmeiras de hoje está  lembrando aquele Corinthians dos tempos das vacas magras, dos vinte e poucos anos de fila, dos 50 aos 70: quando vai mal, não sai da crise; quando vai bem, arruma um pé para entrar em crise.

Até agora, o Palmeiras vinha bem no Brasileirão, mais do que se esperava pelas limitações de seu elenco. Pelo menos, em termos de resultado. Eis, contudo, que, de repente, começam as encrencas: a diretoria tromba com a parceira DIS; Felipão, com Tinga, Wellington Paulista e o garoto Vinícius; a torcida pega no pé de Luan, justamente um dos mais regulares da equipe, além de decisivo em várias partidas recentes, e assim vai.

Bem, apesar disso tudo, ouso dizer que o Verdão tem bala para derrubar o Avaí, no Canindé, domingo. Com dificuldades, suponho, mas isso é de lei.

HORA DO COXA E DO INTER

Já está na hora de o Coritiba mostrar aquela bola redonda e insinuante do início da temporada. Todavia, é mais do que hora de o Inter de Falcão sair da situação deprimente em que se encontra no Brasileirão.

Surpreende-me mais, confesso, a péssima campanha do Inter do que a do Coritiba.

Não só porque o Colorado tem um elenco mais qualificado, como por apostar na inteligência de Falcão, embora esses confrontos com parte da imprensa gaúcha (ou, especificamente, um comentarista de lá) não contribuam em nada para desanuviar o clima denso no Beira-Rio.

O fato é que, expresso claramente nos números da campanha colorada, o Inter não vai bem. Falcão despreza a ditadura dos números – e, nesse sentido, estou com ele. Muitas vezes, o resultado de uma partida não reflete o comportamento do time. Ora, joga mal e ganha; ora, joga bem e perde. Esse, aliás, é o sal do futebol.

É fato, também,, que não tenho visto o Inter jogar bem. Pelo menos, não no nível em que seu elenco possibilitaria.

O certo é que esta é a hora de o Coritiba provar que está em campo para ser protagonista e o Inter de se impor de uma vez como um dos sérios postulantes ao título.

ATLÉTICOS NA ÁREA

O Galo, sob o comando ajuizado de Dorival Jr., mais mineiro que paulista naquele seu jeitão conciliatório, em que a esperteza se dissimula em recato, recebe em Sete Lagoas, o seu xará goiano.

Sem ter um time de cintilantes estrelas, o Atlético Mineiro vem cumprindo excelente campanha, guardando a quarta posição do Brasileirão. Não é pouco, apesar de o campeonato estar no início, apenas.
Mas, o seu xará cumpre percurso inesperado neste Brasileirão: vem de uma goleada estupenda sobre o Ceará, e se segura ali na oitava posição, sob a regência do sempre ligado PC Gusmão.

Por jogar em casa e ter um elenco mais qualificado, o Galo é favorito.

FIGUEIRA E FURACÃO

O Figueirense vai bem, obrigado. Ocupa a sexta colocação, joga em casa e pega um Furacão que sopra uma brisa amena lá nos finais da tabela.

Nenhum dos dois é, pra valer, um candidato à faixa de campeão, a não ser que ocorra daqui pra frente uma grande reviravolta no Brasileirão, o que é sempre possível, mas improvável.

Diante desse cenário, e dependendo dos demais resultados, é bem possível o Figueira, por exemplo, ascender ao G-4, por que não?

CHEIRO DE ITAQUERÃO

Começa a cheirar muito mal o Itaquerão que ainda nem saiu do papel e já está eleito como o estádio para a abertura da Copa do Mundo, em 2014. E não são os eventuais gases  exalados pelas tubulações subterrâneas do terreno destinado ao seu soerguimento.

Falo desse projeto que corre na Câmara Municipal de São Paulo, isentando o estádio, seus construtores e o Corinthians, de impostos no valor de mais de quatrocentos milhões de reais.

Meu amigo paulistano, é o seu, o meu, o de todos nós que será destinado a uma aventura que deveria se restringir à iniciativa privada – o Corinthians e a empreiteira. A mais ninguém, a não ser possíveis patrocinadores particulares.

Sou capaz de apostar que essa quantia é o equivalente ao custo real da empreitada. O resto – mais de o dobro -, será repartido equanimente entre os demais interessados, não tenha dúvida.

É por esses absurdos, mais ou menos recorrentes há séculos, que não temos escolas suficientes, hospitais, postos de saúde, asfalto decente, moradias adequadas e tudo o mais.

Nada contra a construção do Itaquerão, que ele venha a ser a sede da abertura da Copa e sirva ao Corinthians pelo resto da vida, além de melhorar a vida dos moradores da região.. Mas, sim, que isso seja feito com o dinheiro privado, não com o dinheiro público, como, aliás, foi prometido desde o início das gestões.

Charge do iG Esporte

Charge do iG Esporte

Notas relacionadas:

  1. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 13 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 17:25

AS CONTAS DO BRASILEIRÃO

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Pegue-se como exemplo os quatro primeiros colocados do Brasileirão, aqueles que, neste exato momento, seriam os indicados para a Libertadores do próximo ano, ao lado do Vasco, campeão da Copa do Brasil.

Nem o líder São Paulo, com seus números exuberantes – quatro vitórias consecutivas, sete gols marcados e apenas um sofrido – apresentou até agora um futebol empolgante. Sua melhor partida foi contra o Grêmio, na última rodada, mas nada que o amigo visse e sentenciasse – ah, esse ninguém segura!

Que dirá de Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro.

Mas, é inegável que todos são bons times, uns, mais técnicos; outros, mais cascudos. Alguns, com jogadores de alta classe, poucos, porém, para os padrões da história brasileira escrita nos gramados onde a bola rola.

Esse, porém, não é o caso em pauta, aqui e agora.

Quero me fixar nos números, que dão aos quatro vantagens sobre os demais candidatos, alguns deles com elencos que sugerem muito mais do que obtiveram até agora, tipo Flamengo, Fluminense, Inter e Cruzeiro, por exemplo. Vantagens mínimas, é verdade, sobretudo, se olharmos para o horizonte do Brasileirão que se estende por mais de trinta rodadas.

Mas, é aqui que vale uma reflexão. Tanto Luxemburgo, quanto Muricy, dois campeões em conquistas de Brasileirões, chegaram a tais recordes baseando sua estratégia nesta simples equação: em campeonatos de pontos corridos, lá e cá, cada jogo é uma decisão.

Sim, porque um pontinho obtido aqui, no começo das ações, quando o pessoal está meio distraído, pode significar a diferença, lá na frente, entre o campeão e o vice.

Mas, o amigo dirá que isso não é uma verdade absoluta, e logo sacará da memória aquele arranque espetacular do Flamengo na fase final de campeonato recente.

Tá certo: há exceções. Mesmo porque o Brasileirão, diferentemente dos demais campeonatos nacionais por esse mundão afora, tem sempre um número muito maior de clubes chamados grandes, candidatos naturais ao título, do começo ao fim.

Além do mais, há essa traiçoeira janela do meio do ano, quando, dependendo de quem sai ou entra por ela, pode alterar de vez o cenário armado nos primeiros meses de disputa.

Enfim, o que quero dizer com toda essa prosopopeia é que, como não temos por aqui um Barcelona ou um Manchester United, a ideia de uma progressão aritmética estará sempre ameaçada pelo caos das súbitas transformações desta ou daquela equipe.

A DIAGONAL

Um amável bloguista me pede lá embaixo que explique melhor essa história da Diagonal de Flávio Costa, citada em poste anterior.

Diz o leitor que, embora já bem vivido, nunca tinha ouvido falar nesse sistema denominado de Diagonal pelo saudoso técnico do Flamengo, do Vasco, da Seleção Brasileira, e de tantos outros times, nas décadas de 30,40 e 50.

Tenho aqui, na estante ao lado, um livrinho precioso que me foi presenteado pelo inesquecível jornalista Álvaro Paes Leme décadas atrás: A Evolução da Táctica no Futebol – WM, de Cândido de Oliveira, jornalista, escritor e técnico do Sporting e da Seleção Portuguesa nos anos 30/40, fundador da mais tradicional publicação esportiva de seu país, A Bola.

Nesse livro, Cândido de Oliveira (não confundir com o linguista famoso) conta como as táticas no futebol evoluíram das verdadeiras peladas inglesas do final do século XIX até o WM de Herbert Chapman, o formato mais perfeito para ocupar todos os espaços do retângulo gramado do jogo: três zagueiros (dois laterais e um central), dois médios de apoio, dois meias de ligação e três atacantes (dois pontas e um centroavante), implantado a partir de 1925 no Arsenal.

Por aqui, continuamos a jogar no sistema clássico – dois zagueiros (o stopper e o back, em que o primeiro saía para dar combate ao atacante e o outro ficava na espera), três médios, sendo que o centromédio, também chamado de Eixo, era a figura central da equipe, e cinco atacantes.

Pois bem, o WM só foi bater por aqui mais de uma década depois de sua implantação na Inglaterra e no continente europeu. Quem o trouxe foi um austro-húngaro chamado Dori Kruschner, contratado a peso de ouro pelo Flamengo.

Kruschner penou para fazer a turma entender como a coisa funcionava, mas, seu auxiliar, na época, Flávio Costa, um ex-médio violento como revela seu apelido de Alicate, pegou o pião na unha.

Fez uma pequena variação no esquema WM e o batizou de Diagonal, que pegou por aqui como um rastilho. E, no que consistia essa variação? Simplesmente, deformou o quadrado mágico de Chapman (dois apoiadores e dois meias), passando a jogar com um dos apoiadores um pouco mais recuado, outro, mais avançado, um  mais atrás, que deu origem ao meia-armador, e outro mais avançado, que resultou mais tarde no meia ponta-de-lança. Desenhou-se então uma diagonal no alinhamento dos médios e dos meias.

Como a crônica esportiva brasileira, sempre muito atrasada em relação às mudanças táticas, seguia escalando as equipes no sistema clássico – dois beques, três médios e cinco atacantes –, a diferença se percebia pelas características do apoiador ou volante, fosse pela esquerda, fosse pela direita.

Por exemplo, no Vasco, Expresso da Vitória dos anos 40, Eli era o apoiador, Danilo (que no fim de carreira, no Botafogo e América virou quarto zagueiro) o apoiador mais recuado, e Jorge o lateral-esquerdo, marcador do ponta-direita adversário.

Já no Flamengo, era o inverso: Biguá marcava o ponta-esquerda, Bria atuava um pouco mais atrás de Jaime, que passava a ser o volante mais ofensivo.

Na época, um rico cartola vascaíno, deslumbrado pela invenção, resolveu bancar a ida de Flávio Costa a Portugal para uma série de palestras sobre seu novo sistema revolucionário E o que recebeu de volta foi apenas o ceticismo de todos, sobretudo de Cândido de Oliveira, que definiu a Diagonal como apenas uma pequena e irrelevante variação do WM de Chapman.

Aqui, porém, a Diagonal reinou até fins dos anos 50, quando surgiu a figura do quarto-zagueiro (quarto porque foi o último defensor a juntar-se à linha de três zagueiros do WM) e, consequentemente, o sistema 4-2-4, que, de fato, era já um 4-3-3. Mas, essa é uma outra história que fica para uma outra vez.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. BRASILEIRÃO DE RESULTADOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

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O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira | 18:25

ENTRE A CAUTELA E A OUSADIA

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O Brasil entra contra a Holanda, no amistoso do Serra Dourada, amanhã à tarde, com uma formação pautada entre a cautela e a ousadia. A cautela se impõe pela presença de três volantes – Lucas Leiva, Ramires e Elano. A ousadia, pela escalação de um trio ofensivo – Robinho, Fred e Neymar.

Pelo menos, foi o que sugeriu o coletivo de hoje, embora não me surpreendesse se o time brasileiro começasse já com Anderson no lugar de Robinho, que, de fato, não seria verdadeiramente um atacante, mas meia de ligação entre a linha média e o ataque.

Não é a minha formação preferencial, embora seja ajuizado utilizar os santistas Elano e Neymar, mais Robinho, que até outro dia estava na Vila, em nome de um melhor entrosamento para uma equipe com tão pouco tempo de ajuste.

A meu ver, valeria mais à pena Mano tentar uma formação escalonada a partir do meio de campo. Digamos, Lucas Leiva, Ramires, Anderson, Lucas ou Robinho; Fred e Neymar. No segundo tempo, sai Fred, entra Lucas, avançando Robinho.

Isso tudo, claro, em tese. Lá no campo, a história é outra. Ou não.

De qualquer forma, a Holanda, mesmo sem Sneijder, vem aí com um trio de frente pra ficarmos de olho dobrado: Kuyt, Van Persie e Robben, esse extraordinário canhoto que só não está há anos no topo da lista dos melhores do mundo porque passa mais tempo na enfermaria do que em campo.

Jogo bom de se ver.

CLÁSSICOS BRASILEIROS

Na rodada deste fim de semana, dois clássicos nacionais assomam a cena: Flu e Cruzeiro, amanhã, e Flamengo versus Corinthians, no domingo.

O Cruzeiro começou o Brasileirão tropeçando no placar. Mas, no jogo da bola rolada, no geral, foi tão fluente como no início da temporada. Chegará ao Engenhão desfalcado do goleirão Fábio e do volante Henrique. E, se Fábio tem sido um bastião na meta azul, Henrique tem substituto à altura – Fabrício, titular até se machucar e levar um tempão no estaleiro.

Já o Flu não terá Fred, mas, obviamente, Rafael Moura ocupará seu lugar. Tecnicamente, há um abismo entre ambos. A diferença é que a técnica também depende do físico, e, nesse quesito, Fred está pisando na bola. Já Rafael Moura exala energia por todos os poros.

O mais importante, porém, para o Tricolor carioca, é que Deco parece ter finalmente recuperado sua melhor forma. Jogou muito na rodada anterior, e, dizem, matou a pau no coletivo final. Se Conca voltar a jogar como na temporada passada, então, esse jogo vai pegar fogo.

No clássico das duas maiores torcidas do Brasil, festa de despedida para Petikovic, o Flamengo sai na frente, em teoria. Primeiro, porque joga em casa. Segundo, porque tem mais time do que o Corinthians, neste exato momento. E, por fim, com Pet em campo, mesmo sem jogar há muito tempo, não deverá sentir tanto a ausência de Thiago Neves.

Além do mais, Ronaldinho Gaúcho, se continua muito distante daquele melhor do mundo dos tempos do Barça, dá sinais de progressão na busca de um futebol mais condizente com suas reais possibilidades.

Quanto ao Corinthians, o retorno de Jorge Henrique como titular, ao lado de Danilo, na armação do meio de campo, é sempre uma boa expectativa de que Liedson e William recebam as bolas certas, no lugar certo, na hora certa.

Expectativa maior, porém, fica em torno da presença do Xeique Emerson no banco. Quem sabe, entrando, né? Pode ser.

Contudo, apesar do favoritismo rubro-negro, é sempre um clássico. E, como tal…

Notas relacionadas:

  1. AH, FLU…
  2. DIEGO MAURÍCIO, UFA!
  3. ROGÉRIO, NOTA 100
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 29 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 21:51

EMPATES E EMPATES, VITÓRIAS E VITÓRIAS

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Reza a cartilha do Brasileirão que é sempre bom negócio ganhar em casa e empatar fora. Nem sempre, nem sempre… Há empates e empates fora, assim como vitórias e vitórias em casa.

Por exemplo, esse empate do Flamengo com o Bahia, em Salvador, certamente não foi bom negócio para o Rubro-Negro. Não apenas porque vencia por 3 a 2, de virada, e, mesmo com um jogador a mais, permitiu o empate, o que sempre deixa um gosto amargo na boca do time e dos torcedores. Mas, sobretudo, porque, no jogo da estratégia ao longo do campeonato, se há um time a ser vencido agora pelos eventuais candidatos ao título como o Fla, esse é o Bahia, recém-chegado à Série A e ainda em fase de formação, como declara seu técnico Renê Simões.

Mais à frente, com o time organizado e aquela torcida delirante do Pituaçu, o Bahia, aí, sim, vai ser parada dura.

Já o empate do Palmeiras em Sete Lagoas contra o Cruzeiro, um dos sérios postulantes ao titulo, apesar do início trôpego, esse, sim, pode ser celebrado como um feito pelo Verdão. Principalmente, pela forma com que atuou, equiparando-se, na maior parte do jogo, com o Cruzeiro, tecnicamente, superior, mas que só foi apertar mesmo o adversário no finalzinho da partida, e ali esbarrou em São Marcos.

Assim como há vitórias e vitórias em casa. A do Corinthians sobre o mistão do Coritiba, por 2 a 0, em Araraquara, transmite mais preocupação do que desejo de comemorar. Resumindo: ganhou, mas, não convenceu.

Já a vitória por 3 a 0 do Expressinho do Vasco contra o América mineiro só anima mais a tropa do Almirante, cuja luneta está assestada para a outra frente de batalha decisiva, a da Copa do Brasil, com o Coritiba.

Por outro lado, Grêmio e Flu ganharam seus respectivos jogos na casa do inimigo.

O Grêmio, desfalcado de sete titulares, conseguiu sair da Arena da Baixada com a vitória por 1 a 0, agradecendo ao zagueiro do Atlético PR, Rafael Santos, pelo bizarro gol contra.

E o Flu, em bela exibição de Deco, finalmente, bateu o Atlético GO, no Serra Dourada. Mas, também, não mostrou um futebol digno de seu elenco.

Notas relacionadas:

  1. MISTURANDO AS ESTAÇÕES
  2. O POSSÍVEL E O PROVÁVEL
  3. E COMEÇA A SARABANDA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

segunda-feira, 23 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 17:02

DOIS PRA CÁ, DOIS PRA LÁ

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O Santos, que descansou o time principal neste fim de semana com os olhos postos no jogo com o Cerro Porteño, pelas semifinais da Libertadores, está em vias de anunciar oficialmente a contratação do centroavante Borges do Grêmio.

O cara certo no lugar certo, pois Borges é daqueles centroavantes que sabem jogar, não apenas marcar gols. Seu estilo encaixa-se, pois, perfeitamente ao da  molecada da Vila, que prima pelo toque de bola e ligeireza nas ações. Será o reforço de que tanto carece o Peixe, desde a saída de André, incluindo a chegada de Keirrison, sobre a qual depositei muitas esperanças, em vão.

Já o Flamengo finaliza as negociações com o São Paulo para levar o lateral-esquerdo Júnior César. Embora Egídio tenha jogado bem na goleada sobre o misto do Avaí, no sábado, essa é uma posição em aberto na Gávea. Luxa já experimentou por ali Renato Abreu, Ronaldo Angelim, Egídio, sei lá quan tos mais, sem os resultados esperados. Júnior César me parece o nome certo.

No Corinthians, que segue na espera de contar um dia com o Imperador, desembarcou Emerson Xeique, um avante incisivo e de boa técnica, de excelente participação no Flamengo, mas, de pouca utilidade no Fluminense, em razão das recorrentes contusões de que foi vítima durante as duas últimas temporadas. Se conseguir dar a volta por cima nas lesões intermitentes e entrar em forma, por certo, será ótimo substituto de Dentinho, que já se foi.

Ah, sim, e Alex, extraordinário reforço. Mas, o craque, por razões burocráticas, só entrará em ação depois da janela do meio do ano. Uma pena.

Por falar em Flu, as Laranjeiras na festa da esperança, só aguarda a chegada do messias – o técnico Abel Braga -, enquanto o Vasco torce para que Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos de São Januário, volte rap idamente.

Como Ricardo Gomes vai encaixá-lo num time que já tem, do meio de campo pra frente, Bernardo, Felipe, Alecssandro, Diego Souza e Eder Luís, não faço ideia, mas, num campeonato longo e exaustivo como o Brasileirão, é sempre melhor pecar por excesso do que por escassez.

No São Paulo, é só desova. Partiram Marcelinho Paraíba, Cleber Santana, agora Júnior César. E o grande contratado repousará ainda por um bom tempo na enfermaria – Luís Fabiano. A vantagem é que o São Paulo está aproveitando bem a garotada da base, embora sofra da carência crônica de um meia-armador, sobretudo com a prolongada ausência de Lucas, que cumpre parte dessas funções, durante a disputa da Copa América.

O Grêmio, de sua parte, fala no repatriamento de Gilberto Silva, o veterano herói brasileiro da Copa de 2002, mas que, há muito, deixou de ser aquele volante versátil dos bons tempos. Quem sabe, n ?

Enfim, na dança das contratações, que ganhará um compasso de batucada no meio do ano, a coisa caminha em ritmo de bolero – dois pra cá, dois pra lá.

MARADONA E O DOPING

Maradona disparou sua metralhadora giratória e atingiu não só o presidente da AFA, Julio Grondona, como todos os jogadores e comissão técnica da Seleção Argentina que participaram das Eliminatórias da Copa de 94.

Disse que todo mundo participou da festa da bolinha no café veloz servido antes do jogo com a Austrália. E que Grondona não apenas sabia como estimulou o golpe, garantindo que não haveria exame antidoping depois do jogo que levou os argentinos à Copa dos EUA.

Alguém aí se surpreende?

O RECORDE DO MURRUGA

Cristiano Ronaldo, convenhamos, é um portento. Já foi eleito o melhor do mundo e perdeu o cetro para Messi nos últimos dois anos. Mas, não deixou de ser aquele craque decisivo que já havia sido no futebol português e no Manchester United.

Hábil, veloz, capaz de se mover com naturalidade tanto na esquerda quanto na direita ou pelo meio, dribla fácil, bate forte e certeiro com ambas as pernas, além de ser emérito cobrador de faltas e cabeceador  implacável, graças à excelente estatura e impulsão.

Pois, o murruga bateu mais um recorde neste fim de semana. Com 40 gols no Campeonato Espanhol, acaba de se sagrar o maior artilheiro na história desse centenário torneio, por onde atuaram muitos dos maiores atacantes que o mundo já viu, de Di Stefano a Ronaldo Fenômeno, passando por Cruyjff, Romário e cia. bela.

É pra se dançar o vira, regado a vinho verde, oh pá!

Notas relacionadas:

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  2. E SILAS CAIU. QUAL A NOVIDADE?
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 21:36

TRIO DE FERRO E A SURPRESA

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O domingo do Brasileirão foi do Trio de Ferro, que saiu de campo vitorioso. E olhe que só o Palmeiras, dos três, jogou em casa. Quer dizer, mais ou menos, pois o Palestra está no chão e o Pacaembu ou a Arena de Barueri interditados para o Verdão que teve de receber o Botafogo em Rio Preto.

Dentro de suas limitações, o Palmeiras fez o que podia e um pouco mais. Isto é: defendeu-se bem, como de hábito, e ainda criou mais chances do que o Botafogo, culminando com um golaço de Kleber, o Gladiador.

Já no Olímpico, o jogo rolou em banho-maria durante todo o primeiro tempo, e bastou o Grêmio abrir o placar, na cobrança de pênalti de Castán no menino Leandro (o beque atirou seu corpo contra o do atacante) para o Corinthians despertar.

Três minutos depois, Ramires atira e Neuton salva sobre a risca. Em seguida, pênalti de Lúcio em Liedson, que Chicão converte. O Grêmio, como resposta, passa a trabalhar a bola melhor até que Liedson colhe aquele sensacional chicote na área: 2 a 1.

A partir daí, deu pane na defesa do Grêmio e o Corinthians, mesmo sem ser espetacular, poderia ter ampliado o placar.

Por fim, em São Januário, o São Paulo conquistou uma bela vitória sobre o atual campeão brasileiro, o Fluminense, por 2 a 0. E olhe que poderia ter sido de mais, pois, no segundo tempo, o Tricolor paulista foi um aço, com Casemiro apoiando aquela dupla de atacantes, lisos feito quiabo – Dagoberto e Lucas.

Vitória para aliviar a atmosfera pesada do Morumbi e para ainda mais acentuar o mal-estar nas Laranjeiras, onde já se começa a esperar Abel Braga como um verdadeiro messias.

De resto, a surpresa da derrota do Cruzeiro para o Figueirense, por 1 a 0, embora as oportunidades de gol desperdiçadas pela Raposa foram suficientes para não abalar as esperanças azuis.

E a suspeita plantada na Arena do Jacaré de que o Bahia não chegou para ficar, além da certeza de que o verdadeiro Coritiba ainda não estreou.

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Campeonato Brasileiro | 00:02

ENFIM, O BRILHO DE RONALDINHO

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O trem sem freio voltou aos trilhos e desembestou em Macaé, na estreia do Flamengo no Brasileirão, diante de um Avaí muito desfalcado, pois, de olho nas semifinais da Copa do Brasil: 4 a 0, com direito a lances que lembraram aquele Ronaldinho Gaúcho do nosso imaginário. Fez um golaço, deu uma assistência refinada para Diego Maurício fechar a goleada, além de outros tantos babados.

Era do que precisava o Flamengo, nesta quadra de sua vida, quando está no limiar entre fazer história, ou cair no lugar-comum.

INTER NO LUGAR-COMUM

Falando em lugar-comum, esse foi o traço básico do clássico na Vila, entre Santos e Inter, que terminou empatado por 1 a 1, gols de Keirrison, de pênalti, e Zé Roberto.

Isso vale, sobretudo, para o Inter, que foi à Vila sem d’Alessandro, é verdade, mas com praticamente toda a sua equipe titular para enfrentar os reservas do Santos, do técnico ao ponta-esquerda.

O Peixe, nessas condições, apelou para o formato com três zagueiros de área e dois volantes, o que lhe retirou força ofensiva, resumida às escaladas de Alex Sandro pela esquerda, em combinações com Thiago Alves e, depois, Richelly, estreante.

Assim, o Inter assumiu o controle do meio de campo, com Oscar movendo-se muito, mas não ousou um milímetro além do convencional, o que deu ao jogo um tom de equilíbrio inesperado nessas circunstâncias.

Pela cartilha do futebol, empatar fora de casa é bom resultado. Mas, este empate na Vila, para o Inter, foi péssimo negócio, pois, no jogo do Beira-Rio, terá de enfrentar aquele outro Santos, o de Neymar, Ganso e cia. bela.

BERNARDO É O NOME

Já Ceará e Vasco, ambos envolvidos nas semifinais da Copa do Brasil, bateram ficha no Presidente Vargas: reservas versus reservas.

Embora o Ceará equilibrasse as ações no primeiro tempo, e abrisse o placar já no segundo, acabou sucumbindo ao talento de Bernardo, autor de dois gols – um deles, coisa de cinema -, com Jefferson, em golaço, encerrar o placar que anima o Almirante nessa longa circunavegação pelo planeta bola em verde e amarelo.

FESTA DO MAGNATA

Por fim, no confronto dos dois Atléticos, deu o mineiro, embora desfalcado de vários titulares, machucados ou suspensos. Em compensação, pôde estrear Guilherme, ex-Cruzeiro, atacante de muitos recursos, mas, que não aguentou até o fim.

O Galo, porém, como vem ocorrendo nos últimos tempos, nem precisava tanto assim do jovem Guilherme, pois o velho Magnata lá estava em campo, celebrando dois dos três gols de seu time.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. RODADA COM AR NOSTÁLGICO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 21 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

E COMEÇA A SARABANDA

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Daqui a pouco, a turma já começa a entrar em campo de olho no título nacional. E é bom sempre lembrar que, nesse sistema de dois turnos e pontos corridos, cada jogo é decisivo, do primeiro ao último.

Mas, nosso calendário capenga impede que assim seja visto pelos clubes, sobretudo aqueles empenhados em outras frentes de batalha, tipo Libertadores e Copa do Brasil. Estes – Santos, Coritiba, Avaí, Vasco e Ceará – só vão poder encarar o Brasileirão pra valer mais adiante. Acrescente-se a isso, a janela do meio do ano e a disputa da Copa América, que, durante um mês desfalcará a nata dos jogadores que atuam por aqui.

O Santos, campeão paulista, por exemplo, deverá ficar sem seu trio de ouro – Elano, Neymar e Ganso – e já recebe neste sábado o poderoso Inter de Falcão, campeão gaúcho, com praticamente um time reserva, o que certamente cria um desequilíbrio nessa disputa.

Ceará e Vasco estão no mesmo barco da Copa do Brasil, e, se um deles leva vantagem nesta rodada inicial do Brasileirão, certamente, é o Ceará, que joga em casa, sob delirante torcida.

Já o Flamengo tem tudo a seu favor, no confronto com o Avaí, que vai a Macaé todo desfalcado: camisa, torcida, Ronaldinho Gaúcho, que, se não atingiu ainda o patamar técnico esperado, é sempre um craque, Thiago Neves, mais animado ainda pela convocação de Mano, e cia bela.

E, no embate dos dois Atléticos, o Galo é favorito diante do Furacão, não só pelo fator campo, mas, também, porque me parece mais bem acertado.

No domingo, Palmeiras e Botafogo fazem um clássico nacional em São José do Rio Preto, onde tudo pode acontecer. Principalmente, um empate tedioso, já que o Verdão, desfalcado de Valdívia e Lincoln, pouco pode oferecer além de uma defesa sólida, enquanto o Bota, como sempre, nos últimos tempos, aposta todas as fichas no ídolo Loco Abreu.

Jogo mais sugestivo se prenunciava o do Couto Pereira, onde o Coritiba, depois do espetacular início de temporada, insinua-se como uma das surpresas do Brasileirão, diante do Atlético GO, campeão goiano e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, o Coxa, pelo visto, também entrará em campo poupando vários titulares.

Grêmio e Corinthians, no Olímpico, está mais para o Tricolor, pois o Corinthians acaba de perder Dentinho e Bruno César, e ainda não conseguiu suprir essas ausências. O diabo é que o Grêmio também não conseguiu se reaprumar depois da fraca campanha na Libertadores.

No outro clássico nacional, o dos Tricolores carioca e paulista, o Flu, que quebrou todas as expectativas até aqui na temporada, recebe um São Paulo abalado por tantas trapalhadas de sua diretoria que culminaram com a péssima notícia da cirurgia em Luís Fabiano, que deixará a grande esperança do Morumbi no estaleiro, talvez, pelo campeonato inteiro.

E,mais:  ao liberar o lateral-esquerdo Júnior César para o Fla não só resolve um sério problema na Gávea, como fica sem alternativa para Juan, que, diga-se, ainda não conseguiu reproduzir no São Paulo suas magníficas atuações dos tempos bons do Rubro-Negro.

Por fim, a chance de mais dois mineiros estrearem com o pé direito no Brasileirão neste domingo: o belo time do Cruzeiro, campeão estadual, enfrentando o Figueira, em Floripa, e o redivivo América recebendo o tão festivo Bahia na Arena do Jacaré.

Mas, isso é só o preâmbulo do início. Até o final do torneio, muita água vai rolar, e é impossível prever quem levantará a taça, com tantas alterações previstas.

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