E NADA MUDOU
Então, ficamos assim: depois de tanto tralalá, tudo na mesma na ponta da tabela.
O Vasco, que poderia ganhar uma folga na tabela, empatou com o Corinthians, que pretendia voltar à ponta. Enquanto isso, o São Paulo, que pela quarta vez estava a um passo da liderança, despencou diante do Flamengo, que se emparelhou com o Fluminense, um degrau acima de Palmeiras, que não foi além de um empate em casa, e o Inter, derrotado na Arena pelo Furacão. E um abaixo do Botafogo, que levou de 2 a 0 do Atlético GO, dois gols de Felipe, logo de saída.
Essa tem sido a sina deste Brasileirão, onde o pelotão da frente não se desgruda nem a pau.
Bem que o Vasco tentou, no início, quando pressionou o Corinthians em São Januário e abriu o placar com Dedé, de cabeça. Mas, não demorou muito, Alex empatou.
Jogo animado, Fagner escapa pela direita e acerta as redes que ele defendeu quando menino. Pelo andar da carruagem, a tendência era o Vasco ampliar a contagem logo, logo.
Que nada! No segundo tempo, foi o Corinthians quem passou a jogar melhor, empatou novamente, com Danilo, de cabeça, e deu-se ao luxo de perder duas ou três boas chances com William.
Nem Vasco, nem Corinthians obtiveram o que queriam. Em compensação, não perderam nada.
NA VOLTA DO FABULOSO
Morumbi lotado, torcida delirante, Fabuloso, de volta com a camisa do São Paulo, e Ronaldinho ostentando o manto sagrado rubro-negro.
Se a legião tricolor não pôde celebrar completamente a volta de seu ídolo, quem não tinha nada com isso, mas, que gosta de futebol divertiu-se a valer com o espetáculo proporcionado por São Paulo e Flamengo.
O jogo foi bem disputado, com alternâncias no domínio da bola e dos espaços. E o mais curioso é que tudo se definiu só depois da primeira expulsão, a de Lucas. Pois, foi logo em seguida que o Fla conquistou seu primeiro gol, com Thiago Neves, de cabeça, depois de blitz rubro-negra sobre a área tricolor.
Eis, então, que é a vez de Willians ser expulso, e o São Paulo, de imediato, empata com um tirombaço de Dagoberto de fora da área. E, quando parecia que o Tricolor viraria o jogo, Renato Abreu acerta um disparo de longe, que desvia em Carlinhos Paraíba e paralisa Rogério no contrapé. Logo Rogério, que, a exemplo de Felipe, foi um dos dois maiores destaques da partida.
E Luis Fabiano? Bem, teve participação modesta, o que, aliás, era de se esperar pelas circunstâncias. Mas, se os músculos resistirem, daqui a dois ou três jogos começará a revelar a face do Fabuloso.
ONDE, MINAS?
Nunca a célebre frase do político mineiro – “Minas está onde sempre esteve e de lá não arredará pé!” – esteve tão fora de lugar do que nos campos deste Brasileirão: dois de seus ilustres representantes não conseguem escapar da zona de rebaixamento, e o terceiro caminha, lenta e progressivamente, para esse buraco negro.
Esse não é, decididamente, o lugar de Minas. Mas, que fazer, se o Galo não consegue ir além de um empate por 1 a 1 o Ceará na Arena do Jacaré, e o Cruzeiro, no Olímpico, perde por 2 a 0 para o Grêmio?
Que fazer? Jogar bola, meu. Vamos jogar bola para repor Minas em seu devido lugar, que é lá em cima, cara!
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Arena, Atlético-MG, Atlético-PR, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Vasco