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05/11/2009 - 16:17
O empate foi heróico, pelas circunstâncias, mas o Tricolor somou apenas um ponto e está passível de cair da liderança para um segundo lugar dividido, caso Verdão e Galo vençam seus jogos deste fim-de-semana.
O Atlético joga em casa, é verdade, enquanto o Palmeiras terá de ir ao Maracanã, num Fla-Flu insólito.
O Galo joga sob o apoio maciço de uma nação em festa, mas pega o indigesto Flamengo, que, como ele, luta não apenas por uma vaga na Libertadores como também pelo título.
Já o Palmeiras enfrenta um dos lanternas do campeonato. Mas, um lanterna que vem de cinco rodadas invictas – a última, aquela virada emocionante sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, depois de ter vencido o Galo, em casa.
Como se vê, nem dá para cravar qual o jogo mais favorável, se o do Galo ou o do Verdão. Certo mesmo é que a possível volta de Cleiton Xavier ao meio-campo verde deve conferir a esse nobre setor uma dose extra de qualidade, o que, nesses casos, pode fazer toda a diferença.
É esperar pra ver.
TIMÃO E REFORÇOS
Fala-se em Iarley e Tcheco, além do volante Ralf, do Barueri, como novos reforços para o Corinthians montar seu novo time com vistas à próxima temporada (leia-se Libertadores).
Ralf é jovem ainda e bom de bola, pelo que se pôde ver no atual Brasileirão. Já Tcheco e Iarley entram naquela faixa dos jogadores experientes de que, pelo visto, carece o atual time do Corinthians. Acrescenta-se nessa linha de especulações um nome internacional, como Riquelme, Roberto Carlos e até mesmo Guti (?), do Real Madrid. Riquelme seria uma tacada extraordinária, mas o meia do Boca é um tipo meio arredio, que não parece mais disposto a deixar Buenos Aires, depois da experiência espanhola. E Guti tem raízes tão profundas no Real que duvido que alguém possa erradicá-las. Sequer tem uma marca suficiente para converter em receita corintiana sua eventual contratação. Quanto a Roberto Carlos, só depende da disposição do veterano lateral-esquerdo trocar seu sonho de pendurar as chuteiras na Vila para calçá-las no Parque.
De qualquer forma, o Corinthians está se mexendo, que é o que importa, nestas alturas do campeonato.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Corinthians, Palmeiras
05/11/2009 - 00:15
Se no primeiro tempo o 1 a 1, gols de Rafael e Dagoberto, mais ou menos refletiu o equilíbrio das duas equipes, no segundo, as circunstâncias levaram o São Paulo a celebrar o empate como um grande feito.
Afinal, quando o juiz apitou o encerramento da partida, o Tricolor estava com oito jogadores contra onze. E nem mesmo levou um daqueles sufocos tradicionais – bolas nas traves e tal e cousa e lousa e maripousa.
Assim, acabou sendo um placar até favorável ao Tricolor paulista, embora correndo o risco de perder a liderança para o Verdão, no fechamento da rodada, no fim-de- semana. Sobretudo, porque tudo isso serviu para forjar ainda mais a alma tricolor na disputa pelo título.
AMARELINHA QUE AMARELA
Os meninos da Argentina, alguns como Villalva e Araujo de primeira categoria, venciam, já no segundo tempo, por 2 a 0 a Colômbia, pelo Mundial de 17. Mas, a Colômbia, virou para 3 a 2, com merecimento e dando de lambuja um pênalti convertido e anulado pelo juiz, sob a alegação de que houve invasão.
Confesso que espiei bem o lance e não vi a tal da invasão, antes da cobrança do pênalti.
Aproveito, então, para mandar um recadinho ao meu chapa, grande repórter e âncora da Jovem Pan, Wanderley Nogueira, detrator contumaz dos nossos meninos em favor dos hermanos: pelo visto, a camisa amarela da Colômbia bastou para amarelar os nossos irmãos do sul, como tem acontecido há anos entre os marmanjos.
ALÁ, MEU BOM ALÁ!
O Barça, no seu toque-toque, não conseguiu varar a retranca absoluta do Rubin Kazan, pela Liga dos Campeões.
O técnico adversário montou um ferrolho com onze dentro da sua grande área, e, lá na frente, apenas Alá e Maomé, Seu Profeta, invocados sempre pelo rosário entrelaçados nos dedos. A coisa, com todo respeito, deve funcionar, pois o Barça, apesar do domínio absurdo de bola, coisa de 90 por cento, meteu uma bola no poste, com Ibrahimovic, e desperdiçou, por baixo, mais umas quatro oportunidades claras de abrir a contagem, que se fechou até o final.
Em contrapartida, o Arsenal, a versão inglesa do Barça sem o mesmo resultado, goleou o holandês AZ, em casa, numa exibição de gala de Fabregas, volante que vira meia e vira artilheiro assim como quem está tomando um copo d’água.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Argentina, Arsenal, Barcelona, Grêmio, Liga dos CAmpeões, Mundial Sub-17, São Paulo
04/11/2009 - 00:30
O São Paulo vai ao Olímpico não apenas em busca de uma vitória, mas, sobretudo, atrás de gols suficientes para tirar a vantagem do Palmeiras, nas contas finais da liderança. Até agora, são três gols a mais do Paleiras. No resto, estão rigorosamente empatados.
Como até mesmo essa diferença é pequena, corremos o risco de esse campeonato ser decidido pelo quesito fair-play. Ou seja: ganha quem tiver menos cartões amarelos e vermelhos.
Pelo senso comum, não deve ser sobre o Grêmio, no reino encantado do Tricolor gaúcho, que o Tricolor paulista deverá tirar essa diferença. Ao contrário, se voltar de lá com um empatezinho maneiro já será um alívio.
Mas, pela lógica perversa deste Brasileirão, tudo é possível, até uma goleada, de qualquer dos Tricolores em ação.
Caso estranho
Muito estranho esse caso: Val Baiano, o implacável artilheiro do Barueri, que foi para a geladeira na derrota do seu time para o São Paulo, por causa daquela história mal contada sobre suposta viagem da mala branca, volta já no próximo jogo, juntamente com Renê, outro citado de viés nesse episódio.
Na prática, só o São Paulo levou vantagem em todo o imbroglio.
Liga dos Campeões
Milan e Real fizeram um jogo emocionante e de boa técnica, no San Siro, com destaque para kaká e Marcelo, pelo Real, e de Ronaldinho e Pato, pelo Milan.
Ah, dirá o amigo mais cético, o cara está puxando a sardinha para os brasileiros. Não, nada disso, caso contrário elogiaria também Dida, que pegou algumas bolas difíceis, mas que falhou em vários outros lances.
De fato, os brasileiros citados jogaram bem, e Ronaldinho marcou para o Milan, de pênalti, enquanto Marcelo e Kaká construiram a jogada do gol de rebote de Benzema.
Mas, as melhores jogadas foram realizadas por Pato, que marcou um gol belíssimo anulado inexplicavelmente pelo juiz, que deve ter dado toque, num lance em que o brasileiro carregou a bola claramente com o o peito.
Por seu lado, o Manchester United classificou-se para a próxima fase da liga dos Campeões ao empatar com o CSKa por 3 a 3, numa reação fulminante, depois de estar perdendo por 3 a 1.
Muito desfalcado, o Manchester não se achava em campo até a água bater no queixo. Aí, já pela metade do segundo tempo, encetou a reação que deixou tudo igual e lhe garantiu a vaga.
A turma precisa aprender que inglês e alemão só para de jogar quando o juiz apita o fim da partida. Antes, não, em quaisquer circunstâncias.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional
Tags: Grêmio, Liga dos CAmpeões, São Paulo
02/11/2009 - 16:05

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Os matemáticos fazem e refazem seus cálculos a cada rodada; os astrólogos buscam nos céus uma conjunção de estrelas que lhes aponte para o ungido, aquele destinado a ser campeão; os experts da mídia analisam a tabela, jogo por jogo, e, no fim, só se contradizem, porque os fatos subvertem a lógica mais elementar.
O psicólogo de plantão diria que esse Brasileirão tem os mais fortes traços esquizóides desde que os pontos corridos foram reinstalados nos nossos campos, alternando-se profundas depressões com luminosas euforias.
E o torcedor torce, enquanto exuma fantasmas nos gestos dos juizes contra seus respectivos times, enxergando verdadeiras conspirações por trás do ato individual e humano de cada um, em circunstâncias sempre diversas.
O certo é que o futebol, esse brinquedo dos deuses levado às últimas consequências pelos homens, apesar de toda tecnologia como suporte, teorias e cousa e lousa e maripousa, no fundo, muitas vezes, se resume num drible inesperado, numa cabeçada certeira, num chute fatal, numa defesa espetacular do goleiro, na falha deste ou daquele beque, no pênalti marcado ou não pelo juiz, na sinalização infeliz de um impedimento pelo bandeirinha, enfim, essa soma de detalhes aleatórios ou não que fazem o sal do jogo.
Claro que uma equipe composta por jogadores de técnica superior, bem preparada física, tática e psicologicamente, terá sempre mais possibilidade de vencer outra, inferior nesses quesitos.
Ainda mais se incorporar a esses valores tradição, torcida imensa, gerenciamento administrativo adequado, grana etc.
Apesar disso, a zebrinha sempre estará espiando uma brecha, atrás da meta, para partir em desabalada carreira campo adentro.
A vantagem do sistema de disputa por pontos corridos é a de que, raramente, esse bicho entra em cena na hora de um time levantar a taça. Quase sempre, o melhor, na média do campeonato, vence.
O diabo, na atual competição nacional, é que a diferença técnica entre os primeiros e os últimos é muito pequena, quase insignificante. Dá-se, então, que qualquer previsão está, de saída, prejudicada pela imponderabilidade presente em qualquer confronto, independentemente se seja a disputa entre os candidatos ao título, ou destes contra os ameaçados de rebaixamento, em casa ou fora.
Tivéssemos por aí um Santos de Pelé, um Cruzeiro de Tostão, um Inter de Falcão, um Flamengo de Zico, um Botafogo de Garrincha, Didi e Nilton Santos, um Palmeiras de Ademir da Guia, enfim, um desses timaços da história, não há dúvida de que dispararia na ponta.
Mas, não temos. São todos mais ou menos do mesmo nível.
Logo, o negócio é continuar esquentando as calculadoras e perscrutando as estrelas para tentarmos achar um sinal do escolhido.
Feliz ou infelizmente, essa é a lógica deste Brasileirão, tão pobre tecnicamente, mas tão intenso em expectativas.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Ademir da Guia, Didi, Nilton Santos, Palmeiras, Pelé, São Paulo
01/11/2009 - 18:45
O Verdão segue perdendo a gordura, mas não a pose: continua líder, agora ao lado do Tricolor em pontos ganhos, mas leva vantagem pela melhor artilharia.
E, se perdeu mais dois quilinhos diante do Corinthians, ganhou uma tonelada de confiança, depois do empate heroico, alcançado no último minuto, com um jogador a menos desde o primeiro tempo.
Aliás, ninguém menos do que o goleirão Marcos, que cometeu pênalti em Jorge Henrique, convertido por Ronaldo, o artilheiro do jogo, com dois gols. O segundo, passe de Defederico, autor também da enfiada para Jorge Henrique no lance do pênalti.
Por falar em Defederico, sou obrigado a falar de outro gringo – Figueroa -, que levantou aquelas duas bolas fatais aproveitadas pela zaga palmeirense – Danilo e Maurício, de cabeça, ambos.
No jogo jogado, o Corinthians foi ligeiramente superior ao Palmeiras, que começou com três zagueiros e, no intervalo apelo para o “romantismo” de um atacante, Marquinhos, no lugar de um becão, Marcão. É um daqueles casos em que o dminutivo vale mais do que o aumentativo.
Já o grande perdedor, dentre os fortes candidatos ao topo da tabela, foi o Inter, que, no Beira-Rio, perdeu para o Botafogo, por 1 a 0, gol de falta do zagueiro Juninho. Pra quem quer disputar o título,uma tragédia.
O mais incrível, porém, aconteceria no Mineirão. O Cruzeiro, que vinha comendo pelas beiradas, deu um baile no Fluminense, no primeiro tempo: fez 2 a 0, jogou fora um pênalti e desperdiçou mais tr~es chances claras de emplacar uma goleada.
Mas, no segundo, com as entradas de Tartá e Digão, o Flu transfigurou-se, tomou conta da bola, sob o comando de Conca, talentoso e inesgotável, e virou tudo de ponta-cabeça. Final: 3 a 2, com direito a dois gols do ex-cruzeirense Fred, que, comovido pela recepção da torcida adversária, não quis sequer celebrar seus feitos em campo.
Um jogo de tirar o fôleg0… e o lugar na G-4 que o Cruzeiro havia conquistado nos primeiros 45 minutos de partida.
Mas, nada está perdido para nenhum deles, por enquanto.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Corinthians, Danilo, Figueroa, Jorge Henrique, Marcos, Maurício, Palmeiras, Ronaldo
31/10/2009 - 21:49

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São Paulo e Flamengo, dois dos mais fortes concorrentes ao título e a vaga na Libertadores, foram os grandes vencedores deste sábado, embora ambos praticassem um futebol bem abaixo do possível. Mas. nessa quadra do campeonato, onde os nervos tolhem a imaginação e desviam os passes, isso é natural.
No Morumbi, o Tricolor, que saltou momentaneamente para a liderança, bateu o Barueri por 1 a 0 – e até poderia ampliar esse placar com Washington e Dagoberto -, gol de Jorge Wagner, na sequencia de cobrança de falta por Hernanes. Mas, foi dominado pelo adversário a maior parte do jogo.
Mais ou menos o que aconteceu com o Flamengo, num Maracanã em festa, contra o Santos. Léo Moura levantou e Adriano, de cabeça, finalizou, o mesmo Adriano que ainda meteu uma bola na trave.
Em contrapartida, o menino Ganso cobrou dois pênaltis aparados por Bruno, o que não é pouco, convenhamos.
Agora, resta torcer para que o Corinhians se agigante contra o Palmeiras, em Presidente Prudente, que o Goiás ressurja no Serra Dourada frente ao Galo, que o Inter tropece no Beira-Rio contra o Botafogo e que o Flu apronte no Mineirão sobre o Cruzeiro.
Haja torcida, pois apenas o clássico paulista tem um grau de imprevisibilidade capaz de contrair o coração do torcedor. Mais pela força da tradição do que pela capacidade atual de Corinthians e Palmeiras.
Mesmo porque o Verdão parece ter reacendido a centelha de campeão com a goleada da última rodada.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Flamengo, São Paulo
30/10/2009 - 14:00
“Poeirá/ Ô, ô/ Poeirá/ Eu caí, sacudi/ Poeirá”. Esse é um dos arquétipos do samba de roda, matriz de nossa maior e mais lídima expressão musical – o samba.
Pois, foi o que fez o Palmeiras, ao golear o Goiás e resgatar a liderança do Brasileirão: depois de uma sequência de insucessos, quando apertado sob o último nó, o Palestra ressurgiu.
Mas, não tentem jogar poeira nos nossos olhos, para conferir outros valores à vitória espetacular, que ninguém nasceu ontem, nem acreditamos no poder mágico da heroína dos quadrinhos, Jane, clone da clássica Alice do País das Maravilhas, que rezava a quadrinha da infância – “Areia da grossa/ Areia da fina/ Areia me faça ficar pequenina” – para adentrar um mundo de fantasia.
Refiro-me a esse discurso canhestro do técnico Muricy e de alguns jogadores palestrinos, segundo o qual, o Palmeiras vinha praticando um futebol “romântico”, “bonito”, e só perdia. Quando mudou o braço da viola, goleou.
Que conversa é essa? O Palmeiras só jogou bonito e venceu naquele breve período em que o modesto, mas inteligente, Jorginho assumiu interinamente o comando do time, entre Luxa e Muricy, dois autênticos astros do ofício. Foi a série de sete jogos invictos (seis vitórias e um empate) que não só levou o Palmeiras à liderança como abriu vantagem para o seu sucessor tocar o barco sem maiores esforços.
Depois disso, o Verdão passou a jogar o tal futebol pragmático, feio, mais preocupado em se defender do que em atacar, com os becões esticando a bola ao ataque, e começou, progressivamente, a perder a gordura acumulada, até chegar quase no mano-a-mano com os demais pretendentes ao título. E, quando ganhou, ganhou jogando mal. Isto é fato, não papo de artista.
Muricy, por quem tenho uma admiração especial, seja como ex-jogador – excepcional -, seja como técnico – um vencedor como poucos – , seja como pessoa – parceiro e gente fina -, melhor faria se assumisse claramente sua vocação irrefreável para a retranca do que tentar jogar poeira em nossos olhos. Não porque isso possa afetar sua brilhante carreira, cujos resultados são incontestáveis: um vice e três – quem sabe, quatro – títulos nacionais, afora todos os estaduais. Mas, porque ele é um paradigma na atual fase do futebol brasileiro, que tanto carece de sair dessa mesmice e almejar algo superior.
Mesmo porque o maior patrimônio de Muricy é a honestidade, além da capacidade de armar seu time de acordo com as suas reais convicções.
Só o que peço é transparência. Não aquela poeira que esconde a realidade.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Goiás, Muricy Ramalho, Palestra, Palmeiras
29/10/2009 - 23:08
Parodiando o grito da galera tricolor, o líder está de volta, em grande estilo, garota.
Mais do que os 4 a 0 sobre o Goiás, no Palestra Itália, e a recuperação da liderança do Brasileirão, o Palmeiras resgatou a confiança ao jogar bem. Isto é: jogou com autoridade, cuidando da defesa, que é de lei, mas buscando o resultado com fé e capacidade.
E, no centro de tudo, a figura, às vezes cômica, às vezes trágica, de Obina, autor dos três gols e de um passe genial de calcanhar para o gol de Sacconi.
Era tudo o que o Verdão precisava nesta reta final do campeonato, sobretudo porque o Galo perdeu para o Flu, que se superou e foi melhor a maior parte do jogo.

Charge de Milton Trajano
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Goiás, Obina, Palmeiras, São Paulo
29/10/2009 - 19:17
Tenho ouvido e lido por aí que, se o São Paulo vencer mais um Brasileirão em seguida – o quarto -, o que não é nada impossível, chegou a hora de mudar o braço da viola. Entre outras coisas – e por isso, também – já há um movimento na cúpula do futebol brasileiro para que, já na próxima temporada haja um retorno ao mata-mata, no lugar dos pontos corridos.
O argumento básico para tal retrocesso é o de que o campeonato ganharia em emoção, com disputas diretas entre os seus principais pretendentes ao título.
Ora, ora, mais emoção do que estamos vivendo com seis times concorrendo, a meia dúzia de rodadas do final, à faixa de campeão, mais as três vagas restantes para a Libertadores?
Aliás, nesta abençoada era dos pontos corridos, vivemos sempre a mesma expectativa, senão com tantos candidatos na fita, pelo menos dois ou três. E o campeão sempre será aquele que, tecnicamente, esportivamente, num prazo civilizado de disputa, chegou na frente. É o tipo de competição onde o acaso ou as circunstâncias cedem lugar à competência.
Desde que o mundo é uma bola, nesse sistema, ganha o melhor, o mais bem preparado em todos os sentidos, salvo as exceções de praxe. Em todo o planeta é assim há mais de século. Só no Brasil ainda haja quem insista em inventar fórmulas esdrúxulas que fogem ao mero campo esportivo, apostando na loteria do mata-mata.
E o curioso é que só o Brasil tem tantos postulantes ao título, por força de suas respectivas camisas e histórias de tantas glórias.
Na Europa, em cada país, há dois ou três favoritos eternos. No Brasil, por baixo, são dez na saída, e cinco ou seis, na chegada.
Ah, mas nossos estádios atravessam meses com públicos reduzidos, em relação a outras partes do mundo. Sim, é verdade, apesar de cada jogo, nos pontos corridos, seja uma decisão, ao contrário do mata-mata, em que se passa o ano inteiro jogando partidas sem nenhuma finalidade a não ser classificar aqueles quatro ou oito já sabidos de antemão.
Aliás, era assim. Ou já se esqueceram? Os estádios às moscas o ano inteiro, para se encherem nos poucos embates do mata-mata final.
Qualquer criança brasileira sabe que as razões de estádios vazios, na atual circunstância, são a crônica violência nos estádios, provocada basicamente pelas tais torcidas uniformizadas, as caquéticas dependências dessas praças de esportes e ao tipo de jogo nada empolgante, defensivo, retranqueiro, adotado pela maioria dos nossos treinadores.
Era sobre isso que eles deveriam se debruçar, não sobre o sistema de disputa.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: CBF, São Paulo
29/10/2009 - 00:25
A noite foi tricolor… e azul. Sim, porque São Paulo e Cruzeiro cumpriram seu dever, enquanto Inter e Flamengo tropeçaram. Resultado: o Tricolor vara a madrugada e o dia seguinte como líder do campeonato, e o Flamengo, sem Petkovic, cede seu lugar para o Cruzeiro, que virou sobre o Santo André por 2 a 1, em jogo que revela bem o grau de dureza que será essa travessia dos seis jogos finais.
No Morumbi, o jogo foi tenso, por isso mesmo eivado de passes errados de parte a parte, e Washington, na sequência de cobrança de córner da esquerda, Washington definiu o placar, aos 47 do primeiro tempo.
De resto, Bosco segurou as pontas nos momentos em que o Inter mais pressionou, sob o comando de D’Alessandro, muito ativo o jogo todo, sobretudo no primeiro tempo, quando o Inter teve o controle da partida.
Já o Flamengo perdeu o jogo e a longa invencibilidade na Arena de Barueri, por 2 a 0, num jogo em que foi envolvido pelo adversário, apesar dos repentes que poderiam até levá-lo ao empate.
Aliás, era de se esperar que, se o Flamengo de tão bela campanha, tivesse de tropeçar a hora era essa. Não apenas pela ausência de Petkovic, o toque mágico que transformou um time como os outros em algo superior. Mas, sobretudo, porque, num campeonato tão parelho, essa série de dez jogos sem derrota representava o limite das forças naturais de qualquer equipe.
E, por pouco, mesmo perdendo, o Flamengo não permanece ali no limiar do G-4, pois o Cruzeiro, em pleno Mineirão, perdia para o Santo André até o finzinho do jogo, quando revirou o placar em tons épicos.
Bem, agora, a bola está nos pés do Periquito e do Galo, que nesta quinta fecham a rodada com possibilidades de mudarem, da noite pro dia, o cenário construído na véspera.
Enquanto isso, em Atibaia… (Charge de Milton Trajano)
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Cruzeiro, São Paulo
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