Campeonato Brasileiro | Blog do Alberto Helena Jr.

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sábado, 12 de novembro de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

OLHA O FIGUEIRA AÍ!

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Bem, se o Figueira lutava por uma eventual e improvável vaga na Libertadores, saiu de campo neste sábado sonhando até com a possibilidade de chegar ao título, quem diria?

Venceu em casa, de virada, o Galo – que vinha escapando honrosamente da zona do descenso -, e dorme em quarto lugar a dois pontos dos líderes.

Trata-se de uma arrancada espetacular num instante crítico do campeonato, o que o coloca ao lado do Fluminense, cuja escalada foi obstada pelo América MG, num Engenhão lotado de tricolores entusiasmados.

Surpresa? Convenhamos, essa palavrinha está fora de moda neste Brasileirão doidinho, doidinho. Mesmo porque o Flu estava sem Deco, aquele craque que conferiu brilho e serenidade ao seu meio-campo, fator decisivo para a ascensão do time neste segundo turno.

Sem Deco, portanto, sem um pingo de criatividade, o Tricolor, pra falar em bom brasileirês, levou um baile do América no primeiro tempo, quando os mineiros marcaram um, perderam um pênalti e desperdiçaram mais três chances claras para ampliar o placar.

E, no segundo, sem a mesma facilidade, o América seguiu melhor, fez o seu segundo gol com Alessandro, e só no finzinho submeteu-se ao tradicional sufoco aproveitado apenas por Rafael Moura num lance. E nada mais.

Já no Morumbi, o outro Tricolor, se não levou um baile do Avaí no primeiro tempo, foi um horror ao longo desse período. E só tomou tento no segundo, depois de Leão desfazer o malfeito – trocou um dos três zagueiros pelo atacante Fernandinho.

A partir daí, o São Paulo passou a ser mais agressivo e colheu dois frutos de ouro, dois gols de Luís Fabiano, enfim!

Vitória significativa, mas desempenho ainda muito fraco para que o tricolino amigo confie demais na classificação para a Libertadores.

A CHANCE DO TIMÃO

O líder Corinthians pega o Atlético PR, sério candidato ao descenso, no Pacaembu, enquanto o vice-líder, Vasco, vai ao Engenhão enfrentar uma pedreira do tamanho do Corcovado – o Botafogo, outro pretendente forte ao título.

Dá pra comparar?

Bem, dito assim, não, claro. É a chance de ouro de o Corinthians se descolar do Vasco neste momento crucial na corrida pela faixa de campeão brasileiro deste ano, embora neste Brasileirão doidinho, doidinho, qualquer análise desse tipo está prejudicada de cara.

E, mais: o Timão terá Emerson Xeique em campo, protegido por medida preventiva obtida no tribunal que o havia condenado a suspensão, e Adriano no banco, ao lado de Jorge Henrique, o que sugere alternativas muito interessantes para o técnico Tite, caso seu time falhe lá na frente ao longo do primeiro tempo.

Nada sei das reais condições físicas de Adriano. Uns dizem que afinou o talhe o suficiente para se movimentar em campo com o mínimo de molejo necessário para um jogador de futebol, pelo menos, por um certo tempo.

Se assim for, pela sua vocação de artilheiro, por certo, será um trunfo na manga de Tite. Caso contrário, um estorvo, já que a Fiel, ao vê-lo no banco, ao primeiro desacerto de Xeique, Liedson ou William, já começará a clamar pelo artilheiro que veio, mas, é como se não tivesse vindo até agora.

No clássico carioca, ninguém clamará por ninguém, imagino, diante das duas escalações. A não ser que Juninho Pernambucano realmente fique no aguardo de uma chance durante o desenrolar do jogo.

Mas, quem estará em seu lugar tem bola suficiente para aguentar o tranco. Afinal, estamos falando de Felipe. Pena que tanto Felipe quanto Juninho já estejam pra lá dos trinta. Caso contrário, ambos caberiam no time, o que conferiria ao Vasco um poder de criação estupendo.

Nesse sentido, o meio de campo do Bota, com Marcelo Matos, Renato, Elkeson e Maicosuel me parece mais fluido e ofensivo, se cada um deles jogar o que sabe. E, lá na frente, a dupla Cone Sul será sempre um perigo.

Jogo de se ver com uma taça de champanha francês e um pote de caviar Beluga ao lado da poltrona.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. PALMEIRAS E BARCELONA POR UM FIO
  3. INTER E GALO JOGAM O FUTURO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 23 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 20:44

VASCO NA FRENTE

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Desta vez, quem levou vantagem foi o Vasco, que meteu 2 a 0 no Bahia, com todos os méritos, golaços de Felipe e Diego Souza, enquanto o Corinthians tropeçava no Beira-Rio diante do Inter -  1 a 1.

Dois resultados perfeitamente previsíveis, cotejando-se as forças dos quatro envolvidos nesses dois jogos. Na verdade, o Corinthians até que safou a onça, com aquele gol de Alex, de falta, no finalzinho, pois o Inter, com exceção dos primeiros quinze minutos de partida, foi melhor e criou muito mais chances do que o adversário.

E o Vasco, mesmo desfalcado, depois que Felipe passou a jogar mais na armação, subjugou o Bahia e fez por merecer a vitória que o coloca no topo da tabela. Agora, é só manter a pose. Só?

Já no Engenhão, nem Flamengo, nem Santos, apenas Neymar. Um show do garoto peixeiro num jogo tomado pelo mormaço no primeiro tempo e um pouco mais animado no segundo, depois da entrada do menino Tomás que agitou aquele ataque mortiço do Fla.

Sim, houve um gol legítimo de Alex Pirulito anulado pelo bandeirinha. Assim como houve pênalti claríssimo em Neymar que o juiz não marcou.

De qualquer forma, o empate modesto ficou à altura do jogo coletivo de ambos.

Por fim, o alívio dos cruzeirenses, que viram seu time, afinal, vencer uma. E que uma! Justamente aquela que impediu o Cruzeiro de cair na zona do rebaixamento, superado, ironicamente, por seu rival atroz, o Galo.

Mas, já na próxima rodada, o alívio voltará a ser substituído pela agonia.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. REFUNDANDO O VASCO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 13 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 02:01

CATEGÓRICO GLORIOSO

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O Botafogo foi ao Pacaembu, pôs a bola no chão e o Corinthians na roda, meteu 2 a 0, com Loco Abreu e Maicossuel, saltou por cima do São Paulo e volta para o Rio em terceirão com todo moral do mundo para disputar pau a pau o título brasileiro.

Sim, porque, ao bater o líder tão categoricamente, o Glorioso, que já vinha no ameaço há um bom tempo, entrou na faixa de disputa justamente na reta final do campeonato.

Tão categórica foi a vitória botafoguense que seu time passou os últimos trinta minutos de jogo sem Bruno Cortês, expulso. E nem assim o Corinthians conseguiu sequer reduzir o placar, embora forçasse muito e esbarrasse na bela atuação de Renan, o reserva de Jefferson.

E, ao Timão, resta agora torcer por um tropeço do Vasco nesta quinta-feira, diante do Furacão, na Arena da Baixada, a fim de garantir-se ainda na liderança, reconquistada outro dia e já a perigo novamente.

ALÉM DA CRISE

Pois não é que o Palmeiras, metido até o pescoço em grave crise – mais uma! -, foi ao Engenhão e arrancou um empatezinho maneiro, estancando a escalada recente do Flamengo em direção à luta pelo título?

Não, não creio que o lamentável episódio vivido pelo jogador João Vítor em frente à sede da Mancha Verde, em decorrência do qual, Kleber praticamente está fora da Academia, tenha estimulado o Verdão a se desdobrar em campo e conseguir o resultado quase impossível de se prever na véspera.

Creio que o empate se deveu mais à falta de potência do Flamengo, que, desta vez, se ressentiu da ausência de Ronaldinho Gaúcho, o cara da bola parada.

Quanto a Kleber, sua revolta, embora antiprofissional, é justa, ao acusar o técnico Felipão de indiretamente incitar reações como essa de alguns torcedores, ao, repetidamente, expor os jogadores como responsáveis pelas más atuações da equipe, tirando o seu da reta.

Nas palavras, Kleber está correto; no gesto de abandono da concentração, negando-se a embarcar para o Rio, comete uma indisciplina imperdoável, se é que haja algo realmente imperdoável no futebol a não ser aquele gol perdido diante das redes vazias.

Notas relacionadas:

  1. GLORIOSO ADEUS
  2. TIMÃO, CATEGÓRICO
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 18:52

EMPATE QUE VALE DUPLA DERROTA

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O São Paulo precisava ganhar para quebrar a série de insucessos recentes e para manter acesa a chama da disputa pelo título. Além do mais, jogava em casa, já que a Arena de Barueri lhe tem favorecido mais do que o próprio Morumbi.

E o Inter precisava ganhar para avançar em direção, ao menos, da zona de classificação à Libertadores.

Pois, o jogo, embora agradável de se ver, terminou em 0 a 0, com poucas chances de gol de parte a parte.

No primeiro tempo, o Tricolor teve mais posse de bola. No segundo, o Colorado. Mas, nenhum deles demonstrou aquela superioridade capaz de cravar, se não no placar, na alma do torcedor, a certeza de que o empate foi uma injustiça irreparável.

O Inter entrou em campo praticamente sem ataque, com Leandro Damião no estaleiro e Oscar na Seleção. O menino Delatorre, por isso ou por aquilo, não deu conta do recado. Quem, na verdade, se transformou no homem da conclusão acabou sendo o armador D’Alessandro, sem êxito, claro.

Já o São Paulo tinha uma dupla de artilheiros de escol – Dagoberto e Luís Fabiano, ainda longe de sua melhor forma física e técnica. Mas, na armação, Cícero e Rivaldo, de ritmo e porte semelhantes, anulavam-se, e os dois volantes, atuando muito atrás, chamavam o Inter para seu próprio campo de defesa.

Melhorou o São Paulo, nesse quesito, com as entradas de Casemiro e Marlos, nos lugares de Carlinhos Paraíba e Dagoberto. Foi quando Rivaldo perdeu a melhor chance tricolor do jogo, depois de uma tabela de cabeça na área colorada.

Resumindo: o empate foi uma derrota para ambos.

SURPRESA NO OLÍMPICO

A grande surpresa da tarde desta quarta-feira, sem dúvida, foi a derrota do Grêmio para o Figueirense. Nem tanto por isso e muito mais pelo placar de 3 a 1, com direito a golaço de Wellington Nem.

O Grêmio, que parecia estar a ponto de uma arrancada em direção à disputa de um lugar na Libertadores, refluiu, e agora só lhe resta pensar em garantir uma vaga na Sul-Americana.

SURPRESA EM SETE LAGOAS

Surpreendente também foi a goleada imposta pelo lanterna América mineiro no Ceará, em Sete Lagoas: 4 a 1. Não só pela pífia campanha dos americanos na competição e muito mais porque no Ceará não tem disso não.

Mas, a verdade é que, apesar dos últimos insucessos do América (quatro derrotas e três empates), esse time tem jogado mais do que o placar revelava. E, de vez em quando, quando acertava o pé, era capaz de aplicar uma goleada até no Vasco, líder recente do Brasileirão.

Coisas do futebol.

Notas relacionadas:

  1. O EMPATE E AS GOLEADAS
  2. VITÓRIA QUE VALE O DOBRO
  3. EMPATE EM TRÊS CORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 11 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 20:18

POR ORDEM DE ENTRADA, UMA SUGESTÃO

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Por ordem de entrada na rodada desta quarta-feira, São Paulo e Inter fazem o clássico nacional mais sugestivo. Pois, o Tricolor tenta defender a sua posição no G-4, enquanto o Colorado busca cavar uma vaga nesse espaço nobre da tabela.

O São Paulo sofre menos com eventuais desfalques. Ao contrário do Inter, que, além de Damião, seu principal atacante, e Oscar, sua maior esperança, não terá Jo, nem Zé Roberto, o que obrigará Dorival Jr. a recorrer a Delatorre, um jovem que ainda não conseguiu se firmar na equipe titular, para formar dupla de ataque com Ilsinho, este, sim, certamente mordido para provar ao São Paulo que foi um grasso erro dispensá-lo.

Por outro lado, se o Inter chega à Arena de Barueri embalado pela categórica vitória sobre o Vasco, o São Paulo vem pisando em ovos.

Não param de chispar do Morumbi centelhas de que o técnico Adílson Batista está em fritura branda. E o técnico, por sua vez, hesita entre Casemiro e Wellington para armar seu meio campo com Carlinhos Paraíba, Rivaldo e Cícero, preparado para acionar um ataque de renome – Dagoberto e Luís Fabiano.

Dagoberto está voando, mas não se sente amparado pela diretoria, que prorroga o quanto pode a renovação de contrato do artilheiro. E Luís Fabiano ainda está em busca de sua melhor forma física e técnica.

Quanto a Casemiro, falam o diabo do rapaz. Mas, ao lado de Lucas, que não joga por estar servindo à Seleção, é uma das duas grandes revelações do Tricolor, jogador em nível de Seleção, que desconfio, merece mais do que suspeitas sobre seu comportamento e sua ação no campo.

De resto, é esperar pra ver esse jogo que se configura muito interessante.

DUAS NAÇÕES

À noite, as duas maiores nações do futebol brasileiro entram em campo. O Corinthians, líder, recebe o Botafogo, sempre ligado na disputa do título, no Pacaembu. E o Flamengo, de volta à briga pela faixa de campeão, pega um Palmeiras em crônica crise no Engenhão.

O Corinthians, ainda sem Liedson e Xeique e com Adriano novamente no banco, vai com a formação que liquidou o Atlético GO em meio tempo, reconquistando neste fim de semana a liderança do Brasileirão, um jeito, digamos, mais arejado de jogar, com Alex, Danilo e William trocando de funções, sem um centroavante típico. Deu certo. Dará novamente?

Quem sabe. Mas, o fato é que o Botafogo precisa urgentemente se recompor no campeonato e na tabela. O diabo é que não poderá contar com Loco Abreu, aquele cara que decide quase tudo lá na frente, embora o menino Alex seja bom de bola.

Já o Flamengo, motivado pela virada histórica sobre o Fluminense, domingo, mesmo sem Ronaldinho Gaúcho, pode perfeitamente se livrar do Palmeiras, com Felipão e tudo.

Entre outras coisas, porque o Palmeiras, afora todos seus problemas internos, não terá mais uma vez uma vez Valdívia, o único que pensa no meio de campo verde. Em compensação, Cicinho e Kleber foram liberados.

Meno male!, exclamaria o velho palestrino.

EUROCOPA

Nesta tarde de Eurocopa, a grande emoção ficou por conta do empate por 1 a 1 entre França e Bósnia, empate que classificou direto os gauleses para a maior competição entre seleções do Velho Continente.

Emocionante porque a França, favorita, em casa, perdia por 1 a 0 até o finalzinho, quando Nassri sofreu pênalti e converteu com categoria – bola num canto, goleiro noutro.

Por falar em Nassri, como joga esse rapaz! Tanto, que é inexplicável o Arsenal permitir sua saída dos Emirates.

Decepcionante, porém, foi a derrota de Portugal para a Dinamarca,em Copenhague, por 2 a 1, o que obriga o time luso a disputar a repescagem em busca de uma vaga na Eurocopa. Ainda mais, por causa do transcorrer da partida quando Portugal dominou, sem criar, e a Dinamarca foi sempre mais objetiva: além dos dois gols marcados, desperdiçou outras tantas chances para ampliar o placar.

NEYMAR NÃO É DE FERRO

Dizem que, logo depois do jogo com o México, um jatinho trará de volta ao Brasil os jogadores daqui, aqueles que poderiam ainda entrar em campo na quinta-feira. Nesse caso, dentre eles, Neymar, Fred e Dedé, cujos times enfrentam respectivamente o Galo, o Coxa e o Furacão.

São dez horas de voo, uma tortura pra qualquer cidadão, quanto mais um atleta.

Não sei das condições físicas de Fred e Dedé, nem da disposição de Flu e Vasco em colocá-los em campo nessas circunstâncias, por mais indispensáveis que eles sejam.

Só sei que Neymar precisa de uma rede, um descanso, como nenhum outro jogador em atividade no Brasil. O garoto vem de uma sequência de jogos absurdos, nestes quase dois anos consecutivos, seja pelo Santos, seja pela Seleção, seja pela Sub-20. O rapaz não teve praticamente férias, nem pré-temporada, nada.

Joga no vácuo, por instinto, vontade e graças à sua natureza prodigiosa, sem falar na esperteza de escapar das faltas mais infames, que se multiplicam jogo após jogo.

Se há alguma semelhança entre Pelé e Neymar é esta, a par da camisa branca que veste: joga sem parar, corre o tempo todo, e raramente se machucar.

Mas, para tudo há um limite. Certo, o Santos é outro sem Neymar. Mas, o Peixe, que enfrenta o Galo quase rebaixado, não precisa de Neymar na Arena do Jacaré para escapar de uma bicada fatal do Galo.

E, se nada mais resta ao Santos do que se preparar para o Mundial de Clubes no Japão, no fim de ano. Logo, preservar Neymar  agora é mais do que imprescindível.

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR E MENGO
  2. DIGNO FLA-FLU
  3. FLU, DE NOVO LÁ EM CIMA
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domingo, 9 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:11

NA VOLTA DE ADRIANO, A LIDERANÇA

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Na festa pela volta do Imperador aos campos de futebol, a Fiel acabou celebrando mesmo a reconquista da liderança do Brasileirão, em grande estilo.

Pois, logo de início, o Corinthians botou a bola no chão e imprimiu-lhe a velocidade certa para quebrar a boa organização do Atlético GO. E aos 7 minutos, Leandro Castán, de cabeça, em cobrança de corner pela direita por Alex, abriu o placar.

Antes, vale dizer, Danilo, também de cabeça, havia criado grande chance, e, depois, William iria se incumbir de marcar um golaço, de canhota, de fora da área, no ângulo oposto do goleiro.

E, pra evitar a água no chope da comemoração alvinegra, antes do final do primeiro tempo, Alex recebeu com açúcar de Danilo, e, de direita, emplacou o terceiro gol corintiano.

Com o placar definido e a liderança assegurada, o segundo tempo foi apenas uma longa espera por Adriano, o que aconteceu lá pelos dez minutos finais, quando o craque, se estivesse em forma, teria aproveitado aquela bola rolada por Ramirez na área.

Mas, isso já seria ir além da conta para a Fiel delirante.

O LÍDER CAI

E caiu feio o Vasco no Beira-Rio. Foi de 3 a 0, mas poderia ter sido uma goleada histórica, se o ótimo arqueiro Fernando Prass não pegasse um caminhão de bolas venenosas.

O domínio do Inter foi de cabo a rabo e em todos os setores. E as ausências de Dedé e Juninho Pernambucano não explicam tudo. Afinal, o Inter também estava desfalcado, simplesmente do goleador da temporada no Brasil – Leandro Damião.

Foi, isso sim, uma tarde inspirada do Colorado combinada com um dia absolutamente infeliz do Almirante, que tem time para continuar perseguindo o título.

FLAMEJANTE

O clássico do Engenhão acabou pegando fogo no fim, por conta das excessivas reclamações do técnico Abel, inconformado pela virada do Fla sobre o Flu, por 3 a 2.

Realmente, depois de ver e rever várias vezes o lance cheguei à conclusão de que não houve falta no lance que antecedeu o gol de empate de Bottinelli, o dono do jogo.

Mas, esse erro da arbitragem não diz tudo sobre o jogo, dominado a maior parte do tempo pelo Flu, mas resgatado pelo Fla depois das entradas de Bottinelli e Negueba. E definido no finalzinho pela pilha que Abel acabou metendo nos seus jogadores a partir da beira do campo.

De resto, foi um jogo emocionante, com alguns lances de categoria das duas partes, afora todo aquele bafafá em torno da cotovelada de Renato em He Man, cujo epílogo – a cusparada de Rafael em Renato – não poderia ter sido mais lamentável.

PEIXE EM BANHO-MARIA

O primeiro tempo do clássico na Vila foi uma tremenda perda de tempo, um longo bocejo produzido por um Santos burocrático e um Palmeiras sem nenhuma inspiração.

Aliás, se faltava inspiração ao Palmeiras, com a saída de Maikon Leite, perdeu a última gota de velocidade, capaz de explorar qualquer contragolpe verde.

No segundo tempo, o Santos tomou mais tento e passou a exigir mais do goleiro Deola, sobretudo, em bolas alçadas à área para Alan Kardec, que quase fatura por duas vezes.

Na terceira, Borges não desperdiçou e plantou no placar o resultado final: 1 a 0 para o Santos.

Pelas tantas ausências de parte a parte, até que se entende o baixo nível da partida. Mas, pela necessidade de vitória de ambos, de jeito nenhum.

Notas relacionadas:

  1. ADRIANO, GANSO E MARLOS
  2. ADRIANO, COMO DEVE SER
  3. DE VOLTA À CASA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

Campeonato Brasileiro | 00:28

NOITADA ANIMADA

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Os resultados foram negativos para Grêmio, Botafogo e Atlético Mineiro, mas os jogos foram animados nesta noite de sábado.

Em São Januário, o Glorioso desperdiçou mais uma chance de saltar aos calcanhares da liderança, ao empatar com o Bahia por 2 a 2. E olhe que durante boa parte do cotejo esteve com um jogador a mais em campo. Mas, o Bahia de Papai Joel soube mais do que se defender. Foi buscar o empate, depois da virada que havia tomado no segundo tempo.

O Bota pressionou, colocou bola na trave e tal e cousa e lousa e maripousa, mas deixou no campo do Vasco dois pontinhos irrecuperáveis.

O mesmo se pode dizer do Galo, no clássico mineiro com o América, diante de uma multidão de ausentes. Creia, amigo: pouco mais de setecentas pessoas aventuraram-se à Arena do Jacaré para ver um clássico que já foi o mais importante de Minas, tempos idos.

E os dois, abraçadinhos, naufragaram ainda mais no pântano do rebaixamento.

É verdade que o Galo, a exemplo do que vem ocorrendo nos últimos tempos, dominou o jogo, disparou uma fuzilaria sobre a meta adversária, mas não conseguiu enfiar uma mísera bola nas redes americanas.

Quer dizer: enfiou uma, que o juiz erradamente anulou. E poderia ter enfiado outra, se o mesmo juiz marcasse o claro pênalti em Bernard, o melhor do jogo, diga-se, menino que merece todas as atenções com vistas às Olimpíadas.

Por fim, no Couto Pereira, o Grêmio, sem vários titulares, entre eles, Douglas, que tem sido o centro nervoso da equipe, foi envolvido pelo Coxa, que despejou 2 a 0 no baçaio
tricolor.

Dessa forma, o Grêmio estancou sua ascensão na tabela, que sugeria até mesmo uma arrancada em direção à vaga da Libertadores, e agora terá de se acomodar num plano de esperanças mais modesto, quem sabe. Sim, porque neste doidinho Brasileirão tudo é possível, até a página 9.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. DIEGO DEPENDÊNCIA
  3. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 6 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 01:11

EMPATE RUIM EM BELO JOGO

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Se o empate por 3 a 3 foi ruim para ambos, o jogo foi bom pra danar. Belíssimo espetáculo nos proporcionaram Cruzeiro e São Paulo, em Sete Lagoas, cheio de alternâncias, lá e cá, com direito a golaço (mais um) de Dagoberto, que passou por quatro adversários antes de empurrar para as redes, e pênalti desperdiçado por Luís Fabiano.

Pênalti, por sinal, inexistente, pois simulado por Cícero, em boa trama do ataque tricolor. Cícero que jogou muito, sobretudo no primeiro tempo.

Assim como esmerilhou o gringo Montillo, na primeira partida em que Rivaldo, como pedia, atuou do início ao fim, com discreta participação, diga-se. Nesse cotejo das celebridades em campo, Luís Fabiano, apesar do pênalti perdido e do escorregão no gol de Charles, foi mais ativo do que na estreia, como se esperava, aliás.

Embora o empate não colaborasse para a melhoria dos dois times na tabela – um atrás do titulo, outro fugindo das proximidades da zona da degola -, ambos saíram de campo mais esperançosos em relação ao que aí vem.

NOITE DE BRANDÃO

Ele era o alvo de todos os ressentimentos da torcida gremista com seu time. E seus passos foram marcados por sonoras vaias no Olímpico. Até que Douglas invadisse a área santista pela direita, e, na sequência de um bate e rebate, Brandão metesse a cabeça na bola e garantisse a vitória que coloca o Grêmio na fita de partida para uma arrancada na tabela.

Já o Santos, sem Neymar e com Elano e Borges praticamente ausentes da partida, somou sua terceira derrota seguida, ainda que obrigasse aqui e ali Victor a fazer boas defesas.

Avante, Grêmio! Acorda, Peixe!

Notas relacionadas:

  1. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
  2. BICHO FEIO E BELO FLU
  3. EMPATE EM TRÊS CORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:01

DOIS CLÁSSICOS DE MORTE

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Antes de tudo, peço desculpas por não ter conseguido postar meus comentários aqui ontem. É que demônios cibernéticos invadiram minha caverna de Ibiúna, deixando-me isolado do mundo.

Só agora pouco consegui exorcizá-los. Então, vamos ao que interessa: os dois clássicos nacionais que agitam esta noite de quarta-feira – no Olímpico, o jogo atrasado entre Grêmio e Santos, e, em Sete Lagoas, o Cruzeiro a perigo versus um São Paulo que segue sonhando com o título.

O Tricolor costuma se sair bem melhor fora e casa do que no Morumbi, outrora sua fortaleza inexpugnável. Mas, irá desfalcado de alguns titulares, como Lucas, Wellington e o paraguaio Piris. Desfalques, porém, para os quais há boas soluções entre as tantas de que pode se socorrer o treinador Adílson Batista.

Na lateral-direita, Jean, que antes da chegada de Piris vinha se virando muito bem por ali, apesar de algumas restrições, é a solução óbvia.

Já para os lugar de Lucas, o leque de opções se abre em várias direções e estilos: Carlinhos Paraíba, Rivaldo e Marlos, por exemplo.

Desconfio, porém, que bastará ao técnico escalar Carlinhos Paraíba, ao lado de Casemiro, Denílson e Cícero, no meio de campo, com a dupla de ataque formada por Dagoberto e Luís Fabiano.

Haveria a alternativa da passagem de Carlinhos Paraíba para a lateral-esquerda, onde Juan não vem correspondendo à altura e a inclusão de Rivaldo ou Marlos na ligação ao ataque. Mas, essa é outra história, mudança possível de ocorrer no transcurso da partida.

Quanto ao Cruzeiro, que vive o pior momento de sua gloriosa história no Brasileirão, precisa desesperadamente da vitória para que a situação não fique ainda mais preta. E, se o amigo espiar a escalação de Vagner Mancini, verá que o time não é para estar em posição tão delicada, apesar de todas as perdas sofridas desde os tempos em que era considerado o melhor da América, no começo da temporada.

Logo, desconfio que o problema todo está mais na cuca do que nos pés dos jogadores. E que uma vitória esta noite teria um efeito terapêutico maior do que a ida da turma toda ao divã do Gikovate.

GRÊMIO E SANTOS

Grêmio e Santos contam com uma vitória esta noite para alcançar posições mais adequadas às suas tradições. Ambos vagam ali pela metade da tabela, com um ponto de diferença a favor dos tricolores do Sul, embora ao Santos ainda reste resgatar um jogo a mais adiado, contra o Botafogo.

O cenário é mais propício ao Grêmio, claro, não apenas porque joga em casa, mas, sobretudo, porque vem de vitórias, ao contrário do Santos. E, mais, pega um Peixe sem Neymar, que é o cara, aquele que faz a diferença, como dizem por aí.

O Santos, contudo, responde com Borges, o artilheiro do campeonato, que certamente gostaria de brindar seu aniversário com um cálice cheio de vingança contra o time que o desprezou outro dia.

Muricy não adiantou se vai com três atacantes ou quatro volantes. Neste caso, confesso, isso é um tanto irrelevante.

E Celso Roth vacila entre André Lima e Brandão, que vem merecendo muitas críticas e vaias até da torcida gremista. No fundo, no fundo, ambos se equiparam – são dois centroavantes à moda antiga tão em voga recentemente, fortes, bons no cabeceio e rompedores, mas reticentes com a bola nos pés.

Justamente o oposto de Borges.

FELIPÃO NO MORUMBI?

A doce, bela e sempre bem informada Sonia Racy, em sua coluna no Estadão, revela que Felipão., quem diria?, poderá acabar no Morumbi no ano que vem. Pelo que sei da esplêndida jornalista, certamente alguém de dentro do São Paulo lhe soprou a novidade.

Quem? Não sei. Tampouco de que escalão na hierarquia tricolor.

Só sei que os maiorais do departamento de futebol do clube desmentem a mais remota intenção, neste momento, de que esse tema sequer seja tratado no Morumbi. Assim como, por meio de seu assessor de imprensa, Acaz Fellenger, Felipão segue o mesmo roteiro da negativa.

A possibilidade, todos sabemos, sempre existe, mesmo porque nesta longa caminhada pelos campos do futebol, aprendi a não confiar cegamente na palavra de cartola ou de treinador.

O improvável, nessa história toda, é o São Paulo romper todos os tetos de sua tradição para pagar a Felipão o que nunca pagou nem a Telê Santana. A não ser que a obsessão pela Libertadores se transforme em esquizofrenia.

VASCOOO!

O Almirante volta a campo, desta vez, pela Copa Sul-Americana, levando o barco devagar, como aconselha o velho vascaíno Paulinho da Viola no samba antológico. Vai a Cochabamba, carregando o barco nas costas, pois por lá o mar não lambe, com um time praticamente reserva.

Reserva, mas, nem por isso, uma baba. Lá estão, por exemplo, além dos titulares Fernando Prass, goleiro que está merecendo mais atenção do que a habitual, e o lateral-direito Fagner.

Mas, espie o amigo o resto da equipe. Lá estão os meninos Diego Rosa, um volante de estirpe, Alan, frequentador de seleções de base, Felipe Bastos e Bernardo, que sempre quando chamados para o time principal respondem à altura. E, lá na frente, o veterano Leandro e Elton, que tem feito seus golzinhos providenciais.

Quer dizer: diante do Aurora, o Vasco bem que pode levar adiante sua esperança dissimulada de conquistar nesta temporada singular a tríplice coroa – a Copa do Brasil, já na gaveta, o Brasileirão que lidera e a Sul-Americana, projetando-se para A Libertadores do ano que vem.

Feito inédito, salvo engano, na história do Vasco da Gama, incluindo seus momentos mais gloriosos, que não foram poucos.

VELHICE E REALIDADE

Vira e mexe, algum jovem posta aqui um comentário me acusando de ser velho, superado, gagá mesmo. E, por causa disso, as ideias que aqui exponho são inválidas.

Pois, quero declarar, publicamente, que sou um velho, sim, senhor. Não porque esteja celebrando o mês que vem meus 70 anos de vida. Mas, porque nasci velho.

Isso mesmo; velho como Matusalém, de barbas brancas e cabelos encanecidos, ou como aquele Benjamim Button do cinema, que desperta ancião e começa a regredir até virar um bebê.

Basta dizer que lá pelos cinco, seis anos, curtia no rádio as canções e sambas dos anos 20, 30, duas ou uma década antes de ter vindo à luz. E jamais, no tempo da minha adolescência e juventude, o rock, por exemplo, me seduziu. Até hoje.

Quando aprendi a ler, comecei com a saga de Arséne Lupin, de Maurice Le Blanc, e logo fui para Machado, Aluísio de Azevedo, Eça, passando aos onze anos pelos Diálogos de Plantão, etc.

Na pintura, nunca trocaria um Cézanne por um Picasso.

São coisas intrínsecas, que fazer?

Mas, nada disso me fez perder o juízo, creio, Imagino-me olhando o presente com um olho no passado e um terceiro, aquele que muitas culturas supõem com poderes precogniscíveis no futuro.

O que isso tudo quer dizer? Rigorosamente, nada. Pois, a memória embaça quando se busca o passado, a visão falha ao ver o presente, e o futuro a Deus pertence.

Mas, é o que sou, como sou, e, parodiando a célebre frase de Zagalo, me engula quem quiser. Quem não quiser mude de canal.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 15:09

CARIOCAS, DE GOLEADA

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Nesse Rio-São Paulo paralelo ao Brasileirão, os cariocas vão ganhando dos paulistas de goleada: 13 a 7. Isto é, treze vitórias dos cariocas contra apenas sete dos paulistas, no confronto entre  os clubes dos dois estados.

Acrescente aí o amigo o fato de que o Rio levantou as duas últimas taças brasileiras Fla e Flu) e o Vasco vai liderando a deste ano, e teremos um quadro nítido da superioridade de um futebol que, anos antes, andava a reboque não só dos paulistas como também de gaúchos e mineiros.

Quem gosta de futebol e curte as coisas deste Brasil gentil só pode saudar a prodigiosa recuperação dos cariocas, que mandaram nos campos brasileiros durante as décadas de 30 e 40 e depois perderam essa hegemonia para São Paulo – mais tarde Minas e Rio Grande.

Os paulistas, que haviam reinado nas duas primeiras décadas do século passado, nos tempos de Fried, Neco, Heitor, Rubens Salles, Amílcar, Lagreca, Grané e cia. bela, só começaram a se recuperar nos anos 50, quando seus clubes ganharam de enfiada vários torneios Rio-São Paulo, assim como a Seleção Paulista sagrou-se cinco vezes em seguida campeã brasileira dos extintos Campeonatos Brasileiros de Seleções Estaduais.

A tal ponto que o recém-inaugurado Maracanã, hoje apenas uma lembrança, era chamado de o Recreio dos Bandeirantes. E veja que nesse período todo os clubes cariocas e suas respectivas seleções tinham  craques inexcedíveis e timaços de primeiríssima, como Zizinho, Danilo, Didi, Garrincha, Nilton Santos, e aqueles tantos Botafogos dos anos 60 e 70, além do Flamengo de Zico, já nos 80, para resumirmos o papo.

Em contrapartida, os paulistas respondiam com o Santos de Pelé, simplesmente o maior de todos os tempos no mundo, e as várias Academias do Palmeiras, com o São Paulo disparando nos anos 90 e início dos 2000.

Hoje, porém, pode-se dizer que, Maracanã abaixo, o apodo mudou de senha e lugar: o Morumbi passou a ser o Recreio dos Cariocas. Sim, porque, entre outras coisas, o São Paulo, por exemplo, ali perdeu todos os jogos disputados contra times cariocas. E ali pode estar enterrando suas esperanças de disputar o título pra valer.

Dos seis primeiros colocados na tabela do Brasileirão, neste momento, quatro são cariocas, contra apenas dois de São Paulo. Outra goleada, de capote, como se dizia antigamente.

Claro, trata-se de um registro momentâneo, mas é também indicador de uma tendência. A partir do instante em que os principais clubes cariocas começaram a investir nas suas infraestruturas – concentrações decentes, campos de treinamento, instalações modernas para fisioterapia, essas coisas todas -, o vento passou a soprar a favor.

Nada é por acaso, meu.

SALVO PELO GONGO

Meu querido Mano Menezes foi salvo pelo gongo: na última hora, Sandro se machucou no jogo pelo Tottenham, neste final de semana, e Ralf foi chamado para seu lugar.

Não que a Seleção Brasileira necessariamente ganhe mais força com este ou aquele. Ambos são bons volantes de contenção, com características e técnica similares.

A questão aqui é outra, digamos, mais política, pois Mano vinha sendo criticado por poupar apenas o Corinthians, dentre os candidatos ao título, na convocação para o amistoso de sexta-feira contra a Costa Rica.

Era como se Mano, ex-treinador do Timão, estivesse protegendo o Alvinegro por razões de afeto. Bobagem, mas, pelo sim, pelo não, aí está o Corinthians também desfalcado de um titular importante, a exemplo de Vasco, São Paulo, Flamengo etc.

Acabou a prosa.

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