OLHA O FIGUEIRA AÍ!
Bem, se o Figueira lutava por uma eventual e improvável vaga na Libertadores, saiu de campo neste sábado sonhando até com a possibilidade de chegar ao título, quem diria?
Venceu em casa, de virada, o Galo – que vinha escapando honrosamente da zona do descenso -, e dorme em quarto lugar a dois pontos dos líderes.
Trata-se de uma arrancada espetacular num instante crítico do campeonato, o que o coloca ao lado do Fluminense, cuja escalada foi obstada pelo América MG, num Engenhão lotado de tricolores entusiasmados.
Surpresa? Convenhamos, essa palavrinha está fora de moda neste Brasileirão doidinho, doidinho. Mesmo porque o Flu estava sem Deco, aquele craque que conferiu brilho e serenidade ao seu meio-campo, fator decisivo para a ascensão do time neste segundo turno.
Sem Deco, portanto, sem um pingo de criatividade, o Tricolor, pra falar em bom brasileirês, levou um baile do América no primeiro tempo, quando os mineiros marcaram um, perderam um pênalti e desperdiçaram mais três chances claras para ampliar o placar.
E, no segundo, sem a mesma facilidade, o América seguiu melhor, fez o seu segundo gol com Alessandro, e só no finzinho submeteu-se ao tradicional sufoco aproveitado apenas por Rafael Moura num lance. E nada mais.
Já no Morumbi, o outro Tricolor, se não levou um baile do Avaí no primeiro tempo, foi um horror ao longo desse período. E só tomou tento no segundo, depois de Leão desfazer o malfeito – trocou um dos três zagueiros pelo atacante Fernandinho.
A partir daí, o São Paulo passou a ser mais agressivo e colheu dois frutos de ouro, dois gols de Luís Fabiano, enfim!
Vitória significativa, mas desempenho ainda muito fraco para que o tricolino amigo confie demais na classificação para a Libertadores.
A CHANCE DO TIMÃO
O líder Corinthians pega o Atlético PR, sério candidato ao descenso, no Pacaembu, enquanto o vice-líder, Vasco, vai ao Engenhão enfrentar uma pedreira do tamanho do Corcovado – o Botafogo, outro pretendente forte ao título.
Dá pra comparar?
Bem, dito assim, não, claro. É a chance de ouro de o Corinthians se descolar do Vasco neste momento crucial na corrida pela faixa de campeão brasileiro deste ano, embora neste Brasileirão doidinho, doidinho, qualquer análise desse tipo está prejudicada de cara.
E, mais: o Timão terá Emerson Xeique em campo, protegido por medida preventiva obtida no tribunal que o havia condenado a suspensão, e Adriano no banco, ao lado de Jorge Henrique, o que sugere alternativas muito interessantes para o técnico Tite, caso seu time falhe lá na frente ao longo do primeiro tempo.
Nada sei das reais condições físicas de Adriano. Uns dizem que afinou o talhe o suficiente para se movimentar em campo com o mínimo de molejo necessário para um jogador de futebol, pelo menos, por um certo tempo.
Se assim for, pela sua vocação de artilheiro, por certo, será um trunfo na manga de Tite. Caso contrário, um estorvo, já que a Fiel, ao vê-lo no banco, ao primeiro desacerto de Xeique, Liedson ou William, já começará a clamar pelo artilheiro que veio, mas, é como se não tivesse vindo até agora.
No clássico carioca, ninguém clamará por ninguém, imagino, diante das duas escalações. A não ser que Juninho Pernambucano realmente fique no aguardo de uma chance durante o desenrolar do jogo.
Mas, quem estará em seu lugar tem bola suficiente para aguentar o tranco. Afinal, estamos falando de Felipe. Pena que tanto Felipe quanto Juninho já estejam pra lá dos trinta. Caso contrário, ambos caberiam no time, o que conferiria ao Vasco um poder de criação estupendo.
Nesse sentido, o meio de campo do Bota, com Marcelo Matos, Renato, Elkeson e Maicosuel me parece mais fluido e ofensivo, se cada um deles jogar o que sabe. E, lá na frente, a dupla Cone Sul será sempre um perigo.
Jogo de se ver com uma taça de champanha francês e um pote de caviar Beluga ao lado da poltrona.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Atlético-MG, Brasileirão, Figueirense, G4, G5, Jorginho, Libertadores