Publicidade

Arquivo do Autor

domingo, 12 de junho de 2011 Sem categoria | 22:04

NA ESTREIA DE ABEL, DEU TITE

Compartilhe: Twitter

Na estreia de Abel Braga, o messias esperado há tento tempo nas Laranjeiras, o Fluminense perdeu por 2 a 0 do Corinthians, no Pacaembu.

Perdeu, sobretudo, no primeiro tempo, quando o Corinthians foi mais incisivo e categórico, criando boas chances a partir das descaídas de Danilo pela esquerda. Tanto que dali nasceu o gol de abertura de Willian, autor também do segundo, de pênalti, fruto de falha do goleiro Berna em chute longo de Paulinho.

O Flu também sofreu a perda de Deco, que vinha de duas excelentes exibições, ainda na primeira etapa, e só foi se recuperar, no segundo tempo, com a entrada de Souza, que dinamizou aquele meio campo até então amorfo.

Mas, aí, esbarrou em Júlio César.

Assim, o Timão assume a vice-liderança do Brasileirão e acena com boas perspectivas, principalmente depois da incorporação de Alex no time.

PÍFIO FLAMENGO

Nem mesmo o empate por 1 a 1 com o Atlético PR pode aliviar o mal-estar na Gávea, sob o prático argumento de que o jogo foi disputado na casa do inimigo. Pois o Furacão não passou de leve brisa soprando na Arena da Baixada, num dos piores jogos dos últimos tempos. E o Flamengo, nem mesmo um suspiro.

Que o Atlético jogue o que jogou é compreensível, pela ausência de um elenco mais qualificado. Mas, o Flamengo, com seus Ronaldinhos e Thiagos? Meu Deus!

A LA FELIPÃO

E não é que o Verdão foi ao Beira-Rio e voltou com um empate bem maneiro por 2 a 2 com o Inter de Falcão, o que lhe permitiu ascender para a terceira posição da tabela?

A la Felipão, o Palmeiras fechou sua marcação sobre o Inter, e apostou nas bolas paradas de Assunção, que, por um triz, não marca por duas vezes. Já o Inter, embora com a bola nos pés, não soube contornar essa situação. Tanto, que os dois primeiros gols foram contra, de Márcio Araújo e Rodrigo.

Luan, canhoto pouco valorizado nesse time, ainda que decisivo por várias vezes e muito participante o tempo todo, em jogada pessoal, virou, para Damião empatar já no apito final.

Já passou da hora de o Internacional reagir na competição. Quanto ao Palmeiras, tá bom demais, na medida do possível.

BOA, BOTA!

O Glorioso sofreu diante do excelente Coritiiba, que abriu o placar no Engenhão logo de cara e terminou o jogo aplicando um sufoco no adversário.

Mas, entre esses dois momentos cruciais, o Botafogo teve bola e organização para virar um balaio de três sobre o Coxa, graças a Elkeson, Maicossuel e Alex.

O Botafogo, muito remoçado, ainda oscila dentro da partida, o que é natural. Mas, com Maicossuel voltando à melhor forma, mais Elkeson e Alex, a chegada de Renato (ex-Santos), por certo, dará mais consistência ao meio de campo alvinegro, credenciando-o a fazer boa figura neste Brasileirão.

BAHIA E GALO

Hmmm…, que pênalti é esse, meu! Bola disparada a um metro do zagueiro atleticano, que se vira de perfil para evitar o choque de frente, evidentemente bate no braço colado ao corpo. Não há o menor vestígio de intenção do atleticano em levar o braço à bola, única situação que se configura faltosa em lances desse tipo.

De qualquer forma, Souza abriu o placar para o Bahia, num Pituaçu delirante, e o Galo empatou com Berola, na estreia de Ricardinho no Bahia.

Não vi o jogo, mas, quem lá esteve garante que o Galo foi melhor, criou várias chances e foi barrado pelo goleiro Marcelo Lomba.

O Galo promete e o Bahia começa a ter um contorno interessante, com Jobson, Ricardinho e Lulinha, sob o comando de Renê Simões.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
  2. CLÁSSICO DE VERDADE
  3. FLA, TIMÃO E TRAVESTIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 11 de junho de 2011 Sem categoria | 23:23

NAMORANDO A LIDERANÇA

Compartilhe: Twitter

O São Paulo festejou o Dia dos Namorados de mãos dadas com a liderança do Brasileirão, ao bater o Grêmio, por 3 a 1, no Morumbi. E, desta vez, não foi só a vitória que mereceu celebração pelos tricolores paulistas. Mas, sobretudo, o bom futebol praticado, firme na defesa, dinâmico no meio de campo e insinuante no ataque.

Equilíbrio que Carpegiani obteve num só lance de mão, com apenas uma troca – a saída do volante Carlinhos Paraíba para a entrada de Marlos, mais à frente, ao lado de Lucas e Dagoberto. Ah, sim, sem esquecermos o singelo fato de que o São Paulo, nestas quatro vitórias seguidas, tomou só um gol. Com apenas dois zagueiros de ofício, dois novatos, diga-se.

Mas, quem abriu a contagem foi um volante, que a cada rodada mostra bola mais redonda: em jogada de Marlos, Casemiro dispara bola que desvia no beque e engana Victor. O próprio Casemiro, porém de cabeça, contra, trataria de empatar a partida.
Marlos, porém, faria o segundo, escalando pela direita, e Jean, em posição irregular, por fim, fintou o goleiro e emplacou o resultado de 3 a 1.

Por seu lado, o Grêmio, com uma formação peculiar, em que dois laterais – Gabriel e Lúcio – faziam as funções de meias (Lúcio tem jogado assim há algum tempo), entupindo o seu meio de campo, em nenhum momento conseguiu se organizar o suficiente para mudar o cenário do jogo que foi sempre do São Paulo.

CUCA ENCUCADO

Estava estampado na cara do Cuca, durante a entrevista coletiva depois do empate em casa com o time reserva do Santos e com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, por 1 a 1 – o que era até outro dia um céu de anil gentil cobrindo a Toca da Raposa transformou-se em nuvens de chumbo, com raios e trovões anunciando-se ao longe.

Afinal, neste sábado, o Cruzeiro, considerado com justiça o melhor time da América, antes daquela trágica quarta-feira da Libertadores, somou sua quarta partida consecutiva no Brasileirão sem vitória. É muito para os padrões do Cruzeiro.

E o diabo é que o time jogou bem. Pelo menos, muito melhor do que o Santos. Criou uma infinidade de chances para ampliar o placar de 1 a 0, conseguido a duras penas, de pênalti, e acabou levando aquele gol de cabeça de Borges, já nos acréscimos.

(O mesmo Borges que chegou à Vila para resolver justamente esse problema – meter nas redes as bolas que o Peixe jogava fora antes dele).

Fatalista como é, por certo, Cuca espia essa súbita mudança de clima como um sinal dos céus de que é hora de mudar.

SALVE O REI!

São Januário recepcionou em festa seu Rei Juninho Pernambucano, Primeiro e Único. E, ainda nas dobras das celebrações da conquista da Copa do Brasil, deu folga a seus principais titulares diante do Figueira.

A festa foi bonita e enche de esperanças o torcedor vascaíno, neste momento de plena recuperação do orgulho da Cruz de Malta. Mas, o resultado foi pífio: 1 a 1, num jogo em que o Figueirense foi melhor a maior parte do tempo, sobretudo na etapa final, quando perdia por 1 a 0, gol de Elton no primeiro tempo, e chegou ao empate no finalzinho, em bola chorada.

Mas, ninguém ligou muito pra isso, não, pois todos estavam mesmo preocupados em estender o tapete vermelho para o Rei de São Januário, que está, finalmente, de volta, depois de tantas conquistas em campos de França.

Notas relacionadas:

  1. O PESO DA LIDERANÇA
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. RAPOSA DEU O BOTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 9 de junho de 2011 Sem categoria | 16:48

ABELÃO, O BÃO

Compartilhe: Twitter

Abel Braga acaba de assumir o Fluminense, depois de longa e persistente espera. E estreia dirigindo seu time contra o Corinthians, no Pacaembu, neste domingo.

Antes de mais nada, quero dizer que Abelão é um sujeito bão, como se diz nos interiores do Brasil. Apesar daquele corpanzil todo, que à primeira vista sugere um tipo rude e tosco, Abelão não consegue esconder uma alma leve e sensível.

Por exemplo, o amigo pode imaginá-lo diante de um piano executando Chopin com lágrimas nos olhos? Pois, Abelão é assim. Como zagueirão do Flu, do Vasco, da Seleção, ao mesmo tempo em que não escondia a marreta no calção, era capaz de tratar a bola no pé com os cuidados com que seus dedos percorrem o teclado branco e preto do piano.

Exuberante, às vezes, fala demais. Mas, melhor exceder-se na espontaneidade do que espreitar-se na dissimulação.

Técnico vitorioso, campeão do mundo pelo Inter, entre tantas outras conquistas menores não pode ser timbrado como um estrategista emérito, um desses treinadores que inventaram moda no futebol brasileiro, tipo Flávio Costa, com sua célebre Diagonal, ou Zezé Moreira, com sua universal Marcação por Zona.

Mas, gosta de embicar seus times de forma mais ofensiva do que a habitual nos últimos tempos do futebol brasileiro.

No Fluminense, por certo, com o elenco de que dispõe, poderá deitar e rolar nessa praia.

É o que espero.

JADSON E O CLICHÊ

Vira e mexe, o bloguista amigo posta um comentário do tipo: “Pô, você viu outro jogo…” , e lá vem malho no blogueiro.

Às vezes, o amigo viu melhor o jogo do que este velho cronista, caçando imagens de várias partidas ao mesmo tempo. Mas, em geral, vi mesmo outro jogo, aquele visto pelo olhar mais frio do analista, não do torcedor, que torce e distorce naturalmente os fatos.

Claro, traio-me também pela emoção, que futebol não é jogo de xadrez, embora guarde algumas remotas semelhanças. Mas, posso assegurar que isso é coisa rara.

Tenho a convicção, porém, de que busco fugir do clichê, do preestabelecido, do estigma, como o diabo da cruz. Ao contrário de muitos companheiros que a eles se entregam de alma lavada.

Nada mais me causa repulsa do que aquela história de dizer que Fulano é isso. Fulano, Beltrano, Sicrano, não são isso ou aquilo. Foram, isso ou aquilo, nesta ou naquela partida, neste ou naquele momento, nesta ou naquela temporada. Mesmo porque as pessoas não são as mesmas do primeiro vagido ao último suspiro.

Estou dando voltas para chegar à atuação de Jadson no jogo contra a Romênia.

Vale dizer que a chamada desse jogador pela primeira vez por Mano, causou-me certa estranheza. Nem sequer me lembrava de sua atuação aqui no Brasil, pelo Atlético PR, se não me engano.

Além do mais, o bicho jogava lá no Shaktar da Ucrãnia, escondidinho da tv e dos noticiários. Eis, porém, que, sob seu comando, o Shaktar chega ás quartas de final
da Liga dos Campeões, feito inédito na história desse time.

Nos poucos minutos em que esteve em campo, na estreia pela Seleção, Jadson nada acrescentou, acentuando a ideia de que se tratava de um equívoco de Mano.

Mas, contra a Romênia, jogou de cabo a rabo, e jogou bem. Nada excepcional, para entrar nos anais da CBF ou ganhar definitivamente o coração do torcedor. Mas, jogou bem. Melhor do que Elano, na partida contra a Holanda. Deu ritmo ao meio-campo, distribuiu passes rápidos e precisos, participou decisivamente do gol brasileiro, deu duas ou três enfiadas espertas, e, sim, errou este ou aquele drible, este ou aquele serviço, normal.

No dia seguinte, ligo o rádio, abro os jornais, a Internet, e é aquela enxurrada de críticas em cima de Jadson. É isso, é aquilo. Não tem cabedal para vestir a camisa 10 que já foi de Pelé e outras tontices mais.

Claro que Jadson não tem talento para vestir a camisa de Pelé. Ninguém tem, nem terá até o juízo final. Sem falar nessa crônica desinformação sobre a tal Camisa 10, que tanto foi de Pelé e Zico, dois meias ofensivos, como foi de Ademir da Guia e é de Ganso, dois meias armadores.

No máximo, será reserva de Ganso, se este se recuperar plenamente.

A propósito, sem fugir do tema, Gérson era 8 no Botafogo e foi 10 no São Paulo. Mesma transferência de Zizinho, que era 8 no Flamengo, 9 no Bangu e 10 no São Paulo. Isso se deve á herança do sistema Diagonal de Flávio Costa, que, em alguns clubes, o 10 era o armador e, em outras, era o ponta-de-lança. Mas, vá enfiar isso na cabeça dessa moçada, que nem sabe o que é Diagonal, quem foi Flávio Costa ou, sequer, quando o número foi impresso nas camisas dos clubes e por quê.

Mas, que diabo! No jogo contra a Romênia, Jadson cumpriu seu papel melhor do que a maioria dos que têm ocupado esse espaço desde a contusão de Ganso. Custa dizer isso, em vez de ficar repisando velhos clichês?

Notas relacionadas:

  1. QUE NOITE, CARIOCAS!
  2. A PERPLEXIDADE DE MURICY
  3. CONCA, ELIAS, JUCILEI E THIAGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quarta-feira, 8 de junho de 2011 Seleção Brasileira | 00:57

AS DUAS FESTAS E O FIM DE FESTA

Compartilhe: Twitter

Até o início do segundo tempo, foi uma festa só. Festa de despedida de Ronaldo e festa da bola nos pés dos brasileiros diante dos romenos. Depois, foi um fim de festa.

Ronaldo desperdiçou a chance de se despedir com o aceno de sua vida gloriosa – o gol esteve aos seus pés por duas vezes; numa, o goleiro pegou; noutra, o Fenômeno mandou-a para fora.

Mas, nas duas oportunidades, Ronaldo relembrou um dos seus atributos mais marcantes: o senso de colocação na área. Senso que Fred, seu antecessor nos 30 minutos iniciais de partida, também revelou, ao colher aquela bola bem tramada entre Maicon, Jadson e Neymar, aos 21 minutos de jogo, E que Nilmar, seu sucessor não demonstrou nas duas boas ocasiões criadas por Maicon e Neymar, no segundo tempo.

Mas, se concentrarmos todas as nossas atenções sobre a Seleção, abstraindo-se Ronaldo, seu antecessor e seu sucessor no jogo, veremos que o técnico Mano Menezes voltou ao ponto inicial de sua proposta para o time: ainda sem Ganso, em vez de escalar mais um volante por ali, preferiu dar uma chance completa para Jadson.

E Jadson foi aprovado com louvor no trabalho de organizar o time, sobretudo no primeiro tempo, quando nosso time deslizou em direção ao ataque, criou várias chances de marcar e fez só aquele gol de Fred.

É a velha questão do homem certo no lugar certo. Na meia, um meia, meu! Não precisa ser um Didi, um Zizinho, um Gérson, um Ademir da Guia, um Zidane ou qualquer monstro sagrado da posição para exercer essa função. Basta que o sujeito tenha cacoete para a coisa – bom passe, boa visão de jogo e molejo para se mexer ali naquela zona congestionada da intermediária adversária sem grandes embaraços.

Já o segundo tempo se desenrolou num clima de fim de festa, em boa parte por conta do cansaço – físico e emocional – de um grupo de jogadores cuja maioria joga na Europa. Portanto, em tempo de férias, não de trabalho.

Por fim, a convocação final para a Copa América segue dentro dos parâmetros estabelecidos por Mano até aqui, na esperança de que Ganso e Pato estejam nos trinques até lá.

Com o tempo de que disporá Mano para afiar a equipe com vistas à Copa América, há uma boa margem de esperança, embora seja ajuizado mantermos a cabeça fria: lá, com Messi e cia. bela, a Argentina é e sempre será a favorita. Mas, temos chances, sim.

> Leia mais sobre Ronaldo e seleção brasileira

Notas relacionadas:

  1. SEM FESTA, NEM CHORO
  2. UMA DECISÃO
  3. DO FENÔMENO À ENCRENCA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

segunda-feira, 6 de junho de 2011 Ex-jogadores, Seleção Brasileira | 17:17

DO FENÔMENO À ENCRENCA

Compartilhe: Twitter

Nunca um apelido coube tão bem num jogador de futebol como o Fenômeno do Ronaldo. Fenômeno de superação nas adversidades intermitentes sofridas em sua cintilante carreira. Fenômeno no trato com a bola e na intimidade com o gol. Fenômeno na quebra de tantos recordes. Fenômeno de marketing, capaz de tirar de letra várias situações constrangedoras, suficientes para arranhar a imagem pública de qualquer um, definitivamente. E, por aí, vai.

mano_neymar_afp

Mano orienta Neymar na véspera de Brasil x Romênia: técnico não está preocupado com festa para Ronaldo, mas sim com a Copa América (AFP)

Portanto, nada mais justa do que essa homenagem que lhe será prestada amanhã, no Pacaembu, na sua despedida oficial da Seleção Brasileira, no amistoso contra a Romênia.

Mas, passados os dez, quinze minutos de tributo ao craque, voltemos nossos olhos para a Seleção de Mano, que inicia sua entrada no funil em direção à Copa América.

Nosso time sofrerá várias mudanças, sobretudo na defesa, com as dispensas de Júlio César, Daniel Alves e Lúcio. Até aí, nenhum problema aparente. Os três goleiros reservas – Victor, Fábio e Jefferosn – estão prontos para substituir Júlio César a qualquer momento.

Maicon, um dos destaques da Inter, reassume simplesmente o posto que foi seu no período todo em que Dunga esteve comando o time nacional. E David Luiz, guindado à zaga titular por Mano, na fase em que Lúcio não vinha sendo chamado, não só foi muito bem com a canarinho, como acaba de ser eleito uma das grandes revelações do futebol inglês.

Assim como a dupla de volantes – Lucas Leiva e Ramires – tem dado conta do recado.

A encrenca começa aqui, no chamado terceiro homem de meio de campo, onde Ganso tem cadeira cativa, desde que possa jogar. Afinal, foi o único meia autêntico, com poder de organização e de criação superior, que entrou no time e resolveu logo de cara.

Mano, seguindo o roteiro por ele estabelecido no início de seu trabalho, na ausência forçada de Ganso, passou a testar alguns meias que poderiam fazer esse papel: Douglas, Renato Augusto e Jadson, se não me escapam outros, por exemplo. Não funcionou.

Então, animado pelo ótimo desempenho de Elano nos três primeiros meses da temporada, na sua volta ao Santos, Mano resolveu dar um passo atrás na sua proposta, escalando um terceiro volante por ali.

Há quem garanta ser Elano um meia genuíno. Não concordo. Mas, nem talvez seja esse o caso, pois Elano tem bom passe, experiência, e bate na bola como poucos de longa e média distâncias, assim como é mestre em bolas paradas. Mas, já nos últimos tempos vem revelando lentidão excessiva e pouca participação nos jogos, seja defendendo, seja armando.

Se quiser reornar ao caminho inicial, cabe ao treinador brasileiro, escolher entre estas alternativas para a posição, no elenco atual: Anderson ou Thiago Neves.

Anderson leva a vantagem de ser mais solidário na marcação e no fechamento dos espaços na nossa intermediária. Thiago, porém, é aquele canhoto de drible fácil e chute potente.

Há, porém, outra possibilidade: Lucas, que tem atuado, mais ou menos, como esse meia no São Paulo, embora não seja seu perfil futebolístico. Lucas é mais chegado ao drible e à condução de bola.

Na cabeça de Mano, a posição ideal de Lucas é no ataque, ali pela direita, fechando para o meio, quando o time estiver sem a bola. Bem pensado. Isso, porém, implicaria ou na saída de Robinho, ou na ausência de um centroavante típico.

Quanto a este, Fred desperdiçou sua chance diante da Holanda. Portanto, a hora, agora, é de Leandro Damião. O certo mesmo é que Neymar segue firme lá na frente. E nem poderia ser de outra maneira.

De qualquer jeito, não gostaria de estar nas botas de Mano, como diria aquele velho texano.

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
  3. SELEÇÃO PREVISTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

Compartilhe: Twitter

O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 4 de junho de 2011 Sem categoria | 18:57

MANO E O LUGAR-COMUM

Compartilhe: Twitter

Por Milton TrajanoO Brasil começou e terminou o jogo contra a Holanda, sob vaias da torcida no Serra Dourada, com três volantes. Quer dizer, só não terminou com três volantes porque Ramires foi expulso. E, na maior parte do tempo, foi aquele ramerrão, muito pega-pega no meio de campo e raras emoções no ataque.

Houve, apenas um breve momento em que a Seleção Brasileira quebrou o lugar-comum e criou uma série de boas oportunidades, com Robinho, Neymar etc., no início do segundo tempo, sobretudo, depois da entrada de Lucas no lugar de Elano.

Mas, logo, Mano retornou ao esquema com três volantes, ao trocar Robinho por Sandro, o que animou a Holanda  a se aventurar ao ataque.

Ao assumir a Seleção, Mano deu sinais de que não só promoveria uma reformulação de elenco, mas, principalmente, de mentalidade, mudando a forma de nosso time jogar. Mas, aos poucos, começou a refluir para o clichê convencional de nossos times e até mesmo da Seleção que disputou a Copa do Mundo na África.

Fórmula que contraria inclusive sua maneira de pensar. Ainda é tempo de Mano escapar dessa armadilha ardilosa, aquela que recomenda não correr riscos para não criar marolas. Ao contrário: as vaias do Serra Dourada refletem bem que o torcedor brasileiro já está de saco cheio com esses sistemas em que a cautela pragmática submete a aventura e a imaginação, atributos eternos de nosso futebol.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  2. O MODERNO E O ANTIGO
  3. E PODE?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira | 18:25

ENTRE A CAUTELA E A OUSADIA

Compartilhe: Twitter

O Brasil entra contra a Holanda, no amistoso do Serra Dourada, amanhã à tarde, com uma formação pautada entre a cautela e a ousadia. A cautela se impõe pela presença de três volantes – Lucas Leiva, Ramires e Elano. A ousadia, pela escalação de um trio ofensivo – Robinho, Fred e Neymar.

Pelo menos, foi o que sugeriu o coletivo de hoje, embora não me surpreendesse se o time brasileiro começasse já com Anderson no lugar de Robinho, que, de fato, não seria verdadeiramente um atacante, mas meia de ligação entre a linha média e o ataque.

Não é a minha formação preferencial, embora seja ajuizado utilizar os santistas Elano e Neymar, mais Robinho, que até outro dia estava na Vila, em nome de um melhor entrosamento para uma equipe com tão pouco tempo de ajuste.

A meu ver, valeria mais à pena Mano tentar uma formação escalonada a partir do meio de campo. Digamos, Lucas Leiva, Ramires, Anderson, Lucas ou Robinho; Fred e Neymar. No segundo tempo, sai Fred, entra Lucas, avançando Robinho.

Isso tudo, claro, em tese. Lá no campo, a história é outra. Ou não.

De qualquer forma, a Holanda, mesmo sem Sneijder, vem aí com um trio de frente pra ficarmos de olho dobrado: Kuyt, Van Persie e Robben, esse extraordinário canhoto que só não está há anos no topo da lista dos melhores do mundo porque passa mais tempo na enfermaria do que em campo.

Jogo bom de se ver.

CLÁSSICOS BRASILEIROS

Na rodada deste fim de semana, dois clássicos nacionais assomam a cena: Flu e Cruzeiro, amanhã, e Flamengo versus Corinthians, no domingo.

O Cruzeiro começou o Brasileirão tropeçando no placar. Mas, no jogo da bola rolada, no geral, foi tão fluente como no início da temporada. Chegará ao Engenhão desfalcado do goleirão Fábio e do volante Henrique. E, se Fábio tem sido um bastião na meta azul, Henrique tem substituto à altura – Fabrício, titular até se machucar e levar um tempão no estaleiro.

Já o Flu não terá Fred, mas, obviamente, Rafael Moura ocupará seu lugar. Tecnicamente, há um abismo entre ambos. A diferença é que a técnica também depende do físico, e, nesse quesito, Fred está pisando na bola. Já Rafael Moura exala energia por todos os poros.

O mais importante, porém, para o Tricolor carioca, é que Deco parece ter finalmente recuperado sua melhor forma. Jogou muito na rodada anterior, e, dizem, matou a pau no coletivo final. Se Conca voltar a jogar como na temporada passada, então, esse jogo vai pegar fogo.

No clássico das duas maiores torcidas do Brasil, festa de despedida para Petikovic, o Flamengo sai na frente, em teoria. Primeiro, porque joga em casa. Segundo, porque tem mais time do que o Corinthians, neste exato momento. E, por fim, com Pet em campo, mesmo sem jogar há muito tempo, não deverá sentir tanto a ausência de Thiago Neves.

Além do mais, Ronaldinho Gaúcho, se continua muito distante daquele melhor do mundo dos tempos do Barça, dá sinais de progressão na busca de um futebol mais condizente com suas reais possibilidades.

Quanto ao Corinthians, o retorno de Jorge Henrique como titular, ao lado de Danilo, na armação do meio de campo, é sempre uma boa expectativa de que Liedson e William recebam as bolas certas, no lugar certo, na hora certa.

Expectativa maior, porém, fica em torno da presença do Xeique Emerson no banco. Quem sabe, entrando, né? Pode ser.

Contudo, apesar do favoritismo rubro-negro, é sempre um clássico. E, como tal…

Notas relacionadas:

  1. AH, FLU…
  2. DIEGO MAURÍCIO, UFA!
  3. ROGÉRIO, NOTA 100
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 2 de junho de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 00:39

PARECIA FÁCIL, MAS…

Compartilhe: Twitter

Foi uma decisão a la Libertadores dos velhos tempos: jogo acirrado, pedrada que atingiu a testa do técnico Muricy, e um placar de 3 a 3 lancinante, com bolas nas traves de cá e de lá.

E olhe que no primeiro tempo parecia que a coisa caminharia facilmente para o Peixe, que abriu 3 a 1, graças à esperteza de Zé Love, à lambança da defesa do Cerro e ao talento de Neymar, contra o oportunismo de Benitez.

Mas, no segundo tempo, o Peixe recuou demais e concedeu espaços para o Cerro empatar, e quase virar o placar, o que também não alteraria em nada o rumo do Santos em direção à final da Copa Libertadores da América.

VASCÃO!

No primeiro tempo da decisão da Copa do Brasil, o Vasco levou a melhor sobre o Coritiba, por 1 a 0, gol de Alecsandro, desviando de cabeça cruzamento da direita. Era mais ou menos o esperado, já que o Vasco jogava em casa e o Coritiba parece ter quebrado aquele encanto da incrível série invicta dos primeiros meses do ano.

Mas, o placar reflete o equilíbrio da partida, o que deixa em suspenso o desfecho final.

Notas relacionadas:

  1. PÍFIO ANÚNCIO DA GRANDE FINAL
  2. PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS
  3. PEIXE NO FIO DA NAVALHA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 31 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 19:28

O PEIXE NA RAIA OFICIAL

Compartilhe: Twitter

Certamente, o discurso que todos os torcedores portadores do tal DNA do Santos gostariam de ouvir às vésperas do derradeiro confronto com o Cerro, pelas semifinais da Libertadores, seria mais ou menos este: vamos a Assunção impor nosso jogo, nosso estilo, nossa maneira de jogar, destemida, ofensiva, recheada de dribles desconcertantes, chapéus, passes inesperados e muitos gols, ainda que percamos o jogo, um risco que correríamos sempre se, ao contrário, nos amoitássemos atrás de feroz retranca, pois, em futebol, num jogo só, o resultado é imprevisível.

Mas, não é essa a fala peixeira. Ao contrário: o que a turma chegou lá dizendo é que se trata de jogo difícil, que exige extrema cautela, que essa história de jogar bonito é conversa mole pra boi dormir, e que o zero a zero será saudado com fogos e champanha, já que esse desfecho projeta o Santos para a decisão da taça.

Nem poderia ser outra, aliás. Pois, o time que entrará no estádio Pablo Rojas não é aquele que foi capaz de unir eficiência e espetáculo na dose exata, no primeiro semestre do ano passado, campeão da Copa do Brasil e do Paulistão. E o elenco de que dispõe Muricy para esse jogo, embora de qualidade comprovada, não tem bala para atingir esse patamar especial.

Pode, sim, voltar de Assunção com a classificação para a final e até com uma vitória consagradora. Mas, se o fizer, será num nível mais próximo da realidade do atual futebol brasileiro: bom, eficaz em certos momentos, mas de brilhos intermitentes, em geral, cintilando nos pés de Neymar.

Portanto, se me permitem, sugiro ao amigo peixeiro, em vez da inebriante champanha da celebração antecipada, uma dose de uísque pra relaxar, e reza braba pra que tudo dê certo.

Depois, sim, é soltar as frangas. Ôps, as lagostas com champanha.

O FUTURO DE HERNANES

Cruzo com Hernanes nos corredores da tv e colho dele a certeza de que, apesar de algumas sondagens para sair de Roma, ele está disposto mesmo a ficar no Lazio.

Garante que está adorando a cidade, o clube, os companheiros e tutti quanti. E que já se adaptou à nova função, mais adiantada, quase um atacante verdadeiro.

Mas, cá entre nós, duvido que Hernanes, jogando o que jogou nesta temporada na Lazio, permaneça por lá muito tempo.

CONCEITO CATALÃO

O conceito precede à prática e aos resultados. Pelo menos, no caso desse deslumbrante Barça.

Nesse caso, o conceito básico é o seguinte: vamos montar um time que ocupe um terço do gramado – da nossa intermediária à deles. Por quê? Porque, como já ensinou Rinus Mitchels – o inventor do Carrossel Holandês da Copa de 74, jamais reproduzido na íntegra, por nenhum outro time do planeta -, à época, treinador também do Barcelona de Cruyjff, Neskeens etc., se você compactar o seu time de intermediária a intermediária, estará sempre mais próximo da meta adversária, e capacitado a trocar passes de primeira: um-dois.

Quanto mais trocar passes, seu time estará mais próximo do fundamento essencial do jogo. Além do mais, evitará o confronto direto com os marcadores, e não desgastará os músculos, os pulmões e as mentes de seus jogadores, correndo atrás do adversário ou de bolas lançadas a esmo.

E, mais, se o amigo apoiar seu jogo no toque-toque, fará poucas faltas e não perderá o equilíbrio emocional. Resultado: menos suspensões por cartões e por lesões.

Assim, se você preservar a integridade física e mental de seu time, o amigo terá o mesmo time jogando junto por um tempo maior do que ocorrer com os demais, habituados a jogar a partir de uma defesa recuada, que lança chutões pra frente.

A sua marcação se resume em ocupar espaços que estão próximos de você mesmo, pois a compactação das três linhas (defesa, meio-campo e ataque) facilita essa tarefa. Além do mais, vale lembrar a estatística que diz o seguinte: a recuperação de bola por um time é coisa de setenta por cento resultante do erro de passe do adversário. Logo, você não precisa estar atacando o adversário com a bola via carrinhos e outros lances que permitam a ele se organizar em campo, durante uma cobrança de falta.

Por fim, você mantendo por um longo tempo seu time principal com os músculos, os pulmões e a mente em forma, mais vezes esse time entrará em campo. E, quanto mais vezes o mesmo time entrar em campo, mais se afia o conjunto, a capacidade, enfim, de tocar a bola e impor seu jogo conceitual.

Esse é o mistério do Barça, não treinamentos específicos ou qualquer outro artifício de um técnico milagroso. Traduzindo: a mais pura simplicidade, fruto da maior complexidade, como costuma ser a simplicidade, aliás.

E que consegue a proeza de manter a bola sob seu domínio por setenta por cento do jogo, praticar a base de cinco faltas por jogo (sofre coisa de 15, no máximo) e mantém a média de gols nas cercanias dos três.

O Barça joga como Guardiola jogava, quando era um volante de alta classe, tocando a bola sem dar pelota às críticas dos pragmáticos de plantão, que exigiam dele mais voluntariedade.

Isso, na esteira desses tantos holandeses voadores, de Rinus Mitchels a Reijkaard, passando por Cruyjff e Van Gaal.

As sofisticações foram se depurando, ao longo do tempo, até que a decantação final produzisse esse Barça, de tanta consistência, cor e sabor.

FIFA SOMBRA

Está marcada para amanhã a eleição – ou melhor, aclamação – de Sepp Blatter para mais um mandato do suiço à presidência da Fifa. Em meio à enxurrada de denúncias de corrupção, envolvendo o Comitê Executivo da entidade e do próprio presidente, Blatter conseguiu desviar os disparos sobre os inimigos e saiu ileso, com seus amigos, do tiroteio.

A Federação Inglesa pede adiamento do pleito, mas os ingleses, que também não são flores que se cheirem, embora me pareçam do lado certo neste caso,  duvido que tenham êxito.

Aliás, se houvesse um rapa geral na Fifa, como na CBF e demais entidades que tocam essa barca entupida de barras de ouro de cá pra lá, duvide-o-dó que a nova tripulação fugiria do roteiro traçado pela amibição desmedida e descarada dos dias em que vivemos.

Já tive tantas decepções nesta minha já longa caminhada – e não só no esporte -, que me sinto um Diógenes apesentado.

Pra quem não sabe, Diógenes era aquele filósofo da Grécia Antiga, discípulo de Antístenes, criador da Escola Cínica (cínico, de cão, o único bicho confiável), que morava num barril e de lá saía com uma lanterna acesa pela cidade em busca do homem íntegro. Morreu sem encontrar.

Lendário é o episódio em que, estando tomando sol diante de sua barrica, postou-se um desses poderosos à sua frente e intimou-o:

- Diize o que desejas neste momento e te concederei a dádiva de imediato. O que quiseres: ouro, poder, palácios, as mais belas donzelas, o que desejares!

Diógenes, então, olhou-o nos olhos, e respondeu:

- Só desejo que saias da minha frente para que não continues me roubando o raio de sol que me aquece.

Notas relacionadas:

  1. A LONGA JORNADA DO PEIXE
  2. O PEIXE DESTE SÉCULO
  3. PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 20
  4. 28
  5. 29
  6. 30
  7. 31
  8. 32
  9. 40
  10. 50
  11. 60
  12. Última