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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Seleção Brasileira | 15:18

A VEZ DOS OLÍMPICOS

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Outro dia, quando a CBF anunciou a série de amistosos marcados para a Seleção Brasileira neste primeiro semestre, disse aqui que melhor seria, nesse caso, utilizarmos a garotada que participará das Olimpíadas em Londres, com os devidos reforços acima dos 23 anos exigidos pelo COI.

O fato é que isso acontecerá mesmo, mas só em junho, quando o Brasil fará seus amistosos nas chamadas datas-Fifa, período em que os jogadores lá de fora poderão ser convocados por Mano Menezes.

Antes, teremos de nos valer apenas dos craques que atuam pelo Brasil, o que provocará chiadeira geral dos clubes, sobretudo os que têm munição para oferecer ao arsenal canarinho. Justamente aqueles que estarão aí disputando Libertadores y otras cositas más.

Isso, por certo, forçará o técnico a balancear as convocações, tentando não prejudicar demais este ou aquele clube. No caso do Santos, porém, será inevitável, pois Ganso e Neymar são figurinhas carimbadas.

Mas, se Mano chamar mesmo os melhores, praticamente será a Seleção Olímpica, do meio de campo pra frente.

Sim, porque o que minha bola de cristal revela para junho o seguinte time, até mesmo contra a Argentina titular, imagino: Rafael ou Neto; Danilo, David Luís, Thiago Silva e Alex Sandro; Rômulo e Casemiro (se voltar a jogar a bola do Mundial Sub-20); Ganso e Lucas; Leandro Damião e Neymar.

E ainda terá Pato, Dudu, P. Coutinho, quem sabe Wellington Nem, de volta ao Flu, Oscar, que, pra mim, seria titular no lugar de Lucas, e quem mais se destacar até lá, que essa coisa, no Brasil, é sempre muito dinâmica.

Restará ao treinador escolher a defesa só com jogadores que atuam por aqui.

Que tal Jefferson ou Victor; Bruno ou Fágner; Dedé, Antônio Carlos ou Rodolpho e Cortês ou Kleber?

Dê a sua sugestão, amigo.

TRICOLORES

Antes das rodadas iniciais dos estaduais do Rio, São Paulo e Rio Grande, listei aqui os três times que melhor e mais se reforçaram neste início de ano: o Fluminense, o São Paulo e o Grêmio.

O Grêmio, que foi a grande decepção, ao perder para o Lajeadense por 2 a 0, em pleno Olímpico, contudo, tem elenco pra virar esse jogo de tão mal começo.

Ainda mais se vierem também Carlos Eduardo e Giuliano (ex-Inter), contratações que, no entanto, ficam mais difíceis a cada hora que passa.

Já Fluminense e São Paulo passaram bem pelo primeiro teste. O Flu, com seu time reserva; o São Paulo, com dois reforços apenas, ainda no aguardo de acertar com Nilmar e Osvaldo, ex-Ceará, o que conferirá ao ataque um poder de fogo extra, sem dúvida.

Mas, é muito cedo para euforias ou depressões. Tudo não passa, por enquanto, de meras expectativas.

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. DE OLHO NO FUTURO
  3. O QUARTETO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 22 de janeiro de 2012 Sem categoria | 21:37

O TOM TRICOLOR

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No domingo dos estaduais, a nota alta foi dada pelo São Paulo, que goleou o Botafogo RP por 4 a 0. E a decepção coube ao Inter, que perdeu de virada para o Avenida no campo do adversário.

É verdade que o Inter jogou com sua equipe reserva. Mas, que diabo!, vencia por 2 a 0, jogava bem no primeiro tempo, e, no segundo, abriu o bico.

Já o São Paulo foi na mesma toada, do início ao fim, mantendo o controle absoluto do jogo, com direito a impingir uma goleada ainda maior não fossem tantas aschances desperdiçadas.

E olhe que Rogério Ceni não jogou – e não jogará por muito tempo, segundo os médicos –, nem Jadson, recém-contratado, ou Fabrício, que chegou ao Morumbi para enfurnar-se na enfermaria.

Apenas Cortês e o zagueiro Edson Silva estrearam. Cortês, discretamente, e Edson, mais ativo, até fez um gol de cabeça e participou de outro.

Mas, o Bota é tão fraquinho, que nem dá para medir a força do São Paulo ainda.

Quem não convenceu mais uma vez foi o Palmeiras, apesar da vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino, no campo do inimigo. Valeu mais pelos três pontos conquistados, e, sobretudo pela atuação exemplar de Valdívia, o único a dar um toque de classe no atual Verdão.

Assim como quem cumpriu seu dever sem grandes euforias nem depressões foi o Vascão, que venceu o Americano, em Macaé, por 2 a 0, gols de Alecassandro e de Fagner, o melhor do jogo.

Com um time misto, o Vasco só foi penar um pouco no final, depois da expulsão de Jonathan.

Por seu lado, o Botafogo oscilou mais do que o devido diante do Resende, no Engenhão. Durante todo o primeiro tempo, teve o domínio da bola e dos espaços, meteu bola na trave, desperdiçou pênalti e marcou seu gol com Loco Abreu, claro, mas tomou o empate, num raro ataque do Resende.

No segundo tempo, embora tivesse a bola a seus pés, sofreu um tanto para definir o placar. Pelo menos, até Herrera entrar no lugar de Elkeson, o que alterou o esquema de cinco armadores e um atacante para quatro apoiadores e dois avantes.

Resultado: num relâmpago, o Glorioso disparou 3 a 1, e caiu no sossego.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sábado, 21 de janeiro de 2012 Sem categoria | 23:43

RISOS E LÁGRIMAS

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A bola começou a rolar oficialmente em São Paulo, Rio Grande e Rio.

O Paulistão foi o único a promover uma festa de abertura com toda pompa e circunstância, no estádio Barão de Serra Negra, onde o XV de Novembro de Piracicaba, de volta à Série A depois de dezesseis anos de ausência, empatou por 1 a 1 com os reservas do Santos. E, finda a celebração, ainda dava para se ouvir em Piracicaba o eco das gargalhadas vindas d’além mar.

Sim, porque, acredite, meu amigo, a festa de abertura do Campeonato Paulista, na noite de sábado, deu-se três jogos depois de aberto o Paulistão.

À tarde, o Corinthians havia sofrido o diabo para virar sobre o Mirassol, por 2 a 1. Começou perdendo e sendo dominado pelos amarelinhos, sob o comando de Xuxa. E só foi se reabilitar no segundo tempo, sobretudo depois da expulsão de Alex Silva, o que permitiu ao técnico Tite lançar mão de um expediente realmente ousado, ao trocar o beque Paulo André pelo atacante Elton, ex-Vasco. Elton entrou e fez o gol da vitória.

Enquanto isso, a Lusa protagonizava a primeira surpresa do torneio, ao perder, em casa, para o Paulista de Jundiaí por 2  0, em tarde de Lenílson, lembra?

Surpresa muito maior, porém, foi a proporcionada pelo Grêmio, na estreia do Gauchão. Toda a grande expectativa pelo novo time tricolor derruiu diante do modesto Lajeadense, que, em pleno Olímpico, ganhou por 2 a 0, em noite que levou o Gladiador do céu ao inferno de um tempo para outro.

No primeiro, Kleber foi bem, como, de resto todo o time. Mas, no segundo, um desastre!

E olhe que o Grêmio ainda teve coisa de meia hora com um jogador a mais em campo pra salvar a pele, em vão.

Já no Rio, foi um Fla-Flu em festa. Ambos jogando com seus times reservas golearam e encheram de esperança seus torcedores.

O Fluminense, que tem, a meu ver, o melhor elenco do país neste momento, meteu 3 a 0 no Friburguense, assim como quem estava tomando água de coco na beira da praia. E o Flamengo, idem com batatas, diante do Bonsucesso, com direito a um gol a mais do que seu rival.

Resta, agora, ver o que farão neste domingo São Paulo, Palmeiras, Vasco, Botafogo e Inter, embora seja apenas o primeiro passo em competições longas e tediosas até que se chegue realmente ao que interessa.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 Sem categoria | 15:33

EMOÇÃO NA COPINHA

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O jogo foi uma emoção só, ininterrupta. E o Furacão varreu o Palmeiras da Copinha, por 4 a 3.

Mas, se o Atlético PR segue para a próxima fase do torneio com todos os méritos, pois se revelou mais uma vez um time determinado e com boa técnica, o Palmeiras sai de fronte erguida, deixando nos campos da Copinha algumas sementes promissoras para o futuro do clube, como os meias Diego, Sabiá, Dybal, além do zagueiro Luís Gustavo, que lembra, no estilo veloz e arrojado um pouco o futebol de Lúcio.

Antes, o Corinthians, que mantém cem por cento de aproveitamento, passou bem pelo América mineiro, campeão brasileiro entre outros títulos: 2 a 0.

Placar, diga-se, modesto diante das tantas chances criadas e perdidas pelo Corinthians, que, novamente, mostrou um jogo seguro na defesa, sobretudo pela presença da dupla de zaga Antônio Carlos e Marquinhos, e fluente do meio pra frente, com o lateral-esquerdo Dener, o volante Gomes, os meias Giovanni, Anderson, Mateusinho, os atacantes Leonardo, o melhor em campo, e Douglas, depois Leandro, autor do segundo gol.

É uma turminha que, passando ou não pelo Furacão na próxima rodada, merece
atenção especial no Parque, creia.

OLHO NA LUSA

A Lusa levou o Troféu Sócrates e carimbou a faixa do campeão da Série A do Brasileirão, ao vencer o amistoso com o Corinthians, por 1 a 0, gol de Rafael. Mas, não pelo curso normal da partida. Afinal, a vitória veio no segundo tempo, quando era reserva contra reserva, e o reserva do Corinthians foi melhor, meteu bola na trave e tal e cousa e lousa e maripousa.

A Lusa deveria mesmo era ter conseguido a vantagem no placar durante a etapa inicial – titulares contra titulares –, quando foi superior ao Timão, e criou as melhores chances com Vandinho e Rodriguinho, cara a cara com Júlio César.

De qualquer forma, a Lusa demonstrou, diante de um campeão entrosado desde o ano passado, que veio para fazer história na cena principal do nosso futebol.

Pode não ganhar nada, mas vai dar um trabalhão pra muita gente grande.

BARÇA, DE NOVO

Mais uma vez o técnico Moruinho fez alguns passes de mágica na armação do seu Real Madrid pra tentar quebrar a escrita diante do rival Barça. Escalou Altintop na lateral-direita, o zagueirão Pepe no meio de campo, e um trio atacante com Cristiano Ronaldo, Higuain e Benzema.

E mais: logo de cara, em veloz escapada de Cristiano Ronaldo, abriu a contagem, em pleno Santiago bernabéu.

Mas, o quê…
Depois de um tempinho em que teve de resistir ao assédio dos merengues, o Barça, com sua formação habitual, pois a mágica de Guardiola é o mais óbvio bom senso de não mexer no time, pôs a bola no chão e passou a envolver o adversário.

E, assim, no segundo tempo, com os tradicionais 70 por cento de posse de bola, virou o jogo: o empate veio em fulminante peixinho de Puyol, e a vitória, dos pés de Abidal, em passe magistral de Messi.

Depois do jogo, a expressão fúnebre de Moruinho diz tudo a respeito desse confronto eterno cujo desfecho já está escrito nas estrelas muito antes de a bola rolar.

O CASO ADRIANO

Há por aí uma forte tendência ao julgamento moral de Adriano, sob o qual mal se disfarça aquele preconceito de classe e racial, do tipo negro, favelado, analfabeto que ficou rico e famoso só porque sabe chutar uma bola no gol.

Isso está embutido na nossa cultura desde séculos, embora, na superfície, tenhamos experimentado grandes avanços no sentido contrário.

Além do mais, há essa questão do custo benefício, um dos dogmas intocáveis da nossa sociedade de consumo. Afinal, Adriano vale o que custa?

Segundo dizem, trata-se de uma fortuna considerável investida pelo Corinthians na contratação e manutenção do jogador que não joga. Nesse aspecto, até aqui, claro, Adriano não valeu o que recebe.

Mas, vale ainda apostar na sua recuperação – se não plena, ao menos, o suficiente para jogar uma partida sim, outra não?

O Corinthians já está perdendo a paciência, que até aqui foi de Jó, diga-se, embora tenha se coberto com a contratação de Elton, centroavante de estilo semelhante, mais jovem, em forma, e que vem de boa campanha pelo Vasco, o vice-campeão do Brasil.

Resta a Adriano responder se quer mesmo retomar sua carreira, no mínimo, num patamar aceitável.

Mas, é aí que a porca torce o rabo. Por tudo que Adriano tem feito consigo mesmo e com sua carreira, que já foi gloriosa, restam mais dúvidas do que certezas a esse respeito.

O que realmente deseja Adriano? Só ele pode dizer, se é que tenha uma resposta para isso.

Quanto ao Corinthians, está diante do seguinte dilema: segue até junho, quando finda o contrato entre as duas partes, esperando por um sortilégio qualquer, na base de já que investimos tanto, truco!, ou chama o rapaz na sala de reuniões, rescinde o contrato, em nome da estabilidade no elenco, paga o preço correspondente à decisão, e ciao e bênça.

Desconfio que a primeira alternativa prevalecerá, já que esta ainda guarda um fio de esperança de que o negócio não tenha sido absoluta e definitivamente em vão. A outra é o fim.

CAROÇO NO ANGU

Bem, se realmente Luxemburgo chegou a pedir a cabeça de Ronaldinho Gaúcho porque o craque teria sido flagrado em hora e andar do hotel do Paraná impróprios, então, este ciclo do famoso treinador no Flamengo chegou ao fim. (Ponho no condicional por não ter testemunhado o acontecimento, embora Luxemburgo ao contornar a pergunta a respeito, em Sucre, mais confirma do que desmente o fato).

Pode não ser já, de imediato, mas, não haverá como conciliar na Gávea os dois egos em conflito por muito tempo.

O que me causa estranheza é a atitude extrema do técnico, que já foi jogador, malandro velho, escolado, diante de uma falta tão comum e irrelevante no nosso futebol como andar a pé.

Nesse angu tem caroço, meu.

SELEÇÃO DA UEFA

Casillas; Daniel Alves, Piqué, Thiago Silva e Marcelo; Xavi, Iniesta e Bale; Robben, Messi e Crsitiano Ronaldo, eis a Seleção da Europa do ano findo anunciada pela Uefa. Assino embaixo.

Temos aí três brasileiros, todos defensores – os laterais Dani Alves e Marcelo, além do zagueiro Thiago Silva. Se levarmos em conta que o goleiro Júlio César e os centrais Lúcio e David Luís foram bem votados, veremos que a defesa de nossa Seleção está bem formada, pelos exigentes padrões europeus.

Mas, espie só o amigo essa escalação e lhe ofereço uma lupa de graça para achar aí um mísero volante de ofício sequer. Nenhum, quanto mais os dois ou três que continuam fazendo a cabeça de nossos treinadores e comentaristas.

Quando nos livraremos desse mal, amém?

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Sem categoria | 14:44

FLA, EM CÍRCULOS

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E o Flamengo não consegue romper esse círculo de giz encantado, onde roda, roda, roda, e não sai do lugar.

A presidente Patrícia Amorim, em meio a tanta balbúrdia, vem a público não para anunciar ações positivas no sentido de dar um basta nas dissensões e incertezas que rondam a Gávea, mas, tão somente para se queixar do rival Flu no aliciamento de Thiago Neves e punir o zagueiro Alex Silva por ter sumido do clube.

Nada de contratações, de que tanto carece o time para enfrentar a dura temporada que se anuncia. Nnehuma mudança estrutural que pudesse elevar o Rurbo-Negro a um patamar mais compatível com sua gloriosa história, nada disso.

Enquanto isso, a rádio-fofoca da Gávea transmite sem cessar o murmúrio de que, se não voltar vitorioso de Postosi, na estreia do Fla na pré-Libertadores, Luxa dança. E já se fala em Papai Joel e até Renato Gaúcho, como alternativas para o cargo de treinador rubro-negro.

E o tal projeto traçado pelo clube em conjunto pelo clube e Luxemburgo, aquele que inclui, além da montagem da equipe, a construção do novo Ninho do Urubu?

Meu amigo, não há projeto que resista às chamas das fogueiras das vaidades, que ardem aqui e ali, em todos os clubes de futebol brasileiros.

JOGO DAS FAIXAS

Nesta quarta-feira, os campeões brasileiros da Primeira e da Segunda se enfrentam num amistoso sugestivo, no Pacaembu.

O Corinthians é o mesmo da temporada passada, e está nos trinques como se pôde ver no primeiro tempo do amistoso com o Flamengo, domingo. Já a Lusa há de se ver como compensará a saída de seu capitão e principal articulador de jogadas – Marco Antônio, agora no Grêmio.

Não, Marco Antônio não é nenhum Ipojucã, Ocimar, Basílio, Dicá ou Dener, pra ficarmos com alguns meias que fizeram história com a camisa rubro-verde nos últimos cinquenta anos. Mas, é peça rara no futebol atual, aquele meia que pensa o jogo e o faz fluir em passes exatos.

O técnico Jorginho, por sinal, foi um deles, quando craque da própria Lusa, no passado, e sabe muito bem da importância de um jogador desse tipo.

Portanto, vale prestar muita atenção na solução que Jorginho dará a essa questão, mesmo porque seu time estará desfalcado também de Guilherme, o volante-xodó do treinador.

CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

Não vou ficar aqui reprisando a importância histórica, cultural e política desse confronto entre Real e Barça, pelas quartas de final da Copa do Rei, amanhã, no Santiago Bernabéu.

Prefiro me ater ao momento atual das duas melhores equipes do planeta.

O Barça é o campeão do mundo, da Liga dos Campeões e tri espanhol. Mas, o Real é quem lidera o campeonato nacional, com folga considerável, dado as características desse torneio, e com números exuberantes.

E olhe o amigo que ainda outro dia, Pep Guardiola, técnico do Barça, declarou na tv que o Campeonato Espanhol era mais importante do que todos os demais torneios, pois é aquele cuja fórmula (dois turnos, lá e cá, por pontos corridos) estabelece de fato quem é o melhor.

Mas, se o Barça nesse quesito está atrás do Real, na disputa direta entre ambos nos últimos tempos ganha de goleada: 8 a 1, se não me falham os números.

Isto é, em nove confrontos diretos, seja por qualquer torneio, o Barça venceu oito e o Real apenas um, o que lhe deu a Copa do Rei da temporada passada.

Isso, certamente, deve estar fazendo o ego monumental do técnico Mourinho girar feito biruta de aeroporto.

Afinal, Mourinho, em cada um desses embates, testou as mais diferentes fórmulas para conter o toque de bola hipnótico do adversário e tomar o controle do jogo, em vão.

Quem sabe desta vez consiga? Quem sabe.

EU PERCO E ALGUÉM PAGA

O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, seria divertido, não fosse patético.

Leio na Internet que, num almoço em Cotia, o cartola desabafou a propósito da precoce eliminação do seu time da Copa São Paulo Jr.:

- Eu não posso perder para um time juntado. Não posso perder e perdi. Então, alguém vai pagar por isso!

Ora, ora, se eu jogo e eu perco, só há um culpado que deve pagar por isso: EU, meu.  Mais ninguém, mesmo porque não há no São Paulo outro além do eu infinito do seu presidente.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Sem categoria | 17:52

OS GRANDES E SEUS REFORÇOS

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Os três grandes do Brasil que mais e melhor contrataram reforços até aqui foram, sem dúvida, Grêmio, Fluminense e São Paulo.

Só pra ficarmos com os mais famosos, vejamos.

O Grêmio montou um ataque de respeito, com Kleber Gladiador e Marcelo Moreno, mais Marco Antônio para acioná-los, ao lado de Douglas, que está sai-não-sai mas, pelo jeito, fica no Olímpico. E ainda tem lá Marquinhos, outro hábil e experiente armador – três armadores, num futebol sem armação, é um luxo que nenhum ouro time ostenta.

Talvez, só o Fluminense, que trouxe Wagner de volta ao Brasil para formar a dupla de regentes com Deco.  E, se Souza cumprir o prometido – de voltar a jogar o que sabe, então o Flu se equiparia nesse quesito ao Grêmio.

Caso se confirme a volta às Laranjeiras de Thiago Neves, então, sai de baixo.

Outra boa contratação do Flu foi o volante, que joga também na lateral-direita, Jean, ex-São Paulo. Tem boa técnica, disciplina tática e é muito dedicado na marcação.

Falando em São Paulo, a chegada de Jadson foi a grande tacada, o preenchimento de uma ausência que já se tornava crônica no Morumbi. Assim como as vindas de Fabrício e de Cortês são também são promissoras.

Ainda falta um atacante pra compensar a saída de Dagoberto, grande reforço do Inter, que, a exemplo de Corinthians e Vasco, não foram ávidos ás compras.

Mas, mantiveram suas equipes, em alto nível.

Quem ainda está devendo nessa área? Flamengo, Botafogo, Palmeiras, Santos, Atlético e Cruzeiro.

Flamengo, Cruzeiro e Santos ainda se debatem para manter algumas de suas principais atrações – Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Montillo e Ganso -, enquanto o Palmeiras, zonzo pelo soar constante e estridentes das cornetas, não sabe para onde ir.

Quanto ao Galo, está ali, mineiramente, na encolha, à espera da tão demorada alvorada para soltar seu canto de guerra, finalmente.

MONTILLO POR GANSO

A coisa toda não passou de um bate-papo no ar entre meu querido Fábio Sormani e um diretor do Santos. O comentarista perguntou sobre hipotética troca, por empréstimo de um ano, de Ganso por Montillo, e o cartola achou a ideia boa. Ponto.

O presidente do Santos, de volta das férias, negou qualquer movimento nesse sentido, mas a ideia ficou no ar e floresceu rapidamente neste campo árido da entressafra de notícias do futebol.

Mas, digamos que essa sugestão se infiltre nas almas dos cartolas dos dois clubes. Seria um bom negócio para quem?

Bem, em primeiro lugar para meu considerado Sormani, que teria dado origem a uma notícia estrondosa, a mais surpreendente e espetacular do ano que mal se inicia.

Antes de mais nada, vale comparar o momento e as possibilidades de cada um dos jogadores citados.

Montillo, beirando a fatídica idade dos 30 anos, vem jogando demais. É um daqueles meias raros que unem aos seus pés descortino, habilidade e senso tático.

Ganso, mal dando seus primeiros passos na cena principal do futebol, em pouco tempo, mostrou toda a sua genialidade, assinalando para um futuro sem limites. Isso, caso, as constantes e graves lesões já sofridas neste pouco tempo de carreira, não se tornarem crônicas e intermitentes, o que certamente o impedirá de atingir o auge de suas potencialidades.

Nesse caso – se Ganso não recuperar a plenitude de seu futebol, ou sofrer novas lesões –, a Raposa fica com o mico na mão, enquanto Montillo, pela sua experiência, seria de grande valia para o Peixe numa Libertadores, digamos.

Por outro lado, se Ganso acertar o pé na Toca, o céu é o limite.

Mas, a questão não me parece se restringir às vantagens ou desvantagens de um ou de outro no plano técnico ou físico.

O que provocou a possibilidade de saída de Montillo do Cruzeiro não foi nenhum desconforto do jogador com o clube ou vice-versa. Ao contrário: a torcida o adora e ele nunca esteve tão bem na vida em outro clube como agora.

A sua saída de lá passou a ser cogitada a partir de uma proposta vertiginosa do Corinthians que abalou as estruturas do jogador, claro. Seria sua última (e única) chance de ganhar na Mega-Sena do futebol, na idade limite da carreira.

O Santos, nem de longe, estaria disposto a investir isso tudo em Montillo, tendo Ganso lá na Vila, ainda que em evidente desconforto das duas partes. E por quê? Grana, cara, grana, que o Cruzeiro jamais chegaria a desembolsar no nível do plano de carreira oferecido pelo Peixe ao craque, e por ele recusado.

Portanto, embora nunca diga não, como aconselhava Miguel Vaccaro Neto (tá vivo, meu?) na Era do Rádio, desconfio que essa ideia não prospere além das muitas discussões na padaria, na tv, no rádio e em crônicas medíocres como esta.

FERNANDO PEIXOTO

Foi-se no domingo o diretor de teatro Fernando Peixoto. Não o vi partir. Aliás, não me encontrava com ele há muitos anos.

Mas lembro de quando chegou a São Paulo, lá pelo início dos anos 60.

Na época, eu era diretor de redação da agência de notícias Interpress, da Santos & Santos Publicidade, no verdor dos meus 20 anos. Hoje, sou um velho gagá, como gostam de lembrar alguns jovens neste pedaço, mas, já fui muleke esperto, meu, acredite.

E quem me apresentou o Fernando foi Luiz Vergueiro, publicitário e produtor musical, irmão da grande atriz Maria Alice Vergueiro, e primo do meu chapinha, o ilustre compositor e cantor Carlinhos Vergueiro, todos dignos herdeiros do histórico Senador Vergueiro.

Vergueiro, de um dia pro outro, me avisou que estava de partida. Iria dar uma mãozinha na produção do célebre show de Bossa Nova no Carnegie Hall, ou outro evento do gênero. Então, para cobrir sua ausência na redação me apresentava um gaúcho genial que havia chegado agora do Sul, de braço dado com sua mulher na época: a deslumbrante Ítala Nandi, que pouco tempo depois viraria Sex-Simbol do Brasil.

Confesso que, na época, Ítala não me pareceu tão deslumbrante assim. Espinhas. Ítala Nandi tinha espinhas As espinhas se foram com o tempo e só restaram espinhos na minha alma pela primeira impressão besta.

Enfim, Fernando Peixoto ficou por ali, na Interpress, o tempo suficiente para ajeitar seu ninho no teatro – Oficina, se não me engano – e recomeçar sua brilhante carreira, agora no eixo Rio-São Paulo.

Era um tanto avesso ao diálogo e, todavia, candente e incontrolável, na defesa de suas teses sobre teatro, cultura em geral, a vida, enfim. Sério, grave mesmo, diria, íntegro e devotado a suas ideias e causas. Pelo menos, era assim naquela ´peoca, quando me deixou essa imagem para sempre.

É mais um que embarca. O cerco está se fechando.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

domingo, 15 de janeiro de 2012 Sem categoria | 00:33

DOIS EM UM

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Foi rodada dupla num jogo só. No primeiro tempo, os titulares; no segundo, os reservas. E, embora o placar final fosse o de 2 a 2, vale dividi-lo por cada tempo de jogo.

No primeiro, só deu Corinthians, que fez 2 a 0 com belo disparo de Alex e esperto toque de Liedson em bola dividida.

É verdade que o Flamengo teve uma chance incrível, quando tudo estava no zero, com Itamar, sozinho, tocando de cabeça pra fora. Se já chegou esmagado por uma tonelada de suspeitas, Itamar vai ter de fazer alguns milagres para descer pela goela do urubuzada.

Na fase final, com Adriano em campo (?), o Flamengo foi melhor e alcançou o empate com bonito gol do gringo Botinelli e outro de Negueba.

Claro, tudo não passou de um amistoso, um jogo-treino para espanar de vez as migalhas das Festas. Mas, se o Timão tem tempo para ainda mais afiar seu time até entrar em campo pra valer no Paulistão, o Flamengo já está de partida para as alturas e Potosi, estreando na Libertadores.

Com esse time vai ser mais difícil. Mas, não impossível.

ENFIM, JADSON

Não, Jadson não é nenhum Gérson, nenhum Pedro Rocha ou Raí, pra ficarmos com os meias-armadores que fizeram história no São Paulo nos últimos quarenta anos.

Diria que, mal comparando, estaria mais para Silas, o que não é pouca coisa, diga-se. Pelo menos, os estilos se assemelham: ambos destros, boa visão de jogo e muita movimentação – mais um meia de ligação do que um meia-armador típico.

De qualquer jeito, se tudo correr nos conformes, terá sido um reforço precioso para o Tricolor, que carece de um meia com essas características há séculos.

Com Denílson, Casemiro, Fabrício, Jadson, Lucas, Cícero, Luís Fabiano e Fernandinho, do meio de campo pra frente, o técnico Leão terá opções de nível suficiente para dar nova feição ao São Paulo de tantas frustrações recentes.

THIAGO NEVES

Se realmente Thiago Neves voltar às Laranjeiras, será uma perda irreparável para o Flamengo, não apenas no aspecto técnico, mas, sobretudo, moral.

Afinal, o Fla investiu os tubos nele e em Ronaldinho Gaúcho, que, parece, receberá o que lhe devem, segundo promessa da diretoria do clube – algo em torno de 4 milhões de reais, o bastante para qualquer um de nós encostar o burro na sombra para o resto da vida.

Mas, se Ronaldinho teve um surto de excelente futebol durante o Brasileirão, Thiago Neves foi o que se manteve num estágio superior a maior parte do tempo.

Por outro lado, o Fluminense, com Deco, Fred, Wagner, Sóbis e cia. bela, ganha um reforço inestimável, que o coloca, ao lado do Vasco, como uma das duas maiores atrações cariocas para a temporada.

SÁBADO DIVERTIDO

O sábado foi longo e divertido diante da telinha.

A começar pela vitória do Manchester United sobre o Bolton, por 3 a 0, que redimiu os Diabos Vermelhos dos dois últimos insucessos no campeonato inglês e o deixou ainda na cola do líder City, que joga na segunda contra o frágil Wigan.

Pena que Wayner Rooney não conseguisse fazer o seu, apesar das tantas chances (entre elas, um pênalti cobrado nas mãos do goleiro), na estreia de sua nova cabeleira implantada certamente por inspiração do nosso querido Mauro Beting.

Em seguida, surgiu o Corinthians da Copinha, que bateu por 1 a 0 o Goiás, mas, pelo volume de jogo e de chances perdidas, merecia mais do que o solitário gol de Mateusinho, um desses meias canhotos, habilidosos que tanta falta fazem entre os marmanjos.

E, ao mesmo tempo em que o Real conseguia virar a duras penas sobre o Mallorca, no campeonato espanhol, sobretudo depois da entrada de Kaká, no segundo tempo, o Palmeiras passava pelo Ajax, num amistoso internacional no Pacaembu, com gol de cabeça de Pedro Carmona pra lá dos 48 minutos do segundo tempo, quando a torcida verde mais protestava contra a falta de reforços de peso.

A propósito, depois do jogo, Felipão mandou ver na entrevista coletiva contra a morosidade e a superficialidade da diretoria no que diz respeito ás contratações.

Mas, até que o Palmeiras, em campo, não foi o desastre esperado. Jogou direitinho, dentro de suas possibilidades atuais. Quem decepcionou foi o Ajax, que não apresentou nada de diferente do que fez o Palmeiras.

É bem verdade que esse Ajax nem de longe pode ser comparado ao de Cruyjff ou mesmo o dos irmãos de Boers, dos anos 90. É, digamos, o Palmeiras atual da Europa.

Palmeiras que dá gosto de ver é esse da Copinha, que, na sequência meteu 2 a 0 no Monte Azul e segue lampeiro no torneio. Isso, no dia em que cerca de cinco mil palestrinos promoveram uma procissão em devoção a São Marcos, culminada com uma paródia de sermão bíblico na porta do estádio do Pacaembu.

Por fim, já beirando as franjas do domingo, Cruzeiro e Atlético PR fizeram um jogo animado, que só foi decidido nos pênaltis a favor do Furacão.

Ufa!

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sábado, 14 de janeiro de 2012 Sem categoria | 11:35

O ENCONTRO DE DUAS NAÇÕES

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É um amistoso de luxo, para abrir a temporada em alta escala. Afinal, são as duas maiores nações do futebol brasileiro, Flamengo e Corinthians, os campeões das duas últimas edições do Brasileirão. Em confronto.

Mas, se o Corinthians vem todo prosa, na mais cândida paz – coisa rara na sua história sempre conturbada, diga-se -, é o Flamengo quem começa o ano metido num balaio de gatos. É Ronaldinho Gaúcho que não recebe há meses a parte mais substancial de seus salários. É Luxa numa queda de braço permanente com o diretor de finanças. É atraso nos pagamentos do grupo. É Thiago Neves arrumando as malas para voltar a Laranjeiras, é o diabo, meu!

É, porém, o Flamengo, que pode muito bem dar um piparote nisso tudo e carimbar a faixa de campeão do Corinthians logo no primeiro passo da temporada.

Contudo, mesmo que isso ocorra, embora o Timão seja o favorito nessas circunstâncias, o Fla precisa se acertar rapidamente, que a Libertadores, para ele, já começa daqui a pouco, na altitude fatal de Potosi.

Se bobear, dança.

GRÊMIO ANIMADO

Claro, foi apenas um jogo-treino contra uma equipe sem expressão do Sul. Mas, valeu a movimentação do time, segundo os relatos da primeira apresentação do Tricolor gaúcho na temporada que mal se inicia.

Kleber, o Gladiador, foi o destaque, dizem os que viram o cotejo. Mas, chamou também a atenção a atuação de Douglas e do estreante Marco Antônio, meia revelado pelo São Paulo e que atingiu a plenitude de sua bola redonda na Lusa campeã da Segundona.

Mais significativo do que isso, mesmo sem ter visto a movimentação do Grêmio em campo, me parece ter sido a orientação do técnico Caio Jr., no sentido de que o time ponha a bola no chão, enfatizando a troca de passes, o envolvimento do adversário e evitando levá-la pelo alto à área inimiga.

Bons conselhos esses do novo treinador tricolor.

ANO OLÍMPICO

A Seleção Brasileira já tem seu calendário para o primeiro semestre deste ano. Vai enfrentar a Bósnia, os EUA, o México, a Dinamarca e o time titular da Argentina.

Pode não soar como o ideal, mas é um roteiro bem mais interessante do que os que já nos levaram ao Gabão e outras babas universais.

Não sei ainda quais os planos de Mano Menezes. Mas, considero mais ajuizado nosso treinador reunir para esses jogos – talvez, com exceção do jogo com a Argentina, que sempre tem um caráter muito especial – a nossa Seleção Olímpica, aquela que irá a Londres tentar o único titulo de expressão que não consta do memorial da CBF.

Um time abaixo dos 23 anos, com os três reforços acima dessa linha de idade permitidos pelo COI.

E que reforços poderiam ser esses? Na minha opinião, um goleiro experiente – Júlio César, Jefferson, Victor, um desses – e a dupla de zaga titular da seleção principal: Thiago Silva e David Luís ou Dedé.

De resto, Danilo e Alex Sandro nas laterais; Fernando, Casemiro, Oscar, Lucas, Dudu, Leandro Damião, essa turminha boa de bola, grande parte deles campeã sul-americana e do mundo Sub-20. isso, claro, sem falar em Neymar e Ganso.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Sem categoria | 17:31

VAMOS TRABALHAR ESSA BOLA, PÔ!

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- Trabalha a bola, João! Trabalha a bola, João!

Era o técnico Zé Sérgio à beira do gramado, gritando para seu meia João Felipe, no empate com o Sergipe, depois da goleada por 10 a 0 sobre o Palmas e antes da precoce desclassificação do São Paulo na fase inicial da Copinha.

João não trabalhou a bola e o Tricolor dançou.

Situação parecida viveu o Flamengo, campeão da última edição da Copa São Paulo Jr., que, mesmo com três de suas mais promissoras revelações – Muralha, Adryan e Thomás – somou três empates chochos e caiu fora antes da hora.

Cito esses dois times, de imensa tradição nessas categorias de base, mas poderia estender a mesma observação para a maioria dos demais participantes do torneio que vi em ação: a turminha não trabalha a bola, a exemplo dos marmanjos. É aquela ligação direta o tempo todo, muita correria, muita pegada, e nada de tocar a bichinha com acuro e presteza.

Dos que vi em campo nesta Copinha, como bem adverte o bloguista Leonardo Guerra de Lana, abaixo, o Santos foi o único que buscou esse tipo de jogo, o jogo jogado. E, por isso, teve, sei lá, mais de 60 por cento de posse de bola, o que lhe valeu a classificação para a próxima fase com certa facilidade.

Falo dos meninos como poderia estar falando dos marmanjos, pois um é espelho do outro. E não se trata de ficarmos aqui desdobrando fórmulas mágicas, na combinação de números que, no fundo, acabam sendo aleatórios – 4-4-2 ou 4-3-3 e seus mútiplos desdobramentos.

Mesmo porque eu posso escalar meu time num já clássico 4-4-2. Mas, se os quatro do meio de campo forem volantes de ofício (ainda que saibam sair jogando, como dizem por aí), a criatividade e o molejo do meio de campo estarão comprometidos sem reverso.

Quer dizer: o que determina o estilo de um time jogar é o estilo de seus jogadores.

Compare, por exemplo, o Barça de Guardiola com a Seleção Espanhola de Drl Bosque, campeã do mundo. O Barça é a base da Seleção, claro, sem a genialidade de Messi. Mas, observe como flui menos do que o do Barça. E, por quê? Basicamente, porque a Seleção joga com dois volantes, embora ambos de alta qualidade técnica – Busquets e Xabi Alonso. Ao contrário do Barça que, em vez do madridista Xabi Alonso, tem mais um meia ao lado de Busquets, Xavi e Iniesta. Seja ele quem for – Keita, Thiago Alcântara, Fábregas etc.

Esse é um detalhe. O outro, e agora já voltando pra nossa praia, é a enorme distância entre os setores do time, a partir do aprofundamento de nossos zagueiros de área, o que gerou a síndrome da segunda bola. Então, bola nas mãos do goleiro ou nos pés dos zagueiros, quebra lá na frente, como gostam de ordenar nossos professores – o que não pode é perder a segunda bola, aquela que vem da rebatida da zaga adversária.

Ora, isso não é futebol, é tênis, pingue-pongue, pelota basca, squash, qualquer coisa, menos futebol.

Mas é isso o que aprendem a fazer nossos jogadores desde menino

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Sem categoria | 17:39

VÃ FILOSOFIA

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Fico aqui só imaginando a cena: numa taverna má frequentada do Hades, os dois Sócrates – o filósofo grego e o filósofo dos gramados brasileiro – confabulando sobre como roubar do arsenal de Zeus o raio que parta a cabeça do presidente da Academia Brasileira de Filosofia, autor da ideia de jerico de indicar João Havelange como candidato ao Prêmio Nobel da Paz.

É verdade: Havelange, quando presidente da Fifa, incorporou à cena principal do futebol mundial regiões até então periféricas, como África, Ásia e as Américas do Norte e Central.

Mas, diante dos escândalos na Fifa recém-revelados, quem seria capaz de distinguir a nobreza do gesto da torpeza dos interesses comerciais que teriam pautado a ação do ex-presidente da CBD e da Fifa?

Ah, essa vã filosofia…

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

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