O Vasco sai da rodada puxando a fila do Brasileirão. Mas, bem que a alegria pode acabar nesta quinta, quando o Galo voltar a campo, enfrentando o Coritiba. E, mesmo em caso de derrota do Atlético agora, ainda assim, na próxima rodada, os carijós terão chance de recuperar a liderança, pois estão dois jogos aquém dos já disputados pelo Vasco.
De qualquer forma, vitória significativa essa do Vasco, por 2 a 0, sobre o Sport, na Ilha do Retiro. Só isso já diz tudo: 2 a 0, na Ilha do Retiro. E, mais uma vez, coube a Juninho Pernambucano abrir o caminho, com uma cobrança de falta magistral, deixando para Carlos Tenório fechar com chave-de-ouro, um golaço (pena que a turma, hoje em dia, não faça mais gol de bola e tudo).
Nos clássicos nacionais desta noitada, Santos e Palmeiras se saíram com louvor.
O Santos, finalmente, tirou a barriga da miséria, ao marcar quatro gols no Cruzeiro, na Vila. E deve muito disso à volta de Arouca, que assentou um pouco aquele meio de campo, permitindo aos garotos Felipe Anderson e Vítor Andrade botar as manguinhas de fora.
Quanto ao Palmeiras, quando não é Assunção, é Barcos. Desta feita, foi Barcos, com dois gols sobre o Botafogo de Seedorf e cia., no Engenhão, em jogo dominado mas não resolvido pelo Glorioso.
Assim como vale exaltar a recuperação do Flamengo que, em Floripa, meteu 2 a 0 no Figueira. Mas, não foi fácil, não. O Figueirense, que não vence há catorze jogos, bem que levou perigo à meta rubro-negra com certa frequência. O Fla, porém, tinha Love, que tratou de garantir o placar, sozinho.
Decepcionantes mesmo foram Inter e Corinthians, que empataram seus jogos em casa. O Colorado parou diante do Náutico, num zero a zero sem graça. E o Corinthians, idem, frente ao Atlético GO, com pálido 1 a 1, obtido a fórceps pelo Timão que sofrera o primeiro gol, de Ricardo Bueno, e só chegou ao empate com Paulinho já nas franjas da angústia.
BRONZE DE OURO
Eis um bronze que vale ouro, esse alcançado por Yamaguchi Falcão. Entre outras coisas porque obtida contra um campeão mundial, franco favorito à conquista de sua categoria (81 quilos) no boxe., o cubando La Cruz, exímio pugilista, lídimo representante da melhor escola de seu país tão vitorioso nas últimas décadas.
Além do mais, foi a terceira do boxe brasileiro nestas Olimpíadas, que, até então, só havia ganhado uma, com Servílio de Oliveira, há mais de quatro décadas. E olhe que Servilinho foi um dos mais perfeitos boxeadores da história, cuja carreira se encerrou precocemente ao sofrer descolamento de retina numa luta pelo título sul-americano de profissionais contra o chileno Cañete.
E o mais importante é que a vitória de Yamaguchi sobre La Cruz foi incontestável e calcada na exata combinação de técnica, bravura e sangue frio.
Por fim: esse bronze dourado, depois de tal exibição, bem que pode virar ouro no fim dessa história ainda inacabada.