PÕE FAVORITO NISSO!
Desconfio que desde os anos 40 do século passado, quando eles nos enchiam de gols e porrada, os argentinos não foram tão favoritos diante do Brasil como no amistoso deste sábado.
Entre outras coisas, porque o melhor jogador de futebol do mundo, Messi, finalmente conseguiu se integrar ao time, formando num ataque arrasador, ao lado de Di Maria, Higuaín e Aguero.
Além do mais, a Argentina vem de crista alta e afiada pela disputa das Eliminatórias da Copa, ao contrário do Brasil, que vive um período de transição, ajustando seus meninos para as Olimpíadas em amistosos, e ainda amarga a derrota para o México, outro dia.
Acrescente aí o amigo a fragilidade de nossa defesa caso Thiago Silva não possa atuar, ou jogue à meia boca, por conta da lesão que o tirou do jogo com o México.
Quer dizer, então, que a vaca verde-amarela já foi pro brejo? Não, necessariamente. Afinal, também temos um ataque capaz de fazer estragos naquela defesa vacilante dos argentinos.
Temos Neymar, que, se não não é comparável a Messi, ainda chegará lá. Temos Oscar, que vai se moldando ao novo time. Temos Leandro Damião, o artilheiro que ainda não acertou o pé nesta série de amistosos, mas, que, a qualquer momento, pode reencontrar aquela bola incisiva deixada no Beira-Rio. Temos Pato, em plena recuperação. Temos o experiente Hulk. Temos Lucas, precisando se afirmar. Enfim…
Mas, que eles são favoritíssimos neste sábado, ah, disso não tenho a menor dúvida.
PAULISTAS EM BAIXA
Basta espiar a tabela de classificação para constatar o péssimo desempenho dos clubes paulistas no Brasileirão. Os seis representantes paulistas no campeonato ( maior contingente, diga-se) ocupam posições subalternas – Palmeiras, Corinthians e Lusa dividem a zona de rebaixamento com o Náutico; o Santos e a Ponte ocupam a décima terceira colocação, e o São Paulo é o décimo primeiro.
Some-se a isso a estarrecedora estatística de que, em dezessete jogos disputados, os paulistas só ganharam um.
Claro, tem essa história da disputa concomitante do Brasileirão com Libertadores (Santos e Corinthians) e Copa do Brasil (São Paulo e Palmeiras), o desmanche da Lusa depois da brilhante campanha na Segundona e tal e cousa e lousa e maripousa.
Mas, atenção: Grêmio e Coritiba também estão nas semifinais da Copa do Brasil e cumprem campanhas superiores às dos seus adversários no Brasileirão.
Na verdade, a coisa toda não se resume à dupla jornada dos principais clubes de São Paulo. Estende-se, também, a questões pontuais, como a crise crônica do Palmeiras, a crise artificialmente criada pela patética diretoria do São Paulo e a crise política gerada no Parque São Jorge, segundo os fofoqueiros de plantão, por Andrés Sanchez que quer seguir sendo presidente de fato sem o ser mais de direito.
Acrescente aí o sequestro relâmpago de Valdívia, que traumatizou o jogador a ponto de fazê-lo voltar para o Chile, desfalcando o Palmeiras para o jogo de estreia de Ronaldinho Gaúcho no Galo, neste sábado.
E, mais: a dimensão que ganhou o terceiro cartão amarelo tomado por Luís Fabiano, maior estrela da cia. tricolor.
E, por fim, a proximidade do clássico entre Santos e Corinthians, pela fase semifinal da Libertadores, que pressiona os dois times nos jogos do Brasileirão – jogam com reservas ou titulares?, a eterna questão.
Se a turma não tomar tento rapidamente, sei não.
MASSACRE RUSSO
Na rodada de abertura da Eurocopa, a Rússia massacrou a República Checa. Venceu por 4 a 1, mas poderia ter emplacado uma goleada histórica, caso Kerzhakov acertasse metade dos tantos tiros fatais que disparou sem destino na área inimiga.
Mas, não julgue o amigo que tenha sido uma atuação de gala dos russos, aquele negócio de bola de pé em pé, dribles desmoralizantes, tramas vertiginosas, nada disso.
Foi simplesmente um jogo firme na defesa e objetivo nos contragolpes, contra um grupo de checos cansados e sem imaginação.
Pouco antes, em Varsóvia, a Polônia conseguiu a proeza de empatar por 1 a 1 contra a Grécia, mesmo jogando com um a mais durante boa parte do tempo.
Apesar de ter aberto o placar, com Lewandowsk – sempre ele! -, de cabeça, a Polônia não conseguiu furar a retranca grega, que, no segundo tempo, empatou, com Salpingides (como é que esse baixinho lépido estava no banco grego?), e imprimiu no gramado um lance épico em meio à partida pautada pelo lugar-comum.
Foi quando o goleiro Szczesny cometeu pênalti Salpingides e foi substituído pelo novato Tyton, que, na cobrança do veterano Karagounis, saltou no canto e salvou a pátria polonesa.
Como se previa, um começo assim, assim, da Eurocopa, que, porém, promete muito.
7 comentários | Comentar
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7 Neymar Pé Mucho 09/06/2012 19:34
E o Neymar ficou com medo de fazer gol, de novo…hoje e sempre
Foram 3 chances, 3 gols feitos perdidos
É a diferença para o Messi, 3 chances, 3 gols (a última nem chance clara era, daí o golaço de gênio, de Pelé)
Quanto aos argentinos, o mesmo de sempre. Quando levaram o 3×2, começaram a apelar e a bater nos meninos (o Oscar mesmo teve de sair de campo, chumbado). E o fraco juiz americabno não enxergando nada. O juiz, inocente, beneficiou os argentinos, que jogam o jogo sujop e catimbado, mesmo com Messi…Tá no sangue…
E o Marcelo, na dispita decisiva com o Messi, na lateral do campo, aos 40 do 2º tempo, 3×3 no placar, levou o drible do carque e não teve nem condições de fazer a falta
6 Brasil de Abreu 09/06/2012 18:49
Quem viu o jogo amistoso da seleção com a Argentina hoje, viu que temos um tecnico ”burrro” com tres erres. O time passando apuros na defesa com Messe e seus companheiros e ele mexe no nosso ataque. Matou o ataque brasileiro, deixando a defesa continuando às voltas com os atancates argentinos. Vai ser burro lá adiante! Pos um ”pato” que não nadou. Tirou o único atacante que enfrentava a defesa adversária, o Hulck. VAMOS ACABAR DANDO OUTRO VEXAME COMO NA COPA AMÉRICA, podem acreditar nisso. O time não tem um projéto de jogo. Nada esquematizado. É um prato cheio para os competidores adversários.
5 Carlos Sá 09/06/2012 18:10
Não vi o Neymar, vi o craque Messi. Três gols com um deles, belo. Gostaria de descrever a minha alegria! A Argentina é a seleção da minha simpatia dentre outras, como a do México e, por coincidência, ambas ganharam para o Brasil. Isso é muito bom e revela que já temos muitas seleções melhores que a seleção brasileira. Estou muito alegre, para mim, é um belo presente ganhar do Brasil no futebol. Até agora espero pela resposta que o Neymar disse que daria!
4 Mauricio Silva 09/06/2012 17:56
Neymar depois do jogo da Argentina, pode ser chamado de Neylago!
3 Silvio 09/06/2012 9:10
Concordo com você Alberto Helena com relação aos times Paulistas, mas como sou Palmeirense, tenho que defender meu time. A única coisa que você esqueceu nessa análise foram os erros cometidos contra meu time nos tres jogos disputados até aqui.
1) Gol impedido do Atletico Paranaense e dois penaltis claros a favor do Palmeiras que não foi marcado.
2) Penalti a favor do Palmeiras em cima do Henrique contra o Gremio
3) E, para finalizar, o gol legitimo do Barcos que foi anulado. Esse podemos até falar que depende da interpretação do arbitro. Mas contra o Palmeiras eles não vacilam de interpretar contra. A favor nunca.
Isso não quer dizer que estamos contente com o time, isso nunca, pois Palmeirenses na minha idade se acostumou a comemorações de títulos, ver times fantásticos.
Porém não podemos fechar os olhos para a incompetência dos arbitros brasileiros.
Abraços
2 Francisco 08/06/2012 18:43
Olá Helena,
Acho que o Damião não é o centroavante da Seleção. Parece não ter muita personalidade, coisa essencial numa posição como esta, e muito mais na Seleção.
Outra coisa, acho que nunca deveriam ser separados Lucas e Casemiro, pois um sabe o movimento do outro: pode observar que quando o Casemiro pega a bola no meio de campo, o Lucas já se movimenta para receber a bola lá na frente. Um conhece o outro, como Neymar e Ganso. Estes dois também, jogam muito quando juntos. O pouco tempo de treinamento na Seleção deveria ensejar a manutenção de grupos formados nos grandes clubes( veja o exemplo da Espanha, onde a base da seleção é formada por Barcelona e Real). O Brasil já fez isso com João Saldanha, usando o Santos e Botafogo.
Um abraço.
Francisco.
1 João Sardinha 08/06/2012 18:37
Dá gosto assistir ao jogo de um time bem treinado, com esquema tático e jogadas previamente treinadas, esse foi o time russo que me surpeendeu positivamente. Cada vez que vejo um time bem estruturado mais me decepciona nossa seleção brasileira, sem rumo e perdida nas mão de um treinador chucro, sem criatividade. Seguimos exatamente o script de Dunga em 2010 o tempo foi passando e ele teimosamente apostando em jogadores limitados que acabaram nos custando a derrota prematura na copa.O que vimos no banco russo foi um treinador tranquilo consciente do trabalho feito e olha que não tem os craques de que dispomos. Da nossa parte, assistimos nos jogos do Brasil um treinador perdido, nervoso e às vezes descomposturado revelando no fundo o produto do seu trabalho ridículo. A mídia não dá bolas, não analiza taticamnete o time nem os seus jogadores individualmente, a grande maioria só sabe falar de Neymar . A falta de profissionais competentes é outro ponto vergonhoso na mídia esportiva brasileira.