PELA LIDERANÇA ABSOLUTA | Blog do Alberto Helena Jr.

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terça-feira, 17 de abril de 2012 Sem categoria | 15:04

PELA LIDERANÇA ABSOLUTA

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Fluminense e Corinthians, já classificados, entram em campo nesta quarta-feira em busca da liderança absoluta desta fase de grupos da Libertadores.

O Flu, pela contagem de pontos, está mais perto disso. Contudo, terá de enfrentar o Arsenal Sarandi na casa do adversário – um incômodo, mas não um drama, pois o Arsenal não é nenhum Boca, nenhum River, capaz de lotar o estádio com uma torcida delirante.

O problema maior do Flu é outro: a recorrente ausência de Fred, novamente vítima de lesão muscular. Aliás, esse tem sido o entrave do Tricolor. Quando não é Fred, é Deco, baixando enfermaria, justamente os dois craques mais experientes da equipe.

Deco passou a recorrer a um fisicultor próprio, o que desagradou o clube. Mas parece estar dando certo, pois o meia, que já teve excelente participação na goleada sobre o Olaria, pelo Cariocão, estará em campo em Sarandi.

Se jogar o que é capaz, o Flu chega lá.

Quanto ao Timão, por jogar no Pacaembu e diante de um dos mais frágeis competidores da Libertadores, o Deportivo Tachira, contará com a volta de Alex – pelo menos, no banco – e seu único e crônico problema é enfiar aquela bola na meta inimiga mais vezes do que vem ocorrendo.

E o curioso – já disse e repito – é que basta dar uma espiada na escalação do Timão para ver que entra em campo sempre com uma formação mais ofensiva do que defensiva, com um volante que ataca muito (Paulinho), um meia-armador (Danilo), habituado a fazer gols, e três atacantes de ofício – Emerson, Liedson e Jorge Henrique.

Então, por que não rompe essa barreira de, no máximo, dois gols por partida? Sei lá, meu! Mistérios do futebol.

PAULISTÃO

Saiu a tabela das quartas de final do Paulistão neste fim de semana, com apenas um jogo no sábado e três no domingo. Que diabo de divisão é essa?

A lógica mais elementar sugere que fossem dois no sábado, às quatro da tarde e às seis e meia, e dois no domingo, nos mesmos horários. Por exemplo: Guarani e Palmeiras, à tarde, e São Paulo x Bragantino, ao crepúsculo, no sábado, e a mesma escala no domingo para Corinthians x Ponte e Santos x Mogi.

Assim, o telespectador poderia assistir, se o quisesse, todos os jogos, numa boa, sem ter que se dividir, no domingo entre os de dois favoritos ao título.

E por que exclui o Palmeiras dessa? Claro, por razões técnicas, embora numa rodada dessas de um jogo só e eliminatório, tudo possa acontecer.

Mas, aqui, vale uma ressalva: dos quatro grandes em ação neste fim de semana, o Palmeiras é, juntamente com o São Paulo, beneficiado por ter a semana toda livre para se afiar, já que Corinthians e Santos jogam na quarta e na quinta pela Libertadores.

Não é nada, não é nada, mas pode muito bem virar algo decisivo no caso. Digamos, por exemplo, que essa folga lhe permita recuperar Valdívia, cuja ausência nas últimas partidas explica também a queda de rendimento da equipe. Isso já fará diferença, ainda que o principal nessa história toda continue sendo o clima insalubre que cobre a Academia sempre que o time tropeça em campo.

Assim, o mais provável é que os quatro grandes acabem mesmo passando para as semifinais. Aí, seja lá o que Deus quiser.

E DEU BAYERN

O Bayern, depois de uma recuperação esplêndida tanto no campeonato alemão quanto na Liga, caiu diante do Dortmund, praticamente entregando ao rival o título nacional, ao emendar o empate por 0 a 0 em casa com o Mainz.

Bastou, porém, ter pela frente o grande Real, no seu estádio lotado e frenético, que a velha flama germânica despertou.

Não, não foi uma exibição de gala do Bayern, muito menos do Real. Foi, isso, sim, um jogo renhido, com muitas faltas, algumas merecedoras de cartão vermelho na hora, como, por exemplo, a de Marcelo em Muller, no finalzinho da partida.

Mas, tecnicamente, esteve bem abaixo do que os dois times podem oferecer de hábito. Basta dizer que nem Cristiano Ronaldo, nem Robben brilharam.

Quem se desdobrou em campo, no primeiro tempo, foi Ribéry, premiado com o gol de abertura pegando uma sobra de escanteio na área merengue, aos 16 minutos de jogo.

O empate veio com Ozil, em bola que zanzou pela área alemã meio perdida, logo aos 8 do segundo tempo E o gol da vitória, já no último minuto regulamentar da partida, com o Super Mário, que desperdiçara antes duas chances de ouro, em cruzamento da direita de Lahm.

Isso, como resultado direto do erro de Mourinho somado ao acerto de Jupe Heinz.

O erro foi a entrada de Marcelo no lugar de Ozil, para fechar ainda mais aquele lado esquerdo da defesa espanhola, justamente de onde partiu o cruzamento fatal de Lahm. Com essa decisão, Mourinho tirou do Real qualquer possibilidade de armação pelo meio e recuou demais o time que se despedaçou no final.

O acerto, a entrada de Muller no posto de Schweinsteiger, ainda em fase de recuperação de grave lesão, o que deu mais mobilidade ao time todo.

Resta ver o que acontecerá em Madri, pois esse assunto ainda está longe de se encerrar.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

1 comentário | Comentar

  1. 1 Adriano 17/04/2012 19:01

    To aqui tentando entender qual a relação entre não ter jogo do Palmeiras no meio da semana e o Valdivia se recuperar ou não pro fim de semana…

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