QUEM PAGA A PIZZA É O PATO DE SEMPRE
Carta pra cá, carta pra lá, não foi bem isso o que eu quis dizer, desculpe. Tá desculpado, afinal, a carta que mandei pra Fifa pedindo sua cabeça acabou indo pro COI, sacanagem da turma do Orlando (ou apenas incompetência?), mas não faça mais isso, tá? Tá.
E assim o tremendo impasse diplomático entre Brasil e Fifa, pelo voar dos pombos correios, termina em pizza (ou será um escaldante fondue a la suisse?). Prova de que ninguém tem razão nesse imbróglio, independendo de qualquer desfecho – se Valcke segue desfilando sua empáfia por aqui ou não.
O francês, amigo do peito do Dr. Teixeira, porque vem fazendo joguinhos malandros desde o início das negociações, em troca sei lá do quê. Descartou o Morumbi em favor de uma obra que nem havia sido posta no papel, pela qual nós os contribuintes pagaremos mais de quatrocentos milhões de reais, entre outras coisas.
E o Brasil, porque não cumpre o cronograma de obras estruturais previstos nos cadernos de encargos, o único custo que realmente beneficiaria o cidadão brasileiro.
Traduzindo: será o nosso traseiro, como sempre, que pagará o pato no fim de tudo.
OLÍMPICOS
Vagando pelas Oropas, o técnico Mano Menezes declara à imprensa francesa que muito medalhão haverá de chorar sua ausência na Copa de 2014, pois o time das Olimpiadas é o que estará no Mundial do Brasil.
Bem, é o que venho repetindo aqui há tempos. Não só por fragmentos de conversas tidas tanto com Mano quanto com Ney Franco, que dirigiu a base desse time em duas conquistas históricas – o Sul-Americano e o Mundial sub-20 que nos levou direto a Londres.
Mas, sobretudo, porque é esse o cenário que aí está aí desenhado com traços fortes nos nossos campos, neste período de transição de uma geração para outra.
E basta amigo fazer um levantamento das últimas convocações para a Seleção principal feitas por Mano para verificar que essa tem sido a clara tendência. Lá estão, com a maior frequência, Neymar, Pato, Leandro Damião, Lucas, Ganso (depois de se recuperar), Danilo, Alex Sandro, Rômulo, Sandro etc., todos em idade olímpica.
E o amigo pode acrescentar aí Fernando, do Grêmio, Casemiro, Oscar, Dudu, ex-Cruzeiro, Wellington Nem, Bernard e alguns mais que ainda podem surgir depois das Olimpíadas até.
De certo mesmo é que, nessa faixa de idade, nenhum zagueiro fez a cabeça de ninguém. Por isso, a zaga central será ocupada pela titular, formada por Thiago Silva e David Luís ou Dedé, se o vascaíno tomar o lugar do jogador do Chelsea, que não anda em boa fase.
Só como exercício de imaginação, mas baseado em sólidas informações, lá vai o time que deverá começar as Olimpíadas, se nada der errado: Rafael ou Neto; a lateral-direita fica em aberto pela séria contusão de Danilo, podendo inclusive entrar o terceiro acima dos 23 anos, Daniel Alves, talvez, se não for Galhardo, do Flamengo, reserva de Danilo na última sub-20; David Luís ou Dedé, Thiago Silva e Alex Sandro; Rômulo, Fernando, Oscar ou Lucas e Ganso; Leandro Damião e Neymar.
Certamente, não escaparemos muito disso, não – um time, diga-se, capaz de finalmente nos trazer uma medalha de ouro olímpica ou mesmo de chegar à Copa mais calejada, em caso de eventual infortúnio em Londres.
MILAN, UFA!
Por pouco o Milan não sofre no Emirates uma tragédia. Chegou montado com estilo nos 4 a 0 que havia pespegado no Arsenal em Milão, tomou três gols no primeiro tempo (o segundo, em falha primária de Thiago Silva), e, na etapa final, Van Persie, o artilheiro que não erra, perdeu na cara de Abiatti o gol que levaria o jogo para a prorrogação.
Ou, que inflamaria o Arsenal de tal forma que a detonação poderia vir antes do apito final do tempo regulamentar.
E olhe que, pelo volume de jogo dos ingleses, sobretudo no primeiro tempo, bem que eles mereciam.
No outro jogo desta terça pela Liga dos Campeões, o Benfica despachou o Zenit por 2 a 0, graças, principalmente, à atuação do brasileiro Bruno César, ex-Corinthians, que deu início à jogada do primeiro gol e o passe final para o segundo.
Outro desses canhotinhos hábeis de que tanta falta sentimentos por aqui, a pátria dos volantões.
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3 comentários | Comentar
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3 Juan 12/03/2012 15:51
E o “craque” Lucas Tilico, por que não foi ao jogo contra a portuguesa???
2 Carlos Sá 07/03/2012 14:01
Neymar é uma vítima da mídia e, por gostar de elogios, aceita. Não entendo a razão de tanta produção sobre esse rapaz. Um jogador comum. Por que não enxergam! Nada de especial. Não gosto da seleção brasileira, mas, na atualidade, destacaria dois grandes jogadores, o Huck e o Nilmar. Outra coisa, a preocupação é a individualidade dos jogadores e é por aí que as seleções famosas pelo seu potencial tático e físico levam a melhor. Disso , eu gosto.
1 João Sardinha 07/03/2012 11:05
Fico contente quando vejo que meus argumentos em relação aos volantes trombadões estão alinhados com gente de peso como Alberto Helena, Renato Mauríco Prado, Michel Lawrence e outros. A estatística que foi publicado pela FSP mostra que Ganso na função de segundo volante tem mais desarmes do que o próprio Henrique especialista na função. Para ser exato Ganso teve 13 desarmes contra 11 de Henrique no clássico contra o Corinthians. Isso mostra que aqueles que acham (Como Mano Menezes) que o dito volante deva ser forte, alto, e pegador está completamente errado. Significa mais, significa que um craque mesmo teoricamente sendo um meia pode jogar mais recuado com muitíssimo mais vantagens. Enquanto isso na terra dos brucutus, Mano procura alguem com o perfil de Felipe Melo. Esse é o técnico da seleção penta campeã mundial. Pode?