PEIXE, UFA!
O Peixe passou, mas, que sufoco, meu!
Não fossse a noite inspirada do jovem goleiro Rafael, tão criticado por parte da torcida, e o América do México teria ficado com a vaga ma Libertadores, em Querétaro. Basta dizer que fez, por baixo, umas cinco defesas providenciais, sem falar na bola no poste, no primeiro tempo.
Em contrapartida, o Santos só atirou aquela bola na trave, em cobrança de falta de Ganso, no início do segundo tempo. De resto, ficou lá atrás, em bloco, se defendendo. Atitude que tem lá suas razões: além da estafante viagem, a ausência de Elano, a contusão de Arouca e a pressão do empate que lhe abriria passagem para a próxima fase.
O importante foi a calssificação. Agora, é respirar fundo e partir para a decisão do Paulistão contra o Corinthians.
Ufa!
OS MILAGREIROS
Dos quatro brasileiros que entram em campo, pela Libertadores nesta quarta-feira, os dois mais a perigo, claro, são Grêmio e Fluminense, entre outras coisas porque jogam fora. E, dentre esses dois, a tarefa parece mais árdua caberá ao Grêmio, porque, vai pegar um adversário qualificado, o Universidad Católica, que, por sinal, bateu outro dia o Tricolor Gaúcho por 2 a 1, em pleno Olímpico.
Pior ainda, o Grêmio carrega para o Chile a perda recente da Taça Farroupilha para seu eterno rival, o Inter, e com seu artilheiro, Borges, sob intenso bombardeio, pela expulsão no jogo com os chilenos e a perda de pênalti na decisão contra o Colorado.
Não é mole, não, meu camaradinha. Mas, é sempre bom lembrar que o Grêmio, em sua história mais recente, tem produzido alguns milagres que lhe valeram o título de Imortal. Como tal…
Assim como o Fluminense, que já parecia morto e enterrado na Libertadores, e, de súbito, renasce das cinzas vai para o Paraguai com a vantagem de dois gols sobre o Libertad e todas as esperanças do mundo.
Pena que deixasse na esteira, no Rio, o múltiplo Souza, por mera questão de “otoridade” do técnico iniciante, Enderson Moreira. Souza sempre foi boquirroto, mas, numa hora dessas, o verdadeiro chefe bota os interesses do time acima de suas próprias susceptibilidades, e tira de letra qualquer mal-entendido. E, o Flu, nessa caminhada pela Libertadores, não poderia abrir mão de um jogador tão experiente e versátil como Souza. Enfim…
Já Cruzeiro, o melhor time da América, recebe em Sete Lagoas, o Once Caldas, enquanto o Inter, que vai tomando forma nas mãos de Falcão, estimulado pela conquista da Taça Farroupilha diante do Grêmio, pega o Peñarol, no Beira-Rio.
Favas contadas? Praticamente. Sempre, porém, dando aquele espaço para o tal de imponderável se movimentar em campo, quando menos se espera.
O Cruzeiro, além de contar com a vantagem dos 2 a 1 obtidos lá, leva pra campo esse desejo insopitável de marcar gols, quanto mais, melhor. Isso é sempre muito animador.
Quanto ao Inter, basta-lhe um empate por zero a zero para seguir em frente. Pouco, mas pode ser o suficiente, pois, se o primeiro tempo, no estádio Centenário, foi todo do Peñarol, no segundo, o Colorado ergueu a fronte e Leandro Damião cuidou de empatar tudo em 1 a 1, sobretudo depois da entrada do menino Oscar no lugar de Sobis.
Algo, porém, me diz que o Inter não jogará pelo empate de zero a zero, e chegará até a uma vitória convincente. Tem time pra isso.
A ESTREIA DO FABULOSO
Ele ainda não está nos trinques, recuperando-se de lesão no joelho. Talvez, nem aguente os 90 minutos. Mas, trata-se de Luís Fabiano, o Fabuloso para a torcida tricolor, que estreia nesta quarta-feira contra o Avaí, pela Copa do Brasil, no Morumbi.
E estreia ao lado de Dagoberto, em fase esplêndida, mas sem o apoio de Lucas, o menino-sensação do Tricolor, que segue no estaleiro.
São Paulo e Avaí vêm de frustradas tentativas nos estaduais – o Avaí empatou com o Chapecoense e ficou de fora da disputa do título catarinense, e o São Paulo levou chumbo do Santos e também saiu do páreo pela faixa de campeão paulista.
A diferença é que o Avaí vem destroçado pelas punições impostas a seus jogadores – sobretudo, Marquinhos, o cérebro do time –, em razão da briga generalizada com seus colegas do Botafogo, no último confronto pela Copa do Brasil.
Visto assim, o jogo está muito mais para o Tricolor paulista.
EM CAMPO, A REAÇÃO
Furacão e, como querem os mais jovens, Gigante da Colina fazem o outro jogo da quarta pela Copa do Brasil. Ambos ainda tentam cicatrizar as feridas das eliminações recentes em seus respectivos campeonatos estaduais, diante dos principais rivais.
O Vasco, que vinha em franca ascensão, entregou o ouro ao Flamengo, nos pênaltis, e o Atlético PR se remói de inveja do seu tradicional adversário, o Coritiba, que vai somando recordes impressionantes nesta temporada.
Os dois, portanto, encaram este jogo como a grande oportunidade de dar uma volta por cima em grande estilo. Afinal, a Copa do Brasil leva à Libertadores, enquanto os estaduais são apenas um prazer passageiro.
A princípio, dependendo das escalações, o Vasco é melhor, tecnicamente. Mas, o Furacão joga em casa e tem bala para começar sua recuperação antes do Brasileirão. Afinal, lá estão Kleberson, Madson, Robston (todos suecos?), jogadores capazes de fazer isso ou aquilo.
BARÇA, IRRESISTÍVEL
Se há um time neste planeta, pela força e versatilidade de seu elenco, que possa encarar o Barça, esse é o Real. Esse Real mais desabrido do que aquele que Mourinho vinha escalando nos jogos posteriores, traumatizado pela goleada de cinco no primeiro turno do campeonato espanhol.
Tanto, que, até os 20 minutos do primeiro tempo, nesta decisão pela Liga dos Campeões, o Real, com uma escalação devida, foi melhor do que o Barça. E, no final, 1 a 1, com gols de Pedrito e o nosso Marcelo.
Mas, o Barça é simplesmente irresistível, com aquele toque-toque hipnótico, que começou a aplicar a partir desse momento. Pois, o Barça é assim: se o adversário partir pra cima, como partiu o Real, fica na moita, à espera da perda de concentração do inimigo no tocante à marcação implacável a Xavi, Iniesta e Messi, seu tripé mágico.
Aí, na medida da perda de foco do inimigo, vai tomando conta do jogo e criando suas chances.
Consulto minhas anotações, e verifico que, entre os 25 minutos do primeiro tempo e o intervalo, o Barça criou cinco chances claras de gol. Uma ou duas, convertidas em gol. definiriam a história.
Nesse mesmo primeiro tempo, o Barça teve 69 por cento de posse de bola, cometeu apenas quatro faltas e sofreu catorze.
Os números não mentem, sobretudo diante do que nossos olhos veem. E a proporção foi praticamente a mesma no segundo tempo: 65 por cento de domínio do Barça e 31 a 10, no número de faltas contra o Real.
Talvez, se Mourinho não tivesse, nesse percurso, mudado tanto o braço da viola, o Real pudesse, no seu porte histórico, estar agora celebrando sua passagem para a final da Liga dos Campeões. Talvez.
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8 comentários | Comentar
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8 Daniel 05/05/2011 20:56
Está todo mundo falando do sufoco que passou o Santos etc…mas lembram como foi o jogo na Vila, o Santos deu 13 chutes ao gol na VIla, o goleiro deles fez pelo menos 4 grandes defesas…. mesma coisa llá.
7 Carlos Alberto Guimarães de Sá 04/05/2011 23:13
O Peñarol de Montevidéu já mostra como será a seleção uruguaia, na próxima copa do mundo, da mesma forma que foi a de 1950. Ganhando apertado seus jogos, dando a impressão que não chegava lá e, por coincidência, o Peñarol fez o mesmo que a seleção do Uruguai fez em 1950. Preparem um tonel de chá de maracujá por que o recado já está dado. A Argentina vem logo depois com uma seleção quase invencível, isso sem falar nas outras, também, ganhadoras do troféu desde sua existência. Delas, o Uruguai é a mais ousada, pois já desbancou o Brasil e a famosa seleção de Puskas. Eu me lembro! Dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas para um mundo que de tudo há, pode cair até cinco vezes no mesmo lugar e duas vezes é pouco.
6 Igor W. 04/05/2011 22:42
e a furada bisonha do Edu Dracena que era gol certo? esqueceu?
5 Carlos 04/05/2011 14:44
Cade a crítica a retranca armado pelo Muricí. Sr Alberto não era o amante do futebol arte. O retranqueiro pegou um time leve e colocou a sua cara. Críticas só podem ser feitas nas derrotas?
Alberto Helena jr. 04/05/2011 15:03
Acho que deixei muito claro no texto que, devido às circunstâncias, essa foi a alternativa de momento. Se o amigo revirar o arquivo deste blog verá que critiquei o sistema adotado por Muricy no seu período mais vitorioso do São Paulo, durante a conquista do tri brasileiro. Aliás, praticamente sozinho.
Um abraço
4 Antonio Braz 04/05/2011 10:22
Helena, bom dia!
Está perdendo a graça torcer para o São Paulo FC, a postura do Carpegiani em relação a formação da equipe e suas substituições não me agrada, não vejo futuro com esse treinador
3 Sérgio 04/05/2011 10:02
O FLUMINENSE poderia ter ganho o jogo do Engenhão com diferença de cinco gols e mesmo assim a imprensa continuaria não acreditando na classificação.
Pois é caro jornalista, é uma pena que seu flamengo não esteja na libertadores.
2 Rodrigo Sanches 04/05/2011 8:53
Bom, o goleiro do Santos não é contestado pela torcida…
1 Daniel Mendes-BH 03/05/2011 20:59
Talvez o Real carimbasse a vaga se um gol do Higuain em grande jogada de Cristiano Ronaldo nao fosse mal anulado. Talvez….O jogo ia pegar fogo!