PALAVRAS, PALAVRAS, PALAVRAS…
É óbvio que a exortação do presidente do Palmeiras – Vamos matar os bambi (assim mesmo, com o singular no lugar do plural, pra enfatizar ainda mais o uso corrente) – à sua torcida organizada não tinha caráter beligerante.
Nem vale a pena dissecar isso – ou seja, a intenção da fala de Belluzzo -, embora caiba reprovar os excessos verborrágicos recentes do presidente, que se sobrepõe, nesses casos, ao torcedor fanático e passional, pois essa turma nem precisa de estímulo para sair por aí dando porrada em torcedores adversários, a exemplo de todas as outras torcidas ditas organizadas.
Relembro, então, aqui uma lição do saudoso mestre em jornalismo e vida, Aristides Lobo, que, ao elogiar um texto deste foca eterno, no início de carreira, advertiu-me para me conter na ironia e nas figuras de linguagem, porque a patuleia, em geral, não capta tais sutilezas e interpreta o dito ou escrito ao pé da letra.
Não preciso dizer para os que me acompanham por estes anos todos que desprezei, por compulsão, a lição do meu querido mestre. Coisas de escorpião.
Além do mais, quem sou eu para transferir lições não aprendidas a um professor do nível de Belluzzo?
Assim como enviar-lhe outra lição que a vida tem me ensinado: a de que, quando um intelectual de seu viés recorre ao populismo, em geral, cai do cavalo. Não é sua praia, não consegue atingir o tom adequado e o resultado costuma ser um desastre. Tais palavras, saídas da boca de um Lula, por exemplo, provocariam risos apenas.
Mas, não é minha intenção ficar aqui julgando o homem, o presidente, nem mesmo o torcedor Belluzzo. Quero apenas aproveitar o gancho para falar um pouco sobre o uso frequente dessas terminologias roubadas pelo futebol do glossário bélico, e incorporadas na fala civil do nosso cotidiano.
Há quem reprove a mídia que as difundiu e ainda delas se utiliza no dia-a-dia, exatamente por considerá-las um reforço a violência crescente, sobretudo por parte das tais torcidas organizadas, um flagelo dos estádios e de suas cercanias.
Penso que não é o caso. Afinal, o futebol só foi buscar termos e expressões bélicas, muitos que remetem às liças da saga da cavalaria medieval – como flâmula, estandarte, escudo, ponta-de-lança, arqueiro, flecha etc. – porque, na verdade, ele é, pela própria natureza, uma representação da guerra real. Outras tantas, do arsenal moderno, tipo canhão, petardo, bomba, tiro, estratégia, tática, piloto de ataque etc.
Repito: uma representação, dramatização de uma realidade terrível, cujo fito é sublimar o predador que pulsa em cada um de nós, transformando a batalha real num jogo lúdico, divertido, criativo, embora competitivo, desarmando dessa forma o inconsciente coletivo de que falava Jung, se é que isso exista.
A par disso, a vulgarização desses termos e expressões subtrai-lhes o peso dramático, assim como a pornografia mata o erotismo.
Se essa turba uniformizada com camisas de seus clubes sai por aí batendo ou matando nada tem a ver com essa questão vocabular, e, sim, por outras várias razões, em cuja base está a perversão do nosso sistema educacional, chegando ao topo da pirâmide que é a fragilidade do nosso sistema judiciário.
As palavras são apenas palavras.
TRAGÉDIA NAS ALTURAS
O Fluminense praticamente se despediu da Copa Sul-Americana, ao levar aquela biaba de 5 a 1 da LDU, nas alturas de Quito. Aliás, é impossível dissociar o desastre da questão da altitude, pois todos viram que os gols dos equatorianos foram fruto direto da pouca resistência encontrada pela bola, graças ao ar mais rarefeito. Cada chute era uma bomba indefensável.
Ah, mas a mesma bola poderia ter sido disparada com igual efeito por parte dos brasileiros. É verdade. E o primeiro gol do jogo foi assim mesmo – um tiro de Fred de fora da área que o goleiro teve de se desdobrar para rebater nos pés de Marquinhos.
E por que diabos o Flu não repetiu essa jogada mais vezes? Simplesmente, porque seus jogadores desmilinguiram no gramado, enquanto a LDU montava um cerco apache na área tricolor, de lá até o fim.
Agora, só resta ao Flu juntar seus cacos e tentar o resgaste daquele encanto que lhe acendeu uma luz no fim do túnel do Brasileirão.
BAILE CATALÃO
Foi um dos maiores bailes que vi um time grande executar sobre outro de igual tamanho: o Barcelona simplesmente não deixou a Inter de Milão, que reina no futebol italiano há anos, tido e havido como o futebol mais competitivo da Europa, ver a cor da bola.
Naquele seu toque-toque mágico, botou os italianos na roda, fez 2 a 0, e poderia ter goleado, dadas as chances desperdiçadas. Isso, sem Messi e Ibrahimovic, duas de suas estrelas mais cintilantes. E tudo girando em torno desses dois meias inigualáveis – Xavi e Iniesta -, que dão o tom exato da harmonia desse timaço, um dos raros do futebol atual no mundo todo, pois jamais abdica de seu estilo refinado de tocar a bola e jogar o tempo todo no campo do adversário.
Outro adepto desse estilo é o Arsenal, que segue em frente, depois de bater o Standard de Liège, com um golaço do brasileiro Denílson, ex-São Paulo, um daqueles volantes de futebol tão exato que nunca mereceu uma chamada de Dunga, embora tivesse tomado o lugar de Gilberto Silva, que acabou saindo de Londres.
A RESSACA DO TIMÃO
O técnico Mano Menezes, finalmente, admitiu que seu Corinthians, no Brasileirão, foi vítima de relaxamento, ressaca das conquistas do Brasileirão e da Copa do Brasil. Isso foi perceptível, claro. Mas, desconfio que, se o Corinthians não tivesse negociado aqueles três jogadores vitais – Cristian, Douglas e André Santos -, gesto que passou para o elenco essa sensação de dever cumprido, o Timão estaria hoje disputando o título, talvez em vantagem superior à média dos candidatos.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: Belluzzo, Fluminense, Liga dos CAmpeões, Palmeiras
Belo texto.
O que me deixa um pouco irritado, é que a repercussão é bem maior dependendo das cores que a pessoa representa.
O Belluzo falou o que deveria ser falado em todas as ocasiões.
Na mais recente, ele estava em uma confraternização, foi em clima totalmente descontraído, mas como as cores que ele defende causa desagrado na maioria do pessoal da imprensa que defendem em sua maioria as cores de Flamengo, São Paulo e Corinthians, a repercussão foi bem maior.
No episódio do Simon, acredito que o que ele disse é pouco.
O Simon não tem caráter não é de hoje.
É só digitar no Youtube Simon, assistir alguns dos vários vídeos que disponíveis que fica claro, que ele é um sujeito que age de má fé.
Eu acredito que no episódio mais absurdo que eu já vi, que ocorreu no Jogo do Ceará contra o Fortaleza, esse sujeito deveria ter saido algemado preso em flagrante.
Com certeza havia policiais no local do Crime que presenciaram a cena.
Isso não pode ser tratado como erro, tem que ser tratado como crime, mas não foi e deixaram no passado, como a maioria dos episódios que esse juiz corrupto protagonizou.
Se ele está apitando ainda e nada foi feito, é porque é do interesse de muita gente poderosa dentro do futebol.
E os meios para ele estar na Copa do Mundo não são secretos pra ninguém.
O Belluzo não se fez dentro do Futebol, ele não precisa do futebol, mas o futebol precisa de pessoas como ele.
Diferentemente da maioria desse pessoal que está decidindo os rumos do Campeonato.
O STJD é piada de mau gosto, puniu o Belluzo e não puniu o presidente do Flamengo.
Fora os milhares de episódios estranhos que já foram protagonizados.
O Futebol é muito sujo, é tudo manipulado e são necessárias pessoas como o Belluzo para limpar essa sujeira, e que essas abram o jogo, e falem tudo de podre que tem nesse futebol.
Quanto ao Fluminense, acho justo, está pagando na sulamericana pelo que fez no nacional.
O Fluminense tem um time muito bom para estar brigando pra não cair, mas os outros times não tem nada a ver com isso e não deveriam ser punidos pelos erros de arbitragem para livrar a cara do fluminense.
Galo e Palmeiras foram vítimas claras dessa situação.
Fluminense que deveria voltar a disputar a série da qual foi tirado para voltar ao futebol limpamente.
Mas o Fluminense não está só nessa caminhada, o Botafogo teve ao seu lado os memos benefícios, principalmente nos confrontos diretos, para conseguir livrar a sua pele como tem feito até agora.
E o campeonato, por mais um ano consecutivo está sendo decidido fora de campo.
O mesmo São Paulo que foi campeão jogando em campo neutro com um gol irregular, estava vivendo a situação contrária até o STJD rejulgar o caso e absolver o clube que deveria ser punido por uma invasão de campo. O mandante tem sempre a responsabilidade.
A única diferença é que no ano anterior o goiás demorou uma eternidade para ser julgado, e por ironia do destino, perdeu o mando justo contra o São Paulo.
Erros de arbitragem acontecem, com uma frequência muito maior da que deveria acontecer.
Mas na maioria da situações, são erros mesmo, e são aleatórios (contra e a favor).
O Palmeiras foi beneficiado contra cruzeiro, vitória entre outros jogos, como foi prejudicado contra São Paulo, Fluminense, Goiás, Atlético-PR entre outros.
Assim como aconteceu com o Flamengo, Inter, Atlético, Cruzeiro…
Mas com um único clube, esses erros não acontecem de forma aleatória, só ocorrem a favor, ou seja, são acertos na verdade.
O São Paulo vem sendo beneficiado de outros campeonato, e nesse campeonato a coisa começou já no primeiro turno e o que me espanta é a baixa repercussão.
Jogos escandalosos consigo citar vários facilmente sem forçar a memória..
Contra Palmeiras(penalti não marcado), Barueri (penalti não marcado), Corinthians (Gol irregular com uns 3 impedidos e gol legal do Corinthians legal anulado),
Santo André (penalti não marcado em lance pra expulsão),
Avaí(gol legal anulado), Vitória ( Lance de 2 expulsões como ocorreu com Palmeiras), Grêmio(penalti não marcado), Atlético-PR 1º turno(2 gols em jogadas irregulares)…
Agora erros contra, só me lembro do confronto contra o Internacional..´
Fica evidente que penaltis contra o São Paulo dificilmente são marcados.
E isso vai mudando a cara do Campeonato, o Campeão, os times que vão pra libertadores…
Se fosse outro clube a repercussão da quantidade de erros seria bem maior.
Gozado que os caras de pau continuam afirmando o contrário, “parece” que é tática dos bambis,intimidando os juízes a continuarem errando a seu favor!!! Agora me responda: que valor tem um campeonato ganho dessa forma? Parece coisa de tricolor afrescalhado, no Rio é a mesma coisa, os pó de arroz se orgulham de ter um título carioca roubado do Flamengo com um gol de mão do Wilton, se não me engano!
Beluzzo falando e um burro cagando, o estrume tem bem mais valor, individuo otario de nivel bem baixo.
O assunto já está velho mas faço uma pergunta: Se fosse Juvenal Juvêncio ou Marco Aurélio Cunha a dizer aquela asneira a tentativa de minimizar seria a mesma?
Marco Aurelio ou Juvenal Juvencio, jamais falariam tanta merda o nivel deles e bem mais elevado, sem comparaçao.
Engraçado ver gente dizendo que o Belluzzo é de baixo nível, usando de palavras de baixo calão. É metalinguagem ou são de mais baixo nível ainda? Quem tem raiva guardada que vá descarrega-la em outro lugar.
Para os bambis que aqui escrevem, busquem conhecer a história do seu time! Cheia de sujeira, como campeonatos no tapetão ou de mérito duvidoso (lembram do assalto ao Guarani?), tentativa de tomar posse de estádio alheio, uso de dinheiro público… Vou parar por aqui.
Saudações especiais aos nervosinhos.
Ivan F
Eu ví Gerson, Tostão, Rivelino, Falcão, Zico, Paulo César Caju, Romário (não vi Garrincha, Didi e Zizinho) e confesso que acho uma tremenda injustiça não compará-los com Maradona! A comparação, desse grande jogador, com Pelé, para quem viu o negão jogar,é piada. Aquele gol que o Maradona fez contra a Inglaterra, Pelá fez pelo menos uns 20, só contra o meu Flamengo foi uns 5. Pelé tem 3 títulos mundiais pela seleção e 2 pelo Santos, fez mais de 1200 gols, nem sei mais quantos campeonatos paulista e nacionais, sempre tinha pelo menos 2 marcadores em cima dele, etc. Quando quiserem comparar Pelé com alguém (só aqueles que não o viram jogar fazem isso), vejam o filme Pelé Eterno ou o filme Isto é Pelé e o papo acabará aí. Quando meu genro morou na Inglaterra e saía essa CONVERSA de que o argentino foi melhor quer Pelé, êle pegava o filme em uma locadora e convidava o amigo para assistir. No final era sempre o mesmo: “NÃO HÁ TERMO DE COMPARAÇÃO, COMO PELÉ NÃO TEM, NÃO TEVE E NUNCA VAI EXISTIR OUTRO IGUAL”. Por isso eu sugiro que todos os brasileiros que gostam de futebol devem assistir esse filme que conta a história de EDSON ARANTES DO NASCIMENTO e ver uma sequência de gols incríveis. Quem não teve a oportunidade de vê-lo jogar ao vivo, pelo menos não falarão mais besteiras.
Legal o que vc falou sobre Pelé , aqui no maraca era mais bem tratado que em S.P. Tive o prazer de ve-lo jogar.
Vc só errou numa coisa ……ser flamenguista rsrsrsrsrsrs.
Paulo, a gente não erra em ser flamenguista, a gente nasce flamenguista, só que alguns regridem e viram, Botafogo, Fluminense, Vascaíno, Bonssucesso, Olaria…….. Abraços
ESSES TIMINHOS QUE VOLTAM DA SERIE B SAO NIVEL BAIXO MESMO A COMEÇAS DA PROPRIA DIRETORIA.
SALVE O MAIOR DO MUNDO, SALVE O UNICO HEPTA DO BRASIL.
As Frangas estao todas euforicas hoje, amanha e dia de abrirem as pernas, eta domingao.
CORINGAY______
Enquanto o Adriano queimou o pé o Ronaldão Traveco queimou Rosca.
Da-lhe Ronaldo da CORINGAY.
Timinho COVARDE!