DOBRADINHA VERDE
A grande novidade da rodada, sem dúvida, além do Verdão se desgarrando na ponta da tabela, foi o salto do Goiás para a vice-liderança, ao bater o Grêmio, de virada, por 2 a 1, no Serra Dourada. Dobradinha verde no topo do campeonato.
E, como Inter e Flamengo naufragaram abraçados no Beira-Rio transformado em lagoa, o Verdão passou a flutuar na liderança ainda mais leve.
BRINDES NO MAJESTOSO

Sobretudo, porque São Paulo e Corinthians não foram além de um empate por 1 a 1 no Morumbi, em jogo tenso e de poucas chances claras de gol.
A do Corinthians, aos 20 minutos do primeiro tempo, foi fina cortesia de André Dias, assinada por Bosco, para Ronaldo apenas empurrar às redes vazias.
A do São Paulo, um presente do bandeirinha que não assinalou impedimento de Washington no passe magistral de Hernanes, aos 24 do segundo tempo.
De resto, no jogo jogado, o Tricolor foi superior ao Corinthias a maior parte do tempo. Contudo, aquela superioridade que não confluía em ações incisivas na direção da meta do adversário, que, por sua vez, preferia apenas defender-se, com esta ou aquela pontada de contragolpe.
Só no finalzinho, depois da expulsão de Washington, é que o Timão pressionou e quase marca em cruzamento de Bill para Dentinho chegar um átimo atrasado.
Ah, sim, e vale destacar a estréia (ufa!) do menino argentino Defederico. Abstraindo-se todos os problemas típicos de tais circunstâncias, me deixou boa impressão. Franzino, mas sabe trabalhar a bichinha.
BAILE CARIJÓ
Foi o baile do Galo Carijó no terreiro do Mineirão: 3 a 1 num Santos que só deu sinal de vida no segundo tempo, e, mesmo assim esporadicamente. Isso tudo com direito a estreia de Ricardinho, chamado a campo já pra lá de dois terços da partida.
Entrou, obviamente longe de sua melhor forma física e técnica, mas em três ou quatro tramas que executou pelo lado esquerdo, com Feltri, já sinalizou a que veio. Ricardinho é daqueles raros meias capazes de injetar no time a noção de alternância de jogo – ora, mais contido; ora, mais agressivo. E isso vai fazer muita diferença nesta reta final do campeonato.
Contudo, o nome do jogo foi mais uma vez Diego Tardelli, autor de dois gols e de várias jogadas de efeito e eficiência, a partir da intermediária adversária, em parceria com Eder Luís, que voltou a jogar livre e solto.
Outro grande destaque do Galo: o volante Correa, um desses médios de muita entrega mas que sabe o que fazer com a bola quando a tem sob seu domínio. Marcou, quitou, e saiu para o jogo com fluência e destemor.
Assim, o Galo volta a se juntar aos que brigam, no mínimo, uma vaga para a libertadores, mas com direito a sonhar mais alto. E o Santos, bem, segue ali naquela zona cinzenta do meio da tabela, sem força para subir, nem tanta fragilidade para despencar.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: Atlético-MG, Corinthians, Goiás, Santos, São Paulo
A charge está correta, mostra a irresponsabilidade do Washington (que não é nenhum principiante) sabendo que não pode tirar a camisa para festejar o gol, (foi seguido pelo jogador Hugo no último jogo) levou um cartão amarelo e logo após, um vermelho. A diretoria não vê isso? deveria ser multado por ter provocado sua propria expulsao, afinal todo profissional deve ser responsável e o clube deve ter um psicólogo para dosar o estado emocional dos atletas.