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sábado, 18 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:27

NORMAL E ESTAPAFÚRDIO

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A rodada deste fim-de-semana do Brasileirão começou com um resultado normal e outro estapafúrdio.

Normal foi o Palmeiras, sob o comando sereno de Jorginho, vencer o Santo André por 1 a 0, gol de Diego Souza, em melê na área adversária, bola que sobrou.

Não, não foi brilhante o Verdão, como nos dois últimos jogos. nem poderia ser, diante de um adversário bem organizado, sobretudo no seu sistema de marcação, e que possui nos disparos de Marcelinho Carioca e nos cabeceios de Nunes armas mortíferas, capazes de serem acionadas a qualuqer momento, independendo do andamento do jogo.

Mas, foi compacto, seguro, equilibrado emocionalmente, o bastante para ter o controle do jogo e do placar.

Assim, saltou para a liderança temporária do campeonato, que até poderá ser estendida, caso o Galo e o Inter vacilem neste domingo, o que não é nada impossível.

Afinal, o líder Atlético Mineiro vai ao Barradão enfrentar nada menos do que o Vitória, time que vem se mantendo ali no topo da tabela há muito tempo, e, que, em casa, é sempre osso duro de roer. E o Inter simplesmente tromba com seu eterno rival, Grêmio, no Olímpico, em jogo que, dizem, definrá o destino de Tite à frente do Colorado.

Já o resultado estapafúrdio foi essa goleada do Goiás, por 4 a 1 e de virada, sobre o Flu, no Maracanã.

Não que o Goiás fizesse menos por merecê-la. Mas, que diabo!, o Flu é o Flu, nem tanto Flu como alguns de seus torcedores e dirigentes imaginam, mas ainda assim…

SANSÃO E LUXA  

São Paulo e Santos, até outro dia, seria um clássico merecedor de manchetes e grande expectativa. Neste domingo, huummm… Pode ser, não duvido, que tenhamos um jogo emocionante, de alto desempenho e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, ambos estão tão cheios de dedos que não me parece haver campo para pés mais adestrados.

Ricardo Gomes segue em busca de qualificar seu time, enquanto Serginho só aguardo o momento de passar o bastão temporário para Luxemburgo, que está de volta à Vila pela quarta vez.

Aí, o Peixe vai de vez? Quem sabe? Luxa é do ramo e o atual time do Santos tem lá suas vantagens e muitas desvantagens, que Mancini não soube superar. De qualquer forma, Luxa tem uma afinada especial com o presidente, o que já lhe dá um bom respaldo para remontar um time que estava ainda em fase de transição.

TUDO AZUL?

Nananina! Eis um jogo tenebroso para o Cruzeiro, embora seja disputado no Mineirão, o que lhe confere certa vantagem. E nada tem a ver com a capacidade técnica do vice-campeão da América, e tudo a ver com sua alma ferida pela perda da Libertadores em pleno Mineirão ainda outro dia.

Pois o Cruzeiro não só terá de vencer a funda decepção com a derrota para o Estudiantes como também o temor de cair na zona de rebaixamento, suprema humilhação para quem sonhava com o título mundial de clubes, na véspera.

Por seu lado, o Corinthians precisa desde já fincar pé para dar aquele salto em direção à tríplice coroa, e nenhum trampolim melhor do que esse: bater o poderoso Cruzeiro na casa do inimigo.

Vai ser de lascar.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. CHAMAS E CINZAS
  3. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

25 comentários | Comentar

  1. 5 Godoi 19/07/2009 7:26

    Cruzeiro 0×0 Independiente
    Wagner avança com a bola desde o meio de campo, perseguido por Veron e com a opção de passe para Kleber (melhor opção) pela direita e Wellington Paulista (pela esquerda). Opta por Wellington Paulista e o gol não sai por pouco…Detalhe

    Cruzeiro 1×1 Independiente
    No Cruzeiro, em jogada trabalhada, há uma rápida troca de passes do meio de campo até a intermediária entre Jonathan e Marquinhos Paraná. Esse, ao receber a bola pressionado, faz lindo e preciso lançamento a Ramires, pelo alto, que avançava rapidamente em ultrapassagem na entrada da área do estudiantes, pela direita. De primeira, tocou de cabeça para Wellington Paulista que ficou cara-a-cara com o goleiro adversário…O bandeirinha (e o juiz), ambos latino-americanos hispâncos (vizinhos dos Argentinos) marcaram “PERIGO DE GOL”, como é de praxe nos 50 anos de história da LIBERTADORES (BANDOLEROS) da América…Detalhe…

    Estudiantes 2×1 Cruzeiro
    Gol de córner…Detalhe

    Quer dizer, a análise do nosso amigo acima é meio furada, né?…
    Os argentinos tiveram nítida colaboração da arbitragem (uruguaia e chilena) nos 2 jogos das finais, como sempre…De cada 3 faltas que cometiam, o juiz marcava só 1 a favor dos brasileiros…e olhe lá…A grande posse de bola que tiveram na final foi em função disso…Marcavam os brasileiros fazendo faltas (empurrando, segurando) e o juiz deixava o jogo correr (se a bola estivesse com os argentinos)

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  2. 4 Laélio Córdova Filho 18/07/2009 23:58

    Há 30 ou 40 anos dizia-se, aqui no Brasil, que o maior exemplo de futebol mal jogado era o praticado na Inglaterra. Na terra da rainha o futebol resumia-se a levantamentos de bolas para a área adversária com o claro objetivo de que os atacantes, normalmente grandalhões e desengonçados, contassem com a sorte de se antecipar aos defensores adversários e transformassem esta jogada banal, simples, sem nenhuma imaginação e criatividade, também conhecida na maior parte do Brasil como “chuveirinho”, em gol. Era este o consenso geral entre os especialistas do futebol brasileiro.
    Como diziam os mais antigos, a língua é o chicote da bunda. Por mais que os chamados especialistas não queiram reconhecer o que nós praticamos em matéria de futebol hoje é exatamente o que tanto criticávamos no futebol inglês. O “chuveirinho” é a tônica do futebol praticado por todos os times do futebol brasileiro, a começar pela própria Seleção Brasileira, como vimos recentemente na Copa das Confederações realizada na África do Sul. Salvo duas jogadas individuais dos brilhantes Luis Fabiano e Kaká os demais gols praticamente foram assinalados como conseqüências de levantamentos de bola para a área, com a nítida intenção de seja lá o que Deus quiser, ou seja, pura sorte. É muito pouco para quem sempre se disse o melhor futebol do mundo. Talvez devamos rever esta colocação para: Os praticantes do menos ruim futebol do mundo.
    Nas grandes decisões que envolvam times brasileiros contra times estrangeiros ou mesmo a Seleção Brasileira contra alguma outra seleção, os adversários devem ter quatro preocupações básicas para conter os ataques brasileiros: 1) Montar um rígido esquema defensivo com preocupação de não proporcionar espaços vazios e dificultar as manobras individuais daqueles que têm capacidade para isto; 2) Colocar dois atacantes um de cada lado do campo com a incumbência de impedir que os alas brasileiros, ou quem por ali se deslocar, efetuem o cruzamento tipo chuveirinho, já no nascedouro da jogada; 3) Preocupar-se em não cometerem faltas, sob hipótese alguma, próximas da intermediária ou mesmo da área grande deles; e, por último, 4) Ter a mesma preocupação em não ceder escanteios para os times brasileiros.
    Com estas providências e muito preparo físico para não cansar e dificultar possíveis contra ataques qualquer time estrangeiro tem grande chance de conseguir vencer qualquer um dos chamados grandes times brasileiros, por menos talentosos que sejam.
    Um exemplo claro é o do Estudiantes de La Plata diante do Cruzeiro em pleno Mineirão lotado. Quais as opções ofensivas que o Cruzeiro tem contra um time bem armado defensivamente. Nenhuma. A não ser contar com descuido defensivo do adversário. Como o Estudiantes jogou concentrado, cem por cento focado nas minúcias do jogo e não se esgotou fisicamente, só restou ao Cruzeiro tentar superar suas deficiências técnicas, no final, com o máximo de voluntariedade e esforço físico, o que na maioria dos casos revelam-se insuficientes.
    É a união da melhor técnica possível com o que existe de melhor e mais eficaz em termos de preparo físico, ou seja, o resgate do verdadeiro futebol brasileiro a alternativa mais inteligente para minimizar a quantidade de frustrações que ultimamente o futebol vem proporcionando aos torcedores brasileiros, mesmo que os chamados especialistas e os profissionais que vivem do futebol teimem em tentar esconder a realidade com o único objetivo de manter o público sempre interessado, de tal forma que o afastamento dos anunciantes de suas transmissões e, por conseqüência, o questionamento do trabalho deles não ocorram. Apontar alternativas a esta forma medíocre de jogar, até para valorizarem-se profissionalmente, parece ser algo que nossos “especialistas”, infelizmente, não reúnem competência para formulá-las.

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  3. 3 Ricardo 18/07/2009 23:34

    Alberto Helena, também não acho nada de anormal o resultado de hoje no Maracanã até porque o Fluminense(não o de 2008)mas, do final dos anos 90 até 2007 não fez nada de bom para ele próprio a não ser contrair dívidas e passear pelas séries B e C.Na verdade também acho que os times cariócas estão a beira da falência só não fecharam as portas porque tem uma ajudinha da CBF.

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  4. 2 Antonio Jorge Dias da Silva 18/07/2009 22:50

    A muito tem os times cariocas vem nas ultimas colocações e lutando para não cair. Afinal o campeonato carioca a muito não serve de parametro para o Brasileirão.
    E surge alguem chamando de “estaparfúdio” a derrota do Fluminense para o goias por 4X1. Pois não vejo nada de anormal, pois os clubes do rio o que tem mesmo emuito é débito.

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  5. 1 Igor 18/07/2009 22:20

    Tu lá sabe de nada vei! Vai se aposentar que é o melhor que tu faz. Seu prostituto do futebol brasileiro! Enquanto o nosso futebol tiver alguem como você, nós vamos se de submundo que nem os andinos. Fala a verdade, seu Marinho. Não venda sua alma ao Diabo!

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