UFA, GANHAMOS
Ufa! Não fosse aquela cobrança de falta magnífica de Daniel Alves, aos 41 minutos do segundo tempo, poderíamos estar amargando agora aquela tragédia singular de um raio cair em dois lugares ao mesmo tempo. Sim, porque não bastasse a desclassificação da Espanha pelos EUA, só faltava o Brasil cair diante da África do Sul.
E olhe que o jogo foi parelheiro, graças à marcação implacável dos africanos, sem, contudo, ser o suficiente para ter o maior domínio de bla, que ficou com o Brasil, por margem ínfima, diga-se.
Fecharam-se bem os sul-africanos de Joel Santana, mas também saíram para o jogo, e criaram algumas dificuldades para o Brasil, a quem faltou mais ousadia, no sentido de marcar o adversário já no campo contrário, onde a saída de bola deles era reticente.
Ao contrário: nossa seleção preferiu resguardar-se, voltando demais, e oferecendo campo ao inimigo, que foi e construiu um jogo bem mais interessante para ele.
E, nesse processo, dois jogadores de meio, aqueles que têm feito a diferença na Seleção Brasileira, no sistema de armação da equipe – Felipe Melo e Ramires -, não estavam inspirados no passe e nas arrancadas.
Logo, o Brasil ficou mais defensivo do que atacante. Mas, quando os sul-africanos chegaram encontraram o portão fechado por Júlio César, sempre impecável.
E, quando a situação estava abracadabrante, Dunga trocou o lateral-esquerdo André Santos, que vinha bem, apesar de uma ou duas falhas na marcação, por Daniel Alves. As alternativas eram outras tantas, até mais, teoricamente, produtivas, como as entradas de Nilmar ou Pato, por exemplo, no lugar de Gilberto Silva ou de Felipe Melo.
Deu certo, por outros caminhos.
Mas, enfim, estamos na final, diantedos EUA, repito, time raneta, complicado. Mas perfeitamente vencível.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: África do Sul, Copa das Confederações, Daniel Alves
O leitor João Sardinha tem razão ao falar da total inexpressividade do jogador Gilberto Silva. Ele não comanda, não passa bola certo, não ataca, resumindo, engana. Quem escalou o Gilberto sempre foi a imprensa esportiva. Não me perguntem porque? Mas esta é a verdade. Sempre foi escalado por força dos senhores comentaristas como peça imexível, desde a época que um Ministro inventou este neologismo). Robinho e Pato, como diria minha filha, andam se achando, mas estão devendo empenho e mais solidariedade nas jogadas; e quanto àquele jogador do São Paulo, baixinho, que sempre entra para substituir alguém no final, pelo amor de Deus, vai continuar a ser inho. Para concluir expresso o meu desagravo ao treinador Dunga (o cagado fasshion week) que deixa sentado um jogador com o potencial de Junior Batista e deixa Gilberto Silva como titular. Hoje os melhores centroavantes do Brasil chamam -se kleber e Keyrison, nessa ordem, porque o primeiro além de tudo lembra Rivelino na raça e disposição de correr atrás das jogadas. A Seleção ainda não é esta. Tic!