MUITA VISAGEM E POUCA SUBSTÂNCIA
Fico só imaginando a cena: ao clarim da alvorada seguinte à queda de Muricy, Coronel Juju reúne a tropa, digo, a imprensa, saca do bolso do colete virtual um cartãozinho azul com bordas douradas, no mais rebuscado estilo rococó, onde se lê o nome do ungido a técnico do São Paulo - Ricardo Gomes -, e dispara, cabeleira branca esvoaçante ao vento da manhã gelada desta província altaneira e garbosa:
- Postura! – e repete, elevando o tom como se, fronte erguida, aumentasse alguns centímetros de altura, sobre um imaginário salto Luís XV – Postura!
É isso. Está desvendado o mistério da queda de Muricy, tricampeão brasileiro, feito inédito na história gloriosa do clube: postura, eis a palavra-chave.
Todos conhecem, se divertem ou se irritam, com a postura de Muricy, craque de refinadas criações com a bola, técnico vitorioso por onde tenha passado, mas tipo povão, desbocado, espontâneo, transparente, um tanto brega, que se expressa com as palavras que, ao longo da vida, colheu nas ruas, nos bares, nas intermináveis concentrações. Oh, como isso incomoda certa cartolagem de novos-ricos – alguns com diploma na parede -, que tanto aspiram a uma anacrônica aristocracia de botequim.
Agora, espie o amigo seu sucessor: cavalheiro de fina estampa, que fala francês e um português correto, veste-se na moda, e homem de caráter sem jaça, como diria Coronel Juju. Como figura humana, exemplar, sem a menor dúvida. E foi, é verdade, um excelente quarto-zagueiro, de nível de Seleção Brasileira.
Mas, e como técnico. Bem, é aí que a porca torce o rabo: dirigiu uma pá de times brasileiros, dentre os quais, Fluminense e Flamengo, além dos franceses PSG, Bordeaux e Mônaco. Em nenhum deu-se bem, sem falar naquele rotundo fracasso com a Seleção Brasileira Pré-Olímpica da qual tanto se esperava.
Sim, claro, todos devem ter outra ou mais chances. Muricy não teve: ao primeiro percalço, rua! Ricardo Gomes terá sua enésima chance, quem sabe, aquela que lhe dará impulso definitivo no ofício de treinador de futebol. Espero que sim, pela pessoa que é.
Mas, no fundo, no fundo, é tudo visage, que o malandro brasileiro traduziu para visagem, um truque de imagem destinada a enganar o otário de plantão.
Muita pose e pouca substância.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Treinadores Tags: juvenal juvêncio, Muricy, Ricardo Gomes, São Paulo

Helema, humildemente e até com um pouco de respeito, discordo de vc.
Não é vc que pedia constantemente para Muricy trocar o braço da viola? E o braço foi trocado?
Nos poucos momentos em que o time apresentou uma coisa proxima de futebol, ele jamais manteve o time.
O estilo de jogo que ele defende não condiz com a tradição do nosso futebol.
O SP mais parecia a Inglaterra de algumas décadas atrás. Até eles mudaram o estlo bico para jogada áerea. Pq manter isso num time brasileiro?
Vc como um observador arguto, bem sabe que há uns três anos o SP joga um futebol competitivo, mas sem plástica.
E o q vc chama de “eficiência” sem aquela velha marca do nosso futebol
Muricy lembra mais o Parreira que Telê.
E caiu por causa de uma série de fatores:
1) perda consecutiva de 3 Libertadores, que até as gramas do Morumbi sabem ser o maior objetivo do clube;
2) Caiu pq estava evidente que o sucesso inesperado do ano passado talvez não se repetiria nesse, dado que os adversários estão escaldados. Perdeu o controle do grupo.
Portanto, não vejo a queda do Muricy como um rejeição a sua forma de agir como povão, nem a escolha de Ricardo Gomes como um atestado de “primeiro-mundismo”. Foi uma aposta que o tempo dirá acertada ou não.
Acho que seu comentário não procede neste caso, com todo respeito as suas inquestionáveis reflexões, que aprendi a ler desde os tempos de FOLHA DE S PAULO.
E outra:
Vc bem sabe q o time não vinha joganbo bem, e querendo ou não, mesmo com o elenco não sendo um primor, tbm não está a aquem de outros times do país.
Afinal, quem muda o braço da viola?
Não mudou por teimosia, convicção, simpatia por este ou aquele jogador.
Os resultados não vieram e o SP não jogou este ano.
Obrigado, Muricy e boa sorte;
Alô Helena!
O SPFC continuará ganhando títulos brasileiros como sempre ganhou com ou sem Murici Ramalho, continuará ganhando Libertadores como sempre ganhou sem Murici Ramalho, continuará ganhando Sulamericanas, Recopa Sulamericana, Copas Commebol, SuperCopas da Libertadores como sempre ganhou sem Murici Ramalho, continuará ganhando Mundiáis como sempre ganhou sem Murici Ramalho. O Murici Ramalho cavou sua própria sepultura com a prepotência que lhe é peculiar, nas entrevistas com respostas estúpidas à jornalistas nas entrevistas coletivas, com escalações absurdas, volantes de laterais ou alas com queria, caso de Zé Luiz, Jean, Arouca, Jorge Wagner, Richarlyson, este então, uma piada como jogador, joga em todas e não joga em nenhuma, teve várias oportunidades, de zagueiro, de ala, de lateral, de volante, nunca disse à que veio, teve a estupidez de escalar um atacante de ala, caso de Dagoberto, todos esses absurdos em detrimento de jogadores da posição, caso de Júnior que está fazendo uma ótima performace no Atlético Mineiro, de Júnior César, e jogadores com pouquissimas oportunidades, caso de Joilson, Wagner Diniz, este então, não jogou 90 minutos de futebol em sua estada no SPFC. Ele sempre foi refém da linha de 3 zagueiros, sistema abdicado há anos na Europa, refém de dois volantes de contenção, dois volantes de alas, sempre a mesma jogada manjada de bolas alçadas à área para os atacantes sempre de costas para o gol. Deu no que deu, vitórias escassas de 1×0, empates 0×0, 1×1, derrotas de 01×0, 0×2, caso do Cruzeiro, atletas insatisfeitos por terem sidos preteridos por jogadores de outras posições. Sua situação ficou insustentável entre os jogadores, entre a Diretória, ficou insustentável em boa parte da torcida pela perda de 4 Libertadores. O Murici no SPFC é passado. Não me surpreenderia sua contratação pelo Internacional, caso este seja eleminado pelo Corinthians. Vai queimar sua lingua com o Cuca sôbre o episódio do telefonema.
As viúvas do Murici estão de luto. No futebol quem ganha títulos é o Clube que monta um time com um grande elenco acima dos demais, um treinador que não inventa, escala os melhores em cada posição. Na Fórmula 1, ganha quem tem o melhor carro e um piloto que faz o dever de casa, sem trapalhadas e, assim é também em cada modalidade esportiva. Treinador tem é que fazer o óbvio, não inventar, se achar o dono da verdade. Como diz o Braz aí acima, o SPFC continuará ganhando títulos com ou sem o Murici. O SPFC é muito grande para ficar à mercê de um treinador. Qual foi o título relevante que ele ganhou antes de vir ao SPFC. Campeão gaucho, onde a disputa é entre Internacional e Grémio, campeão pernambucano onde tem Sport, Santa Cruz e Náutico. Qual foi o título brasileiro que ganhou com outras equipes? O velório já passou viúvas, chega de choradeira, hoje o Murici é jornal de ontem no SPFC, a vida continua com outros treinadores e com certeza, muitos títulos virão.
Belíssimo texto
Tudo bem que a gente vai chegando nas maiores idades e vai ficando esquecido, não é Helena. “Sim todos devem ter uma ou mais chances, o Muricy não teve. Ao primeiro percalço rua!” Primeiro percalço, cara pálida. E as outras três Libertadores e vários mata x mata que ele perdeu e o JJ segurou, não são chances?
mesmo que o são paulo seja campeão com o tal de ricardo, siaba que a diretoria errou. para ter o tal seria 10 vezes melhhor ficar com o miltp cruz, ou um a altura do mura, Vanderlei, filipão, Paulo autuori ou leão, mais ricardo não!!!