CÉU AZUL
Os sinais estão por toda parte, só não vê quem não quer, indicando o declínio da força bruta em favor da técnica e da habilidade.
Está sendo assim na Copa das Confederações, como foi na Eurocopa, nos campeonatos inglês, espanhol e até mesmo no Brasileirão liderado pelo Galo e pelo Inter e na Copa do Brasil.
E esses sinais estavam claramente inscritos nas estrelas do céu de cobalto que cobriu o Morumbi, na decisão da vaga pelas semifinais da Libertadores: o Cruzeiro, precisando apenas de um empate, meteu 2 a 0 no São Paulo, marcando bem, pois isso é de praxe, mas fazendo a bola circular com ciência e arte, enquanto o Tricolor repetia seu crônico e escasso repertório baseado apenas na disciplina tática, no empenho de seus jogadores e nas bolas alçadas à área inimiga, uma eterna repetição de um mecanismo repetitivo, previsível e tedioso.
Se fosse fazer uma analogia com a música, o Tricolor é um refrão sem segunda parte, o samba de uma nota só, a banda do Corpo de Fuzileiros Navais, executando sempre as mesmas marchas marciais, que, a princípio despertam certa emoção patriótica, mas, logo, chateia.
Em contrapartida, o Cruzeiro parece um grupo de pagode afinado, com solos de um Dudu Nobre ou de Um Zeca Pagodinho, aqui e ali. E, se for preciso meter um bolerão lento e cadenciado, então, tome lá.
Foi mais ou menos nesse ritmo que o Cruzeiro envolveu o São Paulo no Morumbi, ao longo de toda a partida, antes e depois da expulsão de Eduardo Costa. Expulsão, aliás, emblemática, pois quem aposta mais na força do que na técnica estará sempre correndo esse risco.
Amornou o jogo, sugando a energia do São Paulo naquela vai-da-valsa do toque de bola, e, aos 21 minutos do segundo tempo, Henrique acertou um magnífico disparo no ângulo de Denis. E, já lá pelos 35, quando a Raposa rondava o galinheiro tricolor, Bernardo acertou um chute forte, que André Dias cortou com a mão, em salto espetacular. Pênalti, que Kleber converteu, logo após a expulsão do zagueiro do São Paulo.
Agora, é o Cruzeiro encarar o Grêmio, outro que já se molda aos novos tempos nas mãos de Paulo Autuori, com dois zagueiros, dois volantes, dois meias e dois atacantes. Dois jogaços sob os signos da modernidade, que, na verdade, não passa de um arcano.
Quanto ao São Paulo, resta Muricy mudar o braço da viola, outro bordão que venho repetindo há séculos, desde os tempos de glórias recentes. O diabo é que Muricy está preso ao círculo de giz que ele mesmo e sua diretoria traçaram em torno do conceito superado do tal futebol de resultado. Cadê os jogadores com habilidade e molejo pra botar uma dose de imprevisibilidade nesse time tão mecanizado?
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Libertadores Tags: Cruzeiro, Libertadores, São Paulo

Gostaria de fazer a seguinte colocação: no Brasileirão de 2006 Muricy pegou o time montado, praticamente o mesmo time campeão da Libertadores e Mundial de 2005 e ainda com os reforços de Ilsinho, etc; no Brasileirão de 2007 o São Paulo foi campeão devido a perfomance anormal da sua defesa, onde seus zagueiros além de defender ainda marcaram varios gols decisivos, sem falar que nestes anos um dos principais artilheiros foi o seu goleiro; no Brasileirão de 2008, o titulo caiu de graça no colo do São Paulo, que apesar de ter feito partidas horríveis (ex. empate com Ipatinga no Morumbi) conseguiu o titulo nas ultimas rodadas, devido as outras equipes terem caido de produção justamente no final. E não dá mais para aguentar jogadores como Richarlison, Hugo,Jorge Wagner e o proprio Hernanes. E porque a não utilização de jovens jogadores da equipe de base. Na verdade o único jogador realmente da base lançado nestes 3 anos e meio de Muricy foi o Breno. E o Junior! Apesar dele não querer sair, até agora não se entende o porque dele ter sido colocado na reserva, só para colocar Jorge Wagner como ala, vejam o que ele está jogando no Atletico! O próprio Eder Luiz não teve chance! Era lançado de vez em quando,
não tinha uma sequência de jogos! Isso só para colocar Hugo e outros. Sem mais pode-se contar nos dedos as boas partidas do São Paulo nestes dois ultimos anos, pois se isso aconteceu foi somente em 2006 com o time campeão do mundo.
Antonio, o Muricy improvisa porque é obrigado. Wágner Diniz, rebaixado com o Vasco, foi dinheiro jogado fora. Júnior César não é nem sombra do promissor lateral do Fluminense. O Joílson, meu caro, está no Grêmio, onde é reserva. Outro dia, contra o Náutico, entrou no segundo tempo no lugar do Rui e conseguiu ser expulso. Júnior fez duas ou três partidas boas pelo Atlético Mineiro, mas no meio-de-campo, não na lateral. Ali, ele ainda engana. Claro que o Muricy tem sua parcela de culpa.
Penso que ele deveria ter limpado a área antes de deixar que as coisas chegassem onde chegou. Tolerar chilique de André Lima, que não deveria nem passar na porta do Morumbi, é um absurdo, assim como passar a mão na cabeça de Washington, Borges & Cia, que se julgam intocáveis. Agora, culpar o Muricy por todos os males é o fim do mundo.
Sérgio do Jabaquara
Se o Muricy pegou o time montado e foi campeão em 2006, mérito dele, que soube aproveitar o trabalho de seu antecessor.
Se em 2007 ele contou com uma defesa ´´anormal´´ (?) e um goleiro excepcional, sorte dele, e competência também, que soube trabalhar bem o ponto mais forte do time.
Em 2008, tudo indicava que o São Paulo sequer se classificaria pra Libertadores. Aí teve uma arrancada histórica e pulverizou uma vantagem de 11 pontos do Grêmio. Mas se você prefere achar que o tricampeonato caiu no colo, fazer o quê?
Agora, quando você fala que o Júnior veio da base do SAão Paulo, só tenho uma coisa a dizer: VIXXXXXXXEEEEEEEEEE!!!!
Oh camarão pistola. A verdade é que você está puto da vida como eu. Eu só não comungo como viúva do Murici. Prá mim é treinador igualzinho aos demais pelo Brasil. Não é o treinador que pensa que é, não é o treinador que dizem que é. Ganhou títulos no SPFC porque é um clube que dá respaldo, com elenco, paga em dia, estrutura nas mais diversas áreas, tem um refis de fazer inveja a qualquer clube no mundo, dificilmente jogador do SPFC fica no estaleiro, caso raro somente do Rogéio Ceni. Qual foi o título brasileiro que este treinador ganhou comandando outros times?
Pena que o Muricy não vai mais nem ter chance… Acabei de ler no site do tricolor que ele não é mais técnico do SPFC… Achei que a eliminação não foi culpa dele.
Antonio, não sou viúva do Muricy. Só não acho que ele seja igualzinho aos demais. Longe disso.
Indignação sem atitude cheira a covardia. Veja o video http://www.youtube.com/watch?v=vHuSMZZkYWE Praça da assembléia em belo horizonte.
Parabéns !
Seus comentários são sempre sensatos, por isso que gosto de ver programas em que está presente.
Na minha seleção de jornalistas esportivos, você seria a camisa 10, com o auxílio luxuoso do “Bodão”, `PCVasconcelos, PVC (ESPN) e Renato M. Prado… os outros disputariam vagas….rs.
Um abraço.