ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
Quer dizer, então, que depois dos jogos iniciais das decisões em São Paulo e Minas, está tudo resolvido?
Quase, pelo menos, em São Paulo, onde o resultado de 3 a 1 para o Corinthians oferece, obviamente, mais chances de ser recuperado pelo Santos do que a goleada de 5 a 0 do Cruzeiro sobre o Galo.
Goleada, aliás, que revelou uma superioridade da Raposa sobre o Galo ainda maior do que se supunha. Que o Cruzeiro era melhor, nunca restou dúvida. Mas, a sensação, ao longo do Campeonato Mineiro, era a de que essa diferença havia diminuído, oferecendo campo para o Atlético até surpreender.
E não é que o Galo tenha eivado o Mineirão de erros primários, nada disso. Até tomar o segundo gol, encarou o Cruzeiro. Fez, enfim, o que estava ao seu alcance, naquelas circunstâncias. Mas, o Cruzeiro é que se impôs, com o refino dos seus jogadores e objetividade ímpar. Diria, grosso modo, que a Raposa converteu coisa de 80 por cento das chances criadas, o que é um índice de se tirar o chapéu, convenhamos.
Já o Campeonato Paulista parece estar mais decidido no aspecto anímico do que no plano dos números. Os peixeiros estão de crista baixa, depois da derrota em casa, sobretudo pela montanha de gols desperdiçados por ninguém menos que o seu artilheiro Kléber Pereira. Em contrapartida, o Timão flutua nas nuvens, com as asas de Ronaldo, o Fenômeno, na expectativa de confirmar no Pacaembu uma campanha histórica – campeão invicto, o que já foi, mas num passado remoto.
Baixando a bola para o duro chão da realidade, porém, há um ponto de interrogação plantado ali no meio da zaga corintiana, com a ausência de Chicão. Sim, porque o beque Chicão não é apenas seu principal defensor, mas é também o artilheiro do time.
E, se o amigo fizer um cotejo desapaixonado entre os dois times, jogador por jogador, verá que, com exceção da exceção chamada Ronaldo, ambos se equilibram. Digo: não há assim uma supremacia absoluta de um sobre o outro, embora, nem de longe se possa comparar as campanhas de ambos ao longo do campeonato.
Mas, equilíbrio mesmo, pra valer, se verifica no Rio, onde Flamengo e Botafogo deixaram em aberto a decisão, com o empate de 2 a 2 no jogo inicial. Não apenas pelo placar igual, mas, sobretudo, pela equivalência dos dois times, ainda que o Botafogo tenha sido melhor na soma dos dois turnos.
O que assusta General Severiano, porém, é a iminente ausência de Maicosuel, jogador-chave no esquema de Ney Franco e aquele meia-atacante que cumpre desempenho excepcional nesta temporada carioca.
Mas, é sempre jogo pra mais de metro.
GRÊMIO DANDO A VOLTA
O Grêmio, que tem amargado sucessivas derrotas para o eterno rival Inter, em fase de esplendor, está a um passo de fechar esta fase da Libertadores como líder geral da competição: basta vencer o Chicó, em pleno Olímpico desvairado, o que passa do provável.
Com isso, o Tricolor teria a vantagem de mando de campo pelo resto do torneio, quesito sempre valioso numa disputa difícil como essa.
E só a eventual conquista da Libertadores é que tirará do gremista esse gosto de fel na boca. Daqui pra frente, no Olímpico, é tudo ou nada.
A LIGA DOS SONHOS
Começam nesta terça-feira as quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, com Barcelona e Chelsea, numa perna, e, noutra, Manchester United e Arsenal, jogo lá e cá.
O Barça recebe o Chelsea, no Camp Nou, com uma campanha absurdamente exemplar até aqui: foi o líder dos quatro finalistas na fase de classificação, com dez gols de saldo, e aquele time que apresentou a melhor defesa e o futebol mais deslumbrante de todos, um toque hipnótico a partir do meio de campo em direção ao trio atacante mais implacável do futebol mundial no momento: Messi, Eto’o e Henry.
Mas, quando se trata de enfrentar um dos quatro grandes da Inglaterra é sempre bom fazer o placar em casa, mesmo porque o Chelsea, depois dos vacilos dos tempos de Felipão, sob o comando do holandês Hiddink vem em plena ascensão.
Quanto ao Manchester, que declinou neste final de temporada, parece ter retomado aquela auto-confiança letal, ao virar de forma espetacular o último jogo do Campeonato inglês.
Pega o Arsenal, de belas tramas mas pouca conclusão, em Old Trafford, e, apesar de ser um clássico britânico, não deve deixar escapar essa chance.
Confesso que não sou de torcer por times, mas, sim, pelo futebol superior deste ou daquele, neste ou naquele tempo, mas gostaria muito que a final se desse entre Barça e Manchester, como prêmio pela campanha excepcional de ambos na temporada toda, seja na Liga, seja em seus respectivos campeonatos nacionais.
Aí, sim, que vença o melhor entre os melhores.
De qualquer forma, a simples conjunção desses quatro times na fase decisiva da Liga já representa uma vitória sensacional do futebol na sua mais viva expressão, aquele jogado pra frente, sob o signo da técnica e da habilidade, em que cada um, com suas próprias característica, é digno exemplo.
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6 Rodrigo de Marqui 27/04/2009 16:52
Sim, mas na Libertodores às vezes existem adversários tão “bons” quantos os times da série B do Campeonato Brasileiro…
5 Rodrigo de Marqui 27/04/2009 16:51
Perdão o erro: na última frase entendam como “E não FALO com o coração”….
4 Raposão 27/04/2009 16:51
O Cruzeiro pode não ter adversários no Mineiro, mas tem na Libertadores.
3 Raposão 27/04/2009 16:49
Que Felicidade do mundo Azul, o Cruzeiro Balança, Balança, balança, balança PELA QUINTA VEZ AS REDES DO MINEIRÃO, QUANDO ERAM DECORRIDOS 42 DO SEGUNDO TEMPO, TAPANDO O CAIXÃO ALVI-NEGRO….
Que beleza, ótimo!!
A Diferença é enorme
Vamos Vamos Cruzeiro
Sangue nos Olhos
2 Rodrigo de Marqui 27/04/2009 16:49
Só discordo de um ponto: jogador por jogador, o time do Corinthians é muito bom, melhor do que o do Santos. O time do Corinthians tem mais valores individuais. Não vamos contar o Ronaldo pq haveria um desequilíbrio, uma abismo que favoreceria o Corinthians. Mas creio que o Corinthians, mesmo sem o Ronaldo, já era um time muito bom. Dentinho, Chicão, Douglas, André Santos, Felipe, Elias….esses jogadores poderiam figurar em qualquer grande time do futebol brasileiro como titulares. O Santos tem algumas promessas, mas a verdade é que fica na extrema dependência do Kleber Pereira.
Mas é apenas uma opinião, como qualquer outra. Com relação a outros times, o Cruzeiro não tem bons adversários no Mineiro, como o Corinthians tem (pelo menos, em termos de camisa). Com o Inter é a mesma coisa…só pega times abaixo da média e que, se jogassem contra os times paulistas, levariam chumbo. Enfim…
O Corinthians é um dos cinco melhores times do Brasil, no momento. Com o Ronaldo, é provavelmente o melhor. E não valo com o coração não, mas sob ponderação metódica.
1 Juan Marcel 27/04/2009 16:44
Sou sãopaulino, mas vc disse que o santos jogou mais do que o corinthias??? Então vi outro jogo……………