BANGU, UM TRAVO AMARGO
Eu vi, meninos, Bangu e Resende. Creiam aqueles que me acusam de só dar atenção ao futebol paulista.
E o que vi me deixou um travo amargo: joguinho ruim, juiz, pior ainda, além de me remeter a um passado de glória do Bangu, onde se revelaram os Divinos Da Guia, Pai e Filho. O Espírito Santo, Zizinho, que se não foi uma revelação de Moça Bonita (nome tão idílico só se compara ao do Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani), foi a maior transação até então da história do nosso futebol.
Foi mais ou menos assim. Silveirinha, dono da Fábrica de Tecidos Bangu, um portento da indústria têxtil do Brasil nos anos 40/50 e do clube que levava o nome de sua empresa, queria porque queria no Alvi-rubro a maior estrela do futebol brasileiro da época, cria e ídolo do Flamengo, o Leonardo da Vinci da Copa de 50, Mestre Ziza.
Então, fez uma oferta mirabolante pelo passe do craque: 1 milhão de cruzeiros, algo incapaz de ser traduzido para os valores atuais, devido às inúmeras mudanças cambiais e do valor da nossa moeda, de lá pra cá. Mas, era uma fortuna. Tamanha, que o presidente do Flamengo balançou o suficiente para chamar Zizinho à sua sala querendo saber como o craque reagiria diante de tal oferta.
Zizinho simplesmente olhou nos olhos do presidente e sentenciou, sem mesmo saber o que lhe caberia no negócio.:
- Se o Flamengo não me quer mais, não quero mais o Flamengo. A partir de agora, sou jogador do Bangu.
E, durante cabalísticos sete anos, Zizinho fez história no Bangu, até se transferir para o São Paulo, onde comandou a conquista do título paulista de 57.
Nesse período, o Bangu, que já fizera furor décadas antes com seus célebres Mulatinhos Rosados, por ter sido, juntamente com o Vasco, um dos primeiros clubes do Brasil a abrir suas portas caiadas para negros e mulatos, montou timaços, ganhou títulos e encantou a todos com equipes em que desfilaram Rafagnelli, Sula, Zózimo (bicampeão mundial pelo Brasil), Vermelho, Décio Esteves, Calazans, irmão de Zózimo, e tantos outros.
Hoje, nem é pálida lembrança daquele Bangu, infelizmente.
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8 comentários | Comentar
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8 Moysés Alves 26/10/2009 21:48
Eu era vizinho do Paulo Borges. Agora eu não sei onde ele anda. Sei que seu apelido era Risadinha. Quando passava férias em Laranjais e, jogando bola no campo do Brasil FC, ele evitava os contatos e deixava a gente driblá-lo. Depois fez o Corinthians campeão.
Que saudades do grande time do Bangu!
7 Ernesto Welte 01/08/2009 1:31
Mateus, eu também tive a felicidade de ver esse Bangú FABULOSO.
6 Mateus de Oliveira 25/04/2009 18:15
Meninos eu vi…………eu vi o Bangu de Ubirajara, Fidelis, Mario Tito Luiz Alberto Ari Ercilio, Jaime e Cabralzinho, Paulo Borges, Bianchini, Parada e Mateus………Meninos, eu vi…………..
5 irino 22/03/2009 18:20
Prof. Alberto, ao ver o jogo Palmeiras X Corinthians e Corinrhians X Santos, só não acredita em manipulação de resultados o futebol a ” FIFA” e quem não quer, eu que tenho condições financeiras de assinar TV por assinatura, vou assisti golf. Você é craque, Prof. Alberto
4 Paulonense 16/03/2009 15:33
Você não é velho, Portilho, apenas questão de DNA! rsrsrs!
Mas se você prefere ir pra este lado, eu diria que o futebol brasileiro está paupérrimo. Você deve se lembrar e nem precisa ir tão distante assim, dos jogadores, tanto paulistas como cariocas, que atuavam no Brasil nas décadas de 60, 70 e 80.
Hoje o que temos é uma “segundona geral brasileira”. E isto não é privilégio do futebol carioca!
3 Portilho 16/03/2009 14:54
Dizer que sou velho, é piada. Fui velho, isso, lá por 1990. Vai daí que me lembro muito bem do campeonato carioca nos anos cinquenta. Do Vasco, base da seleção brasileira no Maracamã, dos times da elite nacional, pois o Rio foi o centro de cinvergencia de nossos craques. Entre eles, dois f-e-n-o-m-e-n-a-i-s (os fenômenos já existiam, sim), Zizinho e ademir. De quebra, Danilo, Maneca, Bigode e Cia. E bota Cia, nisso! Dai poder elogia o blog do Helena, que me faz lembrar ou “fenômeno”, o Heleno. Lá se foram os anos aqui ficaram lembranças de um futrbol “das multidões” com arte, com graça e muito poca violência. Ave Bangu, ap4sar de ter sido torcedor, no passado, do Vasco de Barbora, de Augusto, Elim Jorge, Maneca, Pinga e tanta gente boa.
2 Paulonense 16/03/2009 11:07
Querendo enganar os torcedores com essa bobagem! Pior são os jornalistas pauliocas, aqueles cariocas que jubilam-se com o futebol paulista.
Ainda acho que meu “Nense” vai dar o que falar, mesmo que muitos não queiram!
1 ramon 16/03/2009 10:27
isso é só cortina de fumaça,vcs só vêem o futebol de são paulo,nenhuma linha sobre o futebol do nordeste(bahia,pernambuco e ceará),especialmente.