KLEBER, LUZ, RAIOS E TROVÕES
Em dez, quinze minutos, se tanto, Kléber, o Gladiador, plantou sua biografia básica no gramado do Mineirão: na primeira bola, fez o segundo gol do seu time; na segunda, o terceiro; na terceira, foi expulso.
Essa é a síntese perfeita da história de Kléber, que me lembra aquela figura dos quadrinhos, personagem incidental de Ferdinando e a Família Buscapé, que, por onde andava a céu azul, carregava pairando sobre sua cabeça uma nuvenzinha negra, carregada de raios e trovões.
O céu estava azul para o Cruzeiro, que, depois de penar diante do Estudiantes durante todo o primeiro tempo e início do segundo, disparava 3 a 0 nos argentinos com direito a esperar por muito mais, quando da expulsão de Kléber.
E penou, sobretudo, pela ausência de Ramires, o faz-tudo desse time – marca, desarma, arma e finaliza, tudo isso em alta velocidade e extrema precisão.
Desanuviou, porém, com a entrada de Kleber, esse atacante com que terá de conviver, sob a luz de seu talento entrecortada por chuvas, raios e trovões.

O Kleber é bom jogador, pena que não se contenha e tenha dificuldade em respeitar os adversários após uma boa jogada ou um gol.
O mesmo eu pensava sobre o Edmundo, são pessoas sem controle emocional e em certos momentos se acham acima do bem e do mal.
O Kleber precisa urgentemente procurar um profissional da área da psicologia ou um hipnotizador como o que foi ontem na gazeta e fez o corintiano quase “assumir” perante as câmeras sua condição sexual.
Quem sabe se valendo destes artifícios e destas ferramentas o Kleber não possa melhorar porque enquanto estiver se achando a ultima bolachinha do pacote sem respeitar os adversários vai acabar dando com os burros ´n´água.