KLEBER, LUZ, RAIOS E TROVÕES
Em dez, quinze minutos, se tanto, Kléber, o Gladiador, plantou sua biografia básica no gramado do Mineirão: na primeira bola, fez o segundo gol do seu time; na segunda, o terceiro; na terceira, foi expulso.
Essa é a síntese perfeita da história de Kléber, que me lembra aquela figura dos quadrinhos, personagem incidental de Ferdinando e a Família Buscapé, que, por onde andava a céu azul, carregava pairando sobre sua cabeça uma nuvenzinha negra, carregada de raios e trovões.
O céu estava azul para o Cruzeiro, que, depois de penar diante do Estudiantes durante todo o primeiro tempo e início do segundo, disparava 3 a 0 nos argentinos com direito a esperar por muito mais, quando da expulsão de Kléber.
E penou, sobretudo, pela ausência de Ramires, o faz-tudo desse time – marca, desarma, arma e finaliza, tudo isso em alta velocidade e extrema precisão.
Desanuviou, porém, com a entrada de Kleber, esse atacante com que terá de conviver, sob a luz de seu talento entrecortada por chuvas, raios e trovões.
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1 Júlio César Bittencourt Gomes 19/02/2009 23:18
Não é porque foi o Kléber e nm por ser cruzeirense. Sempre achei que esse tipo de punição não deveria existir. Kléber não foi expulso pelos motivos de sempre. Tomou cartão amarelo por comemorar o momento maior do futebol, o gol. Momento particular máximo de emoção, ele não fez coreografia nem frescura, apenas vibrou muito e foi amarelado. Prá quê ? Os juízes deviam apenas descontar o tempo da comemoração para não prejudicar o adversário e pararem com essa besteira. Daqui a pouco o jogador vai fazer gol, se postar diante de vossa senhoria o Juiz e reverenciá-lo como a rainha da Inglaterra !