LAMBANDO NA CHUVA
Foi uma lambança sem precedentes. Quando desabou aquela tempestade sobre o Pacaembu, o juiz resolveu acabar com o jogo entre Corinthians e Lusa. Mas, não conseguiu, apesar de o alto-falante do estádio, porta-voz da FPF, ter avisado ao seleto público que o show terminara, o que esvaziou o estádio à metade.
Uma multidão que pagou ingresso, tomou chuva no quengo, veio e voltou de não sei onde, perdeu o principal, os dois gols da partida – o de Cristian, num dos raros contragolpes da Lusa, e o golaço de Otacílio.
A lei do jogo outorga ao juiz todo poder de decisão nesses casos. E a recomendação é a de que dê quinze minutos de espera, e mais quinze subsequentes, se considerar adequado. Somados, meia hora. Mais cinco, dez, quinze minutos, vá!
Porém, uma hora e pedrada de espera, por ordens superiores, é demais da conta.
Mesmo porque o juiz da partida tem toda autoridade do mundo nesse tipo de decisão, e nenhuma subserviência aos poderes maiores.
Metade da torcida já havia se mandado, o time todo do Corinthians já se banhara e estava prestes a partir, quando o juizinho resolveu voltar atrás, por ordem do Dr., que não queria mexer na tabela para acrescentar esses 40 minutos restantes.
Depois, essa turma não sabe por que vivemos de pires estendido em direção à rica e organizada Europa, apesar da força incontestável do nosso futebol (dentro das quatro linhas; não, fora).
Notas relacionadas:
5 comentários | Comentar
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5 Lombardi. 11/02/2009 12:58
Ai que medo de jogar no pacaembú!
Vai chorar na cama galináceas é um direito que o são paulo tem e que curintchãs terá quando for o mandante.
Porque criar tanto boato? não botam fé no timão?
4 robinson 10/02/2009 20:40
FRANGAS TRAVECO E POBRE TEM QUE SE F……… ASSIM E O MUNDO CAPITALISTA, E ASSIM VAI SER SEMPRE.
FRANGAS NAO ADIANTA SE DEPENAR TODAS VOCES PROVARAM QUE SAO MESMO AINDA MAIS COM DOIS TITULOS DA PARADA GAY E UM BAITA TRAVECO COMO IDOLO.
3 Thiago 09/02/2009 19:16
UM CLÁSSICO QUE PODE NÃO ACABAR BEM:
09/02/09 – 16h33 – Atualizado em 09/02/09 – 16h33
Timão chama diretoria tricolor de egoísta, teme problema e anuncia retaliação
Em nota oficial, Corinthians lamenta apenas 10% da carga de ingressos para o clássico e avisa que mandará jogos com o São Paulo no Pacaembu
GLOBOESPORTE.COM
São Paulo
Fiel terá apenas 10% de ingressos no clássico Por meio de nota oficial, a diretoria do Corinthians lamentou a decisão do São Paulo de disponibilizar à torcida alvinegra apenas 10% da carga de ingressos para o clássico do próximo domingo, às 17h (de Brasília), no Morumbi, pelo Campeonato Paulista. Os cartolas tricolores são chamados de simplistas e egoístas pelo Timão.
Na manhã desta segunda-feira, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, confirmou a medida e justificou dizendo que está seguindo o regulamento. Se for colocada à venda a carga total do estádio (68 mil), o Timão terá direito a 6.800.
- Há estádio que não tem nem 10% para me fornecer. Quando o jogo é no Pacaembu, nos dão o tobogã. Quando é no Palestra Itália, é só contar para ver se tem 10%. Na Vila Belmiro é a mesma coisa. Não é só para o Corinthians que estamos fazendo isso. É para todos – falou o mandatário tricolor.
Na última sexta-feira, o presidente do Timão, Andrés Sanches, já havia dito que se isso fosse verdade faria uma retaliação, como confirmada na nota oficial.
- Mandaremos todos os nossos clássicos contra o São Paulo no estádio do Pacaembu, aplicando a mesma regra que nos é imposta neste momento – diz a nota.
Antes do clássico de domingo, o Corinthians joga com o Mogi Mirim, quarta-feira, no Pacaembu, e o São Paulo na quinta-feira, diante da Ponte Preta, no Morumbi.
Confira a íntegra da nota oficial
“É da tradição do futebol paulista a realização dos clássicos no estádio do Morumbi, notadamente Corinthians x São Paulo.
Em todas as oportunidades, as torcidas tinham acesso ao local de jogo mediante apenas a aquisição do ingresso, sendo a divisão do espaço executada pelo policiamento.
Surpreendentemente e abruptamente, nesta data, tomamos conhecimento que, aos torcedores do Corinthians, serão designados apenas 10% do total da carga de ingressos, rompendo, assim, antigo costume e por conseguinte a harmonia necessária que deve nortear a relação entre os clubes brasileiros, quiçá paulistas.
Assim, só nos resta lamentar a desastrosa decisão da diretoria são-paulina, cujo raciocínio simplista e egoísta pode causar anomalias irreparáveis ao público esportista.
Por derradeiro, cumpre informar que, doravante, mandaremos todos os nossos clássicos contra o São Paulo no estádio do Pacaembu, aplicando a mesma regra que nos é imposta neste momento.
À torcida do Corinthians, orgulho e razão maior de nossa existência, a nossa solidariedade e o desagravo”.
2 5 09/02/2009 5:33
Se fosse tenis , será que continuaria ?
Mas futebol é assim mesmo e o espetaculo que se dane e quem pagou para ver tambem.
Todos os estadios deveriam ser cobertos , só assim evitariam estes contratempos da natureza.
1 Larissa Beppler 08/02/2009 14:08
Caro Helena,
Bastou um imprevisto para a Federação Paulista de Futebol mostrar que a sua competência é facilmente diluída em água. A explicação, passada por Antônio Carlos, diretor de futebol do Corinthians, foi de que a partida deveria ser concluída no mesmo dia, por ordem da FPF que alegou ser impossível o adiamento da mesma por falta de espaço na agenda da competição. Esqueceram de considerar, no entanto, que há pelos menos duas datas vagas, posto que as partidas das duas primeiras fases da Copa do Brasil são distribuídas, não em duas, mas em três datas cada uma.
Incrivelmente, o jogo foi reiniciado cerca de uma hora e vinte e seis minutos depois da paralisação, com pouco público e pouca vontade. Pudera! Jogador não é nenhum tipo de máquina para aquecer, jogar, parar, comer, tomar banho, aquecer e, novamente, jogar. Por consideração à situação atípica, seria leviano apontar as falhas que a equipe alvinegra, em vantagem numérica desde os 14 minutos graças à expulsão de Ediglê, apresentou na etapa final. Até porque, foram os fatores extracampo – e não os gols – que roubaram a cena na tarde de sábado.
Dentre eles, a atitude do árbitro ao se utilizar do emprego de palavras para justificar a sua precipitação em dar a partida como encerrada, informação que ocasionou a debandada de torcedores. Quem acompanhou Corinthians x Portuguesa pelo PFC viu quando Flávio Guerra decretou o fim do jogo em entrevista ao Cereto, no entanto, questionado posteriormente pelo mesmo repórter, o árbitro culpou a terminologia dizendo que informou que a partida estava suspensa e que isto significava por tempo indeterminado e com possibilidade de volta. Santa cara-de-pau!
Temporal de patacoadas
Mas depois da empestade vem a… Súmula e nela o hesitante árbitro, após a partida entre Corinthians e Portuguesa, relatou algumas ofensas do diretor de futebol do Timão:
“informo que a partida foi paralisada aos 49 minutos do segundo tempo, devido a forte chuva, queda de raios, parte dos refletores apagados e campo sem condiçoes de jogo. Apos 1:32 hs a partida foi reiniciada. Informo ainda que durante a paralisaçao, o diretor do S. C. CORINTHIANS PAULISTA, sr. MARIO GOBBI, veio ate a saida do vestiario dos arbitros, dizendo as seguintes palavras: `voce disse que tinha encerrado a partida, vai tomar no seu cu, vai tomar no seu cu, seu filho da puta`. Esse fato ocorreu quando a equipe de arbitragem subia para vistoriar o campo apos a paralisaçao.”
E isto de fato ocorreu. Por sorte ou azar, as câmeras do PFC flagraram a cena e quem conseguiu fazer uma leitura labial rápida, percebeu as ofensas que Mário Gobbi disparou contra o árbitro que, pela atitude, mereceu.
Mano Menezes também reclamou, mas sobre um possível favorecimento à Lusa, nas palavras do treinador, “houve um prejuízo ao Corinthians. Uma das equipes tinha informações privilegiadas, sabia que o jogo seguiria. Isso é o mais perigoso de tudo. A Portuguesa não tirou o seu material esportivo desde o primeiro momento. É algo que deve ser investigado”.
Sim, de fato é algo a ser investigado.
Agora, convenhamos, o Corinthians é o maior time de São Paulo e se deixa complicar dessa forma? Se os dirigentes não concordam, pelas razões óbvias do caso, com o reinício da partida que lesou os seus torcedores e poderia, inclusive, ter custado mais caro do que um empate para os seus atletas, então por que não tirou, literalmente, o time de campo? Adiar um jogo em condições adversas como este não pode ser mais difícil do que paralisar um campeonato, quando necessário, a exemplo do que fez Vicente Matheus em 1979*. É de se indagar: por onde anda a capacidade dos nossos cartolas? Ou somos extremamente fracos nos bastidores? Ou temos muita gente de “rabo preso” à proa do clube?
Enfim, segue o jogo… Mais uma vez, aliás.
Agora, convenhamos, o Corinthians é o maior time de São Paulo e se deixa complicar dessa forma? Se os dirigentes não concordam, pelas razões óbvias do caso, com o reinício da partida que lesou os seus torcedores e poderia, inclusive, ter custado mais caro do que um empate para os seus atletas, então por que não tirou, literalmente, o time de campo? Adiar um jogo em condições adversas como este não pode ser mais difícil do que paralisar um campeonato, quando necessário, a exemplo do que fez Vicente Matheus em 1979. É de se indagar, como colocou o Shadow, por onde anda a capacidade dos nossos cartolas? Ou somos extremamente fracos nos bastidores? Ou temos muita gente de “rabo preso” à proa do clube?
Enfim, segue o jogo… Mais uma vez, aliás.