A PARADINHA
Obina acaba de chutar na trave um pênalti contra o Bangu. O lance foi eivado de irregularidades: o goleiro, antes da cobrança, salto um metro à frente, quatro jogadores do Bangu invadiram a área e tal e cousa e lousa e maripousa.
Mas, não é sobre isso que quero falar. Quero falar do conceito da cobrança, a famigerada paradinha. Obina executou a tal paradinha e bateu no canto na direção do qual salto uo goleiro. Portanto, bateu mal, embora o goleiro não a alcançasse.
Sim, porque o sentido da paradinha é permitir ao batedor esperar a escolha do canto pelo goleiro para cobrar o pênalti exatamente no lado oposto. Se fez a paradinha e bateu no mesmo canto escolhido pelo goleiro, errou. Era como se não cobrasse com paradinha nenhuma.
A propósito, outro dia me ligou um companheiro da Caros Amigos para colher alguns subsidios sobre Didi, o Príncipe de Rancho de Carnaval, como o definiu magnificamente mestre Nelson Rodrigues.
Os amigos mais jovens, por certo, não captam essa imagem. Nos primórdios do samba, antes mesmo do avdvento das escolas de samba, os foliões iam às ruas, no Tríduo do Carnaval, em blocos avelhacados e ranchos. Os ranchos obdeciam um ritmo mais candenciado de marcha, com direito, além da percussão e das cordas, de instrumentos de sopro – clarinetes, flautas e até saxes.
O canto, os movimentos, as fantasias, tudo, enfim, exigia uma elegância impecável, sintetizada pela figura do príncipe,de peruca e tudo.
Mas, voltando à paradinha, que Pelé sacramentou e difundiu mundo afora. lembro vivamente dos treinamentos que a Seleção Brasileira, às vésperas da Copa do Mundo de 58, protagonizava nos balneários brasileiros – Araxá, sobretudo.
Esses treinamentos eram transmitidos pela TV Record, e, num deles, depois do coletivo, nas cobranças de pênati, vi Didi partir pra bola, dar um tempo malandro, antes de disparar no canto contrário ao do goleiro.
Pelé e os demais cobradores, em seguida, passaram a repetir a cobrança, num campo que divide a curiosidade da disputa pessoal.
Coube a Pelé imortalizar a jogada. Mas, o inventor foi Didi.
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6 comentários | Comentar
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6 costa 30/01/2009 22:52
aff… quanta falta de assunto isso.
5 Ricardo - RJ 30/01/2009 12:31
Caro Helena , faltou falar que o flamengo de obina ( como nos campeonatos anteriores ) vem sendo muito – e bota muiiiito nisso – beneficiado pelos árbitros .
Contra o friburguense foi um assalto.
contra o bangu outro roubo.
DE LOGO A TAÇA PARA ” ELES”
Pra que disputar camp. carioca.
4 rodrigo issa kuriaki-japao 30/01/2009 6:22
olha no jogo fazer gols e mais dificil,imagine o penalti q e mais facil fazer vcs rubro negro obina vc erra um penalti q coisa
3 hcmaia 30/01/2009 4:44
Passei algum tempo aqui, neste mesmo Blog,defendendo Obina,até pela sua inocência e,sobretudo,pela sua dedicação
em campo(..com ele não tem bola perdida).Mas é como diz o velho ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.
Pois não é que ele incorporou o sentido “Patético do Fio Maravilha”-que a imprensa carioca lhe coroou.Veja que tudo que
ele tenta fazer é motivo de gozação.Tá na hora do pessoal dá um
tempo,e ele também exigir e cuidar melhor a sua imagem,sob pena de se desvalorizar de vez..No pênalti de ontem desliguei
a televisão e fui assisti novelas da Globo.
2 Cartão Vermelho 30/01/2009 0:34
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1 Rafael Carvalho 29/01/2009 18:54
Péssima invenção. Aguardo ansiosamente o dia em que essa porcaria voltará a ser proibída.