TIRANDO DA LUSA O QUE LHE RESTA
Não bastassem todos aqueles títulos roubados da Lusa pelos juizes nos anos 50, quando tinha um timaço incomparável e chegava a ceder sete jogadores para a Seleção Brasileira, querem agora levar o que restou de troféus no Canindé, pela bagatela de 150 mil reais, dívida que o clube teria com um desses tantos anônimos e improfícuos empresários da bola.
Inclusive os três campeonatos paulista conquistados em campo pela Portuguesa, em 35, 36 e 73, este, dividido no banheiro do estádio com o Santos pelo então presidente da FPF, José Ermírio de Moraes, por conta das contas erradas do juiz Armando Marques, na cobrança de pênaltis decisiva.
Como se vê, tudo na Lusa é sofrido, até as favas contadas, que, de uma hora pra outra, deixam de sê-las.
Mesmo aqueles títulos de 35/36 não lhe pertencem por inteiro, desde que aquela foi uma época de cisão no futebol paulista, entre a LPF (Liga Paulista de Futebol) e a Apea (Associação Paulista e Esportes Amadores), durante o processo de implantação do profissionalismo na província. Então, houve dois campeonatos paulistas disputados concomitanmente.
Mas, a conquista de dois Rio-São Paulo (o Brasileirão da época), no início dos anos 50, é absolutamente irretorquível. A Lusa era, na época de fastígio de Corinthians, Palmeiras, Vasco e Flamengo, disparado, o melhor time do Brasil. Época em que cruzou os mares e foi buscar a Fita-Azul por duas vezes seguidas na Europa e Oriente, duas extraordinárias campanhas invictas no Exterior.
A Lusa de Muca, Cabeção, Djalma Santos, Zé Maria, Marinho Perez, Ditão, Zé Roberto, Brandãozinho, Noronha, Julinho, Pinga, Servílio, Simão, Dener, Ocimar, Ipojucã, Raul Klein, Pontoni, Fausto, a Maravilha Negra, Eneas e tantos outros craques inesquecíveis, não mereceia isso.
6 comentários | Comentar
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6 Chopp Kremer 07/08/2010 9:38
è complicadoooo
5 Osmair Camargo Cândido 25/04/2009 19:14
Boa seleção de ex jogadores!
4 Eduardo 20/01/2009 19:37
Desculpe nao enviar antes, mas estava viajando e so vi agora, ao mesmo tempo que fico cheio de orgulho em ler o que voçe escreveu sobre a grande fase da minha querida Lusa, fico muito triste em ver a que ponto chegou a situaçao da Portuguesa, por culpa de administraçoes terriveis( para ser bonzinho) e tambem pelo desprezo da imprensa, que com algumas excessoes, nem ligam para a Lusa. Infelizmente o fim parece proximo.
Um abraço.
3 julio cesar 21/11/2008 11:07
bgh
2 cbarros 08/11/2008 11:19
Helena talvez este não seja o assunto certo porém vou aproveitar a oportunidade para saber sua opinião: Acho que eu como você e o Brasil sabemos que o Gilberto Silva não tem a mínima condição de continuar como primeiro volante da nossa seleção, é um jogador lento, não tem um bom passe, não sabe chutar a gol e joga numa faixa morta do gramado sem criar nada. A minha idéia usando as suas palavras é testar “esse menino” o Thiago Silva na posição,jogador forte de ótimo passe sabe sair jogando, chuta muito bem a gol e defende como poucos, além de ser jovem. O que você acha da idéia?
RESPOSTA DO HELENA – O raciocínio é correto, em tese. Melhor o Thiago Silva como volante do que o Gilberto Silva. Mas, o fato é que temos uma pá de volantes que fazem o que Gilberto faz (marcar) e ainda muito mais, como Hernanes, Lucas, Denílson, que, aliás, tomou o lugar de Gilberto no Arsenal, etc.
1 Leo Chain 08/11/2008 7:43
Helena, sinceramente…
sou advogado, e penso que uma mudança na legislação deveria ocorrer:
Deveriam ser absolutamente impenhoráveis os troféus das agremiações esportivas. Assim como o é o bem de família, onde reside o núcleo familiar. Assim como o são os bens necessários ao exercício da identidade profissional (Carro do taxista; livros e computador do advogado; livros, computador e câmara fotográfica do jornalista).
Digo isso porque os troféus não têm valor para quem os arrematará nas hastas públicas, tampouco alcançam para quem é credor dos clubes os valores necessários. Mas, sim, a penhora desses bens ferirá de morte o coração do clube, não só dele, de todos os torcedores. Medida de muita inutilidade jurídica e pura crueldade. Um juiz sensato indeferiria qualquer pedido de penhora de semelhantes bens.
O que acha?
RESPOSTA DO HELENA – Assino embaixo, doutor! A honra conquistada não é penhorável.