09/02/2010 - 14:49
A lista anunciada por Dunga para o amistoso contra a Irlanda, no mês que vem é a definitiva para a Copa? Presumo que sim, na cabeça do treinador, por ora. Sucede que, num futebol tão pródigo em revelar talentos numa velocidade incrível, quatro meses podem ser uma eternidade.
Lembremos Kaká, em 2002, que entrou pelo buraco da agulha para a família Scolari no último instante. Pergunto: e se esse menino Neymar, seguindo a atual projeção ascendente, atingir as nuvens às vésperas da chamada final? E se a mesma progressão se der com Ganso?
São dois meias de estilos diferentes e complementares – um, mais armandinho; outro, mais ofensivo. Estilos de que carece o elenco atual de Dunga, onde sobram volantes e faltam meias. De ofício mesmo, só Kaká, que, por sinal, é quase um atacante.
Digamos, porém, que ambos ainda sejam muito jovens e que não tenham tempo para amadurecer o suficiente até lá. Então, seria ajuizado Dunga substituir dois dos tantos volantes relacionados em sua lista, para incluir, talvez, Diego Souza e Cleiton Xavier, que já fizeram nestas duas últimas temporadas o suficiente para merecer uma última chamada.
Quanto à volta de Gilberto para a lateral-esquerda, parece ser justa, pois o rapaz, embora atuando na meia no Cruzeiro, está em excelente forma física e técnica. Resta, então, a outra vaga, que Michel Bastos terá de agarrar com unhas e dentes.
E Ronaldinho Gaúcho, que vinha reagindo muito bem no Milan até a derrota para a Inter? A partir daí, voltou a apagar-se. Se recuperar seu melhor futebol até a convocação decisiva para a Copa, quem sabe? Por mim, nessas circunstâncias, sem dúvida. Mas, Dunga parece zelar mais pelo fechamento do grupo do que pelas possibilidades que a habilidade indiscutível de Ronaldinho pode oferecer ao tal grupo.
Tricolor e Raposa na Libertadores
Não creio que o São Paulo tenha saído do clássico de domingo chamuscado a ponto de se embaraçar diante do Monterrey, na estreia na Libertadores, nesta quarta-feira.
Afinal, o time não jogou mal contra o Santos. Este, sim, é que, mais uma vez nesta temporada, jogou muito bem.
Contudo, o Tricolor pode, perfeitamente, se embaraçar diante dos mexicanos pelo simples fato de que esse time do Monterrey é carne de pescoço, segundo informam os que acompanham seus passos em terras astecas.
Além do mais, Ricardo Gomes não contará com Dagoberto, que vinha tendo bom desempenho neste início de Paulistão, o que deverá promover a entrada de Cleber Santana no meio, avançando Marcelinho Paraíba para fazer dupla com Washington no ataque.
Nada catastrófico, como se vê, mas um tanto desconfortável, no mínimo, pois aí o sistema de armação perde a ginga e a velocidade de Marcelinho. Em contrapartida, ganha outra opção de tiro a longa e média distâncias, além da de Hernanes.
Enfim, é esperar pra ver.
Já a Raposa vai à toca do lobo para enfrentar o Velez, sob o conselho do excelente atacante Thiago Ribeiro: “Vamos lá para jogar bola”. Sensata recomendação, um óbvio que os times brasileiros, na Libertadores, preferem de hábito contrariar, pois, em vez de jogar bola, preferem evitar que o adversário o faça.
Basta, porém, ver a relação dos 20 cruzeirenses que viajaram para se verificar que a intenção do técnico Adilson Batista não recorrerá de pronto a qualquer retranca, pois os listados, por suas próprias características, sugerem um time que jogue bola bem ao estilo da Raposa.
Lá estão volantes leves e fluentes na saída de bola e meias de habilidade, capazes de bem servir um ataque veloz e contundente. Se vai dar certo, ninguém sabe. Mas, é sabido que quem sai aos seus não degenera.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Dunga, Kaká, Neymar, Robinho, Ronaldinho, Seleção Brasileira
08/02/2010 - 15:01

E foi de chaleira!, exclamaria o moleque travesso do velho Brás dos imigrantes diante do gol de Robinho, na vitória do Santos sobre o São Paulo por 2 a 1. Por que diabos chaleira?
Para os olhos daquele menino, os movimentos do craque em nada lembram aquele antigo objeto da cozinha da vovó sempre chiando ao fogo: braços estendidos em asas, uma perna cruzando por trás da outra para tocar de calcanhar a bola que mal passara pelo seu vão, seja num passe para o companheiro, seja em direção às redes.
A razão é simples, segundo a versão mais corrente da origem do termo, chaleira seria uma corruptela de charleira, jogada inventada por ninguém menos do que Charles Miller, o filho de ingleses oficialmente reconhecido como o introdutor do futebol no Brasil.
E, jogando pelo São Paulo Atlhetic (clube de ingleses radicados em São Paulo), artilheiro do primeiro campeonato paulista, no início do século passado, com dez gols em oito jogos.
Como se vê, a água que ferve na chaleira da vovó parece conter essa misteriosa substância capaz de transformar um típico inglês vitoriano, estudante de Oxford, em artista de alma vadia e inventiva, criador dos primeiros passos malabaristas de um futebol que, ao longo dos anos futuros, marcaria sua presença no mundo exatamente por essa capacidade inesgotável de fazer da bola mágico pincel e do gramado um imenso mural verde cheio de signos encantados.
Lá estão impressos para a eternidade o bote felino de Friedenreich, a bicicleta de Leônidas, o rodopio de Tim, os passes exatos de Mestre Ziza, a tabelinha na perna de apoio do adversário de Pelé, os lançamentos de Gérson, os elásticos de Rivellino, os dribles de Garrincha e Canhoteiro, a folha seca de Didi, os mais belos gols de Romário e Ronaldo Fenômeno, os volteios de Nilton Santos, a elegância geométrica de Falcão, enfim, uma infinidade de lances plásticos e criativos, que se renovam a cada geração.
Uma linha do tempo que liga aquele rapaz branco nascido por acaso no Brasil mas de formação genuinamente inglesa, ao nosso Robinho, cabrochinho da gema criado nas areias de São Vicente, e que se estende já aos meninos Neymar, Ganso, P. Coutinho e tantos outros jovens talentos de hoje, meros antecessores de seus herdeiros futuros nessa surpreendente história sem fim.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
Tags: Campeonato Paulista, chaleira, Charle Miller, charleira, Robinho, Santos, São Paulo
07/02/2010 - 19:38

Ele entrou aos 12 minutos do segundo tempo, no lugar do atacante André, quando o Santos vencia por 1 a 0, gol de pênalti de Neymar, com paradinha que arrancou de Rogério Ceni, no intervalo, uma reação extremamente antipática e deselegante, ao dizer para o menino que ele deveria aproveitar bem essa situação, porque só no Brasil esse lance ladino é permitido.
Mas, voltando a Robinho. O craque entra, e logo em seguida Roger empata de cabeça. Até agora, nada de Robinho, até que, lá pelos 29 minutos, tabela de calcanhar com Neymar, invade a área e toca no canto para providencial defesa de Rogério.
Foi o sinal para o que estava por vir. E o que estava por vir seria algo de se recortar e colar no álbum de recordações de todo amante do verdadeiro futebol: aos 40 minutos, Zé Eduardo abre para Wesley na direita, que cruza para Robinho, no primeiro pau, de letra, meter a bola nas redes de um Rogério perplexo e impotente.
Duas lições extraídas dessa vitória do Santos sobre o São Paulo por 2 a 1: uma, que nunca se deve duvidar do craque; outra, que não se deve duvidar dessa garotada do Peixe, naquela base de que seria necessário vê-la diante de um time de adultos, cascudo, tradicional e outros tantos leros.
Vai ganhar, vai empatar, vai perder, que assim é o futebol, mas dificilmente deixará de encantar.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Campeonato Paulista, Robinho, Santos, São Paulo
07/02/2010 - 11:42
Ainda não é o Corinthians que se espera, longe disso. Mas o time que goleou o Sertãozinho por 4 a 0, neste sábado, já deu um passo adiante nesse sentido.
Não apenas porque goleou o frágil adversário no Pacaembu, sua casa. Mas, abstraindo-se a fragilidade do Sertãozinho, sobretudo, porque se percebeu que houve melhor sincronia nos movimentos coletivos da equipe alvi-negra, assim como um acerto maior nos passes, fundamento do jogo.
Além do mais, resgatou-se parte do moral abatido de dois jogadores que até agora não vinham acertando o pé no Corinthians: o volante Marcelo Matos, que fez uma boa partida e marcou um gol de estilo, e o meia Edno, autor do quarto gol, o primeiro dele com o escudo do timão no peito.
A propósito, Edno, depois do jogo, fez uma confissão até comovente, ao dizer que tem passado suas noites assistindo ao DVD dos seus gols em outras equipes e se perguntado por que diabos, logo no Corinthians, isso não vinha acontecendo.
Entre outras coisas, porque entrou no time num momento crucial, em que todos estavam ainda em início de preparação. Foi mal uma, duas vezes, saiu do time, entrava no fim, quando entrava, e já começava a ser considerado carta fora do baralho da Libertadores.
O cara, então começa a se questionar, primeiro passo para a perda de confiança. E, sem confiança, como ensinava mestre Nélson Rodrigues, o sujeito se engasga até com um copo d’água.
Quem sabe esse gol – um gol trivial até na sua feitura e um tanto irrelevante no andamento do placar, já então definido a favor de seu time – não reacenda a velha chama que permita a Edno iniciar sua volta por cima no Parque.
O que seria ótimo tanto para ele quanto para o Corinthians, oferecendo ao técnico Mano Menezes a possibilidade de fixá-lo como reserva de Ronaldo Fenômeno, já que, embora não seja um centroavante de ofício, tem um bom porte físico, canhota potente e muito mais habilidade do que Souza, por exemplo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
Tags: Corinthians, Sertãozinho
06/02/2010 - 05:51
O Peixe desce a serra animadíssimo para enfrentar o São Paulo no clássico paulista deste domingo. E não é pra menos: líder isolado, praticando o melhor futebol deste início de temporada, celebra a fase esplêndida de seus dois meninos de ouro – Neymar e Ganso – e, ainda por cima, como a cereja no bolo, acalenta a expectativa de ter Robinho novamente em campo.
Claro, o lugar-comum diz que nada disso é definitivo em clássicos desse porte. Mesmo porque o São Paulo também anda animado com o fim da fase de rodízio e o primeiro tempo do chamado time titular na recente vitória sobre o São Caetano.
É verdade que o técnico Ricardo Gomes cultivava o desejo de poupar alguns dos seus titulares nessa partida, com vistas ao jogo do dia 10 pela Libertadores, que vale milhões de vezes mais do que esse Paulistão mal engendrado que está aí. Mas, com toda essa expectativa em torno do Santos, a diretoria convenceu o treinador de que melhor seria não arriscar um desastre de tal proporção capaz de estender os estragos para a estreia da Libertadores.
Por isso mesmo, o Tricolor vai tentar pescar o Peixe com rede de aço e até detonadores, se assim for preciso. Pelo menos é o que se depreende das instruções de Ricardo Gomes para seus jogadores: não dar espaço para o adversário em nenhum momento da partida.
Isso é possível, óbvio. Mas, será difícil, pois esses peixinhos, quando você acha que já estão na isca, escapam por aqui, por ali, por onde for. E é aquele perereco.
De qualquer forma, se São Pedro adiar o dilúvio diário sobre Barueri por algumas horas, poderemos ter o mais emocionante e belo espetáculo de futebol deste ano que mal se inicia.
Passe do Verdão
Aas estatísticas dizem que o Palmeiras é mestre no passe. Raça é básica; habilidade, o diferencial; o gol, o objetivo final; mas o passe, meu, é fundamental. Por isso, continuo botando fé nesse Palmeiras cujo passe haverá de melhorar muito com a volta de Cleiton Xavier contra o Bragantino, pelo Paulistão.
Nesse sentido, a contratação de Lincoln, meia projetado pelo Galo e que teve belo momento na Alemanha, antes de se transferir para a Turquia, só serve para incrementar a possibilidade de um passe mais exato. Mas, no caso, talvez Ewerthon, outro dos pretendidos pelo Verdão, seja mais efetivo.
Mesmo porque o Palmeiras cria, cria, mas não converte na mesma proporção, nem se defende com igual eficiência. E, neste último quesito, a ausência do zagueirão Léo é essencial.
De qualquer forma, ainda que não passe pelo Bragantino, lá, o Verdão tem tudo para chegar à decisão do título. Teria mais se a torcida fosse menos exigente, e, em vez de passar insegurança, como o faz com o lateral colombiano Armero, apoiasse a equipe.
Mas, esse é outro problema.
Diabos Vermelhos
Vermelhos são o Manchester United e o Bayern de Munique, dois dos principais times do futebol universal, que nesta rodada de sábado atingiram a liderança de seus respectivos campeonatos.
O Bayern, diante do Wolfbsurg de Josué e Grafite, que perdeu um pênalti mas fez um gol de cabeça, meteu 3 a 1, com folga, em mais uma exibição de gala de Robben, autor do gl de abertura.
Com a volta de Ribéry, que entrou no seguindo tempo e foi decisivo no terceiro gol, o Bayern, de início tão hesitante, dispara em direção a mais um título alemão. Grapas, antes de tudo, ao holandês Robben, que surgiu espetacularmente aos 18 anos e que teve carreira tão acidentada ao longo destes anos todos.
Já o Manchester United, em casa, massacrou o pobre Portsmouth: 5 a 0, com direito a dois gols feitos perdidos por Berbatov e mais um por Diouf, o africano que entrou no seu lugar. E, mais uma vz, Rooney foi o nome do jogo. Não pelo gol de cabeça que marcou, mas, sobretudo, pela movimentação, passes (um, de calcanhar, esperto), pelos dribles, cruzamentos, pelo combate ao adversário, enfim, por todo o repertório do futebol.
Assim, os Diabos Vermelhos caminham com segurança para o tetra inglês (tetra mesmo, seguido), feito inédito na história secular desse futebol.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
Tags: Campeonato Paulista, Santos, São Paulo
04/02/2010 - 22:55
Velocidade gera surpresa, mas também imprecisão, ainda mais quando se trata de um time tão jovem como o do atual Santos, time de futebol mais envolvente e encantador do Paulistão, que, nesta quinta, bateu o Santo André por 2 a 1, no Bruno José Daniel.
Jogo em altíssima velocidade, com direito a mais um golaço do menino Neymar, que está completando 18 anos vida. De repente, o garoto recebeu ali na meia-esquerda, passou por um, passou por outro, limpou o terceiro e, na saída do goleiro, tocou no canto oposto, bola rasteira.
O Santo André, que nada tem de bobo, empatou com Rodriguinho, e o Santos teve de se desdobrar para Ganso chegar ao gol da vitória, com toque esperto sobre o goleiro, já no segundo tempo.
Dá gosto ver esses peixinhos da Vila em campo.
Empate sofrido
O Palmeiras, sem Cleiton Xavier para articular aquele meio de campo, sofreu diante da Lusa para arrancar um empate por 1 a 1, embora tivesse o maior domínio da bola e dos espaços.
Sucede que a Lusa foi sempre mais perigosa, obrigando Marcos, que batia mais um recorde na história verde, a fazer defesas providenciais, sobretudo no primeiro tempo, quando a Lusa abriu o placar com o estreante Luiz Carlos.
No segundo, o Verdão melhorou, Diego Souza entrou no jogo, meteu bola na trave, Danilo empatou, mas a pressão verde foi insuficiente para virar o placar, que o deixa numa posição intermediária na tabela e uma bomba latente nas mãos.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
Tags: Campeonato Paulista, Neymar, Palmeiras, Portuguesa, Santo André, Santos
04/02/2010 - 02:28
O São Paulo entrou com seu time titular, de acordo com o técnico Ricardo Gomes, e venceu o São Caetano por 3 a 0. O Corinthians, ainda sob o processo de rodízio, levou virada de 2 a 1 da Ponte. Então, foi por isso?
Não necessariamente, amigo. Tem mais a ver com os jogos em si e suas circunstâncias.
O São Paulo, por exemplo, que jogou com mais empenho e técnica melhor do que nas últimas partidas, no entanto, sofreu ataques do Azulão tão frequentes e perigosos que, não fosse Rogério Ceni, o placar poderia ter sido outro. Valeu, porém, o entendimento da dupla de ataque – Dagoberto e Washington, autores dos dois primeiros gols, em parceria exata. E a boa estreia de Cleber Santana.
Já o Corinthians jogou mal o tempo todo, sem entrosamento, e só agrediu a Ponte no final, quando o resultado já lhe era negativo.
Ambos, porém, como de resto quase todos os grandes deste imenso Brasil sofrem do mal da curta pré-temporada, e ainda estão buscando seu melhor jeito de jogar, com raras exceções.
O Império do Amor
Foi assim que a torcida rubro-negra batizou a dupla de artilheiros, afiadíssima, formada pelo Imperador Adriano e Wagner Love. E não é pra menos, pois ambos estão em lua de mel com o gol. Nesta quarta-feira, por exemplo, o Imperador fez um e Love dois.
Mas, se lá na frente é beijinho, beijinho, aqui atrás a coisa anda feia: com os três gols tomados do Olaria, o Flamengo soma seis em dois jogos. E olhe que Bruno ainda pegou um pênalti…
Por falar em Bruno, o goleirão falhou em pelo menos dois dos gols do Olaria. Tem crédito, porém.
Assim como o menguista, apesar do empate inesperado, celebra a passagem de seu time para as semifinais da Taça Guanabara, o primeiro turno do campeonato carioca, cujo campeão já estará na decisão final dos dois turnos.
Massacre azul
Não havia a menor dúvida de que o Cruzeiro, depois do empate em Potosi, ganharia fácil a revanche no Mineirão. Não só porque o Potosi é muito fraco, mas, sobretudo, porque a Raposa é muito forte, sobretudo no ataque. Ainda mais com a volta do Gladiador.
Enfim, os 7 a 0 desta quarta-feira não foi mais do que um timbre da excelência do time de Adilson, embora, daqui pra frente, a história passa a ser bem outra.
Inter e Grêmio
O Inter meteu 3 a 1 no Novo Hamburgo, mas não foi tão mole assim, não.
É verdade que o Inter desta quarta-feira não era nem a garotada do início da temporada, nem os titulares que bateram o Grêmio no domingo. Era um mistão, mais reservas do que titulares, o que dá a dimensão do elenco colorado.
Já o Grêmio, sem Souza e Leandro, saiu de campo vaiado pela parca torcida que se aventurou ao estádio, por causa do empate em 1 a 1 com o São Luiz. Mas, pelos melhores momentos exibidos na TV, o Grêmio bem que poderia ter vencido até com certa folga: só Jonas e Borges criaram e perderam três gols cada (Borges, pelo menos, fez um).
Além do mais, o Tricolor gaúcho segue líder isolado de seu grupo, mesmo neste período de adaptação.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Libertadores
Tags: Adriano, Campeonato Carioca, Campeonato Gaúcho, Campeonato Paulista, Copa Libertadores, Corinthians, Cruzeiro, Dagoberto, Flamengo, Grêmio, Internacional, São Paulo, Vágner Love, Washington
02/02/2010 - 21:39
São Paulo e Corinthians voltam a campo, nesta quarta-feira, ainda de olho na Libertadores, embora o Timão esteja na liderança do Paulistão, uma liderança de certa forma inesperada, pois representa um bônus extra nesta fase inicial de preparação da equipe.
Ao contrário do São Paulo, que, nesse mesmo processo de rodízio, perdeu mais pontos e ocupa um modesto oitavo lugar na tabela, o que quer dizer muito pouco neste torneio de formato tão esdrúxulo, cujo único valor estará concentrado lá adiante, na fase decisiva entre os quatro mais bem colocados.
Bem, o fato é que ambos precisam ir pensando em encerrar a festa do rodízio, para que seus times titulares estejam nos trinques na hora da Libertadores. Mais ainda o São Paulo, que pega na Arena de Barueri o São Caetano, quinto colocado, e cuja estreia na Libertadores será daqui uma semana. E olhe que o técnico Ricardo Gomes está ameaçando poupar vários titulares no clássico do fim de semana contra o Santos.
A propósito, qual é mesmo o time titular do São Paulo, depois da chegada de tantos reforços, com a única saída anunciada de André Dias para a Lazio de Roma? Confesso que, tirando Rogério Ceni. Miranda, Hernanes (?) e Washington, por falta de outro, só vejo indecisões nas demais posições.
Já o Corinthians, que vai a Campinas enfrentar a Ponte, parece mais bem delineado nesse sentido, o que explica em parte sua posição privilegiada na tabela, mesmo sem apresentar o futebol que dele se espera.
VERDÃO E PEIXE
O Palmeiras, que recebeu substancial reforço com o bate e volta de Sacconi no Nantes, pega a Lusa no Palestra Itália, enquanto o vice-líder Santos desce a serra fagueiro com o regresso de Robinho para jogar com o Santo André.
Dois adversários traiçoeiros, diga-se. A Lusa, porque tradicionalmente, é aquilo: ganha dos grandes para entregar aos pequenos. E o Santo André porque vem fazendo boa campanha. Mas, Santos e Palmeiras (mesmo perdendo para o Corinthians), nas cinco rodadas anteriores, foram os que mostraram um futebol mais interessante do que os demais. Basta que repitam a dose.
LAMBANÇA NA GÁVEA
Mas, que lambança é essa da diretoria do Flamengo pra cima do Pet, meu? Justamente nesta hora em que o Flamengo começa a se armar para a Libertadores com cara de sério candidato ao título, o cartola resolve punir o craque do time, um líder positivo, sujeito inteligente, que mesmo quando sai do time fica ali no banco dando a maior força para os companheiros.
Fosse uma dessas indisciplinas incontornáveis, vá lá. Mas, por essa rusgazinha à toa… Na pior das hipóteses, uma multa, caso o cartola se sinta tão ofendido por tão pouco. Mas, afastar Pet do time é um tiro no próprio pé do Flamengo. Ora, tenha paciência, seu Braz.
Ainda bem que, depois de uma reunião na noite dest5a terça-feira, a coisa foi amenizada. Mesmo assim, sempre resta um gosto azedo num instante em que o Fla se lambuzava de mel.
LAMBANÇA À INGLESA
Por falar em craque condenado, o becão John Terry está ameaçado de perder a faixa de capitão da English Team – uma honraria incomparável à de qualquer outra seleção do mundo – por causa do suposto caso com a mulher do seu companheiro Bridge. Esse é o mesmo Terry que, recentemente, foi denunciado por um tabloide inglês de receber altas propinas para passear com visitantes pelas dependências do Chelsea em horas impróprias e sem a devida autorização do clube. Tá maus, hein meu?
BOM REFORÇO
Não sei como anda o futebol do rapaz, mas, pelo que me lembro dele, quando saiu aqui do Corinthians para tentar a sorte na Europa, Ewerthon é um atacante veloz e incisivo, cuja bola cairia bem nesse ataque do Palmeiras, tão carente de alternativas, embora eficiente até aqui.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Futebol internacional
Tags: Campeonato Paulista, Corinthians, Ewerthon, Flamengo, Inglaterra, Palmeiras, Petkovic, Santos, São Paulo, Terry
01/02/2010 - 16:07
Robinho foi recepcionado na Vila por cerca de 12 mil peixeiros eufóricos. E não é pra menos. Afinal, desde que ele e Diego partiram, o Santos deixou de ser protagonista na cena do futebol brasileiro.
Se falhou na sua aventura europeia, se andou mal nas suas últimas apresentações na Seleção Brasileira e tal e cousa e lousa e maripousa, para o torcedor do Santos, isso é irrelevante: trata-se de um ídolo, um dos principais jogadores da gloriosa história santista, quer queiram ou não seus detratores.
E olhe que o Santos foi pródigo em craques de todos os estilos e funções, sobretudo naquele período mágico de 55 a 75, por baixo, sem contar o time de 78 de Pita e cia. bela., os chamados Meninos da Vila.
Pois, Robinho chega para juntar-se a uma nova geração de meninos da Vila que anda encantando mídia e torcida neste início de temporada. Aos meninos Neymar, Ganso, Wesley, Zé Eduardo, André, todos seus fãs, e também, ao seu ídolo Giovanni, já veterano, que lá está para servir quando isso convier ao técnico.
E chega com ganas de provar ao mundo que seu lugar na Copa será garantido não por eventual gratidão do técnico Dunga por tudo que ele fez de bom, mas, principalmente, pelo que poderá fazer.
Se tiver juízo e empenho, seu futebol moleque se fundirá naturalmente à alegre e sincronizada ciranda dos garotos que já lá estão. E o resultado disso nem quero imaginar.
GRENAL
Para os torcedores gaúchos, trata-se de um campeonato à parte. Mas, pra soma dos resultados ao longo de um campeonato, o Grenal é apenas mais um clássico brasileiro, cujo resultado tem, claro, seus desdobramentos sobre o emocional dos times e das respectivas galeras, mas não o suficiente para estigmatizar este ou aquele definitivamente. Entre outras coisas, porque sempre há a volta.
No último, o Inter levou a vantagem de 1 a 0, gol de Alecsandro. Mas, pelo que vi, li e ouvi, o jogo foi equilibrado, com pequena predominância do Inter no segundo tempo.
Em clássicos como esse, isso é perfeitamente natural. Sobretudo, quando se sabe que, embora Inter e Grêmio estejam de treinadores novos, o Colorado já vem com um entrosamento herdado da temporada passada, quando fez boa figura no Brasileirão.
Ao contrário do Grêmio, que remodelou quase toda a sua equipe, e ainda busca sua melhor formação e mais adequada maneira de jogar.
Portanto, nem tanta euforia por parte do vencedor, nem tamanha depressão, por parte do derrotado.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros
Tags: Pelé, Robinho, Santos, Vila Belmiro
31/01/2010 - 21:39
O Fluminense vinha pimpão em direção à Taça Guanabara, bem mais entrosado do que o Flamengo, ainda tenteando nesta pré-temporada para a Libertadores, e, no primeiro tempo, deslizou pelo gramado, encerrando essa etapa com chave de ouro: 3 a 1.
Mas, diante do Flu estava o Flamengo. E o Flamengo construiu sua gloriosa história desse mesmo jeitinho: quando parece morto e enterrado renasce, se agiganta e vai buscar lá no céu a estrela impossível.
Não deu outra, sob o comando do Imperador Adriano, autor de três gols, e seu lugar-tenente Vagner Love, simplesmente arrasou o Fluminense: 5 a 3!
Coisa para o garoto rubro-negro de hoje contar a seus netos no futuro, que, por sua vez, não conseguirão disfarçar aquela expressão eloquente – o velho tá gagá.
Tricolor, ufa!
Foi só pra lá do tempo regulamentar que o São Paulo conseguiu empatar um jogo fraco com o Sertãozinho. E, daquele jeito de sempre: falta, na esquerda, levantada por Jorge Wagner; a bola desviou na cabeça de Marcos Vinicius e foi às redes – 2 a 2.
Mais uma vez, com o time muito modificado, o São Paulo não revelou a força que dele se espera para a disputa da Libertadores.
Mas, essa é uma outra história, a ser contada pelos titulares, quando estes foram definidos pelo técnico e ganharem um mínimo de entrosamento, o que deverá começar a acontecer a partir da próxima rodada do Paulistão, espera-se.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
Tags: Adriano, Flamengo, Fluminense, Maracanã, Vágner Love
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