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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 16:52

A NOITE DOS MENINOS

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A noite foi de dois meninos especiais.

Oscar, ameaçado até de ficar de fora do Inter contra o Juan Arich, pela Libertadores, não só entrou em campo como foi o dono do espetáculo. Fez o primeiro gol, em esperta tabela com Leandro Damião, e protagonizou os lances mais agudos de sua equipe, que poderia ter vencido com folga muito maior do que os 2 a 0 finais.

E Neymar? Bem, Neymar passou o primeiro tempo todo tentando articular uma jogada só ao seu estilo contra o Botafogo, em Ribeirão. Nada. A coisa seguia assim segundo tempo adentro, até que outro menino da Vila, Felipe Anderson, entrasse em campo para dividir com Ganso a armação do seu time, que perdia por 1 a 0, acrescente-se.

Resultado: 4 a 1 para o Santos, de virada. Três gols de Neymar, que ainda deu um passe açucarado para Felipe Anderson – um de cabeça, em cobrança de falta exata de Ganso, replay do gol contra o Palmeiras, outro de pênalti que ele mesmo sofreu, em jogada espetacular, e o terceiro, fruto de engenhosa trama entre Ganso, Felipe Anderson e Neymar, que deu um peteleco na bola sobre o goleiro.

Em três minutos, o menino virou o jogo de ponta-cabeça e nos ofereceu quatro momentos de pura magia. Isso, na noite em que tudo parecia dar errado para o menino.

AS ESTREIAS DO DIA

À tarde, Joel comandou o Flamengo pela primeira vez nesta última volta à Gávea, na vitória por 1 a 0 sobre o Madureira. Mas, não se pode dizer que o Flamengo, em campo, foi aquele time mais leve e solto que se imaginava quando se aninhou sob as asas do Papai Joel.

Na verdade, o jogo foi equilibrado, com certa predominância do Madureira, mais perigoso até que o Rubro-Negro.

À noite, Osvaldo estreou no São Paulo, que manteve a liderança do Paulistão, mesmo num magro empate por 1 a 1 com o Comercial de Ribeirão, no Morumbi.

Aliás, dois gols relâmpagos, um em cada início de tempo, antes do primeiro minuto.

É certo que o São Paulo merecia, pelas oportunidades criadas, sobretudo no segundo tempo, pelo menos, um golzinho a mais. Mas, Lucas, em três chances de ouro, não deu sorte.

E Osvaldo? Entrou, correu muito ali pela esquerda, fez duas ou três jogadas espertas, enfim, o que se pode esperar de um estreante em jogo complicado para seu time.

Vai melhorar, não tenho dúvidas.

O CASO OSCAR

Não vou me meter a besta de entrar nesses labirintos jurídicos, que nossa empolada e prolixa legislação faz dar-nos tantas voltas que, no fim, esquecemos já do ponto de partida.

Sem dúvida, o São Paulo tem lá suas razões legais para cobrar seus direitos contratuais sobre o menino Oscar. Caso contrário, a justiça não teria acolhido seu protesto, dando-lhe ganho de causa em primeira (ou será segunda?) instância.

Como cabe recurso e nossa justiça anda a passo de tartaruga, desconfio que esse assunto ficará em suspenso por muito tempo ainda. De qualquer forma, o bom senso sugere que o Inter poderá contar com Oscar no jogo desta noite e até que haja uma solução definitiva da questão.

Todo esse imbróglio, porém, deve ser debitado na conta da atual gestão do São Paulo, incapaz de impedir que seu mais badalado e promissor jogador das categorias de base chegasse ao extremo de romper com o clube, passar um bom tempo treinando em academias, e, só depois de autorização judicial, assinar contrato com o Inter.

Tudo isso por causa do vil metal? Nada disso, meu amigo. O que tirou Oscar do sério, na verdade, foi o fato de se sentir preterido pelo clube quando a hora de entrar no time titular e ali fincar raízes soou e, como eco, ouviu só palavras de preterição.

Enfim, mais uma trapalhada dos Trapalhões do Morumbi.

CIAO, BELLO!

O técnico Fabio Capello não hesitou, tempos atrás, em retirar a tarja de capitão de Terry porque o zagueirão da Seleção traiu um companheiro com sua mulher. Mas, acaba de pedir o boné porque a Federação Inglesa mandou-o repetir o gesto porque Terry teria lançado ofensas racistas sobre um adversário negro.

- Não aceito interferências no meu trabalho. Qui, mando io!

Quer dizer: pular o muro não pode; xingar o tizzone pode. E, dizem as más línguas, que Capello deixou a sede da federação assobiando baixinho aquele velho hino: “Faccetta nera, bella Abizzina… Noi te daremo um altro Duce, um altro Ré!”

SUPER BOOM!

Meu querido Trajaninho, amigo de mais de trinta anos, em seu blog e na rádio Estadão/Espn, convoca-nos a elucidar o súbito sucesso do futebol-americano, aquele confronto de mastodontes de capacetes de titãnio, ombreiras de aço e olhar assassino que se matam em torno de uma bola oval.

Arrisco-me a dizer, já ressalvando minhas desculpas em caso de exagero, que, se essa questão fosse levantada no tempo em que conheci o inquieto Trajaninho, sua resposta seria imediata e dogmática: isso é fruto da colonização americana, o Império.

Hoje em dia, porém, embora isso tenha lá seu significado, não diz tudo. O Império, claro, sempre impõe seus valores aos colonizados, e a presença da cultura americana no resto do mundo está evidente na música, no cinema, nos variados meios de comunicação, nos idiomas chamados pátrios, no comportamento dos cidadãos em sociedade e naturalmente no esporte, essa poderosa expressão coletiva do século 21.

Os gregos antigos, através dos feitos de Alexandre, plantaram as Olimpíadas no imaginário de todos os povos conquistados. Os romanos imortalizaram seus gladiadores. E assim vai, até que os ingleses vitorianos, na divisão entre a força bruta do rúgbi e as sutilezas do Dribbling (traduzindo: Drible), primeira denominação do que viria a ser em seguida o futebol que hoje conhecemos, espalhassem pelas fronteiras do Império e adjacências esse maravilhoso e enigmático em toda a sua simplicidade jogo da bola.

Mas, vamos ao que interessa, que a turma não tem muita paciência com essas voltas históricas.

E o que interessa é o seguinte: não deve ser mera coincidência esse súbito surto de interesse tanto pelo futebol americano como pelo rúgbi e o UFC e seus congêneres, sobretudo entre os jovens brasileiros de classe média – hoje, mais revigorada do que há alguns anos – e alta, ou pelo menos aqueles que dispõem de tv por assinatura, ainda mais em HD.

E aqui entram dois fatores, a meu ver, essenciais: o crescente culto à violência dos jovens, pela própria definição, cheios de energia cujo desgaste é poupado pela presença hipnótica diante da tv e do computador, enclausurados em seus apartamentos. Resta-lhes imaginarem-se dando porradas aqui e ali, nas imagens da tv.

Mesmo porque as sutilezas do nosso futebol também cederam ao poder da força. Quantas vezes, aqui mesmo, comparei o futebol praticado em geral no Brasil ao futebol-americano de tanto confronto físico?

Ora, no cotejo entre um e outro, o americano soa muito mais autêntico em seus propósitos. Isso sem falar nas profundas diferenças traduzidas pelas imagens no tocante a organização e beleza plástica do evento. Isso, sem falar na atração que o paramento típico de um super-herói dos jogadores exerce sobre as mentes infantis e juvenis, de hábito, feito filme de Homem-Aranha ou Batman.

Portanto, outro deles é o visual, a imagem cada vez mais nítida e até encantadora das transmissões em HD, se comparadas com os canais em digital. A diferença é tão mais brutal quando comparado um jogo de golfe, por exemplo, com uma partida do Campeonato Italiano, a pior de todas as imagens europeias que nos chegam.

É natural que um menino de 10 anos, por exemplo, prefira assistir em HD uma partida de futebol-americano do que um joguinho retrancado do nosso futebol, em campos mal engendrados e sem nenhum charme.

O mesmo raciocínio vale para o futebol universal, cujas transmissões do Campeonato Inglês, Espanhol e Alemão são muito mais atraentes do que os dos estaduais brasileiros. E, certamente, muito mais do que o campeonato em geral do futebol-americano, mesmo desconhecendo os números de audiência dos canais que os transmitem.

Mas, não tenho dúvidas: pelo andar do trem-bala, em pouco tempo, as novas gerações abraçarão a bola oval com a mesma sofreguidão com que chutam a esférica.

A não ser que outro Império se levante, cobrindo o sol, trazendo-nos novas referências – quem sabe, o xadrez – que logo virarão obsessão nacional. Faz parte.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 01:19

AH, VASCÃO…

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Bem que tentei ver o jogo do Vasco pela tv, mas simplesmente não o encontrei nos três canais Fox e nem no Speed, que, na véspera, transmitira a estreia do Fluminense na Libertadores.

Assim, tenho de me basear nos relatos vindos do Rio e nos melhores lances exibidos pelo Sportv. E o que depreendi disso foi que o Vasco, em casa, diante do Nacional do Uruguai, perdeu por 2 a 1, sobretudo, traído pelos nervos, o que é incompreensível para um time que tinha em seu centro de criação dois craques experimentados como Felipe e Juninho pernambucano.

Mas, apesar de o Nacional ter desperdiçado algumas chances de ouro, como aquela em que o atacante driblou Fernando Prass e chutou por cima da meta vazia, o Vasco também teve lá suas oportunidades, afora o gol marcado por Alecssandro.

Agora, é esperar por um gesto de superação lá no estádio Centenário, o que costuma ser quase sempre uma impossibilidade.

VERDÃO LÍDER

Pelo menos até depois da rodada desta quarta-feira, espie só o Palmeiras, todo pimpão, no topo da tabela do Paulistão. Feito concebido num jogo emocionante no Pacaembu, onde o Verdão bateu o XV por 3 a 2, nos quais o pé santo de Assunção foi decisivo em dois deles: num, a cobrança de falta magistral do meio da rua; noutro, a bola lançada na área, que Artur, estreante da noite, desviou de cabeça.

O terceiro, que na verdade foi o primeiro, saiu da canhotinha de Daniel Carvalho, em mais um bom desempenho, enquanto teve fôlego.

A nota dissonante da noite verde foi a falha de Deola, num dos gols do XV, sem falar no sufoco que sofreu na última parte do segundo tempo.

Mas, o que interessa é que o Palmeiras, em vez dos vexames previstos no início da temporada, vai em frente, de fronte erguida, apesar de todas as suas limitações.

VEXAME, TIMÃO

Vexame mesmo quem deu foi o Corinthians, ao empatar com o Mogi-Mirim, na casa do adversário, por 1 a 1. Vexame porque, logo aos 13 minutos de bola rolando, o Mogi perde um jogador expulso, e Liedson converte o pênalti.

Com 1 a 0 no placar e a vantagem de um jogador a mais, o Timão limitou-se a ficar ali cozinhando o galo, até que já no finzinho da partida, o artilheiro Hernani emplacou rebote de Júlio César.

Abre o olho, Timão!

BARÇA NA FITA

Novamente, o Barcelona está ao pé de mais uma taça, a Copa do Rei. Ao bater o Valencia por 2 a 0, gols de Fábregas e de Xavi, o Barça garantiu sua ida para a decisão com o Bilbao, que, diga-se, vem esmerilhando nessa competição.

Depois de um início vacilante, o Barça, com Dani Alves, Valdés e Iniesta no banco, além dos tantos outros no estaleiro, como de hábito, botou a bola no chão e construiu o placar, modesto demais para as muitas chances criadas.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:15

VALEU PELA VITÓRIA, SÓ

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Só não foi um desastre total porque o Fluminense deixou o Engenhão com 1 a 0 no placar, gol de Fred, conquistado logo no início da partida, quando o Tricolor encetou uma blitz sobre o Arsenal de Sarandi, desenhando no ar a expectativa da goleada que não veio.

Ao contrário: aos poucos, o Flu refluiu, perdeu o compasso e acabou sendo até pressionado pelo frágil time argentino no final.

Não sei se os brasileiros ficaram nervosos porque passaram a errar muitos passes, ou se passaram a errar os passes porque ficaram nervosos. o que seria um contrassenso para um time que jogava em casa e vencia.

Só sei que a turma perdeu o controle da bola, dos espaços e dos nervos, a ponto de ter dois jogadores expulsos, com toda razão: Wagner, que chutou um adversário pelas costas numa bola parada, e Eusébio, que desferiu um coice no argentino no chão.

Wagner, que deveria dividir o trabalho de criação com Deco, foi ausente a maior parte do jogo em que o seu parceiro de meio de campo, enquanto teve pernas, foi o único a jogar bola de verdade. E Eusébio, além de perder todas de cabeça na sua própria área, quando tinha a bola aos pés, despachava-a de qualquer jeito pra frente.

E, nem mesmo a entrada de Thiago Neves, aos 17 do segundo tempo, no lugar de Sóbis, foi suficiente para conferir ao Flu o mínimo de organização em campo.

Placar magro, exibição pobre, descontrole emocional… O Flu vai ter de melhorar muito para justificar tanta expectativa criada em torno da qualidade de seu elenco.

FALCÃO NO BAHIA

Falcão, o maior volante da história do futebol brasileiro (o amigo pode sentir o tamanho dessa escolha para quem cultuou a vida toda nessa posição o nome sagrado de José Carlos Bauer, o Monstro do Maracanã), acaba de assumir o lugar de Joel Santana no Bahia.

Antes de tudo, admiro a persistência desse amigo. Aos 58 anos, idade em que a imensa maioria das pessoas quer mesmo é se aposentar, rico, famoso, um ícone do futebol mundial, largou ofício confortável e posição invejável na Rede Globo para perseguir um sonho que mais se assemelha a pesadelo: o de vencer definitivamente também na carreira de técnico de futebol, talvez, a mais ingrata de todas as profissões, como ele próprio já sentiu na pele, ainda outro dia, ao ser demitido pelo seu Inter, mesmo sagrando-se campeão gaúcho.

Gaúcho por adoção, o que inclui a absorção de todos os valores do povo da fronteira, dentre eles, o gosto pelos desenhos táticos e estratégicos de um time de futebol, Falcão, na Itália, onde esses mesmos valores são reverenciados ao extremo, ganhou a coroa de Rei de Roma e o epíteto de o Médio Tático.

Como um craque com tal formação aliada à lucidez e a experiência vivida nos dois hemisférios do mundo, líder como jogador e de fácil poder de comunicação, não conseguiu decolar na carreira de treinador? Um desses tantos mistérios da vida.

Quando Falcão ainda comandava dentro do campo aquele Inter espetacular do bicampeonato brasileiro de 75/76, escrevi que ele, ao pendurar as chuteiras, viria a ser o maior técnico do futebol brasileiro desde Zezé Moreira.

A chance recomeça, depois da punhalada vermelha, agora, no Bahia, um dos grandes do Brasil, de imensa e festiva torcida, que está em terceiro lugar no Campeonato Baiano, cinco pontos atrás de seu homônimo de Feira e apenas um acima do eterno rival Vitória, dirigido justamente por Cerezo, seu parceiro na Copa do Mundo de 82 e na Roma.

Torço pela realização do sonho de Falcão, como amigo e por sabê-lo capaz de imprimir novos rumos ao futebol brasileiro, e para que o Bahia, com ele, inicie uma nova era de grandes conquistas.

Notas relacionadas:

  1. VALEU, MANO!
  2. VALEU PELA RAÇA
  3. EMPATES E EMPATES, VITÓRIAS E VITÓRIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 14:56

A AMÉRICA PARA OS BRASILEIROS

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A Libertadores da América, em sua fase de grupos, começa hoje para os times brasileiros, com o Fluminense recebendo no Engenhão o Arsenal Sarandi, clube que despontou na cena principal do futebol argentino há pouco tempo, mas já devidamente rodado no torneio continental.

O Tricolor, que já esteve a pique de levantar essa taça ainda recentemente, no papel, tem time não apenas para vencer o Arsenal, mas, para ser um dos mais sérios candidatos ao título.

No papel, até agora, pois nas raras chances que tivemos neste início de ano de ver todos os titulares em campo ficou no ar um ponto de interrogação.

Claro, é início de temporada, os jogadores ainda não estão nos trinques, essas coisas todas tão sabidas. Mas, o fato é que o jogo é hoje.

Vejamos, vejamos, com atenção e muitas esperanças, pois um time que tem Deco, Wagner, Fred, Sóbis, Fred, em campo, e Thiago Neves no banco, pode num piscar de olhos pegar no breu. E aí, é só alegria.

VASCÃO

Diego Souza, Dedé e Alecsandro, do Vasco

Se futebol é momento, como ensinava mestre Rubens Minelli, o momento do Vasco é, sem dúvida, o melhor dentre todos os brasileiros da Libertadores. A tal ponto que foi eleito favorito para a conquista do título pelo chileno Valdívia, no Bem, Amigos de ontem.

Não chego a tanto, porque a disputa é longa e acirrada, com outros brasileiros também na fita. Mas, é que o Vasco vem de gloriosa campanha a partir do segundo semestre do ano passado, manteve seu time intacto e está mais bem preparado do que os demais, ao disputar o Cariocão com sua equipe titular, sem muitas mexidas.

Para sua estreia na Libertadores amanhã, contra o Nacional de Montevidéu, em casa, o único problema do técnico Cristóvão Borges está na lateral-direita, com as ausências de Fagner, uma das principais válvulas de escape do Vasco, e de seu reserva imediato, Alan.

E o doce dilema é se poderá ou não contar com Felipe e Juninho Pernambucano juntos na mesma equipe, desde o início, por razões físicas, nunca técnicas ou táticas.

Com Diego Souza esmerilhando lá na frente, ao lado do sempre oportunista Alecssandro, acionados por essa dupla de magníficos veteranos, por mais sólida que seja a retranca tradicional dos uruguaios, o Almirante tem tudo para sair de campo de fronte erguida e um sorriso nos lábios.

COLORADO

Na quinta-feira, será a vez do Inter, que já passou pelos campos da pré-Libertadores. Desta vez, pega o Juan Aurich, campeão peruano pela primeira vez em 89 anos de existência.

O Inter, a exemplo do Flu, é um dos mais bem equipados para essa disputa. Não só pela camisa que ostenta a estrela de campeão do mundo, mas, sobretudo, pela excelência de seu time.

É verdade, ainda está longe do ponto ideal. Mas, já deu pra ver na fase de classificação que está imbuído do espírito da Libertadores, o que, somado à qualidade de jogadores como D’Alessandro, Oscar, Leandro Damião e Dagoberto, confere ao Colorado uma força especial para ir longe nessa dura caminhada.

PEIXE, FLA E TIMÃO

Santos, Flamengo e Corinthians só estreiam na Libertadores dia 15.

Mas, valem algumas pinceladas sobre as possibilidades de cada um.

Dos três, a maior incógnita é o Flamengo, agora sob nova direção. Como o Rubro-Negro reagirá ao comando conciliador de Papai Joel? A tendência é que, espiritualmente, o time se sinta mais leve em campo. Mas, taticamente, sei, não. Joel é daqueles pragmáticos de plantão que botam seu time em campo, antes de mais nada, para não perder.

Às vezes dá certo, às vezes, não. No caso, se fizer isso, mais do que nunca o Flamengo dependerá de um Ronaldinho mais ativo e participativo do que vem sendo. Isso, enquanto Seu Love não possa entrar em campo.

Joel Santana vai comandar o Flamengo daqui em diante

Já o Santos, atual campeão da América, me preocupa mais do que o Corinthians, por exemplo.

Sem dois laterais de bom nível técnico, já que Léo está no estaleiro e Danilo e Alex Sandro escafederam-se, e com um trio de volantes que até agora não funcionou, mais do que nunca o Peixe depende quase que exclusivamente de Ganso e Neymar.

Ganso, embora bem melhor do que na temporada passada, ainda não alcançou o estágio ideal, fisicamente, e Neymar é cracaço, mas, não um deus para produzir milagres a cada jogo.

Bobeou o Santos ao não buscar de imediato um substituto para Alex Sandro e outro para Danilo. Aliás, bobeada maior foi deixá-los partir, já que se trata de dois jovens promissores e que resolveram esses problemas na Vila, desde o início.

Quanto ao Corinthians, naquele jeitão sereno de encarar os adversários, com Douglas armando o jogo ao lado de Alex para Emerson e Liedson, tem tudo para ir comendo pelas beiradas e chegar lá.

Como? Se Tite deve incluir o nome de Adriano na lista dos vinte e cinco inscritos para esta fase da Libertadores? Claro que sim. Inclui e acende uma vela na vaga esperança de que um dia desses Adriano entre em forma pelo menos para jogar alguns minutos.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. O MODERNO E O ANTIGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 15:10

ESTADUAIS, PRA QUÊ?

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Os campeonatos estaduais só sobrevivem ainda, sob o slogan de que o rio mais belo do mundo é o rio que corta minha aldeia, como dizia o poeta, porque são instrumentos de manutenção de poder dos cartolas das federações regionais e para suprir a grade de programação das tvs, à espera do Brasileirão.

Nem o público, nem os grandes clubes dão bola a esses torneios, a não ser lá no fim, quando se entra no esquema do mata-mata final. Até lá, os principais clubes estão de olho ou na Libertadores ou na Copa do Brasil, que também conduz à Libertadores, Meca de todos os brasileiros.

Então, é o que se vê: os tais clássicos que seriam o sal do certame, pois estimulariam a rivalidade doméstica, não passam de jogos tediosos, com times reservas em campo e outros bichos.

Foi assim neste domingo, em Presidente Prudente, no Rio e em Porto Alegre.

E o exemplo do Corinthians, no empate com o Bragantino? Corinthians, campeão brasileiro, líder do campeonato até então e um dos dois clubes de maior torcida do Brasil, não conseguiu, em tarde luminosa de domingo, nem mesmo encher o Pacaembu.

Não adianta remar contra a correnteza. Os tempos são outros, meu. E os estaduais acabam servindo apenas pra derrubar técnicos, pois, embora o torneio valha pouco, a vitória é sempre uma exigência, até mesmo em amistosos.

PAULISTÃO

Santos e Corinthians estão com todas as baterias assestadas na Libertadores, prestes a começar para eles. O São Paulo, também, só que tendo de palmilhar o caminho da Copa do Brasil, antes. O Palmeiras, idem em relação à Copa do Brasil, mas, como não tem um elenco suficiente para sonhar mais alto, vai tentando onde der, incluindo o Paulistão,  Só resta, pois, a Lusa, que, em transição, não é mais o que era outro dia nem ainda chegou onde poderá vir a estar.

Aproveitando-se dessas brechas, o Paulista surge como a sensação do campeonato, ocupando nobre posição, depois de cinco rodadas. E olho no Mogi e na Ponte!

Dos chamados grandes, o São Paulo é o que tem apresentado um futebol mais convincente. Não por acaso, aliás, é líder, invicto, com o ataque mais eficiente.

E isso se deve à excelência de seu elenco, bem reforçado para este ano, e ao tino de um Leão mais manso no trato com as pessoas, porém, agressivo na formação da equipe.

Leão, que tem à mão todas as alternativas possíveis para armar sua equipe, variando o esquema e alternando táticas a seu bel-prazer. De todas as possibilidades a que me soou mais interessante acabou sendo fruto de ocasião: com a contusão de Piris, o técnico colocou o central João Felipe por ali. Não como um terceiro zagueiro, mas, sim, como um lateral-direito de ofício.

Pois, o rapaz tem velocidade e compulsão ofensiva suficiente para fazer esse papel melhor até do que o titular, imagino. Vale tentar.

CARIOCÃO

No Rio, até agora, só o Vasco responde à altura de suas tradições e da força do elenco atual. A exemplo do que já fizera o ano passado com a Copa do Brasil, o Brasileirão e a Copa Sul-Americana, o técnico Cristóvão Borges não prioriza bulhufas. Bota em campo o que tem de melhor e vai colhendo os bons frutos no Cariocão.

Ao contrário do Flu, que, focado na Libertadores, ora joga com os reservas, ora com os titulares, e só está colhendo dissabores. Resta esperar que no torneio continental a história seja bem outra, pois tem um grupo de jogadores da melhor qualidade.

Quanto a Flamengo e Botafogo, estão em fase de transição. É de se aguardar que Papai Joel bote ordem na casa rubro-negra e que Osvaldo de Oliveira acerte a sintonia fina do Glorioso, que, se não tem um grande elenco, ao menos, possui um time capaz de produzir mais do que vem fazendo.

GAUCHÃO

O Inter só pensa naquilo – a Libertadores. A ponto de escalar seu time reserva na disputa daquele campeonato paralelo ao Gauchão – o Gre-Nal. E, para o fandango da turma colorada, não só cavou um empatezinho maneiro no Olímpico, como ainda festejou o gol do estreante – mais um gringo – Dátolo.

Já o Grêmio, com todos os seus reforços de nível, ainda não conseguiu acertar o tom. Mas, tem de fazê-lo rápido, pois, como já disse lá em cima, se os estaduais não valem muito em relação aos demais torneios nacionais e continentais, servem, sim, para balançar o trono dos treinadores de plantão.

MINEIRÃO

Mal começou o Mineirão, e a Raposa já está de pelo eriçado. Não apenas porque eventualmente perdeu na estreia para o Guarani de Divinópolis, por 1 a 0. Mas, sobretudo, porque jogou muito pouco. E, olhando pra frente, só enxerga os rastros da última gestão Perrella, que deixou o clube sem caixa e sem elenco. E, com Montillo, seu único craque, ressabiado, à espera de uma compensação para o bilhete premiado em preto e branco que acabou de perder.

Vai sobrar para o técnico Mancini, como sempre.

Já o Galo, sob o comando de Cuca, vem de vitória e pode apostar num grupo de jovens, como Bernard, Felipe Souto, Guilherme, André etc., e de jogadores mais rodados, tipo Richarlyson, Mancini e cia. bela.

PERNAMBUCÃO

Uma exceção a tudo o que disse aqui sobre os estaduais é o Campeonato Pernambucano, liderado pelo Náutico, o Timbu que já nos proporcionou dois emocionantes espetáculos em clássicos com o Sport e o Santa Cruz.

Isso, sem falar na ascensão do Salgueiro, que vem cumprindo sólida campanha, como vice-líder do torneio.

Aliás, no Nordeste, em geral, os estaduais ainda guardam aquele gostinho particular das lutas domésticas, temperado pela tradicional presença maciça e festiva das torcidas nos estádios.

E exceção também conta, neste mundão de tantas variedades.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

domingo, 5 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 22:35

NOS CLÁSSICOS, SÓ VERDÃO

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Nos três clássicos nacionais deste domingo, só o Verdão saiu vencedor. Mas, o Gre-Nal acabou sendo o mais movimentado, enquanto Botafogo e Flamengo alternaram bons e maus momentos, nesse zero a zero frustrante para ambos.

VERDÃO NA FESTA DO MENINO

Bem que o amigo de sempre, Ganso, deu um presente de aniversário valioso para Neymar marcar de cabeça seu centésimo gol como profissional. Mas, a festa trocou de lado no finzinho do clássico paulista disputado em Presidente Prudente, com a súbita e espetacular virada palmeirense, gols de Fernandão, de cabeça, e Maranhão, contra, em disparo de Juninho.

Até então, o jogo se arrastou sob o calor intenso de Prudente, entre as duas intermediárias, numa soma incrível de passes errados de lado a lado. De tempos em tempos, uma arrancada de Neymar animava um pouco o jogo. Ou, então, a expectativa sempre criada quando Assunção aproximava-se para cobrar uma falta perto da área.

Assim, para o Palmeiras valeu não apenas a vitória, que lhe dá ânimo para almejar algo mais do que lhe impõem os limites técnicos de sua equipe, mas, também, pela entrada feliz de Daniel Carvalho no lugar de Valdívia, machucado.

Foi bem Daniel na armação, além de protagonizar uma jogada sensacional que quase resulta em gol do seu time.

PIOR PARA O GRÊMIO

O clássico gaúcho terminou empatado, por 2 a 2, mas quem saiu do estádio com a cabeça inchada foi a torcedor do Grêmio.

Afinal, era seu time recheado de novidades, jogando em casa, contra os reservas do arquirrival. Pior: o Grêmio chegou a virar o placar para 2 a 1 e permitiu o empate de Bolívar no finzinho, depois de um primeiro tempo animador.

Não duvido que, apesar desse início atribulado, o novo time do Grêmio vai encontrar seu rumo. O diabo é domar as expectativas da torcida para o que era euforia não se transformar em crônica depressão.

MELHOR PARA O FLA

Na verdade, o Flamengo até pode celebrar esse zero a zero do clássico carioca deste domingo, pois se um time merecesse fazer um golzinho ao menos esse seria o Botafogo.

Não só pelas oportunidades perdidas, mas, também, pelos dois pênaltis a seu favor não marcados pelo juiz – um deles, claríssimo, na sua cara.

De qualquer forma, Papai Joel assume o leme do barco rubro-negro, e vida nova. Será?

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sábado, 4 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 22:41

FLU E LUSA DEVENDO

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Fluminense e Lusa abriram o ano sob as melhores expectativas. O Flu, pela excelência de seu elenco. A Lusa, por conta da esplendorosa campanha na Segundona do Brasileirão.

Mas, ambos, até agora, só frustraram essas expectativas.

A Lusa, que empatou mais uma no Canindé, desta vez com o Ituano, por 1 a 1, perdeu dois de seus jogadores essenciais – o armador Marco Antônio e o artilheiro Edno, o arco e a flecha. E, pelo jeito, vai demorar um pouco para se ajustar ao longo do Paulistão.

Já o Fluminense também empatou por 1 a 1, com o Duque de Caxias. Ah, mas era o time reserva. É verdade. Espie, porém, o amigo que reservas! Entre eles, ninguém menos do que Thiago Neves, recém-sequestrado da Gávea, reestreando com a camisa tricolor, sem brilho, diga-se. Mesmo porque os titulares, quando entraram em campo neste Cariocão, também não corresponderam.

É verdade também que tanto Flu quanto Lusa foram prejudicados por erros inadmissíveis dos juízes. O Flu teve a seu favor dois pênaltis não assinalados. E a Lusa, um.

Nada disso, todavia, é para deixar lusos e tricolores abafados. Afinal, são apenas os primeiros passos numa longa jornada.

ESTRELA NA TESTA

Há caras que nascem mesmo com a estrela na testa.

Thierry Henri, por exemplo.

Já praticamente aposentado, depois de gloriosa carreira, no futebol norte-americano, foi chamado de volta pelo Arsenal, onde tem um nicho de ouro entre os imortais do tradicional clube londrino.

Estreou outro dia, marcando um gol. E, ontem, quando o Arsenal encerrava uma exibição primorosa sobre o Blackburn, com 6 a 1 no placar (três de Van Persie), a expectativa de um golzinho de Henri, para fechar com chave de ouro o espetáculo, se esvaia com o tempo.

Eis que, quando o juiz já levava o apito final à boca, Henri dá o bote no beque, toma a bola, entrega-a de bandeja para Van Persie, que a devolve com açúcar para o francês ilustre deixar sua marca no Emirates.

O bicho é mesmo predestinado.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Campeonatos Estaduais | 16:33

DOMINGO DE CLÁSSICOS

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Domingo de clássicos no Paulistão, Gauchão e Cariocão.

O mais tradicional e renhido, sem dúvida, será o Gre-Nal, cuja tabela imprevidente marcou para este início de temporada quando os times ainda estão tateando em busca das melhores formações e de um ritmo adequado ao tamanho de ambos.

O Grêmio foi o que mais se reforçou (aliás, continua ainda em busca de novas caras). Mas, acaba de perder um jogador precioso – Douglas. É verdade que, para a função de Douglas, tem Marco Antônio, ainda em fase de adaptação ao seu novo time.

O diabo é que o Grêmio não conseguiu pegar no breu e a torcida já começa a pegar no pé do técnico Caio Jr. Eis, pois, a chance de o técnico dar a volta por cima, em pleno Olímpico. Ou cavar mais uns palmos na sua iminente sepultura.

Já o Inter, que vem de dura viagem da Colômbia, amenizada, claro, pela passagem para a fase de grupo da Libertadores diante do Once Caldas, está mais bem definido. Não devem jogar, porém, Dagoberto, Nei e Tinga. Mas, lá estarão D’Alessandro, Oscar e Leandro Damião, três promessas de bom jogo.

Mas, como sempre, nada é definitivo nesse eterno Gre-Nal.

A VEZ DO VERDÃO

Essa é a grande chance de o Palmeiras, que vem cumprindo opaca campanha no Paulistão, a exemplo do segundo semestre do ano passado, ganhar moral para dar aquele salto de qualidade tão esperado por sua torcida.

Sobretudo, depois que puder contar com o centroavante Barcos, ainda enroscado nos meandros das negociações com a LDU.

Sim, porque time por time o Santos é bem superior ao Palmeiras. Sucede que o Peixe está dando seu segundo passo depois das férias, e o primeiro foi um pálido empate com o Oeste, no meio de semana.

O próprio técnico Muricy anunciou, depois do jogo de quinta, que seu time ainda não está devidamente preparado para um clássico desse porte.

O que anima um pouco a turma da Vila é que Neymar e Ganso voltaram nos trinques. E eles podem suprir, com seus respectivos talentos, os demais problemas da equipe.

BOTA E FLAMENGO

O Botafogo, sob o comando de Osvaldo de Oliveira, ainda não conseguiu engrenar no Cariocão, e o Flamengo, sem comando, é um dilema para o clássico carioca deste domingo: será um time mais aguerrido e solto, pela saída de Luxemburgo, que teria problemas com o tal grupo, ou, ao contrário, com os jogadores atados à ânsia de provar que podem dar conta do recado sem um treinador de renome no banco?

Bem, pelo menos um deles, Ronaldinho, que foi bem na vitória sobre o Potosi, com direito a golaço no finzinho da partida, terá de assumir, em campo, o comando da equipe, e mostrar a que veio.

DOUGLAS NO PARQUE

Na impossibilidade da vinda de Montillo, o Timão foi buscar de volta o meia Douglas, que tanta falta andou fazendo no Parque.

Sim, sei bem, que parte da torcida corintiana não engolia o futebol brilhante, mas, intermitente de Douglas, apesar de ele ter sido o principal jogador do time na campanha da Segundona e o assistente exato para a breve e fulgurante passagem de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians.

A propósito de Douglas, lembro Sócrates, quando de sua chegada ao Corinthians, no final da década de 70. Aparentemente lento, cerebral, seu futebol conflitava com a tradicional trepidação da Fiel nas arquibancadas.

E as primeiras vaias se sucederam em manifestações até violentas da torcida contra o Dr., que, certa noite, preso nos vestiários do Pacaembu, com a galera irada à porta pedindo sua cabeça, calmamente me revelou: “Vou ensinar esse pessoal a torcer”.

Dali em diante, punha a bola no chão, e, sinalizava para a torcida quando devia esperar o desfecho do lance ou quando devia vibrar. E o Corinthians foi campeão com um futebol de primeira, o que não ocorria desde duas décadas antes.

A ESTREIA DE JADSON

Jadson, a principal contratação do São Paulo nesta temporada, finalmente estreia contra a Ponte Preta, em Campinas.

Enfim, o Tricolor ganha um meia capaz de articular com senso o ataque, que, por sua vez, carecerá da presença de Luís Fabiano, ainda no estaleiro.

Mas, se não tem tu, vai tu mesmo, como diz o malandro. E o tu, aqui, chama-se William José, um garotão taludo, bom no cabeceio e no chute a média distância, autor do gol de empate no jogo do meio de semana, contra o Guarani.

O menino tem potencial, sem ser um craque, longe disso. E poderá se beneficiar muito da presença de Jadson no meio de campo. Portanto, calma com o andor, tricolino amigo.

LUXA TRAÍDO

Luxemburgo, afinal, se abriu publicamente: foi traído pela proverbial indecisão da presidenta do Flamengo, que se deixou levar pelas más línguas.

Isso é evidente, tá na cara.

Por outro lado, está na hora de Luxemburgo – e digo isso como amigo – parar e repensar sua vida.

Luxa já acumulou patrimônio suficiente para não mais depender do futebol pelo resto da vida, segundo se sabe. Portanto, pode se dar ao luxo de optar entre retomar sua carreira como técnico de futebol num nível superior ao dos últimos tempos, ou simplesmente preservar para a história tudo o que conquistou nos tantos anos de brilho e eficiência anteriores à atual fase, e ficar no bem-bom.

Se decidir por seguir adiante na profissão que lhe deu fama e fortuna, então que parta para ser o melhor dos melhores. Vá estudar inglês, espanhol, italiano, alemão, essas línguas que facilitariam sua volta à Europa, hoje, o centro mundial do futebol. Vá estudar futebol, aproveitando a extraordinária vocação natural para a profissão somada a tantos anos de experiência prática.

Percorra os principais centros futebolísticos do mundo. Veja, anote, faça um curso numa escola superior de gestão esportiva da Espanha ou da Itália, coisas do gênero.

E, quando voltar á beira dos gramados, voltará outro. Bem melhor como técnico ou manager, como ele gostaria de ser. E, sobretudo, como ser humano, mais sábio e seguro de si; portanto, menos ansioso para abarcar o mundo com as duas mãos.

BOLA DE CRISTAL

Quer dizer, então, que minha bola de cristal estava bem nítida quando anunciei aqui que a Seleção Brasileira para os amistosos de junho será composta basicamente por jogadores com idade olímpica, mais os três acima da data limite?

Aliás, não precisa ser adivinhão para prever isso. Entre outras coisas porque a nossa seleção principal, com exceção da defesa, é composta mesmo por garotos em idade olímpica. Assim como as maiores estrelas da cia. estão enquadradas nesse quesito, tipo Neymar, Ganso, Leandro Damião, Lucas etc.

Bem, de qualquer forma, foi o que anunciou o técnico Mano Menezes na festa de lançamento das novas camisas da Seleção, que, no entanto, não revelou quais seriam esses três com idade acima dos 23 anos.

Pois arrisco nomear dois deles: Thiago Silva e David Luís, a dupla de zaga titular da Seleção. O terceiro nome vai ficar para a época da convocação, talvez um meio-campista, talvez um atacante.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. DOMINGO DE CLÁSSICOS
  3. DOMINGO DE DECISÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 16:48

DECEPÇÕES NA NOITE

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São Paulo e Santos não foram além de empates por 1 a 1 com Guarani e Oeste, respectivamente. Assim, o Tricolor perdeu a liderança do Paulistão, mas manteve a invencibilidade, embora isso seja um tanto irrelevante na fórmula de disputa, que classifica oito para a fase realmente decisiva do torneio. E o Santos colocou em campo pela primeira vez este ano sua equipe titular, o que justifica de certa forma o placar. Isto é: o pessoal ainda está tirando do corpo as sobras das férias.

De positivo, no caso do Santos, foi ver Neymar em pleno voo e Ganso muito mais participativo do que na temporada passada.

Já o São Paulo tomou um gol logo de cara. Mas conseguiu o empate ainda no primeiro tempo. Esperava-se, porém, mais no segundo.

Esse passo além, porém, só virá mesmo com a volta de Luís Fabiano e a completa integração de Jadson, que nem estreou ainda.

Empate, aliás, também marcou mais uma frustração do Botafogo neste início de ano, no Cariocão: 2 a 2 com o Madureira. Mas, pior do que o resultado foi o desempenho do time, muito abaixo do nível da maioria de seus jogadores.

É também a imagem deixada pelo Grêmio, que bateu o São Luiz, sem o meia Douglas, negociado com o Corinthians, por 1 a 0, gol de Kleber. O mesmo Kleber que, antes, perdera um pênalti.

O diabo é o clima denso que tomou conta do Olímpico, retirando aos poucos o oxigênio do técnico Caio Jr.

LUXA, FORA

Até o fim da noite, Luxemburgo nem havia sido informado oficialmente de sua demissão, que já ganhara o noticiário o dia todo.

A decisão de demiti-lo e a toda a comissão técnica do Fla, inclusive o supervisor Tinoco, foi tomada em conjunto pela diretoria do clube, reunida de manhã na casa de um dos diretores.

O fim já esperado há tempos dessa novela foi escrita com as mesmas linhas tortas que têm registrado a história atual do clube mais popular do país.

Justificativa para a demissão de Luxa: entre outras coisas, seu relacionamento com Ronaldinho Gaúcho, que se deteriorou de vez com aquele episódio do hotel de Londrina.

Aliás, Joel Santana já pediu demissão do Bahia e prepara-se para desembarcar na Gávea com seu ar bonachão para ver se põe ordem na casa, na base da conciliação.

Agora, são mais três ou quatro milhões de reais da multa contratual de Luxa que se juntam aos sete ou oito milhões da dívida com Ronaldinho e Deivid.

É assim que a turma dirige os nossos clubes.

FATOS E BOATOS

A presidenta do Flamengo, depois da classificação de seu time para a fase de grupos da Libertadores, saiu pelos corredores do Engenhão acusando a imprensa de querer derrubá-la. Isso por conta do disse-me-disse que circulou pouco antes da partida com o Potosi, segundo o qual, Luxa já estaria no olho da rua, fosse qual fosse o resultado do jogo.

Ora, quem está cavando sua própria cova é, ninguém menos, do que Patrícia Amorim, com todas aquelas indecisões e desvios que só serviram para alimentar ainda a crise na Gávea.

E, se alguém mais deseja vê-la fora da presidência do Mengo, basta Patrícia dar uma olhadela em orno de si, esse círculo de fogo onde ardem as mais diversas vaidades e os mais cúpidos interesses.

A imprensa não tira essas notícias ou boatos da cartola. Tira dos cartolas, que lhe sussurram coisas aos ouvidos. Sim, claro, ao jornalista cabe apurar a veracidade desses sussurros, separando os fatos dos boatos.

Mas, neste mundo virtual, de vertiginosa velocidade na circulação das informações, sejam falsas ou não, simplesmente passou a ser impossível controlar devidamente a veiculação, tanto de fatos quanto de boatos.

Vamos, pois, aos fatos.

É absolutamente inconcebível que duas empresas do porte de um Flamengo e de uma Traffic, ao se meterem num negócio vultoso como o da contratação de Ronaldinho Gaúcho, não firmem, desde o início, um contrato com todas as devidas cláusulas, tim-tim por tim-tim, claras, nítidas, insofismáveis, delimitando deveres e haveres de cada um.

O fato é que a dívida para com o jogador, já alcançou cifras altíssimas, não quitadas até agora, apesar das promessas de Patrícia.

E o caso Deivid? Tudo bem. Sua vinda foi comandada por Zico, mas o Flamengo é o Flamengo, nem Zico, nem Patrícia. Se ela herdou essa responsabilidade absurda, deveria ter estancado no ato a progressão da dívida. Ou, então, assumi-la e honrá-la, e não empurrá-la dezenove meses com a barriga, até que o jogador seja obrigado a recorrer à justiça.

E aqui pouco importa se o jogador correspondeu ou não às expectativas criadas. Esses são outros quinhentos mil réis (mais um tostão na dívida rubro-negra).

Isso, sem falar na incapacidade de restringir os poderes de Luxemburgo no clube ao nível do acordado desde o início da contratação do técnico, assim como evitar os atritos públicos e deletérios entre o técnico e o diretor de finanças do clube, que resultaram na situação atual.

A imprensa, mesmo com os exageros de praxe, apenas reflete o que vai pelo clube dirigido por Patrícia Amorim, onde os fatos e os boatos são produzidos sob o olhar incerto da própria presidenta.

TRAGÉDIA EGÍPCIA

O Egito, que já foi um dos pilares da civilização moderna, acaba de viver uma noite de pura barbárie, num campo de futebol.

O palco é mero adereço. Aconteceu ali como poderia ter acontecido em qualquer lugar, até aos pés das pirâmides seculares.

Há quem diga que o tumulto tenha sido orquestrado por grupos políticos contrários á realização de eleições diretas no Egito, depois da queda do ditador Mubarak. Há quem diga que o estádio de Port Said era uma bomba relógio prestes um dia a explodir, em consequência da intolerância proverbial dos torcedores do Al Masry.

O Premiê egípcio se culpa pela falta de segurança no estádio, enquanto as famílias choram a perda estúpida de seus filhos.

Tenho pra mim – e o amigo perdoe a pretensão de voos acima dos que me conferem meus parcos conhecimentos acadêmicos – que as causas específicas da tragédia são meros pretextos. Mata-se por paixão a um clube de futebol, por crenças religiosas, por convicções ideológicas, por dinheiro, ciúme, inveja, por poder, orgulho ou vaidade, quando não por lúgubre prazer de matar.

Os homens se matam por uma infinidade de razões. Mas, sobretudo, porque o homem é, na essência, um predador, caráter adquirido ao longo de sua luta pela sobrevivência da espécie, domado apenas pelas leis e regras criadas a partir do instante em que teve de viver em sociedade, esta, também, fruto da necessidade de sobreviver.

Sim, porque se o homem fosse um lobo solitário (de certa forma o é, pois cada um é cada um – não há duas digitais iguais), teria sido engolido pela Mãe Terra há milhares de anos. Afinal, não temos a agilidade do macaco, as asas dos pássaros, as garras e presas dos felinos, a força dos elefantes, a velocidade das gazelas, e assim vai. A salvação seria através da formação de grupos, sociedades, a união de seres frágeis que lhes permitiu ter o poder de domesticar o meio ambiente e sobreviver a todas as adversidades.

E assim caminha a humanidade, parodiando o clássico hollywoodiano, entre o impulso de matar e o pavor de não ser morto.

O estopim que detona o impulso original pode ser qualquer um. E quando ele se acende na multidão, o escudo sem lei que protege e anima os instintos básicos do indivíduo, então, meu amigo, sai de baixo, que aí vem tragédia.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

Sem categoria | 01:22

SAI, TOLIMA! INTER E FLA, EM FRENTE

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Ronaldinho levanta na cabeça de Leo Moura, gol. Leo Moura serve Ronaldinho de bandeja na área, que, com um drible, joga o beque no chão e toca para encerrar o placar, o jogo e a agonia do Flamengo diante do Real Potosi.

Como prêmio, ganhou uma chave maneira na fase de grupos da Libertadores. Pelo menos, mais maneira do que a destinada, por exemplo, ao Santos, atual campeão do torneio.

De qualquer forma, o Flamengo mereceu seguir adiante na Libertadores, pois foi muito mais time do que o Potosi, que desembarcou no Engenhão armado de onze cadeados. Isso dificultou as ações dos brasileiros, mas, não o suficiente para evitar que, mesmo antes, e depois também, do gol de Leo Moura, o Mengo criasse boas chances para marcar, com Deivid e Botinelli, sobretudo.

Só no finzinho, depois que o treinador do Potosi ousasse um pinguinho, com duas substituições menos defensivas, é que os bolivianos puseram as manguinhas de fora.

No entanto, depois da expulsão de Centurion, o Flamengo voltou a controlar os nervos e a bola até que  Ronaldinho marcasse o segundo, em alta classe.

Ronaldinho e Leo Moura, os dois destaques do Mengo nessa classificação mais suada por conta das próprias trapalhadas nos bastidores da Gávea do que por problemas maiores dentro do campo.

Pois, creia o amigo que, horas antes do jogo, já corria de boca em boca a notícia de que Luxemburgo estava na rua, independentemente do resultado desse jogo.

É dose.

Já o Inter foi a Manizales e fez valer, mais do que sua superioridade técnica, a disposição anímica de evitar o pior, que rondou pelo alto a área colorada por tempo demais.

Mas, quando de posse da bola, impunha seu talento, como no passe de D’Alessandro para Oscar, no pênalti que o gringo converteu no gol de empate. Ou na trama bem engendrada no gol de Tinga.

O empate por 2 a 2 com o Once Caldas, pois coloca mais este brasileiro na fase de grupos da Libertadores, com todas as chances de ir muito mais longe.

RIO-SÃO PAULO

Corinthians e Palmeiras venceram seus jogos pelo Paulistão: 1 a 0, contra o Ituano, na estreia de Gilsinho, e 2 a 0 sobre o Mogi, no Pacaembu, respectivamente.

Gilsinho até que estreou bem, mas quem deu o tom da noite cem por cento alvinegra foi Paulinho, com seu belo gol de voleio. O que bastou para o Timão ficar controlando a situação até o final.

Quanto ao Palmeiras, não fugiu do seu roteiro habitual: duas cobranças de falta, de magnífica execução, dois gols. De resto, as melhores jogadas de Valdívia, mesmo diante de um time arisco e bem armado como o Mogi.

Nenhuma surpresa, pois.

Surpresa deste tamanho, todavia, foi a derrota do Fluminense, com seu time titular, de virada, para o Boavista, que vem cumprindo excelente campanha no Cariocão, diga-se.

Surpresa maior ainda porque o Flu fez um primeiro tempo irretocável, com direito a fina exibição de Deco, autor do gol tricolor. Mas, no segundo, o Flu refluiu, refluiu, e desabou diante de Somália, que fez dois, em duas falhas de Diguinho. Na primeira, no cruzamento da esquerda, virou-se de costas para o atacante. Na segunda, cometeu o pênalti me Somália.

Já com o Almirante não há surpresa: meteu 3 a 1 no Bangu, em Moça Bonita, sem maiores problemas, com direito a um golaço de falta de Bernardo.

Autor: Alberto Helena jr. Tags:

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