Ibra, um orfão de fãs

Zlatan Ibrahimovic era muito respeitado na Juventus, pela qual conquistou dois títulos nacionais – depois cassados pelo escândalo de manipulação de arbitragem. Com o rebaixamento imposto à Juve, resolveu deixar o clube (ao contrário de ídolos como Buffon e Del Piero) e terminou de maneira amarga sua relação com a torcida de Turim.
Foi então para a Internazionale, pela qual seria artilheiro do Italiano e conquistaria, na condição de principal jogador do time, nada menos que três scudettos. Foi insuficiente para que não deixasse o clube vaiado pela própria torcida em seus últimos jogos, graças à insistência com que falava sobre a vontade de deixar a Inter.
Teve seu desejo realizado e foi para o Barcelona, onde, acreditava, poderia se sagrar o melhor jogador do mundo segundo a Fifa. Passou longe do objetivo: após atuações discretas e um desentendimento com o técnico Guardiola, trocou o time catalão pelo Milan sem deixar saudade.
Sua estreia no Milan, depois de ter afirmado que vestiria, enfim, “a mais bela camisa de sua carreira”, foi pífia: perdeu um pênalti na derrota por 2 a 0 para o modesto Cesena. O começo ruim, claro, não quer dizer muita coisa.
Até porque é bem mais por causa dos desfechos (e não dos começos) que Ibrahimovic poderá encerrar sua bela carreira sem ser querido por torcida alguma no planeta.
