iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

17/07/2009 - 12:14

Deus x Diabo

Não vou me meter na questão religiosa. Cada um faz o que quer, escolhe a religião que quer, fala o que quer.

Mas a frase da mulher de Kaká, Caroline Celico, durante a pregação religiosa do vídeo abaixo, é reveladora: “Deus colocou esse dinheiro na mão do Real Madrid pra contratar o Kaká. Foi uma grande benção. Quem não sabia disso levanta a mão.”

Eu levantei. E Silvio Berlusconi, o poderoso dono do Milan tão criticado por ter vendido Kaká para o Real Madrid, também deve ter levantado. Aliás, depois da revelação de Carol, as críticas ao primeiro ministro italiano terão que cessar! Afinal, convenhamos, o adversário era poderoso demais…

Agora, cá entre nós, com a Rominha quebrada e tantos outros clubes precisando de dinheiro por aí, Ele tinha que colocar o dinheiro justo na mão do Real Madrid de Florentino Perez?

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores, milan Tags: , , , ,
21/01/2009 - 10:40

“Kaká fica”: um show de pieguice

A respeito do post abaixo, Milton Trajano, nosso mestre das charges, acaba de me enviar o link do vídeo do programa em que Berlusconi anunciou a permanência de Kaká no Milan.

É patética, pra não dizer constrangedora, a comoção que fazem questão de exibir os milanistas da mesa. Depois de um chilique e meia dúzia de berros, um dos integrantes deixa a mesa por alguns minutos “por causa da emoção” (”não vou ficar quieto, estou contente!”, grita quando o apresentador pede que ele fique em silêncio antes de deixar o estúdio).

Pouco depois, as câmeras focalizam um outro convidado que saltita para comemorar a notícia.

Mais tarde, já no fim do vídeo, o “convidado emocionado” retorna à mesa. Com a voz embargada, fingindo segurar as lágrimas numa atuação perto da qual Keanu Reeves poderia ser considerado o melhor ator do planeta, ele solta um “Grazie, presidente” para Berlusconi. Em nome de todos os milanistas, diz.

Enfim, um divertidíssimo show de pieguice.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): milan, vídeos Tags: , ,
20/01/2009 - 16:30

Kaká, Berlusconi e seus valores

Ah, o
Ah, o “carinho do público”…

No último sábado, nos vestiários do San Siro, depois de se aquecer em campo e antes voltar ao gramado para disputar a partida contra a Fiorentina pelo Campeonato Italiano, Kaká chorou. Emocionou-se com a reação da torcida milanista diante da sua até então “iminente” partida.

Não foi o fator determinante para sua permanência, claro. Mas foi uma prova a mais de que virar o maior ídolo de um dos maiores clubes do mundo tem um valor que dinheiro de árabe algum pode comprar. Kaká sempre foi assim, sempre manifestou o desejo de virar “um novo Maldini”. E sua reação, apesar do balde de dinheiro, não supreeende.

Segundo me informou há pouco seu assessor, o jogador recusou um salário anual de 20 milhões de libras por ano para jogar no Manchester City. Mas Diogo Kotscho, o assessor, imagina que a oferta ainda chegaria a  23 ou 24 milhões de libras — o que daria, vejam só, cerca de R$ 6,75 milhões por mês.

O Milan, por sua vez, perdeu 106 milhões de libras (o equivalente a 116 milhões de euros) num só “não”.

Silvio Berlusconi, ao saber da decisão do jogador, ligou para dois programas de televisão de grande audiência na Itália e, certamente pensando em aumentar sua popularidade, anunciou a permanência do jogador. Disse o seguinte: “Tínhamos oferecido a ele a possibilidade de levar em consideração a oferta e formar um patrimônio consistente (quanta generosidade…). Mas ele tem valores mais importantes na vida!”.

Minha conclusão? Apesar de tentar sair como mocinho da história, Berlusconi deve estar arrancando os poucos cabelos que lhe restam. Afinal, a gente sabe, seus valores não são lá muito parecidos com os de Kaká…

só rotina
Acenos e abraços depois do jogo de sábado: nada mais que rotina para Kaká no Milan

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores, milan Tags: , , ,
06/02/2008 - 15:15

e brocchi derrubou ancelotti…

“ROMA – O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, dissolveu nesta quarta-feira o Parlamento, passo prévio para a convocação das eleições que buscam resolver a crise aberta após a queda do governo de Romano Prodi, em 24 de janeiro. As eleições foram marcadas para 13 e 14 de abril, segundo a imprensa local.” A notícia está publicada e destacada hoje, no Último Segundo.

Não é meu costume falar de política aqui, mas não resisti. E não quero ser chato. Então, vou tentar fazer um paralelo com futebol para explicar, mais ou menos, o que acontece na Itália.

Suponhamos, pra começar, que o Milan seja o Parlamento Italiano. O técnico Carlo Ancelotti é o primeiro ministro, mas depende do apoio da maioria dos jogadores para continuar no cargo. Kaká está com ele. Pato, Ronaldo, Maldini e Nesta também. Enfim, jogadores importantes são os jogadores da “situação”.

Outros atletas de peso, contudo, não vão muito com a cara do chefe. Suponhamos que sejam os casos de Pirlo, Gattuso e Seedorf, que batizaremos de “oposição do meio-campo”. Normal. Todo técnico costuma ter que encarar alguma oposição no seu trabalho. O número de opositores está próximo (mas abaixo) daquele dos admiradores de Ancelotti.

Até que, num belo dia, o volantão Brocchi se revolta por não ficar sequer no banco de reservas num jogo do Italiano (uma revolta, a gente sabe, injusta). A ira de Brocchi faz com que ele chame seus comparsas como Aubameyang, Favalli e Gourcuff. Gente que nem conta muito pro time, mas que, juntos, têm poder para derrubar Ancelotti caso se junte à oposição de meio-campistas.

Ancelotti cai. O presidente da Liga de Futebol percebe (já havia percebido, na verdade) o quão precário é o esquema que define se um técnico será ou não mantido no cargo. E propõe: “Vamos mudar essa regra? Vamos polarizar, desde o começo, o elenco entre os que gostam e os que não gostam do treinador? Vamos impedir esses volantes insignificantes como Brocchi de determinar o futuro de um time tão importante como o Milan?”

Em vão. Àquela altura, já com o cargo de técnico vago, Pirlo, que até considerava essa mudança havia alguns meses, não queria mais acordo nenhum para mudar as regras a favor do time. Queria só o lugar do treinador.

E, assim, estão convocadas as eleições na Itália.

*** Fim ***

Com participações de:
>> Carlo Ancelotti, como Romano Prodi
>> Kaká, Pato, Ronaldo e cia, base do governo Prodi
>> “Oposição do meio-campo”, como oposição do governo Prodi
>> Brocchi, como Clemente Mastella, que retirou o apoio de seu partido (Udeur) ao governo por ter sido acusado de corrupção
>> Aubameyang, Favalli e Gourcuff, como representantes dos partidos nanicos (mas decisivos)
>> Pirlo, como Silvio Berlusconi (o político, não o dono do Milan)

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, milan, política Tags: , ,
Voltar ao topo