19/10/2009 - 10:27
A rodada do fim de semana do Campeonato Italiano teve Ronaldinho Gaúcho como protagonista em Milão. Já em Turim, teve Diego apagado, Amauri quebrando jejum e Felipe Melo criticado. E, em Gênova, no jogo da líder, teve golaço do meio de campo. Leia (e assista) tudo nos comentários jogo por jogo:
MILAN 2 X 1 ROMA
Exagerada a choradeira da Roma. O time e o técnico Ranieri poderiam reclamar menos do árbitro (que de fato não marcou um pênalti em Menez) do que das muitas chances desperdiçadas no primeiro tempo. Se o jogo tinha tudo para terminar com um brasileiro como vilão — Thiago Silva, que falhou no gol romanista e ainda cometeu o pênalti em Menez —, acabou terminando com dois como heróis: Pato, autor do segundo gol milanista, e, principalmente, Ronaldinho Gaúcho, que deixou o campo justamente aplaudido, pois marcou o primeiro do Milan (de pênalti, existente), fez a bela jogada no segundo e, se Pato não tivesse desperdiçado, teria feito também a do terceiro.
GENOA 0 x 5 INTER
Mesmo sem seus dois principais atacantes, Eto’o e Milito, a líder (e novamente favoritíssima) do Italiano conseguiu um placar surpreendentemente largo, principalmente porque os jogadores do Genoa (Modesto, Zapater, Amelia…) falharam em todos, absolutamente todos, os gols. E contra um time como a Inter, quem erra assim não tem perdão. Abaixo, o vídeo do gol de Stankovic, que, apesar da falha do goleiro Amelia, foi um golaço:
JUVENTUS 1 x 1 FIORENTINA
Amauri conseguiu quebrar seu jejum de gols, e essa foi a única boa notícia para a Juve. Porque o bom futebol da equipe, aquele do comecinho do campeonato, parece ter sumido junto com as grandes atuações de Diego e de Felipe Melo — que já começa a ser criticado pela imprensa italiana. No fim, a Fiorentina se deu ao luxo de poupar o seu principal jogador em campo, Jovetic, pensando na Liga dos Campeões. Aliás, a melhor das hipóteses para os torcedores da Juve é a de que a atuação da equipe também tenha sido condicionada pela rodada da Liga que vem por aí. Mas, como o time já não vence há dois meses, não parece ter sido o caso.
LAZIO 1 X 1 SAMPDORIA
Pazzini, que mais tarde deixaria o campo com uma fratura no nariz, abriu o placar em Roma. Mas o brasileiro Matuzalem empatou, ainda no primeiro tempo. Como a Lazio não soube aproveitar os cerca de 20 minutos com um jogador a mais e como uma bela jogada de Cassano, já no fim do jogo, terminou na trave, o empate (justo) prevaleceu.
UDINESE 1 x 3 ATALANTA
Talvez subestimando a até então lanterna do Italiano, a Udinese começou seu jogo em casa com o artilheiro Di Natale no banco. Mas essa Atalanta do novo técnico Antonio Conte não é a mesma das primeiras rodadas. E assim, levada principalmente pela pontaria certeira de belos chutes de longa distância, a equipe de Bérgamo terminou a rodada duas posições acima da última colocação.
PARMA 1 x 0 SIENA
O búlgaro Bojinov não vingou na Inglaterra, mas aos poucos volta a brilhar na Itália. Foi dele, ainda no começo do jogo, o gol que levou esse surpreendente Parma ao 5º lugar do Italiano.
LIVORNO 1 x 2 PALERMO
Desde março, foi a primeira vitória do Palermo fora de casa. E de virada. Para isso, foi essencial o empate de Miccoli logo após a abertura de placar por parte do Livorno. Que, agora, é o novo lanterna e tem seu técnico com a corda no pescoço.
CATANIA 2 X 1 CAGLIARI
A entrada do atacante japonês Morimoto foi determinante para a vitória — ele não marcou gols, mas mudou o jogo e fez o passe para o gol da virada. O golaço da partida, porém, foi o do Cagliari, marcado por Daniele Dessena, de bicicleta.
NAPOLI 2 X 1 BOLOGNA
Na estreia do tecnico Mazzari, susbtituto de Donadoni, o Napoli não brilhou e tampouco jogou muito bem. Mas a enorme dedicação dos jogadores acabou recompensada com uma vitória de virada sobre o fraco Bologna. O gol dos visitantes foi marcado pelo brasileiro Adailton, de falta. Quagliarella e Maggio, este após bela jogada de Lavezzi que foi à linha de fundo pela esquerda, fizeram os gols da virada.
CHIEVO 1 x 2 BARI
Um gol logo no comecinho deste (também) surpreendente Bari foi determinante para a justa vitória fora de casa do agora 9º colocado do Italiano.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, vídeos
Tags: 8ª rodada, Diego, jogo por jogo, ronaldinho, stankovic
22/09/2009 - 12:16
No começo do mês, o jornal La Gazzetta dello Sport divulgou os salários anuais de todos os jogadores que atuam na Série A do Campeonato Italiano. Levei um tempinho, mas enfim consigo colocar por aqui algumas observações curiosas (ou simplesmente relevantes) a respeitos das cifras reveladas.
* Primeiro, vale citar a seleção dos mais bem pagos do Italiano 2009-10. O time, que conta com os jogadores de melhores salários em suas posições, é formado por (ganho líquido anual, em milhões de euros, entre parênteses): Buffon (5,5), Maicon (4,5), Lúcio (4,5), Nesta (4) e Chivu (3,5); Pirlo (5), Vieira (5,5), Sneijder (4) e Totti (5,4); Ronaldinho (7,5) e Eto’o (10,5).
* Se considerarmos os valores brutos consumidos pelos 20 clubes da Série A apenas em salários, a Inter gasta mais que 8 times somados: Atalanta, Chievo, Livorno, Catania, Siena, Udinese, Cagliari e Bologna. Confira na lista abaixo quanto gastam os 20 clubes da Série A em salários de jogadores (sempre por ano, em milhões de euros):
1) Inter, 150
2) Milan, 125,5
3) Juventus, 115
4) Roma, 69,7
5) Fiorentina, 40
6) Genoa, 38
7) Napoli, 37
8) Lazio, 32,9
9) Palermo, 30
10) Parma, 26
11) Sampdoria, 24
12) Bari, 20
13) Bologna, 20
14) Cagliari, 19
15) Udinese, 18
16) Siena, 17,5
17) Catania, 17,5
18) Livorno, 14,3
19) Chievo, 13
20) Atalanta, 13
* A disparidade entre alguns clubes é tão grande que os ganhos de todos os jogadores do Bari, somados, não chegam à cifra que Samuel Eto’o, sozinho, recebe da Internazionale. Obviamente, o mesmo vale para os jogadores de Bologna, Cagliari, Udinese, Siena, Catania, Livorno, Chievo e Atalanta em relação ao camaronês.
* Antonio Cassano, principal astro da líder Sampdoria e melhor jogador do Italiano até aqui, recebe 2,8 milhões de euros anuais em salários. Menos que o interista Suazo (3,5), o milanista Boriello (3) ou o juventino Poulsen (3,3). Já o artiheiro do Campeonato, Di Natale, da Udinese, ganha 1 milhão — o mesmo que Orlandoni, terceiro goleiro da Inter.
* Entre os técnicos, José Mourinho é de longe o mais rico. Recebe, limpos, 11 milhões de euros por ano da Inter, superando até mesmo seu comandado Eto’o, jogador mais bem pago do torneio (10,5). A diferença do português em relação aos demais técnicos é enorme: na segunda colocação aparece Cesare Prandelli, da Fiorentina, com 1,8 milhão/ano. Em terceiro está Claudio Ranieri, da Roma, com 1,6. E depois, empatados, vêm Gasperini (Genoa), Ferrara (Juventus), Leonardo (Milan) e Donadoni (Napoli), todos com um ganho anual de 1,2 milhão. Os outros 13 técnicos da Série A recebem menos de 1 milhão.
Quanto ganham os brasileiros no Italiano 2009-10? A lista abaixo mostra que Dida, dono do terceiro melhor salário do Milan, recebe o mesmo que Júlio César. E Ronaldinho, hoje um reserva milanista, lidera a relação com folgas:
1) Ronaldinho (Milan) 7,5
2) Maicon (Inter) 4,5 e Lúcio (Inter) 4,5
4) Dida (Milan) 4 e Júlio César (Inter) 4
6) Diego (Juventus) 3,8
7) Amauri (Juventus) 3,5 e Mancini (Inter) 3,5
9) Thiago Motta (Inter) 3
10) Felipe Melo (Juventus) 2,6
11) Thiago Silva (Milan) 2,5
12) Júlio Baptista (Roma) 2,25 e Juan (Roma) 2,25
14) Doni (Roma) 1,9
15) Cicinho (Roma) 1,85
16) Taddei (Roma) 1,1
17) Pato (Milan) 1
18) Matuzalém (Lazio) 0,9
19) Fábio Simplício (Palermo) 0,85
20) Adaíton (Bologna) 0,85 e Rubinho (Palermo) 0,85
22) Barreto (Bari) 0,75
23) Felipe (Udinese) 0,6
24) Jeda (Cagliari) 0,55 e Nenê (Cagliari) 0,55
26) Piá (Napoli) 0,5
27) Reginaldo (Siena) 0,45
28) Ferreira Pinto (Atalanta) 0,4, Mozart (Livorno) 0,4 e Cribari (Lazio) 0,4
31) Arthur (Roma) 0,35 e Luciano (Chievo) 0,35
33) Filipe (Siena) 0,16
34) Ariel (Chievo) 0,15 e Rafael Santos (Bologna) 0,15
36) Marcus Plínio (Livorno) 0,1
N/D: Júlio Sérgio (Roma), Wellington (Udinese), Alemão (Udinese) e Wilker (Genoa)
Os recortes e observações que coloquei acima são só algumas das muitas possibilidades de análise sobre as listas divulgadas pela Gazzetta. Quem quiser tirar suas próprias conclusões (e dividi-las conosco nos comentários abaixo, claro), pode fazê-las analisando as listas dos seis clubes que mais gastam com salários, publicadas na imagem abaixo.

Se desejar ver também as relações dos demais clubes, vá ao site da Gazzetta dello Sport.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter, jogadores, milan, técnicos
Tags: eto'o, jogadore mais bem pagos, lista de salários da itália, mais bem pagos do Italiano, mourinho, ronaldinho, salários de jogadores
21/09/2009 - 11:30
A hipótese surgiu ontem, no Domenica Sportiva, o mais importante programa de esportes da TV italiana: Ronaldinho Gaúcho poderia ser liberado pelo Milan no fim deste ano, na janela de mercado que ocorre em janeiro. Uma janela, na Itália, conhecida como “de ajustes”.
O ajuste do Milan, neste caso, ocorreria em sua folha de pagamento. Como se sabe, desde o início da crise econômica, o clube do primeiro ministro Silvio Berlusconi tem se esforçado para conter custos — a dolorosa (mas rentável) venda de Kaká para o Real Madrid foi o principal dos esforços.
O raciocínio dos dirigentes milanistas seria o de que não faz sentido continuar pagando o maior salário do clube para um jogador que nem titular é. E que, hoje, não tem grandes perspectivas de vir a ser.
Ontem, contra o Bologna, Ronaldinho não jogou por causa de uma suposta gripe. E Seedorf, que novamente atuou na função em que o brasileiro vinha atuando, resolveu o jogo com o gol do 1 x 0, no segundo tempo.
Nas tribunas, Ronaldinho apareceu. Curado, sorridente como sempre, de gorrinho preto e óculos escuros.
“Não concordo com quem diz que a gripe foi inventada. Não temos problemas com o Ronaldinho. Quinta-feira ele estava com febre, assim como o Zambrotta, que também não jogou. O Ronaldinho ficou parado por dois dias e por isso preferimos deixar que ele descansasse”, disse o técnico Leonardo. “Não tem nada além disso: ele volta a treinar e ficará à disposição para o jogo contra a Udinese”, completou.
É bem possível que Ronaldinho volte a ter uma chance contra a equipe de Udine, quarta-feira.
Mas “Milan sem Ronaldinho, Milan vincente [vencedor]” é uma frase que começa a ser repetida à exaustão na imprensa italiana. Talvez seja exagero, mas o fato é que o Milan já havia vencido o Olympique de Marselha, na França, pela Liga dos Campeões, com Ronaldinho no banco. E com Inzaghi, que entrou em seu lugar, fazendo os dois gols dos 2 x 1.
Hoje, Ronaldinho recebe, líquidos, 7,5 milhões de euros por ano do Milan. Para pagar os 7,5, o clube gasta mais de 10 milhões. Trata-se do contrato mais caro da equipe — Pirlo, que é o segundo, recebe 5 milhões — e cuja validade vai até 2012.
Daí a ideia que, segundo o Domenica Sportiva, teria ganhado força no clube: abrir mão da cláusula de rescisão, pagar alguma coisa a mais para o brasileiro e liberá-lo para ficar mais rico no futebol árabe ou, quem sabe, brigar por uma vaga para jogar a Copa de 2010 atuando em um time brasileiro.
Hoje, provavelmente, só mesmo os italianos pensam em Ronaldinho na seleção brasileira…
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores, milan
Tags: contrato, corte de custos, leonardo, ronaldinho, ronaldinho gaúcho
16/09/2009 - 11:15

Time celebra com Cannavaro, após belo passe para gol da Juve: machucado, ele saiu de campo aplaudido
Foi decepcionante a estreia da Juventus na Liga, na mesma medida em que foi suspreendente o começo do Milan.
Em que pese o gol impedido do Bordeaux, a Juve não mereceu vencer. Foi inferior em todo o primeiro tempo e em boa parte do segundo. Diego fez muita falta, embora Giovinco até tenha criado algumas boas jogadas. Pior, como disse o Pedro nos comentários abaixo, foi (de novo) a atuação do Tiago, na vaga de Camoranesi: marcou pouco e criou menos ainda.
Destaques positivos foram dois: primeiro, a confirmação da ótima fase de Buffon, que já tinha ficado clara na seleção italiana. Depois, a volta por cima de Cannavaro, que deu o belo passe para o gol de Iaquinta (lembrou suas grandes atuações na Copa de 2006) e foi aplaudidíssimo pela torcida (aquela mesma que o vaiou em sua chegada) ao deixar o campo machucado.
Aliás, quando uma zaga em geral formada por Cannavaro e Chiellini passa a ter Zebina e Legrotaglie, as chances de o time sofrer um gol crescem aproximadamente 486%….
No outro confronto entre italianos e franceses, o Milan venceu o Olympique mesmo tendo feito pouco, muito pouco, na segunda etapa.
E é triste, mas a ausência de Ronaldinho Gaúcho foi determinante para a vitória. Afinal, o brasileiro deixou o time titular para a entrada de Inzaghi, que jogou ao lado de Pato no ataque. Inzaghi, como se sabe, marcou os dois gols da vitória por 2 x 1. Como se não bastasse, Seedorf, que atuou justamente na posição do campo em que Ronaldinho vinha atuando, criou as duas jogadas dos gols milanistas e foi o melhor em campo.
Diante disso, convenhamos, a expectativa de Ronaldinho “se consolidar” na reserva milanista é enorme.
Hoje
É claro que a partida entre Inter e Barça é de longe a mais aguardada dessa primeira fase da Liga. Mas, pensando em classificação, o jogo da Fiorentina, fora de casa contra seu provável “adversário direto” pela segunda vaga do grupo — o Lyon —, é provavelmente o mais importante dos italianos nessa primeira rodada.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): liga dos campeões, milan
Tags: buffon, cannavaro, inzaghi, ronaldinho, seedorf
17/08/2009 - 19:11

Pato vibra após gol contra a Juve: ele jogar um pouco mais do que no ano passado é uma das muitas condições pra esse Milan (que não é ruim como dizem) dar liga
Eu estava para escrever há algum tempo. Para não parecer oportunista, não queria fazê-lo justamente depois de o Milan ganhar, enfim, alguma coisa. Ainda que esta “coisa” seja o troféu Luigi Berlusconi, e nos pênaltis (clique aqui para ver como foi o triunfo sobre a Juve). Bom… mesmo parecendo oportunista, direi: há um baita exagero sobre o que se fala em relação às deficiências desse time.
É óbvio que hoje a Inter é o melhor time da Itália. Também é evidente que, ao lado da Juventus, a equipe nerazzura foi a que melhor contratou. E que isso faz de Inter e Juve, sem dúvida e para mim nesta ordem, os favoritos à conquista do Campeonato Italiano 2009-2010.
Mas daí a dizer que esse time do Milan é “muito fraco”, como tanta gente tem dito, vai um longo caminho.
Até é possível entender como e por que nasceram críticas tão contundentes. Recapitulemos:
Primeiro o Milan vende Kaká, seu melhor jogador, e por isso começa a temporada cercado de compreensíveis protestos da torcida. Ao contrário da Inter, que “trocou” Ibrahimovic por Eto’o, o time demora para trazer um reforço de peso e, quando o faz, anuncia Huntelaar — que, convenhamos, não empolga. Em meio a esse clima, e talvez esteja aí o motivo das críticas terem crescido tanto nas últimas semanas, o Milan coleciona uma sequência de 10 amistosos sem vitória (incluo na lista o jogo de hoje).
É evidente que as chances de o Milan vencer o próximo Italiano são menores das de Inter e Juventus. É evidente que a perda de Kaká, chegasse quem chegasse, seria muito sentida. Só não é evidente, para mim, que essa batelada de amistosos signifique alguma coisa (são tantos os exemplos de pré-temporadas passadas…). Assim como não é evidente que esse time do Milan é “muito fraco”, como já ouvi tanto, especialmente na imprensa brasileira.
Vale uma olhada na provável escalação titular da equipe de Leonardo:
Abbiati (Dida), Zambrotta, Thiago Silva, Nesta e Jankulovski; Gattuso, Pirlo e Flamini (Ambrosini); Pato, Huntelaar e Ronaldinho.
O amigo há de concordar, não é um time tão ruim assim (os goleiros, vá lá…). Pode-se criticar a idade dos laterais, mas, em termos de qualidade, é uma dupla superior, por exemplo, à da Juventus (Zebina e Molinaro). Na zaga, a dupla Thiago Silva e Nesta não deve nada a nenhuma outra da Itália (Mexes e Juan, talvez?). O meio-campo, que além dos três escalados (dois campeões do mundo) ainda conta com opções como Seedorf, Ambrosini e o promissor Abate, também não parece “muito ruim”. E no ataque, se o desempenho do trio ainda é uma incógnita (ao contrário do de Inzaghi, o grosso que sempre satisfaz), não há tantas dúvidas sobre sua qualidade técnica.
Esse Milan precisa dar liga. Precisa que o bom Thiago Silva dê certo e que Nesta esteja realmente recuperado de suas infinitas lesões (deu esperanças de estar). Precisa que seus veteranos, que ainda não são poucos, tenham condições de jogar toda uma temporada. Precisa que Pato faça só um pouco mais do que mostrou ser capaz de fazer na temporada passada. E que Ronaldinho jogue mais ou menos a metade do que já mostrou saber jogar.
Precisa de muita coisa, é verdade. Mas não é um time, pela qualidade dos jogadores que tem, que pode ser descartado de antemão, pelo menos no futebol italiano (e na Europa a vida é dura para todos os italianos).
O Milan só não é favorito. O que, por se tratar do Milan e do seu histórico — o clube mais vencedor dos últimos 20 anos no planeta —, acaba fazendo todo esse barulho. E virando, para alguns, um time “muito ruim”.
PS: A vibração do Adriano Galliani e a expressão do Leonardo depois de Thiago Silva converter o pênalti decisivo contra a Juve mostraram que, para o Milan, o torneio de hoje era menos “amistoso” que para a Juve.
PS2: O Italiano está mesmo em baixa. Na enquete que está na home do iG Esporte, 45% dos internautas preferem o Espanhol; 35%, o Inglês; e apenas 18% optam pelo Italiano como “o preferido”. Dá pra entender…
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, campeonato italiano, milan
Tags: adriano galliani, críticas ao milan, leonardo, nesta, pato, ronaldinho, thiago silva
07/08/2009 - 12:20
Coluna desta sexta-feira no jornal Placar:

Cadê a notícia?
Num dia de folga, Ronaldinho Gaúcho foi a uma boate em Barcelona e voltou para casa de manhã. Não havia treino algum programado para aquele dia, e o próximo jogo importante do Milan acontece no fim deste mês. Ainda assim, o fato virou notícia.
Certos veículos espanhóis não se limitaram a informar e chamaram Ronaldinho de “incorrigível boa-vida”. Talvez as pisadas na bola de Adriano (estas relevantes, porque às vésperas de treinos) tenham confundido a imprensa européia. Mais provável, porém, é que a tentação da audiência fácil tenha levado certos veículos a fazer estardalhaço com o caso.
Mas até aí, parece, quebraram a cara. Por curiosidade, chequei o que diziam os comentários da notícia reproduzida no site do jornal La Gazzetta dello Sport. Mais de 80% das mensagens iam nesta linha: “Ele é um milionário de 29 anos, não um monge”; “O que me interessa se sai nas folgas?”; “Ele é um prisioneiro?”; “Ronaldinho não é militar”; “Vocês querem que ele saia aos 70 anos e ganhando aposentadoria?”.
O Milan, ao qual Ronaldinho prometeu “se comportar” para dar a volta por cima, não deu bola. Até porque, diante das dificuldades para se reforçar, depois das boas compras feitas por Juventus e Inter e à luz dos pífios amistosos que fez, o fato de um jogador ter ido a uma boate num dia de folga é o menor dos seus problemas.
Mãozinha pra 2010
O Liverpool comprou, por 20 milhões de euros, o ótimo volante Aquilani, ex-Roma. Um dos melhores meio-campistas da Itália, ele jogava pouco no país por estar sempre machucado. Se os ingleses tiverem mais competência médica e o ‘consertarem’, darão uma bela ajuda para a Itália no próximo Mundial.
Tá preparado?
O rival não era lá essas coisas, mas nos dois jogos pela Liga Europa, contra o Gent-BEL, Totti marcou 4 gols pela Roma. Bem antes das partidas, ele se dizia feliz porque, pela primeira vez em anos, havia feito a pré-temporada com o time. As boas atuações serão só coincidência? Os romanistas esperam que não.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, copa da uefa, jogadores
Tags: aquilani, jornal placar, liverpool, ronaldinho, seleção italiana, totti
05/08/2009 - 16:06

* E chovem críticas a Ronaldinho Gaúcho porque o jogador foi visto numa badalada boate de Barcelona durante seus dias de folga. É, eu disse durante os dias de folga; sem jogos do Milan à vista. Portanto, ainda que Ronaldinho tenha dito para Berlusconi que “iria se comportar”, parece um exagero a reação da imprensa (espanhola principalmente). Se o meia tivesse ficado em casa enchendo a cara, fumando e jogando pôquer seria melhor? Não. Agora, que Ronaldinho pede pra ser criticado, isso pede…
* O Real Madrid fechou a contratação de Xabi Alonso por 28 milhões de euros. E aí o Liverpool não leva nem um dia para tirar Aquilani da Roma. Pro time da capital italiana não vai fazer muita diferença mesmo: Aquilani, sempre machucado, não conseguia jogar três partidas seguidas na Itália. Agora resta ver se o bom meio-campista, longe do departamento médico da Roma, voltará a conseguir jogar. Se o fizer, pode complicar o DM da Roma. Mas seria uma solução para a seleção italiana.
* José Mourinho, em entrevista à Gazzetta dello Sport, disse que o time tem uns 15% de chances de levar a Liga dos Campeões da Europa. Matemática pura, explica: “são 7 ou 8 candidatos ao título, então nossas chances são essas”. Embora eu até ache que a Inter melhorou (apesar da saída de Ibrahimovic), essa matemática não faz sentido quando, no fim da mesma entrevista, ele diz que as chances na última Liga eram de 0%.
* Mario Gomez, Miroslav Klose e Ivica Olic, atacantes do Bayern, são bem melhores que Luca Toni. Foi o que disse um jornalista alemão do Bild, segundo o qual, por não aguentar esse veredito, o italiano não tardará a procurar o médico do clube e inventar lesões como, por exemplo, “um osso quebrado na língua”. E aí? Que tal a fase do Toni na Alemanha?
* Brinde: o goleiro Rubinho, ex-Corinthians, trocou o Genoa pelo Palermo e agora diz que acredita na conquista do scudetto. Sei não, mas tô achando que ele deve estar confundindo seu novo clube com algum outro…
PS: Quem quiser começar a se informar sobre os times do próximo Italiano pode ficar ligado no guia que o site da Trivela prepara sobre o tema. O Guia vem em partes, por isso ainda faltam infos de alguns clubes. Mas a assinatura do onipresente Leonardo Bertozzi é garantia de informações precisas.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, milan, roma
Tags: aquilani, genoa, luca toni, mourinho, palermo, ronaldinho, rubinho
13/07/2009 - 18:12
Coluna (ou não) desta terça no Jornal Placar:

Kerlon tem só 21 anos. Somando os Brasileiros que jogou pelo Cruzeiro, não fez nem 20 partidas. Sua grande conquista foi o Sul-Americano sub-17 de 2005 — do qual foi artilheiro e eleito melhor jogador. Na última temporada, atuou pela primeira vez por um clube europeu: fez quatro jogos, todos saindo do banco, pelo Chievo. Também na Itália, chamam-no de Foquinha, apelido que ganhou em Minas pela capacidade de levar a bola adiante com a cabeça.
Ronaldinho tem oito anos a mais. No currículo, uma Copa do Mundo, dois Espanhóis, uma Liga dos Campeões e dois prêmios de “melhor do mundo” da Fifa. Alguns detratores chamam-no de “foca amestrada”, uma alusão aos lances plásticos mas pouco produtivos que insiste em exibir em alguns jogos.
Kerlon, apesar das seguidas seguidas lesões que vêm atrapalhando sua carreira, terá no próximo Italiano a oportunidade da sua vida: na semana passada, assinou contrato com a poderosa Inter de Milão até 2012.
Ronaldinho, no rival Milan, terá talvez a última chance de recomeçar em um dos gigantes do futebol europeu. E de provar que ainda tem condições de ir à Copa.
Os momentos são absolutamente diferentes, mas tanto Kerlon como Ronaldinho poderão, no Italiano, viver marcos positivos de suas carreiras. Para isso, porém, precisarão ser bem mais que foquinhas.
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O Milan diz que só cogita contratar um atacante: Luis Fabiano. O procurador do atacante afirma que até existem outras propostas para o Sevilla, mas garante que o brasileiro só quer um time: o Milan. Conseguirão os espanhois resistir e impedir essa linda história de amor à primeira sondagem?
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José Mourinho disse que sonhava com outra Inter, que o time não está entre os maiores da Europa e que ele não é Harry Potter para ganhar a Liga dos Campeões. Eu concordaria com o técnico, se ele não achasse que as chegadas de Deco e Ricardo Carvalho é que deixariam a Inter entre os maiores.
DICA: Pra quem quer ficar ligado nos torneios amistosos dos principais times europeus, vale muito a pena conferir o Guia da pré-temporada da revista Trivela: aqui.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, jogadores, mercado, milan
Tags: kerlon, luis fabiano, mourinho, ronaldinho
12/05/2009 - 13:10
Vamos à coluninha de hoje (em versão estendida) do Jornal Placar.

O Brasil que dá errado
Semana passada, já em clima de fase final de campeonato (decidido), usamos este espaço para eleger os 10 principais brasileiros do Italiano. Como o panorama não mudou, faremos agora o inverso, escolhendo os 10 que, de um jeito ou de outro, deixaram seus torcedores a ver navios. Vamos a eles:
1) Adriano (Inter):
Como a paciência do clube parecia infinita, ele mesmo tratou de pedir o boné, consolidando a queda definitiva de seu “império” em Milão;
2) Ronaldinho (Milan):
No início, até lembrou o velho jogador do Barcelona. Rapidinho, porém,voltou a ser o Ronaldinho da seleção. Temporada decepcionante, tanto que sua saída já é cogitada;
3) Mancini (Inter):
No início da temporada, era para ser um dos principais reforços do time de José Mourinho. Virou um reserva pouco prestigiado;
4) Emerson (Milan):
Em sua segunda temporada pelo time de Milão, apesar da lesão de Gattuso, atuou apenas em mais 12 joguinhos (a maioria entrando do banco) e anunciou seu adeus. Não deixará saudades;
5) Doni (Roma):
Na temporada passada foi um dos destaques do torneio, chegando a ser convocado para a seleção. Neste ano, falhou bem mais e passou a ser um goleiro discutido para o próximo Italiano;
6) Kerlon (Chievo):
Mais uma vez, sofreu com lesões. Mas para quem esperava muitos malabarismos…. Foram só três jogos do Foquinha no Italiano, todos saindo do banco;
7) Coelho (Bologna):
No início do ano, o lateral-direito disse “não” ao Palmeiras porque se diz feliz na Itália. Mas jogos como titular pelo ameaçado time de Bolonha foram só dois;
8) César (Bologna):
Está definitivamente em decadência. Lembrou muito mais os recentes tempos de Internazionale do que os bons momentos de destaque na Lazio;
9) Cicinho (Roma):
Para quem chegou com status de superstar, recebido por centenas de torcedores no aeroporto do Roma, deixou a desejar (e ainda criou algumas confusões);
10) Dida (Milan):
Quando Abbiati se machucou, viu uma pequena chance de voltar a ser titular da equipe. Mas… logo voltou ao banco, de Kalac, que foi o primeiro titular do ano e também havia deixado a posição por causa de lesão.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores
Tags: adriano, césar, cicinho, coelho, dida, doni, emerson, jornal placar, kerlon, mancini, ronaldinho
16/02/2009 - 10:58

Adriano marcou de mão, mas nem só por isso o resultado do clássico milanês foi injusto
Você acha normal alguém responder à pergunta “o resultado foi justo?” com um “bom, como o time tal soube aproveitar as poucas chances que teve e foi mais competente nas finalizações, acho que sim”? Se acha, pode parar por aqui, nem leia este post.
Sempre me perguntei quando é que um resultado é injusto para alguém que analisa assim a tal da “justiça do resultado”. Só quando o juiz prejudica o time perdedor, imagino.
Pois bem: neste domingo, o juizão prejudicou bastante o Milan, validando (mais) um gol de mão de Adriano quando os rubro-negros eram bem melhores e mais perigosos no campo com mando da rival Inter, ainda no primeiro tempo.
Mas nem só por isso o derby milanês pode ser apontado como um exemplo de injustiça (e aqui façamos justiça à injustiça: é muito por causa dela que gostamos tanto de futebol).
No primeiro tempo, praticamente foi só o Milan a buscar o gol com jogadas trabalhadas e pressão constante. Resultado parcial, 2 x 0 Inter, com um gol de mão. No segundo tempo, os milanistas foram, de novo, melhores. Deram mais chances à Inter, claro, até porque tiveram que ir com mais sede ao ataque.
O Milan só não empatou porque Júlio César novamente esteve ótimo (justiça, ops, seja feita, Abbiati também foi muito bem em um contra-ataque de Adriano). E porque o trio de arbitragem, corretamente, não quis compensar o erro da primeira etapa fazendo vistas grossas ao impedimento de Inzaghi no golaço marcado após o lançamento de Pato, que marcara havia pouco o gol milanês.
Foi um grande jogo. E uma grande injustiça.
Injustiça que cresce ainda mais se levarmos em conta a atuação de Ronaldinho. Ao contrário do jogo do Brasil, quando o Gaúcho fez umas duas firulas ineficientes e pouco mais (mas saiu vitorioso), contra a Inter ele foi preciso e objetivo: acertou pelo menos seis ótimos passes que poderiam resultar em gols – mas só um terminou nas redes.
E Adriano? Ele foi, de certa forma, um dos protagonistas do jogo. Mas deve receber outra suspensão por ter enganado a arbitragem. Nem estou certo que, dessa vez, ele tenha tido a intenção de colocar a mão na bola. Sua opção, portanto, teria sido a de dizer ao árbitro que havia feito o gol de irregularmente. Seria pedir demais, não? Eu não sei. E assim, pelo menos nesse caso, não vou julgar se a possível (e provável) suspensão será justa ou não.
Afinal, não sou juiz, e hoje praticamente só falei de justiça.
PS: Só consegui ver o clássico da rodada do Italiano. Alguém pode me dizer o que houve com a Roma? Se Amauri jogou bem além de marcar no empate da Juve? E como o Genoa conseguiu deixar um 3 x 0, em casa, virar 3 x 3?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter, milan
Tags: adriano, arbitragem, derby, injustiça, ronaldinho
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