13/11/2009 - 10:26

Ronaldinho no Milan: críticas e elogios, para ele, são sempre mais intensas
Há certa generosidade no ar com Ronaldinho Gaúcho. Um ou dois bons passes durante um jogo já viram “Dinho show” em título do jornal La Gazzetta dello Sport. A mesma torcida que há pouco mais de um mês vaiava o brasileiro durante empate por 0 x 0 com o Bari agora aposta no ex-melhor-do-mundo como trunfo para “conseguir algo” na temporada. E, claro, até o presidente Lula deu seu pitaco, ao afirmar que Ronaldinho pode ser a “arma letal” da seleção brasileira na África do Sul.
Ronaldinho, é evidente, está longe dos tempos em que dava show. Assim como ainda não é o trunfo do Milan ou, principalmente, “arma letal” para Dunga na Copa do Mundo. É compreensível, porém, que torcedores, colegas, dirigentes e até parte da imprensa se empolguem com o mínimo indício de retorno do velho Gaúcho. Todos os que gostam de futebol torcem para voltar a vê-lo fazer o que fazia nos tempos de Barcelona. E transformam essa torcida numa espécie de aposta.
A torcida geral, no fim, pode ajudá-lo. Porque se Ronaldinho queixava-se das duras críticas que recebia por seu desinteresse pela bola, a atual generosidade para com seu atual futebol, ainda mediano, deve fazê-lo ver que as críticas eram reflexo do inconformismo de quem ama futebol.
Mas que as velhas críticas ao Gaúcho não se virem para Dunga. Porque ele não tem (ainda?) motivos para convocar Ronaldinho.
Testes e descartes
Marcelo Lippi resolveu testar dois novos meio-campistas, o ótimo Candreva (Livorno) e Biondini (Cagliari), nos jogos contra Holanda e Suécia. Para o ataque, em vez de fazer testes, voltou a chamar Pazzini, da Sampdoria. Assim, ficaram pequenas as chances de o ítalo-brasileiro Amauri jogar a Copa 2010.
Lesões eternas
O zagueiro Nesta, enfim, voltou a jogar com frequência no Milan. Mas o futebol italiano continua a sofrer com as eternas lesões e lentas recuperações de seus grandes jogadores: Totti, da Roma, e Del Piero, da Juventus, são os dois melhores exemplos — o segundo tem apenas um jogo na temporada.
* Coluna publicada nesta sexta-feira, 13/12, no Jornal Placar
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): imprensa, jogadores, milan
Tags: críticas, elogios, ronaldinho gaúcho
21/09/2009 - 11:30
A hipótese surgiu ontem, no Domenica Sportiva, o mais importante programa de esportes da TV italiana: Ronaldinho Gaúcho poderia ser liberado pelo Milan no fim deste ano, na janela de mercado que ocorre em janeiro. Uma janela, na Itália, conhecida como “de ajustes”.
O ajuste do Milan, neste caso, ocorreria em sua folha de pagamento. Como se sabe, desde o início da crise econômica, o clube do primeiro ministro Silvio Berlusconi tem se esforçado para conter custos — a dolorosa (mas rentável) venda de Kaká para o Real Madrid foi o principal dos esforços.
O raciocínio dos dirigentes milanistas seria o de que não faz sentido continuar pagando o maior salário do clube para um jogador que nem titular é. E que, hoje, não tem grandes perspectivas de vir a ser.
Ontem, contra o Bologna, Ronaldinho não jogou por causa de uma suposta gripe. E Seedorf, que novamente atuou na função em que o brasileiro vinha atuando, resolveu o jogo com o gol do 1 x 0, no segundo tempo.
Nas tribunas, Ronaldinho apareceu. Curado, sorridente como sempre, de gorrinho preto e óculos escuros.
“Não concordo com quem diz que a gripe foi inventada. Não temos problemas com o Ronaldinho. Quinta-feira ele estava com febre, assim como o Zambrotta, que também não jogou. O Ronaldinho ficou parado por dois dias e por isso preferimos deixar que ele descansasse”, disse o técnico Leonardo. “Não tem nada além disso: ele volta a treinar e ficará à disposição para o jogo contra a Udinese”, completou.
É bem possível que Ronaldinho volte a ter uma chance contra a equipe de Udine, quarta-feira.
Mas “Milan sem Ronaldinho, Milan vincente [vencedor]” é uma frase que começa a ser repetida à exaustão na imprensa italiana. Talvez seja exagero, mas o fato é que o Milan já havia vencido o Olympique de Marselha, na França, pela Liga dos Campeões, com Ronaldinho no banco. E com Inzaghi, que entrou em seu lugar, fazendo os dois gols dos 2 x 1.
Hoje, Ronaldinho recebe, líquidos, 7,5 milhões de euros por ano do Milan. Para pagar os 7,5, o clube gasta mais de 10 milhões. Trata-se do contrato mais caro da equipe — Pirlo, que é o segundo, recebe 5 milhões — e cuja validade vai até 2012.
Daí a ideia que, segundo o Domenica Sportiva, teria ganhado força no clube: abrir mão da cláusula de rescisão, pagar alguma coisa a mais para o brasileiro e liberá-lo para ficar mais rico no futebol árabe ou, quem sabe, brigar por uma vaga para jogar a Copa de 2010 atuando em um time brasileiro.
Hoje, provavelmente, só mesmo os italianos pensam em Ronaldinho na seleção brasileira…
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): jogadores, milan
Tags: contrato, corte de custos, leonardo, ronaldinho, ronaldinho gaúcho
18/09/2009 - 11:19
Coluna desta sexta no jornal Placar.

O preço da ‘onesta’
De volta a Milão para enfrentar a Inter, time do qual foi o astro na conquista dos últimos Italianos, o atacante Zlatan Ibrahimovic, agora no Barcelona, foi vaiado por seus antigos fãs. Não foi uma surpresa. Mesmo quando ainda vestia a camisa da Inter, já campeão, o sueco havia recebido apupos por parte de sua torcida, irritada com as constantes declarações de que queria sair para jogar na Espanha.
Kaká, hoje no Real Madrid, também voltará ao estádio San Siro, onde brilhou com a camisa do Milan — as duas equipes se enfrentarão ali no dia 3/11. Sobre a reação dos milanistas para com o antigo ídolo, não há dúvidas: ouviremos aplausos e veremos faixas externando “saudade”, nossa palavra que os italianos mais apreciam. Críticas, quase certas, só para Berlusconi, por ter vendido o brasileiro.
A principal diferença nas histórias de Ibra e Kaká está nos discursos. Na prática, ambos deixaram as equipes onde reinavam para brilhar e/ou ganhar mais na Espanha — embora a Inter estivesse mais disposta a segurar o sueco do que o Milan a permanecer com o brasileiro. Mas Ibra assumiu seu desejo de sair. E Kaká disse que partia triste, por necessidade.
Não à toa, na última quarta, entre a minoria de torcedores da Inter que não vaiou Ibrahimovic, uma faixa se destacava: “Ibra, melhor sua ‘onesta’ que o jogo de cena do Kaká!”.
Ausência decisiva
Ronaldinho Gaúcho estar fora do time titular do Milan foi determinante para a vitória sobre o Olympique de Marselha pela Liga dos Campeões. Inzaghi, que ganhou um lugar na equipe graças à saída do brasileiro, marcou os dois gols. E Seedorf, que jogou na função em que Ronaldinho vinha tentando jogar, foi o melhor em campo.
Ausência sentida
Diego Armando Maradona Júnior, o filho italiano de Maradona, conquistou o scudetto de futebol de areia com o US Boys Caivanese. E se lamentou: “Todos da minha família argentina ligaram para me cumprimentar. Todos, menos meu pai. De agora em diante, também não vou mais procurá-lo”, disse o garoto, que tem 22 anos.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): inter, jogadores, milan
Tags: diego armando maradona jr., ibrahimovic, kaká, maradona, ronaldinho gaúcho
14/09/2009 - 11:14
As breves linhas por jogo, sem perda de tempo:
Lazio 0 x 2 Juventus
Jogo mais fraco do que se esperava e resultado achado pela Juve, com um gol do lateral-direito estreante Cáceres abrindo o placar. Grosso também estreou na outra lateral, a esquerda, e ambos mostraram que devem ser os titulares do time. Diego voltou a se machucar, ficará 15 dias fora e agora só nos resta torcer que isso não vire uma rotina — conhecemos os departamentos médicos dos clubes italianos… Contra o Bordeaux, pela Liga, Del Piero também não terá condições de atuar. Giovinco deve ser titular e, pelo que mostrou contra a Lazio (que, aliás, teve um gol mal anulado quando o jogo estava 0 x 0), pode ser bem útil.
Livorno 0 x 0 Milan
O goleiro Storari, do Milan, talvez tenha sido o melhor em campo na equipe de Leonardo — e isso quer dizer muito. O time melhorou quando Pirlo entrou no lugar de Ronaldinho Gaúcho, com a função de armar as jogadas (a exemplo do que fez bem na seleção italiana; leia coluna no post de baixo). Uma bola no travessão em cobrança de falta de Pirlo foi o que de mais perigoso aconteceu no jogo. De mais curioso, houve o nome escrito errado na camisa do melhor jogador do Livorno: Candreva, rebatizado de “Cadreva” em seu equivocado uniforme.
Inter 2 x 0 Parma
Eto’o fez como Ibrahimovic: quando a Inter tinha sérias dificuldades de chegar ao gol adversário, resolveu. Achou um golaço de fora da área para abrir o placar, que mais tarde seria amplicado com o argentino Milito, após ótimo cruzamento de Balotelli. Vale registrar a ‘dunganização’ de Maicon: depois de um período de convivência com o técnico da seleção, o lateral, no melhor estilo do chefe, irritou-se com um princípio de vaias para Milito — após passe errado do argentino — e não perdoou a torcida: virou-se em direção aos torcedores e, irritadíssimo, bradou em português bem claro: “Não vaia, não! Bate palma pro cara, c…! Vai tomar no c…!” A imagem, por sorte sem tradução, ganhou destaque nos programas de TV do domingo à noite.
Eis o gol de Eto’o (além de seu nome, entendi a palavra ‘calcio’ na narração):
E aqui, o chilique de Maicon:
Siena 1 x 2 Roma
Apesar de sua incompreensível (e covarde) escalação logo na estréia, o técnico Claudio Ranieri conseguiu deixar Siena com uma injusta vitória de virada. O resultado (e o melhor jogo), porém, só veio depois que o treinador colocou em campo Vucinic, para fazer companhia a um até então isolado Totti no ataque, e Riise, para dar mais força ofensiva pela esquerda, onde inicialmente havia escalado o zagueiro Burdisso. De Rossi, que chorou e foi muito abraçado pelos colegas depois do apito final, mostrou bem como estão os nervos dos jogadores romanistas. Vale registro o golaço de Maccarone para o Siena, depois do baile sobre Mexès.
Atalanta 0 x 1 Sampdoria
Vão anotando. Cassano, de novo, criou praticamente todas as jogadas do time de Gênova. Incluindo o lance do gol, em que driblou dois adversários (um deles com um toque por baixo das pernas) e chamou a marcação de nada menos que cinco (!) adversários antes de tocar para Mannini marcar, no segundo tempo, quando a Samp já tinha um jogador a menos em campo — Tissone foi expulso. O empate, contudo, só não veio porque a trave, por duas vezes, ajudou a equipe genovesa.
Palermo 1 x 1 Bari
Após longo tempo longe do time, afastado por lesão, Budan voltou a marcar, nos acréscimos, garantindo o (mau) empate pros donos da casa. Antes, Miccoli já tinha criado uma série de chances para a equipe de Zenga empatar, mas sem conseguir superar o goleiro belga Gillet.
Bologna 0 x 2 Chievo
No jogo que parecia ser uma espécie de “decisão antecipada contra o rebaixamento”, os visitantes levaram a melhor com justiça. Dominaram praticamente todo o jogo, com exceção dos minutos finais. Di Vaio, estrela do Bologna, jogou, mas ainda não está em forma. E outra opção de gols era Zalayeta….
Udinese 4 x 2 Catania
Di Natale, para mim o segundo melhor atacante italiano do momento, marcou 3 gols (um deles num pênalti inexistente) e chegou a 6 na liderança isolada da artilharia do Campeonato Italiano. O golaço do dia, contudo, foi justamente o outro da Udinese, marcado por Floro Flores.
Fiorentina 1 x 0 Cagliari
Não sei exatamente o que isso indica, mas a Fiorentina não poupou ninguém visando o jogo de quarta-feira, contra o Lyon, pela Liga dos Campeões. E foi justamente por não ter poupado seu principal jogador, Gilardino, que o time de Florença chegou à vitória em um estádio apenas parcialmente tomado (coisa rara na cidade): o atacante marcou o gol da vitória, após (outra) bela jogada de Vargas pela esquerda. O presidente Della Valle, especula-se que temendo críticas da torcida florentina, não deu as caras no Artemio Franchi.
Genoa 4 x 1 Napoli
Apesar da arbitragem contestada, a briga entre dois dos candidatos a vaga na Liga dos Campeões foi o melhor jogo da rodada — e o placar, é preciso dizer, foi exagerado pelo primeiro tempo que fez o Napoli. As novidades do time de Gênova para a temporada continuam mandando bem: depois de Moretti e Zapater, agora foi a vez de Palacio, ex-Boca Juniors, fazer boa partida ao lado de Crespo, que marcou seu primeiro gol pelo time. Kharja, outra novidade, entrou e também marcou o seu, de pênalti. Mas o golaço do dia foi de Mesto. Hoje, este Genoa pode ser apontado como um favorito para chegar à Liga de 2010-11.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, inter, juventus, milan, roma, vídeos
Tags: budan, cáceres, cassano, crespo, de rossi, della valle, di natale, di vaio, Diego, eto'o, gilardino, gillet, giovinco, grosso, kharja, maicon, mesto, miccoli, palacio, pirlo, ranieri, ronaldinho gaúcho, storari
31/07/2009 - 19:41

Ô, o lixo da Sky voltou! E eu consegui ver Juventus 2 x 1 Real Madrid, pela Copa da Paz.
Antes, rapidamente, quero dar uma passadinha no que a Gazzetta dello Sport destacou nessa sexta:
* Destacou, do amistoso Inter 1 x 0 Monaco, que a dupla Milito + Eto’o promete. Ambos jogaram um só tempo juntos, gol do argentino. “Você vão ver, será um belo entrosamento com o Principe”, disse o Eto’o. Pode até ser, mas, pelo que a gente conhece do camaronês, é bom o Milito não começar a brilhar muito mais…
* Destacou, depois de Milan 1 x 1 Boca Juniors (derrota italiana nos pênaltis), as ótimas antecipações do Thiago Silva, melhor do time de acordo com o jornal. Disse que Ronaldinho até foi bem, nota 6,5. E que Pato foi só desilusão, errando tudo, inclusive o pênalti decisivo.
* Destacou, com a manchete “c’è sempre Totti. E la Roma rimonta”, a virada da Roma por 3 x 1, sobre o Gent, pela Liga Europa (enfim, um campeonato!). O capitão foi o melhor do time, nota 7,5. Será um indício do trabalho de pré-temporada que, enfim, Totti conseguiu fazer como o resto do elenco? A conferir.
Sobre o amistoso entre Juventus e Real devo dizer, antes de tudo, que não aguento mais esses amistosos e não vejo a hora dos campeonatos de verdade começarem. Que é engraçado ver justamente o Cannavaro fazendo gol contra seu ex-time, onde não jogou nem metade daquilo que jogara no Mundial de 2006. Que a Juventus ganhar do Real Madrid, convenhamos, não é nenhuma novidade. Que dá gosto pensar que o Giovinco está prestes a estourar. Que a falta absolutamente estúpida do Grygera em cima do Cristiano Ronaldo poderia ter dado ao amistoso uma importância que ele jamais teria (por sorte, não deu). Que foi uma pena o Diego, machucado, não participar da partida para que nós, da previsível imprensa, pudéssemos anunciar o resultado do “duelo” entre o brasileiro e o português.
E agora chega. Já são mais linhas do que um amistoso, ainda que entre Juve e Real, merece.
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, inter, juventus, milan, roma
Tags: amistosos inúteis, cannavaro, cristiano ronaldo, giovinco, grygera, Juventus x Real Madrid, ronaldinho gaúcho, thiago silva, totti
06/04/2009 - 11:19
Daqui a pouco falamos da rodada do Italiano, olhando para a provável falta de emoção que vem pela frente. A Inter ficou ainda mais perto do título; e o Genoa, graças a um gol de Thiago Motta, mais perto da Liga dos Campeões.
A única surpresa da rodada, convenhamos, é Ronaldinho Gaúcho sair do banco de reservas do Milan para garantir a vitória sobre o Lecce, já nos acréscimos da partida disputada no San Siro. Ser herói, ultimamente, tem muito mais a ver com Thiago Motta do que com Ronaldinho Gaúcho.
Falo de Ronaldinho só para relatar o que Carlo Ancelotti, após a partida, respondeu aos jornalistas do programa La Domenica Sportiva que lhe perguntaram sobre a decisão de Dunga ter escalado Ronaldinho Gaúcho como titular contra o Equador — e não ter dado uma chance similar para Pato, o melhor atacante do Milan nesta temporada.
Pouco depois de reiterar a idéia de que Pato, hoje, tem mais condições de jogo do que Ronaldinho, Ancelotti lembrou-se dos tempos em que jogava contra Dunga pelo Italiano:
“É preciso tomar cuidado na hora de falar do Dunga, porque se ele nos escuta corremos o risco de nos machucar”.
Lhe disseram, então, que Dunga havia reclamado do fato de Ronaldinho não jogar no Milan, o que prejudicaria as condições do brasileiro no serviço à seleção brasileira.
A resposta de Ancelotti: “Esses são lugares comuns. O Ronaldinho está aqui, eu o vejo todos os dias. E o Milan tem grandes jogadores, infelizmente eu não posso fazer todo mundo jogar”.
Veio então a brilhante intervenção do comentarista/humorista/milanistas Teo Teocoli:
“Pera lá! A gente já fica treinando o Beckham para jogar com a Inglaterra. Não dá pra ficar treinando também o Ronaldinho para o Brasil. O Milan não é centro de treinamento de seleções, né?”
Ancelotti sorriu. E se despediu.
Para encerrar: se Ronaldinho não joga como titular no Milan, Dunga que nos perdoe, mas a culpa não é culpa de Ancelotti. É?
Autor: Gian Oddi - Categoria(s): campeonato italiano, milan
Tags: carlo ancelotti, dunga, pato, ronaldinho gaúcho, seleção brasileira
Voltar ao topo