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16/09/2008 - 15:38

Itália x França, capítulo ene


Afinal, fazia algum tempo que essa foto não aparecia por aqui…

A rivalidade entre França e Itália, na Europa, começa a ficar (se já não ficou) bem parecida com a que existe por aqui entre brasileiros e argentinos. Vamos recapitular:

Tudo começou com a vitória da França sobre a Itália na prorrogação por por morte súbita, na final da Eurocopa de 2000. Era só o começo…

Seis anos depois, a Itália teria a chance de revanche (no fim, confirmada) na final da Copa do Mundo de 2006, quando Zidane e Materazzi protagonizaram um capítulo à parte, com aquela cabeçada da qual a gente não aguenta mais ouvir falar.

Aí, já com a Itália por cima, quis o destino que as duas seleções se encontrassem de novo nas Eliminatórias para a Eurocopa de 2008: os italianos acabariam como líderes da chave, mesmo perdendo um jogo e empatando o outro contra os franceses, ao fim vice-líderes.

Veio então a Euro, pra valer. De novo, já na primeira fase, o sorteio das chaves providenciou um confronto entre Itália e França. Deu Itália, 2 x 0, e os franceses assim acabaram eliminados do torneio logo de cara — a segunda vaga da chave ficou com a Romênia.

Durante todo esse tempo, além do capítulo Zidane x Materazzi, vários outros nomes protagonizaram um festival de troca de farpas via imprensa. Raymond Domenech, o técnico da França, e Genaro Gattuso, cão de guarda da Azzurra, principalmente — ambos se odeiam e nunca fizeram questão de esconder isso.

A imprensa francesa e italiana, paralelamente, também davam suas espetadas uma na outra o tempo todo, meio na linha do que o argentino Olé costuma fazer com o Brasil (sem resposta, diga-se) . E nesta terça, enfim, um novo capítulo.

Porque, na França, um jornalista francês chamado Pierre Ménès escreveu o que ele mesmo chama de “dicionário absurdo do futebol”, um livro (foto ao lado), segundo o próprio autor, de “humor sarcástico”. No qual definiu com frases como estas abaixo a palavra “italianos”:

1) Tribo do sul capaz de fazer o melhor jogador do mundo perder a cabeça. Novo inimigo íntimo desde os tempos da retirada dos alemães e da explosão do fenômeno Materazzi.

2) O italiano tem muitas particularidades: coloca gel nos cabelos longos, se penteia, levanta a gola da camisa, enagana e dá cotoveladas. Mas o que irrita mais é que ele ganha.

Além das definições, Ménès elencou alguns sinônimos para “italianos”: “Ritals” (que seria, segundo a Gazzetta, um termo depreciativo para imigrantes italianos), “Macaronis”, “Provocadores”, “Gattuso” (seria uma ofensa?) e “Campeões do Mundo” (esse certamente não é).

Mas, apesar da aliviada, não teve jeito. Ménès irritou os jornalistas da Gazzetta dello Sport, que colocaram, na manchete do site, uma resposta ao sarcástico provocador (seria Menès italiano?). “É absurdo, no limite do ofensivo”, disse a publicação italiana, referindo-se ao título do livro.

E a Gazzetta aproveita ainda o gancho da frase ”o que mais irrita é que ganha” para dizer o seguinte: “Quem sabe alguma coisa sobre isso é Raymond Domenech, técnico da França, humilhado repetidamente pela Azzurra. E talvez até Zidane. Ou seja ‘o jogador preferido dos franceses, capaz de caminhar sobre a água e de acertar com a cabeça os mal educados (outra definição do livro)’. Mas não quem escreve dicionários “absurdos” de futebol.

No fim, é tudo muito divertido. Agora com licença que vai começar a Liga dos Campeões.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): azzurra, copa do mundo, imprensa Tags: , , , , , , , ,
17/11/2007 - 11:49

Rivalidade à parte

Não sei se os torcedores franceses concordam. Aliás, não sei nem mesmo se os editores responsáveis tem esse sentimento. Não sei se foi só com o objetivo (bem sucedido) de fazer um barulhinho na Europa. Mas o fato é que é esta abaixo a capa do importante diário francês L’Equipe neste sábado.

A explicação, na teoria, é simples: se a Itália vencer a Escócia, garante sua ida à Eurocopa de 2008 ao lado dos franceses. Como a França folga na rodada, é o único jeito que tem de se classificar hoje. Mas, vale lembrar, Itália à parte, os franceses só dependem de ganhar seus últimos dois jogos para avançar.

Para a Itália, embora Donadoni diga o contrário, bastará um empate contra os escoceses neste sábado. Porque ninguém em sã consciência pode achar que é possível os italianos não vencerem as Ilhas Faroe na última rodada.

Não verei o jogo com um computador à mão e posso demorar para postar os comentários sobre ‘a decisão’. Quem quiser pode acompanhar os lances da partida (durante e mesmo depois do jogo) pelo Placar iG. Basta clicar aqui.

Eu comento no próximo post. Com a Itália classificada ou eliminada.

Autor: Gian Oddi - Categoria(s): Sem categoria, azzurra, imprensa Tags: ,
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