2 times, 7 dias
Quarta-feira, 10 de março. Humilhado, o Milan perde por 4 x 0 do Manchester United e é eliminado da Liga dos Campeões. Torcedores protestam, de novo, contra a diretoria. Berlusconi, dono do clube, ironiza: “Além de chorar, eu coloco dinheiro”. Leonardo é criticado. O time perde o zagueiro Nesta, machucado. A depressão é total.
Sexta-feira, 12. A Inter perde por 3 x 1 para o Catania em mais uma atuação decepcionante no Campeonato Italiano. Jornais destacam a queda de rendimento da equipe e começam a especular sobre a saída de José Mourinho caso o time não vença a Liga dos Campeões.
Domingo, 14. Com um golaço de Seedorf nos acréscimos, o Milan vence o Chievo por 1 x 0 e fica a um ponto da líder Inter. A euforia no San Siro é total. E a perspectiva de título, graças também à tabela mais difícil da Inter, passa a ser real. “Eu acredito”, diz o outrora choroso Berlusconi.
Terça-feira, 16. Em Londres, a Inter dá um banho no Chelsea e avança às quartas da Liga. As críticas de sábado desaparecem e dão lugar a elogios e à promessa interista de “blindar” a permanência do técnico português por muitos anos.
Em uma semana, o humor de Inter e Milan e as análises sobre os dois times mudaram da água para o vinho. Em uma semana, sabemos, o vinho pode ficar aguado novamente. Por enquanto, a única certeza positiva para os times de Milão é que o título nacional ficará na cidade. O que, para a Inter, já não seria suficiente.
